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sexta-feira, 19 de maio de 2023

Zelensky é esperado em reunião do G-7 para apoiar Ucrânia

Os líderes dos países do Grupo dos Sete (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) se reúnem neste fim de semana em Hiroxima, no Japão, escolhida por causa da ameaça da Rússia de usar armas nucleares na Guerra da Ucrânia. O Brasil foi convidado, mas o convidado-surpresa é o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o que deve dar o tom do encontro.

O G-7, criado quando seus países eram as maiores potências industrias, apoia a Ucrânia unanimemente e deve anunciar novas sanções à Rússia. Ao mesmo tempo, tenta atrair grandes países democráticos em desenvolvimento como o Brasil, a Índia e a Indonésia ao se apresentar como defensor dos princípios da soberania nacional e integridade territorial, sem ambições imperialistas.

Na guerra, a Ucrânia declarou ter abatido mísseis hipersônicos russos Kinjal. A Rússia negou e anunciou ter atingido um sistema de defesa antimísseis norte-americano Patriot cedido à Ucrânia. Os EUA afirmam que o sistema está funcionando.

Ao receber um enviado especial da China para negociar a paz, o ministro do Exterior da Ucrânia, Dmytro Kuleva, rejeitou qualquer que congele o conflito ou implique concessões territoriais à Rússia. A soberania nacional e a integridade territorial não se negociam, esclareceu o chanceler.

Como a maioria dos analistas consideram improvável uma vitória militar de qualquer dos lados, há o risco de um congelamento do conflito, de uma guerra ou ocupação longa, de décadas, como na Coreia, no Chipre, em Israel e na Palestina ou na Caxemira.

O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy vai cumprir um ano de prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica por corrupção e tráfico de influência.

No Equador, o Tribunal Constitucional mantém a decisão do presidente Guillermo Lasso de dissolver a Assembleia Nacional e convocar eleições parlamentares e presidencial para conclusão dos mandatos.

A Suprema Corte dos EUA absolve o Twitter e o Google de ações que alegavam que as empresas colaboraram com o terrorismo do grupo extremista Estado Islâmico.

A temperatura média da Terra deve superar em cinco anos o limite de 1,5 grau centígrado acima da temperatura do início da Revolução Industrial, em 1750, meta estabelecida pelo Acordo de Paris sobre Mudança do Clima para conter o aquecimento global. Meu comentário: 

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Banqueiro derrota candidato de Correa e vai presidir Equador

 Numa grande surpresa, com 52,49% a 47,51% dos votos válidos no segundo turno de votação, o banqueiro Guillermo Lasso foi eleito presidente do Equador neste domingo, vencendo Andrés Arauz, apoiado pelo ex-presidente Rafael Correa, que fugiu do país para escapar de processos por corrupção e vive na Bélgica. Ele toma posse em 24 de maio para exercer um mandato de quatro anos.

No discurso da vitória, no Centro de Convenções de Guaiaquil, a maior e mais rica cidade equatoriana, onde nasceu, Lasso afirmou que "é um dia de celebração, a democracia triunfou. Os equatorianos usaram seu direito de eleger e optaram por um novo rumo, um rumo muito diferente dos últimos 14 anos no Equador." Sua principal mensagem na campanha do segundo turno foi atacar o correísmo, a herança política de Rafael Correa.

Lasso, banqueiro, ex-diretor-executivo da Coca-Cola, ex-governador provincial e ex-ministro da Economia e da Energia, venceu na terceira tentativa de se tornar presidente. Liberal em economia e conservador nos costumes, o presidente eleito é católico, contra o aborto, mas aceita o casamento de pessoas do mesmo sexo. Ele assumiu o compromisso defender os direitos da mulher, inclusive igualdade de salários com os homens para a mesma função, e proteger as minorias LGBT.

Por telefone, o candidato vencido reconheceu a derrota. Em discurso a seus correligionários, Arauz, um economista de esquerda, declarou que "é apenas um começo" e prometeu continuar a luta por justiça social, dignidade e cidadania. Sua vitória abriria caminho para a reabilitação de Correa.

Em agosto do ano passado, quatro meses depois de ser condenado a oito anos de cadeia num escândalo de subornos, Correa tentou se candidatar como vice-presidente de Arauz, repetindo a fórmula usada por Cristina Kirchner na Argentina, ao dar a cabeça da chapa a Alberto Fernández. O Conselho Nacional Eleitoral rejeitou a candidatura, alegando que só pode ser feita de forma presencial.

No Twitter, Correa aceitou a vitória de Lasso: "Sinceramente, acreditávamos que ganharíamos, mas nossas projeções estavam erradas. Sorte para Guillermo Lasso, seu êxito será do Equador. Só peço que pare com o lawfare, que destrói vidas e famílias.

Lawfare é o uso político da Justiça, argumento usado políticos latino-americanos processados por corrupção como o ex-presidente Lula, a vice-presidente argentina Cristina Kirchner e o ex-presidente equatoriano para alegar perseguição política.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Oposição rejeita resultado oficial da eleição no Equador

Com 96,27% das urnas apuradas no segundo turno da eleição presidencial no Equador, o candidato governista Lenín Moreno vence com 51,12% contra 48,88% do oposicionista Guillermo Lasso, que contesta o resultado oficial do Conselho Nacional Eleitoral e promete recorrer à Justiça para denunciar fraude eleitoral.

O CNE convocou uma entrevista para anunciar o resultado à meia-noite pela hora de Quito (2h em Brasília). Diante dos ataques da oposição, cancelou a entrevista.

A oposição alega que três pesquisas de boca de urna deram vitória ao milionário Guillermo Lasso, mas outras deram vantagem a Moreno. Seus militantes continuam mobilizados. Devem passar a noite na sede da campanha e diante do CNE, onde romperam o cerco policial, noticia o jornal La Hora.

Do lado governista, o presidente Rafael Correa, que deixará o cargo depois de dez anos, liderou a festa cantando músicas e lemas da Aliança País. Os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e da Venezuela, Nicolás Maduro, e a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner cumprimentaram Moreno pela vitória.

domingo, 2 de abril de 2017

Candidato de Correa canta vitória no Equador

Com 94,27% das urnas apuradas no segundo turno da eleição presidencial no Equador, o candidato do presidente Rafael Correa, Lenín Moreno lidera com 51,07% contra 48,3% para o milionário Guillermo Lasso e já canta vitória, noticia o jornal equatoriano El Comércio citando como fonte o Conselho Nacional Eleitoral.

A oposição não reconhece a derrota, alegando que três pesquisas deram vitória a Lasso. O candidato oposicionista chegou a se proclamar vencedor com base nessas pesquisas. Neste momento, a oposição dá entrevista denunciando fraude eleitoral.

O eleito será o sucessor de Rafael Correa, que governou o Equador durante dez anos depois de uma década de grande instabilidade e várias quedas de presidentes.

Um dos líderes do movimento bolivarista inspirado pelo caudilho venezuelano Hugo Chávez, sem os mesmos recursos do petróleo, Correa adotou uma política fiscal prudente.

Sob Correa, o governo fez investimentos sociais, mas não atraiu investimentos privados. Também sofreu com a dolarização, que engessou a economia equatoriana em meio à queda nos preços internacionais do petróleo, impedindo o país de fazer desvalorizações competitivas.

Assim, o Equador cresce menos do que os vizinhos Colômbia e Peru, que adotam políticas econômicas mais liberais.

terça-feira, 7 de março de 2017

Correa muda comandante do Exército do Equador

A menos de um mês do segundo turno da eleição presidencial, o presidente Rafael Correa, trocou o comandante do Exército do Equador, substituindo o general Luis Castro pelo general Edison Narvaez 11 meses antes do prazo previsto, informou o jornal El Comercio. Em protesto, outros três generais se demitiram.

A tensão entre o presidente esquerdista e as Forças Armadas aumentou depois do primeiro turno da eleição presidencial, a primeira em dez anos em que Correa não participa. Seu candidato, Lenin Moreno, ficou um pouco abaixo dos 40% exigidos pela Constituição do Equador para vencer no primeiro turno.

O segundo turno será disputado em 2 de abril por Moreno e o milionário Guillermo Lasso. As Forças Armadas equatorianas desempenham um papel importante nas eleições. Os militares transportam e protejam as urnas.

Quem quer que seja o vencedor terá dificuldade para reativar a economia do país. A queda nos preços do petróleo é a principal causa da atual crise e a dolarização reduz a margem de manobra do governo.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Partidários de Correa desistem de referendo sobre reeleição

O grupo Rafael Contigo Sempre retirou seu pedido de realização de uma consulta popular para permitir ao presidente Rafael Correa concorrer a mais uma reeleição no Equador, em 2017, noticiou hoje o jornal equatoriano El Universal.

Os partidários do líder equatoriano haviam recolhido 1,2 milhão de assinaturas, 200 mil a mais do que o necessário para convocar um referendo.

Quem quer que sejam os candidatos, a eleição presidencial de 2017 será muito disputada por causa da crise econômica do Equador, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). A expectativa para este ano é de uma recessão de 2,5%.

Numa pesquisa realizada em agosto, o empresário oposicionista Guillermo Lasso, derrotado na eleição presidencial de 2013, aparecia em primeiro lugar com 32%, seguido pelo presidente Correa com 29,5%.

Se Correa não concorrer, o candidato do governo pode ser o vice-presidente Jorge Glas ou o ex-vice-presidente Lenin Moreno.