Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
sexta-feira, 19 de maio de 2023
Zelensky é esperado em reunião do G-7 para apoiar Ucrânia
segunda-feira, 12 de abril de 2021
Banqueiro derrota candidato de Correa e vai presidir Equador
Numa grande surpresa, com 52,49% a 47,51% dos votos válidos no segundo turno de votação, o banqueiro Guillermo Lasso foi eleito presidente do Equador neste domingo, vencendo Andrés Arauz, apoiado pelo ex-presidente Rafael Correa, que fugiu do país para escapar de processos por corrupção e vive na Bélgica. Ele toma posse em 24 de maio para exercer um mandato de quatro anos.
No discurso da vitória, no Centro de Convenções de Guaiaquil, a maior e mais rica cidade equatoriana, onde nasceu, Lasso afirmou que "é um dia de celebração, a democracia triunfou. Os equatorianos usaram seu direito de eleger e optaram por um novo rumo, um rumo muito diferente dos últimos 14 anos no Equador." Sua principal mensagem na campanha do segundo turno foi atacar o correísmo, a herança política de Rafael Correa.
Lasso, banqueiro, ex-diretor-executivo da Coca-Cola, ex-governador provincial e ex-ministro da Economia e da Energia, venceu na terceira tentativa de se tornar presidente. Liberal em economia e conservador nos costumes, o presidente eleito é católico, contra o aborto, mas aceita o casamento de pessoas do mesmo sexo. Ele assumiu o compromisso defender os direitos da mulher, inclusive igualdade de salários com os homens para a mesma função, e proteger as minorias LGBT.
Por telefone, o candidato vencido reconheceu a derrota. Em discurso a seus correligionários, Arauz, um economista de esquerda, declarou que "é apenas um começo" e prometeu continuar a luta por justiça social, dignidade e cidadania. Sua vitória abriria caminho para a reabilitação de Correa.
Em agosto do ano passado, quatro meses depois de ser condenado a oito anos de cadeia num escândalo de subornos, Correa tentou se candidatar como vice-presidente de Arauz, repetindo a fórmula usada por Cristina Kirchner na Argentina, ao dar a cabeça da chapa a Alberto Fernández. O Conselho Nacional Eleitoral rejeitou a candidatura, alegando que só pode ser feita de forma presencial.
No Twitter, Correa aceitou a vitória de Lasso: "Sinceramente, acreditávamos que ganharíamos, mas nossas projeções estavam erradas. Sorte para Guillermo Lasso, seu êxito será do Equador. Só peço que pare com o lawfare, que destrói vidas e famílias.
Lawfare é o uso político da Justiça, argumento usado políticos latino-americanos processados por corrupção como o ex-presidente Lula, a vice-presidente argentina Cristina Kirchner e o ex-presidente equatoriano para alegar perseguição política.
segunda-feira, 3 de abril de 2017
Oposição rejeita resultado oficial da eleição no Equador
O CNE convocou uma entrevista para anunciar o resultado à meia-noite pela hora de Quito (2h em Brasília). Diante dos ataques da oposição, cancelou a entrevista.
A oposição alega que três pesquisas de boca de urna deram vitória ao milionário Guillermo Lasso, mas outras deram vantagem a Moreno. Seus militantes continuam mobilizados. Devem passar a noite na sede da campanha e diante do CNE, onde romperam o cerco policial, noticia o jornal La Hora.
Do lado governista, o presidente Rafael Correa, que deixará o cargo depois de dez anos, liderou a festa cantando músicas e lemas da Aliança País. Os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e da Venezuela, Nicolás Maduro, e a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner cumprimentaram Moreno pela vitória.
domingo, 2 de abril de 2017
Candidato de Correa canta vitória no Equador
A oposição não reconhece a derrota, alegando que três pesquisas deram vitória a Lasso. O candidato oposicionista chegou a se proclamar vencedor com base nessas pesquisas. Neste momento, a oposição dá entrevista denunciando fraude eleitoral.
O eleito será o sucessor de Rafael Correa, que governou o Equador durante dez anos depois de uma década de grande instabilidade e várias quedas de presidentes.
Um dos líderes do movimento bolivarista inspirado pelo caudilho venezuelano Hugo Chávez, sem os mesmos recursos do petróleo, Correa adotou uma política fiscal prudente.
Sob Correa, o governo fez investimentos sociais, mas não atraiu investimentos privados. Também sofreu com a dolarização, que engessou a economia equatoriana em meio à queda nos preços internacionais do petróleo, impedindo o país de fazer desvalorizações competitivas.
Assim, o Equador cresce menos do que os vizinhos Colômbia e Peru, que adotam políticas econômicas mais liberais.
terça-feira, 7 de março de 2017
Correa muda comandante do Exército do Equador
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
Partidários de Correa desistem de referendo sobre reeleição
Os partidários do líder equatoriano haviam recolhido 1,2 milhão de assinaturas, 200 mil a mais do que o necessário para convocar um referendo.
Quem quer que sejam os candidatos, a eleição presidencial de 2017 será muito disputada por causa da crise econômica do Equador, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). A expectativa para este ano é de uma recessão de 2,5%.
Numa pesquisa realizada em agosto, o empresário oposicionista Guillermo Lasso, derrotado na eleição presidencial de 2013, aparecia em primeiro lugar com 32%, seguido pelo presidente Correa com 29,5%.
Se Correa não concorrer, o candidato do governo pode ser o vice-presidente Jorge Glas ou o ex-vice-presidente Lenin Moreno.