Mostrando postagens com marcador Rafael Correa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rafael Correa. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de abril de 2025

Daniel Noboa é reeleito presidente do Equadoor

 O presidente conservador Daniel Noboa foi reeleito neste domingo em segundo turno no Equador. Com mais de 90% dos votos apurados, o presidente tem uma vantagem de mais de um milhão de votos e 12 pontos percentuais (56% a 42%) sobre a candidata de esquerda, Luisa González, que não reconheceu a derrota e pediu recontagem dos votos.

"Recuso-me a acreditar que o povo preferiria mentiras em vez da verdade, violência em vez da paz e da unidade", declarou González, do partido Revolução Cidadã, liderado pelo ex-presidente Rafael Correa, exilado na Bélgica depois de ser condenado por corrupção. "Vamos exigir uma recontagem e que abram as urnas."

Tanto a Organização dos Estados Americanos (OEA) quanto a União Europeia, que enviaram missões observadora, consideraram a eleição limpa e justa. Na véspera da eleição, Noboa decretou estado de emergência em sete estados em que González era favorita, levantando suspeitas de intimidação do eleitorado. O presidente afirmou que a medida era para conter a violência.

A campanha foi marcada pelo maior problema enfrentado pelo Equador hoje, a violência das máfias do tráfico de drogas, com a penetração no país dos cartéis do México. Para combater essas gangues, Noboa militarizou a polícia e as prisões. 

Os dois candidatos que chegaram ao segundo turno terminaram o primeiro praticamente empatados com pouco mais de 44% dos votos cada um. De acordo com a presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Diana Atameint, 84% dos eleitores inscritos votaram no segundo turno.

Daniel Noboa é filho de Álvaro Noboa, o homem mais rico do país, magnata das bananas, que tentou ser presidente do Equadir cinco vezes, sem sucesso. Ele foi eleito em 15 de outubro de 2023 para concluir o mandato do presidente Guillermo Lasso, que vai até maio. Agora, terá a chance de governar por um mandato inteiro de 4 anos.

Na campanha, Noboa se apresentou como o candidato da lei, da ordem e da segurança pública, mas até aqui teve pouco sucesso no combate aos maiores problemas do Equador: a violência dos traficantes de drogas e o desemprego.

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Empresário surpreende e vai disputar segundo turno no Equador

 A esquerdista Luisa González, do movimento correísta Revolução Cidadã, liderado pelo ex-presidente Rafael Correa (2007-17), e o empresário Daniel Noboa, da Aliança Democrática Nacional (ADN), devem disputar o segundo turno da eleição presidencial extraordinária no Equador em 15 de outubro.

Com 74% das urnas apuradas, González lidera com 33,17% dos votos contra 24,12% para Noboa, a grande surpresa desta eleição. Em terceiro lugar, com 16,33%, está Christian Zurita, do Movimento Constrói. Ele substituiu o ex-deputado Fernando Villavicencio, assassinado em 9 de agosto por máfias do tráfico de drogas. Logo atrás, vem o ex-militar e empresário Jan Topic, com 14,6%.

Daniel Noboa, de 35 anos, filho do magnata Álvaro Noboa, que disputou a Presidência do Equador cinco vezes sem sucesso, não estava no segundo turno em nenhuma pesquisa. Seu sucesso é atribuído ao desempenho no único debate, realizado em 13 de agosto

Desde já, Noboa é o favorito como candidato anticorreísta. Assim, deve receber o apoio do partido de Villavicencio, que combatia o narcotráfico e a corrupção de Correa, que vive no México depois de ser condenado em escândalo envolvendo a construtora brasileira Odebrecht, e também de Topic.

Luisa González, de 45 anos, agradeceu ao eleitorado feminino, destacou que é a primeira mulher a receber uma grande votação em eleição presidencial no Equador, pediu a união dos equatorianos e atacou Noboa como candidato da elite econômica: "Temos de votar bem. Não podemos ter um Lasso 2.0."

Quem vencer vai governar por apenas um ano e meio, até maio de 2025 para completar o mandato do presidente Guillermo Lasso (2021-23), que dissolveu a Assembleia Nacional e encurtou seu próprio governo, em 17 de maio, ao apelar para um dispositivo constitucional conhecido como "morte cruzada" para escapar de um processo de impeachment.

O Equador foi às urnas em meio a uma crise econômica e onda de violência, com extorsões, sequestros e assassinatos cometidos principalmente por gangues do tráfico de drogas. A morte de Villavicencio é atribuída a um grupo chamado Los Choneros, braço equatoriano do Cartel de Sinaloa, o maior do México. 

Nos últimos cinco anos, a taxa de homicídios cresceu de 5,8 para 25,9 para cada 100 mil habitantes. Em 2023, deve ser ainda maior. Já foram registrados 4,3 mil assassinatos, mais do que no ano passado. 

Assim, o maior desafio do novo governo é combater a violência. Na campanha, o candidato Jan Topic, da Aliança País sem Medio, defendeu a adoção dos métodos do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, acusado de violar os direitos humanos na luta contra as gangues que assolavam o país.

Em plebiscito realizado junto com a eleição, 59% dos equatorianos votaram contra a exploração de petróleo no parque nacional de Yasuní, na região amazônica do país.

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Banqueiro derrota candidato de Correa e vai presidir Equador

 Numa grande surpresa, com 52,49% a 47,51% dos votos válidos no segundo turno de votação, o banqueiro Guillermo Lasso foi eleito presidente do Equador neste domingo, vencendo Andrés Arauz, apoiado pelo ex-presidente Rafael Correa, que fugiu do país para escapar de processos por corrupção e vive na Bélgica. Ele toma posse em 24 de maio para exercer um mandato de quatro anos.

No discurso da vitória, no Centro de Convenções de Guaiaquil, a maior e mais rica cidade equatoriana, onde nasceu, Lasso afirmou que "é um dia de celebração, a democracia triunfou. Os equatorianos usaram seu direito de eleger e optaram por um novo rumo, um rumo muito diferente dos últimos 14 anos no Equador." Sua principal mensagem na campanha do segundo turno foi atacar o correísmo, a herança política de Rafael Correa.

Lasso, banqueiro, ex-diretor-executivo da Coca-Cola, ex-governador provincial e ex-ministro da Economia e da Energia, venceu na terceira tentativa de se tornar presidente. Liberal em economia e conservador nos costumes, o presidente eleito é católico, contra o aborto, mas aceita o casamento de pessoas do mesmo sexo. Ele assumiu o compromisso defender os direitos da mulher, inclusive igualdade de salários com os homens para a mesma função, e proteger as minorias LGBT.

Por telefone, o candidato vencido reconheceu a derrota. Em discurso a seus correligionários, Arauz, um economista de esquerda, declarou que "é apenas um começo" e prometeu continuar a luta por justiça social, dignidade e cidadania. Sua vitória abriria caminho para a reabilitação de Correa.

Em agosto do ano passado, quatro meses depois de ser condenado a oito anos de cadeia num escândalo de subornos, Correa tentou se candidatar como vice-presidente de Arauz, repetindo a fórmula usada por Cristina Kirchner na Argentina, ao dar a cabeça da chapa a Alberto Fernández. O Conselho Nacional Eleitoral rejeitou a candidatura, alegando que só pode ser feita de forma presencial.

No Twitter, Correa aceitou a vitória de Lasso: "Sinceramente, acreditávamos que ganharíamos, mas nossas projeções estavam erradas. Sorte para Guillermo Lasso, seu êxito será do Equador. Só peço que pare com o lawfare, que destrói vidas e famílias.

Lawfare é o uso político da Justiça, argumento usado políticos latino-americanos processados por corrupção como o ex-presidente Lula, a vice-presidente argentina Cristina Kirchner e o ex-presidente equatoriano para alegar perseguição política.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Movimento indígena exige queda do presidente do Equador

Ondas de manifestantes enfrentaram a polícia hoje nas ruas de Quito, no sétimo dia de protestos contra o fim do subsídio aos combustíveis, que subiram 120% em função de um acordo para obter um empréstimo de US$ 4 bilhões. 

Os protestos são liderados pelo movimento indígena, que derrubou três presidentes do Equador desde 1997 e agora exige a renúncia do presidente Lenín Moreno. Em uma semana, pelo menos cinco pessoas foram mortas e quase 800 foram presas.

A Confederação das Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), que se nega a negociar com o governo, liderou a marcha até o centro da capital, paralisada por uma greve geral. Foram seguidos por trabalhadores e estudantes. Estes jogaram pedras na polícia, que reagiu com bombas de gás lacrimogênio.

"Queremos que as medidas sejam revogadas para dar tranquilidade ao povo", declarou o líder indígena César García, de 52 anos, enquanto uma representante da comunidade de Zumbahua, na província de Cotopaxi, Diana Guanatuña, exigia que "o governo se vá porque teve tempo suficiente para mostrar o que pode fazer pelo povo e não fez nada."

A situação econômica do país se agravou nos últimos anos com a queda nos preços do petróleo. O presidente Moreno anunciou a intenção de deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para escapar dos limites de produção impostos pelos grandes produtores.

Moreno era vice-presidente de Rafael Correa, um presidente de esquerda carismático e popular que seguia a linha do chavismo. No governo, adotou uma postura mais favorável ao mercado e aos empresários. Acusado de corrupção num escândalo envolvendo a construtora brasileira Odebrecht, Correa fugiu para a Bélgica, país de sua mulher.

Na semana passada, Correa esteve em Caracas, onde se reuniu com o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Moreno, que na segunda-feira transferiu o governo para Guaiaquil, a maior cidade e capital econômica do Equador, responsabiliza os dois pela explosão de violência no Equador. Hoje, voltou a Quito.

Os índios são 4,5 milhões, cerca de 25% da população equatoriana, de 17,7 milhões de habitantes, dos quais 37% vivem na miséria. Entre os indígenas, a pobreza chega a 73%. Eles tiveram participação decisiva em todos os movimentos de protesto. Provocaram a queda dos presidente Abdalá Bucaram, em 1997; Jamil Mahuad, em 2000; e Lucio Gutiérrez, em 2005.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Fundador do WikiLeaks é preso e pode ser extraditado para os EUA

Depois de sete anos asilado na Embaixada do Equador em Londres, o anarquista australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks, uma empresa dedicada a piratear segredos de Estado e de grandes empresas, foi preso hoje. Ele pode ser extraditado para os Estados Unidos, onde é acusado de conspiração para invadir computadores e roubar documentos sigilosos.

O Equador suspendeu o asilo e autorizou a polícia britânica a entrar na embaixada e prender Assange, acusado no Reino Unido de violar os termos de sua liberdade condicional. Quando entrou na embaixada, Assange tinha contra si um mandado de prisão pan-europeu emitido pela Procuradoria-Geral da Suécia, que pretendia interrogá-lo por acusação de crimes sexuais.

Mais tarde, a Suécia retirou as acusações, mas Assange não poderia deixar a embaixada sem ser preso pela polícia britânica por violar os termos de sua liberdade condicional enquanto aguardava o julgamento do pedido de extradição para a Suécia.

Nos EUA, Assange é acusado de conspiração para violar computadores e roubar documentos sigilosos no caso que levou à prisão o soldado Bradley Manning, que mudou de sexo e hoje se chama Chelsea Manning. Mais de 250 mil documentos sigilosos do Departamento de Estado foram revelados pelo WikiLeaks.

Durante a campanha eleitoral de 2016, o então candidato Donald Trump pediu publicamente ao WikiLeaks que pirateasse o correio eletrônico da candidata democrata, Hillary Clinton, que usou um servidor privado quando era secretária de Estado.

"Eu amo o WikiLeaks", declarou Trump, que hoje tentou se distanciar de Assange. O WikiLeaks divulgou mensagens de correio eletrônico do Partido Democrata dos EUA pirateados pelo serviço secreto militar da Rússia em suas manobras para favorecer Trump. Assange afirmou que trabalhava contra Hillary para evitar uma nova guerra mundial.

O grande debate é se Assange agiu apenas para divulgar informações. Neste caso, estaria protegido pelo direito à liberdade de expressão garantido pela Constituição americana.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, condenou "energicamente a detenção de Julian Assange e a violação da liberdade de expressão". O australiano se refugiou na embaixada equatoriana quando o país era governado pelo chavista Rafael Correa, aliado de Morales e da ditadura venezuelana. Seu sucessor e ex-aliado Lenin Moreno rompeu com Correa e hoje apoia o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó.

sábado, 21 de julho de 2018

Equador deve expulsar Assange da embaixada em Londres

Depois de quase seis anos, o Equador se prepara para acabar com o asilo diplomático do fundador do WikiLeaks, Julian Assange. Ele deve ser expulso da embaixada equatoriana em Londres, talvez na próxima semana, e ser entregue às autoridades do Reino Unido

Em 2006, Assange, um programador de computadores australiano, criou o WikiLeaks, uma empresa dedicada a piratear arquivos confidencias e informações sigilosas de governos e empresas para expor publicamente suas ações supostamente irregulares.

Quatro anos depois, o WikiLeaks revelou arquivos secretos dos Estados Unidos sobre as guerras no Afeganistão e no Iraque, e mais de 250 mil documentos sigilosos do Departamento de Estado.

No mesmo ano de 2010, os EUA abriram uma investigação criminal e a Suécia emitiu um mandado de prisão pan-europeu para interrogar Assange por supostos crimes sexuais que ele teria cometido no país. Era acusado de estupro por forçar uma mulher a manter relações sexuais e de transar sem camisinha com outra.

Assange sempre alegou que os crimes sexuais eram uma desculpa da Suécia para prendê-lo e entregá-lo aos EUA. Em 7 de dezembro de 2010, ele se entregou às autoridades britânicas e foi libertado sob fiança para responder em liberdade ao processo de extradição para a Suécia.

O mandato de prisão pan-europeu parte do princípio de que toda pessoa terá direito a um julgamento justo em qualquer dos 28 países da União Europeia, uma vez que todos são democracias. Assim, a tendência é conceder a extradição se os delitos da acusação forem crimes no país onde o suspeito está.

Quando ficou claro que perderia, em agosto de 2012, Assange pediu asilo político em Londres à Embaixada do Equador, na época governado pelo esquerdista Rafael Correa, aliado do caudilho venezuelano Hugo Chávez.

Durante a campanha eleitoral de 2016 nos EUA, Assange divulgou várias séries de mensagens de correio eletrônico de um servidor privado usado irresponsavelmente pela candidata democrata Hillary Clinton quando era secretária de Estado, no primeiro governo Barack Obama (2009-13). Foi acusado de receber material de pirataria cibernética dos serviços da Rússia, que queria a eleição de Donald Trump.

Mais uma vez, negou tudo. Alegou ser contra Hillary por entender que suas políticas levariam a uma nova guerra mundial. Mas não afastou a suspeita de colaboração com a ditadura sinistra de Vladimir Putin.

Em 19 de maio de 2017, a procuradoria da Suécia encerrou o inquérito e revogou o mandado de prisão europeu. Assange não saiu da embaixada para não ser preso por violar os termos de sua liberdade condicional. Agora, aos 47 anos, está chegando a hora de enfrentar a realidade.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Equador acaba com reeleição presidencial sem limites

Num plebiscito para encerrar a carreira política do ex-presidente Rafael Correa, 64% dos votantes aprovaram ontem em referendo uma proposta para acabar com a reeleição indefinida do presidente do Equador, noticiou o jornal equatoriano El Comercio. 

A "morte civil" dos condenados por corrupção, que não poderão mais exercer funções públicas, teve o apoio de 74%, um pouco mais do que o fim da prescrição dos crimes sexuais contra crianças, aprovado por 73,73%.

O Conselho Nacional Eleitoral, que ainda deve divulgar o resultado oficial, anunciou a participação de 82% do eleitorado nos sete plebiscitos. Na prática, a consulta popular enterra a versão equatoriana do "socialismo do século 21" pregado pelo finado caudilho venezuelano Hugo Chávez.

Eleito com o apoio de Correa, o presidente Lenín Moreno rompeu com o padrinho e festejou o resultado: "Hoje é o tempo dos jovens líderes. Partidos políticos: renovem-se! O povo disse sim. Os políticos que ansiavam se eternizar no poder não voltarão nunca mais. O Equador disse sim", escreveu ele no Twitter.

O ex-presidente Correa, que se mudou para a Bélgica, depôs nesta segunda-feira em Quito num processo sobre negócios com a Petrochina para venda de petróleo à China e à Tailândia.

A ruptura entre Moreno e Correa foi marcada pela prisão e condenação do ex-vice-presidente Jorge Glas num escândalo de corrupção envolvendo a empreiteira brasileira Odebrecht.

domingo, 2 de abril de 2017

Candidato de Correa canta vitória no Equador

Com 94,27% das urnas apuradas no segundo turno da eleição presidencial no Equador, o candidato do presidente Rafael Correa, Lenín Moreno lidera com 51,07% contra 48,3% para o milionário Guillermo Lasso e já canta vitória, noticia o jornal equatoriano El Comércio citando como fonte o Conselho Nacional Eleitoral.

A oposição não reconhece a derrota, alegando que três pesquisas deram vitória a Lasso. O candidato oposicionista chegou a se proclamar vencedor com base nessas pesquisas. Neste momento, a oposição dá entrevista denunciando fraude eleitoral.

O eleito será o sucessor de Rafael Correa, que governou o Equador durante dez anos depois de uma década de grande instabilidade e várias quedas de presidentes.

Um dos líderes do movimento bolivarista inspirado pelo caudilho venezuelano Hugo Chávez, sem os mesmos recursos do petróleo, Correa adotou uma política fiscal prudente.

Sob Correa, o governo fez investimentos sociais, mas não atraiu investimentos privados. Também sofreu com a dolarização, que engessou a economia equatoriana em meio à queda nos preços internacionais do petróleo, impedindo o país de fazer desvalorizações competitivas.

Assim, o Equador cresce menos do que os vizinhos Colômbia e Peru, que adotam políticas econômicas mais liberais.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Partidários de Correa desistem de referendo sobre reeleição

O grupo Rafael Contigo Sempre retirou seu pedido de realização de uma consulta popular para permitir ao presidente Rafael Correa concorrer a mais uma reeleição no Equador, em 2017, noticiou hoje o jornal equatoriano El Universal.

Os partidários do líder equatoriano haviam recolhido 1,2 milhão de assinaturas, 200 mil a mais do que o necessário para convocar um referendo.

Quem quer que sejam os candidatos, a eleição presidencial de 2017 será muito disputada por causa da crise econômica do Equador, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). A expectativa para este ano é de uma recessão de 2,5%.

Numa pesquisa realizada em agosto, o empresário oposicionista Guillermo Lasso, derrotado na eleição presidencial de 2013, aparecia em primeiro lugar com 32%, seguido pelo presidente Correa com 29,5%.

Se Correa não concorrer, o candidato do governo pode ser o vice-presidente Jorge Glas ou o ex-vice-presidente Lenin Moreno.

domingo, 17 de abril de 2016

Número de mortos no terremoto no Equador sobe para 233 pessoas

Pelo menos 233 morreram e outras 1,5 mil saíram feridas no terremoto de 7,8 graus na escala Richter que abalou no início da noite de ontem o litoral norte do Equador, anunciou hoje o presidente Rafael Correa.

O maior tremor de terra no país desde 1979 teve epicentro perto da cidade de Muisne, no departamento de Esmeraldas, a 170 quilômetros da capital, Quito, onde o abalo também foi sentido e vários bairros ficaram sem telefone nem energia elétrica. O sismo, a 19 km de profundidade, foi tão forte que derrubou uma ponte em Guaiaquil, no litoral sul.

Houve mortes  nas cidades de Guaiaquil, Manta e Portoviejo, a centenas de quilômetros de distância. O aeroporto de Manta foi fechado depois que a torre de controle desabou, ferindo um controlador de voo e um segurança.

Em Pedernales, uma cidade de 40 mil habitantes próxima do epicentro, milhares de pessoas passaram a noite nas ruas. Várias lojas foram saqueadas.

O prefeito Gabriel Alcivar declarou que a polícia está procurando sobreviventes e assim não tem condições de restabelecer a ordem pública: "Não foi uma casa que desabou. Foi uma cidade inteira."

De volta de uma viagem à Itália, o presidente equatoriano decretou estado de emergência. Dez mil soldados e 3,5 mil policiais foram mobilizados para participar da operação de resgate.

NOTA: no fim do dia, o total de mortos passava de 350. Na segunda-feira, 18 de abril, chegou a 413.

Terremoto de 7,8 graus mata pelo menos 77 pessoas no Equador

Um violento tremor de terra de 7,8 graus na escala aberta de Richter causou a morte de pelo menos 77 pessoas e deixou outras 588 feridas ontem à noite na costa do Equador no Oceano Pacífico, informou o último boletim oficial, divulgado pelo vice-presidente Jorge Glas, citado pelo jornal El Comercio.

Foi o terremoto mais forte no país andino desde 1979. Era início da noite, 18h58 em Quito (20h58 em Brasília) quando a terra tremeu. O epicentro foi no litoral, perto da cidade de Muisne, na província de Esmeraldas.

Uma ponte desabou em Guaiaquil, a maior cidade equatoriana, assim como a torre do aeroporto de Manta. O abalo sísmico foi sentido na capital, Quito. Alguns bairros ficaram sem energia elétrica nem telefone.

O presidente Rafael Correa decretou estado de emergência e pediu calma à nação de 16 milhões de habitantes. Os moradores foram aconselhados a se afastar do mar por causa do risco de ondas gigantes.

Do outro lado do oceano, um terremoto de 7,3 graus abalou a província de Kunamoto, no Japão. Foi o segundo tremor a atingir a ilha de Kyushu em 24 horas. Os dois abalos mataram pelo menos 41 pessoas.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Equador aprova reeleição presidencial sem limite

Por 100 votos a 8, com boicote da oposição, a Assembleia Nacional do Equador aprovou ontem uma reforma constitucional que permite a reeleição sem limites do presidente do país. A medida faz parte de um pacote de 15 emendas à Constituição e só entra em vigor em 2021.

O presidente Rafael Correa apoiou a reforma, mas anunciou que não pretende concorrer à reeleição em 2017. Sem confiança na promessa, a oposição boicotou a votação.

A reforma constitucional proposta por Correa deflagrou uma onda de manifestações de massa no Equador mobilizando contra ele as comunidades indígenas que foram decisivas para sua ascensão ao poder, em 2007. Diante dos protestos, ele anunciou que não será candidato em 2017.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Equador decreta emergência por erupção vulcânica

O presidente Rafael Correa decretou estado de emergência no Equador por causa da erupção do vulcão Cotapaxi, noticiou a televisão pública britânica BBC. Uma nuvem de cinzas vulcânicas atingiu a capital, Quito, situada a 50 quilômetros do norte do vulcão.

Centenas de pessoas de vilas próximas foram obrigadas a fugir de casa. O acesso ao parque que cerca o vulcão está proibido. A última grande erupção do Cotopaxi foi em 1877.

No momento, Correa enfrenta protestos da oposição e de confederação indígenas. Revoltas dos índios derrubaram os três antecessores do atual presidente.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

China dá crédito de US$ 5,3 bilhões ao Equador

Sob pressão da queda nos preços internacionais do petróleo, o Equador terá acesso a uma linha de crédito de US$ 5,3 bilhões aberta pelo Banco de Exportações e Importações da China, revelou hoje a agência de notícias Bloomberg.

Em nota, o ministro das Finanças equatoriano declarou que o país deve investir US$ 1,5 bilhão em obras de infraestrutura de irrigação e transportes.

O petróleo é o principal produto de exportação do Equador, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), e o governo foi obrigado a cortar gastos no valor de US$ 1,5 bilhão por causa da baixa de 50% nos preços do produto nos últimos seis meses.

O presidente Rafael Correa foi à China atrás do empréstimo. O próximo é o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Seu país, riquíssimo em petróleo, enfrenta situação econômica muito mais difícil por causa dos desvarios da revolução chavista e seu fracassado socialismo do século 21.

Com seu apetite por matérias-primas, abalado pela desaceleração da economia, a China se tornou nos últimos anos o maior parceiro comercial da América Latina.

domingo, 6 de outubro de 2013

Equador vai explorar petróleo em parque nacional

Sob protesto de índios e ecologistas, o presidente Rafael Correa conseguiu aprovação para explorar petróleo no Parque Nacional de Yasuni, que fica no leste da região amazônica do Equador. Por 108 a 25, a Assembleia Nacional suspendeu a última restrição constitucional à prospecção e lavra em uma área de preservação ambiental.

Com jazidas estimadas em 920 milhões de barris, cerca de 20% das reservas do Equador, menor país-membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), os campos petrolíferos de Ishpingo, Tambococha e Tiputini foram declarados de "interesse nacional". Ficam numa extremidade do Parque Nacional de Yasuni, uma área de 1 milhão de hectares de floresta tropical úmida considerada reserva mundial de biodiversidade.

Depois de lançar uma campanha mundial para arrecadar dinheiro em valor capaz de compensar a não exploração do petróleo para preservar a natureza e mitigar o efeito estufa, sem sucesso, em 15 de agosto, Correa anunciou a intenção de explorar as reservas.

O governo equatoriano espera arrecadar US$ 19 bilhões - 58% do orçamento de 2013 - em 20 anos. Correa prometeu destinar a maior parte do dinheiro para combater a pobreza, especialmente na Amazônia equatoriana, informou a agência de notícias France Presse.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Correa vence com ampla margem no Equador

O economista de esquerda Rafael Correa foi reeleito ontem com 57% dos votos para um terceiro mandato consecutivo como presidente do Equador e fica no poder até 2017, informa o jornal equatoriano Hoy. Pela primeira vez, terá maioria na Assembleia Nacional, onde sua Aliança País deve eleger 69 dos 137 deputados.

Em segundo lugar, ficou o banqueiro Guilllermo Lasso com 23%, um sinal da falência dos partidos políticos tradicionais do país, atropelados pela revolução bolivarista inspirada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Entre os sete derrotados, estão também o ex-presidente Lucio Gutiérrez e o magnata da banana Álvaro Noboa, homem mais rico do Equador.

"Ninguém pode parar esta revolução!", declarou Correa na sacada do Palácio Carondelet, na parte colonial de Quito. "Ou mudamos o país agora ou não mudamos mais. É uma oportunidade histórica".

Correa, no poder desde 2007, pretende usar a maioria parlamentar "para lutar por uma lei de comunicação que permita uma imprensa mais decente no Equador". Sua terceira vitória consecutiva encerra um período de profunda instabilidade política no país. Nos dez anos anteriores à ascensão de Correa, nenhum presidente equatoriano conseguiu completar o mandato.

A oposição teme que o presidente aumente o controle do Poder Executivo sobre os meios de comunicação e o Poder Judiciário, seguindo o modelo adotado por Chávez na Venezuela e perseguido pela presidente Cristina Kirchner na Argentina.

Apesar da revolução de caráter socialista, cerca de 30% dos equatorianos ainda vivem na miséria, informa o último relatório do Banco Mundial. O governo alega ter reduzido a pobreza absoluta a 16%.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Assad já procura asilo na América Latina

Sob intenso ataque dos rebeldes depois de um ano e nove meses de revolta popular e guerra civil, com mais de 40 mil mortes, em plena Batalha de Damasco, o ditador Bachar Assad prepara sua fuga do poder na Síria.

Na semana passada, o vice-ministro do Exterior sírio, Faissal al-Mikdad esteve em Cuba, na Venezuela e no Equador, levando cartas pessoais de Assad aos presidentes Raúl Castro, Hugo Chávez e Rafael Correa, revelou hoje o jornal liberal israelense Haaretz.

Chávez recebeu a carta antes de embarcar para Cuba, onde se submete a mais uma etapa de seu tratamento contra o câncer. Em Caracas, um porta-voz do governo venezuelano comentou apenas que a mensagem "tocou" Chávez ao falar das "relações pessoas dos dois presidentes".

Ao participar da 18º Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que se realiza no Catar, o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, foi contra a concessão de asilo para o ditador sírio, alegando que a organização não pode aceitar a impunidade: "Quem comete graves violações dos direitos humanos deve ser levado à Justiça. Este é um princípio fundamental".

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Correa atacou Banco Mundial na cúpula ibero-americana

Em um duro ataque ao Banco Mundial, o presidente Rafael Correa acusou a instituição de chantagear o Equador, quando era ministro da Fazenda. Ele se retirou do plenário da Conferência de Cúpula Ibero-Americana realizada no último fim de semana no Paraguai para não ouvir a vice-presidente do banco.

Quando o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, dirigia os trabalhos como anfitrião e passou a palavra à vice-presidente do banco, Pamela Cox, no sábado, Correa reagiu indignado: "E quando o Banco Mundial vai nos escutar? Temos de receber o Banco Mundial?"

O presidente equatoriano expôs suas razões: "Quando eu era ministro da Economia, nos negou um crédito porque mudamos a política econômica. Foi defensor do grande capital, dos interesses hegemônicos extrarregionais. Por que temos de escutar o Banco Mundial neste fórum?"

Lugo argumentou que a reunião de cúpula era "um fórum amplo e aberto", e acrescentou: "Sei que muitas pessoas e governos têm questionamentos em relação ao Banco Mundial, mas qual a melhor oportunidade do que lhes escutar aqui e digerir e repensar criticamente?"

Correa insistiu: "E quando o Banco Mundial vai nos ouvir? Este é um fórum ibero-americano e me nego a escutar uma instituição que chantageou abertamente meu país. Vou me retirar durante sua intervenção e voltarei depois", noticia a revista América Economia.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Repórteres sem Fronteiras criticam Rafael Correa

O presidente Rafael Correa deve escolher entre fazer uma "revolução" ou travar uma "guerra midiática" contra as grandes empresas de comunicação do Equador, advertiu hoje em Paris o secretário-geral da organização não governamental Repórteres sem Fronteiras, que luta pela liberdade de imprensa, informou hoje a agência de notícias espanhola Efe.

Ao divulgar a carta aberta na capital da França, Jean-François Julliard observou que há uma tensão cada vez maior entre o presidente equatoriano e "parte da mídia privada", agravada pelo processo em que Correa cobra uma indenização de US$ 80 milhões do jornal El Universal.

A ONG reconheceu "a agressividade e inclusive os excessos" de alguns críticos do presidente, que o acusaram de "crimes de lesa humanidade" durante a rebelião policial de 30 de setembro de 2010. Neste ambiente, alerta que um debate sério sobre o projeto de Lei da Comunicação "não será possível se perdurar um clima de enfrentamento e ódio". 

sábado, 7 de maio de 2011

Correa anuncia vitória em referendo no Equador

As pesquisas de boca de urna indicam a vitória do sim em todos os dez referendos realizados no Equador para aprovar reformas, mas a contagem preliminar da Comissão Nacional Eleitoral reduziu um pouco a vantagem.

O presidente Rafael Correa declarou vitória que "fortalece a revolução cidadã" por "mais de dez pontos de vantagem", mas isso não se confirmou. Com 40% de votos não ao projeto de reformas do presidente, a oposição cresceu.

As questões foram da proibição de touradas ao maior controle do governo sobre os meios de comunicação e do presidente sobre as indicações para o Poder Judiciário.

Com a vitória e o apoio de jovens, dos indígenas e da esquerda, Correa é desde já favorito para a eleição presidencial de 2013, quando deve concorrer a um terceiro mandato. A oposição, fortalecida com os 40% que conseguiu na média, denuncia o autoritarismo do presidente, em conflito permanente com a mídia,  acusando-o de recorrer a referendos para passar por cima do Poder Legislativo.

O ex-presidente Lucio Gutiérrez acusou Correa de usar a máquina do governo durante a campanha.