Depois de 12 dias de protestos com confrontos das forças de segurança contra manifestantes indígenas, trabalhadores e estudantes nas ruas da capital, Quito, o presidente Lenín Moreno cancelou o aumento de 120% nos combustíveis, parte de um acordo do Equador com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para eliminar subsídios em troca de um empréstimo de US$ 4 bilhões, mais de R$ 16 bilhões.
Diante do recuo do governo, os líderes das manifestações anunciaram a desmobilização, apesar da exigência das alas mais radicais de uma renúncia do presidente.
Moreno também prometeu revisar as medidas de austeridade econômica prometidas ao FMI para equilibrar as contas públicas do Equador, inclusive planos para diminuir os salários dos funcionários públicos. Seu desafio agora é reduzir o déficit público sem provocar novos distúrbios.
O presidente terá de enfrentar uma dura campanha para se reeleger em 2021 por causa da ameaça de seu antecessor, Rafael Correa, de quem era vice-presidente.
Ao chegar ao poder, Moreno mudou a orientação política de Correa, um discípulo do falecido caudilho venezuelano Hugo Chávez, e adotou políticas mais favoráveis à economia de mercado. Suspeito de ter recebido propina da construtora brasileira Odebrecht, o ex-presidente fugiu para um autoexílio na Bélgica, onde nasceu sua mulher.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Combustíveis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Combustíveis. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 14 de outubro de 2019
quarta-feira, 9 de outubro de 2019
Movimento indígena exige queda do presidente do Equador
Ondas de manifestantes enfrentaram a polícia hoje nas ruas de Quito, no sétimo dia de protestos contra o fim do subsídio aos combustíveis, que subiram 120% em função de um acordo para obter um empréstimo de US$ 4 bilhões.
Os protestos são liderados pelo movimento indígena, que derrubou três presidentes do Equador desde 1997 e agora exige a renúncia do presidente Lenín Moreno. Em uma semana, pelo menos cinco pessoas foram mortas e quase 800 foram presas.
A Confederação das Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), que se nega a negociar com o governo, liderou a marcha até o centro da capital, paralisada por uma greve geral. Foram seguidos por trabalhadores e estudantes. Estes jogaram pedras na polícia, que reagiu com bombas de gás lacrimogênio.
"Queremos que as medidas sejam revogadas para dar tranquilidade ao povo", declarou o líder indígena César García, de 52 anos, enquanto uma representante da comunidade de Zumbahua, na província de Cotopaxi, Diana Guanatuña, exigia que "o governo se vá porque teve tempo suficiente para mostrar o que pode fazer pelo povo e não fez nada."
A situação econômica do país se agravou nos últimos anos com a queda nos preços do petróleo. O presidente Moreno anunciou a intenção de deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para escapar dos limites de produção impostos pelos grandes produtores.
Moreno era vice-presidente de Rafael Correa, um presidente de esquerda carismático e popular que seguia a linha do chavismo. No governo, adotou uma postura mais favorável ao mercado e aos empresários. Acusado de corrupção num escândalo envolvendo a construtora brasileira Odebrecht, Correa fugiu para a Bélgica, país de sua mulher.
Na semana passada, Correa esteve em Caracas, onde se reuniu com o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Moreno, que na segunda-feira transferiu o governo para Guaiaquil, a maior cidade e capital econômica do Equador, responsabiliza os dois pela explosão de violência no Equador. Hoje, voltou a Quito.
Os índios são 4,5 milhões, cerca de 25% da população equatoriana, de 17,7 milhões de habitantes, dos quais 37% vivem na miséria. Entre os indígenas, a pobreza chega a 73%. Eles tiveram participação decisiva em todos os movimentos de protesto. Provocaram a queda dos presidente Abdalá Bucaram, em 1997; Jamil Mahuad, em 2000; e Lucio Gutiérrez, em 2005.
Os protestos são liderados pelo movimento indígena, que derrubou três presidentes do Equador desde 1997 e agora exige a renúncia do presidente Lenín Moreno. Em uma semana, pelo menos cinco pessoas foram mortas e quase 800 foram presas.
A Confederação das Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), que se nega a negociar com o governo, liderou a marcha até o centro da capital, paralisada por uma greve geral. Foram seguidos por trabalhadores e estudantes. Estes jogaram pedras na polícia, que reagiu com bombas de gás lacrimogênio.
"Queremos que as medidas sejam revogadas para dar tranquilidade ao povo", declarou o líder indígena César García, de 52 anos, enquanto uma representante da comunidade de Zumbahua, na província de Cotopaxi, Diana Guanatuña, exigia que "o governo se vá porque teve tempo suficiente para mostrar o que pode fazer pelo povo e não fez nada."
A situação econômica do país se agravou nos últimos anos com a queda nos preços do petróleo. O presidente Moreno anunciou a intenção de deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para escapar dos limites de produção impostos pelos grandes produtores.
Moreno era vice-presidente de Rafael Correa, um presidente de esquerda carismático e popular que seguia a linha do chavismo. No governo, adotou uma postura mais favorável ao mercado e aos empresários. Acusado de corrupção num escândalo envolvendo a construtora brasileira Odebrecht, Correa fugiu para a Bélgica, país de sua mulher.
Na semana passada, Correa esteve em Caracas, onde se reuniu com o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Moreno, que na segunda-feira transferiu o governo para Guaiaquil, a maior cidade e capital econômica do Equador, responsabiliza os dois pela explosão de violência no Equador. Hoje, voltou a Quito.
Os índios são 4,5 milhões, cerca de 25% da população equatoriana, de 17,7 milhões de habitantes, dos quais 37% vivem na miséria. Entre os indígenas, a pobreza chega a 73%. Eles tiveram participação decisiva em todos os movimentos de protesto. Provocaram a queda dos presidente Abdalá Bucaram, em 1997; Jamil Mahuad, em 2000; e Lucio Gutiérrez, em 2005.
Marcadores:
Chavismo,
Combustíveis,
Equador,
FMI,
Guaiaquil,
Lenín Moreno,
Nicolás Maduro,
protestos,
Quito,
Rafael Correa,
subsídios,
Venezuela
terça-feira, 4 de dezembro de 2018
França cede à pressão das ruas e suspende aumento dos combustíveis
Depois de manifestações violentas e da recusa do movimento dos coletes amarelos de dialogar, o primeiro-ministro da França, Edouard Philippe, suspendeu hoje por seis meses o aumento do imposto sobre combustíveis que entraria em vigor em 1º de janeiro.
De 15 de janeiro a 1º de março, o governo pretende realizar "um grande debate sobre impostos e despesas públicas" para "encontrar soluções concretas". Também prometeu evitar reajustes nos preços da eletricidade até maio de 2019, noticiou o Journal de Dimanche.
Philippe lamentou "a cólera profunda que vem de longe" e admitiu que este é um momento decisivo do governo do presidente Emmanuel Macron.
De 15 de janeiro a 1º de março, o governo pretende realizar "um grande debate sobre impostos e despesas públicas" para "encontrar soluções concretas". Também prometeu evitar reajustes nos preços da eletricidade até maio de 2019, noticiou o Journal de Dimanche.
Philippe lamentou "a cólera profunda que vem de longe" e admitiu que este é um momento decisivo do governo do presidente Emmanuel Macron.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
Ministro do Interior da França vai se reunir amanhã com manifestantes
O governo da França reage diante dos violentos protestos dos coletes amarelos no fim de semana. O ministro do Interior, Christophe Castaner, se encontra hoje com líderes de partidos políticos e amanhã com representantes do movimento, mas o presidente Emmanuel Macron não quer recuar da proposta do aumento de impostos sobre combustíveis.
Hoje os motoristas de ambulâncias aderiram aos protestos, bloqueando várias ruas de Paris, inclusive o acesso à Assembleia Nacional, que discute daqui a dois dias, em 5 de dezembro, as medidas fiscais e ambientais anunciadas pelo governo. O Senado debate a matéria no dia 6.
As oposições pedem o cancelamento dos aumentos de impostos e medidas que vão de um referendo à dissolução da Assembleia Nacional. Os manifestantes querem a renúncia de Macron.
Embora o movimento não tenha lideranças e reivindicações claras, tem o apoio de dois terços da população francesa, que se sente deixada de lado pelas reformas de Macron, visto como o "presidente dos ricos".
Macron fazer poucas concessões. Pretende manter os impostos sobre combustíveis. Mas as oposições a suas reformas ganham força não vão parar por aí.
Seu plano é desestimular o consumo de combustíveis fósseis para acelerar a transição para uma economia de baixo carbono, baseada em fontes de energia alternativas. Não dá para ser contra o aquecimento global e não querer pagar o preço da transição.
Como em toda reforma, os beneficiários da velha ordem sofrem com as perdas, enquanto as vantagens das reformas demoram a ser percebidas.
Hoje os motoristas de ambulâncias aderiram aos protestos, bloqueando várias ruas de Paris, inclusive o acesso à Assembleia Nacional, que discute daqui a dois dias, em 5 de dezembro, as medidas fiscais e ambientais anunciadas pelo governo. O Senado debate a matéria no dia 6.
As oposições pedem o cancelamento dos aumentos de impostos e medidas que vão de um referendo à dissolução da Assembleia Nacional. Os manifestantes querem a renúncia de Macron.
Embora o movimento não tenha lideranças e reivindicações claras, tem o apoio de dois terços da população francesa, que se sente deixada de lado pelas reformas de Macron, visto como o "presidente dos ricos".
Macron fazer poucas concessões. Pretende manter os impostos sobre combustíveis. Mas as oposições a suas reformas ganham força não vão parar por aí.
Seu plano é desestimular o consumo de combustíveis fósseis para acelerar a transição para uma economia de baixo carbono, baseada em fontes de energia alternativas. Não dá para ser contra o aquecimento global e não querer pagar o preço da transição.
Como em toda reforma, os beneficiários da velha ordem sofrem com as perdas, enquanto as vantagens das reformas demoram a ser percebidas.
Marcadores:
Aquecimento global,
Assembleia Nacional,
baixo carbono,
Christophe Castaner,
coletes amarelos,
Combustíveis,
Emmanue Macron,
França,
Impostos,
Senado
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Jokowi assume com desafio de reformar a Indonésia
O ex-governador de Jacarta Joko Widodo, de 53 anos, tomou posse hoje como sétimo presidente da Indonésia, o maior país muçulmano do mundo e o quarto maior de todos em população, com 250 milhões de habitantes distribuídos em 6,6 mil ilhas que se estendem por 5 mil quilômetros do Oceano Índico ao Pacífico.
Primeiro presidente de fora da elite indonésia, Jokowi, como é conhecido popularmente, terá como desafio enfrentar a burocracia e reformar o mercado de trabalho para manter o crescimento na média de 6% ao ano. Em 2013, a expansão foi de 5,8% e há uma desaceleração em 2014.
No ano passado, a Indonésia superou a Índia, tornando-se a segunda economia que mais cresce no Grupo dos 20 (19 países mais ricos do mundo e a União Europeia), atrás apenas da China. Beneficiando-se do "milagre econômico asiático", a Indonésia se industrializou nas últimas décadas.
Em 2012, a indústria respondeu por 46,4% do produto interno bruto da Indonésia, de US$ 895 bilhões, o 16º maior do mundo. Como tem custos baixos, pelo critério de paridade do poder de compra, sobe para o 9º lugar, com PIB estimado em US$ 2,389 trilhões. Em renda média por habitante, é o 101º mundo, com US$ 9.635 por ano pelo critério de PPP.
Um desequilíbrio grave é o subsídio aos combustíveis, que consome 20% do orçamento. Vem de um tempo em que a Indonésia era exportadora de petróleo. O país pertence à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Mas, com a queda na produção de 1,5 milhão de barris por dia no fim do século passado para 1 milhão de barris hoje e o aumento do consumo, o país se tornou importador.
Sem maioria no Congresso, Jokowi vai depender da reconciliação com o candidato derrotado, Prabowo Subianto, genro do falecido ditador Mohamed Suharto, que inicialmente entrou na Justiça para contestar o resultado das urnas. Num sinal de trégua, eles se encontraram na sexta-feira.
Primeiro presidente de fora da elite indonésia, Jokowi, como é conhecido popularmente, terá como desafio enfrentar a burocracia e reformar o mercado de trabalho para manter o crescimento na média de 6% ao ano. Em 2013, a expansão foi de 5,8% e há uma desaceleração em 2014.
No ano passado, a Indonésia superou a Índia, tornando-se a segunda economia que mais cresce no Grupo dos 20 (19 países mais ricos do mundo e a União Europeia), atrás apenas da China. Beneficiando-se do "milagre econômico asiático", a Indonésia se industrializou nas últimas décadas.
Em 2012, a indústria respondeu por 46,4% do produto interno bruto da Indonésia, de US$ 895 bilhões, o 16º maior do mundo. Como tem custos baixos, pelo critério de paridade do poder de compra, sobe para o 9º lugar, com PIB estimado em US$ 2,389 trilhões. Em renda média por habitante, é o 101º mundo, com US$ 9.635 por ano pelo critério de PPP.
Um desequilíbrio grave é o subsídio aos combustíveis, que consome 20% do orçamento. Vem de um tempo em que a Indonésia era exportadora de petróleo. O país pertence à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Mas, com a queda na produção de 1,5 milhão de barris por dia no fim do século passado para 1 milhão de barris hoje e o aumento do consumo, o país se tornou importador.
Sem maioria no Congresso, Jokowi vai depender da reconciliação com o candidato derrotado, Prabowo Subianto, genro do falecido ditador Mohamed Suharto, que inicialmente entrou na Justiça para contestar o resultado das urnas. Num sinal de trégua, eles se encontraram na sexta-feira.
Marcadores:
Ásia,
Combustíveis,
Crescimento,
Eleição presidencial,
Indonésia,
Joko Widodo,
Jokowi,
Petróleo,
Posse,
reformas econômicas,
subsídios
quarta-feira, 27 de março de 2013
FMI questiona subsídio trilionário ao setor de energia
A eletricidade, os combustíveis e outras formas de energia recebem por ano subsídios governamentais de US$ 1,9 trilhão que distorcem os preços e dificultam o combate ao aquecimento global, e devem ser substituídos por impostos sobre carbono e outras medidas contra o agravamento do efeito estufa, conclui um estudo divulgado hoje pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
Só para combater a poluição e a mudança do clima, nos Estados Unidos, calcula o jornal The Washington Post, isto exigiria a cobrança de um imposto adicional de US$ 0,37 por litro de gasolina e impostos que chegariam a US$ 1.170 em média por pessoa anualmente.
Como a economia é um custo básico de qualquer atividade humana, todos os governos tentam baixar seu preço para reduzir o custo de vida para os cidadãos e o de produção para as empresas. O Fundo adverte que não dá mais para ignorar o que os ecologistas chamam de "externalidades", como a destruição da natureza e a poluição.
Além de causar distorções como o consumismo, o subsídio à energia reduz a arrecadação de impostos necessários para investimentos em infraestrutura, educação e saúde, que são as bases para o desenvolvimento sustentável.
"Esses subsídios beneficiam mais quem têm três carros e quatro aparelhos de ar condicionado do que os pobres", argumentou David Lipton 1º-subdiretor-geral do FMI.
Só para combater a poluição e a mudança do clima, nos Estados Unidos, calcula o jornal The Washington Post, isto exigiria a cobrança de um imposto adicional de US$ 0,37 por litro de gasolina e impostos que chegariam a US$ 1.170 em média por pessoa anualmente.
Como a economia é um custo básico de qualquer atividade humana, todos os governos tentam baixar seu preço para reduzir o custo de vida para os cidadãos e o de produção para as empresas. O Fundo adverte que não dá mais para ignorar o que os ecologistas chamam de "externalidades", como a destruição da natureza e a poluição.
Além de causar distorções como o consumismo, o subsídio à energia reduz a arrecadação de impostos necessários para investimentos em infraestrutura, educação e saúde, que são as bases para o desenvolvimento sustentável.
"Esses subsídios beneficiam mais quem têm três carros e quatro aparelhos de ar condicionado do que os pobres", argumentou David Lipton 1º-subdiretor-geral do FMI.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Bolívia cancela aumento dos combustíveis
Depois de uma reunião com sindicalistas e líderes indígenas, o presidente Evo Morales voltou atrás, reinstituiu os subsídios e cancelou o aumento dos combustíveis que provocou uma onda de protestos violentos na Bolívia.
Para segunda-feira, estavam previstos uma grande marcha até La Paz, greves e bloqueio de estradas.
Para segunda-feira, estavam previstos uma grande marcha até La Paz, greves e bloqueio de estradas.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Bolívia aumenta gasolina em 73%
O setor de transportes ameaçou parar na Bolívia ontem, depois que o governo autorizou, no fim de semana, um aumento de 22% a 99% nos preços dos combustíveis para cortar subsídios que a situação financeira do país não permite mais suportar.
Quem fez o anúncio no Palácio Queimado foi o vice-presidente Álvaro García Linera, que exerce temporariamente a presidência.
García Linera explicou que há cinco anos o governo mantinha congelado em US$ 27,11 o preço que paga pelo barril de petróleo às companhias produtoras. Como o barril já passa dos US$ 90, não havia estímulo à produção.
A Bolívia estava sendo obrigada a importar gasolina e óleo diesel pelos preços do mercado internacional. Isso custou ao país US$ 380 milhões, acrescentou o vice-presidente.
O setor de transportes protesta e ameaçar parar. Para o presidente do Sindicato dos Motoristas, Franklin Durán, todos vão sentir, mas a maior ameaça é aos autônomos.
Na opinião do economista Bernardo Prado, especialista no setor de energia, o governo analisou o impacto do aumento sobre o custo de vida e os setores indústrias que consomem óleo diesel e óleo combustível. Mas não tinha saída.
Prado considera inevitável uma forte pressão sobre os preços porque o custo do transporte vai subir para todos.
Quem fez o anúncio no Palácio Queimado foi o vice-presidente Álvaro García Linera, que exerce temporariamente a presidência.
García Linera explicou que há cinco anos o governo mantinha congelado em US$ 27,11 o preço que paga pelo barril de petróleo às companhias produtoras. Como o barril já passa dos US$ 90, não havia estímulo à produção.
A Bolívia estava sendo obrigada a importar gasolina e óleo diesel pelos preços do mercado internacional. Isso custou ao país US$ 380 milhões, acrescentou o vice-presidente.
O setor de transportes protesta e ameaçar parar. Para o presidente do Sindicato dos Motoristas, Franklin Durán, todos vão sentir, mas a maior ameaça é aos autônomos.
Na opinião do economista Bernardo Prado, especialista no setor de energia, o governo analisou o impacto do aumento sobre o custo de vida e os setores indústrias que consomem óleo diesel e óleo combustível. Mas não tinha saída.
Prado considera inevitável uma forte pressão sobre os preços porque o custo do transporte vai subir para todos.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Greve já provoca desabastecimento na Espanha
Depois de três dias de greve dos caminhoneiros, a Espanha já enfrenta problemas de abastecimento de combustíveis e alimentos.
Ontem, pelo menos duas pessoas morreram, um espanhol e um português, nos piquetes das paralisações contra o aumento nos preços da gasolina e do óleo diesel na Europa. Em outro incidentes, três caminhões foram incendiados ontem à noite em Alicante, na Espanha. Um caminhoneiro ficou gravemente queimado.
Houve minuto de silêncio na Espanha. Em homenagem ao colega morto, todos os caminhões foram convidados a parar. Na capital espanhola, Madri, a polícia usou o guincho para desobstruir auto-estradas, mas os grevistas prometeram bloquear outras.
Em Almería, os pequenos agricultores fizeram que protestavam contra os preços dos combustíveis enfrentaram a polícia numa batalha campal. Os policiais usaram cassetetes, mas foram obrigados a recuar diante da fúria dos produtores rurais.
Um porta-voz da Presidência da Comissão Européia declarou em Bruxelas que o problema é estrutural, causado pelo aumento nos preços do petróleo, não restando nada a fazer a não ser se adaptar.
Ontem, pelo menos duas pessoas morreram, um espanhol e um português, nos piquetes das paralisações contra o aumento nos preços da gasolina e do óleo diesel na Europa. Em outro incidentes, três caminhões foram incendiados ontem à noite em Alicante, na Espanha. Um caminhoneiro ficou gravemente queimado.
Houve minuto de silêncio na Espanha. Em homenagem ao colega morto, todos os caminhões foram convidados a parar. Na capital espanhola, Madri, a polícia usou o guincho para desobstruir auto-estradas, mas os grevistas prometeram bloquear outras.
Em Almería, os pequenos agricultores fizeram que protestavam contra os preços dos combustíveis enfrentaram a polícia numa batalha campal. Os policiais usaram cassetetes, mas foram obrigados a recuar diante da fúria dos produtores rurais.
Um porta-voz da Presidência da Comissão Européia declarou em Bruxelas que o problema é estrutural, causado pelo aumento nos preços do petróleo, não restando nada a fazer a não ser se adaptar.
terça-feira, 27 de maio de 2008
Pescadores e caminhoneiros protestam na Europa
O preços dos combustíveis provoca uma revolta de pescadores e caminhoneiros na Europa. Com 11 portos bloqueados por pescadores na França e greve também na Espanha, que tem a maior frota pesqueira da União Européia, podendo chegar à Itália, Grécia e Portugal, os caminhoneiros espanhóis aderiram ao movimento e os britânicos invadiram Londres para entregar uma petição ao primeiro-ministro Gordon Brown.
Em Paris, falando ao rádio, o presidente Nicolas Sarkozy sugeriu a eliminação temporária do imposto sobre valor agregado, o equivalente ao imposto sobre circulação de mercadorias e serviços, sobre os combustíveis. É o que exigem pescadores e caminhoneiros por todo o continente.
Na Grã-Bretanha, um litro de óleo diesel custa o equivalente a R$ 4,30; 65% são impostos. A carga fiscal elevada ajuda a conter o consumo e evitar o aquecimento global.
Em Paris, falando ao rádio, o presidente Nicolas Sarkozy sugeriu a eliminação temporária do imposto sobre valor agregado, o equivalente ao imposto sobre circulação de mercadorias e serviços, sobre os combustíveis. É o que exigem pescadores e caminhoneiros por todo o continente.
Na Grã-Bretanha, um litro de óleo diesel custa o equivalente a R$ 4,30; 65% são impostos. A carga fiscal elevada ajuda a conter o consumo e evitar o aquecimento global.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Exportação argentina bate recorde
Com a alta nos preços internacionais das commodities e uma safra recorde, as exportações da Argentina foram de US$ 50,266 bilhões nos primeiros 11 meses do ano. Bateram não só o total do ano passado como a marca dos US$ 50 bilhões. Cresceram 19% em relação ao mesmo período de 2006.
As importações subiram 30% para US$ 40,898 bilhões. Isso diminui o saldo comercial da Argentina neste ano em 13,6% para US$ 9,368 bilhões.
Houve também um aumento nas exportações de automóveis e produtos industriais menos sofisticados como tubos de aço e de alumínio.
O aumento das exportações foi maior para os produtos primários (43%), seguido de produtos agroindustriais(25%) e produtos industriais (15%). Com o aumento da demanda na Ásia e de biocombustíveis, o preço internacional da soja aumentou 40% desde julho.
As exportações de combustíveis e energia caíram 12%.
As importações subiram 30% para US$ 40,898 bilhões. Isso diminui o saldo comercial da Argentina neste ano em 13,6% para US$ 9,368 bilhões.
Houve também um aumento nas exportações de automóveis e produtos industriais menos sofisticados como tubos de aço e de alumínio.
O aumento das exportações foi maior para os produtos primários (43%), seguido de produtos agroindustriais(25%) e produtos industriais (15%). Com o aumento da demanda na Ásia e de biocombustíveis, o preço internacional da soja aumentou 40% desde julho.
As exportações de combustíveis e energia caíram 12%.
Assinar:
Postagens (Atom)