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quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Queda do governo enfraquece Macron na França

Um dia depois que as oposições se uniram da extrema direita à extrema esquerda para derrubar o primeiro-ministro Michel Barnier, o presidente da França, Emmanuel Macron, fez um pronunciamento em tom de desafio, afirmou que não renuncia e anunciou a nomeação de um novo chefe de governo comprometido com o "interesse geral" da nação.

O próprio Macron é o maior responsável pela crise atual. A aliança governista Juntos tinha maioria relativa. Em 9 de junho, o presidente dissolveu a Assembleia Nacional e convocou eleições legislativas antecipadas realizadas em 30 de junho e 7 de julho. A esquerda elegeu 180 deputados, a bancada governista 159 e a extrema direita 142. 

Todos ficaram longe da maioria de 289 cadeiras. Macron rejeitou uma aliança com a esquerda e não indicou um primeiro-ministro da maior bancada como seria praxe num regime parlamentarista. O novo governo durou três meses.

Este novo fracasso de Macron enfraquece também a União Europeia. O chanceler (primeiro-ministro) da Alemanha, Olaf Scholz, caiu e o país realiza novas eleições gerais em 23 de fevereiro de 2025. Assim, os dois países que formam o eixo central da UE estão sem governo estável quando o antieuropeu Donald Trump se prepara para assumir a Presidência dos Estados Unidos em 20 de janeiro.

domingo, 7 de julho de 2024

Frente de esquerda e centro barra ascensão da ultradireita na França

A Nova Frente Popular (NFP), de esquerda, e a aliança Juntos, do presidente Emmanuel Macron, venceram o segundo turno das eleições parlamentares na França e conseguiram barrar a ascensão ao poder da Reunião Nacional (RN), de extrema direita, que ficou em terceiro lugar. Há festa nas ruas de Paris e outras cidades.

A NFP elegeu 182 deputados na Assembleia Nacional, de 577 cadeiras. A aliança macronista Juntos terá 168 cadeiras, e a RN e aliados 143 deputados. Esse resultado só foi possível porque 210 candidatos desistiram para deixar o mais votado enfrentar a ultradireita. Todas alianças estão longe da maioria absoluta, de 289 cadeiras. A participação no segundo turno foi de 67,1%, a maior desde 1981.

O primeiro-ministro Gabriel Attal anunciou que vai pedir demissão amanhã para dar ao presidente maior margem de manobra para negociar a formação de um novo governo. A questão agora é que governo será possível.

O líder da França Insubmissa (LFI), Jean-Luc Mélenchon, da esquerda radical, declarou que "o presidente tem o dever de convidar a NFP para governar", mas se recusou a formar coalizão com o macronismo "depois de lhe fazer oposição há sete anos".

Dentro da NFP, LFI elegeu pelo menos 71 deputados, o Partido Socialista (PS) 64 deputados, os Ecologistas conquistaram 33 cadeiras e o Partido Comunista Francês 9. Tendo em vista o radicalismo de Mélenchon, se Macron nomear um primeiro-ministro de esquerda, provavelmente será o socialista Raphael Glucksmann. A frente de esquerda promete apresentar um candidato em uma semana.

Sem esconder a frustração, o candidato da extrema direita a primeiro-ministro, Jordan Bardella, afirmou que "a aliança da desonra" vai "privar os franceses de uma política de recuperação". A líder da RN, Marine Le Pen, disse que a derrota "só adia nossa vitória". No momento, ela é a favorita para a eleição presidencial de 2027, mas é a única candidata declarada.

domingo, 30 de junho de 2024

Extrema direita vence primeiro turno na França

 A Reunião Nacional (RN), de extrema direita, conquistou 33,15% dos votos no primeiro turno da eleição para a Assembleia Nacional da França, superando a Nova Frente Popular (NFP), de esquerda, com 28% e aliança governista, que teve 20%. A abstenção foi de 33,3%.

O presidente Emmanuel Macron pediu a "união dos democratas" tentando atrair Os Republicanos (LR), conservadoras gaullistas, o Partido Socialista (PS), o Partido Comunista Francês (PCF) e os ecologistas, mas não a França Insumissa (LFI), de esquerda radical, que faz parte da NFP com socialistas e verdes.

"Em face da RN, a hora é de uma reunião claramente democrática e republicana para o segundo turno", convocou Macron. O novo líder socialista, Raphael Glucksmann, já lançou o #votedemocrate propondo uma grande aliança antifascista.

Para facilitar a união contra o neofascismo em ascensão, o primeiro-ministro Gabriel Attal e o líder da LFI, Jean-Luc Mélenchon, anunciaram a retirada dos candidatos que ficaram em terceiro lugar no primeiro turno. "Nenhuma cadeira a mais para a RN", conclamou Mélenchon. "Nossa diretriz é clara. Nossa diretriz é simples."

Eleita em primeiro turno em Pas-de-Calais, a líder da RN, Marine Le Pen, pediu um esforço para que a extrema direita conquiste a maioria absoluta. "A democracia falou", disse Le Pen, acrescentando que, "num voto sem ambiguidade", os eleitores deram "testemunho de sua vontade de virar a página depois de sete anos de um poder arrogante e corrosivo" com Macron.

"Nada está decidido e o segundo turno será determinante para evitar que o país caia nas mãos de uma extrema esquerda com tendência à violência", exortou a líder neofascista. O candidato da RN a primeiro-ministro, Jordan Badella, só aceita chefiar o governo se tiver maioria absoluta na Assembleia Nacional.

Se as outras correntes políticas não chegarem a um acordo, a França pode ter uma Assembleia Nacional tripartite e uma crise institucional até o fim da presidência de Macron, em 2027. Se a aliança governista chegar a um acordo com a frente de esquerda, não há garantia de que esse governo funcione. Seu fracasso pode abrir caminho para a vitória de Le Pen na eleição presidencial de 2027.

sexta-feira, 19 de maio de 2023

Zelensky é esperado em reunião do G-7 para apoiar Ucrânia

Os líderes dos países do Grupo dos Sete (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) se reúnem neste fim de semana em Hiroxima, no Japão, escolhida por causa da ameaça da Rússia de usar armas nucleares na Guerra da Ucrânia. O Brasil foi convidado, mas o convidado-surpresa é o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o que deve dar o tom do encontro.

O G-7, criado quando seus países eram as maiores potências industrias, apoia a Ucrânia unanimemente e deve anunciar novas sanções à Rússia. Ao mesmo tempo, tenta atrair grandes países democráticos em desenvolvimento como o Brasil, a Índia e a Indonésia ao se apresentar como defensor dos princípios da soberania nacional e integridade territorial, sem ambições imperialistas.

Na guerra, a Ucrânia declarou ter abatido mísseis hipersônicos russos Kinjal. A Rússia negou e anunciou ter atingido um sistema de defesa antimísseis norte-americano Patriot cedido à Ucrânia. Os EUA afirmam que o sistema está funcionando.

Ao receber um enviado especial da China para negociar a paz, o ministro do Exterior da Ucrânia, Dmytro Kuleva, rejeitou qualquer que congele o conflito ou implique concessões territoriais à Rússia. A soberania nacional e a integridade territorial não se negociam, esclareceu o chanceler.

Como a maioria dos analistas consideram improvável uma vitória militar de qualquer dos lados, há o risco de um congelamento do conflito, de uma guerra ou ocupação longa, de décadas, como na Coreia, no Chipre, em Israel e na Palestina ou na Caxemira.

O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy vai cumprir um ano de prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica por corrupção e tráfico de influência.

No Equador, o Tribunal Constitucional mantém a decisão do presidente Guillermo Lasso de dissolver a Assembleia Nacional e convocar eleições parlamentares e presidencial para conclusão dos mandatos.

A Suprema Corte dos EUA absolve o Twitter e o Google de ações que alegavam que as empresas colaboraram com o terrorismo do grupo extremista Estado Islâmico.

A temperatura média da Terra deve superar em cinco anos o limite de 1,5 grau centígrado acima da temperatura do início da Revolução Industrial, em 1750, meta estabelecida pelo Acordo de Paris sobre Mudança do Clima para conter o aquecimento global. Meu comentário: 

domingo, 19 de junho de 2022

Macron perde maioria absoluta na Assembleia Nacional da França

Numa derrota política sem precedentes para um presidente recém-reeleito, Emmanuel Macron não terá maioria absoluta na Assembleia Nacional da França, de 577 cadeiras, o que exige 289 deputados. Em 2017, o macronismo elegeu 350.

No segundo turno das eleições parlamentares, a aliança governista Juntos, liderada pela República em Marcha (LReM), de Macron, conquistou 245 cadeiras contra 131 da coligação de esquerda NUPES (Nova União Política Ecológica e Social), 89 da Reunião Nacional (RN), de extrema direita, e 75 da coalizão liderada pelo partido gaullista Os Republicanos (LR), de acordo com o jornal Le Monde. A abstenção, de 54%, ficou apenas abaixo do recorde de 57,36% registrado em 2017.

O desempenho do governo ficou abaixo do esperado depois do primeiro turno, quando se projetava a eleição de 255 a 295 deputados aliados do presidente. Depois do crescimento da extrema direita na eleição presidencial de abril, os dois extremos avançaram nas eleições legislativas.

Leia mais em Quarentena News e veja meu comentário no YouTube.


domingo, 5 de janeiro de 2020

Assembleia Nacional aprova a retirada das forças dos EUA do Iraque

Por 170 a 0, com a abstenção de curdos e sunitas, a Assembleia Nacional do Iraque, de maioria xiita, aprovou hoje uma medida para exigir que o governo peça a saída do país das forças dos Estados Unidos, acusadas de violar a soberania nacional iraquiana ao lançaram o ataque de drones que matou o general Kassem Suleimani, comandante da Força Quods (Jerusalém), tropa de elite da Guarda Revolucionária Iraniana.

Ao reagir à decisão, o presidente Donald Trump declarou que os EUA gastaram bilhões de dólares numa "base aérea extraordinariamente cara" no Iraque. Se não forem indenizados, vão impor sanções "como nunca se viu" à economia iraquiana, muito mais duras que as que impõem ao Irã, cuja economia deve ter recuado 8,7% em 2019, pela estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Sem dúvida, o Iraque deve usar todos os meios legais possíveis para forçar a saída das tropas americanas nos próximos meses. O próprio primeiro-ministro Adel Abdel Mahdi redigiu o projeto aprovado hoje pelo parlamento.

Como Abdel Mahdi pediu demissão depois de uma onda de manifestações de protestos com mais de 500 mortes, não está certo se tem autoridade para sancionar a lei. Entre os alvos do protesto, estava a influência do Irã. Agora, a maré mudou.

No Líbano, o líder do Hesbolá, xeique Hassan Nasrallah, declarou que a morte de Suleimani marca uma nova etapa porque ele era o coordenador da "resistência", palavra usada para falar contra Israel. Em tom triunfalista, disse que eles ganham mesmo quando são mortos porque viram mártires e "o martírio é a glória".

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Taiwan é primeiro país asiático a aprovar o casamento gay

A Assembleia Nacional de Taiwan aprovou hoje o casamento entre pessoas do mesmo, tornando-se o primeiro país da Ásia a fazer isso. A presidente Tsai Ing-wen saudou a decisão como "um grande passo rumo à verdadeira igualdade".

O casamento gay é legal em 27 países e 72 possuem leis contra a discriminação sexual, enquanto vários países ainda consideram a homossexualidade um crime.

Há dois anos, o Tribunal Constitucional de Taiwan declarou a inconstitucionalidade da lei que definia o casamento como a união de um homem com uma mulher e deu dois anos aos deputados para mudarem a legislação.

A uma semana do fim do prazo, o Parlamento aprovou o casamento gay. A nova lei entra em vigor daqui a uma semana, em 24 de maio.

Embora a ilha, que a China considera uma província rebelde, tenha uma grande comunidade gay e sua parada gay seja a maior da Ásia, a questão divide a sociedade taiwanesa. Em plebiscito realizado em novembro do ano passado, 67% votaram contra o casamento homossexual.

Dezenas de milhares de pessoas enfrentaram a chuva em Taipé para pressionar os deputados a aprovar a proposta. Entre eles, estava Wu Tzu-an, um artista de 33 anos: "O resultado de hoje é o melhor que poderíamos conseguir a esta altura. É também um sinal que mostra que Taiwan é diferente da China. Pessoalmente, não tenho planos de casar, mas é um sinal de igualdade."

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Venezuela prende vice-presidente da Assembleia Nacional

Na primeira retaliação contra um dos líderes da fracassada rebelião de 30 de abril, o Serviço Bolivarista de Inteligência Nacional (Sebin) prendeu hoje o vice-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Edgar Zambrano.

Dez líderes da oposição são acusados de "traição, conspiração e rebelião" por terem convocado militares e a população em geral para um levante contra a ditadura de Nicolás Maduro, inclusive o presidente da Assembleia Nacional e autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, e o líder de seu partido, Vontade Popular, Leopoldo López.

Guaidó reagiu no Twitter: "Estão tentando destruir o poder que representa todos os venezuelanos, mas não vão vencer."

O próprio Zambrano transmitiu sua prisão ao vivo. Seu carro foi cercado por agentes do Sebin. Como ele se recusou a sair, o carro foi guinchado até a prisão de Helicoide, onde o regime chavista mantém vários prisioneiros políticos.

A oposição obteve maioria de dois terços na Assembleia Nacional nas últimas eleições democráticas realizadas na Venezuela, em 6 de dezembro de 2015. Desde então, Maduro tomou várias medidas para anular a vitória da oposição, em especial a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte eleita sob medida pelo regime para usurpar o poder do parlamento eleito democraticamente.

Em maio do ano passado, Maduro foi reeleito com fraude generalizada. Os principais candidatos da oposição foram impedidos de concorrer. Depois da posse, em 10 de janeiro de 2019, a Assembleia Nacional o considerou um presidente ilegítimo e proclamou Guaidó como presidente interino até a realização de nova eleição.

Por três vezes, Guaidó tentou derrubar Maduro: ao se apresentar como presidente legítimo, em 23 de janeiro, ao tentar promover uma entrega de ajuda humanitária e no fim do mês passado, ao convocar a rebelião.

Apesar dos apelos da oposição e uma suposta negociação de seus líderes com os militares, a cúpula das Forças Armadas manteve o apoio a Maduro. A prisão de Zambrano marca o início de uma repressão mais dura contra os chefes da rebelião.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Parlamento do Egito prorroga para seis anos o mandato do ditador Al-Sissi

A Assembleia Nacional do Egito aprovou ontem uma série de emendas constitucionais , inclusive a ampliação para seis anos do mandato presidencial. Assim, o mandato do ditador Abdel Fattah al-Sissi vai até 2024, quando ele terá direito de concorrer à reeleição, ficando no poder até 2030.

Outras emendas criam o cargo de vice-presidente e restabelecem o Conselho da Shura (Conselho Consultivo), um órgão de assessoramento com funções de câmara alta, de um Senado. Também impõem quotas para a representação de mulheres e minorias na Assembleia Nacional.

Todas estas emendas precisam ser aprovadas em referendo. Talvez a mais importante seja a que dá ao Conselho Supremo das Forças Armadas a palavra final sobre a nomeação do ministro da Defesa do Egito, que tem o maior Exército do mundo árabe.

O mandato das Forças Armadas ficou mais fortes, com a definição como "uma instituição do povo com a missão de garantir o território, a Constituição, a democracia, os direitos individuais, o Estado, o governo civil e os ganhos do povo." Não há nenhuma supervisão do poder civil sobre os militares. É o contrário.

Qualquer ação militar está justificada para salvaguardar o Egito. As Forças Armadas governam o país desde o golpe militar de 1952, que derrubou o rei Faruk. Houve um breve período em que os militares se afastaram, da queda de Hosni Mubarak em 11 de fevereiro de 2011, à queda de Mohamed Mursi, o presidente eleito democraticamente pela Irmandade Muçulmana.

Em 3 de julho de 2013, Al-Sissi deu o golpe e retomou o controle da política do Egito para os militares. Desde o tempo de Gamal Abdel Nasser (1956-70), o grande líder do nacionalismo árabe nos anos 1950s e 1960s, o Egito tem um Estado centralizado e autoritário, no modelo soviético.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Facção do regime chavista impediu prisão de Guaidó

Se dependesse do ditador Nicolás Maduro, o presidente da Assembleia Nacional e autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, teria sido preso ao voltar para a Venezuela. Uma facção do regime chavista impediu o Tribunal Supremo da Justiça de emitir um mandado de prisão, noticiou a rede de televisão americana ABC.

É uma indicação de que há uma divisão dentro do regime diante do colapso da economia da Venezuela, com queda de 50% desde a morte de Hugo Chávez e a ascensão de Maduro, há seis anos. Uma divisão interna é a grande esperança para o fim do atual governo e a abertura de negociações para uma transição para a democracia..

Desde a era Chávez (1999-2013), o Tribunal Supremo tem sido submisso ao Poder Executivo. Havia proibido Guaidó de sair da Venezuela. Ao ficar contra Maduro, indica que forças poderosas rejeitaram a prisão de Guaidó, capaz de inflamar uma situação extremamente tensa.

Ontem, o governo Maduro expulsou o embaixador da Alemanha, que estava entre o grupo de diplomatas que foi até o aeroporto para garantir que Guaidó não seria preso ao voltar a Venezuela. Dezesseis dos  28 países da União Europeia e um total de 52 países no mundo inteiro, inclusive o Brasil, reconheceram Guaidó como presidente legítimo da Venezuela.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Assembleia Nacional da Venezuela aprova lei para transição democrática

A Assembleia Nacional da Venezuela, dominada pela oposição, aprovou legislação para facilitar a transição da ditadura de Nicolás Maduro para a democracia, noticiou hoje o jornal El Carabobeño. 

A lei prevê a realização de uma eleição presidencial dentro de 12 meses depois da instalação do governo provisório e a substituição dos funcionários públicos responsáveis antes da votação.

A definição de um cronograma claro de transição reforça a legitimidade do governo paralelo da oposição diante do eleitorado. Também visa a afiançar o compromisso do autoproclamado governo interino com a atual Constituição.

Sob pressão das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos, do crescente isolamento internacional, do colapso da economia e das manifestações de protesto, será cada vez mais difícil para o ditador Nicolás Maduro se sustentar no poder.

sábado, 26 de janeiro de 2019

Seguranças da Rússia protegem Maduro

Nos últimos dias, funcionários de uma empresa de segurança russa ligada ao Kremlin chegaram a Caracas para reforçar a segurança pessoal do ditador Nicolás Maduro, que tem sua legitimidade contestada, especialmente depois que o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó se declarou presidente interino da Venezuela, noticiou a agência Reuters.

A Rússia repudiou a decisão do governo dos Estados Unidos de reconhecer Guaidó como presidente legítimo da Venezuela e denunciou-a como uma tentativa de Washington de interferir nos assuntos internos de um país soberano.

Desde 21 de janeiro, pelo menos 20 pessoas morreram baleadas em choques de manifestantes e saqueadores com as forças de segurança. Houve várias revoltas de oficiais militares de baixa patente nos últimos anos.

Enquanto a cúpula das Forças Armadas estiver unida, o regime se sustenta. Mas comandantes militares teriam mantido contatos com a oposição, talvez aceitando a proposta de anistia para negociar uma transição pacífica.

Quando Guaidó se declarou presidente interino, na quarta-feira, com o apoio da Assembleia Nacional, os comandantes militares levaram 24 horas para fazer um pronunciamento em defesa da legitimidade de Maduro. Não foi uma resposta imediata. Isso indica que houve consultas internas.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Presidente da Assembleia Nacional presta juramento como presidente da Venezuela

Diante de uma multidão reunida em manifestação de protestos em Caracas, o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, prestou juramento hoje como presidente interino da Venezuela com base na Constituição, noticiou o jornal El Nacional.

"Assumo a responsabilidade com base nos artigos 333 e 350 da Constituição. Juro assumir o compromisso da não violência. Hoje, 23 de janeiro, juro assumir formalmente as competências do Executivo Nacional como presidente interino da Venezuela para conseguir o fim da usurpação", declarou Guaidó.

Em seguida, os manifestantes cantaram o hino nacional e aplaudiram o presidente, que tenta iniciar uma transição para acabar com o regime chavista e a ditadura de Nicolás Maduro. Se conseguir derrubar Maduro, Guaidó promete convocar eleições democráticas na Venezuela.

Os Estados Unidos, o Brasil, a Argentina, o Chile, a Colômbia, o Peru, o Canadá e o Reino Unido reconheceram o governo paralelo da oposição venezuelana. Numa rede social, o presidente Jair Bolsonaro escreveu: "O Brasil apoiará política e economicamente o processo de transição para que a democracia e a paz social voltem à Venezuela."

Enquanto não houver uma divisão nas Forças Armadas, uma cisão dentro do regime, Maduro tende a se sustentar no poder.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Venezuela prende 27 militares que tentaram iniciar uma rebelião

Soldados de uma unidade da Guarda Nacional da Venezuela iniciaram uma revolta hoje em Caracas. Chegaram a divulgar um vídeo em redes sociais pedindo que a população saísse às ruas, mas foram presos pelas forças de segurança da ditadura de Nicolás Maduro em Cotiza, uma região da capital que fica a três quilômetros do palácio presidencial de Miraflores.

Pouco antes das três horas da madrugada (5h em Brasília), cerca de 40 rebeldes chegaram ao quartel de Cotiza, no Norte de Caracas, e apelaram aos soldados e a à população para que se rebelassem contra o regime: "Nos somos contra este regime, que repudiamos completamente e precisamos do seu apoio, que saiam às ruas."

De acordo com um comunicado oficial do Ministério da Defesa, os rebeldes haviam tomado colegas militares como reféns em duas outras unidades e roubado um estoque de armas, mas "a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) está unida para restabelecer a ordem constitucional".

Horas depois, 27 rebeldes se renderam. Ao serem levados em blindados da Força de Ações Especiais (Faes), um soldado gritou: "Liberdade!" As forças de segurança usaram gás lacrimogênio para dispersar a multidão que atendeu ao chamado dos rebeldes.

Durante o combate à revolta, a ditadura venezuelana bloqueou o acesso às redes sociais Twitter e Instagram.

Com a instabilidade política e a crise econômica sem precedentes, a rebelião poderia se espalhar por outras unidades. Um confronto armado para derrubar Maduro poderia causar danos ainda maiores, complicando a recuperação econômica do país.

A ditadura da Venezuela conta com o apoio de agentes cubanos para garantir a sobrevivência do regime chavista. Assim, tem tido sucesso em evitar que rebeliões se alastrem. Em fevereiro do ano passado, um capitão e piloto de helicóptero da polícia que atacara a sede do Ministério do Interior foi fuzilado sumariamente. Fez vários apelos para se render, mas foi morto.

Maduro acaba de ser empossado para um segundo mandato não reconhecido pela maioria da comunidade internacional. Só Bolívia, Cuba, Nicarágua e alguns países da região do Mar do Caribe participaram da posse.

O Grupo de Lima, do qual o Brasil faz parte, declarou que o único órgão legítimo e democrático da Venezuela é a Assembleia Nacional eleita em 6 de dezembro de 2015, onde a oposição tem maioria de dois terços. Numa tentativa de deflagar um processo de transição para redemocratizar o país, apoiaram o presidente da AN, Juan Guaidó, como o verdadeiro líder da Venezuela.

A Venezuela tinha a maior renda per capita da América Latina em 1970 por causa de suas reservas de petróleo, as maiores do mundo. A corrupção, a desigualdade, muito menor do que em outros países da região, e uma forte queda nos preços do petróleo depois da crise econômica da Ásia, em 1997, levaram à eleição do caudilho militar e ex-golpista Hugo Chávez em 1998.

Vinte anos depois, o país enfrenta uma inflação superior a 1.000.000% ao ano e um desabastecimento generalizado, especialmente de alimentos e medicamentos. Desde a morte de Chávez e a ascensão de Maduro, o produto interno bruto caiu pela metade. A produção de petróleo é 25% do pico. Mais de 4 milhões de pessoas fugiram do país.

Apesar da economia estar em virtual colapso, o regime se mantém por causa da lealdade da maioria das forças de segurança e da repressão realizada com o apoio de agentes cubanos. Só uma cisão dentro do regime e da FANB pode mudar esta situação catastrófica,

sábado, 8 de dezembro de 2018

Polícia enfrenta manifestantes e interpela mais de 950 pessoas na França

A França mobilizou 89 mil policiais para conter as manifestações dos coletes amarelos, que hoje reuniram 125 mil pessoas. Só em Paris 8 mil agentes da lei tentam evitar novo quebra-quebra. Ao todo, 1.385 pessoas foram detidas pela polícia, sendo 651 em Paris, onde 536 foram presas e 71 saíram feridas. Os policiais usaram gás lacrimogênio na região próxima ao Arco do Triunfo de Napoleão.

Os protestos que começaram contra um aumento nos impostos sobre combustíveis já cancelado. Agora, exigem o aumento do salário mínimo, a volta do imposto sobre grandes fortunas, a renúncia do presidente Emmanuel Macron e a dissolução da Assembleia Nacional. A extrema direita e a extrema esquerda lideram as manifestações violentas.

Macron foi eleito em 2017, derrotando a neofascista Marine Le Pen no segundo turno, com uma proposta de realizar reformas profundas para modernizar a economia da França e retomar a competitividade no mundo globalizado. É acusado pelos manifestantes de governar para os ricos.

Em Paris, as principais atrações turísticas estão fechadas e a recomendação é evitar o centro da cidade.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Ministro do Interior da França vai se reunir amanhã com manifestantes

O governo da França reage diante dos violentos protestos dos coletes amarelos no fim de semana. O ministro do Interior, Christophe Castaner, se encontra hoje com líderes de partidos políticos e amanhã com representantes do movimento, mas o presidente Emmanuel Macron não quer recuar da proposta do aumento de impostos sobre combustíveis.

Hoje os motoristas de ambulâncias aderiram aos protestos, bloqueando várias ruas de Paris, inclusive o acesso à Assembleia Nacional, que discute daqui a dois dias, em 5 de dezembro, as medidas fiscais e ambientais anunciadas pelo governo. O Senado debate a matéria no dia 6.

As oposições pedem o cancelamento dos aumentos de impostos e medidas que vão de um referendo à dissolução da Assembleia Nacional. Os manifestantes querem a renúncia de Macron.

Embora o movimento não tenha lideranças e reivindicações claras, tem o apoio de dois terços da população francesa, que se sente deixada de lado pelas reformas de Macron, visto como o "presidente dos ricos".

Macron fazer poucas concessões. Pretende manter os impostos sobre combustíveis. Mas as oposições a suas reformas ganham força não vão parar por aí.

Seu plano é desestimular o consumo de combustíveis fósseis para acelerar a transição para uma economia de baixo carbono, baseada em fontes de energia alternativas. Não dá para ser contra o aquecimento global e não querer pagar o preço da transição.

Como em toda reforma, os beneficiários da velha ordem sofrem com as perdas, enquanto as vantagens das reformas demoram a ser percebidas.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Iraque tem novo presidente próximo dos EUA e do Irã

Por 219 a 22, a Assembleia Nacional do Iraque elegeu ontem Barham Salih como oitavo presidente da história do país. Adel Abdul Mahdi foi nomeado primeiro-ministro e encarregado de formar um governo. O Iraque não tem governo desde as eleições de maio.

Salih, um curdo de 58 anos, veterano da política iraquiana, próximo dos Estados Unidos e do Irã, prometeu "defender a unidade e a segurança do Iraque" no ato de posse. O cargo é cerimonial. Quem manda de fato é o primeiro-ministro. Para isso, precisa formar um governo.

No novo regime criado pelos Estados Unidos depois da intervenção militar para derrubar o ditador Saddam Hussein, em 2003, o presidente é curdo, o primeiro-ministro é xiita e o presidente do parlamento é sunita.

Pela primeira vez, os dois grandes partidos curdos, o Partido Democrático do Curdistão (PDK) e a União Patriótica do Curdistão (UPK), não chegaram a um acordo para apresentar um candidato único.

Foi "a nona crise política a atingir Bagdá desde as eleições de maio", observou o boletim de notícias Arab News.

O presidente era o candidato do UPK e Fuad Hussein do PDK. Hussein acabou desistindo. A votação foi realizada assim mesmo, resultando na vitória de Salih por 219 a 22 votos.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Ascensão de Díaz-Canel marca fim da era Castro em Cuba

O vice-presidente Miguel Díaz Canel foi eleito hoje pela Assembleia Nacional como candidato único à Presidência de Cuba. Amanhã, será empossado por Raúl Castro, que substituiu o irmão Fidel a partir de 2006. A dinastia dos Castro governou Cuba durante quase 60 anos, desde a vitória da revolução, em 1º de janeiro de 1959.

É também uma mudança de gerações. Díaz-Canel, faz 58 anos amanhã. Não era nascido quando os guerrilheiros tomaram Havana. Como primeiro-secretário do Partido Comunista, Raúl será o poder por trás do trono até 2021.

É o lento adeus da geração revolucionária. Desde a morte de Fidel, Raúl é o último símbolo de uma era que se recusava a passar. Se for escolhido líder do partido, o novo presidente terá então plenos poderes.

Díaz-Canel começa amanhã um mandado de cinco anos, com direito a uma reeleição, uma regra estabelecida por Raúl. É um engenheiro eletrônico que subiu discretamente na hierarquia do partido. Será encarregado de tocar à frente a tímida abertura econômica ensaiada por Raúl na expectativa de manter o poder absoluto do regime comunista, o que é altamente improvável.

Como nunca deu entrevistas a estrangeiros, suas ideias são praticamente desconhecidas. "Não se sabe o que pensa e, além do mais, se em dez anos Raúl Castro não foi capaz de impulsionar as reformas por causa da resistência dos setores conservadores, não sei como poderá fazê-lo Díaz-Canel, que não tem sua legitimidade histórica e provavelmente não terá apoio unânime do Exército e do partido", raciocina o economista cubano Carmelo Mesa-Largo, professor da Universidade de Pittsburgh, na Pensilvânia, nos Estados Unidos.

O novo presidente enfrenta grandes desafios econômicos, a começar pela necessidade de unificar o câmbio, observa o cientista político Michael Bustamante, professor da Universidade Internacional da Flórida: "É um risco porque a desvalorização pode afetar muito a população. Mas, se conseguir levar adiante, é uma oportunidade para se legitimar diante da população."

Durante o governo Raúl Castro, depois de negociações mediadas pelo Vaticano e o papa Francisco, em 17 de dezembro de 2014, o ditador cubano e o então presidente americano, Barack Obama, anunciaram o reatamento de relações entre os EUA e Cuba.

Em 20 de junho de 2015, as duas embaixadas foram reabertas. Obama afrouxou alguns aspectos do embargo econômico em vigor desde fevereiro de 1962, facilitando viagens e remessas de dinheiro.

O governo Donald Trump não rompeu relações, mas reduziu o pessoal da embaixada depois que vários diplomatas e funcionários sentiram sintomas atribuído a um suposto ataque com ondas sonoras que não se sabe de quem partiu.

Para agradar a sua base conservadora, o atual presidente praticamente congelou o reatamento com Cuba. Sem uma abertura política, Trump e o Partido Republicano querem manter a linha dura contra o inimigo histórico.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Ex-procuradora-geral da Venezuela pede prisão de Maduro

A ex-procuradora-geral da Venezuela Luisa Ortega Díaz pediu hoje ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) no exílio que emita uma ordem de prisão internacional do ditador Nicolás Maduro, além do congelamento de seus bens e suas contas bancárias no exterior por causa de um escândalo de corrupção envolvendo a construtora brasileira Odebrecht.

O TSJ no exílio reúne em Bogotá, a capital da Colômbia, juízes indicados pela Assembleia Nacional eleita democraticamente em 6 de dezembro de 2015, que saíram do país sob ameaça de prisão da ditadura de Maduro.

Ortega Díaz apresentou ao tribunal uma série de documento e provas indicando que o regime chavista contratou junto à Odebrecht obras públicas superfaturadas no valor de US$ 2,5 bilhões. Em troca, teria recebido propina e dinheiro para campanha eleitoral.

A audiência para decidir se a denúncia será aceita está marcada para terça-feira, 10 de abril, às 9h (11h em Brasília). Maduro, que acusa a Colômbia de conspirar com os Estados Unidos para derrubá-lo, não vai ao tribunal no exílio.

Chavista histórica, Ortega Díaz rompeu com o regime quando Maduro convocou uma Assembleia Nacional Constituinte ilegal e ilegítima, eleita sob medida, para tirar o poder da Assembleia Nacional democraticamente eleita e mudar a Constituição da República Bolivarista da Venezuela, que ela considera a grande herança de Hugo Chávez.

Destituída pela Constituinte em 5 de agosto do ano passado, a ex-procuradora fugiu da Venezuela de barco duas semanas depois para a ilha de Aruba, no Mar do Caribe, de onde foi para Bogotá, na Colômbia. Desde então, faz campanha pelo mundo contra a ditadura de Maduro.

Em 16 de novembro de 2017, Luisa Ortega denunciou Maduro e outros dirigentes venezuela por crime contra a humanidade junto ao Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia, na Holanda.

terça-feira, 13 de março de 2018

Total de venezuelanos que saem do país aumentou 20 vezes

Só no ano passado, 94 mil venezuelanos pediram asilo em outros países. De 2014 até 7 de março de 2018, a fuga do país aumentou 20 vezes, e chegou a um total de 145,2 mil pessoas, revelou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Outras 444,8 mil pessoas saíram da Venezuela, mas não fixaram oficialmente residência no exterior.

A ONU atribui a emigração em massa "aos complexos acontecimentos políticos e socioeconômicos da Venezuela. Os motivos para a saída do território incluem insegurança e violência, falta de comida, remédios ou acesso a serviços sociais essenciais, assim como perda de renda."

Sob o desgoverno do ditador Nicolás Maduro, a Venezuela vive a pior crise econômica de sua história, apesar de ter as maiores reservas mundiais comprovadas de petróleo, por causa do fracasso do "socialismo do século 21" implantado pelo caudilho Hugo Chávez, que morreu em 5 de março de 2013.

Sem o talento nem o carisma do chefe, Maduro está arruinando a Venezuela numa escala sem precedentes para um país relativamente desenvolvido em tempo de paz. Com os controles de câmbio e preços, o regime chavista causou uma hiperinflação que deve chegar a 13.000% neste ano.

Desde a ascensão de Maduro, o produto interno bruto caiu pelo menos um terço. Isso caracteriza uma recessão econômica. Mas a situação é muito pior. Mais de 80% dos produtos desapareceram das prateleiras dos supermercados. Os venezuelanos perderam peso com a fome.

A vitória da oposição nas eleições parlamentares de dezembro de 2015 foi o último suspiro da democracia. O Tribunal Supremo de Justiça, subserviente ao regime, impugnou a eleição de cinco deputados para tirar a maioria de dois terços que em tese daria à oposição o direito de reformar a Constituição.

Depois de uma tentativa do TSJ de usurpar o Poder Legislativo da Assembleia Nacional, desafiada por uma onda de manifestações de protesto em abril, maio e junho de 2017, Maduro convocou uma Assembleia Nacional Constituinte eleita por regras especiais criadas pelo regime chavista.

A oposição boicotou a Constituinte de Maduro, que transformou definitivamente o regime numa ditadura ao marginalizar a Assembleia Nacional eleita democraticamente.

No ano passado, a Venezuela teve o segundo maior índice de homicídios do mundo fora de zonas de guerra, atrás apenas de El Salvador. Em 2014, o índice era de 62 homicídios para cada 100 mil habitantes por ano, de acordo com a então procuradora-geral Luisa Ortega. A taxa considera civilizada é até 10.

Como 95% dos mortos são homens e 69% jovens, a taxa de homicídios entre os jovens chegou a 225 por 100 mil no ano 2000. Cerca de 92% dos homicídios são cometidos com armas de fogo, 83% perto da casa das vítimas, 55% em altercações públicas e 55% das mortes violentas ocorrem nos fins de semana.

Para manipular a eleição presidencial, remarcada de 22 de abril para 20 de maio, a ditadura madurista vetou os principais candidatos, partidos e a grande aliança oposicionistas, antecipou a votação, prevista para ocorrer no fim do ano, e está distribuindo cestas básicas em áreas carentes.