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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Colômbia acusa ELN por atentado contra Escola da Polícia

O ministro da Defesa, Guillermo Botero, e o procurador-geral da Colômbia, Néstor Humberto Martínez, acusaram hoje o grupo guerrilheiro Exército de Libertação Nacional (ELN) pelo atentado com carro-bomba contra a Escola da Polícia, que deixou 21 mortos e 68 feridos ontem em Bogotá.

Diante dos primeiros resultados das investigações, a Procuradoria-Geral pretende denuncia o Comando Central do ELN, que era o segundo maior grupo guerrilheiro colombiano até o acordo de paz firmado pelo governo anterior com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

O atual presidente, Iván Duque, eleito no ano passado, é um crítico do acordo com as FARC. A guerrilha o acusa de não tomar as providências previstas no processo de paz. Na última segunda-feira, um dos principais negociadores das FARC, Iván Márquez, lamentou ter entregue as armas antes da implementação total do acordo.

Sua declaração incentiva os antigos rebeldes a abandonar o processo de paz e se unir ao ELN, que mostrou ainda estar em atividade. As negociações com o ELN estão estagnadas.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Ex-procuradora-geral da Venezuela pede prisão de Maduro

A ex-procuradora-geral da Venezuela Luisa Ortega Díaz pediu hoje ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) no exílio que emita uma ordem de prisão internacional do ditador Nicolás Maduro, além do congelamento de seus bens e suas contas bancárias no exterior por causa de um escândalo de corrupção envolvendo a construtora brasileira Odebrecht.

O TSJ no exílio reúne em Bogotá, a capital da Colômbia, juízes indicados pela Assembleia Nacional eleita democraticamente em 6 de dezembro de 2015, que saíram do país sob ameaça de prisão da ditadura de Maduro.

Ortega Díaz apresentou ao tribunal uma série de documento e provas indicando que o regime chavista contratou junto à Odebrecht obras públicas superfaturadas no valor de US$ 2,5 bilhões. Em troca, teria recebido propina e dinheiro para campanha eleitoral.

A audiência para decidir se a denúncia será aceita está marcada para terça-feira, 10 de abril, às 9h (11h em Brasília). Maduro, que acusa a Colômbia de conspirar com os Estados Unidos para derrubá-lo, não vai ao tribunal no exílio.

Chavista histórica, Ortega Díaz rompeu com o regime quando Maduro convocou uma Assembleia Nacional Constituinte ilegal e ilegítima, eleita sob medida, para tirar o poder da Assembleia Nacional democraticamente eleita e mudar a Constituição da República Bolivarista da Venezuela, que ela considera a grande herança de Hugo Chávez.

Destituída pela Constituinte em 5 de agosto do ano passado, a ex-procuradora fugiu da Venezuela de barco duas semanas depois para a ilha de Aruba, no Mar do Caribe, de onde foi para Bogotá, na Colômbia. Desde então, faz campanha pelo mundo contra a ditadura de Maduro.

Em 16 de novembro de 2017, Luisa Ortega denunciou Maduro e outros dirigentes venezuela por crime contra a humanidade junto ao Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia, na Holanda.

sábado, 18 de novembro de 2017

Ex-prefeito de Caracas foge da prisão domiciliar para a Espanha

Depois de uma longa viagem em que fugiu por terra até a Colômbia e de Bogotá tomou um avião para Madri, o ex-prefeito de Caracas Antonio Ledezma chegou hoje à Espanha, noticiou o jornal espanhol El País. Ele entrou oficialmente como turista, com o direito de ficar até 90 dias no país.

Logo depois de cruzar a fronteira, da cidade de Cúcuta, Ledezma deu entrevista à Rádio Caracol: "Não dá para perder a esperança. Esta é a grande virtude do povo venezuelano." As autoridades colombianas disseram não haver nenhuma ordem internacional de prisão nem pedido formal de detenção do ex-prefeito.

"Minhas saudações a Antonio Ledezma, referência moral da Venezuela, agora livre para liderar a luta desde o exílio para a instauração de um regime democrático em seu país", escreveu no Twitter o secretário-geral da Organização dos Estados Americano (OEA), Luis Almagro, ex-ministro do Exterior do Uruguai.

Agentes do Serviço Bolivarista de Inteligência Nacional (Sebin) cercaram a casa de Ledezma e tentaram invadir a residência durante a madrugada. Tarde demais.

Ledezma, líder da Aliança Povo Bravio, foi preso pela primeira vez em 2015, acusado de incitar à violência durante as manifestações de fevereiro daquele ano, quando pelo menos 43 pessoas foram mortas, a maioria, suspeita-se, devido à ação das forças de segurança governamentais e das milícias populares aliadas ao regime chavista.

Depois de ficar quatro meses na prisão militar de Ramo Verde, por motivos de saúde, o ex-prefeito foi para prisão domiciliar. Foi detido de novo em Ramo Verde por três dias em agosto por defender o boicote à Assembleia Nacional Constituinte ilegal e ilegítima convocada pelo ditador Nicolás Maduro para tirar os poderes da Assembleia Nacional eleita democraticamente, onde a oposição tem ampla maioria.