Depois de uma longa viagem em que fugiu por terra até a Colômbia e de Bogotá tomou um avião para Madri, o ex-prefeito de Caracas Antonio Ledezma chegou hoje à Espanha, noticiou o jornal espanhol El País. Ele entrou oficialmente como turista, com o direito de ficar até 90 dias no país.
Logo depois de cruzar a fronteira, da cidade de Cúcuta, Ledezma deu entrevista à Rádio Caracol: "Não dá para perder a esperança. Esta é a grande virtude do povo venezuelano." As autoridades colombianas disseram não haver nenhuma ordem internacional de prisão nem pedido formal de detenção do ex-prefeito.
"Minhas saudações a Antonio Ledezma, referência moral da Venezuela, agora livre para liderar a luta desde o exílio para a instauração de um regime democrático em seu país", escreveu no Twitter o secretário-geral da Organização dos Estados Americano (OEA), Luis Almagro, ex-ministro do Exterior do Uruguai.
Agentes do Serviço Bolivarista de Inteligência Nacional (Sebin) cercaram a casa de Ledezma e tentaram invadir a residência durante a madrugada. Tarde demais.
Ledezma, líder da Aliança Povo Bravio, foi preso pela primeira vez em 2015, acusado de incitar à violência durante as manifestações de fevereiro daquele ano, quando pelo menos 43 pessoas foram mortas, a maioria, suspeita-se, devido à ação das forças de segurança governamentais e das milícias populares aliadas ao regime chavista.
Depois de ficar quatro meses na prisão militar de Ramo Verde, por motivos de saúde, o ex-prefeito foi para prisão domiciliar. Foi detido de novo em Ramo Verde por três dias em agosto por defender o boicote à Assembleia Nacional Constituinte ilegal e ilegítima convocada pelo ditador Nicolás Maduro para tirar os poderes da Assembleia Nacional eleita democraticamente, onde a oposição tem ampla maioria.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 18 de novembro de 2017
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Oposição e presos políticos da Venezuela ganham prêmio da UE
O Parlamento Europeu deu hoje o Prêmio Andrei Sákharov à oposição e aos presos políticos da ditadura chavista na Venezuela por sua coragem na luta contra o regime repressivo de Caracas. É o prêmio de direitos humanos mais importante da União Europeia, uma homenagem a um dos mais famosos dissidentes da União Soviética, dado a quem combate tiranias.
A homenagem é à Assembleia Nacional, dominada pela oposição, que teve os poderes usurpados pela Assembleia Nacional Constituinte fraudulenta convocada pelo ditador Nicolás Maduro para anular o resultado das urnas, e às centenas de presos políticos, especialmente os ex-prefeitos Antonio Ledezma e Leopoldo López.
"Este prêmio apoia a luta das forças democráticas pela democracia na Venezuela", declarou o eurodeputado e ex-primeiro-ministro belga Guy Verhofstadt, da bancada liberal do Parlamento Europeu. Ele fez um apelo "à comunidade internacional a se juntar à luta pela liberdade do povo venezuelano."
Em 2016, foram agraciadas duas mulheres da minoria étnica yazidi que fugiram da escravidão sexual imposta pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
O prêmio foi criado em 1988 em homenagem ao físico e dissidente soviético Andrei Sákharov, ganhador do Prêmio Nobel da Paz 1975. Ele foi o maior adversário interno da ditadura comunista soviética em sua penúltima fase, antes da abertura promovida por Mikhail Gorbachev.
No passado, ganharam o líder negro sul-africano Nelson Mandela, vários dissidentes chineses e cubanos, o jornalista liberal saudita Raif Badawi, e as organizações não governamentais Mães da Praça de Maio e Repórteres sem Fronteiras (RsF).
A homenagem é à Assembleia Nacional, dominada pela oposição, que teve os poderes usurpados pela Assembleia Nacional Constituinte fraudulenta convocada pelo ditador Nicolás Maduro para anular o resultado das urnas, e às centenas de presos políticos, especialmente os ex-prefeitos Antonio Ledezma e Leopoldo López.
"Este prêmio apoia a luta das forças democráticas pela democracia na Venezuela", declarou o eurodeputado e ex-primeiro-ministro belga Guy Verhofstadt, da bancada liberal do Parlamento Europeu. Ele fez um apelo "à comunidade internacional a se juntar à luta pela liberdade do povo venezuelano."
Em 2016, foram agraciadas duas mulheres da minoria étnica yazidi que fugiram da escravidão sexual imposta pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
O prêmio foi criado em 1988 em homenagem ao físico e dissidente soviético Andrei Sákharov, ganhador do Prêmio Nobel da Paz 1975. Ele foi o maior adversário interno da ditadura comunista soviética em sua penúltima fase, antes da abertura promovida por Mikhail Gorbachev.
No passado, ganharam o líder negro sul-africano Nelson Mandela, vários dissidentes chineses e cubanos, o jornalista liberal saudita Raif Badawi, e as organizações não governamentais Mães da Praça de Maio e Repórteres sem Fronteiras (RsF).
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terça-feira, 1 de agosto de 2017
Dólar sobe mais 7,7% com prisão de oposicionistas na Venezuela
Com a prisão dos líderes oposicionistas Antonio Ledezma e Leopoldo López e o agravamento da crise política na Venezuela, a cotação do dólar no mercado paralelo chegou hoje a 11.185,95 bolívares. O euro vale 13.087,54.
Ontem, depois das eleições de uma Assembleia Nacional Constituinte convocada para usurpar o poder da Assembleia Nacional eleita democraticamente, onde a oposição tem maioria de dois terços, e consolidar o poder do ditador Nicolás Maduro, a moeda americana valia 10.389,79 bolívares e o euro, 12.156,05 bolívares.
A Venezuela vive a pior crise econômica de sua história, com queda de 30% do produto interno bruto desde 2013 e 82% da população caindo na probreza. O desabastecimento é generalizado e a inflação deve chegar a 1.200% ao ano em 2017.
Ontem, depois das eleições de uma Assembleia Nacional Constituinte convocada para usurpar o poder da Assembleia Nacional eleita democraticamente, onde a oposição tem maioria de dois terços, e consolidar o poder do ditador Nicolás Maduro, a moeda americana valia 10.389,79 bolívares e o euro, 12.156,05 bolívares.
A Venezuela vive a pior crise econômica de sua história, com queda de 30% do produto interno bruto desde 2013 e 82% da população caindo na probreza. O desabastecimento é generalizado e a inflação deve chegar a 1.200% ao ano em 2017.
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Venezuela bota na cadeia dois líderes da oposição
Dois líderes da oposição na Venezuela, os ex-prefeitos Antonio Ledezma e Leopoldo López, que estavam em prisão domiciliar, foram presos na madrugada de hoje pelo Serviço Bolivarista de Inteligência Nacional (Sebin), o serviço secreto do regime chavista, denunciaram parentes e oposicionistas.
As prisões acontecem dois dias depois das eleições para uma Assembleia Nacional Constituinte convocada sob medida pelo ditador Nicolás Maduro para usurpar os poderes da Assembleia Nacional eleita democraticamente, hoje dominada pela oposição.
"Acabam de levar Leopoldo de casa", escreveu no Twitter Lilian Tintori, a mulher de López. "Não sabemos onde está nem para onde o levaram. Maduro é responsável se algo lhe acontecer."
As famílias divulgaram na Internet vídeos do momento das prisões. López, líder do partido direitista Vontade Popular, foi preso em 2014 sob a acusação de fomentar a violência em manifestações de rua nas quais 43 pessoas morreram. Em 2015, ele foi condenado a 13 anos e nove meses de prisão.
Ledezma, da Aliança Bravo Povo (ABP) foi preso em fevereiro de 2015 so a acusação de conspiração e formação de quadrilha. Depois de ficar dois meses na prisão militar de Ramo Verde, por motivos de saúde, foi mandado para prisão domiciliar.
Na semana passada, ambos divulgaram mensagens pedindo ao eleitorado venezuelano que não votasse na Constituinte e participasse dos protestos de rua, e à sociedade internacional para que não reconheça a manobra ditatorial de Maduro.
As prisões acontecem dois dias depois das eleições para uma Assembleia Nacional Constituinte convocada sob medida pelo ditador Nicolás Maduro para usurpar os poderes da Assembleia Nacional eleita democraticamente, hoje dominada pela oposição.
"Acabam de levar Leopoldo de casa", escreveu no Twitter Lilian Tintori, a mulher de López. "Não sabemos onde está nem para onde o levaram. Maduro é responsável se algo lhe acontecer."
As famílias divulgaram na Internet vídeos do momento das prisões. López, líder do partido direitista Vontade Popular, foi preso em 2014 sob a acusação de fomentar a violência em manifestações de rua nas quais 43 pessoas morreram. Em 2015, ele foi condenado a 13 anos e nove meses de prisão.
Ledezma, da Aliança Bravo Povo (ABP) foi preso em fevereiro de 2015 so a acusação de conspiração e formação de quadrilha. Depois de ficar dois meses na prisão militar de Ramo Verde, por motivos de saúde, foi mandado para prisão domiciliar.
Na semana passada, ambos divulgaram mensagens pedindo ao eleitorado venezuelano que não votasse na Constituinte e participasse dos protestos de rua, e à sociedade internacional para que não reconheça a manobra ditatorial de Maduro.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Venezuela faz o que Chile de Pinochet não fez
O ex-primeiro-ministro espanhol Felipe González "não será bem-vindo" à Venezuela em sua missão para defender os principais líderes da oposição presos pelo regime chavista, Leopoldo López e Antonio Ledezma, advertiu o Ministério das Relações Exteriores em mensagem à Embaixada da Espanha em Caracas.
Nem o general Augusto Pinochet, maior símbolo dos ditadores de direita da América Latina durante a Guerra Fria, chegou a tanto. Quando era primeiro-ministro, González foi ao Chile e conseguiu ver presos políticos da ditadura pinochetista.
González chega segunda-feira a Caracas e pretende ver López e Ledezma. A julgar carta do governo Nicolás Maduro, não vai conseguir. Ele é acusado pelo regime fascistoide da Venezuela de "se caracterizar por tornar públicas suas posições antivenezuelanas e antibolivaristas, e assumiu a tarefa de se juntar à campanha contra a terra onde nasceram os libertadores que lutaram pela independência contra o colonialismo espanhol."
Por este motivo, "o governo da República Bolivarista da Venezuela não o considera bem-vindo e não lhe dará qualquer apoio, deixando qualquer ação que possa tomar sob sua inteira responsabilidade", diz o comunicado, citado pelo jornal Latin American Herald Tribune.
A ditadura chavista vai além, "sugere ao cidadão Felipe González que, se estiver interessado na defesa dos direitos humanos, que na Venezuela são amplamente garantidos, que se ocupe da defesa dos 500 mil espanhóis que foram despejados e expulsos de suas casas" na Espanha.
Durante visita ao Brasil em defesa de seus maridos, as mulheres de López e Ledezma tentaram ser recebidas em audiência pela presidente Dilma Rousseff, mas não conseguiram. O governo brasileiro continua apoiando a ditadura chavista na Venezuela.
Entre as últimas arbitrariedades do regime, donos de jornais estão impedidos de sair do país por reproduzirem notícia do jornal espanhol ABC em que um ex-agente venezuelano acusou o presidente da Assembleia Nacional e número dois do regime, Diosdado Cabello, de colaborar com o tráfico internacional de drogas.
Nem o general Augusto Pinochet, maior símbolo dos ditadores de direita da América Latina durante a Guerra Fria, chegou a tanto. Quando era primeiro-ministro, González foi ao Chile e conseguiu ver presos políticos da ditadura pinochetista.
González chega segunda-feira a Caracas e pretende ver López e Ledezma. A julgar carta do governo Nicolás Maduro, não vai conseguir. Ele é acusado pelo regime fascistoide da Venezuela de "se caracterizar por tornar públicas suas posições antivenezuelanas e antibolivaristas, e assumiu a tarefa de se juntar à campanha contra a terra onde nasceram os libertadores que lutaram pela independência contra o colonialismo espanhol."
Por este motivo, "o governo da República Bolivarista da Venezuela não o considera bem-vindo e não lhe dará qualquer apoio, deixando qualquer ação que possa tomar sob sua inteira responsabilidade", diz o comunicado, citado pelo jornal Latin American Herald Tribune.
A ditadura chavista vai além, "sugere ao cidadão Felipe González que, se estiver interessado na defesa dos direitos humanos, que na Venezuela são amplamente garantidos, que se ocupe da defesa dos 500 mil espanhóis que foram despejados e expulsos de suas casas" na Espanha.
Durante visita ao Brasil em defesa de seus maridos, as mulheres de López e Ledezma tentaram ser recebidas em audiência pela presidente Dilma Rousseff, mas não conseguiram. O governo brasileiro continua apoiando a ditadura chavista na Venezuela.
Entre as últimas arbitrariedades do regime, donos de jornais estão impedidos de sair do país por reproduzirem notícia do jornal espanhol ABC em que um ex-agente venezuelano acusou o presidente da Assembleia Nacional e número dois do regime, Diosdado Cabello, de colaborar com o tráfico internacional de drogas.
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sábado, 28 de fevereiro de 2015
Caracas faz manifestações contra e a favor do governo
Duas passeatas estão sendo realizadas hoje na capital da Venezuela, uma contra e outra a favor do regime chavista e do presidente Nicolás Maduro, noticia o jornal El Universal.
A oposição protesta contra a prisão do prefeito da região metropolitana de Caracas, Antonio Ledezma, em 20 de janeiro de 2015, e a morte do adolescente Kluiverth Roa, assassinado por um policial quando se escondia debaixo de um carro para escapar de um confronto em manifestação de que não participava.
O governo da Venezuela comemora o Caracaço, uma explosão de violência nas ruas da capital em 27 de fevereiro de 1989, depois que o presidente Carlos Andrés Pérez adotou uma série de medidas impostas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), inclusive reajustes os preços dos combustíveis.
Sob o impacto da revolta popular e da violenta repressão, com cerca de 300 mortes, o então coronel Hugo Chávez começou a conspiração que levaria três anos depois à tentativa de golpe contra Andrés Pérez, em 4 de fevereiro de 1992. Quando o presidente estava fora do país, a Força Aérea chegou a bombardear o Palácio de Miraflores.
O golpe fracassou, mas a popularidade de Chávez começou a subir. Condenado e depois anistiado, ele seria eleito presidente da Venezuela em 1998. Uma tentativa de golpe contra Chávez, em 11 de abril de 2002, polarizou ainda mais o país levando com o tempo ao perigoso clima de confrontação que está hoje nas ruas de Caracas.
A oposição protesta contra a prisão do prefeito da região metropolitana de Caracas, Antonio Ledezma, em 20 de janeiro de 2015, e a morte do adolescente Kluiverth Roa, assassinado por um policial quando se escondia debaixo de um carro para escapar de um confronto em manifestação de que não participava.
O governo da Venezuela comemora o Caracaço, uma explosão de violência nas ruas da capital em 27 de fevereiro de 1989, depois que o presidente Carlos Andrés Pérez adotou uma série de medidas impostas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), inclusive reajustes os preços dos combustíveis.
Sob o impacto da revolta popular e da violenta repressão, com cerca de 300 mortes, o então coronel Hugo Chávez começou a conspiração que levaria três anos depois à tentativa de golpe contra Andrés Pérez, em 4 de fevereiro de 1992. Quando o presidente estava fora do país, a Força Aérea chegou a bombardear o Palácio de Miraflores.
O golpe fracassou, mas a popularidade de Chávez começou a subir. Condenado e depois anistiado, ele seria eleito presidente da Venezuela em 1998. Uma tentativa de golpe contra Chávez, em 11 de abril de 2002, polarizou ainda mais o país levando com o tempo ao perigoso clima de confrontação que está hoje nas ruas de Caracas.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Serviço secreto da Venezuela invade sede de partido democrata-cristão
Trinta homens armados do Serviço Bolivarista de Inteligência (Sebin) ocupou hoje em Caracas a sede central do partido democrata-cristão Copei, um dos mais antigos da Venezuela, noticiou o jornal El Nacional.
De acordo com o presidente do Copei, Roberto Enríquez, 12 sedes do partido foram invadidas e ocupadas por homens armados.
A Venezuela vive um momento de grande tensão política agravado pela prisão do prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, na sexta-feira passada, em outra operação do Sebin. O Copei aderiu à proposta de transição para a democracia defendida por Ledezma.
O presidente Nicolás Maduro acusou Ledezma de articular um golpe de Estado em conspiração com os Estados Unidos. Ficou de apresentar provas à nação nesta terça-feira.
De acordo com o presidente do Copei, Roberto Enríquez, 12 sedes do partido foram invadidas e ocupadas por homens armados.
A Venezuela vive um momento de grande tensão política agravado pela prisão do prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, na sexta-feira passada, em outra operação do Sebin. O Copei aderiu à proposta de transição para a democracia defendida por Ledezma.
O presidente Nicolás Maduro acusou Ledezma de articular um golpe de Estado em conspiração com os Estados Unidos. Ficou de apresentar provas à nação nesta terça-feira.
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Militar torturado dedurou Ledezma na Venezuela
O prefeito da região metropolitana de Caracas, Antonio Ledezma, foi preso pelo serviço secreto da Venezuela com base numa acusação de conspirar para derrubar o governo feita pelo coronel da reserva José Gustavo Arocha Pérez, preso em maio de 2014, afirma o jornal venezuelano Diario La Verdad.
As organizações de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional e Human Rights Watch consideraram a prisão ilegal, sem provas nem mandado judicial. Ledezma pode ser condenado a até 25 anos de prisão.
Seu advogado, Omar Estacio, pretende recorrer à Justiça para pedir a libertação de Ledezma alegando que a única prova contra ele é uma confissão obtida mediante tortura pelo Serviço Bolivarista de Inteligência.
Depois de seis meses na prisão, Arocha Pérez teria feito um acordo com a procuradoria para delatar vários dirigentes políticos. As outras provas de que o prefeito de Caracas estaria por trás um golpe apoiado pelos EUA são uma declaração do líder estudantil Loreth Saleh reconhecendo a importância política de Ledezma e um documento preparado pela oposição propondo um governo de união nacional numa transição depois da saída do presidente Nicolás Maduro, que se revelou totalmente incapaz de governar o país.
Com uma das maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela vive uma crise econômica gerada pela incompetência da revolução chavista em administrar uma economia capitalista. A inflação foi de 68% no ano passado. Faltam produtos básicos como papel higiene, carne, leite, açúcar e farinha de trigo.
O colapso do regime é uma questão de tempo. Em vez de se omitir, o Brasil deveria mediar um acordo com a oposição que necessariamente inclua uma mudança na política econômica. Na Argentina, há uma crise política agravada pela morte suspeita do promotor Alberto Nisman. Uma eleição resolve. Na Venezuela, o risco de derramamento de sangue é cada vez maior.
As organizações de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional e Human Rights Watch consideraram a prisão ilegal, sem provas nem mandado judicial. Ledezma pode ser condenado a até 25 anos de prisão.
Seu advogado, Omar Estacio, pretende recorrer à Justiça para pedir a libertação de Ledezma alegando que a única prova contra ele é uma confissão obtida mediante tortura pelo Serviço Bolivarista de Inteligência.
Depois de seis meses na prisão, Arocha Pérez teria feito um acordo com a procuradoria para delatar vários dirigentes políticos. As outras provas de que o prefeito de Caracas estaria por trás um golpe apoiado pelos EUA são uma declaração do líder estudantil Loreth Saleh reconhecendo a importância política de Ledezma e um documento preparado pela oposição propondo um governo de união nacional numa transição depois da saída do presidente Nicolás Maduro, que se revelou totalmente incapaz de governar o país.
Com uma das maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela vive uma crise econômica gerada pela incompetência da revolução chavista em administrar uma economia capitalista. A inflação foi de 68% no ano passado. Faltam produtos básicos como papel higiene, carne, leite, açúcar e farinha de trigo.
O colapso do regime é uma questão de tempo. Em vez de se omitir, o Brasil deveria mediar um acordo com a oposição que necessariamente inclua uma mudança na política econômica. Na Argentina, há uma crise política agravada pela morte suspeita do promotor Alberto Nisman. Uma eleição resolve. Na Venezuela, o risco de derramamento de sangue é cada vez maior.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Anistia Internacional considera ilegal prisão do prefeito de Caracas
A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional considerou inaceitável a prisão do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, ontem pelo serviço secreto da Venezuela sem ordem judicial, noticia o jornal El Nacional. Em nota, a Anistia qualificou como "inaceitável" prender pessoas sem prova de que tenham cometido algum delito.
Sem provas concretas, o presidente Nicolás Maduro o acusou de conspirar com os Estados Unidos para derrubar seu governo.
"No atual contexto venezuelano, nada mais resta se não presumir uma vez mais que às autoridades não interessa dar prioridade à proteção dos direitos, mas, sim, calar vozes críticas", acrescenta a nota.
"Num Estado de Direito, em que se devem defender os direitos de todas as pessoas", prossegue o texto, "é inaceitável que se detenham indivíduos sem prova admissível de que tenham cometido algum delito. No último ano, foram presas arbitrariamente pessoas pelo simples fato de serem opositores ou terem uma visão crítica do governo. A prisão do prefeito de Caracas soma mais uma pessoa à lista de prisões com motivação política.
"Além do mais, na semana passada, a Anistia Internacional teve conhecimento de que foi detido o juiz Alí Fabricio Paredes, supostamente em consequência da sentença que proferiu em um caso de alta repercussão e que não haveria satisfeito os desejos do Executivo. Também foi detido o advogado Tadeu Arriechi como represália pelo desempenho de funções ao trabalhar como advogado de uma empresa acusada de desestabilizar a economia.
"Enquanto as autoridades venezuelanas não tomarem a sério a prioridade aos direitos humanos e entenderam que no Estado de Direito se deve dar espaço à dissidência, o país continuará numa espiral de deterioração que afetará sobretudo as pessoas mais vulneráveis."
Sem provas concretas, o presidente Nicolás Maduro o acusou de conspirar com os Estados Unidos para derrubar seu governo.
"No atual contexto venezuelano, nada mais resta se não presumir uma vez mais que às autoridades não interessa dar prioridade à proteção dos direitos, mas, sim, calar vozes críticas", acrescenta a nota.
"Num Estado de Direito, em que se devem defender os direitos de todas as pessoas", prossegue o texto, "é inaceitável que se detenham indivíduos sem prova admissível de que tenham cometido algum delito. No último ano, foram presas arbitrariamente pessoas pelo simples fato de serem opositores ou terem uma visão crítica do governo. A prisão do prefeito de Caracas soma mais uma pessoa à lista de prisões com motivação política.
"Além do mais, na semana passada, a Anistia Internacional teve conhecimento de que foi detido o juiz Alí Fabricio Paredes, supostamente em consequência da sentença que proferiu em um caso de alta repercussão e que não haveria satisfeito os desejos do Executivo. Também foi detido o advogado Tadeu Arriechi como represália pelo desempenho de funções ao trabalhar como advogado de uma empresa acusada de desestabilizar a economia.
"Enquanto as autoridades venezuelanas não tomarem a sério a prioridade aos direitos humanos e entenderam que no Estado de Direito se deve dar espaço à dissidência, o país continuará numa espiral de deterioração que afetará sobretudo as pessoas mais vulneráveis."
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Governo chavista prende prefeito oposicionista de Caracas
Sem mandado judicial, agentes do Serviço Bolivarista de Inteligência (Sebin) prenderam hoje o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, revelou o jornal El Universal. De acordo com sua mulher, ele foi levado para a sede central do Sebin, na Praça Venezuela, na capital do país.
Em pronunciamento na televisão, o presidente Nicolás Maduro acusou Ledezma de tentar "há anos promover um golpe de Estado". A prova da conspiração apresentada por Maduro foi um documento propondo a criação de um governo de união nacional para superar a crise, já que o presidente se mostra totalmente incapaz.
Lilian Tintori, mulher do líder do partido Vontade Popular, Leopoldo López, preso há um ano por articular manifestações de protesto contra o governo, disse no Twitter que a Guarda Nacional está tentando transferi-lo da prisão de Ramo Verde. Ele foi espancado na prisão. Teme-se que seja morto.
Em pronunciamento na televisão, o presidente Nicolás Maduro acusou Ledezma de tentar "há anos promover um golpe de Estado". A prova da conspiração apresentada por Maduro foi um documento propondo a criação de um governo de união nacional para superar a crise, já que o presidente se mostra totalmente incapaz.
Lilian Tintori, mulher do líder do partido Vontade Popular, Leopoldo López, preso há um ano por articular manifestações de protesto contra o governo, disse no Twitter que a Guarda Nacional está tentando transferi-lo da prisão de Ramo Verde. Ele foi espancado na prisão. Teme-se que seja morto.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Chávez vence eleições mas oposição avança
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, obteve mais uma ampla vitória nas eleições estaduais e municipais do domingo. Seus partidários ganharam em 17 dos 22 estados venezuelanos.
Mas a oposição cresceu. Ganhou em cinco estados importantes e conquistou a prefeitura da capital, cargo mais importante no país, a prefeitura da capital, Caracas.
Antonio José Ledezma teve 52,4% dos votos contra 44,92% para o chavista Aristóbulo Izturiz, do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e falou com cooperação com Chávez em tom de desafio: "Uma mensagem para o Presidente da República: você e eu temos muitas diferenças mas neste momento não é pertinente discutir as razões. Eu o convido, Sr. Presidente, a trabalhar junto comigo para resgatar Caracas do caos e da miséria".
Chávez festejou a ampla vitória de seus aliados e pediu aos governadores de oposição, "reconhecendo seu triunfo, espero que me reconheçam como chefe de Estado e respeitem a Constituição".
Mas a oposição cresceu. Ganhou em cinco estados importantes e conquistou a prefeitura da capital, cargo mais importante no país, a prefeitura da capital, Caracas.
Antonio José Ledezma teve 52,4% dos votos contra 44,92% para o chavista Aristóbulo Izturiz, do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e falou com cooperação com Chávez em tom de desafio: "Uma mensagem para o Presidente da República: você e eu temos muitas diferenças mas neste momento não é pertinente discutir as razões. Eu o convido, Sr. Presidente, a trabalhar junto comigo para resgatar Caracas do caos e da miséria".
Chávez festejou a ampla vitória de seus aliados e pediu aos governadores de oposição, "reconhecendo seu triunfo, espero que me reconheçam como chefe de Estado e respeitem a Constituição".
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