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terça-feira, 9 de maio de 2023

Hoje na História do Mundo: 9 de Maio

 FDA APROVA PÍLULA

    Em 1960, a agência de Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), órgão regulador dos Estados Unidos, aprova a primeira pílula anticoncepcional comercial, Enovid-10, deflagrando a revolução sexual ao liberar a mulher do risco de uma gravidez indesejada.

O desenvolvimento da pílula foi feito pelo bioquímico Gregory Pincus, da Fundação Worcester para Biologia Experimental, e o ginecologista John Rock, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, a partir do início dos anos 1950.

ALDO MORO ENCONTRADO MORTO

    Em 1978, o cadáver do ex-primeiro-ministro italiano Aldo Moro, sequestrado em 16 de março pelo grupo terrorista Brigadas Vermelhas, é encontrado crivado de balas no porta-malas de um carro no centro histórico da Roma.

Cinco vezes chefe de governo, Moro, da Democracia Cristã, é um dos políticos mais importantes da Itália depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), favorito para a eleição presidencial de 1978 quando é capturado durante um tiroteio.

Conciliador, no seu primeiro governo, em 1963, Moro se alia ao Partido Socialista (PS). Em 11 de março de 1978, negocia uma grande coalizão com o Partido Comunista Italiano (PCI), o chamado "compromisso histórico".

Cinco dias depois, seu carro é atacado por mais de 10 terroristas. Seus cinco guarda-costas morrem e Moro vira refém. Em 18 de março, as Brigadas Vermelhas reivindicam a autoria do sequestro e avisam que o ex-primeiro-ministro será submetido a um "julgamento popular".

As Brigadas Vermelhas, fundadas em 1970 por Renato Curzio, são um grupo terrorista que realiza atentados a bomba, assassinatos, sequestros e assaltos a banco para deflagrar uma revolução comunista na Itália. O PCI, segundo maior partido do país, defende a democracia parlamentar e condena a luta armada.

O governo italiano se nega a negociar com terroristas. Centenas de suspeitos são presos, mas o "cárcere do povo" não é descoberto. Cartas de Aldo Moro de 19 de março e 4 de abril apelam ao governo para que negocie. 

Quando começam negociações secretas, as Brigadas Vermelhas rompem o diálogo em 15 de abril e anunciam que o tribunal popular julgou Moro culpado e o sentenciou à morte. Em 24 de abril, os terroristas exigem a libertação de 13 milicianos do grupo presos.

Em 9 de maio, Moro envia uma carta de despedida à mulher: "Eles disseram que vão me matar logo, beijo você pela última vez." A pedido dele, nenhum político italiano participou do funeral.

No ano seguinte, as Brigadas Vermelhas matam o ativista sindical Guido Rossa. Durante os anos 1980, a polícia italiana prende 12 mil extremistas de esquerda e 600 saem do país. De 1974 a 1988, o grupo terrorista mata cerca de 50 pessoas.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Serviço secreto da Venezuela invade sede de partido democrata-cristão

Trinta homens armados do Serviço Bolivarista de Inteligência (Sebin) ocupou hoje em Caracas a sede central do partido democrata-cristão Copei, um dos mais antigos da Venezuela, noticiou o jornal El Nacional.

De acordo com o presidente do Copei, Roberto Enríquez, 12 sedes do partido foram invadidas e ocupadas por homens armados.

A Venezuela vive um momento de grande tensão política agravado pela prisão do prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, na sexta-feira passada, em outra operação do Sebin. O Copei aderiu à proposta de transição para a democracia defendida por Ledezma.

O presidente Nicolás Maduro acusou Ledezma de articular um golpe de Estado em conspiração com os Estados Unidos. Ficou de apresentar provas à nação nesta terça-feira.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Senado da Itália aprova plano de ajuste de contas

Por 152 a 12, com uma abstenção, o Senado da Itália acaba de aprovar a Lei de Estabilidade Financeira de 2012, um conjunto de medidas para reduzir o déficit público da terceira maior economia da Zona do Euro. É uma das condições para a renúncia do primeiro-ministro Silvio Berlusconi,  que chefiou o governo do país três vezes nos últimos 17 anos.

Nos próximos dias, talvez amanhã, ele deve ser substituído pelo ex-comissário europeu antimonopólio Mario Monti. Como a Grécia, observa o jornal The New York Times, a Itália optou por uma solução tecnocrática para evitar o colapso econômico e um calote na sua dívida pública, de 1,9 trilhão de euros.

As medidas aprovadas hoje incluem um aumento do imposto sobre valor agregado, o equivalente ao imposto sobre circulação de mercadorias e serviços, para 21% e o aumento da idade mínima para a aposentadoria das mulheres, que passará a ser a mesma dos homens: 60 anos, a partir de 2014; 65 anos, a partir de 2026.

Homem mais rico da Itália, Berlusconi entrou na política no vácuo da Operações Mãos Limpas, uma campanha de combate à corrupção que acabou com a Democracia Cristã, o partido de centro-direita que dominava a política italiana desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Por ironia, depois de se livrar de uma leva de políticos corruptos, a Itália elegeu um empresário atingido por inúmeras denúncias de corrupção que recentemente incluíram até prostituição de menores.

Para evitar a ascensão da esquerda, Berlusconi criou um partido com o nome de Forza Italia, o grito de guerra da torcida de futebol da Itália. Com os neofascistas e a separatista e preconceituosa Liga Norte, formou o chamado Pólo da Liberdade para se opor a socialistas, comunistas e comunistas reformados.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Bachelet muda cinco ministros no Chile

Com a popularidade em baixa, apesar da boa situação econômica do Chile, a presidente Michelle Bachelet fez uma ampla reforma ministerial, mudando cinco ministros para revigorar seu governo.

De uma só tacada, trocou os ministros da Economia, das Minas, de Obras Públicas, Agricultura e Planejamento. Também nomeou um novo ministro do Interior, depois que o anterior pediu demissão inesperadamente na semana passada.

O novo ministro do Interior, Eduardo Pérez Yoma, foi ministro da Defesa de Eduardo Frei (1994-2000). É considerado um dos responsáveis pela reconciliação entre civis e militares depois do fim da ditadura do general Augusto Pinochet (1973-90).

Hugo Lavados, ex-diretor da agência oficial de promoção de exportações, é o novo ministro da Economia.

Para Agricultura, Obras Públicas e Planejamento, foram indicados Sergio Bitar, Marigen Hornkohl e Paula Quintana.

Com uma profunda crise dentro da coalizão governista, agravada com a saída de cinco deputados da Democracia Cristã para se tornarem independente, a bancada de Bachelet na Câmara caiu de 62 para 57 deputados, apenas quatro a mais do que a direitista Aliança pelo Chile.