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sábado, 9 de maio de 2026

Hoje na História do Mundo: 9 de Maio

QUARTA VIAGEM À AMÉRICA

    Em 1502, Cristóvão Colombo, parte de Cádiz, na Espanha, para sua quarta e última viagem à América, o continente que descobriu para os europeus pensando haver chegado à Índia.

Colombo nasce em Gênova, na Itália, que na época não era unificada, em 1451. Ele apresenta o projeto de chegar à Ásia navegando rumo ao oeste a Portugal, que o rejeita, porque está tentando chegar dando a volta pelo Sul da África. 

Depois de convencer os reis católicos da Espanha, Fernando de Aragão e Isabel de Castela, Colombo parte de Palos com três caravelas – Santa Maria, Pinta e Niña – em 3 de agosto de 1942 e chega a Guanahani, que batiza como São Salvador, hoje parte das Bahamas, em 12 de outubro. Também vai a Cuba e a Hispaniola, a ilha hoje dividida entre Haiti e República Dominicana, antes de voltar à Espanha.

Na segunda viagem (1493-96), com 3 naus e 14 caravelas, Colombo vai às Antilhas, à Martinica, a Porto Rico e depois a Hispaniola, onde os índios haviam destruído a colônia instalada na primeira viagem. Funda São Domingos, a primeira povoação europeia na América, hoje capital da República Dominica. Também vai à Jamaica.

Na terceira viagem (1498-1500), com 6 naus, chega a Trinidad e ao Delta do Rio Orinoco, hoje parte da Venezuela.

Na quarta viagem (1502-4), com quatro naus, Colombo busca encontrar uma passagem para o Oriente. Vai ao que hoje é a América Central, a Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Panamá. Ao voltar a Hispaniola, com as naus em péssimo estado, é obrigado a voltar à Espanha. Morre em 20 de maio de 1506 em Valladolid, na Espanha, sem saber que havia encontrado o Novo Mundo.

ÁFRICA ORIENTAL ITALIANA

    Em 1936, sete meses depois de invadir a Abissínia e da fuga do imperador Hailé Salassié para o exílio, o ditador fascista Benito Mussolini anexa a Abissínia ou Etiópia e cria a África Oriental Italiana, que também inclui a Eritreia e a Somália.

Mussolini funda o Partido Fascista em 1919 e é nomeado primeiro-ministro da Itália em 1922. Sua ambição de restaurar a glória do Império Romano o leva a tomar a Abissínia. Deposto Salassié, o fascismo quer destruir o Império da Etiópia.

A África Oriental Italiana marca o período de maior expansão do fascismo. Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Itália anexa a Somália Britânica, hoje Somalilândia. Numa luta que vai de janeiro a novembro de 1941, o Exército Real britânico vence os italianos e acaba com a África Oriental Italiana.

FDA APROVA PÍLULA

    Em 1960, a agência de Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), órgão regulador dos Estados Unidos, aprova a primeira pílula anticoncepcional comercial, Enovid-10, deflagrando a revolução sexual ao liberar as mulheres do risco de uma gravidez indesejada.

O desenvolvimento da pílula foi feito pelo bioquímico Gregory Pincus, da Fundação Worcester para Biologia Experimental, e o ginecologista John Rock, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, a partir do início dos anos 1950.

CÂMARA INVESTIGA NIXON
    Em 1974, a Comissão de Justiça da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos começa as audiências que levam à abertura de um processo de impeachment contra o presidente Richard Nixon por causa do Escândalo de Watergate.
Na madrugada de 17 de junho de 1972, a polícia de Washington prende cinco arrombadores por invadir a sede do diretório nacional do Partido Democrata, no Edifício Watergate. Quatro trabalharam como agentes da CIA (Agência Central de Inteligência) contra o regime comunista de Fidel Castro em Cuba. Três são cubanos.

Quando o repórter Carl Bernstein, do jornal The Washington Post, vai ao tribunal, desconfia porque alguns dos advogados mais caros da capital dos EUA não defenderiam cinco ladrõezinhos ou criminosos comuns. Era o grupo de encanadores da Casa Branca.

Aí começa uma das mais importantes investigações jornalísticas da história. Com a ajuda de uma fonte citada como Garganta Profunda (título de um filme pornô da época), que muitos anos depois se revelou como Mark Felt, subdiretor do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, Carl Berstein e Bob Woodward, os dois do Post, descobrem uma conspiração que leva até o presidente dos EUA.

O sistema de gravação de conversas é instalado no Salão Oval, o gabinete do presidente dos EUA, em fevereiro de 1971 e desativado em 18 de julho de 1973, dois dias depois da revelação de sua existência na comissão parlamentar de inquérito do Senado sobre o Escândalo de Watergate por Alexander Butterfield, um assessor da Casa Branca.

Nixon não é o primeiro presidente dos EUA a gravar suas reuniões. Começa com Franklin Delano Roosevelt em 1940. A recusa de Nixon em aceitar a intimação do Congresso para entregar as fitas é uma das bases do processo de impeachment que causa a renúncia do presidente em 9 de agosto de 1974. A Suprema Corte manda Nixon entregar as fitas. O presidente está liquidado.

O Senado encaminha o inquérito à Câmara, que acusa Nixon de abuso de poder, obstrução de justiça e desacato ao Congresso, mas ele renuncia antes da votação, quando um grupo de deputados e senadores republicanos vai até a Casa Branca para avisar que ele não tem mais o apoio do partido e que só 4 ou 5 senadores.

Todos os envolvidos no Escândalo de Watergate são condenados e presos, menos Nixon, que recebe o perdão presidencial de seu sucessor, Gerald Ford.

Em 19 de agosto de 2013, a Biblioteca Presidencial Richard Nixon divulga as últimas 340 horas das gravações, de 9 de abril a 12 de julho de 1973. Elas revelam que logo depois de prometer à população que não acobertaria o escândalo ele pressiona o ministro da Justiça a não indicar um procurador especial para o caso e instrui um ex-assessor a se esquivar de perguntas alegando razões de segurança nacional.

ALDO MORO ENCONTRADO MORTO

    Em 1978, o cadáver do ex-primeiro-ministro italiano Aldo Moro, sequestrado em 16 de março pelo grupo terrorista Brigadas Vermelhas, é encontrado crivado de balas no porta-malas de um carro no centro histórico da Roma.

Cinco vezes chefe de governo, Moro, da Democracia Cristã, é um dos políticos mais importantes da Itália depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), favorito para a eleição presidencial de 1978 quando é capturado durante um tiroteio.

Conciliador, no seu primeiro governo, em 1963, Moro se alia ao Partido Socialista (PS). Em 11 de março de 1978, negocia uma grande coalizão com o Partido Comunista Italiano (PCI), o maior partido comunista da Europa Ocidental, o chamado "compromisso histórico".

Cinco dias depois, seu carro é atacado por mais de 10 terroristas. Seus cinco guarda-costas morrem e Moro vira refém. Em 18 de março, as Brigadas Vermelhas reivindicam a autoria do sequestro e avisam que o ex-primeiro-ministro será submetido a um "julgamento popular".

As Brigadas Vermelhas, fundadas em 1970 por Renato Curzio, são um grupo terrorista que realiza atentados a bomba, assassinatos, sequestros e assaltos a banco para deflagrar uma revolução comunista na Itália. O PCI, segundo maior partido do país, defende a democracia parlamentar e condena a luta armada.

O governo italiano se nega a negociar com terroristas. Centenas de suspeitos são presos, mas o "cárcere do povo" não é descoberto. Cartas de Aldo Moro de 19 de março e 4 de abril apelam ao governo para que negocie. 

Quando começam negociações secretas, as Brigadas Vermelhas rompem o diálogo em 15 de abril e anunciam que o tribunal popular julgou Moro culpado e o sentenciou à morte. Em 24 de abril, os terroristas exigem a libertação de 13 milicianos do grupo presos.

Em 9 de maio, Moro envia uma carta de despedida à mulher: "Eles disseram que vão me matar logo, beijo você pela última vez." A pedido dele, nenhum político italiano participou do funeral.

No ano seguinte, as Brigadas Vermelhas matam o ativista sindical Guido Rossa. Durante os anos 1980, a polícia italiana prende 12 mil extremistas de esquerda e 600 saem do país. De 1974 a 1988, o grupo terrorista mata cerca de 50 pessoas.

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sexta-feira, 9 de maio de 2025

Hoje na História do Mundo: 9 de Maio

 QUARTA VIAGEM À AMÉRICA

    Em 1502, Cristóvão Colombo, parte de Cádiz, na Espanha, para sua quarta e última viagem à América, o continente que descobriu para os europeus pensando haver chegado à Índia.

Colombo nasce em Gênova, na Itália, que na época não era unificada, em 1451. Ele apresenta o projeto de chegar à Ásia navegando rumo ao oeste a Portugal, que o rejeita, porque está tentando chegar dando a volta pelo Sul da África. 

Depois de convencer os reis católicos da Espanha, Fernando de Aragão e Isabel de Castela, Colombo parte de Palos com três caravelas – Santa Maria, Pinta e Niña – em 3 de agosto de 1942 e chega a Guanahani, que batiza como São Salvador, hoje parte das Bahamas, em 12 de outubro. Também vai a Cuba e a Hispaniola, a ilha hoje dividida entre Haiti e República Dominicana, antes de voltar à Espanha.

Na segunda viagem (1493-96), com 3 naus e 14 caravelas, Colombo vai às Antilhas, à Martinica, a Porto Rico e depois a Hispaniola, onde os índios haviam destruído a colônia instalada na primeira viagem. Funda São Domingos, a primeira povoação europeia na América, hoje capital da República Dominica. Também vai à Jamaica.

Na terceira viagem (1498-1500), com 6 naus, chega a Trinidad e ao Delta do Rio Orinoco, hoje parte da Venezuela.

Na quarta viagem (1502-4), com quatro naus, Colombo busca encontrar uma passagem para o Oriente. Vai ao que hoje é a América Central, a Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Panamá. Ao voltar a Hispaniola, com as naus em péssimo estado, é obrigado a voltar à Espanha. Morre em 20 de maio de 1506 em Valladolid, na Espanha, sem saber que havia encontrado o Novo Mundo.

ÁFRICA ORIENTAL ITALIANA

    Em 1936, sete meses depois de invadir a Abissínia e da fuga do imperador Hailé Salassié para o exílio, o ditador fascista Benito Mussolini anexa a Abissínia ou Etiópia e cria a África Oriental Italiana, que também inclui a Eritreia e a Somália.

Mussolini funda o Partido Fascista em 1919 e é nomeado primeiro-ministro da Itália em 1922. Sua ambição de restaurar a glória do Império Romano o leva a tomar a Abissínia. Deposto Salassié, o fascismo quer destruir o Império da Etiópia.

A África Oriental Italiana marca o período de maior expansão do fascismo. Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Itália anexa a Somália Britânica, hoje Somalilândia. Numa luta que vai de janeiro a novembro de 1941, o Exército Real britânico vence os italianos e acaba com a África Oriental Italiana.

FDA APROVA PÍLULA

    Em 1960, a agência de Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), órgão regulador dos Estados Unidos, aprova a primeira pílula anticoncepcional comercial, Enovid-10, deflagrando a revolução sexual ao liberar as mulheres do risco de uma gravidez indesejada.

O desenvolvimento da pílula foi feito pelo bioquímico Gregory Pincus, da Fundação Worcester para Biologia Experimental, e o ginecologista John Rock, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, a partir do início dos anos 1950.

CÂMARA INVESTIGA NIXON
    Em 1974, a Comissão de Justiça da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos começa as audiências que levam à abertura de um processo de impeachment contra o presidente Richard Nixon por causa do Escândalo de Watergate.
Na madrugada de 17 de junho de 1972, a polícia de Washington prende cinco arrombadores por invadir a sede do diretório nacional do Partido Democrata, no Edifício Watergate. Quatro trabalharam como agentes da CIA (Agência Central de Inteligência) contra o regime comunista de Fidel Castro em Cuba. Três são cubanos.

Quando o repórter Carl Bernstein, do jornal The Washington Post, vai ao tribunal, desconfia porque alguns dos advogados mais caros da capital dos EUA não defenderiam cinco ladrõezinhos ou criminosos comuns. Era o grupo de encanadores da Casa Branca.

Aí começa uma das mais importantes investigações jornalísticas da história. Com a ajuda de uma fonte citada como Garganta Profunda (título de um filme pornô da época), que muitos anos depois se revelou como Mark Felt, subdiretor do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, Carl Berstein e Bob Woodward, os dois do Post, descobrem uma conspiração que leva até o presidente dos EUA.

O sistema de gravação de conversas é instalado no Salão Oval, o gabinete do presidente dos EUA, em fevereiro de 1971 e desativado em 18 de julho de 1973, dois dias depois da revelação de sua existência na comissão parlamentar de inquérito do Senado sobre o Escândalo de Watergate por Alexander Butterfield, um assessor da Casa Branca.

Nixon não é o primeiro presidente dos EUA a gravar suas reuniões. Começa com Franklin Delano Roosevelt em 1940. A recusa de Nixon em aceitar a intimação do Congresso para entregar as fitas é uma das bases do processo de impeachment que causa a renúncia do presidente em 9 de agosto de 1974. A Suprema Corte manda Nixon entregar as fitas. O presidente está liquidado.

O Senado encaminha o inquérito à Câmara, que acusa Nixon de abuso de poder, obstrução de justiça e desacato ao Congresso, mas ele renuncia antes da votação, quando um grupo de deputados e senadores republicanos vai até a Casa Branca para avisar que ele não tem mais o apoio do partido e que só 4 ou 5 senadores.

Todos os envolvidos no Escândalo de Watergate são condenados e presos, menos Nixon, que recebe o perdão presidencial de seu sucessor, Gerald Ford.

Em 19 de agosto de 2013, a Biblioteca Presidencial Richard Nixon divulga as últimas 340 horas das gravações, de 9 de abril a 12 de julho de 1973. Elas revelam que logo depois de prometer à população que não acobertaria o escândalo ele pressiona o ministro da Justiça a não indicar um procurador especial para o caso e instrui um ex-assessor a se esquivar de perguntas alegando razões de segurança nacional.

ALDO MORO ENCONTRADO MORTO

    Em 1978, o cadáver do ex-primeiro-ministro italiano Aldo Moro, sequestrado em 16 de março pelo grupo terrorista Brigadas Vermelhas, é encontrado crivado de balas no porta-malas de um carro no centro histórico da Roma.

Cinco vezes chefe de governo, Moro, da Democracia Cristã, é um dos políticos mais importantes da Itália depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), favorito para a eleição presidencial de 1978 quando é capturado durante um tiroteio.

Conciliador, no seu primeiro governo, em 1963, Moro se alia ao Partido Socialista (PS). Em 11 de março de 1978, negocia uma grande coalizão com o Partido Comunista Italiano (PCI), o maior partido comunista da Europa Ocidental, o chamado "compromisso histórico".

Cinco dias depois, seu carro é atacado por mais de 10 terroristas. Seus cinco guarda-costas morrem e Moro vira refém. Em 18 de março, as Brigadas Vermelhas reivindicam a autoria do sequestro e avisam que o ex-primeiro-ministro será submetido a um "julgamento popular".

As Brigadas Vermelhas, fundadas em 1970 por Renato Curzio, são um grupo terrorista que realiza atentados a bomba, assassinatos, sequestros e assaltos a banco para deflagrar uma revolução comunista na Itália. O PCI, segundo maior partido do país, defende a democracia parlamentar e condena a luta armada.

O governo italiano se nega a negociar com terroristas. Centenas de suspeitos são presos, mas o "cárcere do povo" não é descoberto. Cartas de Aldo Moro de 19 de março e 4 de abril apelam ao governo para que negocie. 

Quando começam negociações secretas, as Brigadas Vermelhas rompem o diálogo em 15 de abril e anunciam que o tribunal popular julgou Moro culpado e o sentenciou à morte. Em 24 de abril, os terroristas exigem a libertação de 13 milicianos do grupo presos.

Em 9 de maio, Moro envia uma carta de despedida à mulher: "Eles disseram que vão me matar logo, beijo você pela última vez." A pedido dele, nenhum político italiano participou do funeral.

No ano seguinte, as Brigadas Vermelhas matam o ativista sindical Guido Rossa. Durante os anos 1980, a polícia italiana prende 12 mil extremistas de esquerda e 600 saem do país. De 1974 a 1988, o grupo terrorista mata cerca de 50 pessoas.

quinta-feira, 9 de maio de 2024

Hoje na História do Mundo: 9 de Maio

QUARTA VIAGEM À AMÉRICA

    Em 1502, Cristóvão Colombo, parte de Cádiz, na Espanha, para sua quarta viagem à América, o continente que descobriu para os europeus pensando haver chegado à Índia.

Colombo nasce em Gênova, na Itália, que na época não era unificada, em 1451. Ele apresenta o projeto de chegar a Ásia navegando rumo ao oeste a Portugal, que rejeita, porque está tentando chegar dando a volta pelo Sul da África. 

Depois de convencer os reis católicos da Espanha, Fernando de Aragão e Isabel de Castela, Colombo parte de Palos com três caravelas – Santa Maria, Pinta e Niña – em 3 de agosto de 1942 e chega a Guanahani, que batiza como São Salvador, hoje parte das Bahamas, em 12 de outubro. Também foi a Cuba e a Hispaniola, a ilha hoje dividida entre Haiti e República Dominicana, antes de voltar à Espanha.

Na segunda viagem (1493-96), com 3 naus e 14 caravelas, Colombo vai às Antilhas, à Martinica, a Porto Rico e depois a Hispaniola, onde os índios haviam destruído a colônia instalada na primeira viagem. Funda São Domingos, a primeira povoação europeia na América, hoje capital da República Dominica. Também vai à Jamaica.

Na terceira viagem (1498-1500), com 6 naus, chega a Trinidad e ao Delta do Rio Orinoco, hoje parte da Venezuela.

Na quarta viagem (1502-4), com quatro naus, Colombo busca encontrar uma passagem para o Oriente. Vai ao que hoje é a América Central, a Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Panamá. Ao voltar a Hispaniola, com as naus em péssimo estado, é obrigado a voltar à Espanha.

FDA APROVA PÍLULA

    Em 1960, a agência de Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), órgão regulador dos Estados Unidos, aprova a primeira pílula anticoncepcional comercial, Enovid-10, deflagrando a revolução sexual ao liberar a mulher do risco de uma gravidez indesejada.

O desenvolvimento da pílula foi feito pelo bioquímico Gregory Pincus, da Fundação Worcester para Biologia Experimental, e o ginecologista John Rock, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, a partir do início dos anos 1950.

ALDO MORO ENCONTRADO MORTO

    Em 1978, o cadáver do ex-primeiro-ministro italiano Aldo Moro, sequestrado em 16 de março pelo grupo terrorista Brigadas Vermelhas, é encontrado crivado de balas no porta-malas de um carro no centro histórico da Roma.

Cinco vezes chefe de governo, Moro, da Democracia Cristã, é um dos políticos mais importantes da Itália depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), favorito para a eleição presidencial de 1978 quando é capturado durante um tiroteio.

Conciliador, no seu primeiro governo, em 1963, Moro se alia ao Partido Socialista (PS). Em 11 de março de 1978, negocia uma grande coalizão com o Partido Comunista Italiano (PCI), o chamado "compromisso histórico".

Cinco dias depois, seu carro é atacado por mais de 10 terroristas. Seus cinco guarda-costas morrem e Moro vira refém. Em 18 de março, as Brigadas Vermelhas reivindicam a autoria do sequestro e avisam que o ex-primeiro-ministro será submetido a um "julgamento popular".

As Brigadas Vermelhas, fundadas em 1970 por Renato Curzio, são um grupo terrorista que realiza atentados a bomba, assassinatos, sequestros e assaltos a banco para deflagrar uma revolução comunista na Itália. O PCI, segundo maior partido do país, defende a democracia parlamentar e condena a luta armada.

O governo italiano se nega a negociar com terroristas. Centenas de suspeitos são presos, mas o "cárcere do povo" não é descoberto. Cartas de Aldo Moro de 19 de março e 4 de abril apelam ao governo para que negocie. 

Quando começam negociações secretas, as Brigadas Vermelhas rompem o diálogo em 15 de abril e anunciam que o tribunal popular julgou Moro culpado e o sentenciou à morte. Em 24 de abril, os terroristas exigem a libertação de 13 milicianos do grupo presos.

Em 9 de maio, Moro envia uma carta de despedida à mulher: "Eles disseram que vão me matar logo, beijo você pela última vez." A pedido dele, nenhum político italiano participou do funeral.

No ano seguinte, as Brigadas Vermelhas matam o ativista sindical Guido Rossa. Durante os anos 1980, a polícia italiana prende 12 mil extremistas de esquerda e 600 saem do país. De 1974 a 1988, o grupo terrorista mata cerca de 50 pessoas.

terça-feira, 9 de maio de 2023

Hoje na História do Mundo: 9 de Maio

 FDA APROVA PÍLULA

    Em 1960, a agência de Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), órgão regulador dos Estados Unidos, aprova a primeira pílula anticoncepcional comercial, Enovid-10, deflagrando a revolução sexual ao liberar a mulher do risco de uma gravidez indesejada.

O desenvolvimento da pílula foi feito pelo bioquímico Gregory Pincus, da Fundação Worcester para Biologia Experimental, e o ginecologista John Rock, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, a partir do início dos anos 1950.

ALDO MORO ENCONTRADO MORTO

    Em 1978, o cadáver do ex-primeiro-ministro italiano Aldo Moro, sequestrado em 16 de março pelo grupo terrorista Brigadas Vermelhas, é encontrado crivado de balas no porta-malas de um carro no centro histórico da Roma.

Cinco vezes chefe de governo, Moro, da Democracia Cristã, é um dos políticos mais importantes da Itália depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), favorito para a eleição presidencial de 1978 quando é capturado durante um tiroteio.

Conciliador, no seu primeiro governo, em 1963, Moro se alia ao Partido Socialista (PS). Em 11 de março de 1978, negocia uma grande coalizão com o Partido Comunista Italiano (PCI), o chamado "compromisso histórico".

Cinco dias depois, seu carro é atacado por mais de 10 terroristas. Seus cinco guarda-costas morrem e Moro vira refém. Em 18 de março, as Brigadas Vermelhas reivindicam a autoria do sequestro e avisam que o ex-primeiro-ministro será submetido a um "julgamento popular".

As Brigadas Vermelhas, fundadas em 1970 por Renato Curzio, são um grupo terrorista que realiza atentados a bomba, assassinatos, sequestros e assaltos a banco para deflagrar uma revolução comunista na Itália. O PCI, segundo maior partido do país, defende a democracia parlamentar e condena a luta armada.

O governo italiano se nega a negociar com terroristas. Centenas de suspeitos são presos, mas o "cárcere do povo" não é descoberto. Cartas de Aldo Moro de 19 de março e 4 de abril apelam ao governo para que negocie. 

Quando começam negociações secretas, as Brigadas Vermelhas rompem o diálogo em 15 de abril e anunciam que o tribunal popular julgou Moro culpado e o sentenciou à morte. Em 24 de abril, os terroristas exigem a libertação de 13 milicianos do grupo presos.

Em 9 de maio, Moro envia uma carta de despedida à mulher: "Eles disseram que vão me matar logo, beijo você pela última vez." A pedido dele, nenhum político italiano participou do funeral.

No ano seguinte, as Brigadas Vermelhas matam o ativista sindical Guido Rossa. Durante os anos 1980, a polícia italiana prende 12 mil extremistas de esquerda e 600 saem do país. De 1974 a 1988, o grupo terrorista mata cerca de 50 pessoas.

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Hoje na História do Mundo: 9 de Maio

FDA APROVA PÍLULA

    Em 1960, a agência de Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos aprova a primeira pílula anticoncepcional comercial, Enovid-10, deflagrando a revolução sexual ao liberar a mulher do risco de uma gravidez indesejada.

O desenvolvimento da pílula foi feito pelo bioquímico Gregory Pincus, da Fundação Worcester para Biologia Experimental, e o ginecologista John Rock, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, a partir do início dos anos 1950.

ALDO MORO ENCONTRADO MORTO

    Em 1978, o cadáver do ex-primeiro-ministro italiano Aldo Moro, sequestrado em 16 de março pelo grupo terrorista Brigadas Vermelhas, é encontrado crivado de balas no porta-malas de um carro no centro histórico da Roma.

Cinco vezes chefe de governo, Moro, da Democracia Cristã, é um dos políticos mais importantes da Itália depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), favorito para a eleição presidencial de 1978 quando é capturado durante um tiroteio.

Conciliador, no seu primeiro governo, em 1963, Moro se aliou ao Partido Socialista (PS). Em 11 de março de 1978, negociou uma grande coalizão com o Partido Comunista Italiano (PCI), o chamado "compromisso histórico".

Cinco dias depois, seu carro é atacado por mais de 10 terroristas. Seus cinco guarda-costas morrem e Moro vira refém. Em 18 de março, as Brigadas Vermelhas reivindicam a autoria do sequestro e avisam que o ex-primeiro-ministro será submetido a um "julgamento popular".

As Brigadas Vermelhas, fundadas em 1970 pelo Renato Curzio, são um grupo terrorista que realiza atentados a bomba, assassinatos, sequestros e assaltos a banco para deflagrar uma revolução comunista na Itália. O PCI, segundo maior partido do país, defende a democracia parlamentar e condena a luta armada.

O governo italiano se nega a negociar com terroristas. Centenas de suspeitos são presos, mas o "cárcere do povo" não é descoberto. Cartas de Aldo Moro de 19 de março e 4 de abril apelam ao governo para que negocie. 

Quando começam negociações secretas, as Brigadas Vermelhas rompem o diálogo em 15 de abril e anunciam que o tribunal popular considerou Moro culpado e o sentenciou à morte. Em 24 de abril, os terroristas exigiram a libertação de 13 milicianos do grupo presos.

Em 9 de maio, Moro envia uma carta de despedida à mulher: "Eles disseram que vão me matar logo, beijo você pela última vez." A pedido dele, nenhum político italiano participou do funeral.

No ano seguinte, as Brigadas Vermelhas matam o ativista sindical Guido Rossa. Durante os anos 1980, a polícia italiana prendeu 12 mil extremistas de esquerda e 600 saíram do país. De 1974 a 1988, o grupo terrorista matou cerca de 50 pessoas.

sábado, 19 de fevereiro de 2022

EUA estudam aplicação de segunda dose de reforço

 A agência federal de Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) está examinando a possibilidade de autorizar a aplicação de uma quarta dose e vacina ou segunda dose de reforço de vacinas de mRNA contra o coronavírus de 2019 no outono, antes do próximo inverno no Hemisfério Norte, revelou neste sábado o jornal The Wall Street Journal.

O Brasil notificou mais 827 mortes e 94.876 diagnósticos positivos de covid-19, elevando os totais para 28.159.100 casos confirmados e 643.938 vidas perdidas na pandemia. 

A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu de 840 para 831, mas registra alta de 8% em duas semanas, o que indica estabilidade. A onda da variante ômicron pode ter chegado ao pico de mortes (894) em 12 de fevereiro. A média de casos caiu 38% em duas semanas para 104.875.

No mundo, já são 423.679.880 casos confirmados e 5.884.187 mortes. Mais de 349,5 milhões de pacientes se recuperaram e 81.967 estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram mais 49.440 casos e 1.077, provavelmente com subnotificação no fim de semana. Somam o maior número de casos confirmados (78.469.202) e de mortes (935.174) na pandemia.

A média de casos novos dos últimos sete dias nos EUA caiu 65% em duas semanas para 106.696. O total de hospitalizados recuou 41% em duas semanas para 71.868 e o de internados em unidades de terapia intensiva 38% para 13.627. A média de mortes baixou 13% em duas semanas para 2.253 por dia.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

EUA autorizam dose de reforço a partir de 16 anos

 A agência federal de Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), o órgão regulador dos Estados Unidos, autorizou a aplicação de uma dose de reforço das vacinas seis meses depois da segunda dose. Com a ameaça da variante ômicron, cada vez mais a vacinação contra o coronavírus de 2019 passa a ser completa com três doses.

Com mais 206 mortes e 9.161 diagnósticos positivos de covid-19 notificados hoje, o Brasil chegou a 22.157.527 casos confirmados e 616.504 vidas perdidas na pandemia. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 20% em duas semanas para 183. A média diária de casos novos dos últimos sete dias baixou 11% em duas semanas para 8.309.

No mundo, já são 268.549.864 casos confirmados e 5.287.534 mortes. Mais de 241,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 21,67 milhões enfrentam casos suaves ou médios e 88.959 estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram mais 118.824 casos e 1.289 mortes na quinta-feira. A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu 30% em duas semanas para 119.778. A média diária de mortes dos últimos sete dias aumentou 18% em duas semanas para 1.281. O país soma os maiores números de casos confirmados (49.661.145) e de mortes (794.649) na pandemia.

A Índia relatou mais 8.503 casos e 624 mortes na quinta-feira. Tem o segundo maior número de casos  confirmados (34.674.744) e o terceiro de mortes (474.735).

Mais de 8,32 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Cerca de 4,36 bilhões (55,9% da população mundial) tomaram ao menos uma dose, mas só 6,6% nos países pobres. Cerca de 45% completaram a vacinação. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) teme que a ameaça da variante ômicron aumente a desigualdade da vacinação porque os países ricos e de renda média alta se apressam em aplicar a terceira, esquecendo que a baixa cobertura vacinal na África favorece o surgimento de novas variantes.

A China lidera a imunização com mais de 2,58 bilhões de doses aplicadas, seguida pela Índia e a União Europeia. Nos EUA, 200,7 milhões (60,27% da população norte-americana) completaram a vacinação.

O Brasil deu a primeira dose a pouco menos de 160 milhões de pessoas, 138,8 milhões (65,09% da população brasileira) completaram a vacinação e 19,77 milhões tomaram a dose de reforço, num total de 318,59 milhões de doses aplicadas. 

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Pfizer anuncia remédio anticovid-19 com 89% de eficácia

 O laboratório Pfizer anunciou hoje que um novo medicamento antiviral, o Paxlovid, reduziu o risco de casos graves e mortes pela doença do coronavírus de 2019 em 89% nos testes clínicos. 

A Pfizer pretende pedir em breve a aprovação da agência federal de Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA). 

É o segundo tratamento por via oral contra a covid-19, depois do mulnopiravir, do laboratório Merck, já aprovado pelo órgão regulador do Reino Unido.

Nesta sexta-feira, o Brasil notificou mais 397 mortes e 14.705 diagnósticos positivos de covid-19. Desde o início da pandemia, são 21.861.282 casos confirmados e 609.112 vidas perdidas. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 32% em duas semanas para 230. Há três dias, está abaixo de 250. A média diária de casos novos dos últimos sete dias baixou 20% para 9.332.

No mundo, já são 249.463.746 casos confirmados e 5.042.829 mortes. Mais de 226 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 18 milhões enfrentam casos suaves ou médios e 75.857 estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram mais 92.567 casos e 2.459 mortes na sexta-feira. A média diária de casos novos dos últimos sete dias recuou 3% em duas semanas para 71.617, enquanto a média diária de mortes dos últimos sete dias diminuiu 20% para 1.206. O país tem o maior número de casos confirmados (46.451.740) e de mortes (754.173).

A Índia relatou mais 10.929 casos e 392 mortes na sexta-feira. É o segundo país em número de casos confirmados (34.344.683) e o terceiro em número de mortes (460.2650.

Com mais de 7,23 bilhões de doses de vacinas aplicadas, a metade da população mundial tomou ao menos uma dose, mas só 4,1% nos países pobres.

A China lidera a vacinação com mais de 2,3 bilhões de doses aplicadas, seguida pela Índia (1,079 bilhão), a União Europeia (593,4 milhões) e os EUA.

O Brasil deu a primeira dose a 155,41 milhões de pessoas, 118,8 milhões (55,7% da população brasileira) completaram a vacinação e 9.527.895 tomaram a dose de reforço. Meu comentário:

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Média de mortes por covid volta a ter tendência de alta no Brasil

 Pela primeira vez desde junho, a média diária de mortes pela doença do coronavírus de 2019 nos últimos sete dias apresentou tendência de alta em relação a duas semanas atrás.

Um painel de cientistas coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) concluiu que a variante delta se tornou dominante no mundo de longe e novas variantes como a lambda e a mu parecem incapazes de superar a delta. Talvez esta mutação seja responsável pelo aumento do contágio e das mortes no Brasil.

Mais 839 mortes e 35.658 diagnósticos positivos da doença do coronavírus foram notificados no Brasil na quarta-feira, elevando o total para 21.282.612 casos confirmados e 592.357 vidas perdidas na pandemia. 

A média diária de mortes dos últimos sete dias cresceu 16% em duas semanas, o que indica tendência de alta. A média diária de casos novos dos últimos sete dias aumentou 96% em duas semanas para 35.763, mas este número foi inflado pela inclusão de mais de 150 mil casos por causa de uma mudança na metodologia do Ministério da Saúde.

No mundo, já são 230.089.554 casos confirmados e 4.719.193 mortes. Mais de 207 milhões de pessoas se recuperaram, a maioria dos hospitalizados com sequelas de longa prazo. Cerca de 18,27 milhões apresentam casos leves ou médios e 97.508 estão em estado grave.

A média diária de casos novos dos últimos sete dias no mundo recuou 16% em duas semanas para 494.566, enquanto a média de mortes dos últimos sete dias baixou 13% em duas semanas para 8.032.

Os Estados Unidos registraram mais 148.873 casos e 2.530 mortes nesta quarta-feira. O país tem o maior número de casos confirmados (42.545.119) e de mortes (681.197) na pandemia. Nesta semana, as mortes por covid-19 superaram as 675 mil da pandemia da gripe espanhola um século atrás.

Em duas semanas, a média diária de mortes dos últimos sete dias subiu 35% para 2.075 nos EUA. A média diária de casos novos recuou 12% no mesmo período para 130.592.

A Índia notificou mais 282 mortes e 31.923 casos na quarta-feira, 18,4% a mais do que na véspera. O país soma o segundo maior número de casos confirmados (33.563.421) e o terceiro de mortes (446.050). 

Mais de 6,01 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo; 43,7% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 2% da população dos países pobres.

A China aplicou mais de 2,19 milhões de doses, seguida pela Índia com mais de 7 milhões de doses aplicadas em 24 horas, num total de 834 milhões de doses, e a União Europeia com 553,9 milhões. 

Nos EUA, 212,5 milhões tomaram a primeira dose, 182,4 milhões (55,02% da população americana) completaram a vacinação e 3,5 milhões receberam a dose de reforço. 

A agência federal de Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) aprovou a aplicação da dose de reforço a partir de 65 anos e em pessoas com doenças que causem deficiência imunológica.

O Brasil aplicou a primeira dose em 143 milhões de pessoas, cerca de 83,4 milhões (39,1% da população brasileira) completaram a vacinação e 426.210 receberam a dose de reforço, num total de 226,9 milhões de doses aplicadas.

No Brasil, o Ministério da Saúde voltou a autorizar a vacinação de adolescentes. Meu comentário:

sábado, 27 de fevereiro de 2021

EUA aprovam vacina em dose única da Johnson & Johnson

 A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, do inglês), órgão regulador dos Estados Unidos, aprovou hoje a vacina da empresa americana Johnson & Johnson contra a doença do coronavírus de 2019, a ser aplicada em uma só dose. 

Nos testes clínicos, o imunizante apresentou eficácia de 66% na prevenção de casos moderados a graves, de 85% na prevenção de casos graves e de 100% na prevenção de hospitalizações e mortes.

Neste sábado, a média diária de mortes dos últimos sete dias bateu nove recorde: 1.180.  O Brasil registrou mais 1.275 mortes e 50.840 casos novos de covid-19. No pior momento da pandemia no país, são 10.508.634 confirmados e 254.263 mortes. A média diária de contágios está em 52.910.

Pelo menos 10 estados e o Distrito Federal tomaram medidas para aumentar o distanciamento físico, como toque de recolher noturno, fechamento do comércio e dos bares e restaurantes.

No mundo inteiro, são 113.741.594 casos confirmados e 2.524.098 mortes. Mais de 89,5 milhões de pacientes se recuperaram, 21,6 milhões apresentam sintomas leves e 90.562 estão em estado grave. A taxa de mortalidade dos casos encerrados está em 3% há vários meses.

Os EUA têm o maior número de casos (28.552.094) e de mortes (511.982). Nas últimas duas semanas, o contágio diminuiu 29%, as mortes 20% e as hospitalizações 30%, mas, nos últimos dias, esta queda parou.

A Nova Zelândia impôs um confinamento rigoroso em Auckland, a maior cidade do país, por causa de um único caso novo de covid-19. Só as atividades essenciais estão funcionado. Desde o início da pandemia, a primeira-ministra Jacinda Ardern adota uma estratégia de erradicação do vírus. 

O país, de 5 milhões de habitantes, teve 2.372 casos confirmados e 26 mortes. Ardern é considerada a melhor governante do mundo no combate à pandemia. Em reconhecimento, o Partido Trabalhista obteve nas eleições do ano passado a maior vitória desde 1951.

Mais de 243,5 milhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo 72 milhões nos Estados Unidos, 45 milhões na China, 32 milhões na União Europeia, 14 milhões na Índia e 8,45 milhões no Brasil.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Brasil volta a ter mais de mil mortes por dia da covid-19

Enquanto o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, mantém o vaivém no plano nacional de imunização, ao dizer em ocasiões diferentes que a vacinação pode começar em dezembro, janeiro, fevereiro ou março, o Brasil registrou hoje 1.092 mortes e 69.826 casos novos da doença do coronavírus de 2019. Neste ritmo, o ano pode terminar com mais de 200 mil mortes.

Na guerra das vacinas, por 10 a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a vacinação será obrigatória. Ninguém será forçado a tomar vacina, mas o certificado de imunização deve ser exigir para viajar, fazer concurso público, assistir a espetáculos e participar de determinados eventos.

O mundo registrou novos recordes de casos novos (725.870) e de mortes (13.559) num dia, na quarta-feira. 

O recorde de mortes nos Estados Unidos foi ainda pior do que anunciado antes: 3.611 mortes na quarta-feira. Hoje, foram pelo menos 3.293 mortes, com alta de 39% em duas semanas, e mais de 238 mil casos, uma alta de 18% em duas semanas.

A vacina da empresa de biotecnologia americana Moderna pode começar a ser aplicada na segunda-feira. O painel de cientistas da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), o órgão regulador dos EUA, recomendou a aprovação para uso emergencial.

A taxa de pobreza subiu para 11,7% da população dos EUA. São quase 39 milhões de pobres no país mais rico do mundo. Meu comentário:

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

EUA iniciam vacinação depois de 300 mil mortes por covid-19

 Depois de 300 mil mortes, os Estados Unidos iniciaram hoje sua maior campanha de vacinação, contra a doença do coronavírus de 2019. Os primeiros lotes chegaram nesta segunda-feira a 145 centros de saúde, na maioria grandes hospitais. Sandra Lindsay, uma enfermeira negra, recebeu a primeira dose de uma enfermeira também negra no Centro Médico Judaico de Long Island, no estado de Nova York. Foi um ato simbólico porque as minorias são as grandes vítimas da pandemia.

Mais 425 locais de vacinação recebem a vacina do laboratório americano Pfizer e da empresa de biotecnologia BioNTech nesta terça-feira e outros 66 na terça-feira, num total de 2,9 milhões de doses. As prioridades na primeira fase serão profissionais de saúde da linha de frente e idosos que vivem em casas geriátricas.

Os EUA esperam vacinas 20 milhões de pessoas em dezembro e 30 milhões em janeiro. A expectativa é que 100 dos mais de 330 milhões de americanos sejam vacinados até o fim de março. A covid-19 estará controlada quando 70% a 80% da população estiverem imunizados. O diretor do programa de vacinas da Casa Branca, Dr. Moncef Slaoui, espera atingir este nível em maio ou junho. 

Para isso, o governo dos EUA deve comprar 100 milhões de doses da vacina da empresa de biotecnologia americana Moderna assim que for aprovada pela Administração de Medicamentos e Alimentos (FDA), o órgão regulador.

No Brasil, a guerra das vacinas continua. O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas de prazo ao Ministério da Saúde para anunciar as datas de início e fim do plano nacional de vacinação contra a covid-19. Meu comentário:

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Covid-19 matou mais nos EUA do que número de soldados americanos mortos em combate na Segunda Guerra Mundial

 O recorde de mortes num dia pela pandemia do coronavírus de 2019 nos Estados Unidos, registrado na quarta-feira, não foi de 3.011, como noticiado ontem. Subiu para 3.157 com a confirmação de mais óbitos, com alta de 39% em duas semanas. Os casos novos no mesmo dia foram 218.690.

Até agora, o país mais rico e poderoso do mundo teve 15,6 milhões de casos confirmados e 292 mil motes. É mais do que o total de soldados americanos mortos em combate na Segunda Guerra Mundial. Mais de 107 mil pessoas estão hospitalizadas e 20% destas apresentam casos graves.

O diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) prevê 3 mil mortes por dia nos próximos três meses, antes que a vacinação tenha um impacto. Por 17-4, o painel de cientistas da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), o órgão regulador dos EUA, recomendou a aprovação da vacina do laboratório americano Pfizer e da empresa de biotecnologia alemã BioNTech. A aprovação deve sair nos próximos dias.

Com mais de 769 mortes e 53.425 casos novos notificados em 24 horas, o Brasil chegou a 179.801 mortes e 6.783.543 casos confirmados. A média diária de mortes dos últimos sete dias ficou em 642, com alta de 35% em duas semanas. Com a negligência e a insensibilidade que o caracteriza, o presidente Jair Bolsonaro falou que "estamos vivendo o finalzinho da pandemia".

Em São Paulo, o Instituto Butantã começou a produzir a vacina chinesa CoronaVac, que ainda depende da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Vai fabricar um milhão de doses por dia durante 24 horas por dia.

Das cinco maiores economias da América Latina, o Brasil está em quarto lugar na corrida das vacinas, de acordo com a Universidade Duke, da Carolina do Norte, nos EUA. Meu comentário:

domingo, 29 de novembro de 2020

Reino Unido será primeiro país a vacinar contra Covid-19

 O Reino Unido será o primeiro país a iniciar a vacinação contra a doença do coronavírus de 2019. A campanha para imunizar a população e controlar a pandemia deve começar nos primeiros dias de dezembro, com publicidade oficial convocando os britânicos a tomar a vacina contra a Covid-19. O Serviço Nacional de Saúde foi avisado para estar pronto para aplicar a vacina em 1º de dezembro.

A Alemanha e os Estados Unidos também pretendem iniciar a vacinação assim que a primeira vacina for aprovada. A Espanha planeja imunizar 25% da população nos primeiros três meses de 2021, começando em janeiro.

A primeira vacina para uso no país deve ser do laboratório americano Pfizer e da empresa alemã de biotecnologia BioNTech. Em seguida, espera-se a aprovação da vacina do laboratório AstraZeneca e da Universidade de Oxford. O governo britânico comprou 40 milhões de vacina da Pfizer-BioNTech e espera receber até o fim do ano 10 milhões de doses, suficientes para imunizar 5 milhões de pessoas.

Os resultados acima do esperado nos testes com as vacinas da Pfizer-BioNTech e da Moderna, com cerca de 95% de eficácia, são a grande esperança de controle da pandemia, que infectou 62,678 milhões de pessoas e matou 1,458 milhão de pessoas em pouco mais de um ano. Mais de 43 milhões de pacientes foram curados, quase 18 milhões apresentam sintomas leves e 105.549 estão em estado grave.

Nos EUA, o chefe da operação da Casa Branca para apoiar o desenvolvimento de vacinas, Moncef Slaoui, planeja iniciar a vacinação em 11 de dezembro, um dia depois das primeiras aprovações para Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), o órgão regulador do setor. 

As autoridades de saúde temem um grande aumento no contágio por causa do feriadão do Dia Nacional de Ação de Graças, festejado neste fim de semana. Os EUA registraram mais 151.247 casos novos, alta de 12% em duas semanas, e 1.192, com alta de 29% em duas semanas. Têm até agora 13,379 milhões de casos e 266.838 mortes.

A Alemanha encomendou 300 milhões de doses através da Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE). Deve começar a campanha de vacinação em dezembro. O país tem 1,055 milhão de casos e 16.533 mortes por covid-19.

No Brasil, foram notificadas mais 261 mortes e 23.496 casos novos em 24 horas, elevando o total para 172.848 mortes e 6,314 milhões de casos confirmados. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu para 522, com tendência de alta. Há um sério risco de um novo pico da pandemia.

Na Espanha, o primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez prometeu instalar 13 mil pontos de vacinação. A campanha começa em janeiro.

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Brasil chega a 139 mil mortes pela pandemia do coronavírus

 O Brasil registrou mais 906 mortes e 32.446 casos da doença do coronavírus de 2019. Agora, soma 139.065 óbitos e 4.627.780 casos confirmados. A média diária de casos nos últimos sete dias ficou em 699. Manaus, a capital do Amazonas, teria atingido a chamada imunidade de rebanho porque 66% da população teriam tido contato com o vírus, que assim teria menos gente para contaminar.

Em São Paulo, o governador João Dória anunciou que a vacina desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac, que fez um convênio com o Instituto Butantã, não apresentou efeitos colaterais graves. Falta determinar se é eficaz na imunização contra o vírus.

Nos Estados Unidos, novas exigências da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), o órgão regulador americano, tornam improvável a aprovação de uma vacina antes das eleições de 3 de novembro. O presidente Donald Trump ameaça intervir para garantir a aprovação, suscitando dúvidas sobre a eficácia e a segurança das vacinas desenvolvidas no país. Meu comentário:

domingo, 23 de junho de 2019

EUA aprovam "viagra feminino"

A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), órgão regulador dos Estados Unidos, aprovou na sexta-feira o Vyleesi, à base de bromelanotide, um remédio para tratar a desordem de desejo sexual hipoativo generalizado em mulheres na fase pré-menopausa.

"Como parte do compromisso da FDA para proteger e melhorar a saúde da mulher, vamos continuar a apoiar o desenvolvimento de tratamentos seguros e eficientes contra a disfunção sexual feminina", declarou em nota a agência reguladora.

A desordem de desejo sexual hipoativo se caracteriza por um baixo desejo sexual que provoca uma angústia profunda e dificulta o relacionamento interpessoal, tornando a pessoa mais insegura, instável e antissocial.

O problema acontece em pacientes que nunca tiveram problemas sexuais. Muitas vezes não tem relação com problemas físicos ou psíquicos, dificuldades de relacionamento, nem é consequência de medicação.

"Há mulheres que, por razão desconhecida, tem uma redução no desejo sexual que causa angústia profunda e podem se beneficiar com um tratamento farmacológico efetivo e seguro. A aprovação de hoje dá às mulheres outra opção de tratamento para esta situação", declarou o médico Hylton Joffe, diretor do Centro de Avaliação de Medicamentos e da Divisão da Pesquisas da Bone, uma empresa de produtos urológicos e reprodutivos.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

FDA declara gorduras trans prejudiciais

Pela primeira vez, a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, do inglês Food and Drug Administration), órgão regulador dos Estados Unidos, declarou que as gorduras trans não são adequadas à alimentação humana. A decisão abre caminho para essas substâncias serem proibidas no país.

As gorduras trans são gorduras e óleos hidrogenados para ficarem sólidos, com a consistência de manteiga, um processo industrial usado há um século. Comuns em bolos e doces, aumentam sua vida útil, mantendo-os macios e crocantes por mais tempo. Hoje, são consideradas fator de risco para ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais.

A FDA justificou a decisão alegando agir em defesa da saúde pública. A comissária Margaret Hamburg, porta-voz da agência reguladora, afirmou que uma redução no consumo de gorduras trans pode evitar 7 mil mortes e 20 mil ataques cardíacos por ano nos EUA.

O consumo de óleos e gorduras hidrogenadas nos EUA deste ano está previsto em 220.203 toneladas, bem abaixo das 719.159 toneladas do ano 2000.

terça-feira, 15 de maio de 2012

EUA apressam aprovação de remédio anti-hepatite C

A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, do inglês), órgão regulador dos Estados Unidos,  colocou em tramitação rápida o processo de aprovação do remédio contra a hepatite C conhecido provisoriamente como ACH-3102, do laboratório Achillion Pharmaceuticals, que está em fase inicial de testes.

En janeiro, o laboratório tinha obtido tramitação rápida para outro pedido de aprovação de medicamento contra a hepatite C, o ACH-1625, que está em meio ao período de experiências clínicas.

A hepatite C, causada pelo vírus HCV, é uma doença do fígado transmitida por sangue contaminado que se torna crônica em 85% dos casos. É uma infecção silenciosa. Às vezes, só é detectada em estado avançado, quando provoca cirrose e, em casos extremos, câncer de fígado.

No momento, o tratamento é feito com uma injeção por semana de interferon peguilado acompanhado de um comprimido por dia de ribaverina, durante um período de 26 semanas ou seis meses.

É penoso. Tem diversos efeitos colaterais como queda da imunidade, falta de energia, alterações do humor, febre, náusea e congestão nasal. O prognóstico de cura vai de 50% a 88% dos casos, dependendo do tipo de vírus.

O mercado para o tratamento da hepatite C deve movimentar US$ 15 bilhões em 2019. A expectativa é que surjam terapias mais eficientes e menos penosas, mais curtas e com menos efeitos colaterais.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Coca-Cola muda fórmula e tira substância cancerígena

O refrigerante mais vendido do mundo terá de mudar sua fórmula ultrassecreta por causa de uma substância cancerígena, MEI-4 (4-Metilimidazol) usada para dar cor de caramelo às chamadas águas sujas do imperialismo, noticia hoje o jornal francês Le Monde. A Pepsi terá de fazer o mesmo.

Como a substância foi considerada cancerígena pelo governo da Califórnia, o Centro pela Ciência de Interesse Público, uma associação de defesa do consumidor nos Estados Unidos, apelou há mais de um ano à Administração Federal de Medicamentos e Alimentos (FDA, do inglês) pedindo a proibição do uso do MEI-4.

A FDA alega que seria preciso tomar mil latas de Coca-Cola num dia para correr algum risco, mas o centro insiste para que a substância cancerígena seja banida, informa o canal de TV a cabo Discovery News.

Seria ótimo se fosse o início do fim de uma das piores invenções do homem, as colas, misturas de água, açúcar e um xarope misterioso que não trazem nenhum benefício e fazem mal à saúde. Tenho orgulho de nunca dar dado Coca-Cola a meus filhos.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

EUA alertaram França sobre implantes de silicone

Mais de dez anos antes das autoridades reguladoras da Europa, a Administração de Medicamentos e Alimentos dos Estados Unidos (FDA, do inglês) fez um alerta sobre os problemas com os implantes de silicone que agora a França mandou retirar de centenas de milhares de mulheres no mundo inteiro.

Em maio de 2000, a FDA mandou um investigador à fábrica da empresa Poly Implant Prothese em Seyne-sur-mer. Pouco depois, mandou uma carta ao fundador da empresa, Jean-Claude Mas, advertindo que pelo menos dez práticas não estavam de acordo com os padrões de qualidade exigidos nos EUA, informa a agência Reuters.