Os Estados Unidos impuseram novas sanções contra cinco entidades e três indivíduos russos em retaliação a ataques cibernéticos, inclusive um contra a rede elétrica do país, anunciou hoje o Departamento do Tesouro.
As sanções deterioram ainda mais as relações entre os dois países, abaladas desde que a Rússia anexou ilegalmente a Península da Crimeia, tomando-a da Ucrânia, em fevereiro e março de 2014.
A Rússia também foi acusada de interferir nas eleições de 2016 com várias ataques cibernéticos, inclusive ao Partido Democrata, e propaganda fraudulenta na Internet. Em junho de 2017, um ataque com o vírus NotPetya atingiu o sistema financeiro, várias agências governamentais e empresas da Ucrânia.
Maior beneficiário da guerra cibernética do ditador Vladimir Putin contra a candidata democrata Hillary Clinton, o presidente Donald Trump chegou a propor no fim de semana a volta da Rússia ao Grupo dos Sete. A chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, reagiu indignada, lembrando que o Kremlin não fez o menor gesto para restaurar a paz na ex-república soviética da Ucrânia.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 11 de junho de 2018
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Irã admite ter sido atacado pelo vírus Chama
O Irã admitiu ontem que seus sistemas de computadores foram invadidos pelo vírus Flame (Chama), numa guerra cibernética destinada a investigar o programa nuclear do país, suspeito de estar desenvolvendo a bomba atômica. Nenhum dos antivírus disponíveis no mercado conseguiu neutralizá-lo.
É o segundo ataque cibernético contra o programa nuclear iraniano. Em 2010, o vírus Stuxnet provocou grandes danos às centrífugas enriquecedoras de urânio da república islâmica.
Este novo vírus pode ter cinco anos. É um espião. Não destroi nada. Coleta informações secretamente. Pode, por exemplo, captar tudo o que se fala no microfone do computador. Registra todos os passos do usuário no teclado, os sítios que ele visita na Internet, copia as senhas de acesso e monitora o Skype. Pelo grau de sofisticação, os especialistas acreditam que tenha sido criado por um serviço secreto.
O laboratório russo Kasperky, produtor de programas antivírus, acredita que "a complexidade e a funcionalidade do programa malicioso recém-descoberto excede todas as outras ameaças cibernéticas conhecidas até hoje", reporta o jornal The New York Times.
Para Kamran Napelian, da Equipe de Respostas de Emergência do Sistema de Computação do Irã, "a criptografia do vírus é de um padrão especial que a gente só vê vindo de Israel. Infelizmente, eles são muito poderosos em tecnologia da informação".
É o segundo ataque cibernético contra o programa nuclear iraniano. Em 2010, o vírus Stuxnet provocou grandes danos às centrífugas enriquecedoras de urânio da república islâmica.
Este novo vírus pode ter cinco anos. É um espião. Não destroi nada. Coleta informações secretamente. Pode, por exemplo, captar tudo o que se fala no microfone do computador. Registra todos os passos do usuário no teclado, os sítios que ele visita na Internet, copia as senhas de acesso e monitora o Skype. Pelo grau de sofisticação, os especialistas acreditam que tenha sido criado por um serviço secreto.
O laboratório russo Kasperky, produtor de programas antivírus, acredita que "a complexidade e a funcionalidade do programa malicioso recém-descoberto excede todas as outras ameaças cibernéticas conhecidas até hoje", reporta o jornal The New York Times.
Para Kamran Napelian, da Equipe de Respostas de Emergência do Sistema de Computação do Irã, "a criptografia do vírus é de um padrão especial que a gente só vê vindo de Israel. Infelizmente, eles são muito poderosos em tecnologia da informação".
terça-feira, 29 de maio de 2012
Humanos têm 8% do genoma herdado de vírus
Os seres humanos são parentes dos vírus. Cerca de 8% do genoma humano são constituídos por características oriundas de vírus reciclados pelos organismos que atingiram. A conclusão é do pesquisador Clément Gilberto, do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas da França, e do professor Cédric Feschotte, da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.
Confira a entrevista de Gilbert ao jornal francês Le Monde.
Confira a entrevista de Gilbert ao jornal francês Le Monde.
terça-feira, 15 de maio de 2012
EUA apressam aprovação de remédio anti-hepatite C
A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, do inglês), órgão regulador dos Estados Unidos, colocou em tramitação rápida o processo de aprovação do remédio contra a hepatite C conhecido provisoriamente como ACH-3102, do laboratório Achillion Pharmaceuticals, que está em fase inicial de testes.
En janeiro, o laboratório tinha obtido tramitação rápida para outro pedido de aprovação de medicamento contra a hepatite C, o ACH-1625, que está em meio ao período de experiências clínicas.
A hepatite C, causada pelo vírus HCV, é uma doença do fígado transmitida por sangue contaminado que se torna crônica em 85% dos casos. É uma infecção silenciosa. Às vezes, só é detectada em estado avançado, quando provoca cirrose e, em casos extremos, câncer de fígado.
No momento, o tratamento é feito com uma injeção por semana de interferon peguilado acompanhado de um comprimido por dia de ribaverina, durante um período de 26 semanas ou seis meses.
É penoso. Tem diversos efeitos colaterais como queda da imunidade, falta de energia, alterações do humor, febre, náusea e congestão nasal. O prognóstico de cura vai de 50% a 88% dos casos, dependendo do tipo de vírus.
O mercado para o tratamento da hepatite C deve movimentar US$ 15 bilhões em 2019. A expectativa é que surjam terapias mais eficientes e menos penosas, mais curtas e com menos efeitos colaterais.
En janeiro, o laboratório tinha obtido tramitação rápida para outro pedido de aprovação de medicamento contra a hepatite C, o ACH-1625, que está em meio ao período de experiências clínicas.
A hepatite C, causada pelo vírus HCV, é uma doença do fígado transmitida por sangue contaminado que se torna crônica em 85% dos casos. É uma infecção silenciosa. Às vezes, só é detectada em estado avançado, quando provoca cirrose e, em casos extremos, câncer de fígado.
No momento, o tratamento é feito com uma injeção por semana de interferon peguilado acompanhado de um comprimido por dia de ribaverina, durante um período de 26 semanas ou seis meses.
É penoso. Tem diversos efeitos colaterais como queda da imunidade, falta de energia, alterações do humor, febre, náusea e congestão nasal. O prognóstico de cura vai de 50% a 88% dos casos, dependendo do tipo de vírus.
O mercado para o tratamento da hepatite C deve movimentar US$ 15 bilhões em 2019. A expectativa é que surjam terapias mais eficientes e menos penosas, mais curtas e com menos efeitos colaterais.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Submissão da mulher dificulta combate à aids
A negação, os mitos, a complacência, a falta de vontade política e a submissão da mulher são obstáculos importantes no combate à síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids) e ao vírus da imunodefiência humana (HIV, do inglês), que a causa, adverte o professor Lars Kallings, enviado especial das Nações Unidas para o combate à doença, presidente, fundador e ex-secretário-geral da Sociedade Internacional da Aids.
Como não há cura nem perspectiva de desenvolver uma vacina para um vírus de alta mutabilidade, o combate à aids se faz pela prevenção e os fatores acima mencionados dificultam esse trabalho.
"A confiança na ciência moderna é tão grande que as pessoas não querem pensar que talvez não seja possível encontrar uma solução médica simples para erradicar o vírus", adverte o professor Kallings na edição de março do Journal of Internal Medicine.
"Em conseqüência, não tem sido dada atenção suficiente aos aspectos econômicos e sociais da aids e do HIV, à luta contra a discriminação - fatores vitais para responder a esta epidemia."
O professor entende que "o dinheiro não é o maior problema porque o custo do tratamento caiu drasticamente nos últimos anos. No entanto, em 2010, serão necessários US$ 42 bilhões para oferecer acesso universal à prevenção, ao tratamento e ao fortalecimento dos sistemas nacionais de saúde.
"Mas mesmo que esta quantia esteja disponível, os recursos nem sempre atingem quem precisa porque os governantes de muitos países estão mais interessados em fortalecer seu próprio poder e acumular fortunas do que no bem-estar de seus povos."
Como não há cura nem perspectiva de desenvolver uma vacina para um vírus de alta mutabilidade, o combate à aids se faz pela prevenção e os fatores acima mencionados dificultam esse trabalho.
"A confiança na ciência moderna é tão grande que as pessoas não querem pensar que talvez não seja possível encontrar uma solução médica simples para erradicar o vírus", adverte o professor Kallings na edição de março do Journal of Internal Medicine.
"Em conseqüência, não tem sido dada atenção suficiente aos aspectos econômicos e sociais da aids e do HIV, à luta contra a discriminação - fatores vitais para responder a esta epidemia."
O professor entende que "o dinheiro não é o maior problema porque o custo do tratamento caiu drasticamente nos últimos anos. No entanto, em 2010, serão necessários US$ 42 bilhões para oferecer acesso universal à prevenção, ao tratamento e ao fortalecimento dos sistemas nacionais de saúde.
"Mas mesmo que esta quantia esteja disponível, os recursos nem sempre atingem quem precisa porque os governantes de muitos países estão mais interessados em fortalecer seu próprio poder e acumular fortunas do que no bem-estar de seus povos."
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