Mostrando postagens com marcador Flame. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Flame. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de junho de 2012

EUA e Israel criaram vírus Chama para atacar o Irã

Como se suspeitava desde sua descoberta semanas atrás, os Estados Unidos e Israel criaram em conjunto o vírus Chama (Flame, em inglês) para atacar o programa nuclear do Irã e retardar o possível desenvolvimento de armas atômicas, admitiram altos funcionários americanos envolvidos no plano.

Quando o vírus Chama invade um computador, registra todos os comandos dados, os textos escritos, as conversas por microfone e todas as páginas visitadas na Internet. Ele não prejudica o funcionamento da máquina. É um vírus espião. Nenhum antivírus consegue neutralizá-lo.

A guerra cibernética israelo-americana contra o regime fundamentalista iraniano usou ainda o vírus Stuxnet para atacar as centrífugas enriquecedoras de urânio no Irã e está em pleno andamento. Com a coleta de dados, os dois países "preparam o campo de batalha para novas ações clandestinas", observou um ex-alto funcionário dos serviços secretos dos EUA, entrevistado pelo jornal The Washington Post.

Diante do fracasso de mais uma rodada de negociações entre o Irã, as cinco grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, Rússia, França e Reino Unido) e a Alemanha em torno do programa nuclear iraniano, o país deve ser submetido a sanções econômicas mais duras a partir de 1º de julho de 2012.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Irã admite ter sido atacado pelo vírus Chama

O Irã admitiu ontem que seus sistemas de computadores foram invadidos pelo vírus Flame (Chama), numa guerra cibernética destinada a investigar o programa nuclear do país, suspeito de estar desenvolvendo a bomba atômica. Nenhum dos antivírus disponíveis no mercado conseguiu neutralizá-lo.

É o segundo ataque cibernético contra o programa nuclear iraniano. Em 2010, o vírus Stuxnet provocou grandes danos às centrífugas enriquecedoras de urânio da república islâmica.

Este novo vírus pode ter cinco anos. É um espião. Não destroi nada. Coleta informações secretamente.  Pode, por exemplo, captar tudo o que se fala no microfone do computador. Registra todos os passos do usuário no teclado, os sítios que ele visita na Internet, copia as senhas de acesso e monitora o Skype. Pelo grau de sofisticação, os especialistas acreditam que tenha sido criado por um serviço secreto.

O laboratório russo Kasperky, produtor de programas antivírus, acredita que "a complexidade e a funcionalidade do programa malicioso recém-descoberto excede todas as outras ameaças cibernéticas conhecidas até hoje", reporta o jornal The New York Times.

Para Kamran Napelian, da Equipe de Respostas de Emergência do Sistema de Computação do Irã, "a criptografia do vírus é de um padrão especial que a gente só vê vindo de Israel. Infelizmente, eles são muito poderosos em tecnologia da informação".