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quarta-feira, 17 de julho de 2019

EUA estão despreparados para enfrentar guerras híbridas

Os Estados Unidos precisam mobilizar todos os recursos para travar as guerras híbridas ou em "zonas cinzentas", o padrão de conflito do século 21, adverte um ensaio do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), com sede em Washington.

A guerra híbrida ou em zona cinzenta é o tipo de conflito que não chega a uma guerra aberta. É usada especialmente pela Rússia. Inclui terrorismo, ataques por forças aliadas, guerra cibernética, desinformação, interferência política ou qualquer tática assimétrica destinada a provocar confusão e assediar o inimigo sem chegar a uma guerra aberta. 

Como os Estados Unidos são de longe a maior potência militar do planeta, sem condições de vencer uma guerra aberta, os rivais usam uma série de instrumentos indiretos e não militares para fustigar a superpotência. 

Para conter esses inimigos em potencial, os Estados Unidos precisam fortalecer suas alianças, desprezadas pelo unilateralismo de Trump, estabelecer uma política de dissuasão de ataques cibernéticos em coordenação com os aliados e usar seu poder econômico. 

Os Estados Unidos também precisam fortalecer as instituições democráticas para garantir o apoio da opinião pública na retaguarda, incluindo estudos de mídia e interpretação de notícias como “elemento central” da educação pública para se proteger das notícias falsas e da desinformação nas redes sociais. Meu comentário:

sexta-feira, 13 de julho de 2018

EUA denunciam 12 agentes russos por guerra cibernética

O procurador especial Robert Muller denunciou 12 funcionários da Diretório Principal de Inteligência (GRU), o serviço secreto militar da Rússia, por fazerem pirataria cibernética contra a direção nacional do Partido Democrata e o comitê da campanha da ex-secretária de Estado Hillary Clinton durante a campanha eleitoral de 2016. Os russos também invadiram computadores do sistema eleitoral e roubaram dados de 500 mil eleitores.

O anúncio foi feito pelo subprocurador-geral, Rod Rosenstein, muito criticado pelo presidente Donald Trump por ter autorizado a investigação do procurador especial e até mesmo uma operação de busca e apreensão no consultório do seu advogado. Mueller investiga um possível conluio da Rússia com a campanha de Trump.

Durante visita à Europa, Trump tem encontro de cúpula com o ditador da Rússia, Vladimir Putin, marcado para Helsinque, a capital da Finlândia, na próxima semana. Vários deputados e senadores dos dois partidos fizeram um apelo ao presidente americano para que cancele o encontro.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

EUA aplica novas sanções à Rússia por guerra cibernética

Os Estados Unidos impuseram novas sanções contra cinco entidades e três indivíduos russos em retaliação a ataques cibernéticos, inclusive um contra a rede elétrica do país, anunciou hoje o Departamento do Tesouro.

As sanções deterioram ainda mais as relações entre os dois países, abaladas desde que a Rússia anexou ilegalmente a Península da Crimeia, tomando-a da Ucrânia, em fevereiro e março de 2014.

A Rússia também foi acusada de interferir nas eleições de 2016 com várias ataques cibernéticos, inclusive ao Partido Democrata, e propaganda fraudulenta na Internet. Em junho de 2017, um ataque com o vírus NotPetya atingiu o sistema financeiro, várias agências governamentais e empresas da Ucrânia.

Maior beneficiário da guerra cibernética do ditador Vladimir Putin contra a candidata democrata Hillary Clinton, o presidente Donald Trump chegou a propor no fim de semana a volta da Rússia ao Grupo dos Sete. A chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, reagiu indignada, lembrando que o Kremlin não fez o menor gesto para restaurar a paz na ex-república soviética da Ucrânia.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Trump ataca FBI e investigação sobre influência russa na eleição

Em uma série de mensagens furiosas pelo Twitter, o presidente Donald Trump atacou o FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, por não ter investigado o atirador de Parkland, na Flórida, e o inquérito sobre a interferência da Rússia nas eleições americanas de 2018. Trump acusou o governo Barack Obama, o Partido Democrata e Hillary Clinton pela operação russa.

Das onze da noite de sábado ao meio-dia de domingo, na mansão de clube de golfe em Mar-a-Lago, na Flórida, o presidente disparou 10 tuítes, alguns com obscenidades e outros com erros de gramática, noticiou o jornal The Washington Post.

Numa conferência sobre segurança internacional na semana passada na Alemanha, assessores dos EUA disseram a autoridades e especialistas estrangeiros para ignorar os tuítes do presidente. Mas eles revelam sua alma profunda.

Trump aproveitou a denúncia do procurador especial Robert Mueller contra 13 russos para reafirmar que não houve conluio de sua candidatura com o Kremlin para prejudicar a candidatura de Hillary. Não se preocupou com a ingerência de uma potência estrangeira hostil na política dos EUA.

"Se a meta da Rússia era criar a discórdia, ruptura e caos nos EUA, então, com todas aquelas audiências em comissões, investigações e ódio partidário, eles tiveram sucesso além de seus sonhos mais ambiciosos. Eles estão morrendo de rir em Moscou. Fique esperta, América!", disparou.

O presidente negou ter dito no passado que não houve interferência russa nas eleições americanas e que a "fraude" está em acusar sua campanha de cumplicidade.

Noutro tuíte, Trump alegou que "agora que [o deputado] Adam Schiff está começando a acusar o presidente Obama pela interferência russa na eleição, provavelmente esteja fazendo isso como mais uma desculpa. Finalmente ele está certo por alguma coisa. Obama era o presidente, sabia da ameaça e não fez nada. Obrigado, Adam!"

Mais impressionante ainda foi a acusação ao FBI por não ter impedido o massacre cometido pelo jovem desequilibrado Nikolas Cruz: "Muito triste que o FBI tenha perdido todos os muitos sinais enviados pelo atirador da escola na Flórida. Isto é inaceitável. Eles gastam tempo demais tentando provar o conluio da Rússia com a campanha de Trump - não houve conluio. Voltem ao básico e tornem todos nós orgulhosos."

O diretor nacional de Inteligência durante a campanha eleitoral de 2016, James Clapper, reagiu indignado na CNN: "O que vamos fazer em relação à ameaça dos russos? Ele nunca fala disso. Só fala de si mesmo."

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Procurador denuncia russos por ingerência em eleição nos EUA

O procurador especial Robert Mueller denunciou hoje 13 cidadãos e três empresas da Rússia por interferência nas eleições de 2016 nos Estados Unidos. Eles são acusados de criar perfis falsos na Internet e de roubar as identidades de cidadãos americanos para manipular a opinião pública, noticiou o boletim de notícias The Hill.

"Esta denúncia serve de lembrança de que as pessoas nem sempre são o que parecem ser na Internet", advertiu o subprocurador-geral Rod Rosenstein ao anunciar a decisão do procurador especial. "A denúncia alega que conspiradores russos querem promover a discórdia nos EUA e minar a confiança do público na democracia."

O principal acusado é Yevguêni Prigojin, um bilionário próximo do presidente Vladimir Putin. Suas empresas Concord Management and Consulting e Concord Catering foram usadas para financiar a operação, que movimentou US$ 1,25 milhões.

Alexandra Krilova, Anna Bogacheva e Mavia Bovda tinham vistos de turista viajando por "razões pessoais". Krilova e Bogacheva estiveram em Nevada, Califórnia, Novo México, Colorado, Illinois, Michigan, Louisiana, Texas e Nova York.

Em 2014, a Agência de Pesquisas na Internet, um braço de espionagem eletrônica do governo russo com sede em São Petersburgo, iniciou as ações de sabotagem às eleições dos EUA.  Só com propaganda no Facebook, gastou US$ 100 mil, atingindo 126 milhões de americanos. No Twitter, foram identificados cerca de 3,8 mil perfis falsos e 50 mil robôs ligados à operação russa.

Ao invés de fazer uma declaração sobre a guerra cibernética deflagrada pela Rússia contra as democracias ocidentais, o presidente Donald Trump declarou no Twitter que a denúncia exime sua campanha das suspeitas de conluio com o Kremlin para prejudicar a candidatura de Hillary Clinton.

"A Rússia começou sua campanha contra os EUA em 2014, muito antes que eu anunciasse que concorreria à Presidência", escreveu o presidente no seu meio de comunicação favorito. "O resultado da eleição não foi afetado. A campanha de Trump não fez nada de errado - não houve conluio."

Não é exatamente o que diz a denúncia: "As operações dos acusados incluíram o apoio à campanha presidencial do então candidato Donald Trump e a depreciação de Hillary Clinton. Os acusados fizeram várias despesas para realizar estas atividades, inclusive a compra de espaço publicitário nas redes sociais em nome de pessoas e entidades dos EUA."

Mueller não acusou a campanha de Trump. A denúncia afirma que alguns denunciados, enquanto se passavam por cidadãos americanos, se comunicaram com "indivíduos associados à campanha de Trump e outros ativistas para coordenar ações políticas" sem que os americanos soubessem que estavam sendo manipulados por russos.

Os russos se concentraram em estados decisivos, onde tanto Hillary quanto Trump tinham chance de ganhar, como a Flórida, a Virgínia e o Colorado. Uma das jogadas foi tentar convencer minorias a não votar ou não votar nos grandes partidos, preferindo candidatos alternativos sem chance real. Também divulgaram notícias falsas sobre supostas fraudes eleitorais que teriam sido cometidas pelos democratas.

A Casa Branca festejou a denúncia por não envolver americanos, mas a investigação do procurador especial está longe do fim. O argumento de Trump de que se trata de uma notícia falsa, de uma vingança da oposição insatisfeita com a derrota de Hillary desabou hoje.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Filho de Trump trocou e-mails com WikiLeaks durante a campanha

Durante a campanha eleitoral do ano passado nos Estados Unidos, Donald Trump Jr., filho do atual presidente, trocou mensagens de correio eletrônico com a empresa especializada em vazamentos na Internet WikiLeaks, que divulgou mensagens pirateadas provavelmente pelos serviços secretos da Rússia, revelou ontem a revista The Atlantic.

Em 20 de setembro de 2016, o WikiLeaks avisou o filho do então candidato Donald Trump sobre o lançamento de um novo sítio na Internet sobre o relacionamento de seu pai com o presidente russo, Vladimir Putin.

"Um comitê de ação política anti-Trump está para lançar um sítio chamado putintrump.org", alertou o WikiLeaks. O sítio de vazamentos criado pelo anarquista australiano Julian Assange alega denunciar abusos de poder de governos e empregos, mas decidiu se associar ao Kremlin e a Putin, que combatem sistematicamente a democracia ocidental.

O WikiLeaks acrescentou ter "adivinhado a senha" do sítio contra Trump e perguntou se Trump Jr. tinha algo a dizer a respeito. No dia seguinte, o filho do presidente prometeu investigar que grupo estaria por trás da jogada.

A mensagem do WikiLeaks foi repassada a altos dirigentes da campanha de Trump, como o então chefe da campanha, Steve Bannon; a gerente e chefe da comunicação social, Kellyanne Conway; o assessor e genro de Trump, Jared Kushner; e o diretor digital, Brad Parscale.

"Vocês conhecem as pessoas mencionadas e o que pode ser esta conspiração?", perguntou Trump Jr.

As mensagens fazem parte de uma série de documentos entregues pelos advogados de Trump Jr. à comissão do Congresso dos EUA que investiga um possível conluio da campanha de Trump com o Kremlin.

Trump chama a investigação de uma "caça às bruxas". Depois de um encontro com Putin durante a reunião de cúpula do fórum Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC), na semana passada, no Vietnã, o presidente americano voltou a dizer que acreditava na alegação do líder russo de que não houve interferência nenhuma.

No dia seguinte, Trump mudou de ideia. Sob a orientação de assessores, voltou a agir como presidente. Concordou com os serviços secretos dos EUA, que viram interferência da Rússia e investigam se houve conivência da campanha de Trump.

Antes disso, o verdadeiro Trump desabafou no Twitter: "Quando todos os odiosos e tolos lá fora vão perceber que ter um bom relacionamento com a Rússia é coisa boa, não ruim. Estão sempre fazendo um jogo político - ruim para o país. Quero resolver problemas como Coreia do Norte, Síria, Ucrânia, terrorismo, e a Rússia pode ajudar muito!"

Como de costume, Trump revela um otimismo vazio e grande ignorância das questões internacionais. Se a Rússia interveio militarmente na Ucrânia, anexou ilegalmente a península na Crimeia e iniciou uma guerra civil no Leste do país, certamente não é a solução.

Da Coreia do Norte, que era aliada da União Soviética, a Rússia se reaproximou recentemente para ajudar a sustentar o regime. Faz parte da estratégia de Putin de lutar contra a democracia e tentar erodir o poder dos EUA.

Na Síria, a Rússia apoia a ditadura de Bachar Assad e o Irã, enquanto Trump tenta isolar o regime dos aiatolás junto com a Arábia Saudita. No terrorismo, os dois países têm um inimigo comum.

Hoje, a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, fez um duro ataque à guerra cibernética da Rússia contra as democracias ocidentais. A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, denunciou a divulgação de notícias falsas por meios de comunicação teleguiados pelo Kremin, como a televisão Rússia Today e a agência de notícias Sputnik.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Rússia iniciou apoio a Trump assim que candidatura foi anunciada

Poucas semanas depois que o magnata imobiliário anunciou sua candidatura à Presidência dos Estados Unidos, em 16 de junho de 2015, a Rússia começou a apoiá-lo com contas falsas no Twitter supostamente criadas por americanos, revela uma análise do jornal The Wall Street Journal.

Uma avaliação feita neste ano pelos serviços secretos dos EUA concluiu que o Kremlin tinha uma "preferência clara" pela vitória de Trump, que manifestou interesse em melhorar as relações com a Rússia, mas citava dezembro de 2015 como início da propaganda fraudulenta nas redes sociais.

Agentes de Moscou semearam a discórdia entre os americanos com notícias falsas, mensagens inflamatórias e milhares de anúncios pagos dirigidos a liberais e a conservadores. Pelo menos 159 mil mensagens apagadas do Twitter foram identificadas em investigação do Congresso como operadas pela Agência de Pesquisas na Internet do Kremlin.

O Twitter suspendeu 2.752 contas com identidade falsa.

Nos primeiros três meses da campanha de Trump, a contrainformação da Rússia se concentrou em elogiar o empresário do mercado imobiliário, enquanto atacava a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, candidata do Partido Democracia, e o ex-governador Jeb Bush, considerado o favorito entre os aspirantes do Partido Republicano.

Em depoimento no Congresso na semana passada, um advogado do Twitter afirmou que a empresa leva a sério "o poder de nosso serviço de ser mal usado por um ator estrangeiro com o propósito de influenciar a eleição presidencial americana".

Trump, um usuário regular do Twitter, que o usa para atacar seus adversários, acusa a denúncia de manipulação da eleição pelos russos de ser "uma farsa".

Uma conta se apresentando como de uma "mãe e esposa conservadora" acusou Bush de ser frouxo no combate à imigração ilegal. Outra acusou Jeb de não ser um verdadeiro republicano. Nos ataques a Hillary, seu tratamento em relação a jornalistas foi comparado ao de Adolf Hitler: "Heil, Hillary!"

Às vésperas da eleição de 8 de novembro de 2017, os tuítes russos apoiaram Trump contra Hillary numa razão de 30 para 1. Nos dois meses e meio antes da votação, as 2.752 contas operadas pela Agência de Pesquisa na Internet publicaram 131 mil mensagens que foram vistas 288 milhões de vezes.

O ataque cibernético do Kremlin não se limitou a elogiar Trump e atacar seus adversários, em especial Hillary. A conta Blackativist (Ativista Negro) entrou no movimento Vidas de Negros são Importantes para explorar os problemas raciais nos EUA.

Uma conta russa atribuída a Pamela Moore, supostamente uma "conservadora texana a favor de Deus e contra o racismo", chegou a ter 70 mil seguidores, inclusive o general Michael Flynn, assessor de Segurança Nacional que caiu no início do governo Trump por mentir sobre contatos com russos, e o jornalista ultraconservador Sean Hannity, da Fox News, que mais parece um canal de propaganda de Trump e do Partido Republicano.

Na propaganda russa, "Trump é um verdadeiro líder", "Só Trump pode enfrentar o Estado Islâmico", "Hillary na cadeia", "Trump presidente".

domingo, 15 de outubro de 2017

EUA e Coreia do Sul iniciam manobras aeronavais conjuntas

Diante do início nesta segunda-feira de manobras militares conjuntas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, a Coreia do Norte reiterou no fim de semana a ameaça de disparar mísseis contra a ilha de Guam, um território americano no Oceano Pacífico onde há uma base aérea e uma base naval, noticiou o jornal The New York Times.

Durante dez dias, o treinamento militar conjunto vai testar "as comunicações, a interoperacionalidade e a parceria" entre os dois países, declarou em nota a 7ª Frota dos EUA. As forças americanas são lideradas pelo grupo naval do porta-aviões Ronald Reagan. O submarino nuclear Michigan chegou sexta-feira ao porto de Busan para participar do exercício aeronaval.

As manobras começam no momento de maior tensão com a Coreia do Norte, que realizou seis testes nucleares desde 2006 e 16 testes de mísseis balísticos só neste ano, aumentando a ameaça de atacar diretamente o território dos EUA com armas atômicas.

Embora os EUA e a Coreia do Sul afirmem que são manobras meramente defensivas, a Coreia do Norte as encara como um ensaio para a invasão do país, especialmente depois das ameaças do presidente Donald Trump.

Em resposta, o regime norte-coreano estaria preparando um novo teste de mísseis, que pode ser realizado durante as manobras militares.

Para o pesquisador Kim Kwang Hak, do Instituto de Estudos Americanos do Ministério do Exterior da Coreia do Norte, os exercícios militares e os voos de bombardeiros estratégicos B-1 B na Península Coreana são atos de guerra que exigem "contramedidas".

"Já advertimos várias vezes que tomaremos medidas de autodefesa, inclusive um salvo de mísseis nas águas próximas ao território americano de Guam", relembrou o pesquisador, em entrevista à agência oficial de notícias norte-coreana. "As ações militares dos EUA fortalecem nossa determinação de que os EUA devem ser domados com fogo e deixam nossa mão perto do gatilho para disparar a mais dura das contramedidas."

Nos últimos meses, Trump trocou insultos com o ditador norte-coreano, Kim Jong Un, chegando até mesmo a desprezar os esforços diplomáticos do secretário de Estado, Rex Tillerson, que pressiona a China a enquadrar o regime comunista de Pionguiangue.

Se os EUA ou países aliados forem atacados, Trump ameaça reagir com "fogo e fúria" e "destruir totalmente" a Coreia do Norte. Seus assessores militares estimam que uma nova guerra da Coreia mataria pelo menos 1 milhão de pessoas.

Em meio a esse tiroteio verbal, a Coreia do Norte recrutou um exército de 6 mil hackers para a guerra cibernética. Os piratas cibernéticos norte-coreanos já fizeram ataques importantes e estão roubando centenas de milhões de dólares.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Bombardeiros estratégicos dos EUA sobrevoam Península da Coreia

Em uma demonstração de força, dois aviões bombardeiros estratégicos B-1B da Força Aérea dos Estados Unidos sobrevoaram ontem a Península da Coreia e simularam ataques de mísseis no Mar do Japão, perto da costa leste, antes de se juntar a dois jatos da Coreia do Sul para fazer o mesmo treinamento no Mar Amarelo, perto da costa oeste.

Os dois bombardeiros supersônicos, B-1B saíram da base aérea da ilha de Guam, um território americano no Oceano Pacífico ameaçado, pelo ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, de ser alvo de uma chuva de mísseis nucleares.

Depois do treinamento na Coreia do Sul, os bombardeiros dos EUA fizeram outro exercício, com caças-bombardeiros do Japão. Foi a primeira vez em que bombardeiros americanos treinaram na mesma noite com as forças aéreas da Coreia do Sul e do Japão.

Esses dois países são os maiores aliados dos EUA na região. Estão sob a ameaça direta das armas nucleares e dos mísseis do regime stalinista de Pionguiangue.

A demonstração de força veio no momento em que um deputado sul-coreano revelou que a pirataria cibernética da ditadura comunista norte-coreana permitiu roubar os planos dos EUA e da Coreia do Sul para uma possível guerra contra a Coreia do Norte.

O jornal Global Times, principal porta-voz do regime comunista chinês para questões internacionais, manifestou grande preocupação com o risco de  um "erro de julgamento fatal", capaz de deflagrar uma guerra, dado o tiroteio verbal permanente entre Trump e Kim. A China é a maior aliada da ditadura norte-coreana.

"A comunidade internacional não vai aceitar a Coreia do Norte como potência nuclear. A Coreia do Norte precisa de tempo e de garantias para acreditar que abandonar seu programa nuclear vai contribuir para seu próprio avanço político e econômico", aconselhou o jornal chinês.

"A guerra", acrescentou, "seria um pesadelo para a Península Coreana e arredores. Fazemos um forte apelo aos EUA e à Coreia do Norte para parar com a postura belicosa e pensar seriamente nuam solução pacífica."

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Putin dirigiu pessoalmente ataque à eleição nos EUA, acusa Post

SÃO FRANCISCO-CA, EUA - O presidente Vladimir Putin participou diretamente da campanha de ataques cibernéticos para favorecer a candidatura do magnata imobiliário Donald Trump, visto como mais favorável ao Kremlin, e prejudicar a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, denunciou hoje o jornal The Washington Post. A reportagem descreve a ação como o "crime do século" por minar a democracia nos Estados Unidos.

Em agosto do ano passado, afirma o jornal, a CIA (Agência Central de Inteligência) enviou correspondência ultrassecreta ao então presidente Barack Obama com detalhes sobre as medidas tomadas por Putin.

Naquele momento, já era evidente a interferência de ciberpiratas russos no processo eleitoral nos EUA. Há mais de um ano, eles vinham invadindo os sistemas de computação dos partidos Democrata e Republicano. Hoje, sabe-se que entraram também em computadores ligados à eleição em pelo menos 21 estados.

O FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, havia aberto em julho um inquérito sobre a ciberpirataria russa. Em 22 de julho, o sítio WikiLeaks divulgou 22 mil mensagens pirateadas do Comitê Nacional do Partido Democrata.

Ao receber o alerta, Obama ordenou uma investigação sobre as vulnerabilidades do sistema eleitoral e pediu às outras agências de inteligência do governo americano que confirmassem a alegação. Durante meses, o governo Obama debateu em segredo como reagir. Poderia fazer ataques cibernéticos retaliatórios ou divulgar as acusações do memorando da CIA.

Obama teve medo de ser acusado de forjar a história para ajudar Hillary e prejudicar a oposição. Certamente seria alvo das tiradas de Trump. Seu governo chegou a armar "bombas cibernéticas" para retaliar, mas temeu uma escalada na guerra cibernética. Só em 29 de dezembro, depois da vitória do republicano, o governo Obama expulsou 35 diplomatas russos e impôs novas sanções à Rússia.

Os partidários de Trump alegam que a interferência russa não mudou a decisão do eleitor dentro da cabine de votação, mas foi um ataque direto à democracia americana com impacto duradouro. Hoje o presidente Trump está sob ameaça de um processo de impeachment por obstrução de justiça por ter demitido o diretor-geral do FBI James Comey, que presidia o inquérito.

A interferência indevida da Rússia será uma sombra sobre o governo Trump, capaz de destruí-lo. Como observam os repórteres do Post, é uma guerra cibernética da Rússia contra as democracias liberais. Foi tentada contra o atual presidente Emmanuel Macron, na França, e abalou os EUA, que terão de enfrentar o problema nos próximos anos.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Trump demite diretor do FBI que o investiga

Em plena investigação sobre as relações de sua campanha com o governo da Rússia, o presidente Donald Trump demitiu o diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, James Comey.

A Casa Branca declarou que Comey agiu a pedido do ministro da Justiça e procurador-geral, Jeff Sessions, e do subprocurador-geral, Rod Rosentein. Mas parece uma retaliação. Na semana passada, o agora ex-diretor-geral confirmou em depoimento na Comissão de Justiça do Senado o que havia revelado em março: há meses, o FBI investiga a intervenção da Rússia na eleição presidencial dos EUA e um possível conluio com a campanha de Trump.

"Embora eu aprecie muito por você ter me informado, em três ocasiões diferentes, que eu não estou sob investigação, eu concordo com o julgamento deles de que você não é capaz de liderar o birô com eficiência", disse o presidente na carta de demissão.

A alegação é que o diretor do FBI conduziu mal a investigação sobre o uso de correio eletrônico privado quando secretária de Estado pela candidata democrata Hillary Clinton, algo muito explorado por Trump, que prometia prendê-la durante a campanha.

Comey estava no terceiro ano de um mandato de dez anos. Se o motivo fosse realmente incompetência, por que a mudança não foi feita no início do governo? Se não revelou que a campanha de Trump estava sob investigação, deve ter sido para proteger a independência do inquérito.

Só há um precedente de um presidente dos EUA demitir um alto funcionário que o investigava: Richard Nixon tentou afastar o procurador independente Archibald Cox em 20 de outubro de 1973, durante o escândalo de Watergate, no que ficou conhecido como o Massacre de Sábado à Noite. Nixon renunciou em 1974 para escapar de um processo de impeachment.

Hoje o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, pediu imediatamente a nomeação de um procurador especial independente para investigar o possível conluio com a Rússia. Na bancada republicana, o senador John McCain, candidato derrotado por Barack Obama em 2008 e o maior porta-voz do governo em questões de defesa, propôs a formação de uma comissão especial do Congresso.

"Embora o presidente tenha autoridade legal para demitir o diretor do FBI, estou desapontado com a decisão do presidente de remover James Comey", comentou McCain. "Comey é um homem íntegro e honrado que dirigiu bem o FBI em circunstâncias extraordinárias."

Dias antes da eleição, em 28 de outubro de 2016, Comey revelou que o FBI havia ampliado o inquérito sobre o uso de uma conta privada de correio eletrônico por Hillary Clinton quando secretária de Estado, no primeiro governo Obama, colocando em risco a segurança nacional.

Naquela época, Trump elogiou a coragem do diretor do FBI, dizendo que ele havia "recuperado sua credibilidade". No fim, o FBI decidiu não indiciar Hillary.

Na semana passada, em entrevista a Christiane Amanpour na televisão americana CNN, Hillary atribuiu sua derrota à declaração de Comey, visto então como um republicano, como a maior parte do aparato de segurança e defesa, e à pirataria cibernética da Rússia. Os russos revelaram, com a ajuda do WikiLeaks, e-mails comprometedores da campanha de Hillary.

Essa guerra cibernética do Kremlin contra a democracia ocidental entrou no radar do FBI meses antes da eleição. Se Comey nunca revelou nada a Trump, foi sua decisão profissional.

É a segunda grande baixa no governo Trump causada pelas relações suspeitas com a Rússia. O assessor de Segurança Nacional, Michael Flynn, foi demitido por mentir ao vice-presidente Mike Pence sobre contato com o embaixador russo em Washington durante o período de transição.

sábado, 6 de maio de 2017

Rússia é suspeita na ciberpirataria contra Macron

A advertência havia sido feita em março pelo presidente da Comissão de Inteligência do Senado dos Estados Unidos, Richard Burr: "A Rússia está ativamente envolvida na eleição na França." Quando, na sexta-feira à noite, a campanha do candidato independente e centrista Emmanuel Macron revelou ter sido alvo de uma "operação maciça" de pirataria cibernética, as principais suspeitas recaíram sobre o Kremlin.

Os documentos vazados incluem mensagens de correio eletrônico, contas e planos de campanha. Entre eles, teriam sido imiscuídos documentos falsos. A Justiça da França proibiu a divulgação das acusações a Macron, inclusive por pessoas físicas. O presidente François Hollande prometeu investigar o caso.

Um dos primeiros a divulgar os documentos foi o ativista americano da extrema direita Jack Posobiec, que divulgou várias notícias falsas em apoio à candidatura de Donald Trump nos EUA.

Desde que voltou à Presidência da Rússia, em março de 2012, depois de uma onda de protestos contra as eleições parlamentares de dezembro de 2011, o presidente Vladimir Putin iniciou uma guerra contra a democracia liberal, o Ocidente e suas instituições, especialmente a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e a União Europeia (UE).

Internamente, Putin censurou a Internet, perseguiu homossexuais e ativistas dos direitos humanos. No plano externo, interveio militarmente na Ucrânia e anexou a península da Crimeia à Rússia. Como no tempo da Guerra Fria, caças-bombardeiros russos invadem o espaço aéreo de países da OTAN, da Noruega a Portugal, e reiniciaram as patrulhas perto das costas dos EUA.

Além de alimentar perigosamente uma guerrinha fria, a Rússia faz uma guerra cibernética. É a principal suspeita de ter invadido os computadores do Partido Democrata dos EUA e revelado mensagens comprometedoras prejudicando a candidatura da ex-secretária de Estado Hillary Clinton, a quem Putin responsabiliza por manifestações de protesto na Rússia.

O objetivo seria favorecer a candidatura do magnata imobiliário Donald Trump, que tem uma queda por homens-fortes e acenou com a possibilidade de melhorar as relações entre Washington e Moscou. Hoje há uma investigação no Congresso sobre os contatos da campanha de Trump com diplomatas e outros altos funcionários do governo russo.

Na França, Putin é aliado da neofascista Marine Le Pen, da Frente Nacional, que recebeu empréstimos de 8 milhões de euros de bancos russos. Marine é contra o euro e, se vencer, promete convocar um plebiscito para tirar a França da UE. Seria o fim do processo de integração da Europa, que Putin vê como nocivo aos interesses imperiais da Rússia, especialmente quando ex-repúblicas soviéticas pedem para entrar na UE.

Macron lidera com ampla vantagem. O escândalo de última hora, deflagrado quando a campanha estava oficialmente encerradas e proibidas as manifestações de candidatos e campanhas, não será capaz de reverter uma vantagem de 20 pontos percentuais ou mais.

Para a Frente Nacional, a meta é chegar a 40% do eleitorado, esperar o fracasso de Macron e se preparar para 2022.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

EUA acusam Rússia de pirataria para influenciar eleições

Os Estados Unidos acusaram hoje formalmente a Rússia por uma série de ataques cibernéticos contra grupos políticos numa tentativa de interferir na eleição presidencial de 8 de novembro, aumentando ainda mais a tensão entre os dois países.

Em nota conjunta, o Departamento de Segurança Interna e a Direção Nacional de Inteligência afirmaram estar "convictos de que o governo russo dirigiu a pirataria ao correio eletrônico de pessoas e instituições dos EUA, inclusive organizações políticas."

Um alvo seria o Diretório Nacional do Partido Democrata, de onde vazaram informações contra a candidatura da secretária de Estado Hillary Clinton.

"Esse roubo e essas revelações tem a intenção de interferir no processo eleitoral nos EUA. Tais atividades não são novidade em Moscou", declararam as agências americanas. "Acreditamos, com base na dimensão e na sensibilidade desses esforços que só mesmo os mais altos funcionários da Rússia poderiam ter autorizado."

Mais de 20 mil mensagens internas da direção nacional do Partido Democrata foram pirateadas, revelando infidelidade e manobras para prejudicar a candidatura de Bernie Sanders quando ele começou a incomodar Hillary nas primárias. O escândalo derrubou a deputada Debbie Wasserman Schultz.

As informações foram pirateadas por um hacker conhecido com Guccifer 2.0. Os endereços eletrônicos e os números de telefone foram divulgados no WikiLeaks e num sítio chamado DCLeaks.com

As relações entre a Rússia e os EUA sofrem nova queda depois do rompimento do diálogo sobre a guerra civil da Líbia e a decisão do presidente Vladimir Putin de revogar um acordo para destruição de um excesso de plutônio dos estoques nucleares, uma ameaça à cooperação nuclear.

A guerra cibernética é uma parte central da guerrinha fria de Putin contra o Ocidente. Veio para ficar.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Obama faz discurso de esquerda em desafio à oposição

No seu sexto Discurso sobre o Estado da União, o presidente Barack Obama elogiou a recuperarão da economia dos Estados Unidos, pediu autorização ao Congresso para a guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, defendeu a neutralidade da Internet, declarou que "nenhum ciberpirata pode ser capaz de derrubar nossas redes ou roubar nossos segredos", criticou a Rússia, propôs aumentos de impostos para os ricos e para os bancos para financiar reduções e mais benefícios sociais para a classe média, e apontou o aquecimento global como "a maior ameaça às futuras gerações".

Obama festejou a recuperação, a "criação de 11 milhões de empregos", o crescimento econômico em ritmo de 5% ao ano, a alta nas bolsas de valores e o aumento do número de americanos que têm seguro-saúde: "A crise passou e o Estado da União é forte", afirmou este presidente pela primeira vez.

Em política interna, o presidente se colocou à esquerda, em confronto direto com o Congresso, hoje dominado pela oposição republicana na Câmara e no Senado, que rejeita aumentos de impostos por princípio. Obama tenta encurralar politicamente os conservadores tendo em vista as eleições de 2016.

O presidente defendeu melhores salários, auxílio por afastamento do trabalho por motivo de doença, licença-maternidade, creches para os filhos dos trabalhadores, universidades públicas gratuitas e redução das dívidas já contraídas por estudantes.

Ao defender sua política externa "inteligente", ele usou como exemplo a intervenção militar contra o Estado Islâmico, em que os EUA se limitam a bombardeios aéreos enquanto guerrilheiros curdos e o Exército do Iraque travam os combates em terra. Mais uma vez, prometeu "degradar e destruir" a milícia extremista.

"Os EUA vão continuar a caça terroristas e desmantelar sua redes", reiterou o presidente. Em outro momento, observou: "Os EUA permanecem fortes e unidos com seus aliados, enquanto a Rússia está isolada e sua economia em ruínas."

Depois de criticar o boicote econômico a Cuba, "quando algo não funciona há mais de 50 anos é melhor tentar algo diferente", Obama pediu ao Congresso que aprove o fim do embargo à ilha.

Leia aqui o texto do discurso distribuído pela Casa Branca.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Sony volta atrás e lança filme sobre ditador norte-coreano

Apesar das ameaças de ataque terrorista da Coreia do Norte, a empresa Sony Pictures voltou atrás e anunciou ontem que vai lançar o filme A Entrevista no dia de Natal em 200 salas de cinema dos Estados Unidos. Também pretende oferecê-lo em vídeo pelo sistema pay per view.

A Sony foi alvo de um ataque cibernético atribuído ao regime comunista norte-coreano porque o filme humorístico faz uma paródia com o patético ditador Kim Jong Un. Dois jornalistas armam uma entrevista como parte de uma conspiração para assassino-lo.

Ontem, a Internet ficou fora do ar por nove horas na Coreia do Norte, no que pode ter sido a retaliação dos EUA ao que o presidente Barack Obama chamou de "vandalismo cibernético" para não chamar de "guerra cibernética", como disse o senador John McCain, seu adversário em 2008.

Com a reaproximação entre Cuba e os EUA, a Coreia do Norte é o último regime stalinista sobrevivente da Guerra Fria.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

EUA denunciam militares chineses por ciberespionagem

O Departamento da Justiça dos Estados Unidos vai processar criminalmente cinco funcionários do Exército Popular de Libertação (EPL), acusando-os de pirataria cibernética contra o governo e empresas americanas, anunciou hoje o procurador-geral, Eric Holder. É a primeira denúncia desta natureza contra um país estrangeiro, observa o jornal The Washington Post.

É uma escalada do conflito entre as duas maiores potências mundiais e sua guerrinha cibernética. A China negou tudo. Afirmou que não espiona ninguém, que as acusações são ultrajantes e que vai suspender a cooperação com os EUA em segurança. Como não existe a menor possibilidade de extradição dos réus, o processo é principalmente simbólico.

Os EUA acusam Wang Dong, Sun Kailiang, Wen Xinyu, Huang Zhenyu e Gu Chunhui de invadir os sistemas de computadores de seis empresas americanas para descobrir segredos que deem uma vantagem competitiva a companhias chinesas. Os réus trabalham na Unidade 61398 do EPL, em Xangai, dedicada exclusivamente à espionagem eletrônica.

Entre os alvos dos ciberpiratas chineses, o projeto de uma usina de energia nuclear e um estudo sobre custo e preço de uma empresa fabricante de coletores de energia solar. O risco de escassez de energia é uma das maiores preocupações do regime comunista chinês.

Os réus são acusados de fazer parte de um grupo que invadiu 1.753 computadores da indústria metalúrgica US Steel, roubou informações sobre usinas nucleares da Westinghouse. De outra empresa, Allegheny Technologies, foram roubadas de 2010 a 2012 as credenciais de milhares de empregados. Da empresa de alumínio Alcoa foram pirateados 2.907 mensagens de correio eletrônico e 863 arquivos anexados.

No início de 2013, os EUA aumentaram a pressão sobre a ciberespionagem da China. Com a revelação do megaesquema de espionagem eletrônica feita pelo ex-funcionário terceirizado da Agência de Segurança Nacional Edward Snowden em junho do ano passado, inclusive de empresas chinesas, o governo americano adotou uma postura defensiva. Agora, volta à ofensiva.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Chefe de guerra cibernética do Irã é morto

O comandante do programa de guerra cibernética da República Islâmica do Irã, Mojtaba Ahmadi, foi encontrado morto, informou hoje o jornal conservador britânico The Daily Telegraph. A polícia suspeita de assassinato.

Ahmadi foi visto pela última vez quando saía de casa para trabalhar no sábado passado, 28 de setembro de 2013. Seu corpo foi encontrado numa mata da cidade de Karaj com dois tiros no peito.

Desde 2007, pelo menos cinco cientistas ligados ao programa nuclear iraniano foram assassinados. O governo do Irã acusa os serviços secretos de Israel.

O ministro da Ciência e ex-chefe da agência de inteligência israelense Shin Bet, Yaacov Peri, atribuiu o crime a um "conflito interno" do regime fundamentalista iraniano.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Coreia do Sul acusa Coreia do Norte por ciberataque

A Coreia do Norte foi responsável pela pirataria cibernética que paralisou computadores e servidores de bancos e emissoras de televisão da Coreia do Sul no mês passado, acusou hoje o governo sul-coreano.

Uma investigação inicial tinha indicado que os hackers eram de uma agência de espionagem militar.

domingo, 14 de outubro de 2012

EUA suspeitam de Irã em ataques cibernéticos

BUENOS AIRES - Os Estados Unidos acreditam que o Irã esteja por trás de uma onda de ataques cibernéticos contra a indústria do petróleo da Arábia Saudita e várias instituições financeiras americanas, informa o jornal The New York Times.

Seria uma retaliação contra ataques cibernéticos dos EUA e de Israel contra o programa nuclear iraniano.

sábado, 22 de setembro de 2012

EUA acusam Irã de ataques cibernéticos a empresas

O Irã lançou recentemente uma série de ataques cibernéticos contra computadores de bancos e outras empresas dos Estados Unidos, afirmou ontem o senador Joe Lieberman, presidente da Comissão da Segurança Interna do Senado americano.

Aparentemente é uma retaliação aos ataques de vírus contra os sistemas de controle do programa nuclear iraniano atribuídos aos EUA e Israel, e às sanções econômicas impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

"Não acredito que sejam apenas hackers com habilidade para invadir computadores", observou o senador, citado pelo jornal The Washington Post. "Acredito que tenha sido feito pelo Irã e pela força de elite Quods, que está desenvolvendo sua capacidade de fazer ataques cibernéticos."