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domingo, 15 de outubro de 2017

EUA e Coreia do Sul iniciam manobras aeronavais conjuntas

Diante do início nesta segunda-feira de manobras militares conjuntas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, a Coreia do Norte reiterou no fim de semana a ameaça de disparar mísseis contra a ilha de Guam, um território americano no Oceano Pacífico onde há uma base aérea e uma base naval, noticiou o jornal The New York Times.

Durante dez dias, o treinamento militar conjunto vai testar "as comunicações, a interoperacionalidade e a parceria" entre os dois países, declarou em nota a 7ª Frota dos EUA. As forças americanas são lideradas pelo grupo naval do porta-aviões Ronald Reagan. O submarino nuclear Michigan chegou sexta-feira ao porto de Busan para participar do exercício aeronaval.

As manobras começam no momento de maior tensão com a Coreia do Norte, que realizou seis testes nucleares desde 2006 e 16 testes de mísseis balísticos só neste ano, aumentando a ameaça de atacar diretamente o território dos EUA com armas atômicas.

Embora os EUA e a Coreia do Sul afirmem que são manobras meramente defensivas, a Coreia do Norte as encara como um ensaio para a invasão do país, especialmente depois das ameaças do presidente Donald Trump.

Em resposta, o regime norte-coreano estaria preparando um novo teste de mísseis, que pode ser realizado durante as manobras militares.

Para o pesquisador Kim Kwang Hak, do Instituto de Estudos Americanos do Ministério do Exterior da Coreia do Norte, os exercícios militares e os voos de bombardeiros estratégicos B-1 B na Península Coreana são atos de guerra que exigem "contramedidas".

"Já advertimos várias vezes que tomaremos medidas de autodefesa, inclusive um salvo de mísseis nas águas próximas ao território americano de Guam", relembrou o pesquisador, em entrevista à agência oficial de notícias norte-coreana. "As ações militares dos EUA fortalecem nossa determinação de que os EUA devem ser domados com fogo e deixam nossa mão perto do gatilho para disparar a mais dura das contramedidas."

Nos últimos meses, Trump trocou insultos com o ditador norte-coreano, Kim Jong Un, chegando até mesmo a desprezar os esforços diplomáticos do secretário de Estado, Rex Tillerson, que pressiona a China a enquadrar o regime comunista de Pionguiangue.

Se os EUA ou países aliados forem atacados, Trump ameaça reagir com "fogo e fúria" e "destruir totalmente" a Coreia do Norte. Seus assessores militares estimam que uma nova guerra da Coreia mataria pelo menos 1 milhão de pessoas.

Em meio a esse tiroteio verbal, a Coreia do Norte recrutou um exército de 6 mil hackers para a guerra cibernética. Os piratas cibernéticos norte-coreanos já fizeram ataques importantes e estão roubando centenas de milhões de dólares.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

China equipa submarinos nucleares com armas atômicas

Num passo decisivo para neutralizar a superioridade estratégica dos Estados Unidos, a China deve armar ainda em 2014 os submarinos a propulsão nuclear de sua Marinha de Guerra com mísseis nucleares, adverte o Escritório de Inteligência Naval da Marinha dos EUA.

A China não esconde seus submarinos nucleares, observa o jornal conservador americano The Wall St. Journal. Turistas que estiveram numa estação de veraneio na província de Hainan podiam vê-los claramente no último verão no Hemisfério Norte. Na praia, guias orientavam quem alugava motos aquáticas a tomar cuidado para não se aproximar dos submarinos.

Em dezembro de 2013, o Ministério da Defesa da China tinha convidado os assessores militares estrangeiros para uma reunião em seu quartel-general, em Beijim. Para surpresa geral, anunciou que um submarino nuclear chinês passaria em breve pelo Estreito de Málaca, entre a Indonésia e a Malásia, uma das principais rotas do comércio internacional.

Dias depois de submergir no estreito, o submarino nuclear chinês veio à tona perto do Sri Lanka e a seguir no Golfo Pérsico, antes de voltar por Málaca, em fevereiro de 2014. Foi a primeira viagem revelada publicamente de um submarino nuclear da China pelo Oceano Índico.

A China realizava o sonho de ter uma Marinha de águas profundas. Não precisava na era maoísta quando era um país introvertido preocupado apenas com a defesa de seu território.

Hoje, como uma grande potência comercial, quer garantir a segurança das grandes rotas comerciais, reafirmar, à força se necessário, suas reivindicações sobre territórios e mares territoriais em disputa com países vizinhos, e impedir intervenções militares dos Estados Unidos contrárias a seus interesses no Leste da Ásia. Já tem porta-aviões, mísseis e submarinos para isso.

Da costa da China, os submarinos nucleares chineses logo serão capazes de bombardear os estados americanos do Havaí e do Alasca. Do meio do Oceano Pacífico, podem atingir o continente americano.

"É uma carta na manga que orgulha a pátria e aterroriza nossos adversários", escreveu o comandante da Marinha, almirante Wu Shengli, numa revista do Partido Comunista. "É uma força estratégica que simboliza o status de grande potência e sustenta a segurança nacional."

Os EUA entenderam: "Eles foram muito claros na mensagem", comentou o vice-almirante Robert Thomas, um ex-oficial de submarinos que hoje comanda a 7ª Frota dos EUA, baseada em Yokosuka, no Japão, com 60 navios, 300 aviões de combate e 40 mil soldados da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais distribuídos também por outras bases na Coreia do Sul e do Japão.

Nos últimos dias, a Índia e o Vietnã reafirmaram uma aliança militar destinada sobretudo a conter a China, que começou a explorar petróleo em ilhas disputadas com o Vietnã e reagiu à força diante da aproximação de navios vietnamitas.

Em 2011, a China protestou contra a presença de um navio de guerra indiano no Vietnã. Quando a Índia e o Vietnã assinaram um acordo para explorar petróleo, em setembro daquele ano, o regime comunista chinês reafirmou que "a China tem soberania indiscutível sobre o Mar da China Meridicional".

A China também tem disputas territoriais com a Coreia do Norte, o Japão, Taiwan, Brunei, as Filipinas, a Índia, a Indonésia e a Malásia. Todos observam com atenção e, à exceção da Índia, com uma sensação de impotência para o desenvolvimento dos submarinos chineses.

Com o aumento do poderio militar chinês, cada vez menos os outros países asiáticos confiam nos EUA para garantir sua segurança. Não acreditam que os americanos estejam dispostos a enfrentar a China se a segurança nacional dos EUA não estiver diretamente em jogo.

Meses atrás, ao comentar a decisão do presidente Barack Obama de não bombardear a Síria apesar de ter ameaçado fazer isso se o governo usasse armas químicas na guerra civil, um general e professor da Academia Militar da China ironizou, dizendo que os EUA estão com um problema de "disfunção erétil". Já o regime comunista chinês está disposto a esmagar quem ousar se atravessar na sua marcha para se tornar uma superpotência.