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sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Hoje na História do Mundo: 30 de Setembro

PRIMEIRO DEPUTADO HISPÂNICO

    Em 1822, Joseph Marion Hernández é o primeiro hispânico eleito para o Congresso dos Estados Unidos.

Hernández nasce na Espanha e morre em Cuba. Durante a vida, é o primeiro hispano-americano a servir no alto nível de um dos três poderes dos EUA.

WILSON DEFENDE VOTO FEMININO

    Em 1918, o presidente Woodrow Wilson defende o voto feminino em discurso no Congresso dos Estados Unidos.

A Câmara dos Representantes aprova a 19ª Emenda à Constituição dos EUA, que institui o voto feminino, mas ainda falta a aprovação do Senado.

Em 1917, Wilson enfrenta piquetes de sufragettes que o acusam de não se importar com sua causa. Várias ativistas são presas e fazem greve de fome na cadeia. Quando sabe que elas estão sendo alimentadas à força, Wilson decide fazer o pronunciamento.

Mesmo assim, a emenda só é aprovada em 4 de junho de 1919. Ela diz que “o direito de voto dos cidadãos dos EUA não pode ser negado ou restringido com base no sexo.”

ACORDO DE MUNIQUE

    Em 1938, os primeiros-ministros do Reino Unido, Neville Chamberlain, e da França, Edouard Baladier, cedem a região dos Sudetos, na Tcheco-Eslováquia, à Alemanha de Adolf Hitler para evitar a guerra, mas só conseguem adiar por um ano.

Depois de anexar a Áustria, na primavera de 1938, Hitler começou a apoiar a reivindicação dos tcheco-eslovacos de origem alemã da região dos Sudetos por relações mais próximas com a Alemanha, dentro de seus planos para criar a Grande Alemanha.

Hitler exige, em 22 de setembro, a cessão imediata dos Sudetes e a remoção da população de origem eslava. No dia seguinte, a Tcheco-Eslováquia mobiliza o Exército, mas a França e o Reino Unido decidem evitar a guerra.

Chamberlain e Baladier vão a Munique em 24 de setembro e acabam entregando os Sudetos a Hitler. De volta a Londres, Chamberlain apresenta o Acordo de Munique como uma garantia de “paz no nosso temopo”.

Em março de 1939, a Alemanha toma o resto da Tcheco-Eslováquia. A invasão da Polônia pelos nazistas, em 1º de setembro de 1939, marca o início da Segunda Guerra Mundial. Mais uma vez, Hitler alega que as populações de origem alemã estão sendo perseguidas. Desta, a França e o Reino Unido declaram guerra à Alemanha.

PONTE AÉREA DE BERLIM

    Em 1949, depois de mais de 278 mil voos em um ano e três meses, termina a Ponte Aérea dos aliados ocidentais para romper o Bloqueio de Berlim Ocidental, imposto pelo ditador soviético Josef Stalin em 24 de junho de 1948.

Quando termina a Segunda Guerra Mundial (1939-45), os Estados Unidos, o Reino Unido, a França e a União Soviética ocupam a Alemanha. Os setores dominados pelas potências ocidentais adotam o sistema capitalista e a parte soviética o regime comunista.

Berlim, a capital da Alemanha também é dividida e fica dentro do lado oriental. Berlim Ocidental se torna então um enclave capitalista no setor soviético. Ao bloquear o acesso terrestre à cidade, Stalin pressiona os aliados ocidentais a ceder o controle da cidade, mas perde a parada.

Em resposta ao Bloqueio de Berlim, nasce em 4 de abril de 1949 a Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança militar liderada pelos EUA, para conter o expansionismo soviético.

NAUTILUS ENTRA EM AÇÃO

    Em 1954, o Nautilus, primeiro submarino nuclear, entra em atividade.

O Congresso dos Estados Unidos autoriza a fabricação do submarino nuclear em julho de 1951. A construção começa em 14 de junho de 1952 no estaleiro da General Eletric em Connecticut. 

Em 21 de janeiro de 1954, a primeira-dama Mamie Eisenhower quebra uma garrafa de champanha no casco e o Nautilus é lançado ao mar.

Muito maior do que os antigos submarinos movidos a óleo diesel, o Nautilus tem 97 metros de comprimento e atinge uma velocidade de 37 quilômetros por hora. Em 1958, faz a primeira viagem sob o Polo Norte.

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Hoje na História do Mundo: 3 de Agosto

 COLOMBO ZARPA PARA A AMÉRICA

     Em 1492, o navegador genovês Cristóvão Colombo sai do porto de Palos, na Espanha, com três caravelas - Santa María, Pinta e Niña - tentando chegar às Índias e acaba descobrindo a América

Em 12 de outubro, a expedição ancora na ilha de Guanahani. Depois, chega a Cuba em 28 de outubro e a Hispaniola, a ilha dividida hoje entre Haiti e República Dominicana, em 6 de dezembro.

A Santa Maria encalha em 24 de dezembro. Colombo e seus homens erguem então o Forte da Natividade, a primeira fortaleza da América, e criam uma pequena colônia com 39 homens. Em 16 de janeiro, eles partem de volta à Europa, mas uma tempestade afasta as caravelas. 

A Pinta chega à Espanha no fim de fevereiro e dá a notícia a Fernando de Aragão e Isabel de Castela, que recebem o título de Reis Católicos do papa Alexandre VI por expandir a fé. Colombo volta na Niña, que para na ilha portuguesa de Santa Maria, no Arquipélago dos Açores e atraca em Lisboa em 4 de março.

Depois de sete meses e 23 dias de viagem, o navegador regressa a Palos. No mês seguinte, é recebido pelos reis da Espanha em Badalona.

Ao todo, Colombo vem quatro vezes à América. Ao morrer aos 55 anos, em 20 de maio de 1506, em Valladolid, na Espanha, ainda acreditava ter chegado às Índias, Por isso, a continente é batizado em homenagem a Américo Vespúcio, um dos primeiros a descrevê-lo como o Novo Mundo.

ALEMANHA E FRANÇA DECLARAM GUERRA UMA À OUTRA

    Em 1914, dois dias depois de declarar guerra à Rússia, a Alemanha declara guerra à França, que faz o mesmo três horas depois e prepara a invasão das províncias da Alsácia e da Lorena, que ficaram com a Alemanha no fim da Guerra Franco-Prussiana (1870-71).

A Primeira Guerra Mundial (1914-18) é deflagrada pelo assassinato do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, arquiduque Francisco Ferdinando, em Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, pelo estudante radical sérvio Gavrilo Princip.

Um mês depois, a Áustria-Hungria, aliada da Alemanha, declara guerra e ataca a Sérvia, aliada da Rússia, da França e do Reino Unido.

Horas depois das declarações de guerra entre Alemanha e França, o secretário do Exterior britânico, Edward Gray, vai ao Parlamento Britânico defender a entrada do Reino Unido na guerra, se a Alemanha violar a neutralidade da Bélgica.

EX-DIPLOMATA É ENFORCADO NO REINO UNIDO

    Em 1916, Sir Roger Casement, um diploma britânico nascido na Irlanda e condecorado como cavaleiro pelo rei George V, é enforcado sob a acusação de traição por apoiar a Revolta da Páscoa, na Irlanda.

Casement, um irlandês protestante, fica famoso ao denunciar a escravidão no Congo e na Amazônia, inclusive no Brasil. 

Apesar da origem no Úlster protestante, se torna partidário do movimento pela independência da Irlanda. Depois do início da Primeira Guerra Mundial (1914-18), vai à Alemanha e aos Estados Unidos em busca de ajuda para o movimento nacionalista irlandês.

A Alemanha, que está em guerra com o Reino Unido, promete uma ajuda limitada. Casement volta à Irlanda levada por um submarino alemão. É preso em 21 de abril de 1916, dias antes do início, em Dublin, na Revolta da Páscoa. No fim do mês, a rebelião está derrota.

O ex-diplomata é condenado à morte em 29 de julho e enforcado cinco dias depois.

SUBMARINO NUCLEAR PASSA SOB O POLO NORTE

    Em 1958, o Nautilus, primeiro submarino nuclear da história, faz a primeira viagem sob o Polo Norte. 

Com 116 pessoas a bordo, inclusive quatro cientistas, o Nautilus submerge em Point Barrow, no Alasca, e anda cerca de 1,6 mil quilômetros sob a calota polar do Ártico, a uma profundidade de 150 metros até chegar ao Polo Norte.

O submarino nuclear é construído sob o comando do capitão Hyman Rickover, um brilhante engenheiro nascido na Rússia que adere ao programa nuclear dos Estados Unidos em 1946. Ele começa a tocar o projeto no ano seguinte.

A primeira-dama Mamie Eisenhower lança a embarcação quebrando uma garrafa de champanha no casco do Nautilus em 30 de setembro de 1954 no Rio Tâmisa em Groton, no estado de Connecticut. Em 17 de janeiro de 1955, o Nautilus usa pela primeira vez a propulsão nuclear.

Muito maior do que os submarinos anteriores, o Nautilus tem 97 metros de comprimento, desloca 3,18 toneladas de água e pode ficar longos períodos submerso porque o motor usa pequenas quantidades de urânio e não precisa de ar. Pode navegar debaixo d'água a uma velocidade superior a 20 nós, cerca de 37 quilômetros por hora.

Depois de viajar 800 mil quilômetros em 25 anos, o Nautilus é desativado em 3 de março de 1980. Está em exposição no Museu da Força Submarina, em Groton, em Connecticut.

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Hoje na História do Mundo: 30 de Setembro

NAUTILUS ENTRA EM AÇÃO

    Em 1954, o Nautilus, primeiro submarino nuclear, entra em atividade. 

O Congresso dos Estados Unidos autoriza a fabricação do submarino nuclear em julho de 1951. A construção começa em 14 de junho de 1952 no estaleiro da General Eletric em Connecticut. Em 21 de janeiro de 1954, a primeira-dama Mamie Eisenhower quebra uma garrafa de champanha no casco e o Nautilus é lançado ao mar.

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Hoje na História do Mundo: 3 de Agosto

COLOMBO ZARPA PARA A AMÉRICA

     Em 1492, o navegador genovês Cristóvão Colombo sai do porto de Palos, na Espanha, com três caravelas - Santa María, Pinta e Niña - tentando chegar às Índias e acaba descobrindo a América. Em 12 de outubro, a expedição ancora na ilha de Guanahani. Depois, chega a Cuba em 28 de outubro e a Hispaniola, a ilha dividida hoje entre Haiti e República Dominicana, em 6 de dezembro.

A Santa Maria encalha em 24 de dezembro. Colombo e seus homens erguem então o Forte da Natividade, a primeira fortaleza da América, e criam uma pequena colônia com 39 homens. Em 16 de janeiro, eles partem de volta à Europa, mas uma tempestade afasta as caravelas. 

A Pinta chega à Espanha no fim de fevereiro e dá a notícia a Fernando de Aragão e Isabel de Castela, que recebem o título de Reis Católicos do papa Alexandre VI por expandir a fé. Colombo volta na Niña, que para na ilha portuguesa de Santa Maria, no Arquipélago dos Açores e atraca em Lisboa em 4 de março.

Depois de sete meses e 23 dias de viagem, o navegador regressa a Palos. No mês seguinte, é recebido pelos reis da Espanha em Badalona.

Ao todo, Colombo vem quatro vezes à América. Ao morrer aos 55 anos, em 20 de maio de 1506, em Valladolid, na Espanha, ainda acreditava ter chegado às Índias, Por isso, a continente é batizado em homenagem a Américo Vespúcio, um dos primeiros a descrevê-lo como o Novo Mundo.

ALEMANHA E FRANÇA DECLARAM GUERRA UMA À OUTRA

    Em 1914, dois dias depois de declarar guerra à Rússia, a Alemanha declara guerra à França, que faz o mesmo três horas depois e prepara a invasão das províncias da Alsácia e da Lorena, que ficaram com a Alemanha no fim da Guerra Franco-Prussiana (1870-71).

A Primeira Guerra Mundial (1914-18) é deflagrada pelo assassinato do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, arquiduque Francisco Ferdinando, em Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, pelo estudante radical sérvio Gavrilo Princip.

Um mês depois, a Áustria-Hungria, aliada da Alemanha, declara guerra e ataca a Sérvia, aliada da Rússia, da França e do Reino Unido.

Horas depois das declarações de guerra entre Alemanha e França, o secretário do Exterior britânico, Edward Gray, vai ao Parlamento Britânico defender a entrada do Reino Unido na guerra, se a Alemanha violar a neutralidade da Bélgica.

EX-DIPLOMATA É ENFORCADO NO REINO UNIDO

    Em 1916, Sir Roger Casement, um diploma britânico nascido na Irlanda e condecorado como cavaleiro pelo rei George V, é enforcado sob a acusação de traição por apoiar a Revolta da Páscoa, na Irlanda.

Casement, um irlandês protestante, fica famoso ao denunciar a escravidão no Congo e na Amazônia, inclusive no Brasil. 

Apesar da origem no Úlster protestante, se torna partidário do movimento pela independência da Irlanda. Depois do início da Primeira Guerra Mundial (1914-18), vai à Alemanha e aos Estados Unidos em busca de ajuda para o movimento nacionalista irlandês.

A Alemanha, que estava em guerra com o Reino Unido, promete uma ajuda limitada. Casement volta à Irlanda levada por um submarino alemão. É preso em 21 de abril de 1916, dias antes do início, em Dublin, na Revolta da Páscoa. No fim do mês, a rebelião está derrota.

O ex-diplomata é condenado à morte em 29 de julho e enforcado cinco dias depois.

SUBMARINO NUCLEAR PASSA SOB O POLO NORTE

    Em 1958, o Nautilus, primeiro submarino nuclear da história, fez a primeira viagem sob o Polo Norte. Com 116 pessoas a bordo, inclusive quatro cientistas, o Nautilus submerge em Point Barrow, no Alasca, e anda cerca de 1,6 mil quilômetros sob a calota polar do Ártico, a uma profundidade de 150 metros até chegar ao Polo Norte.

O submarino nuclear é construído sob o comando do capitão Hyman Rickover, um brilhante engenheiro nascido na Rússia que adere ao programa nuclear dos Estados Unidos em 1946. Ele começa a tocar o projeto no ano seguinte.

A primeira-dama Mamie Eisenhower lança a embarcação quebrando uma garrafa de champanha no casco do Nautilus em 30 de setembro de 1954 no Rio Tâmisa em Groton, no estado de Connecticut. Em 17 de janeiro de 1955, o Nautilus usa pela primeira vez a propulsão nuclear.

Muito maior do que os submarinos anteriores, o Nautilus tem 97 metros de comprimento, desloca 3,18 toneladas de água e pode ficar longos períodos submerso porque o motor usa pequenas quantidades de urânio e não precisa de ar. Pode navegar debaixo d'água a uma velocidade superior a 20 nós, cerca de 37 quilômetros por hora.

Depois de viajar 800 mil quilômetros em 25 anos, o Nautilus é desativado em 3 de março de 1980. Está em exposição no Museu da Força Submarina, em Groton, em Connecticut.

quarta-feira, 6 de março de 2019

Índia faz acordo para alugar submarino nuclear da Rússia

A Índia deve assinar amanhã um acordo com a Rússia para alugar um submarino nuclear de ataque Chakra III, da classe Akula, por US$ 3 bilhões, cerca de R$ 11,3 bilhões, noticiou ontem o jornal indiano The Economic Times.

É o maior contrato de compra de armas da Rússia pela Índia desde um negócio de US$ 5,5 bilhões, cerca de US$ 20,8 bilhões, para aquisição do sistema de defesa antiaérea S-400, no ano passado, desafiando sanções impostas pelos Estados Unidos.

A Rússia é a maior fornecedora de armas de guerra à Índia. Este submarino será o terceiro alugado pela Índia, por isso foi batizado como Chakra III. Deve entrar em operação em 2025. O aluguel do Chakra II, que vai até 2022, pode ser estendido por mais cinco anos.

Este tipo de submarino é movido a energia nuclear mas carrega armas convencionais. Sua vantagem é poder ficar meses submerso, dificultando a detecção pelo inimigo. O Akula é considerado o segundo melhor submarino do mundo, depois dos americanos.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

França gasta 295 bilhões de euros para manter "autonomia estratégica"

Depois de uma década de restrições orçamentárias, a Lei de Programação Militar apresentada ontem ao Conselho de Ministros da França prevê investimentos de 295 bilhões de euros (R$ 1,180 trilhão) nos próximos sete anos para modernizar as Forças Armadas e reforçar a capacidade nuclear com um novo submarino e mísseis aerotransportados. 

Mais 6 mil militares serão recrutados, a metade até 2023. O orçamento militar francês deve chegar a 2% do produto interno bruto até 2025, de acordo com a exigência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos Estados Unidos, noticiou o jornal Le Monde.

Os objetivos são a "regeneração" ou modernização tecnológica das Forças Armadas e a "preparação para o futuro". A França quer manter sua "autonomia estratégica". Isso significa ter seu próprio mecanismo de dissuasão nuclear, suas próprias armas atômicas, sem depender dos EUA e da OTAN para sua defesa.

Além da instabilidade crescente na era Donald Trump, da agressividade crescente da Rússia e da ascensão da China, a França foi profundamente abalada pelos atentados terroristas de 2015, o que levou o presidente Emmanuel Macron a propor esta profunda reforma.

As despesas com salários, condições de vida e de trabalho dos militares franceses vão crescer 14% de 2019 a 2023. O Exército francês precisa de novos tanques e blindados. A metade dos veículos do Projeto Scorpion (Sinergia de Contato Reforçada pela Polivalência e a Infovalorização), que visa a equipar carros de combate com a última tecnologia da informação para aumentar a interoperacionalidade das Forças Armadas, será entregue até 2025.

Cerca de 17 bilhões de euros (R$ 68 bilhões) serão destinados à inovação para preservar a "superioridade operacional no futuro". Os centros de pesquisa da indústria vão se beneficiar com o investimento público.

A guerra cibernética também é uma preocupação, da suposta ingerência da Rússia em eleições presidenciais a ataques de vírus como WannaCry.

A Marinha vai ganhar quatro novos submarinos de ataque Barracuda e três fragatas. A Força Aérea vai receber os 12 primeiros aviões de reabastecimento aéreo em 2023, dois anos antes do previsto anteriormente.

Para manter a "autonomia estratégica", o investimento nas armas atômicas será de 37 bilhões de euros (R$ 148 bilhões) até 2025. As prioridades são um submarino lançador de mísseis nucleares com motores de terceira geração e o desenvolvimento de um novo míssil nuclear aerotransportado.

As bases militares francesas no exterior serão reforçadas e abertas a cooperação com outros países europeus e os governos locais. Os serviços de informações terão um orçamento de 6 bilhões de euros (R$ 24 bilhões).

A França vai lançar dois novos satélites militar (Ceres e Musis), comprar oito aviões-espiões rápidos, em vez dos dois anteriormente previstos, adquirir um novo navio-espião e drones Reaper, os mais poderosos dos EUA.

Em futuro breve, será necessário substituir o porta-aviões Charles de Gaulle, desenvolver o sistema de combate aéreo do futuro e o tanque do futuro, que a França pretende criar em parceria com seus aliados europeus.

A Assembleia Nacional da França, amplamente dominada pelo partido A República em Marcha, do presidente Macron, começa a examinar o projeto da Lei de Programação Militar a partir de 12 de março.

sábado, 23 de abril de 2016

Teste de míssil de submarino da Coreia do Norte fracassa

A Coreia do Norte realizou hoje um teste fracassado com míssil balístico lançado de submarino no Mar do Japão, perto da província de Hamgiongue do Sul, informou a agência oficial de notícias chinesa Nova China, citando como fonte o Estado-Maior das Forças Armadas da Coreia do Sul.

Na análise dos militares sul-coreanos, o míssil, com alcance previsto para até 300 quilômetros, voou apenas um décimo dessa distância depois de ser lançado por um submarino da classe Sinpo.

Dois testes de mísseis baseados em submarinos norte-coreanos fracassaram em novembro e dezembro de 2015. Uma experiência anterior, em maio, teria dado certo.

O regime comunista de Pionguiangue testou o míssil balístico de médio alcance Musudan em 15 de abril de 2016. A Coreia do Sul acredita que a Coreia do Norte prepara uma explosão nuclear experimental subterrânea para as próximas semanas.

Com o desenvolvimento da tecnologia de mísseis baseados em submarinos, a Coreia do Norte aumentaria sua capacidade nuclear. Teria condições de lançar um contra-ataque com armas atômicas mesmo depois de suas bases em terra terem sido destruídos.

Mas o último reduto do stalinismo ainda está longe da capacidade tecnológica para fazer isso. Precisa provar que pode miniaturizar bombas atômicas para instalá-las em mísseis e desenvolver submarinos capazes de disparar mísseis nucleares.

Desde o fim da União Soviética, em 1991, a Coreia do Norte faz uma chantagem atômica com os Estados Unidos e seus principais aliados na região, a Coreia do Sul e o Japão, exigindo ajuda em energia e alimentos para parar seu programa nuclear, sempre retomado com diferentes desculpas.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Acordo EUA-China suscita dúvidas sobre não proliferação nuclear

Sem alarde, o presidente Barack Obama avisou o Congresso dos Estados Unidos em 21 de abril de 2015 que pretende renovar um acordo de cooperação nuclear com a China. Ao examinar o assunto, a Comissão de Relações Exteriores do Senado decidiu convocar cinco autoridades do governo para discutir a portas as fechadas as implicações comerciais, políticas e de segurança do acordo.

A cooperação vai permitir à China comprar reatores nucleares projetados nos EUA, equipamentos e tecnologia de reprocessamento de plutônio e uma tecnologia de resfriamento de reatores capaz de tornar os submarinos nucleares chineses mais silenciosos e difíceis de detectar.

O regime comunista chinês aumenta a cada ano seu orçamento e seu poderio militar. Já tem porta-aviões, submarinos e mísseis antissatélite capazes de neutralizar a superioridade militar dos EUA. Ameaça os países vizinhos com que têm disputas territoriais e está construindo bases em ilhas contestadas.

Assim, a venda de tecnologia nuclear aumentaria o poderio naval da China e o risco de proliferação nuclear. Se a decisão do presidente indica uma confiança nas relações com a segunda maior potência mundial, a indústria nuclear americana está de olho na venda de dezenas de reatores para a China.

Obama reafirma assim sua doutrina de política externa baseada num "engajamento construtivo", dando prioridade à diplomacia em vez do uso da força que caracterizou seu antecessor George W. Bush.

Para a oposição republicana, é um sinal de fraqueza, quase uma rendição: "Estes acordos podem ser instrumentos valiosos para promover os interesses dos EUA, mas eles devem sustentar e não minar os objetivos críticos de não proliferação do país", comentou o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, o republicano Bob Corker.

O diretor-executivo do Centro de Educação Política para a Não Proliferação, Henry Sokolski, está preocupado com o reprocessamento de plutônio para uso em armas atômicas e o uso da tecnologia de resfriamento em submarinos nucleares. Na sua opinião, o problema é simples: "Desde quando o emprego pode comprometer a segurança nacional?"

A China explodiu sua bomba atômica em 1964. Tem cerca de 250 ogivas nucleares em condições de uso. Já absorveu tecnologia de armas e equipamentos militares importados da Rússia. Só recentemente Moscou voltou a vender aviões de alta tecnologia, sob pressão da crise e do isolamento internacional depois da invasão da Ucrânia. Sabe que a tecnologia será canibalizada.

O acordo de cooperação nuclear China-EUA, de 1985, foi assinado com base na Lei de Energia Atômica, de 1954, parte do programa Átomos para a Paz, do governo Dwight Eisenhower (1953-61), uma iniciativa para oferecer energia nuclear para fins pacíficos na tentativa de convencer outros países a não fazer a bomba atômica. Os EUA fizeram 123 acordos de cooperação nuclear pacífica com 22 países.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

China equipa submarinos nucleares com armas atômicas

Num passo decisivo para neutralizar a superioridade estratégica dos Estados Unidos, a China deve armar ainda em 2014 os submarinos a propulsão nuclear de sua Marinha de Guerra com mísseis nucleares, adverte o Escritório de Inteligência Naval da Marinha dos EUA.

A China não esconde seus submarinos nucleares, observa o jornal conservador americano The Wall St. Journal. Turistas que estiveram numa estação de veraneio na província de Hainan podiam vê-los claramente no último verão no Hemisfério Norte. Na praia, guias orientavam quem alugava motos aquáticas a tomar cuidado para não se aproximar dos submarinos.

Em dezembro de 2013, o Ministério da Defesa da China tinha convidado os assessores militares estrangeiros para uma reunião em seu quartel-general, em Beijim. Para surpresa geral, anunciou que um submarino nuclear chinês passaria em breve pelo Estreito de Málaca, entre a Indonésia e a Malásia, uma das principais rotas do comércio internacional.

Dias depois de submergir no estreito, o submarino nuclear chinês veio à tona perto do Sri Lanka e a seguir no Golfo Pérsico, antes de voltar por Málaca, em fevereiro de 2014. Foi a primeira viagem revelada publicamente de um submarino nuclear da China pelo Oceano Índico.

A China realizava o sonho de ter uma Marinha de águas profundas. Não precisava na era maoísta quando era um país introvertido preocupado apenas com a defesa de seu território.

Hoje, como uma grande potência comercial, quer garantir a segurança das grandes rotas comerciais, reafirmar, à força se necessário, suas reivindicações sobre territórios e mares territoriais em disputa com países vizinhos, e impedir intervenções militares dos Estados Unidos contrárias a seus interesses no Leste da Ásia. Já tem porta-aviões, mísseis e submarinos para isso.

Da costa da China, os submarinos nucleares chineses logo serão capazes de bombardear os estados americanos do Havaí e do Alasca. Do meio do Oceano Pacífico, podem atingir o continente americano.

"É uma carta na manga que orgulha a pátria e aterroriza nossos adversários", escreveu o comandante da Marinha, almirante Wu Shengli, numa revista do Partido Comunista. "É uma força estratégica que simboliza o status de grande potência e sustenta a segurança nacional."

Os EUA entenderam: "Eles foram muito claros na mensagem", comentou o vice-almirante Robert Thomas, um ex-oficial de submarinos que hoje comanda a 7ª Frota dos EUA, baseada em Yokosuka, no Japão, com 60 navios, 300 aviões de combate e 40 mil soldados da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais distribuídos também por outras bases na Coreia do Sul e do Japão.

Nos últimos dias, a Índia e o Vietnã reafirmaram uma aliança militar destinada sobretudo a conter a China, que começou a explorar petróleo em ilhas disputadas com o Vietnã e reagiu à força diante da aproximação de navios vietnamitas.

Em 2011, a China protestou contra a presença de um navio de guerra indiano no Vietnã. Quando a Índia e o Vietnã assinaram um acordo para explorar petróleo, em setembro daquele ano, o regime comunista chinês reafirmou que "a China tem soberania indiscutível sobre o Mar da China Meridicional".

A China também tem disputas territoriais com a Coreia do Norte, o Japão, Taiwan, Brunei, as Filipinas, a Índia, a Indonésia e a Malásia. Todos observam com atenção e, à exceção da Índia, com uma sensação de impotência para o desenvolvimento dos submarinos chineses.

Com o aumento do poderio militar chinês, cada vez menos os outros países asiáticos confiam nos EUA para garantir sua segurança. Não acreditam que os americanos estejam dispostos a enfrentar a China se a segurança nacional dos EUA não estiver diretamente em jogo.

Meses atrás, ao comentar a decisão do presidente Barack Obama de não bombardear a Síria apesar de ter ameaçado fazer isso se o governo usasse armas químicas na guerra civil, um general e professor da Academia Militar da China ironizou, dizendo que os EUA estão com um problema de "disfunção erétil". Já o regime comunista chinês está disposto a esmagar quem ousar se atravessar na sua marcha para se tornar uma superpotência.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Sarkozy chega ao Brasil para assinar acordo

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, chegou ontem a Brasília, onde hoje participa das comemorações do Dia da Independência ao lado do presidente Lula e assina um acordo de cooperação militar histórico.

Esse acordo inclui a compra de quatro submarinos convencionais, 51 helicópteros Cougar EC-724 e 36 aviões de caça Rafale, e a construção de um submarino nuclear, para reequipar as Forças Armadas do Brasil. O valor será de cerca de US$ 12 bilhões.

Um dos argumentos utilizados pelo governo Lula para justificar a opção pela França foi a promessa de transferência de tecnologia. Há uma preocupação de fugir da dependência dos EUA, vistos por militares nacionalistas e grupos de esquerda como a principal ameaça à segurança nacional.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Submarinos nucleares se chocam no Atlântico

Dois submarinos nucleares, um da França e outro do Reino Unido, colidiram no fundo do Oceano Atlântico em 4 de fevereiro de 2009, mas a notícia só foi confirmada oficialmente hoje. Não houve feridos entre os 250 marinheiros a bordo, nem vazamento de radioatividade, afirmaram os dois governos.

O submarino francês Le Triomphant e o britânico Vanguard, ambos equipados com armas atômicas, faziam um patrulhamento de rotina quando bateram.

Em declaração oficial, o comandante da Marinha Real britânica, almirante Jonathan Band, disse que "os submarinos entraram em contato a velocidades muito baixas. Não houve feridos, vazamento de radioatividade nem comprometimento da segurança nuclear. O Vanguard retornou em segurança, com suas próprias forças, para sua base, em Faslane, na Escócia".

A Marinha da França admitira em 6 de fevereiro que Le Triomphant havia sido atingido, mas acreditava que tivesse sido por um contêiner de carga. Ele voltou à base, em Brest, na França, com o equipamento de sonar danificado. O sonar é um sistema de orientação baseado em ultrassons.

Não está explicado como dois submarinos de alta tecnologia bateram sem perceber a presença um do outro.

Foi o pior acidente com um submarino nuclear desde o naufrágio do Kursk, da Rússia, em 2000, quando todos os 118 tripulantes morreram.

domingo, 9 de novembro de 2008

Acidente mata 20 em submarino nuclear russo

Mais de 20 marinheiros e trabalhadores da indústria naval morreram neste domingo, 9 de novembro de 2008, em um acidente a bordo de um submarino nuclear russo no Oceano Pacífico, revelou em Moscou a Marinha da Rússia.

Outras 21 pessoas ficaram feridas. Foram resgatadas por um navio que escoltava o submarino.

O reator nuclear do submarino funcionava normalmente e os níveis de radiação eram normais, declarou o porta-voz da Marinha, capitão Igor Dygalo. Mas um sistema antiincêndio entrou em operação por erro.

A Marinha da Rússia entrou em decadência no fim da União Soviética e sofreu graves acidentes. O pior foi a tragédia do submarino Kursk, que afundou no Ártico, matando todas 118 pessoas a bordo, em 2000.

Dentro da política de resgatar o poder imperial perdido com o colapso do comunismo e da URSS, o ex-presidente e agora primeiro-ministro Vladimir Putin quer modernizar e reequipar as Forças Armadas.

Dez anos depois do colapso do rublo na seqüência da crise asiática, a Rússia enriqueceu com a alta nos preços do petróleo e de outros produtos primários, equilibrou as contas públicas e acumulou reservas cambiais em moedas fortes de US$ 515 bilhões.

Com a autoconfiança restaurada, o Kremlin mandou um grupo naval para participar da manobras conjuntas com a Venezuela, perto do litoral dos Estados Unidos, neste mês de novembro de 2008.

Quando o presidente venezuelano, Hugo Chávez, fez o convite, os americanos ironizaram dizendo que a Marinha da Rússia não tem muitos navios em condições de realizar uma viagem dessas, desprezando a força naval russa.

O acidente mostra que a modernização das Forças Armadas da Rússia ainda é um desafio, um sonho distante para um Putin cada vez mais autoritário. A Rússia foi o único país que teve uma reação agressiva diante da eleição de Barack Obama.

Aqui na América Latina, os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e da Venezuela, Hugo Chávez, que tinham expulsado os embaixadores americanos, manifestaram a intenção de reatar relações com Washington no governo Obama.

A Rússia ameaçou instalar mísseis em Kaliningrado, um enclave no Mar Báltico entre a Polônia e a Lituânia. A cidade nasceu em 1255 como Koenigsberg. Era parte da Prússia Oriental.

Lá nasceu e viveu o filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804).

Em 1946, sob ocupação da União Soviética, foi rebatizada Kaliningrado em homenagem póstuma a Mikhail Kalinin, que era um dos bolcheviques que tinham lutado na Revolução de Outubro, em 1917, e chegou a presidente do Presidium do Soviete Supremo da URSS.

Uma cabeça de praia no Báltico, Kaliningrado era base da Frota do Báltico da URSS durante a Guerra Fria.