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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 30 de Setembro

 FLAUTA MÁGICA

    Em 1791, a ópera A Flauta Mágica, de Wolfgang Amadeus Mozart, estreia em Viena.

Um dos maiores músicos e compositores de todos os tempos, Mozart nasce em Salzburgo, na Áustria, em 27 de janeiro de 1756, ano em que o pai, Leopold, publica um manual sobre como tocar violino. 

O talento do menino é formidável. Aos três anos, tira os primeiros acordes no cravo. Aos quatro, toca pequenas peças. Aos cinco, compõe. O pai leva o menino-prodígio a viajar pela Europa. 

Em Paris, Mozart publica sua primeira composição: uma sonata para teclado e violino dedicada a uma princesa real. Em Londres, conhece Johann Christian Bach, filha mais moço de Johann Sebastian Bach, outro dos maiores compositores da história. Sob sua influência, Mozart compõe sua primeira sinfonia.

Aos 13 anos, Mozart domina a linguagem musical. Como nenhum outro compositor, escreve músicas de todos os gêneros de sua época e é excelente em todos. Ao todo, compôs 626 músicas.

PRIMEIRO DEPUTADO HISPÂNICO

    Em 1822, Joseph Marion Hernández é o primeiro hispânico eleito para o Congresso dos Estados Unidos.


Hernández nasce na Espanha e morre em Cuba. Durante a vida, é o primeiro hispano-americano a servir no alto nível de um dos três poderes dos EUA.

WILSON DEFENDE VOTO FEMININO

    Em 1918, o presidente Woodrow Wilson defende o voto feminino em discurso no Congresso dos Estados Unidos.

A Câmara dos Representantes aprova a 19ª Emenda à Constituição dos EUA, que institui o voto feminino, mas ainda falta a aprovação do Senado.

Em 1917, Wilson enfrenta piquetes de sufragettes que o acusam de não se importar com sua causa. Várias ativistas são presas e fazem greve de fome na cadeia. Quando sabe que elas estão sendo alimentadas à força, Wilson decide fazer o pronunciamento.

Mesmo assim, a emenda só é aprovada em 4 de junho de 1919. Ela diz que “o direito de voto dos cidadãos dos EUA não pode ser negado ou restringido com base no sexo.”

ACORDO DE MUNIQUE

    Em 1938, os primeiros-ministros do Reino Unido, Neville Chamberlain, e da França, Edouard Baladier, cedem a região dos Sudetos, na Tcheco-Eslováquia, à Alemanha de Adolf Hitler para evitar a guerra, mas só conseguem adiá-la por um ano.

Depois de anexar a Áustria na primavera de 1938, Hitler começa a apoiar a reivindicação dos tcheco-eslovacos de origem alemã da região dos Sudetos por relações mais próximas com a Alemanha, dentro de seus planos para criar a Grande Alemanha.

Hitler exige, em 22 de setembro, a cessão imediata dos Sudetos e a remoção da população de origem eslava. No dia seguinte, a Tcheco-Eslováquia mobiliza o Exército, mas a França e o Reino Unido decidem evitar a guerra.

Chamberlain e Baladier vão a Munique em 24 de setembro e acabam entregando os Sudetos a Hitler. De volta a Londres, Chamberlain apresenta o Acordo de Munique como uma garantia de “paz no nosso tempo”.

Em março de 1939, a Alemanha toma o resto da Tcheco-Eslováquia. A invasão da Polônia pelos nazistas, em 1º de setembro de 1939, marca o início da Segunda Guerra Mundial na Europa. Mais uma vez, Hitler alega que as populações de origem alemã estão sendo perseguidas. Desta vez, a França e o Reino Unido declaram guerra à Alemanha.

PONTE AÉREA DE BERLIM

    Em 1949, depois de mais de 278 mil voos que transportam 2.323.738 toneladas de carga em um ano e três meses, termina a Ponte Aérea dos aliados ocidentais para romper o Bloqueio de Berlim Ocidental, imposto pelo ditador soviético Josef Stalin em 24 de junho de 1948.

Quando termina a Segunda Guerra Mundial (1939-45), os Estados Unidos, o Reino Unido, a França e a União Soviética ocupam a Alemanha. Os setores dominados pelas potências ocidentais adotam o sistema capitalista e a parte soviética o regime comunista.

Berlim, a capital da Alemanha, também é dividida e fica dentro do lado oriental. Berlim Ocidental se torna então um enclave capitalista no setor soviético. Quando os aliados anunciam a formação do que seria a Alemanha Ocidental, a URSS reage. Ao bloquear o acesso terrestre à cidade, Stalin pressiona os aliados ocidentais a ceder o controle da cidade, mas perde a parada.

Em resposta ao Bloqueio de Berlim, nasce em 4 de abril de 1949 a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos EUA, para conter o expansionismo soviético.

NAUTILUS ENTRA EM AÇÃO

    Em 1954, o Nautilus, primeiro submarino nuclear, entra em atividade.

O Congresso dos Estados Unidos autoriza a fabricação do submarino nuclear em julho de 1951. A construção começa em 14 de junho de 1952 no estaleiro da General Electric em Connecticut. 

Em 21 de janeiro de 1954, a primeira-dama Mamie Eisenhower quebra uma garrafa de champanha no casco e o Nautilus é lançado ao mar.

Muito maior do que os antigos submarinos movidos a óleo diesel, o Nautilus tem 97 metros de comprimento e atinge uma velocidade de 37 quilômetros por hora. Em 1958, faz a primeira viagem sob o Polo Norte.

ANO EM QUE VIVEMOS PERIGOSAMENTE

    Em 1965, militares rebeldes do Movimento 30 de Setembro sequestram sete generais dos quais seis seriam mortos na madrugada do dia seguinte numa tentativa de golpe frustrada na Indonésia. O movimento alega que dá o golpe para evitar um golpe contra o presidente Ahmed Sukarno, um nacionalista de esquerda, que é derrubado num golpe liderado pelo general Mohamed Suharto com o apoio dos Estados Unidos durante a Guerra Fria.


No fim de 1º de outubro, Suharto toma a iniciativa. Os líderes militares que tomam o poder acusam o Partido Comunista da Indonésia (PKI) de estar por trás da primeira tentativa de golpe. Os comunistas negam qualquer responsabilidade e atribuem a conspiração ao Exército como parte do plano para derrubar Sukarno, que perde os poderes gradualmente até ser substituído por Suharto em março de 1967.

A ditadura militar persegue e massacra os comunistas, a começar por Java e Báli. O total de mortes é estimado em um milhão. É O Ano em que Vivemos Perigosamente, título de um filme sobre a tragédia indonésia. O governo dos EUA sabia de tudo, como revelam documentos secretos desclassificados em 2017 que estão no Arquivo da Segurança Nacional.

Suharto governa como um ditador até 1998, quando cai em meio à Crise Asiática de 1997.

CARICATURAS DE MAOMÉ

    Em 2005, o jornal diário dinamarquês Jyllands Posten publica caricaturas satíricas do profeta Maomé e deflagra uma onda de protestos de muçulmanos no mundo inteiro que vai até fevereiro de 2006, com mais de 250 mortes.

O islamismo só venera Alá (Deus, em árabe). Tem uma grande preocupação de prevenir a idolatria. Não há santos nem nada mais a ser cultuado. As correntes mais radicais proíbem até mesmo a representação da figura humana, o que leva a um conflito com a morte de um príncipe quando a televisão é instalada na Arábia Saudita.

Assim, a visão sarcástica e humorística do jornal dinamarquês é considerada uma blasfêmia em alto grau. O jornal se defende alegando que quer apenas provocar o debate sobre a crítica ao islamismo e a autocensura. Organizações muçulmanas dinamarquesas entram na Justiça, que rejeita o caso em nome da liberdade de imprensa.

Para o primeiro-ministro Anders Fogh Rasmussen, é o pior problema de política externa da Dinamarca depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45). Aumenta a tensão entre o Ocidente e os países muçulmanos, que já era grande com os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 e a Guerra contra o Terror do governo George W. Bush (2001-9), com as invasões do Afeganistão em 2001 e do Iraque em 2003.

O caso provoca um debate sobre liberdade de expressão e tolerância religiosa.

Dez anos depois, em 7 de janeiro de 2015, o jornal semanal francês Charlie Hebdo publica caricaturas de Maomé e é alvo de um atentado terrorista em Paris em que e 12 pessoas, 11 funcionários do jornal e um policial, são metralhados.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 3 de Agosto

COLOMBO ZARPA PARA A AMÉRICA

     Em 1492, o navegador genovês Cristóvão Colombo sai do porto de Palos, na Espanha, com três caravelas – Santa María, Pinta e Niña – tentando chegar às Índias e acaba descobrindo a América para os europeus. 

Em 12 de outubro, a expedição ancora na ilha de Guanahani. Depois, chega a Cuba em 28 de outubro e a Hispaniola, a ilha dividida hoje entre Haiti e República Dominicana, em 6 de dezembro.

A Santa Maria encalha em 24 de dezembro. Colombo e seus homens erguem então o Forte da Natividade, a primeira fortaleza da América, e criam uma pequena colônia com 39 homens. Em 16 de janeiro, eles partem de volta à Europa, mas uma tempestade afasta as caravelas. 

A Pinta chega à Espanha no fim de fevereiro e dá a notícia a Fernando de Aragão e Isabel de Castela, que recebem o título de Reis Católicos do papa Alexandre VI por expandir a fé. Colombo volta na Niña, que para na ilha portuguesa de Santa Maria, no Arquipélago dos Açores, e atraca em Lisboa em 4 de março.

Depois de sete meses e 23 dias de viagem, o navegador regressa a Palos. No mês seguinte, é recebido pelos reis da Espanha em Badalona.

Ao todo, Colombo vem quatro vezes à América. Ao morrer aos 55 anos, em 20 de maio de 1506, em Valladolid, na Espanha, ainda acredita ter chegado às Índias, Por isso, o continente é batizado em homenagem ao navegador florentino Américo Vespúcio, um dos primeiros a descrevê-lo como o Novo Mundo.

TERRA NOVA PARA A RAINHA

    Em 1583, o navegante inglês Humphrey Gilbert chega a São João, na Terra Nova, hoje parte do Canadá, e reivindica a posse do território para a rainha Elizabeth I da Inglaterra.

O lugar é batizado por João Cabot, um navegador italiano, um dos primeiros a chegar à América, sob patrocínio do rei Henrique VII da Inglaterra, em 1497.

Meio-irmão de Sir Walter Raleigh e primo de Sir Richard Grenville, Gilbert nasce em 1539, estuda navegação e ciências militares na Universidade de Oxford e entra para o Exército Real. Em 1566, ele propõe uma viagem em busca da Passagem do Noroeste, que permita chegar à Ásia pelo Norte do Oceano Atlântico. 

A rainha Elizabeth I não aceita a sugestão e o envia em 1567 à Irlanda, onde Gilbert reprime brutalmente uma revolta e faz planos para criar colônias protestantes na província de Munster, no Sul da Irlanda. Como recompensa, ganha o título de cavaleiro em 1570.

Em 1572, Gilbert comanda uma força de 1,5 mil voluntários que luta ao lado da revolta holandesa contra a Espanha.

Na sua última viagem, ele sai de Plymouth em 11 de junho de 1583, chega a São João em 3 de agosto. Ao navegar rumo ao sul, perde um navio em 29 de agosto e naufraga na volta à Europa perto do Arquipélago dos Açores em setembro, durante uma tempestade no Oceano Atlântico.

LA SCALA DE MILÃO

    Em 1778, o teatro de ópera La Scala é aberto em Milão com a apresentação de Europa riconosciuta, de Antonio Salieri.

Uma das mais famosas casas de ópera do mundo, o Teatro Scala é construído por ordem da imperatriz Maria Teresa da Áustria, que na época domina o Norte da Itália, para substituir o Teatro Regio Ducale. O projeto é do arquiteto italiano Giuseppe Piermarini.

Lá se apresentam óperas de Gioachino Rossini, Giuseppe Verdi, Giacomo Puccini, Richard Wagner, Richard Strauss, Igor Stravinsky e Claude Debussy, entre outros.

ALEMANHA E FRANÇA DECLARAM GUERRA UMA À OUTRA

    Em 1914, dois dias depois de declarar guerra à Rússia, a Alemanha declara guerra à França, que faz o mesmo três horas depois e prepara a invasão das províncias da Alsácia e da Lorena, tomadas pela Alemanha na Guerra Franco-Prussiana (1870-71).

A Primeira Guerra Mundial (1914-18) é provocada pelo assassinato do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, arquiduque Francisco Ferdinando, em Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, pelo estudante radical sérvio Gavrilo Princip.

Um mês depois, a Áustria-Hungria, aliada da Alemanha, declara guerra e ataca a Sérvia, aliada da Rússia, da França e do Reino Unido.

Horas depois das declarações de guerra entre Alemanha e França, o secretário do Exterior britânico, Edward Gray, vai ao Parlamento Britânico defender a entrada do Reino Unido na guerra, se a Alemanha violar a neutralidade da Bélgica, o que acontece no dia seguinte, 4 de agosto.

EX-DIPLOMATA É ENFORCADO NO REINO UNIDO

    Em 1916, Sir Roger Casement, um diploma britânico nascido na Irlanda e condecorado como cavaleiro pelo rei George V, é enforcado sob a acusação de traição por apoiar a Revolta da Páscoa na Irlanda.

Casement, um irlandês protestante, fica famoso ao denunciar a escravidão no Congo e na Amazônia, inclusive no Brasil. 

Apesar da origem no Úlster protestante, se torna partidário do movimento pela independência da Irlanda. Depois do início da Primeira Guerra Mundial (1914-18), vai à Alemanha e aos Estados Unidos em busca de ajuda para o movimento nacionalista irlandês.

A Alemanha, que está em guerra com o Reino Unido, promete uma ajuda limitada. Casement volta à Irlanda levado por um submarino alemão. É preso em 21 de abril de 1916, dias antes do início, em Dublin, na Revolta da Páscoa. No fim do mês, a rebelião é derrotada.

O ex-diplomata é condenado à morte em 29 de julho de 1916 e enforcado cinco dias depois.

ATLETA NEGRO DERRUBA MITO DA SUPERIORIDADE ARIANA

    Em 1936, o atleta negro norte-americano Jesse Owens vence a prova dos 100 metros rasos na Olimpíada de Berlim. 

É seu primeiro ouro olímpico. Com quatro medalhas de ouro ao todo, Owens derruba o mito de superioridade ariana, uma das fundações ideológicas do regime nazista que domina a Alemanha até o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

No primeiro dia de competição, 2 de agosto, Hitler cumprimenta todos os medalhistas de ouro alemães e alguns finlandeses. Deixa o Estádio Olímpico antes do salto do afro-americano Cornelius Johnson, campeão do salto em altura.

Na volta aos EUA, onde há segregação racial, Owens afirma que é mais maltratado nos EUA do que na Alemanha Nazista.

SUBMARINO NUCLEAR PASSA SOB O POLO NORTE

    Em 1958, o Nautilus, primeiro submarino nuclear da história, faz a primeira viagem sob o Polo Norte.

Com 116 pessoas a bordo, inclusive quatro cientistas, o Nautilus submerge em Point Barrow, no Alasca, e anda cerca de 1,6 mil quilômetros sob a calota polar do Ártico, a uma profundidade de 150 metros até chegar ao Polo Norte.

O submarino nuclear é construído sob o comando do capitão Hyman Rickover, um brilhante engenheiro nascido na Rússia que adere ao programa nuclear dos Estados Unidos em 1946. Ele começa a tocar o projeto no ano seguinte.

A primeira-dama Mamie Eisenhower lança a embarcação quebrando uma garrafa de champanha no casco do Nautilus em 30 de setembro de 1954 no Rio Tâmisa em Groton, no estado de Connecticut. Em 17 de janeiro de 1955, o Nautilus usa pela primeira vez a propulsão nuclear.

Muito maior do que os submarinos anteriores, o Nautilus tem 97 metros de comprimento, desloca 3,18 toneladas de água e pode ficar longos períodos submerso porque o motor usa pequenas quantidades de urânio e não precisa de ar. Pode navegar debaixo d'água a uma velocidade superior a 20 nós, cerca de 37 quilômetros por hora.

Depois de viajar 800 mil quilômetros em 25 anos, o Nautilus é desativado em 3 de março de 1980. Está em exposição no Museu da Força Submarina, em Groton, em Connecticut.

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terça-feira, 30 de setembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 30 de Setembro

 FLAUTA MÁGICA

    Em 1791, a ópera A Flauta Mágica, de Wolfgang Amadeus Mozart, estreia em Viena.

Um dos maiores músicos e compositores de todos os tempos, Mozart nasce em Salzburgo, na Áustria, em 27 de janeiro de 1756, ano em que o pai, Leopold, publica um manual sobre como tocar violino. 

O talento do menino é formidável. Aos três anos, tira os primeiros acordes no cravo. Aos quatro, toca pequenas peças. Aos cinco, compõe. O pai leva o menino-prodígio a viajar pela Europa. 

Em Paris, Mozart publica sua primeira composição: uma sonata para teclado e violino dedicada a uma princesa real. Em Londres, conhece Johann Christian Bach, filha mais moço de Johann Sebastian Bach, outro dos maiores compositores da história. Sob sua influência, Mozart compõe sua primeira sinfonia.

Aos 13 anos, Mozart domina a linguagem musical. Como nenhum outro compositor, escreve músicas de todos os gêneros de sua época e é excelente em todos.

PRIMEIRO DEPUTADO HISPÂNICO

    Em 1822, Joseph Marion Hernández é o primeiro hispânico eleito para o Congresso dos Estados Unidos.


Hernández nasce na Espanha e morre em Cuba. Durante a vida, é o primeiro hispano-americano a servir no alto nível de um dos três poderes dos EUA.

WILSON DEFENDE VOTO FEMININO

    Em 1918, o presidente Woodrow Wilson defende o voto feminino em discurso no Congresso dos Estados Unidos.

A Câmara dos Representantes aprova a 19ª Emenda à Constituição dos EUA, que institui o voto feminino, mas ainda falta a aprovação do Senado.

Em 1917, Wilson enfrenta piquetes de sufragettes que o acusam de não se importar com sua causa. Várias ativistas são presas e fazem greve de fome na cadeia. Quando sabe que elas estão sendo alimentadas à força, Wilson decide fazer o pronunciamento.

Mesmo assim, a emenda só é aprovada em 4 de junho de 1919. Ela diz que “o direito de voto dos cidadãos dos EUA não pode ser negado ou restringido com base no sexo.”

ACORDO DE MUNIQUE

    Em 1938, os primeiros-ministros do Reino Unido, Neville Chamberlain, e da França, Edouard Baladier, cedem a região dos Sudetos, na Tcheco-Eslováquia, à Alemanha de Adolf Hitler para evitar a guerra, mas só conseguem adiá-la por um ano.

Depois de anexar a Áustria na primavera de 1938, Hitler começa a apoiar a reivindicação dos tcheco-eslovacos de origem alemã da região dos Sudetos por relações mais próximas com a Alemanha, dentro de seus planos para criar a Grande Alemanha.

Hitler exige, em 22 de setembro, a cessão imediata dos Sudetos e a remoção da população de origem eslava. No dia seguinte, a Tcheco-Eslováquia mobiliza o Exército, mas a França e o Reino Unido decidem evitar a guerra.

Chamberlain e Baladier vão a Munique em 24 de setembro e acabam entregando os Sudetos a Hitler. De volta a Londres, Chamberlain apresenta o Acordo de Munique como uma garantia de “paz no nosso tempo”.

Em março de 1939, a Alemanha toma o resto da Tcheco-Eslováquia. A invasão da Polônia pelos nazistas, em 1º de setembro de 1939, marca o início da Segunda Guerra Mundial. Mais uma vez, Hitler alega que as populações de origem alemã estão sendo perseguidas. Desta vez, a França e o Reino Unido declaram guerra à Alemanha.

PONTE AÉREA DE BERLIM

    Em 1949, depois de mais de 278 mil voos que transportam 2.323.738 toneladas de carga em um ano e três meses, termina a Ponte Aérea dos aliados ocidentais para romper o Bloqueio de Berlim Ocidental, imposto pelo ditador soviético Josef Stalin em 24 de junho de 1948.

Quando termina a Segunda Guerra Mundial (1939-45), os Estados Unidos, o Reino Unido, a França e a União Soviética ocupam a Alemanha. Os setores dominados pelas potências ocidentais adotam o sistema capitalista e a parte soviética o regime comunista.

Berlim, a capital da Alemanha, também é dividida e fica dentro do lado oriental. Berlim Ocidental se torna então um enclave capitalista no setor soviético. Quando os aliados anunciam a formação do que seria a Alemanha Ocidental, a URSS reage. Ao bloquear o acesso terrestre à cidade, Stalin pressiona os aliados ocidentais a ceder o controle da cidade, mas perde a parada.

Em resposta ao Bloqueio de Berlim, nasce em 4 de abril de 1949 a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos EUA, para conter o expansionismo soviético.

NAUTILUS ENTRA EM AÇÃO

    Em 1954, o Nautilus, primeiro submarino nuclear, entra em atividade.

O Congresso dos Estados Unidos autoriza a fabricação do submarino nuclear em julho de 1951. A construção começa em 14 de junho de 1952 no estaleiro da General Electric em Connecticut. 

Em 21 de janeiro de 1954, a primeira-dama Mamie Eisenhower quebra uma garrafa de champanha no casco e o Nautilus é lançado ao mar.

Muito maior do que os antigos submarinos movidos a óleo diesel, o Nautilus tem 97 metros de comprimento e atinge uma velocidade de 37 quilômetros por hora. Em 1958, faz a primeira viagem sob o Polo Norte.

ANO EM QUE VIVEMOS PERIGOSAMENTE

    Em 1965, militares rebeldes do Movimento 30 de Setembro sequestram sete generais dos quais seis seriam mortos na madrugada do dia seguinte numa tentativa de golpe frustrada na Indonésia. O movimento alega que dá o golpe para evitar um golpe contra o presidente Ahmed Sukarno, um nacionalista de esquerda, que é derrubado num golpe liderado pelo general Mohamed Suharto com o apoio dos Estados Unidos durante a Guerra Fria.


No fim de 1º de outubro, Suharto toma a iniciativa. Os líderes militares que tomam o poder acusam o Partido Comunista da Indonésia (PKI) de estar por trás da primeira tentativa de golpe. Os comunistas negam qualquer responsabilidade e atribuem a conspiração ao Exército como parte do plano para derrubar Sukarno, que perde os poderes gradualmente até ser substituído por Suharto em março de 1967.

A ditadura militar persegue e massacra os comunistas, a começar por Java e Báli. O total de mortes é estimado em um milhão. É O Ano em que Vivemos Perigosamente, título de um filme sobre a tragédia indonésia. O governo dos EUA sabia de tudo, como revelam documentos secretos desclassificados em 2017 que estão no Arquivo da Segurança Nacional.

Suharto governa como um ditador até 1998, quando cai em meio à Crise Asiática de 1997.

CARICATURAS DE MAOMÉ

    Em 2005, o jornal diário dinamarquês Jyllands Posten publica caricaturas satíricas do profeta Maomé e deflagra uma onda de protestos de muçulmanos no mundo inteiro que vai até fevereiro de 2006, com mais de 250 mortes.

O islamismo só venera Alá (Deus, em árabe). Tem uma grande preocupação de prevenir a idolatria. Não há santos nem nada mais a ser cultuado. As correntes mais radicais proíbem até mesmo a representação da figura humana, o que leva a um conflito com a morte de um príncipe quando a televisão é instalada na Arábia Saudita.

Assim, a visão sarcástica e humorística do jornal dinamarquês é considerada uma blasfêmia em alto grau. O jornal se defende alegando que quer apenas provocar o debate sobre a crítica ao islamismo e a autocensura. Organizações muçulmanas dinamarquesas entram na Justiça, que rejeita o caso em nome da liberdade de imprensa.

Para o primeiro-ministro Anders Fogh Rasmussen, é o pior problema de política externa da Dinamarca depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45). Aumenta a tensão entre o Ocidente e os países muçulmanos, que já era grande com os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 e a Guerra contra o Terror do governo George W. Bush (2001-9), com as invasões do Afeganistão em 2001 e do Iraque em 2003.

O caso provoca um debate sobre liberdade de expressão e tolerância religiosa.

Dez anos depois, em 7 de janeiro de 2015, o jornal semanal francês Charlie Hebdo publica caricaturas de Maomé e é alvo de um atentado terrorista em Paris em que e 12 pessoas, 11 funcionários do jornal e um policial, são metralhados.

domingo, 3 de agosto de 2025

Hoje na História do Mundo: 3 de Agosto

 COLOMBO ZARPA PARA A AMÉRICA

     Em 1492, o navegador genovês Cristóvão Colombo sai do porto de Palos, na Espanha, com três caravelas – Santa María, Pinta e Niña – tentando chegar às Índias e acaba descobrindo a América para os europeus. 

Em 12 de outubro, a expedição ancora na ilha de Guanahani. Depois, chega a Cuba em 28 de outubro e a Hispaniola, a ilha dividida hoje entre Haiti e República Dominicana, em 6 de dezembro.

A Santa Maria encalha em 24 de dezembro. Colombo e seus homens erguem então o Forte da Natividade, a primeira fortaleza da América, e criam uma pequena colônia com 39 homens. Em 16 de janeiro, eles partem de volta à Europa, mas uma tempestade afasta as caravelas. 

A Pinta chega à Espanha no fim de fevereiro e dá a notícia a Fernando de Aragão e Isabel de Castela, que recebem o título de Reis Católicos do papa Alexandre VI por expandir a fé. Colombo volta na Niña, que para na ilha portuguesa de Santa Maria, no Arquipélago dos Açores, e atraca em Lisboa em 4 de março.

Depois de sete meses e 23 dias de viagem, o navegador regressa a Palos. No mês seguinte, é recebido pelos reis da Espanha em Badalona.

Ao todo, Colombo vem quatro vezes à América. Ao morrer aos 55 anos, em 20 de maio de 1506, em Valladolid, na Espanha, ainda acredita ter chegado às Índias, Por isso, o continente é batizado em homenagem ao navegador florentino Américo Vespúcio, um dos primeiros a descrevê-lo como o Novo Mundo.

TERRA NOVA PARA A RAINHA

    Em 1583, o navegante inglês Humphrey Gilbert chega a São João, na Terra Nova, hoje parte do Canadá, e reivindica a posse do território para a rainha Elizabeth I da Inglaterra.

O lugar é batizado por João Cabot, um navegador italiano, um dos primeiros a chegar à América, sob patrocínio do rei Henrique VII da Inglaterra, em 1497.

Meio-irmão de Sir Walter Raleigh e primo de Sir Richard Grenville, Gilbert nasce em 1539, estuda navegação e ciências militares na Universidade de Oxford e entra para o Exército Real. Em 1566, ele propõe uma viagem em busca da Passagem do Noroeste, que permita chegar à Ásia pelo Norte do Oceano Atlântico. 

A rainha Elizabeth I não aceita a sugestão e o envia em 1567 à Irlanda, onde Gilbert reprime brutalmente uma revolta e faz planos para criar colônias protestantes na província de Munster, no Sul da Irlanda. Como recompensa, ganha o título de cavaleiro em 1570.

Em 1572, Gilbert comanda uma força de 1,5 mil voluntários que luta ao lado da revolta holandesa contra a Espanha.

Na sua última viagem, ele sai de Plymouth em 11 de junho de 1583, chega a São João em 3 de agosto. Ao navegar rumo ao sul, perde um navio em 29 de agosto e naufraga na volta à Europa perto do Arquipélago dos Açores em setembro, durante uma tempestade no Oceano Atlântico.

LA SCALA DE MILÃO

    Em 1778, o teatro de ópera La Scala é aberto em Milão com a apresentação de Europa riconosciuta, de Antonio Salieri.

Uma das mais famosas casas de ópera do mundo, o Teatro Scala é construído por ordem da imperatriz Maria Teresa da Áustria, que na época domina o Norte da Itália, para substituir o Teatro Regio Ducale. O projeto é do arquiteto italiano Giuseppe Piermarini.

Lá se apresentam óperas de Gioachino Rossini, Giuseppe Verdi, Giacomo Puccini, Richard Wagner, Richard Strauss, Igor Stravinsky e Claude Debussy, entre outros.

ALEMANHA E FRANÇA DECLARAM GUERRA UMA À OUTRA

    Em 1914, dois dias depois de declarar guerra à Rússia, a Alemanha declara guerra à França, que faz o mesmo três horas depois e prepara a invasão das províncias da Alsácia e da Lorena, que ficaram com a Alemanha no fim da Guerra Franco-Prussiana (1870-71).

A Primeira Guerra Mundial (1914-18) é deflagrada pelo assassinato do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, arquiduque Francisco Ferdinando, em Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, pelo estudante radical sérvio Gavrilo Princip.

Um mês depois, a Áustria-Hungria, aliada da Alemanha, declara guerra e ataca a Sérvia, aliada da Rússia, da França e do Reino Unido.

Horas depois das declarações de guerra entre Alemanha e França, o secretário do Exterior britânico, Edward Gray, vai ao Parlamento Britânico defender a entrada do Reino Unido na guerra, se a Alemanha violar a neutralidade da Bélgica.

EX-DIPLOMATA É ENFORCADO NO REINO UNIDO

    Em 1916, Sir Roger Casement, um diploma britânico nascido na Irlanda e condecorado como cavaleiro pelo rei George V, é enforcado sob a acusação de traição por apoiar a Revolta da Páscoa na Irlanda.

Casement, um irlandês protestante, fica famoso ao denunciar a escravidão no Congo e na Amazônia, inclusive no Brasil. 

Apesar da origem no Úlster protestante, se torna partidário do movimento pela independência da Irlanda. Depois do início da Primeira Guerra Mundial (1914-18), vai à Alemanha e aos Estados Unidos em busca de ajuda para o movimento nacionalista irlandês.

A Alemanha, que está em guerra com o Reino Unido, promete uma ajuda limitada. Casement volta à Irlanda levado por um submarino alemão. É preso em 21 de abril de 1916, dias antes do início, em Dublin, na Revolta da Páscoa. No fim do mês, a rebelião é derrotada.

O ex-diplomata é condenado à morte em 29 de julho de 1916 e enforcado cinco dias depois.

ATLETA NEGRO DERRUBA MITO DA SUPERIORIDADE ARIANA

    Em 1936, o atleta negro norte-americano Jesse Owens vence a prova dos 100 metros rasos na Olimpíada de Berlim. 

É seu primeiro ouro olímpico. Com quatro medalhas de ouro ao todo, Owens derruba o mito de superioridade ariana, uma das fundações ideológicas do regime nazista que domina a Alemanha até o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

No primeiro dia de competição, 2 de agosto, Hitler cumprimenta todos os medalhistas de ouro alemães e alguns finlandeses. Deixa o Estádio Olímpico antes do salto do afro-americano Cornelius Johnson, campeão do salto em altura.

Na volta aos EUA, onde há segregação racial, ele afirma que é mais maltratado nos EUA do que na Alemanha Nazista.

SUBMARINO NUCLEAR PASSA SOB O POLO NORTE

    Em 1958, o Nautilus, primeiro submarino nuclear da história, faz a primeira viagem sob o Polo Norte.

Com 116 pessoas a bordo, inclusive quatro cientistas, o Nautilus submerge em Point Barrow, no Alasca, e anda cerca de 1,6 mil quilômetros sob a calota polar do Ártico, a uma profundidade de 150 metros até chegar ao Polo Norte.

O submarino nuclear é construído sob o comando do capitão Hyman Rickover, um brilhante engenheiro nascido na Rússia que adere ao programa nuclear dos Estados Unidos em 1946. Ele começa a tocar o projeto no ano seguinte.

A primeira-dama Mamie Eisenhower lança a embarcação quebrando uma garrafa de champanha no casco do Nautilus em 30 de setembro de 1954 no Rio Tâmisa em Groton, no estado de Connecticut. Em 17 de janeiro de 1955, o Nautilus usa pela primeira vez a propulsão nuclear.

Muito maior do que os submarinos anteriores, o Nautilus tem 97 metros de comprimento, desloca 3,18 toneladas de água e pode ficar longos períodos submerso porque o motor usa pequenas quantidades de urânio e não precisa de ar. Pode navegar debaixo d'água a uma velocidade superior a 20 nós, cerca de 37 quilômetros por hora.

Depois de viajar 800 mil quilômetros em 25 anos, o Nautilus é desativado em 3 de março de 1980. Está em exposição no Museu da Força Submarina, em Groton, em Connecticut.

segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 30 de Setembro

 FLAUTA MÁGICA

    Em 1791, a ópera A Flauta Mágica, de Wolfgang Amadeus Mozart, estreia em Viena.

Um dos maiores músicos e compositores de todos os tempos, Mozart nasce em Salzburgo, na Áustria, em 27 de janeiro de 1756, ano em que o pai, Leopold, publica um manual sobre como tocar violino. 

O talento do menino é formidável. Aos três anos, tira os primeiros acordes no cravo. Aos quatro, toca pequenas peças. Aos cinco, compõe. O pai leva o menino-prodígio a viajar pela Europa. 

Em Paris, Mozart publica sua primeira composição: uma sonata para teclado e violino dedicada a uma princesa real. Em Londres, conhece Johann Christian Bach, filha mais moço de Johann Sebastian Bach, outro dos maiores compositores da história. Sob sua influência, Mozart compõe sua primeira sinfonia.

Aos 13 anos, Mozart domina a linguagem musical. Como nenhum outro compositor, escreve músicas de todos os gêneros de sua época e é excelente em todos.

PRIMEIRO DEPUTADO HISPÂNICO

    Em 1822, Joseph Marion Hernández é o primeiro hispânico eleito para o Congresso dos Estados Unidos.


Hernández nasce na Espanha e morre em Cuba. Durante a vida, é o primeiro hispano-americano a servir no alto nível de um dos três poderes dos EUA.

WILSON DEFENDE VOTO FEMININO

    Em 1918, o presidente Woodrow Wilson defende o voto feminino em discurso no Congresso dos Estados Unidos.

A Câmara dos Representantes aprova a 19ª Emenda à Constituição dos EUA, que institui o voto feminino, mas ainda falta a aprovação do Senado.

Em 1917, Wilson enfrenta piquetes de sufragettes que o acusam de não se importar com sua causa. Várias ativistas são presas e fazem greve de fome na cadeia. Quando sabe que elas estão sendo alimentadas à força, Wilson decide fazer o pronunciamento.

Mesmo assim, a emenda só é aprovada em 4 de junho de 1919. Ela diz que “o direito de voto dos cidadãos dos EUA não pode ser negado ou restringido com base no sexo.”

ACORDO DE MUNIQUE

    Em 1938, os primeiros-ministros do Reino Unido, Neville Chamberlain, e da França, Edouard Baladier, cedem a região dos Sudetos, na Tcheco-Eslováquia, à Alemanha de Adolf Hitler para evitar a guerra, mas só conseguem adiá-la por um ano.

Depois de anexar a Áustria na primavera de 1938, Hitler começa a apoiar a reivindicação dos tcheco-eslovacos de origem alemã da região dos Sudetos por relações mais próximas com a Alemanha, dentro de seus planos para criar a Grande Alemanha.

Hitler exige, em 22 de setembro, a cessão imediata dos Sudetos e a remoção da população de origem eslava. No dia seguinte, a Tcheco-Eslováquia mobiliza o Exército, mas a França e o Reino Unido decidem evitar a guerra.

Chamberlain e Baladier vão a Munique em 24 de setembro e acabam entregando os Sudetos a Hitler. De volta a Londres, Chamberlain apresenta o Acordo de Munique como uma garantia de “paz no nosso tempo”.

Em março de 1939, a Alemanha toma o resto da Tcheco-Eslováquia. A invasão da Polônia pelos nazistas, em 1º de setembro de 1939, marca o início da Segunda Guerra Mundial. Mais uma vez, Hitler alega que as populações de origem alemã estão sendo perseguidas. Desta vez, a França e o Reino Unido declaram guerra à Alemanha.

PONTE AÉREA DE BERLIM

    Em 1949, depois de mais de 278 mil voos que transportam 2.323.738 toneladas de carga em um ano e três meses, termina a Ponte Aérea dos aliados ocidentais para romper o Bloqueio de Berlim Ocidental, imposto pelo ditador soviético Josef Stalin em 24 de junho de 1948.

Quando termina a Segunda Guerra Mundial (1939-45), os Estados Unidos, o Reino Unido, a França e a União Soviética ocupam a Alemanha. Os setores dominados pelas potências ocidentais adotam o sistema capitalista e a parte soviética o regime comunista.

Berlim, a capital da Alemanha, também é dividida e fica dentro do lado oriental. Berlim Ocidental se torna então um enclave capitalista no setor soviético. Quando os aliados anunciam a formação do que seria a Alemanha Ocidental, a URSS reage. Ao bloquear o acesso terrestre à cidade, Stalin pressiona os aliados ocidentais a ceder o controle da cidade, mas perde a parada.

Em resposta ao Bloqueio de Berlim, nasce em 4 de abril de 1949 a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos EUA, para conter o expansionismo soviético.

NAUTILUS ENTRA EM AÇÃO

    Em 1954, o Nautilus, primeiro submarino nuclear, entra em atividade.

O Congresso dos Estados Unidos autoriza a fabricação do submarino nuclear em julho de 1951. A construção começa em 14 de junho de 1952 no estaleiro da General Electric em Connecticut. 

Em 21 de janeiro de 1954, a primeira-dama Mamie Eisenhower quebra uma garrafa de champanha no casco e o Nautilus é lançado ao mar.

Muito maior do que os antigos submarinos movidos a óleo diesel, o Nautilus tem 97 metros de comprimento e atinge uma velocidade de 37 quilômetros por hora. Em 1958, faz a primeira viagem sob o Polo Norte.

ANO EM QUE VIVEMOS PERIGOSAMENTE

    Em 1965, militares rebeldes do Movimento 30 de Setembro sequestram sete generais dos quais seis seriam mortos na madrugada do dia seguinte numa tentativa de golpe frustrada na Indonésia. O movimento alega que dá o golpe para evitar um golpe contra o presidente Ahmed Sukarno, um nacionalista de esquerda, que é derrubado num golpe liderado pelo general Mohamed Suharto com o apoio dos Estados Unidos durante a Guerra Fria.


No fim de 1º de outubro, Suharto toma a iniciativa. Os líderes militares que tomam o poder acusam o Partido Comunista da Indonésia (PKI) de estar por trás da primeira tentativa de golpe. Os comunistas negam qualquer responsabilidade e atribuem a conspiração ao Exército como parte do plano para derrubar Sukarno, que perde os poderes gradualmente até ser substituído por Suharto em março de 1967.

A ditadura militar persegue e massacra os comunistas, a começar por Java e Báli. O total de mortes é estimado em um milhão. É O Ano em que Vivemos Perigosamente, título de um filme sobre a tragédia indonésia. O governo dos EUA sabia de tudo, como revelam documentos secretos desclassificados em 2017 que estão no Arquivo da Segurança Nacional.

Suharto governa como um ditador até 1998, quando cai em meio à Crise Asiática de 1997.

CARICATURAS DE MAOMÉ

    Em 2005, o jornal diário dinamarquês Jyllands Posten publica caricaturas satíricas do profeta Maomé e deflagra uma onda de protestos de muçulmanos no mundo inteiro que vai até fevereiro de 2006, com mais de 250 mortes.

O islamismo só venera Alá (Deus, em árabe). Tem uma grande preocupação de prevenir a idolatria. Não há santos nem nada mais a ser cultuado. As correntes mais radicais proíbem até mesmo a representação da figura humana, o que leva a um conflito com a morte de um príncipe quando a televisão é instalada na Arábia Saudita.

Assim, a visão sarcástica e humorística do jornal dinamarquês é considerada uma blasfêmia em alto grau. O jornal se defende alegando que quer apenas provocar o debate sobre a crítica ao islamismo e a autocensura. Organizações muçulmanas dinamarquesas entram na Justiça, que rejeita o caso em nome da liberdade de imprensa.

Para o primeiro-ministro Anders Fogh Rasmussen, é o pior problema de política externa da Dinamarca depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45). Aumenta a tensão entre o Ocidente e os países muçulmanos, que já era grande com os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 e a Guerra contra o Terror do governo George W. Bush (2001-9), com as invasões do Afeganistão em 2001 e do Iraque em 2003.

O caso provoca um debate sobre liberdade de expressão e tolerância religiosa.

Dez anos depois, em 7 de janeiro de 2015, o jornal semanal francês Charlie Hebdo publica caricaturas de Maomé e é alvo de um atentado terrorista em Paris em que e 12 pessoas, 11 funcionários do jornal e um policial, são metralhados.