Mostrando postagens com marcador Cristóvão Colombo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cristóvão Colombo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 3 de Agosto

COLOMBO ZARPA PARA A AMÉRICA

     Em 1492, o navegador genovês Cristóvão Colombo sai do porto de Palos, na Espanha, com três caravelas – Santa María, Pinta e Niña – tentando chegar às Índias e acaba descobrindo a América para os europeus. 

Em 12 de outubro, a expedição ancora na ilha de Guanahani. Depois, chega a Cuba em 28 de outubro e a Hispaniola, a ilha dividida hoje entre Haiti e República Dominicana, em 6 de dezembro.

A Santa Maria encalha em 24 de dezembro. Colombo e seus homens erguem então o Forte da Natividade, a primeira fortaleza da América, e criam uma pequena colônia com 39 homens. Em 16 de janeiro, eles partem de volta à Europa, mas uma tempestade afasta as caravelas. 

A Pinta chega à Espanha no fim de fevereiro e dá a notícia a Fernando de Aragão e Isabel de Castela, que recebem o título de Reis Católicos do papa Alexandre VI por expandir a fé. Colombo volta na Niña, que para na ilha portuguesa de Santa Maria, no Arquipélago dos Açores, e atraca em Lisboa em 4 de março.

Depois de sete meses e 23 dias de viagem, o navegador regressa a Palos. No mês seguinte, é recebido pelos reis da Espanha em Badalona.

Ao todo, Colombo vem quatro vezes à América. Ao morrer aos 55 anos, em 20 de maio de 1506, em Valladolid, na Espanha, ainda acredita ter chegado às Índias, Por isso, o continente é batizado em homenagem ao navegador florentino Américo Vespúcio, um dos primeiros a descrevê-lo como o Novo Mundo.

TERRA NOVA PARA A RAINHA

    Em 1583, o navegante inglês Humphrey Gilbert chega a São João, na Terra Nova, hoje parte do Canadá, e reivindica a posse do território para a rainha Elizabeth I da Inglaterra.

O lugar é batizado por João Cabot, um navegador italiano, um dos primeiros a chegar à América, sob patrocínio do rei Henrique VII da Inglaterra, em 1497.

Meio-irmão de Sir Walter Raleigh e primo de Sir Richard Grenville, Gilbert nasce em 1539, estuda navegação e ciências militares na Universidade de Oxford e entra para o Exército Real. Em 1566, ele propõe uma viagem em busca da Passagem do Noroeste, que permita chegar à Ásia pelo Norte do Oceano Atlântico. 

A rainha Elizabeth I não aceita a sugestão e o envia em 1567 à Irlanda, onde Gilbert reprime brutalmente uma revolta e faz planos para criar colônias protestantes na província de Munster, no Sul da Irlanda. Como recompensa, ganha o título de cavaleiro em 1570.

Em 1572, Gilbert comanda uma força de 1,5 mil voluntários que luta ao lado da revolta holandesa contra a Espanha.

Na sua última viagem, ele sai de Plymouth em 11 de junho de 1583, chega a São João em 3 de agosto. Ao navegar rumo ao sul, perde um navio em 29 de agosto e naufraga na volta à Europa perto do Arquipélago dos Açores em setembro, durante uma tempestade no Oceano Atlântico.

LA SCALA DE MILÃO

    Em 1778, o teatro de ópera La Scala é aberto em Milão com a apresentação de Europa riconosciuta, de Antonio Salieri.

Uma das mais famosas casas de ópera do mundo, o Teatro Scala é construído por ordem da imperatriz Maria Teresa da Áustria, que na época domina o Norte da Itália, para substituir o Teatro Regio Ducale. O projeto é do arquiteto italiano Giuseppe Piermarini.

Lá se apresentam óperas de Gioachino Rossini, Giuseppe Verdi, Giacomo Puccini, Richard Wagner, Richard Strauss, Igor Stravinsky e Claude Debussy, entre outros.

ALEMANHA E FRANÇA DECLARAM GUERRA UMA À OUTRA

    Em 1914, dois dias depois de declarar guerra à Rússia, a Alemanha declara guerra à França, que faz o mesmo três horas depois e prepara a invasão das províncias da Alsácia e da Lorena, tomadas pela Alemanha na Guerra Franco-Prussiana (1870-71).

A Primeira Guerra Mundial (1914-18) é provocada pelo assassinato do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, arquiduque Francisco Ferdinando, em Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, pelo estudante radical sérvio Gavrilo Princip.

Um mês depois, a Áustria-Hungria, aliada da Alemanha, declara guerra e ataca a Sérvia, aliada da Rússia, da França e do Reino Unido.

Horas depois das declarações de guerra entre Alemanha e França, o secretário do Exterior britânico, Edward Gray, vai ao Parlamento Britânico defender a entrada do Reino Unido na guerra, se a Alemanha violar a neutralidade da Bélgica, o que acontece no dia seguinte, 4 de agosto.

EX-DIPLOMATA É ENFORCADO NO REINO UNIDO

    Em 1916, Sir Roger Casement, um diploma britânico nascido na Irlanda e condecorado como cavaleiro pelo rei George V, é enforcado sob a acusação de traição por apoiar a Revolta da Páscoa na Irlanda.

Casement, um irlandês protestante, fica famoso ao denunciar a escravidão no Congo e na Amazônia, inclusive no Brasil. 

Apesar da origem no Úlster protestante, se torna partidário do movimento pela independência da Irlanda. Depois do início da Primeira Guerra Mundial (1914-18), vai à Alemanha e aos Estados Unidos em busca de ajuda para o movimento nacionalista irlandês.

A Alemanha, que está em guerra com o Reino Unido, promete uma ajuda limitada. Casement volta à Irlanda levado por um submarino alemão. É preso em 21 de abril de 1916, dias antes do início, em Dublin, na Revolta da Páscoa. No fim do mês, a rebelião é derrotada.

O ex-diplomata é condenado à morte em 29 de julho de 1916 e enforcado cinco dias depois.

ATLETA NEGRO DERRUBA MITO DA SUPERIORIDADE ARIANA

    Em 1936, o atleta negro norte-americano Jesse Owens vence a prova dos 100 metros rasos na Olimpíada de Berlim. 

É seu primeiro ouro olímpico. Com quatro medalhas de ouro ao todo, Owens derruba o mito de superioridade ariana, uma das fundações ideológicas do regime nazista que domina a Alemanha até o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

No primeiro dia de competição, 2 de agosto, Hitler cumprimenta todos os medalhistas de ouro alemães e alguns finlandeses. Deixa o Estádio Olímpico antes do salto do afro-americano Cornelius Johnson, campeão do salto em altura.

Na volta aos EUA, onde há segregação racial, Owens afirma que é mais maltratado nos EUA do que na Alemanha Nazista.

SUBMARINO NUCLEAR PASSA SOB O POLO NORTE

    Em 1958, o Nautilus, primeiro submarino nuclear da história, faz a primeira viagem sob o Polo Norte.

Com 116 pessoas a bordo, inclusive quatro cientistas, o Nautilus submerge em Point Barrow, no Alasca, e anda cerca de 1,6 mil quilômetros sob a calota polar do Ártico, a uma profundidade de 150 metros até chegar ao Polo Norte.

O submarino nuclear é construído sob o comando do capitão Hyman Rickover, um brilhante engenheiro nascido na Rússia que adere ao programa nuclear dos Estados Unidos em 1946. Ele começa a tocar o projeto no ano seguinte.

A primeira-dama Mamie Eisenhower lança a embarcação quebrando uma garrafa de champanha no casco do Nautilus em 30 de setembro de 1954 no Rio Tâmisa em Groton, no estado de Connecticut. Em 17 de janeiro de 1955, o Nautilus usa pela primeira vez a propulsão nuclear.

Muito maior do que os submarinos anteriores, o Nautilus tem 97 metros de comprimento, desloca 3,18 toneladas de água e pode ficar longos períodos submerso porque o motor usa pequenas quantidades de urânio e não precisa de ar. Pode navegar debaixo d'água a uma velocidade superior a 20 nós, cerca de 37 quilômetros por hora.

Depois de viajar 800 mil quilômetros em 25 anos, o Nautilus é desativado em 3 de março de 1980. Está em exposição no Museu da Força Submarina, em Groton, em Connecticut.

ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Hoje na História do Mundo: 20 de Maio

 VASCO DA GAMA CHEGA À ÍNDIA

    Em 1498, o navegador português Vasco da Gama chega a Calicute, tornando-se o primeiro europeu a chegar à Índia pelos oceanos Atlântico e Índico, contornando a costa da África.

A frota de Vasco da Gama sai de Lisboa em 8 de julho de 1497 e dá a volta no Cabo da Boa Esperança, no extremo sul da África, dobrado por Bartolomeu Dias em 1488. Em Malinde, na costa oriental da África, encontra um mercador indiano que a  guia até a Índia.

Em Calicute, Vasco da Gama enfrenta a hostilidade de mercadores muçulmanos e tem de lutar para voltar a Portugal, onde chega em setembro de 1499. Ele volta à Índia em 1502 para vingar um massacre de portugueses. Em 1524, é enviado como vice-rei da Índia, onde contrai malária e morre na cidade de Cochim, em 24 de dezembro de 1524.

MORTE DE COLOMBO

    Em 1506, o navegador genovês Cristóvão Colombo, primeiro europeu a explorar a América desde que os vikings estabeleceram colônias na Groenlândia e no Canadá, no século 10, morre em Valladolid, na Espanha, sem saber que descobrira um novo continente. Ele acredita ter chegado às Índias.

Colombo se convence de que a Terra é redonda, mas não sabe da existência do Oceano Pacífico e estima que o planeta seja muito menor.

Depois de ser rejeitado uma vez pelo rei Dom João II, de Portugal, e duas vezes pelos reis da Espanha, Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela, na terceira tentativa, os reis católicos, fortalecidos pela conquista de Granada e a expulsão dos mouros da Península Ibérica em 2 de janeiro de 1492, decidem bancar a viagem.

Em 3 de agosto do mesmo ano, Colombo sai de Palos com três pequenos navios, Santa Maria, Pinta e Niña, e chega à América em 12 de outubro, provavelmente a uma das ilhas Bahamas. No mês seguinte, vai a Cuba. Em dezembro funda uma pequena colônia na ilha de Hispaniola, hoje dividida entre Haiti e República Dominica.

Ao todo, Colombo faz quatro viagens à América sem se dar conta de que não está na Ásia. Em 1507, um ano após sua morte, é publicado o primeiro mapa múndi com o novo continente, batizado como América em homenagem ao navegador florentino Américo Vespúcio, que a chamara de Novo Mundo.

LEI DE TERRAS

    Em 1862, o presidente Abraham Lincoln sanciona a Lei de Propriedade Rural dos Estados Unidos, que garante a propriedade de até 160 acres (64 hectares) de terras públicas sem qualquer ônus para quem vive na terra e a cultiva por pelo menos 5 anos.

Assim, o acesso à terra nos EUA se dá através da posse. No Brasil, em contraste, a lei de terras é de 1850 e estabelece como princípio de acesso à terra a propriedade. 

Desta maneira, os grandes fazendeiros compram terras para seus descendentes, enquanto a maioria não tem acesso à terra e trabalha como agregado às grandes propriedades.

TRÍPLICE ALIANÇA

    Em 1882, a Alemanha, a Áustria-Hungria e a Itália formam a Tríplice Aliança, um acordo militar defensivo para se proteger de ataques de outras potências europeias. Com o início da Primeira Guerra Mundial (1914-18), a Itália deixa a aliança em 1915 sob a alegação de que é só para defesa.

A Alemanha e a Áustria-Hungria são estreitamente ligadas desde 1879. A Itália busca apoio contra a França, inimiga histórica da Alemanha, que se unifica depois da Guerra Franco-Prussiana (1870-71).

O principal responsável pela Tríplice Aliança é o chanceler (primeiro-ministro) alemão, Otto von Bismarck, o Chanceler de Ferro, interessado em preservar o status quo na Europa para evitar que a França tente reconquistar a Alsácia e a Lorena.

Como a Primeira Guerra Mundial começa com uma declaração de guerra da Áustria-Hungria à Sérvia em 28 de julho de 1914, um mês depois do assassinato do herdeiro do trono austro-húngaro, arquiduque Francisco Ferdinando, em Sarajevo, na Bósnia, a Itália inicialmente não entra na guerra sob a alegação de que a Áustria é agressora.

Em 1915, a Itália abandona a Tríplice Aliança e entra na guerra ao lado da Tríplice Entente (Reino Unido, França e Rússia), formada em 1907, na esperança de ganhar territórios da Áustria com isso.

No fim da guerra, com a derrota da Tríplice Aliança, desaparecem os impérios Alemão, Austro-Húngaro e Otomano (Turco), que também adere às potências centrais. Também acaba o Império Russo, que perde a guerra para a Alemanha antes da derrota final alemã em 11 de novembro de 1918.

PRIMEIRO VOO TRANSATLÂNTICO

    Em 1926, o aviador norte-americano Charles Lindbergh parte para o primeiro voo sem parar através do Oceano Atlântico. Vai de Nova York a Paris no avião monomotor Espírito de São Luís em 33 horas e meia.

Lindbergh nasce em Detroit, no estado de Michigan, em 4 de fevereiro de 1902. É criado em Little Falls, em Minnesota, e em Washington, a capital dos Estados Unidos. Seu pai é deputado eleito para a Câmara dos Representantes pelo 6º distrito de Minnesota.

O jovem Lindbergh deixa a Universidade de Wisconsin em Madison no segundo ano para se dedicar à aviação. Entra para uma escola em Lincoln, em Nebraska, e compra um avião Jenny da Primeira Guerra Mundial  para viajar pelo Sul e o Meio-Oeste dos EUA.

Depois de ficar um ano numa escola de pilotos do Exército, Lindbergh vai ser piloto do correio aéreo. Em 1926, faz a rota de São Luís, no Missouri, a Chicago, em Illinois. Aí surge a ideia de concorrer ao Prêmio Orteig, de US$ 25 mil, oferecido a quem primeiro cruzar o Atlântico sem parar.

De 10 a 12 de maio de 1926, LIndbergh leva o Espírito de São Luís de São Diego para Nova York com escala em São Luís. 

Depois de dias de atraso por causa do meu tempo, ele decola do Campo Roosevelt, em Long Island, ao lado de Nova York, às 7h52 de 20 de maio. Pouco antes do anoitecer, sobrevoa a Terra Nova, no Canadá, e se aventura em mar aberto. Chega ao aeroporto de Le Bourget, perto de Paris, 33 horas e meia e 5,8 mil km depois, às 22h21 de 21 de maio.

A vida do herói é tumultuosa. Em março de 1932, Charles Augustus Jr., filho de Charles e Anne Lindbergh, é sequestrado e encontrado morto.

O casal sai dos EUA e vai para a Europa em dezembro de 1935, primeiro para a Inglaterra e depois para a Alemanha, onde Lindbergh claramente flerta com as ideias de supremacia racial do nazismo, que vê como única força capaz de conter o comunismo da União Soviética, a maior ameaça em sua opinião. 

De volta aos EUA, Lindbergh defende a neutralidade dos EUA na Segunda Guerra Mundial (1939-45) e trava um debate com o presidente Franklin Roosevelt em 1941, quando a intervenção militar norte-americana parece inevitável mesmo antes do ataque japonês a Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941. Lindbergh tem um comício do grupo América Primeiro (o mesmo slogan de Donald Trump) em dezembro, que é cancelado.

Durante a guerra, Lindbergh é enviado para a Guerra no Pacífico em abril de 1944 e participa de 50 mísseis de combate como tripulante que arma e dispara bombas e tiros de artilharia. Mas é acima de tudo um técnico. Reduz o consumo de combustível dos aviões P-38, aumentando a autonomia de voo e o alcance dos ataques.

Depois da guerra, o casal leva uma vida tranquila em Connecticut e no Havaí, onde Charles Lindbergh morre em 26 de agosto de 1974 aos 72 anos.

ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

sábado, 9 de maio de 2026

Hoje na História do Mundo: 9 de Maio

QUARTA VIAGEM À AMÉRICA

    Em 1502, Cristóvão Colombo, parte de Cádiz, na Espanha, para sua quarta e última viagem à América, o continente que descobriu para os europeus pensando haver chegado à Índia.

Colombo nasce em Gênova, na Itália, que na época não era unificada, em 1451. Ele apresenta o projeto de chegar à Ásia navegando rumo ao oeste a Portugal, que o rejeita, porque está tentando chegar dando a volta pelo Sul da África. 

Depois de convencer os reis católicos da Espanha, Fernando de Aragão e Isabel de Castela, Colombo parte de Palos com três caravelas – Santa Maria, Pinta e Niña – em 3 de agosto de 1942 e chega a Guanahani, que batiza como São Salvador, hoje parte das Bahamas, em 12 de outubro. Também vai a Cuba e a Hispaniola, a ilha hoje dividida entre Haiti e República Dominicana, antes de voltar à Espanha.

Na segunda viagem (1493-96), com 3 naus e 14 caravelas, Colombo vai às Antilhas, à Martinica, a Porto Rico e depois a Hispaniola, onde os índios haviam destruído a colônia instalada na primeira viagem. Funda São Domingos, a primeira povoação europeia na América, hoje capital da República Dominica. Também vai à Jamaica.

Na terceira viagem (1498-1500), com 6 naus, chega a Trinidad e ao Delta do Rio Orinoco, hoje parte da Venezuela.

Na quarta viagem (1502-4), com quatro naus, Colombo busca encontrar uma passagem para o Oriente. Vai ao que hoje é a América Central, a Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Panamá. Ao voltar a Hispaniola, com as naus em péssimo estado, é obrigado a voltar à Espanha. Morre em 20 de maio de 1506 em Valladolid, na Espanha, sem saber que havia encontrado o Novo Mundo.

ÁFRICA ORIENTAL ITALIANA

    Em 1936, sete meses depois de invadir a Abissínia e da fuga do imperador Hailé Salassié para o exílio, o ditador fascista Benito Mussolini anexa a Abissínia ou Etiópia e cria a África Oriental Italiana, que também inclui a Eritreia e a Somália.

Mussolini funda o Partido Fascista em 1919 e é nomeado primeiro-ministro da Itália em 1922. Sua ambição de restaurar a glória do Império Romano o leva a tomar a Abissínia. Deposto Salassié, o fascismo quer destruir o Império da Etiópia.

A África Oriental Italiana marca o período de maior expansão do fascismo. Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Itália anexa a Somália Britânica, hoje Somalilândia. Numa luta que vai de janeiro a novembro de 1941, o Exército Real britânico vence os italianos e acaba com a África Oriental Italiana.

FDA APROVA PÍLULA

    Em 1960, a agência de Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), órgão regulador dos Estados Unidos, aprova a primeira pílula anticoncepcional comercial, Enovid-10, deflagrando a revolução sexual ao liberar as mulheres do risco de uma gravidez indesejada.

O desenvolvimento da pílula foi feito pelo bioquímico Gregory Pincus, da Fundação Worcester para Biologia Experimental, e o ginecologista John Rock, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, a partir do início dos anos 1950.

CÂMARA INVESTIGA NIXON
    Em 1974, a Comissão de Justiça da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos começa as audiências que levam à abertura de um processo de impeachment contra o presidente Richard Nixon por causa do Escândalo de Watergate.
Na madrugada de 17 de junho de 1972, a polícia de Washington prende cinco arrombadores por invadir a sede do diretório nacional do Partido Democrata, no Edifício Watergate. Quatro trabalharam como agentes da CIA (Agência Central de Inteligência) contra o regime comunista de Fidel Castro em Cuba. Três são cubanos.

Quando o repórter Carl Bernstein, do jornal The Washington Post, vai ao tribunal, desconfia porque alguns dos advogados mais caros da capital dos EUA não defenderiam cinco ladrõezinhos ou criminosos comuns. Era o grupo de encanadores da Casa Branca.

Aí começa uma das mais importantes investigações jornalísticas da história. Com a ajuda de uma fonte citada como Garganta Profunda (título de um filme pornô da época), que muitos anos depois se revelou como Mark Felt, subdiretor do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, Carl Berstein e Bob Woodward, os dois do Post, descobrem uma conspiração que leva até o presidente dos EUA.

O sistema de gravação de conversas é instalado no Salão Oval, o gabinete do presidente dos EUA, em fevereiro de 1971 e desativado em 18 de julho de 1973, dois dias depois da revelação de sua existência na comissão parlamentar de inquérito do Senado sobre o Escândalo de Watergate por Alexander Butterfield, um assessor da Casa Branca.

Nixon não é o primeiro presidente dos EUA a gravar suas reuniões. Começa com Franklin Delano Roosevelt em 1940. A recusa de Nixon em aceitar a intimação do Congresso para entregar as fitas é uma das bases do processo de impeachment que causa a renúncia do presidente em 9 de agosto de 1974. A Suprema Corte manda Nixon entregar as fitas. O presidente está liquidado.

O Senado encaminha o inquérito à Câmara, que acusa Nixon de abuso de poder, obstrução de justiça e desacato ao Congresso, mas ele renuncia antes da votação, quando um grupo de deputados e senadores republicanos vai até a Casa Branca para avisar que ele não tem mais o apoio do partido e que só 4 ou 5 senadores.

Todos os envolvidos no Escândalo de Watergate são condenados e presos, menos Nixon, que recebe o perdão presidencial de seu sucessor, Gerald Ford.

Em 19 de agosto de 2013, a Biblioteca Presidencial Richard Nixon divulga as últimas 340 horas das gravações, de 9 de abril a 12 de julho de 1973. Elas revelam que logo depois de prometer à população que não acobertaria o escândalo ele pressiona o ministro da Justiça a não indicar um procurador especial para o caso e instrui um ex-assessor a se esquivar de perguntas alegando razões de segurança nacional.

ALDO MORO ENCONTRADO MORTO

    Em 1978, o cadáver do ex-primeiro-ministro italiano Aldo Moro, sequestrado em 16 de março pelo grupo terrorista Brigadas Vermelhas, é encontrado crivado de balas no porta-malas de um carro no centro histórico da Roma.

Cinco vezes chefe de governo, Moro, da Democracia Cristã, é um dos políticos mais importantes da Itália depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), favorito para a eleição presidencial de 1978 quando é capturado durante um tiroteio.

Conciliador, no seu primeiro governo, em 1963, Moro se alia ao Partido Socialista (PS). Em 11 de março de 1978, negocia uma grande coalizão com o Partido Comunista Italiano (PCI), o maior partido comunista da Europa Ocidental, o chamado "compromisso histórico".

Cinco dias depois, seu carro é atacado por mais de 10 terroristas. Seus cinco guarda-costas morrem e Moro vira refém. Em 18 de março, as Brigadas Vermelhas reivindicam a autoria do sequestro e avisam que o ex-primeiro-ministro será submetido a um "julgamento popular".

As Brigadas Vermelhas, fundadas em 1970 por Renato Curzio, são um grupo terrorista que realiza atentados a bomba, assassinatos, sequestros e assaltos a banco para deflagrar uma revolução comunista na Itália. O PCI, segundo maior partido do país, defende a democracia parlamentar e condena a luta armada.

O governo italiano se nega a negociar com terroristas. Centenas de suspeitos são presos, mas o "cárcere do povo" não é descoberto. Cartas de Aldo Moro de 19 de março e 4 de abril apelam ao governo para que negocie. 

Quando começam negociações secretas, as Brigadas Vermelhas rompem o diálogo em 15 de abril e anunciam que o tribunal popular julgou Moro culpado e o sentenciou à morte. Em 24 de abril, os terroristas exigem a libertação de 13 milicianos do grupo presos.

Em 9 de maio, Moro envia uma carta de despedida à mulher: "Eles disseram que vão me matar logo, beijo você pela última vez." A pedido dele, nenhum político italiano participou do funeral.

No ano seguinte, as Brigadas Vermelhas matam o ativista sindical Guido Rossa. Durante os anos 1980, a polícia italiana prende 12 mil extremistas de esquerda e 600 saem do país. De 1974 a 1988, o grupo terrorista mata cerca de 50 pessoas.

ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

domingo, 12 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 12 de Outubro

 COLOMBO DESCOBRE AMÉRICA

    Em 1492, o navegador genovês Cristóvão Colombo, a serviço da coroa a Espanha, chega às ilhas Bahamas pensando estar na Índia e reivindica as terras para os reis católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela.

Colombo nasce em Gênova, hoje parte da Itália, em 1451. Marinheiro e empreendedor naval, acredita que a Terra é redonda e sonha em chegar a Catai (China), à Índia e às Ilhas das Especiarias (Indonésia) navegando no rumo oeste. Os europeus desconhecem a América e o Oceano Pacífico.

Na época, o caminho para as Índias está bloqueado pela tomada de Constantinopla pelos turcos do Império Otomano, em 29 de maio de 1453. Os portugueses dobram o Cabo da Boa Esperança, no Sul da África, em 1488 e Vasco da Gama chega à Índia em 1498.

O descobridor apresenta seus planos ao rei Dom João II, de Portugal, que rejeita a ideia. Os reis da Espanha também não se interessam nas primeiras tentativas.

A vitória sobre os árabes com a conquista de Granada e o fim do Império Andaluz, em janeiro de 1492, dá um impulso ao colonialismo espanhol. Os reis Fernando e Isabel decidem bancar a viagem.

Três pequenos navios – Santa Maria, Pinta e Niña – saem do porto de Palos, perto de Cádiz, no Sul da Espanha, em 3 de agosto, e aportam nas Bahamas, provavelmente na ilha de Watling, em 12 de outubro.

No mesmo mês, Colombo chega a Cuba imaginando se tratar da China. Em dezembro, encontra Hispaniola, a ilha hoje dividida entre o Haiti e a República Dominicana, acreditando estar no Japão e funda uma colônia com 39 de seus homens.

Ao todo, Colombo faz quatro viagens ao Novo Mundo, mas morre em 1506 acreditando ter chegado às Índias. O continente se chama América em homenagem ao navegador florentino Américo Vespúcio, que participa das expedições exploradoras portuguesas de 1501 e 1503, depois do Descobrimento do Brasil, e descreve o continente como Novo Mundo.

Por causa do genocídio dos índios e da escravidão, hoje em dia, Colombo está sendo cancelado e suas estátuas derrubadas em vários lugares, especialmente nos Estados Unidos. A data é comemorada como Dia dos Povos Indígenas.

Um novo estudo genético realizado por cientistas espanhóis concluiu que Colombo era espanhol e judeu.

PRIMEIRA OKTOBERFEST

    Em 1810, o príncipe herdeiro da Baviera, futuro rei Luís I, casa com a princesa Therese von Sachsen Hildburghausen e a família real convida o povo de Munique para a festa, que inclui corridas de cavalos.

A comemoração é repetida no ano seguinte, dando origem à Oktoberfest, celebrada anualmente do fim de setembro ao primeiro domingo de outubro, com consumo anual estimado de 3,79 milhões de litros de cerveja.

Blumenau, em Santa Catarina, faz a maior Oktoberfest fora da Alemanha.

URSS LIDERA CORRIDA ESPACIAL

    Em 1964, depois de lançar o primeiro satélite artificial da Terra, o Sputnik e de enviar o primeiro homem (Yuri Gagarin) e a primeira mulher ao espaço (Valentina Tereshkova), a União Soviética põe em órbita a primeira nave espacial, a Voshkod 1, com mais de uma pessoa a bordo: Vladimir Komarov, Konstantin Feoktistov e Boris Yegorov.

A missão dura dois dias e é a primeira realizada sem trajes espaciais. Komarov seria a primeira vítima da corrida espacial, em 24 de abril de 1967, quando o paraquedas principal de amortecimento da queda da Soyuz 1 não abre e a nave se espatifa no solo.

TERROR CONTRA O USS COLE

    Em 2000, dois terroristas suicidas ligados à rede Al Caeda vão numa lancha de borracha até o navio norte-americano USS Cole, ancorado no porto de Áden, no Iêmen, e detonam uma bomba que mata 17 marinheiros e deixa outros 38 feridos.

O Cole para em Áden, na ponta sul da  Península Arábica, para reabastecer e voltar a patrulhar as sanções contra o Iraque de Saddam Hussein. Fica apenas quatro horas no porto, o que indica que os terroristas tinham informações precisas sobre o navio.

Os peritos norte-americanos que investigam o atentado buscam ligações dos terroristas com Ossama ben Laden, acusado pelos Estados Unidos pelos atentados contra as embaixadas norte-americanas no Quênia e na Tanzânia, em agosto de 1998, que mataram 224 pessoas, inclusive 22 norte-americanos.

Em resposta aos atentados na África, o presidente Bill Clinton ordena os bombardeios de uma fábricas de remédios no Sudão e as bases d'al Caeda no Afeganistão, uma das causas dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA.

INFERNO NO PARAÍSO

    Em 2002, um ano, um mês e um dia depois dos atentados terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, três bombas abalam a paz da paradisíaca ilha de Báli, na Indonésia, matando 202 pessoas e ferindo outras 200.

A primeira explosão, de uma bomba de 1,2 mil quilos, é diante da boate Sari Club. Aparentemente, tem como alvo turistas australianos. A Austrália deu a maioria da força de paz que garantiu a independência do Timor Leste da Indonésia em 1999, despertando a ira dos extremistas muçulmanos.

Outra bomba, escondida numa mochila, explode num bar. A terceira é detonada diante do consulado norte-americano.

O grupo terrorista Jemaah Islamiah reivindica autoria das três explosões. O mesmo grupo ataca o Hotel Marriott em Jacarta, a capital indonésia, em 2003, a Embaixada da Austrália na Indonésia em 2004 e faz atentados terroristas suicidas contra três restaurantes de Báli em 1º de outubro de 2005, quando morrem 22 pessoas.

ESTE BLOG DEPENDE DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

domingo, 3 de agosto de 2025

Hoje na História do Mundo: 3 de Agosto

 COLOMBO ZARPA PARA A AMÉRICA

     Em 1492, o navegador genovês Cristóvão Colombo sai do porto de Palos, na Espanha, com três caravelas – Santa María, Pinta e Niña – tentando chegar às Índias e acaba descobrindo a América para os europeus. 

Em 12 de outubro, a expedição ancora na ilha de Guanahani. Depois, chega a Cuba em 28 de outubro e a Hispaniola, a ilha dividida hoje entre Haiti e República Dominicana, em 6 de dezembro.

A Santa Maria encalha em 24 de dezembro. Colombo e seus homens erguem então o Forte da Natividade, a primeira fortaleza da América, e criam uma pequena colônia com 39 homens. Em 16 de janeiro, eles partem de volta à Europa, mas uma tempestade afasta as caravelas. 

A Pinta chega à Espanha no fim de fevereiro e dá a notícia a Fernando de Aragão e Isabel de Castela, que recebem o título de Reis Católicos do papa Alexandre VI por expandir a fé. Colombo volta na Niña, que para na ilha portuguesa de Santa Maria, no Arquipélago dos Açores, e atraca em Lisboa em 4 de março.

Depois de sete meses e 23 dias de viagem, o navegador regressa a Palos. No mês seguinte, é recebido pelos reis da Espanha em Badalona.

Ao todo, Colombo vem quatro vezes à América. Ao morrer aos 55 anos, em 20 de maio de 1506, em Valladolid, na Espanha, ainda acredita ter chegado às Índias, Por isso, o continente é batizado em homenagem ao navegador florentino Américo Vespúcio, um dos primeiros a descrevê-lo como o Novo Mundo.

TERRA NOVA PARA A RAINHA

    Em 1583, o navegante inglês Humphrey Gilbert chega a São João, na Terra Nova, hoje parte do Canadá, e reivindica a posse do território para a rainha Elizabeth I da Inglaterra.

O lugar é batizado por João Cabot, um navegador italiano, um dos primeiros a chegar à América, sob patrocínio do rei Henrique VII da Inglaterra, em 1497.

Meio-irmão de Sir Walter Raleigh e primo de Sir Richard Grenville, Gilbert nasce em 1539, estuda navegação e ciências militares na Universidade de Oxford e entra para o Exército Real. Em 1566, ele propõe uma viagem em busca da Passagem do Noroeste, que permita chegar à Ásia pelo Norte do Oceano Atlântico. 

A rainha Elizabeth I não aceita a sugestão e o envia em 1567 à Irlanda, onde Gilbert reprime brutalmente uma revolta e faz planos para criar colônias protestantes na província de Munster, no Sul da Irlanda. Como recompensa, ganha o título de cavaleiro em 1570.

Em 1572, Gilbert comanda uma força de 1,5 mil voluntários que luta ao lado da revolta holandesa contra a Espanha.

Na sua última viagem, ele sai de Plymouth em 11 de junho de 1583, chega a São João em 3 de agosto. Ao navegar rumo ao sul, perde um navio em 29 de agosto e naufraga na volta à Europa perto do Arquipélago dos Açores em setembro, durante uma tempestade no Oceano Atlântico.

LA SCALA DE MILÃO

    Em 1778, o teatro de ópera La Scala é aberto em Milão com a apresentação de Europa riconosciuta, de Antonio Salieri.

Uma das mais famosas casas de ópera do mundo, o Teatro Scala é construído por ordem da imperatriz Maria Teresa da Áustria, que na época domina o Norte da Itália, para substituir o Teatro Regio Ducale. O projeto é do arquiteto italiano Giuseppe Piermarini.

Lá se apresentam óperas de Gioachino Rossini, Giuseppe Verdi, Giacomo Puccini, Richard Wagner, Richard Strauss, Igor Stravinsky e Claude Debussy, entre outros.

ALEMANHA E FRANÇA DECLARAM GUERRA UMA À OUTRA

    Em 1914, dois dias depois de declarar guerra à Rússia, a Alemanha declara guerra à França, que faz o mesmo três horas depois e prepara a invasão das províncias da Alsácia e da Lorena, que ficaram com a Alemanha no fim da Guerra Franco-Prussiana (1870-71).

A Primeira Guerra Mundial (1914-18) é deflagrada pelo assassinato do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, arquiduque Francisco Ferdinando, em Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, pelo estudante radical sérvio Gavrilo Princip.

Um mês depois, a Áustria-Hungria, aliada da Alemanha, declara guerra e ataca a Sérvia, aliada da Rússia, da França e do Reino Unido.

Horas depois das declarações de guerra entre Alemanha e França, o secretário do Exterior britânico, Edward Gray, vai ao Parlamento Britânico defender a entrada do Reino Unido na guerra, se a Alemanha violar a neutralidade da Bélgica.

EX-DIPLOMATA É ENFORCADO NO REINO UNIDO

    Em 1916, Sir Roger Casement, um diploma britânico nascido na Irlanda e condecorado como cavaleiro pelo rei George V, é enforcado sob a acusação de traição por apoiar a Revolta da Páscoa na Irlanda.

Casement, um irlandês protestante, fica famoso ao denunciar a escravidão no Congo e na Amazônia, inclusive no Brasil. 

Apesar da origem no Úlster protestante, se torna partidário do movimento pela independência da Irlanda. Depois do início da Primeira Guerra Mundial (1914-18), vai à Alemanha e aos Estados Unidos em busca de ajuda para o movimento nacionalista irlandês.

A Alemanha, que está em guerra com o Reino Unido, promete uma ajuda limitada. Casement volta à Irlanda levado por um submarino alemão. É preso em 21 de abril de 1916, dias antes do início, em Dublin, na Revolta da Páscoa. No fim do mês, a rebelião é derrotada.

O ex-diplomata é condenado à morte em 29 de julho de 1916 e enforcado cinco dias depois.

ATLETA NEGRO DERRUBA MITO DA SUPERIORIDADE ARIANA

    Em 1936, o atleta negro norte-americano Jesse Owens vence a prova dos 100 metros rasos na Olimpíada de Berlim. 

É seu primeiro ouro olímpico. Com quatro medalhas de ouro ao todo, Owens derruba o mito de superioridade ariana, uma das fundações ideológicas do regime nazista que domina a Alemanha até o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

No primeiro dia de competição, 2 de agosto, Hitler cumprimenta todos os medalhistas de ouro alemães e alguns finlandeses. Deixa o Estádio Olímpico antes do salto do afro-americano Cornelius Johnson, campeão do salto em altura.

Na volta aos EUA, onde há segregação racial, ele afirma que é mais maltratado nos EUA do que na Alemanha Nazista.

SUBMARINO NUCLEAR PASSA SOB O POLO NORTE

    Em 1958, o Nautilus, primeiro submarino nuclear da história, faz a primeira viagem sob o Polo Norte.

Com 116 pessoas a bordo, inclusive quatro cientistas, o Nautilus submerge em Point Barrow, no Alasca, e anda cerca de 1,6 mil quilômetros sob a calota polar do Ártico, a uma profundidade de 150 metros até chegar ao Polo Norte.

O submarino nuclear é construído sob o comando do capitão Hyman Rickover, um brilhante engenheiro nascido na Rússia que adere ao programa nuclear dos Estados Unidos em 1946. Ele começa a tocar o projeto no ano seguinte.

A primeira-dama Mamie Eisenhower lança a embarcação quebrando uma garrafa de champanha no casco do Nautilus em 30 de setembro de 1954 no Rio Tâmisa em Groton, no estado de Connecticut. Em 17 de janeiro de 1955, o Nautilus usa pela primeira vez a propulsão nuclear.

Muito maior do que os submarinos anteriores, o Nautilus tem 97 metros de comprimento, desloca 3,18 toneladas de água e pode ficar longos períodos submerso porque o motor usa pequenas quantidades de urânio e não precisa de ar. Pode navegar debaixo d'água a uma velocidade superior a 20 nós, cerca de 37 quilômetros por hora.

Depois de viajar 800 mil quilômetros em 25 anos, o Nautilus é desativado em 3 de março de 1980. Está em exposição no Museu da Força Submarina, em Groton, em Connecticut.

terça-feira, 20 de maio de 2025

Hoje na História do Mundo: 20 de Maio

 VASCO DA GAMA CHEGA À ÍNDIA

    Em 1498, o navegador português Vasco da Gama chega a Calicute, tornando-se o primeiro europeu a chegar à Índia pelos oceanos Atlântico e Índico, contornando a costa da África.

A frota de Vasco da Gama sai de Lisboa em 8 de julho de 1497 e dá a volta no Cabo da Boa Esperança, no extremo sul da África, dobrado por Bartolomeu Dias em 1488. Em Malinde, na costa oriental da África, encontra um mercador indiano que o guia até a Índia.

Em Calicute, Vasco da Gama enfrenta a hostilidade de mercadores muçulmanos e tem de lutar para voltar a Portugal, onde chega em setembro de 1499. Ele volta à Índia em 1502 para vingar um massacre de portugueses. Em 1524, é enviado como vice-rei da Índia, onde contrai malária e morre na cidade de Cochim, em 24 de dezembro de 1524.

MORTE DE COLOMBO

    Em 1506, o navegador genovês Cristóvão Colombo, primeiro europeu a explorar a América desde que os vikings estabeleceram colônias na Groenlândia e no Canadá, no século 10, morre em Valladolid, na Espanha, sem saber que descobrira um novo continente. Ele acredita ter chegado às Índias.

Colombo se convence de que a Terra é redonda, mas não sabe da existência do Oceano Pacífico e estima que o planeta seja muito menor.

Depois de ser rejeitado uma vez pelo rei Dom João II, de Portugal, e duas vezes pelos reis da Espanha, Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela, na terceira tentativa, os reis católicos, fortalecidos pela conquista de Granada e a expulsão dos mouros da Península Ibérica em 2 de janeiro de 1492, decidem bancar a viagem.

Em 3 de agosto do mesmo ano, Colombo sai de Palos com três pequenos navios, Santa Maria, Pinta e Niña, e chega à América em 12 de outubro, provavelmente a uma das ilhas Bahamas. No mês seguinte, vai a Cuba. Em dezembro funda uma pequena colônia na ilha de Hispaniola, hoje dividida entre Haiti e República Dominica.

Ao todo, Colombo faz quatro viagens à América sem se dar conta de que não está na Ásia. Em 1507, um ano após sua morte, é publicado o primeiro mapa múndi, incluindo o novo continente, batizado como América em homenagem ao navegador florentino Américo Vespúcio, que a chamara de Novo Mundo.

LEI DE TERRAS

    Em 1862, o presidente Abraham Lincoln sanciona a Lei de Propriedade Rural dos Estados Unidos, que garante a propriedade de até 160 acres (64 hectares) de terras públicas sem qualquer ônus para quem vive na terra e a cultiva por pelo menos 5 anos.

Assim, o acesso à terra nos EUA se dá através da posse. No Brasil, em contraste, a lei de terras é de 1850 e estabelece como princípio de acesso à terra a propriedade. 

Desta maneira, os grandes fazendeiros compram terras para seus descendentes, enquanto a maioria não tem acesso à terra e trabalha como agregado às grandes propriedades.

TRÍPLICE ALIANÇA

    Em 1882, a Alemanha, a Áustria-Hungria e a Itália formam a Tríplice Aliança, um acordo militar defensivo para se proteger de ataques de outras potências europeias. Com o início da Primeira Guerra Mundial (1914-18), a Itália deixa a aliança em 1915 sob a alegação de que é só para defesa.

A Alemanha e a Áustria-Hungria são estreitamente ligadas desde 1879. A Itália busca apoio contra a França, inimiga histórica da Alemanha, que se unifica depois da Guerra Franco-Prussiana (1870-71).

O principal responsável pela Tríplice Aliança é o chanceler (primeiro-ministro) alemão, Otto von Bismarck, o Chanceler de Ferro, interessado em preservar o status quo na Europa para evitar que a França tente reconquistar a Alsácia e a Lorena.

Como a Primeira Guerra Mundial começa com uma declaração de guerra da Áustria-Hungria à Sérvia em 28 de julho de 1914, um mês depois do assassinato do herdeiro do trono austro-húngaro, arquiduque Francisco Ferdinando, em Sarajevo, na Bósnia, a Itália inicialmente não entra na guerra sob a alegação de que a Áustria é agressora.

Em 1915, a Itália abandona a Tríplice Aliança e entra na guerra ao lado da Tríplice Entente (Reino Unido, França e Rússia), formada em 1907, na esperança de ganhar territórios da Áustria com isso.

No fim da guerra, com a derrota da Tríplice Aliança, desaparecem os impérios Alemão, Austro-Húngaro e Otomano (Turco), que adere às potências centrais. Também desaparece o Império Russo, que perde a guerra para a Alemanha antes da derrota final alemã em 11 de novembro de 1918.

PRIMEIRO VOO TRANSATLÂNTICO

    Em 1926, o aviador norte-americano Charles Lindbergh parte para o primeiro voo sem parar através do Oceano Atlântico. Vai de Nova York a Paris no avião monomotor Espírito de São Luís em 33 horas e meia.

Lindbergh nasce em Detroit, no estado de Michigan, em 4 de fevereiro de 1902. É criado em Little Falls, em Minnesota, e em Washington, a capital dos Estados Unidos. Seu pai é deputado eleito para a Câmara dos Representantes pelo 6º distrito de Minnesota.

O jovem Lindbergh deixa a Universidade de Wisconsin em Madison no segundo ano para se dedicar à aviação. Entra para uma escola em Lincoln, em Nebraska, e compra um avião Jenny da Primeira Guerra Mundial  para viajar pelo Sul e o Meio-Oeste dos EUA.

Depois de ficar um ano numa escola de pilotos do Exército, Lindbergh vai ser piloto do correio aéreo. Em 1926, faz a rota de São Luís, no Missouri, a Chicago, em Illinois. Aí surge a ideia de concorrer ao Prêmio Orteig, de US$ 25 mil, oferecido a quem primeiro cruzar o Atlântico sem parar.

De 10 a 12 de maio de 1926, LIndbergh leva o Espírito de São Luís de São Diego para Nova York com escala em São Luís. 

Depois de dias de atraso por causa do meu tempo, ele decola do Campo Roosevelt, em Long Island, ao lado de Nova York, às 7h52 de 20 de maio. Pouco antes do anoitecer, sobrevoa a Terra Nova, no Canadá, e se aventura em mar aberto. Chega ao aeroporto de Le Bourget, perto de Paris, 33 horas e meia e 5,8 mil km depois, às 22h21 de 21 de maio.

A vida do herói é tumultuosa. Em março de 1932, Charles Augustus Jr., filho de Charles e Anne Lindbergh, é sequestrado e encontrado morto.

O casal sai dos EUA e vai para a Europa em dezembro de 1935, primeiro para a Inglaterra e depois para a Alemanha, onde Lindbergh claramente flerta com as ideias de supremacia racial do nazismo, que vê como única força capaz de conter o comunismo da União Soviética, a maior ameaça em sua opinião. 

De volta aos EUA, Lindbergh defende a neutralidade dos EUA na Segunda Guerra Mundial (1939-45) e trava um debate com o presidente Franklin Roosevelt em 1941, quando a intervenção militar norte-americana parece inevitável mesmo antes do ataque japonês a Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941. Lindbergh tem um comício do grupo América Primeiro (o mesmo slogan de Donald Trump) em dezembro, que é cancelado.

Durante a guerra, Lindbergh é enviado para a Guerra no Pacífico em abril de 1944 e participa de 50 mísseis de combate como tripulante que arma e dispara bombas e tiros de artilharia. Mas ele era acima de tudo um técnico. Reduz o consumo de combustível dos aviões P-38, aumentando a autonomia de voo e o alcance dos ataques.

Depois da guerra, o casal leva uma vida tranquila em Connecticut e no Havaí, onde Charles Lindbergh morre em 26 de agosto de 1974 aos 72 anos.

sexta-feira, 9 de maio de 2025

Hoje na História do Mundo: 9 de Maio

 QUARTA VIAGEM À AMÉRICA

    Em 1502, Cristóvão Colombo, parte de Cádiz, na Espanha, para sua quarta e última viagem à América, o continente que descobriu para os europeus pensando haver chegado à Índia.

Colombo nasce em Gênova, na Itália, que na época não era unificada, em 1451. Ele apresenta o projeto de chegar à Ásia navegando rumo ao oeste a Portugal, que o rejeita, porque está tentando chegar dando a volta pelo Sul da África. 

Depois de convencer os reis católicos da Espanha, Fernando de Aragão e Isabel de Castela, Colombo parte de Palos com três caravelas – Santa Maria, Pinta e Niña – em 3 de agosto de 1942 e chega a Guanahani, que batiza como São Salvador, hoje parte das Bahamas, em 12 de outubro. Também vai a Cuba e a Hispaniola, a ilha hoje dividida entre Haiti e República Dominicana, antes de voltar à Espanha.

Na segunda viagem (1493-96), com 3 naus e 14 caravelas, Colombo vai às Antilhas, à Martinica, a Porto Rico e depois a Hispaniola, onde os índios haviam destruído a colônia instalada na primeira viagem. Funda São Domingos, a primeira povoação europeia na América, hoje capital da República Dominica. Também vai à Jamaica.

Na terceira viagem (1498-1500), com 6 naus, chega a Trinidad e ao Delta do Rio Orinoco, hoje parte da Venezuela.

Na quarta viagem (1502-4), com quatro naus, Colombo busca encontrar uma passagem para o Oriente. Vai ao que hoje é a América Central, a Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Panamá. Ao voltar a Hispaniola, com as naus em péssimo estado, é obrigado a voltar à Espanha. Morre em 20 de maio de 1506 em Valladolid, na Espanha, sem saber que havia encontrado o Novo Mundo.

ÁFRICA ORIENTAL ITALIANA

    Em 1936, sete meses depois de invadir a Abissínia e da fuga do imperador Hailé Salassié para o exílio, o ditador fascista Benito Mussolini anexa a Abissínia ou Etiópia e cria a África Oriental Italiana, que também inclui a Eritreia e a Somália.

Mussolini funda o Partido Fascista em 1919 e é nomeado primeiro-ministro da Itália em 1922. Sua ambição de restaurar a glória do Império Romano o leva a tomar a Abissínia. Deposto Salassié, o fascismo quer destruir o Império da Etiópia.

A África Oriental Italiana marca o período de maior expansão do fascismo. Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Itália anexa a Somália Britânica, hoje Somalilândia. Numa luta que vai de janeiro a novembro de 1941, o Exército Real britânico vence os italianos e acaba com a África Oriental Italiana.

FDA APROVA PÍLULA

    Em 1960, a agência de Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), órgão regulador dos Estados Unidos, aprova a primeira pílula anticoncepcional comercial, Enovid-10, deflagrando a revolução sexual ao liberar as mulheres do risco de uma gravidez indesejada.

O desenvolvimento da pílula foi feito pelo bioquímico Gregory Pincus, da Fundação Worcester para Biologia Experimental, e o ginecologista John Rock, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, a partir do início dos anos 1950.

CÂMARA INVESTIGA NIXON
    Em 1974, a Comissão de Justiça da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos começa as audiências que levam à abertura de um processo de impeachment contra o presidente Richard Nixon por causa do Escândalo de Watergate.
Na madrugada de 17 de junho de 1972, a polícia de Washington prende cinco arrombadores por invadir a sede do diretório nacional do Partido Democrata, no Edifício Watergate. Quatro trabalharam como agentes da CIA (Agência Central de Inteligência) contra o regime comunista de Fidel Castro em Cuba. Três são cubanos.

Quando o repórter Carl Bernstein, do jornal The Washington Post, vai ao tribunal, desconfia porque alguns dos advogados mais caros da capital dos EUA não defenderiam cinco ladrõezinhos ou criminosos comuns. Era o grupo de encanadores da Casa Branca.

Aí começa uma das mais importantes investigações jornalísticas da história. Com a ajuda de uma fonte citada como Garganta Profunda (título de um filme pornô da época), que muitos anos depois se revelou como Mark Felt, subdiretor do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, Carl Berstein e Bob Woodward, os dois do Post, descobrem uma conspiração que leva até o presidente dos EUA.

O sistema de gravação de conversas é instalado no Salão Oval, o gabinete do presidente dos EUA, em fevereiro de 1971 e desativado em 18 de julho de 1973, dois dias depois da revelação de sua existência na comissão parlamentar de inquérito do Senado sobre o Escândalo de Watergate por Alexander Butterfield, um assessor da Casa Branca.

Nixon não é o primeiro presidente dos EUA a gravar suas reuniões. Começa com Franklin Delano Roosevelt em 1940. A recusa de Nixon em aceitar a intimação do Congresso para entregar as fitas é uma das bases do processo de impeachment que causa a renúncia do presidente em 9 de agosto de 1974. A Suprema Corte manda Nixon entregar as fitas. O presidente está liquidado.

O Senado encaminha o inquérito à Câmara, que acusa Nixon de abuso de poder, obstrução de justiça e desacato ao Congresso, mas ele renuncia antes da votação, quando um grupo de deputados e senadores republicanos vai até a Casa Branca para avisar que ele não tem mais o apoio do partido e que só 4 ou 5 senadores.

Todos os envolvidos no Escândalo de Watergate são condenados e presos, menos Nixon, que recebe o perdão presidencial de seu sucessor, Gerald Ford.

Em 19 de agosto de 2013, a Biblioteca Presidencial Richard Nixon divulga as últimas 340 horas das gravações, de 9 de abril a 12 de julho de 1973. Elas revelam que logo depois de prometer à população que não acobertaria o escândalo ele pressiona o ministro da Justiça a não indicar um procurador especial para o caso e instrui um ex-assessor a se esquivar de perguntas alegando razões de segurança nacional.

ALDO MORO ENCONTRADO MORTO

    Em 1978, o cadáver do ex-primeiro-ministro italiano Aldo Moro, sequestrado em 16 de março pelo grupo terrorista Brigadas Vermelhas, é encontrado crivado de balas no porta-malas de um carro no centro histórico da Roma.

Cinco vezes chefe de governo, Moro, da Democracia Cristã, é um dos políticos mais importantes da Itália depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), favorito para a eleição presidencial de 1978 quando é capturado durante um tiroteio.

Conciliador, no seu primeiro governo, em 1963, Moro se alia ao Partido Socialista (PS). Em 11 de março de 1978, negocia uma grande coalizão com o Partido Comunista Italiano (PCI), o maior partido comunista da Europa Ocidental, o chamado "compromisso histórico".

Cinco dias depois, seu carro é atacado por mais de 10 terroristas. Seus cinco guarda-costas morrem e Moro vira refém. Em 18 de março, as Brigadas Vermelhas reivindicam a autoria do sequestro e avisam que o ex-primeiro-ministro será submetido a um "julgamento popular".

As Brigadas Vermelhas, fundadas em 1970 por Renato Curzio, são um grupo terrorista que realiza atentados a bomba, assassinatos, sequestros e assaltos a banco para deflagrar uma revolução comunista na Itália. O PCI, segundo maior partido do país, defende a democracia parlamentar e condena a luta armada.

O governo italiano se nega a negociar com terroristas. Centenas de suspeitos são presos, mas o "cárcere do povo" não é descoberto. Cartas de Aldo Moro de 19 de março e 4 de abril apelam ao governo para que negocie. 

Quando começam negociações secretas, as Brigadas Vermelhas rompem o diálogo em 15 de abril e anunciam que o tribunal popular julgou Moro culpado e o sentenciou à morte. Em 24 de abril, os terroristas exigem a libertação de 13 milicianos do grupo presos.

Em 9 de maio, Moro envia uma carta de despedida à mulher: "Eles disseram que vão me matar logo, beijo você pela última vez." A pedido dele, nenhum político italiano participou do funeral.

No ano seguinte, as Brigadas Vermelhas matam o ativista sindical Guido Rossa. Durante os anos 1980, a polícia italiana prende 12 mil extremistas de esquerda e 600 saem do país. De 1974 a 1988, o grupo terrorista mata cerca de 50 pessoas.