Apesar de anunciar quatro semanas atrás a suspensão das obras, o regime comunista da China está aterrando áreas ao redor de recifes nas Ilhas Spratly para criar ilhas onde construiu pistas de pouso e explora petróleo e gás natural, noticiou a agência Reuters citando pesquisa do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, de Washington.
O estudo analisa imagens recentes de satélites dos Estados Unidos dos recifes de Mischief e Subi, parte de um arquipélago de 750 atóis, ilhas, ilhotas e recifes com superfícies que somam 4 quilômetros quadrados e se espalham por 425 mil km2 do Mar do Sul da China. Esses dois recifes também são reivindicados pelas Filipinas e o Vietnã.
Em Subi, as dragas estão depositando sedimentos em áreas delimitadas pela recente construção de muros já chamados de Muralha do Mar da China. Um canal também está sendo dragado no recife de Mischief, possivelmente para uso militar. No recife Cruz Ardente, imagens de 14 de setembro revelam uma nova pista de pouso de 3 km, heliportos, a cúpula de um radar, uma torre da vigia e equipamentos de comunicação via satélite.
A China disputa a soberania sobre as Ilhas Spratly e Paracel com Brunei, as Filipinas, a Malásia, Taiwan e o Vietnã. Com a exceção de Brunei, todos têm forças militares no arquipélago. No subsolo, haveria bilhões de barris de petróleo e 25,5 trilhões de metros cúbicos de gás.
Diante da crescente agressividade chinesa e da presunção de que os EUA não vão comprar uma briga com a China para defender umas ilhotas, há uma rearticulação de alianças militares no Sudeste Asiático.
O Vietnã assinou um acordo de cooperação militar de cinco anos com a Índia em maio. Em junho, o presidente filipino, Benigno Aquino III, fez uma visita de Estado ao Japão, onde comprou dez barcos de patrulhamento naval e autorizou as Forças de Defesa japonesas a pousar e reabastecer nas Filipinas.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 16 de setembro de 2015
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Alemanha cancela cooperação militar com a Rússia
Por causa da intervenção russa na Ucrânia, a Alemanha suspendeu um amplo programa de cooperação para produzir equipamentos militares entre a empresa alemã Rheinmetall e a Rússia no valor de 100 milhões de euros, anunciou hoje o jornal liberal alemão Süddeutsche Zeitung.
O vice-primeiro-ministro e ministro da Economia da Alemanha, Sigmar Gabriel, retirou a autorização ao projeto de um centro de treinamento totalmente equipado para formação de soldados russos, revelou o jornal, dizendo ter tido acesso a documentos escritos sobre o cancelamento.
Para o governo alemão, a venda de armas à Rússia tornou-se indefensável depois da anexação da Crimeia e da rebelião insuflada pelo Kremlin no Leste da Ucrânia. O centro de treinamento, que seria inaugurado neste ano em Mulino, no vale do Rio Volga, receberia por ano 30 mil soldados russos de unidade de infantaria e de blindados.
O vice-primeiro-ministro e ministro da Economia da Alemanha, Sigmar Gabriel, retirou a autorização ao projeto de um centro de treinamento totalmente equipado para formação de soldados russos, revelou o jornal, dizendo ter tido acesso a documentos escritos sobre o cancelamento.
Para o governo alemão, a venda de armas à Rússia tornou-se indefensável depois da anexação da Crimeia e da rebelião insuflada pelo Kremlin no Leste da Ucrânia. O centro de treinamento, que seria inaugurado neste ano em Mulino, no vale do Rio Volga, receberia por ano 30 mil soldados russos de unidade de infantaria e de blindados.
quarta-feira, 19 de março de 2014
Alemanha suspende cooperação militar com a Rússia
Em protesto contra a anexação da Crimeia, a Alemanha suspendeu hoje um contrato de 100 milhões de euros da companhia alemã Rheinmetall para construir um centro de simulação de combate para treinamento das Forças Armadas da Rússia.
O Ministério da Economia da Alemanha declarou que não faria sentido manter, neste momento, o projeto, que seria capaz de treinar 30 mil soldados por ano.
Como país ocidental com mais investimentos e comércio com a Rússia, além de uma rivalidade histórica em duas guerras mundiais, a Alemanha é o país que mais tenta desescalar o conflito e não aceitar as provocações da Rússia. São US$ 79 bilhões por ano de comércio bilateral.
Depois de uma conversa telefônica, a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, comentou que o presidente Vladimir Putin "parece não estar vivendo neste mundo".
O Ministério da Economia da Alemanha declarou que não faria sentido manter, neste momento, o projeto, que seria capaz de treinar 30 mil soldados por ano.
Como país ocidental com mais investimentos e comércio com a Rússia, além de uma rivalidade histórica em duas guerras mundiais, a Alemanha é o país que mais tenta desescalar o conflito e não aceitar as provocações da Rússia. São US$ 79 bilhões por ano de comércio bilateral.
Depois de uma conversa telefônica, a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, comentou que o presidente Vladimir Putin "parece não estar vivendo neste mundo".
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Sarkozy chega ao Brasil para assinar acordo
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, chegou ontem a Brasília, onde hoje participa das comemorações do Dia da Independência ao lado do presidente Lula e assina um acordo de cooperação militar histórico.
Esse acordo inclui a compra de quatro submarinos convencionais, 51 helicópteros Cougar EC-724 e 36 aviões de caça Rafale, e a construção de um submarino nuclear, para reequipar as Forças Armadas do Brasil. O valor será de cerca de US$ 12 bilhões.
Um dos argumentos utilizados pelo governo Lula para justificar a opção pela França foi a promessa de transferência de tecnologia. Há uma preocupação de fugir da dependência dos EUA, vistos por militares nacionalistas e grupos de esquerda como a principal ameaça à segurança nacional.
Esse acordo inclui a compra de quatro submarinos convencionais, 51 helicópteros Cougar EC-724 e 36 aviões de caça Rafale, e a construção de um submarino nuclear, para reequipar as Forças Armadas do Brasil. O valor será de cerca de US$ 12 bilhões.
Um dos argumentos utilizados pelo governo Lula para justificar a opção pela França foi a promessa de transferência de tecnologia. Há uma preocupação de fugir da dependência dos EUA, vistos por militares nacionalistas e grupos de esquerda como a principal ameaça à segurança nacional.
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