Os Estados Unidos vão enviar tropas e equipamentos militares para as Filipinas e os dois países estão fazendo patrulhas aeronavais conjuntas regulares em águas territoriais disputadas no Mar do Sul da China, anunciou hoje o secretário da Defesa, Ash Carter, durante visita a Manila, noticiou a agência Reuters.
A primeira patrulha naval conjunta foi realizada em março, revelou o chefe do Pentágono. Até o fim do mês, aviões de combate e 12 soldados da Força Aérea dos EUA serão enviados à base aérea de Clark. Outros 75 militares, na maioria fuzileiros navais, ficarão nas Filipinas em caráter permanente.
Carter acrescentou que os americanos terão acesso a mais bases militares, além das cinco já acertadas com o governo filipino. Além de ampliar o acesso às bases, o recém-aprovado Acordo de Reforço na Cooperação de Defesa EUA-Filipinas aumenta a ajuda de segurança, leva à construção de novas instalações militares e institucionalização da cooperação bilateral.
A China disputa a soberania sobre as ilhas Paracel e as ilhas Spratlys com Brunei, as Filipinas, a Malásia, Taiwan e o Vietnã. Nos últimos anos, com seu crescente poderio militar, está construindo ilhas artificiais e bases militares em ilhas e recifes das águas territoriais disputadas.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 14 de abril de 2016
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
EUA e China discutem alívio de tensão no Mar do Sul da China
Líderes militares dos Estados Unidos e da China vão se reunir em Beijim no início de novembro de 2015 para discutir o relaxamento de tensões no Mar do Leste da China, revelaram fontes diplomáticas citadas pelo jornal japonês Asahi Shimbun.
O chefe da delegação americana será o almirante Harry Harris, comandante do Comando do Pacífico das Forças Armadas dos EUA.
A proposta é discutir a cooperação entre as duas grandes potências tendo em vista especialmente as disputas territoriais da China com os países vizinhos no Mar do Sul da China, onde o regime comunista chinês está aterrando recifes para construir ilhas artificial onde construiu até pistas de pouso para aviões de guerra.
Os EUA não têm posição, mas exigem que as disputas com Brunei, Filipinas, Malásia, Taiwan e Vietnã sejam resolvidas diplomaticamente, com respeito pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.
Para reforçar sua posição, há dois dias um contratorpedeiro americano passou a menos de 12 milhas náuticas do recife de Subi, que não pode ser considerado uma ilha com base na lei internacional.
O chefe da delegação americana será o almirante Harry Harris, comandante do Comando do Pacífico das Forças Armadas dos EUA.
A proposta é discutir a cooperação entre as duas grandes potências tendo em vista especialmente as disputas territoriais da China com os países vizinhos no Mar do Sul da China, onde o regime comunista chinês está aterrando recifes para construir ilhas artificial onde construiu até pistas de pouso para aviões de guerra.
Os EUA não têm posição, mas exigem que as disputas com Brunei, Filipinas, Malásia, Taiwan e Vietnã sejam resolvidas diplomaticamente, com respeito pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.
Para reforçar sua posição, há dois dias um contratorpedeiro americano passou a menos de 12 milhas náuticas do recife de Subi, que não pode ser considerado uma ilha com base na lei internacional.
terça-feira, 27 de outubro de 2015
China protesta contra passagem de navio dos EUA por mar disputado
A China convocou hoje o embaixador dos Estados Unidos em Beijim e protestou contra a passagem de um contratorpedeiro americano a 12 milhas náuticas (22,22 km) de distância de recifes das Ilhas Spratly, disputadas pelo regime comunista chinês com países vizinhos no Mar do Sul da China.
O navio de guerra USS Lassen, com mísseis a bordo, enviou um sinal claro de que os EUA não concordam com as demonstrações de força da China para intimidar Brunei, as Filipinas, a Malásia, Taiwan e o Vietnã. A China reagiu denunciando uma violação de suas águas territoriais.
Oficialmente os EUA não têm posição sobre a disputa territorial, mas querem uma solução diplomática com com base na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos do Mar. O contratorpedeiro também passou perto da ilhas, ilhotas e recifes ocupados pelas Filipinas e o Vietnã para o ato ser apresentado pelos americanos como uma defesa do direito de livre navegação.
A China está construindo ilhas artificiais e já fez até pistas de pouso para aviões de guerra nos recifes da região em disputa, contrariando o direito internacional. Sua reivindicação se baseia em mapas antigos não reconhecidos pelos outros países.
O arquipélago das Ilhas Spratly reúne mais de 750 ilhas, ilhotas, atóis, caios e recifes. O recife de Subi foi escolhido pela Marinha dos EUA justamente para chamar a atenção sobre uma violação da Convenção do Mar.
A lei internacional dá a uma ilha um mar territorial num raio de 12 milhas náuticas da costa e uma zona econômica exclusiva a até 200 km da costa. Para ser definido como ilha, um pedaço de terra precisa ficar acima da maré alta e ser habitável ou economicamente viável.
Com dragagens e aterros, a China tenta converter recifes em ilhas artificiais para justificar a reivindicação de soberania. Se não forem ilhas naturais, os acidentes geográficos só geram direito de uma zona de segurança de 500 metros de raio. Assim, o navio de guerra americano teria direito de passagem.
Em 2013, a China expandiu sua Zona de Identificação de Defesa Aérea no Mar do Leste da China, onde disputa as ilhas Senkaku com o Japão. Isso significa que aviões de outros países precisariam se identificar e pedir passagem pelo espaço aéreo chinês. Na época, os EUA mandaram dois bombardeiros B-52 para afirmar que se tratava de um espaço aéreo internacional.
Nos dois casos, os EUA não deslocaram grandes forças. Em 1996, a China ameaçou fazer testes de mísseis para intimidar Taiwan antes de uma eleição presidencial em que o favorito era um partido a favor da independência. O governo Bill Clinton mandou dois grupos navais liderados por porta-aviões para o Estreito de Taiwan, humilhando o governo chinês.
Desde então, a China fortaleceu sua Marinha de Guerra com porta-aviões e mísseis capazes de destruir satélites e porta-aviões inimigos para abalar a superioridade aeronaval dos EUA no Oceano Pacífico.
Mesmo assim, sob pressão dos aliados, os EUA decidiram voltar a patrulhar o Mar do Sul da China. Se houver mais incursões, o regime comunista chinês promete respostas mais concretas.
Em abril de 2001, no início do governo George W. Bush, um avião de caça chinês se chocou com um avião-espião dos EUA, que foi obrigado a fazer um pouso de emergência na China, onde a tripulação foi brevemente detida. O avião chinês caiu.
O protocolo da aviação exige que o avião mais rápido tome medidas para para evitar uma colisão com aviões maiores e mais lentos.
O navio de guerra USS Lassen, com mísseis a bordo, enviou um sinal claro de que os EUA não concordam com as demonstrações de força da China para intimidar Brunei, as Filipinas, a Malásia, Taiwan e o Vietnã. A China reagiu denunciando uma violação de suas águas territoriais.
Oficialmente os EUA não têm posição sobre a disputa territorial, mas querem uma solução diplomática com com base na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos do Mar. O contratorpedeiro também passou perto da ilhas, ilhotas e recifes ocupados pelas Filipinas e o Vietnã para o ato ser apresentado pelos americanos como uma defesa do direito de livre navegação.
A China está construindo ilhas artificiais e já fez até pistas de pouso para aviões de guerra nos recifes da região em disputa, contrariando o direito internacional. Sua reivindicação se baseia em mapas antigos não reconhecidos pelos outros países.
O arquipélago das Ilhas Spratly reúne mais de 750 ilhas, ilhotas, atóis, caios e recifes. O recife de Subi foi escolhido pela Marinha dos EUA justamente para chamar a atenção sobre uma violação da Convenção do Mar.
A lei internacional dá a uma ilha um mar territorial num raio de 12 milhas náuticas da costa e uma zona econômica exclusiva a até 200 km da costa. Para ser definido como ilha, um pedaço de terra precisa ficar acima da maré alta e ser habitável ou economicamente viável.
Com dragagens e aterros, a China tenta converter recifes em ilhas artificiais para justificar a reivindicação de soberania. Se não forem ilhas naturais, os acidentes geográficos só geram direito de uma zona de segurança de 500 metros de raio. Assim, o navio de guerra americano teria direito de passagem.
Em 2013, a China expandiu sua Zona de Identificação de Defesa Aérea no Mar do Leste da China, onde disputa as ilhas Senkaku com o Japão. Isso significa que aviões de outros países precisariam se identificar e pedir passagem pelo espaço aéreo chinês. Na época, os EUA mandaram dois bombardeiros B-52 para afirmar que se tratava de um espaço aéreo internacional.
Nos dois casos, os EUA não deslocaram grandes forças. Em 1996, a China ameaçou fazer testes de mísseis para intimidar Taiwan antes de uma eleição presidencial em que o favorito era um partido a favor da independência. O governo Bill Clinton mandou dois grupos navais liderados por porta-aviões para o Estreito de Taiwan, humilhando o governo chinês.
Desde então, a China fortaleceu sua Marinha de Guerra com porta-aviões e mísseis capazes de destruir satélites e porta-aviões inimigos para abalar a superioridade aeronaval dos EUA no Oceano Pacífico.
Mesmo assim, sob pressão dos aliados, os EUA decidiram voltar a patrulhar o Mar do Sul da China. Se houver mais incursões, o regime comunista chinês promete respostas mais concretas.
Em abril de 2001, no início do governo George W. Bush, um avião de caça chinês se chocou com um avião-espião dos EUA, que foi obrigado a fazer um pouso de emergência na China, onde a tripulação foi brevemente detida. O avião chinês caiu.
O protocolo da aviação exige que o avião mais rápido tome medidas para para evitar uma colisão com aviões maiores e mais lentos.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
China constrói ilhas em mar territorial disputado com vizinhos
Apesar de anunciar quatro semanas atrás a suspensão das obras, o regime comunista da China está aterrando áreas ao redor de recifes nas Ilhas Spratly para criar ilhas onde construiu pistas de pouso e explora petróleo e gás natural, noticiou a agência Reuters citando pesquisa do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, de Washington.
O estudo analisa imagens recentes de satélites dos Estados Unidos dos recifes de Mischief e Subi, parte de um arquipélago de 750 atóis, ilhas, ilhotas e recifes com superfícies que somam 4 quilômetros quadrados e se espalham por 425 mil km2 do Mar do Sul da China. Esses dois recifes também são reivindicados pelas Filipinas e o Vietnã.
Em Subi, as dragas estão depositando sedimentos em áreas delimitadas pela recente construção de muros já chamados de Muralha do Mar da China. Um canal também está sendo dragado no recife de Mischief, possivelmente para uso militar. No recife Cruz Ardente, imagens de 14 de setembro revelam uma nova pista de pouso de 3 km, heliportos, a cúpula de um radar, uma torre da vigia e equipamentos de comunicação via satélite.
A China disputa a soberania sobre as Ilhas Spratly e Paracel com Brunei, as Filipinas, a Malásia, Taiwan e o Vietnã. Com a exceção de Brunei, todos têm forças militares no arquipélago. No subsolo, haveria bilhões de barris de petróleo e 25,5 trilhões de metros cúbicos de gás.
Diante da crescente agressividade chinesa e da presunção de que os EUA não vão comprar uma briga com a China para defender umas ilhotas, há uma rearticulação de alianças militares no Sudeste Asiático.
O Vietnã assinou um acordo de cooperação militar de cinco anos com a Índia em maio. Em junho, o presidente filipino, Benigno Aquino III, fez uma visita de Estado ao Japão, onde comprou dez barcos de patrulhamento naval e autorizou as Forças de Defesa japonesas a pousar e reabastecer nas Filipinas.
O estudo analisa imagens recentes de satélites dos Estados Unidos dos recifes de Mischief e Subi, parte de um arquipélago de 750 atóis, ilhas, ilhotas e recifes com superfícies que somam 4 quilômetros quadrados e se espalham por 425 mil km2 do Mar do Sul da China. Esses dois recifes também são reivindicados pelas Filipinas e o Vietnã.
Em Subi, as dragas estão depositando sedimentos em áreas delimitadas pela recente construção de muros já chamados de Muralha do Mar da China. Um canal também está sendo dragado no recife de Mischief, possivelmente para uso militar. No recife Cruz Ardente, imagens de 14 de setembro revelam uma nova pista de pouso de 3 km, heliportos, a cúpula de um radar, uma torre da vigia e equipamentos de comunicação via satélite.
A China disputa a soberania sobre as Ilhas Spratly e Paracel com Brunei, as Filipinas, a Malásia, Taiwan e o Vietnã. Com a exceção de Brunei, todos têm forças militares no arquipélago. No subsolo, haveria bilhões de barris de petróleo e 25,5 trilhões de metros cúbicos de gás.
Diante da crescente agressividade chinesa e da presunção de que os EUA não vão comprar uma briga com a China para defender umas ilhotas, há uma rearticulação de alianças militares no Sudeste Asiático.
O Vietnã assinou um acordo de cooperação militar de cinco anos com a Índia em maio. Em junho, o presidente filipino, Benigno Aquino III, fez uma visita de Estado ao Japão, onde comprou dez barcos de patrulhamento naval e autorizou as Forças de Defesa japonesas a pousar e reabastecer nas Filipinas.
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quarta-feira, 22 de julho de 2015
Militares chineses treinam no Mar da China Meridional
A Marinha de Guerra da China iniciou hoje manobras militares de dez dias junto às Ilhas Hainã, no Mar da China Meridional, onde tem disputas territoriais com vários países vizinhos, anunciou a televisão estatal CCTV. Durante o treinamento, nenhum outro navio poderá entrar na área.
Os militares chineses alegam que os exercícios fazem parte de um esforço amplo de modernização das Forças Armadas, sem relação direta com as disputas territoriais.
Na semana passada, o chefe do Comando do Pacífico dos Estados Unidos participou de voos de vigilância no Mar da China Meridional, onde a China está ampliando pequenas ilhotas e construindo pistas de pouso para garantir suas reivindicações, se necessário, à força.
Os militares chineses alegam que os exercícios fazem parte de um esforço amplo de modernização das Forças Armadas, sem relação direta com as disputas territoriais.
Na semana passada, o chefe do Comando do Pacífico dos Estados Unidos participou de voos de vigilância no Mar da China Meridional, onde a China está ampliando pequenas ilhotas e construindo pistas de pouso para garantir suas reivindicações, se necessário, à força.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Vietnã cresceu 5,98% em 2014
Apesar do conflito com a China no Mar da China Meridional, de manifestações com mortes contra empresas chinesas, de uma crise bancária e do número recorde de falências, o Vietnã registrou em 2014 sua maior taxa de crescimento em três anos. A economia do país comunista que humilhou os Estados Unidos ao vencer a Guerra do Vietnã, em 1975, e adotou reformas no estilo chinês nos anos 1980s avançou 5,98%.
Para 2015, a expectativa é de uma expansão de 6,2%.
Para 2015, a expectativa é de uma expansão de 6,2%.
quarta-feira, 4 de junho de 2014
General chinês: EUA sofrem de disfunção erétil
Ao comentar as críticas de Washington à agressividade chinesa nas disputas territoriais com países vizinhos no Mar da China Meridional, durante o Diálogo de Xangrilá, realizado em Cingapura no último fim de semana, o general Zhu Chenghu, professor da Universidade da Defesa Nacional, disse em tom provocativo que os Estados Unidos sofrem de "disfunção erétil".
"À medida que o poder dos EUA declina, Washington precisa confiar nos aliados para conter o desenvolvimento da China", declarou o general a uma televisão de língua chinesa. "Mas se vão se envolver ou intervir militarmente numa disputa territorial entre a China e seus vizinhos é outra história."
Em seguida, disparou: "Podemos ver na situação da Ucrânia uma espécie de disfunção erétil."
A Síria é um exemplo melhor da hesitação do governo Obama de usar a força. Os EUA não entrariam em guerra com uma potência nuclear como a Rússia por causa da Ucrânia. A mesma lógica se aplica aos vizinhos da China, com a exceção do Japão e da Coreia do Sul.
Na corrida tecnológica, ataques de saturação com mísseis de cruzeiro podem se tornar a maior ameaça a grupos navais dos EUA liderados por porta-aviões, adverte um ensaio do Centro Chinês para Estudo de Assuntos Militares da Universidade da Defesa Nacional.
"À medida que o poder dos EUA declina, Washington precisa confiar nos aliados para conter o desenvolvimento da China", declarou o general a uma televisão de língua chinesa. "Mas se vão se envolver ou intervir militarmente numa disputa territorial entre a China e seus vizinhos é outra história."
Em seguida, disparou: "Podemos ver na situação da Ucrânia uma espécie de disfunção erétil."
A Síria é um exemplo melhor da hesitação do governo Obama de usar a força. Os EUA não entrariam em guerra com uma potência nuclear como a Rússia por causa da Ucrânia. A mesma lógica se aplica aos vizinhos da China, com a exceção do Japão e da Coreia do Sul.
Na corrida tecnológica, ataques de saturação com mísseis de cruzeiro podem se tornar a maior ameaça a grupos navais dos EUA liderados por porta-aviões, adverte um ensaio do Centro Chinês para Estudo de Assuntos Militares da Universidade da Defesa Nacional.
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quinta-feira, 15 de maio de 2014
Protestos contra a China causam primeira morte no Vietnã
Uma onda de manifestações e saques de fábricas chinesas em protesto contra a exploração de petróleo pela China em águas territoriais disputadas pelos dois países causou a primeira morte no Vietnã. Pelo menos um trabalhador chinês foi morto e dezenas feridos quando centenas de vietnamitas depredaram uma empresa metalúrgica.
A explosão de violência iniciada na zona industrial de Cidade de Ho Chi Minh, a antiga Saigon, foi uma reação ao uso da força pela China para impor suas reivindicações territoriais sobre o Mar da China Meridional. Hoje atinge 22 das 63 províncias do Vietnã.
Os dois países travaram uma guerra em 1979, depois da invasão vietnamita ao Camboja apoiada pela União Soviética para derrubar a ditadura genocida do Khmer Vermelho, apoiada pelo regime comunista da China.
A explosão de violência iniciada na zona industrial de Cidade de Ho Chi Minh, a antiga Saigon, foi uma reação ao uso da força pela China para impor suas reivindicações territoriais sobre o Mar da China Meridional. Hoje atinge 22 das 63 províncias do Vietnã.
Os dois países travaram uma guerra em 1979, depois da invasão vietnamita ao Camboja apoiada pela União Soviética para derrubar a ditadura genocida do Khmer Vermelho, apoiada pelo regime comunista da China.
quarta-feira, 12 de março de 2014
Satélite chinês vê sinais que podem ser do avião sumido
Um satélite artificial da China identificou três grandes objetos brancos flutuando no Mar da China Meridional que podem ser do Boeing 777-200 da Malaysia Airlines desaparecido no sábado passado quando fazia o voo MH370 de Kuala Lumpur para Beijim com 239 pessoas a bordo.
Até agora, nenhuma hipótese foi descartada. Se as manchas brancas forem mesmo destroços do avião, está desmentida a versão atribuída ontem ao comandante da Força Aérea da Malásia de que o voo teria voltado para a Malásia e caído no Estreito de Malaca, a caminho da Indonésia.
Até agora, nenhuma hipótese foi descartada. Se as manchas brancas forem mesmo destroços do avião, está desmentida a versão atribuída ontem ao comandante da Força Aérea da Malásia de que o voo teria voltado para a Malásia e caído no Estreito de Malaca, a caminho da Indonésia.
sábado, 8 de março de 2014
Manchas de óleo podem ser de avião da Malásia
Aviões do Vietnã que participam da operação de busca avistaram manchas de óleo no Mar da China Meridional. Podem ser do Boeing 777 da companhia aérea Malaysia Airlines. O avião desapareceu ontem, quando voava de Kuala Lumpur, capital da Malásia, para Beijim, capital da China, com 239 pessoas de 14 nacionalidades. Não havia nenhum brasileiro a bordo.
Como a tripulação não deu nenhum sinal de problemas com a aeronave, todas as hipóteses estão sendo consideradas, inclusive a explosão de uma bomba a bordo num possível atentado terrorista. Duas pessoas que estão na lista de passageiros não embarcaram e tiveram seus passaportes roubados, o que reforça a possibilidade de terrorismo.
Os dois passageiros que usaram documentos falsos compraram as passagens juntos. Passaportes falsos também são comumente usados por contrabandistas, traficantes de drogas e imigrantes ilegais.
Em caso de terrorismo, a principal suspeita recai sobre os rebeldes muçulmanos uigures da província de Xinjiang, no Noroeste da China, que lutam pela independência do que chamam de Turquestão Oriental. Eles foram acusados por um ataque com facas contra a estação ferroviária da cidade de Kunming que deixou 29 mortos e outros 200 feridos há uma semana.
Em outubro do ano passado, os rebeldes uigures foram acusados de terrorismo quando um carro foi jogado contra as barreiras de proteção diante do Portão da Paz Celestial, em Beijim.
NOTA: as manchas não eram do avião, eram de óleo de navios.
Como a tripulação não deu nenhum sinal de problemas com a aeronave, todas as hipóteses estão sendo consideradas, inclusive a explosão de uma bomba a bordo num possível atentado terrorista. Duas pessoas que estão na lista de passageiros não embarcaram e tiveram seus passaportes roubados, o que reforça a possibilidade de terrorismo.
Os dois passageiros que usaram documentos falsos compraram as passagens juntos. Passaportes falsos também são comumente usados por contrabandistas, traficantes de drogas e imigrantes ilegais.
Em caso de terrorismo, a principal suspeita recai sobre os rebeldes muçulmanos uigures da província de Xinjiang, no Noroeste da China, que lutam pela independência do que chamam de Turquestão Oriental. Eles foram acusados por um ataque com facas contra a estação ferroviária da cidade de Kunming que deixou 29 mortos e outros 200 feridos há uma semana.
Em outubro do ano passado, os rebeldes uigures foram acusados de terrorismo quando um carro foi jogado contra as barreiras de proteção diante do Portão da Paz Celestial, em Beijim.
NOTA: as manchas não eram do avião, eram de óleo de navios.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Presidente das Filipinas compara China a nazistas
Sob pressão do regime comunista chinês, que se considera dono de todas as ilhas dos mares do Sul e do Leste da China, o presidente das Filipinas, Benigno Aquino III, pediu apoio ao resto do mundo para resistir, comparando a ameaça chinesa às da Alemanha nazista para anexar a Tcheco-Eslováquia em 1938, antes da Segunda Guerra Mundial.
"Se dissermos sim a algo que consideramos errado agora, que garantias haverá de que o erro não será exacerbado no futuro?", desabafou Aquino em entrevista ao jornal The New York Times. "Em que ponto você diz: 'Basta!'? Bem, o mundo tem de dizer - lembrem que os Sudetos foram cedidos numa tentativa de apaziguar Hitler e evitar a Segunda Guerra Mundial."
Depois de criticar as declarações do líder filipino como "desafortunadas" e "inflamatórias", a agência oficial de notícias Nova China alegou, como sempre, que as reivindicações marítimas chinesas têm base na história e que "um líder filipino profissional e maduro faria mais por seu país tentando resolver as disputas territoriais com a China".
A China alega que mapas de centenas de anos justificam sua reclamação de soberania sobre o Mar do Sul da China ou Mar da China Meridional até a ilha de Bornéu, na Indonésia. Uso sua marinha de guerra de forma cada vez mais agressiva para ocupar ilhas, recifes e águas territoriais correspondentes.
Em janeiro de 2014, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, causou furor no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, ao lembrar que a Alemanha e o Reino Unido entraram em guerra em 1914, apesar de fortes relações econômicas como a China e o Japão tem hoje. Os dois países disputam o arquipélago que os japoneses chamam de Senkaku e os chineses de Diaoyu.
O regime comunista chinês tem disputas territoriais com o Japão, Taiwan, as Filipinas, a Malásia, Brunei e o Vietnã. No ano passado, a China se arrogou o direito de patrulhar um enorme espaço aéreo sobre o mar incluindo regiões reivindicadas pela Coreia do Sul e o Japão.
"Se dissermos sim a algo que consideramos errado agora, que garantias haverá de que o erro não será exacerbado no futuro?", desabafou Aquino em entrevista ao jornal The New York Times. "Em que ponto você diz: 'Basta!'? Bem, o mundo tem de dizer - lembrem que os Sudetos foram cedidos numa tentativa de apaziguar Hitler e evitar a Segunda Guerra Mundial."
Depois de criticar as declarações do líder filipino como "desafortunadas" e "inflamatórias", a agência oficial de notícias Nova China alegou, como sempre, que as reivindicações marítimas chinesas têm base na história e que "um líder filipino profissional e maduro faria mais por seu país tentando resolver as disputas territoriais com a China".
A China alega que mapas de centenas de anos justificam sua reclamação de soberania sobre o Mar do Sul da China ou Mar da China Meridional até a ilha de Bornéu, na Indonésia. Uso sua marinha de guerra de forma cada vez mais agressiva para ocupar ilhas, recifes e águas territoriais correspondentes.
Em janeiro de 2014, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, causou furor no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, ao lembrar que a Alemanha e o Reino Unido entraram em guerra em 1914, apesar de fortes relações econômicas como a China e o Japão tem hoje. Os dois países disputam o arquipélago que os japoneses chamam de Senkaku e os chineses de Diaoyu.
O regime comunista chinês tem disputas territoriais com o Japão, Taiwan, as Filipinas, a Malásia, Brunei e o Vietnã. No ano passado, a China se arrogou o direito de patrulhar um enorme espaço aéreo sobre o mar incluindo regiões reivindicadas pela Coreia do Sul e o Japão.
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sábado, 18 de maio de 2013
Filipinas negam ter atirado para matar pescador de Taiwan
As Filipinas rejeitaram hoje a acusação de Taiwan de que a guarda costeira filipina teria atirado para matar um pescador taiwanês em águas disputadas pelos dois países no Mar da China Meridional.
O porta-voz do presidente Benigno Aquino III insistiu em que o incidente aconteceu em águas territoriais filipinas. Taiwan alega que foi dentro de sua área econômica exclusiva.
Depois que um filipino foi atacado com um bastão de beisebol e foi hospitalizado, o governo das Filipinas aconselhou seus 87 mil cidadãos que vivem em Taiwan para que evitem sair de casa.
O porta-voz do presidente Benigno Aquino III insistiu em que o incidente aconteceu em águas territoriais filipinas. Taiwan alega que foi dentro de sua área econômica exclusiva.
Depois que um filipino foi atacado com um bastão de beisebol e foi hospitalizado, o governo das Filipinas aconselhou seus 87 mil cidadãos que vivem em Taiwan para que evitem sair de casa.
terça-feira, 9 de abril de 2013
China amplia programa de aviões não tripulados
A exemplo dos Estados Unidos, a China está investindo pesadamente na pesquisa e na fabricação de aeronaves não tripuladas, os drones. O objetivo inicial é patrulhar e monitorar os territórios disputados com outros países da Ásia.
Com os drones, a ditadura comunista chinesa espera manter sua presença junto às ilhas disputadas com Japão, Coreia do Sul, Vietnã, Filipinas, Indonésia, Malásia, Taiwan e Brunei nos mares do Leste da China e da China Meridional.
No momento, os EUA e Israel lideram a tecnologia dos aviões sem tripulantes. Os modelos chineses não são tão avançados e testados nem têm o mesmo alcance dos equipamentos americanos e israelenses, mas servem para controlar fronteiras e águas territoriais.
A China está desenvolvendo vários tipos de drones, desde aparelhos maiores para grandes altitudes como o Falcão Global dos EUA até modelos menores como o também americano Corvo. Já tem aeronaves como o americano Predador.
Até 2015, o governo chinês pretende construir 11 bases de drones no litoral do país para tentar manter à distância os países com que têm disputas territoriais. A quantidade de drones sobrevoando o arquipélago das ilhas Diaoyu ou Senkaku, disputadas com o Japão, levou as autoridades japonesas a expandir seu próprio programa e a comprar drones dos EUA.
Do ponto de vista econômico, o desenvolvimento da tecnologia de aeronaves não tripuladas abre novos mercados para as exportações militares chinesas, com destaque para o Paquistão e os Emirados Árabes Unidos.
Com os drones, a ditadura comunista chinesa espera manter sua presença junto às ilhas disputadas com Japão, Coreia do Sul, Vietnã, Filipinas, Indonésia, Malásia, Taiwan e Brunei nos mares do Leste da China e da China Meridional.
No momento, os EUA e Israel lideram a tecnologia dos aviões sem tripulantes. Os modelos chineses não são tão avançados e testados nem têm o mesmo alcance dos equipamentos americanos e israelenses, mas servem para controlar fronteiras e águas territoriais.
A China está desenvolvendo vários tipos de drones, desde aparelhos maiores para grandes altitudes como o Falcão Global dos EUA até modelos menores como o também americano Corvo. Já tem aeronaves como o americano Predador.
Até 2015, o governo chinês pretende construir 11 bases de drones no litoral do país para tentar manter à distância os países com que têm disputas territoriais. A quantidade de drones sobrevoando o arquipélago das ilhas Diaoyu ou Senkaku, disputadas com o Japão, levou as autoridades japonesas a expandir seu próprio programa e a comprar drones dos EUA.
Do ponto de vista econômico, o desenvolvimento da tecnologia de aeronaves não tripuladas abre novos mercados para as exportações militares chinesas, com destaque para o Paquistão e os Emirados Árabes Unidos.
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quarta-feira, 12 de setembro de 2012
China acusa Japão de roubar ilhas em disputa
A China acusou hoje o Japão de roubar um arquipélago disputado entre os dois países depois que o governo japonês comprou as três das oito ilhas Senkaku, que os chineses chamam de Diaoyu, por US$ 30 milhões.
O governo do primeiro-ministro Yoshihiko Noda alega que comprou as ilhas para evitar que o prefeito direitista de Tóquio, Shintaro Ishihara, o fizesse. Isso poderia agravar o conflito com a China. Ishihara planeja explorar as ilhas, o que aparentemente não está nos planos do governo central japonês.
Numa demonstração de força, observa o jornal The New York Times, a China enviou dois navios-patrulha da Marinha para as ilhas, como costuma fazer no Mar da China Meridional, onde têm disputas com o Vietnã, as Filipinas, a Malásia, Brunei e Taiwan, está última considerada pelo regime comunista chinês como uma parte desgarrada do país.
Na recente visita da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, a Beijim, na semana passada, a China acusou os Estados Unidos de se meter em suas "disputas territoriais legítimas".
A irresistível ascensão da China já mudou o xadrez político mundial, mas sua postura cada vez mais agressiva na defesa de direitos que considera históricos, de um passado em que era o centro do mundo na Ásia, aumenta a importância da presença militar dos EUA no Leste da Ásia.
Há poucos meses, o presidente Barack Obama anunciou que os EUA concentrarão mais poderio militar no Oceano Pacífico do que no Atlântico. A China não gostou.
"O Pacífico é suficientemente grande para nós todos", respondeu Hillary.
Mais do que disputas territoriais, estes atritos fazem parte da ascensão da China à condição de superpotência e o declínio relativo dos EUA, que devem ser ultrapassados entre 2020 e 2030 como maior economia do mundo, mas devem continuar sendo a maior superpotência militar do planeta.
O governo do primeiro-ministro Yoshihiko Noda alega que comprou as ilhas para evitar que o prefeito direitista de Tóquio, Shintaro Ishihara, o fizesse. Isso poderia agravar o conflito com a China. Ishihara planeja explorar as ilhas, o que aparentemente não está nos planos do governo central japonês.
Numa demonstração de força, observa o jornal The New York Times, a China enviou dois navios-patrulha da Marinha para as ilhas, como costuma fazer no Mar da China Meridional, onde têm disputas com o Vietnã, as Filipinas, a Malásia, Brunei e Taiwan, está última considerada pelo regime comunista chinês como uma parte desgarrada do país.
Na recente visita da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, a Beijim, na semana passada, a China acusou os Estados Unidos de se meter em suas "disputas territoriais legítimas".
A irresistível ascensão da China já mudou o xadrez político mundial, mas sua postura cada vez mais agressiva na defesa de direitos que considera históricos, de um passado em que era o centro do mundo na Ásia, aumenta a importância da presença militar dos EUA no Leste da Ásia.
Há poucos meses, o presidente Barack Obama anunciou que os EUA concentrarão mais poderio militar no Oceano Pacífico do que no Atlântico. A China não gostou.
"O Pacífico é suficientemente grande para nós todos", respondeu Hillary.
Mais do que disputas territoriais, estes atritos fazem parte da ascensão da China à condição de superpotência e o declínio relativo dos EUA, que devem ser ultrapassados entre 2020 e 2030 como maior economia do mundo, mas devem continuar sendo a maior superpotência militar do planeta.
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terça-feira, 13 de março de 2012
Japão compra dívida da China pela primeira vez
Em uma operação inédita que fortalece as relações das duas grandes potências econômicas da Ásia, o Japão anunciou que vai comprar US$ 10,3 bilhões de dólares em títulos de dívida pública da China.
Os dois países, inimigos na Segunda Guerra Mundial, ainda têm divergências sobre esse passado. Estavam com as relações de alto nível congeladas desde setembro de 2010, quando um barco pesqueiro chinês se chocou com um navio guarda-costas japonês perto de ilhotas no Mar da China Meridional que o Japão chama de Senkaku e a China de Diaoyu.
Um encontro em dezembro entre os primeiros-ministros chinês, Wen Jiabao, e japonês, Yoshihiko Noda, quebrou o gelo. Eles chegaram a vários acordos financeiros, inclusive sobre a compra de títulos públicos.
A China e o Japão têm as maiores reservas cambiais do mundo.
Os dois países, inimigos na Segunda Guerra Mundial, ainda têm divergências sobre esse passado. Estavam com as relações de alto nível congeladas desde setembro de 2010, quando um barco pesqueiro chinês se chocou com um navio guarda-costas japonês perto de ilhotas no Mar da China Meridional que o Japão chama de Senkaku e a China de Diaoyu.
Um encontro em dezembro entre os primeiros-ministros chinês, Wen Jiabao, e japonês, Yoshihiko Noda, quebrou o gelo. Eles chegaram a vários acordos financeiros, inclusive sobre a compra de títulos públicos.
A China e o Japão têm as maiores reservas cambiais do mundo.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
China confrontou navio de guerra da Índia
A Marinha da China confrontou um navio de guerra da Índia que saía do Vietnã no fim do mês de julho, no primeiro incidente deste tipo entre as superpotências emergentes do século 21, noticiou hoje o jornal inglês Financial Times.
Um navio chinês não identificado interpelou o navio de assalto anfíbio Airavat no Mar da China Meridional, intimando-o a se identificar e explicar o que estava fazendo em águas internacionais.
Essa afirmação do crescente poderio naval da China irritou os militares da Índia e do Vietnã. O regime comunista chinês reivindica a soberania sobre todo o Mar da China Meridional. Tem disputas de limites com Brunei, Filipinas, Malásia, Taiwan e Vietnã.
“Qualquer Marinha do mundo tem ampla liberdade para navegar por alto mar e águas internacionais”, comentou um oficial indiano. “Proclamar soberania ou questionar o direito de passagem é totalmente inaceitável.”
Para o Vietnã, que entrou em guerra com a China em 1979, depois da invasão vietnamita ao Camboja para depor a ditadura genocida de Pol Pot, é mais uma provocação. Os dois países são inimigos históricos.
A China e a Índia também são inimigas históricas. Travaram uma guerra de fronteiras na região do Himalaia em 1962, e a China ganhou. Agora que os dois países passam por um período de extraordinário crescimento, a economia fortalece as relações bilaterais, mas a rivalidade política tende a crescer.
Ambas são membros do grupo BRICS, ao lado do Brasil, da Rússia e da África do Sul, mas têm pouco em comum, além da hostilidade ao imperialismo ocidental
Ambas são membros do grupo BRICS, ao lado do Brasil, da Rússia e da África do Sul, mas têm pouco em comum, além da hostilidade ao imperialismo ocidental
O governo chinês costurou uma série de alianças que cercam a Índia com o chamado colar de pérolas: Paquistão, Bangladesh, Sri Lanka, Mianmar e Nepal.
Por outro lado, a Índia se aproximou do Japão, inimigo histórico da China, e do Vietnã, e fez uma parceria nuclear com os EUA depois de testar armas atômicas, em 1998.
São os primeiros movimentos do xadrez geopolítico do século da Ásia.
São os primeiros movimentos do xadrez geopolítico do século da Ásia.
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