Os Estados Unidos vão enviar tropas e equipamentos militares para as Filipinas e os dois países estão fazendo patrulhas aeronavais conjuntas regulares em águas territoriais disputadas no Mar do Sul da China, anunciou hoje o secretário da Defesa, Ash Carter, durante visita a Manila, noticiou a agência Reuters.
A primeira patrulha naval conjunta foi realizada em março, revelou o chefe do Pentágono. Até o fim do mês, aviões de combate e 12 soldados da Força Aérea dos EUA serão enviados à base aérea de Clark. Outros 75 militares, na maioria fuzileiros navais, ficarão nas Filipinas em caráter permanente.
Carter acrescentou que os americanos terão acesso a mais bases militares, além das cinco já acertadas com o governo filipino. Além de ampliar o acesso às bases, o recém-aprovado Acordo de Reforço na Cooperação de Defesa EUA-Filipinas aumenta a ajuda de segurança, leva à construção de novas instalações militares e institucionalização da cooperação bilateral.
A China disputa a soberania sobre as ilhas Paracel e as ilhas Spratlys com Brunei, as Filipinas, a Malásia, Taiwan e o Vietnã. Nos últimos anos, com seu crescente poderio militar, está construindo ilhas artificiais e bases militares em ilhas e recifes das águas territoriais disputadas.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 14 de abril de 2016
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
EUA e Índia discutem patrulhas conjuntas no Mar do Sul da China
Os Estados Unidos e a Índia estão discutindo a possibilidade de realizar patrulhas navais conjuntas ainda neste ano, inclusive em águas territoriais disputadas pelo China e países vizinhos no Mar do Sul da China, revelaram fontes não identificadas do Departamento da Defesa dos EUA, o Pentágono, citadas pela agências Reuters.
A Marinha da Índia nunca realizou patrulhas navais conjuntas. O país adota uma política de só participar de forças internacionais sob a bandeira das Nações Unidas.
No passado, os EUA e a Índia fizeram manobras navais conjuntas com o Japão, outro país-chave na aliança de nações democráticas criada para contrabalançar a ascensão da China a superpotência. Durante a visita do presidente Barack Obama a Nova Déli, ele e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, concordaram em "identificar áreas específicas para expandir a cooperação marítima".
Os dois países também aumentaram a cooperação com o Vietnã, um dos países em disputa territorial com a China. A Marinha indiana aumentou sua presença no Mar do Sul da China, mas ainda reluta em patrulhar a região junto com os EUA, temendo provocar o regime comunista chinês.
A Marinha da Índia nunca realizou patrulhas navais conjuntas. O país adota uma política de só participar de forças internacionais sob a bandeira das Nações Unidas.
No passado, os EUA e a Índia fizeram manobras navais conjuntas com o Japão, outro país-chave na aliança de nações democráticas criada para contrabalançar a ascensão da China a superpotência. Durante a visita do presidente Barack Obama a Nova Déli, ele e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, concordaram em "identificar áreas específicas para expandir a cooperação marítima".
Os dois países também aumentaram a cooperação com o Vietnã, um dos países em disputa territorial com a China. A Marinha indiana aumentou sua presença no Mar do Sul da China, mas ainda reluta em patrulhar a região junto com os EUA, temendo provocar o regime comunista chinês.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
EUA admitem patrulhar Mar do Sul da China com as Filipinas
Os Estados Unidos estão abertos à possibilidade de fazer patrulhas navais conjuntas com as Filipinas em águas do Mar do Sul da China disputadas com o regime comunista chinês, admitiu hoje em Manila o embaixador americano, Philip Goldberg, citado pela agência Reuters.
O objetivo seria garantir a "liberdade de navegação" em águas disputadas. Há menos de uma semana, um contratorpedeiro dos EUA passou a menos de 12 milhas náuticas de uma ilha reivindicada pela China. Foi uma resposta às intimidações da China aos países vizinhos com que tem disputas de mar territorial.
As Filipinas fizeram o pedido aos EUA no ano passado, depois que a China começou a usar uma das três ilhas artificiais onde construiu pistas de pouso para apoiar suas atividades militares na região disputada.
Pelo direito internacional do mar, ilhas dão direito a 200 milhas de mar territorial, mas recifes, de apenas 12 milhas. A construção de ilhas artificiais viola a lei.
O objetivo seria garantir a "liberdade de navegação" em águas disputadas. Há menos de uma semana, um contratorpedeiro dos EUA passou a menos de 12 milhas náuticas de uma ilha reivindicada pela China. Foi uma resposta às intimidações da China aos países vizinhos com que tem disputas de mar territorial.
As Filipinas fizeram o pedido aos EUA no ano passado, depois que a China começou a usar uma das três ilhas artificiais onde construiu pistas de pouso para apoiar suas atividades militares na região disputada.
Pelo direito internacional do mar, ilhas dão direito a 200 milhas de mar territorial, mas recifes, de apenas 12 milhas. A construção de ilhas artificiais viola a lei.
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