Mostrando postagens com marcador disputas territoriais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador disputas territoriais. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Indonésia instala bases militares perto do Mar do Sul da China

As Forças Armadas da Indonésia planejam instalar três bases militares para operações conjuntas nas ilhas Riaus, no Kalimantão do Norte e em Papua, noticiou o jornal Jakarta Post, citando como fonte um oficial não identificado.

A base nas ilhas Riaus fará parte da estratégia da Indonésia para patrulhar o Mar do Sul da China e áreas próximas contra intromissão de navios pesqueiros da China, das Filipinas, da Malásia e do Vietnã.

A prioridade da Indonésia é controlar seu vasto arquipélago de mais de 17 mil ilhas, que se estende por 5 mil quilômetros e o mar territorial entre elas. Mas, ao contrário de Brunei, das Filipinas, da Malásia, de Taiwan e do Vietnã, não tem disputas territoriais com a China, que reivindica a soberania sobre 90% do Mar do Sul da China.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Vietnã amplia presença no Mar do Sul da China

É uma expansão modesta perto do agressivo militarismo da China, mas o Vietnã aumenta continuamente sua presença nas Ilhas Spratly, no Mar do Sul da China. Fotos de satélite mostram a abertura de um novo canal junto ao Recife Ladd e a ampliação das instalações na área.

O regime comunista chinês reivindica a soberania sobre 90% do Mar do Sul da China. Tem disputas territoriais na região com Brunei, as Filipinas, a Indonésia, a Malásia, Taiwan e o Vietnã. Em 12 de junho de 2016, o Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas negou validade à linha de nove traços que demarca o mar territorial reivindicado pela China.

Em 18 de março, uma foto revelou um canal recém-dragado a sudoeste do recife, com uma draga e dois grandes navios, levando a uma lagoa onde havia 21 embarcações menores, provavelmente barcos pesqueiros vietnamitas.

Ao aproximar a imagem, dá para ver a draga depositando areia numa barcaça ao lado. As Filipinas usam o mesmo método nas Ilha Thitu. A China prefere dragas de sucção, mais rápidas e agressivas, com um dano muito maior à natureza.

As imagem de 3 de junho mostram a ampliação de uma instalação no Norte do recife com os sedimentos dragados no canal e cerca de 80 pequenos barcos pesqueiros vietnamitas. Com esta obra, o Vietnã aumentou 21 das 49 instalações que mantém nas Ilhas Spratly. O novo canal permite o acesso e suprimento de grandes navios dentro da lagoa.

Ladd é o mais ocidental dos recifes e rochedos ocupados das Ilhas Spratly. A sudoeste, há vários bancos de areia totalmente submersos que a China reivindica como parte do arquipélago, assim como campos de petróleo e gás que foram objeto de atrito entre Beijim e Hanói em 2017.

Os Estados Unidos e a maioria da sociedade internacional apoiam a posição vietnamita de que as áreas submersas são parte da plataforma continental do Vietnã. A nova instalação inclui uma plataforma hexagonal com largura máxima de 30 metros.

Nos anos 1980s e 1990s, o Vietnã construiu uma série de pequenas plataformas chamadas de "estações de serviço econômicas, científicas e tecnológicas sobre os bancos de areia submersos". Extremamente vulneráveis, foram ameaçadas de destruição pela China no conflito em torno do petróleo e gás no ano passado.

A ameaça é uma das razões para o Vietnã aumentar sua presença nas Ilhas Spratly. Agora, a lagoa do Recife Ladd pode abrigar barcos de patrulha. A grande quantidade de barcos pesqueiros na região indica que o Vietnã vai adotar a doutrina militar chinesa.

O Exército Popular de Libertação da China usa uma milícia de pescadores como força avançada ou linha de defesa em províncias costeiras ou águas territoriais disputadas. O Vietnã aprendeu com a dificuldade para enfrentar esta tática chinesa num impasse em torno de uma plataforma de petróleo em 2014. A partir daí, passou a recrutar seus próprios pescadores para a luta.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

EUA aumentam patrulhamento no Mar do Sul da China

Num desafio à reivindicação de soberania da China sobre 90% do Mar do Sul da China, bombardeiros B-52 da Força Aérea dos Estados Unidos passaram perto ontem das disputadas Ilhas Spratly, no Mar do Sul da China, revelou hoje a rede de televisão americana CNN.

Os EUA também pretendem enviar navios de guerra para atravessar o Estreito de Taiwan em bases regulares. A última vez que um porta-aviões americanos passou por lá foi em 2007.

As medidas alimentam a tensão e a rivalidade entre as duas superpotências.

A China reforçou sua presença militar no Mar do Sul da China, onde construiu ilegalmente várias ilhas artificiais, com a instalação de equipamentos para guerra cibernética e mísseis antiaéreos nas ilhas Paracel e Spratly. Brunei, as Filipinas, a Indonésia, a Malásia, Taiwan e o Vietnã têm disputas territoriais com a China na região.

Em 29 de maio, durante conferência sobre segurança em Cingapura, o secretário da Defesa dos EUA, James Mattis, afirmou que o país vai continuar "batendo tambor com firmeza" em manobras militares navais para contestar a reivindicação chinesa de soberania.

O Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas, com sede em Haia, na Holanda, rejeitou em 12 de julho de 2016 o mapa usado pela China para alegar soberania sobre quase todo o Mar do Sul da China, em ação proposta pelas Filipinas. O regime comunista chinês ignorou a decisão.

Em 1996, o então presidente Bill Clinton mandou a Marinha dos EUA para o estreito quando a China ameaçava a eleição presidencial em Taiwan. Beijim considerou uma humilhação. Hoje, conta com porta-aviões, mísseis e satélites instalados para evitar uma repetição do desafio.

No momento, a China pressiona as companhias aéreas internacionais a usarem Taiwan, China, em seus voos para a ilha que o regime comunista chinês considera uma província rebelde. O governo Donald Trump não quer que as empresas americanas se submetam à exigência.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

EUA fazem patrulha naval em área disputada do Mar do Sul da China

NOVA YORK - Navios de guerra dos Estados Unidos fizeram uma patrulha naval perto da Ilha de Tritão, parte do arquipélago das Ilhas Paracel, no Mar do Sul da China, onde o regime comunista chinês tem disputas territoriais com vários países vizinhos, neste caso específico com Taiwan e o Vietnã. É um sinal do crescente descontentamento do governo Donald Trump com a China.

Depois de acusar a China de manipular o câmbio e tirar empregos dos EUA durante a campanha, no poder, Trump adotou um tom mais suave, na expectativa de usar a influência chinesa junto à ditadura stalinista da Coreia do Norte para controlar o programa nuclear norte-coreano.

A China domina a ilha desde 1974, quando tomou seu controle do Vietnã, e reivindica 90% do Mar do Sul da China. A demanda chinesa foi rejeitada no ano passado pela Corte Permanente de Arbitragem, em caso iniciado pelas Filipinas, mas o governo de Beijim ignorou o resultado.

Trump deve se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping, durante a reunião de cúpula do Grupo dos 20 (as 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia), a ser realizado em 7 e 8 de julho de 2017 em Hamburgo, na Alemanha.

Os chineses alegam não ter poder para mudar o comportamento errático do seu aliado do Norte, mas também usam o conflito como uma carta na manga para negociar com os EUA. O próprio Trump já admitiu que a estratégia não deu resultado.

sábado, 17 de dezembro de 2016

China promete devolver drone submarino capturado dos EUA

A República Popular da China prometeu hoje devolver um drone de pesquisa submarina dos Estados Unidos capturado durante a semana no Mar do Sul da China, onde o regime comunista chinês tem conflitos territoriais com Brunei, Filipinas, Malásia, Taiwan e Vietnã, anunciou hoje Peter Cook, o porta-voz do Departamento da Defesa dos EUA.

Nas palavras do assessor de imprensa do Pentágono, os EUA "garantiram um entendimento" para a restituição do equipamento. Os chineses capturaram para examinar se é um instrumento de espionagem e para absorver a tecnologia.

Foi também uma resposta da China ao telefonema do presidente eleito, Donald Trump, à presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, a ilha para onde os nacionalistas fugiram em 1949, por causa da vitória da revolução comunista liderada por Mao Tsé-tung. O regime comunista chinês considera Taiwan uma província rebelde e pretende reanexá-la.

Desde o reatamento de relações com a China comunista, em 1979, nenhum presidente dos EUA havia entrado em contato direto com um presidente taiwanês, aceitando a política oficial de Beijim de que só existe uma China, representada pelo regime comunista no poder desde 1949.

A China reivindica a soberania sobre 90% do Mar do Sul da China com base num mapa antigo com a linha dos nove traços, rejeitado por tribunais internacionais, enquanto os EUA tentam manter os direitos internacionais de navegação numa das rotas mais movimentadas do comércio mundial.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Japão fornece novos barcos de patrulha ao Vietnã

O Japão está disposto a fornecer novos barcos para a Guarda Costeira do Vietnã aumentar a capacidade de patrulhar suas águas territoriais por causa da disputa com a China no Mar do Sul da China, revelou hoje a agência de notícias japonesa Kyodo.

A promessa foi feita num encontro entre os primeiros-ministros japonês, Shinzo Abe, e vietnamita, Nguyen Xuan Phuc, durante a reunião de cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) realizada em Vientiane, a capital do Laos.

No mesmo encontro, o Japão havia prometido ajuda militar às Filipinas e à Malásia, que também disputam o Mar do Sul da China com o regime comunista chinês.

Os Estados Unidos também aumentaram a ajuda às Filipinas. Hoje, o presidente Barack Obama defendeu a decisão da Corte Permanente de Arbitragem, um tribunal internacional com sede em Haia, na Holanda, de rejeitar os "direitos históricos" reivindicados pela China sobre 90% do Mar do Sul da China.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

EUA e Japão dão ajuda militar a países no Mar do Sul da China

Os Estados Unidos e o Japão prometeram hoje aumentar a ajuda militar aos países envolvidos em disputas territoriais com a China no Mar do Sul da China (Brunei, Filipinas, Malásia, Taiwan e Vietnã), reportou hoje a Agência France Presse (AFP).

De acordo com a Guarda Costeira das Filipinas, os EUA vão dar dois aviões-espiões usados para aumentar a vigilância aérea e orientar as patrulhas navais do país. O Japão vai fornecer navios, barcos, equipamento de telecomunicações e treinamento para a Guarda Costeira da Malásia.

Ontem, o Japão havia prometido às Filipinas dois navios de patrulha costeira e cinco aviões-espiões usados. O governo japonês vem gradualmente aumentando a ajuda militar às Filipinas. Antes, prometera dez barcos-patrulha.

Hoje o governo filipino denunciou a construção de mais uma ilha artificial pelo regime comunista chinês nos rochedos de Scarborough.

Diante do crescente poderio militar chinês e do recuo estratégico dos EUA, o primeiro-ministro Shinzo Abe tenta reverter as limitações ao uso da força no exterior impostas ao Japão na Constituição de 1947, durante a ocupação americana depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45). Na sua estratégia de contenção da China, também se aproxima da Índia e do Vietnã.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Vietnã instala lançadores de foguetes em ilhas disputas com a China

O regime comunista do Vietnã fortificou as ilhas sob seu controle no Mar do Sul da China com a instalação de lançadores móveis de foguetes capazes de atacar as instalações militares e as pistas de pouso das ilhas dominadas pela China, noticiou a agência Reuters.

Nos últimos meses, o governo de Hanói colocou lança-foguetes em cinco bases das Ilhas Spratlys. Os lançadores estão escondidos da espionagem aérea e não estão carregados. Podem ser armados em dois a três dias.

A China está fazendo hangares reforçados em ilhas e ilhas artificiais que construiu no Mar do Sul da China, revelaram imagens de satélites-espiões. Assim, eles serão capazes de abrigar permanentemente aviões bombardeiros, de caça e de transporte.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

China constrói hangares para aviões de guerra em mar disputado

A República Popular da China está construindo hangares reforçados em três ilhas artificiais sob seu controle em áreas disputadas do Mar do Sul da China, revelaram imagens de satélites-espiões dos Estados Unidos obtidas pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), com sede em Washington, noticiou o jornal The New York Times.

Nenhum avião de combate aparece nas imagens. O regime comunista chinês afirma que os hangares são para aviões civis. Pela análise do CSIS, a espessura das paredes, muito mais grossas do que necessário para aviões civis, indica a possibilidade de uso militar.

Os maiores hangares seriam capazes de abrigar o bombardeiro H-6, o avião de reabastecimento H-6U, o avião de transporte militar Y-8 e o avião-radar KJ200.

Com os novos radares, a China vai poder estacionar aviões permanentemente nas ilhas artificiais, construções ilegais à luz da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Até agora, a China tinha de fazer uma rotação para evitar o desgaste das aeronaves num ambiente hostil no meio do mar.

A China tem conflitos territoriais no Mar do Sul da China com Brunei, as Filipinas, a Malásia, Taiwan e o Vietnã. Em 12 de julho, o Tribunal Permanente de Arbitragem das Nações Unidas deu razão às Filipinas, rejeitando os supostos "direitos históricos" alegados pela China para reivindicar 90% do Mar do Sul da China. O regime comunista chinês ignorou a decisão.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

EUA e Filipinas fazem patrulhas conjuntas no Mar do Sul da China

Os Estados Unidos vão enviar tropas e equipamentos militares para as Filipinas e os dois países estão fazendo patrulhas aeronavais conjuntas regulares em águas territoriais disputadas no Mar do Sul da China, anunciou hoje o secretário da Defesa, Ash Carter, durante visita a Manila, noticiou a agência Reuters.

A primeira patrulha naval conjunta foi realizada em março, revelou o chefe do Pentágono. Até o fim do mês, aviões de combate e 12 soldados da Força Aérea dos EUA serão enviados à base aérea de Clark. Outros 75 militares, na maioria fuzileiros navais, ficarão nas Filipinas em caráter permanente.

Carter acrescentou que os americanos terão acesso a mais bases militares, além das cinco já acertadas com o governo filipino. Além de ampliar o acesso às bases, o recém-aprovado Acordo de Reforço na Cooperação de Defesa EUA-Filipinas aumenta a ajuda de segurança, leva à construção de novas instalações militares e institucionalização da cooperação bilateral.

A China disputa a soberania sobre as ilhas Paracel e as ilhas Spratlys com Brunei, as Filipinas, a Malásia, Taiwan e o Vietnã. Nos últimos anos, com seu crescente poderio militar, está construindo ilhas artificiais e bases militares em ilhas e recifes das águas territoriais disputadas.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Vietnã detém navio petroleiro chinês no Mar da Sul da China

A Guarda Costeira do Vietnã deteve um navio petroleiro da China e três tripulantes sob a acusação de invadir águas territoriais vietnamitas em 31 de março de 2016, noticiou a mídia local.

De acordo com as autoridades do Vietnã, o capitão do petroleiro chinês admitiu haver entrado ilegalmente no mar territorial vietnamita para fornecer combustível a embarcações chinesas que pescavam ilegalmente na região.

O petroleiro levava 100 mil litros de óleo diesel. Foi rebocado até o porto da Hai Phong, no Norte do Vietnã. O incidente foi apenas mais um de uma série dentro das disputas territoriais com vários países vizinhos no Mar do Sul da China: Brunei, Filipinas, Malásia, Taiwan e Vietnã.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Bombardeiros dos EUA sobrevoam Mar do Sul da China

Dois aviões bombardeiros B-52 dos Estados Unidos sobrevoaram em 8 de novembro ilhas artificiais construídas pelo regime comunista chinês no Mar do Sul da China para reforçar sua reivindicação de soberania, revelou ontem um porta-voz do Comando do Pacífico das Forças Armadas dos EUA, citado pelo jornal The Wall Street Journal.

Os B-52 saíram da Base Aérea de Andersen, na ilha de Guam, e voaram sobre o arquipélago das Ilhas Spratly, onde a China construiu sete ilhas artificiais ao redor de recifes em sua disputa territorial com as Filipinas, a Malásia e o Vietnã.

Os controladores chineses do tráfego aéreo advertiram um dos pilotos americanos que os bombardeiros "violaram a segurança do meu recife" e deveriam mudar de rota para evitar "interpretações equivocadas".

A Força Aérea dos EUA não esclareceu se os aviões chegaram a uma distância inferior ao limite territorial de 12 milhas náuticas que, de acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, deve ser respeitado em caso de ilhas, mas não de recifes. O porta-voz do Comando do Pacífico disse apenas que os aviões estavam longe das ilhas no momento da advertência.

Em 27 de outubro de 2015, um contratorpedeiro americano passou a menos de 12 milhas de um recife, supostamente para reafirmar o direito de navegação em águas internacionais. Há muito tempo, seus aliados no Sudeste Asiático cobravam uma posição mais firme dos EUA diante das ameaças da China.

Os EUA não têm uma posição oficial na disputa, mas querem que seja resolvida pacífica e diplomaticamente.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

China protesta contra passagem de navio dos EUA por mar disputado

A China convocou hoje o embaixador dos Estados Unidos em Beijim e protestou contra a passagem de um contratorpedeiro americano a 12 milhas náuticas (22,22 km) de distância de recifes das Ilhas Spratly, disputadas pelo regime comunista chinês com países vizinhos no Mar do Sul da China.

O navio de guerra USS Lassen, com mísseis a bordo, enviou um sinal claro de que os EUA não concordam com as demonstrações de força da China para intimidar Brunei, as Filipinas, a Malásia, Taiwan e o Vietnã. A China reagiu denunciando uma violação de suas águas territoriais.

Oficialmente os EUA não têm posição sobre a disputa territorial, mas querem uma solução diplomática com com base na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos do Mar. O contratorpedeiro também passou perto da ilhas, ilhotas e recifes ocupados pelas Filipinas e o Vietnã para o ato ser apresentado pelos americanos como uma defesa do direito de livre navegação.

A China está construindo ilhas artificiais e já fez até pistas de pouso para aviões de guerra nos recifes da região em disputa, contrariando o direito internacional. Sua reivindicação se baseia em mapas antigos não reconhecidos pelos outros países.

O arquipélago das Ilhas Spratly reúne mais de 750 ilhas, ilhotas, atóis, caios e recifes. O recife de Subi foi escolhido pela Marinha dos EUA justamente para chamar a atenção sobre uma violação da Convenção do Mar.

A lei internacional dá a uma ilha um mar territorial num raio de 12 milhas náuticas da costa e uma zona econômica exclusiva a até 200 km da costa. Para ser definido como ilha, um pedaço de terra precisa ficar acima da maré alta e ser habitável ou economicamente viável.

Com dragagens e aterros, a China tenta converter recifes em ilhas artificiais para justificar a reivindicação de soberania. Se não forem ilhas naturais, os acidentes geográficos só geram direito de uma zona de segurança de 500 metros de raio. Assim, o navio de guerra americano teria direito de passagem.

Em 2013, a China expandiu sua Zona de Identificação de Defesa Aérea no Mar do Leste da China, onde disputa as ilhas Senkaku com o Japão. Isso significa que aviões de outros países precisariam se identificar e pedir passagem pelo espaço aéreo chinês. Na época, os EUA mandaram dois bombardeiros B-52 para afirmar que se tratava de um espaço aéreo internacional.

Nos dois casos, os EUA não deslocaram grandes forças. Em 1996, a China ameaçou fazer testes de mísseis para intimidar Taiwan antes de uma eleição presidencial em que o favorito era um partido a favor da independência. O governo Bill Clinton mandou dois grupos navais liderados por porta-aviões para o Estreito de Taiwan, humilhando o governo chinês.

Desde então, a China fortaleceu sua Marinha de Guerra com porta-aviões e mísseis capazes de destruir satélites e porta-aviões inimigos para abalar a superioridade aeronaval dos EUA no Oceano Pacífico.

Mesmo assim, sob pressão dos aliados, os EUA decidiram voltar a patrulhar o Mar do Sul da China. Se houver mais incursões, o regime comunista chinês promete respostas mais concretas.

Em abril de 2001, no início do governo George W. Bush, um avião de caça chinês se chocou com um avião-espião dos EUA, que foi obrigado a fazer um pouso de emergência na China, onde a tripulação foi brevemente detida. O avião chinês caiu.

O protocolo da aviação exige que o avião mais rápido tome medidas para para evitar uma colisão com aviões maiores e mais lentos.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Espionagem e disputas no Mar da China marcam visita de Xi aos EUA

Num momento de desaceleração do crescimento e dúvidas sobre a economia da China, o presidente Xi Jinping iniciou hoje sua viagem aos Estados Unidos por Seattle, onde jantou com líderes da grandes empresas americanas para mostrar que seu país é um parceiro fundamental no mundo globalizado. 

Em Washington, onde será recebido quinta-feira em visita de Estado, Xi será pressionado pelo presidente Barack Obama por causa da espionagem cibernética e das disputas territoriais com países vizinhos no Mar do Sul da China.

"No momento, todas as economias estão enfrentando dificuldades e nossa economia também está sob pressão para baixo, mas isto é apenas um problema no curso do progresso. Tomaremos medidas coordenadas para atingir o crescimento estável", declarou o ditador chinês em discurso em Seattle em que deu "saudações e os melhores votos de mais de 1,3 bilhão de chineses".

Seu tom foi conciliador no melhor estilo chinês. Xi prometeu construir com os EUA "um novo modelo de relações entre grandes países sem conflito e sem confrontação", baseado "no respeito mútuo e na cooperação" benéfica para todos.

Entre os dirigentes empresariais que pagaram US$ 30 mil para jantar com Xi, estavam os líderes da Boeing, da Microsoft e da Starbucks, três megaempresas com sede em Seattle. O ex-secretário de Estado Henry Kissinger, que iniciou a reaproximação com a China em 1971, fez a apresentação do líder chinês.

Em poucos anos, a China deve ser a maior compradora de aviões da Boeing, um mercado que não pode ser desprezado. Nenhum estado americano exporta mais para a China do que Washington, onde Seattle é a maior cidade.

O objetivo dessa escala inicial é mostrar que a China ainda tem uma economia dinâmica, apesar da desaceleração do crescimento. Na última previsão oficial, a segunda maior economia do mundo deve avançar 6,9% em 2015, abaixo da meta de 7%.

Diante da inesperada desvalorização do iuane e da intervenção do regime comunista para sustentar as bolsas de valores da China, os economistas têm sérias razões para duvidar das declarações oficiais de que o crescimento está dentro do esperado.

Desde que o presidente Richard Nixon chegou à China num Boeing 707 em 1972, a China se tornou uma grande cliente da companhia. Nos próximos 20 anos, o mercado chinês deve comprar mais de 6 mil aviões novos. A Boeing quer aumentar sua fatia de mercado.

Outra empresa de Seattle, a cafeteria e lanchonete Starbucks, tem 1,8 mil lojas na China e pretende dobrar este número em quatro anos. Em atenção à cultura local, são mais cafeterias do que lanchonetes, muitas instaladas em grandes salões onde os chineses tomam chá, café ou refrigerantes, conversam e trabalham durante horas em seus computadores. Lá não existe a cultura de comprar e sair comendo ou comer depressa.

Xi Jinping é um dos principezinhos, os filhos dos heróis da revolução comunista liderada por Mao Tsé-tung que se tornaram dirigentes do partido e lutam para preservar o regime. Seu pai, Xi Zhongxun, general do Exército Popular de Libertação (ELP), visitou o Havaí em 1980, no início da abertura econômica chinesa, quando era governador da província de Cantão.

Em 1985, quando era um funcionário de província, Xi Jinping visitou Muscatine, no estado de Iowa, para conhecer a agricultura americana. Agora, chega a Washington como homem-forte da superpotência emergente no fim da tarde de 24 de setembro, quando o papa Francisco tiver deixado a capital dos EUA.

Os diplomatas chineses não queriam a concorrência do papa: "Ele é um popstar".

A saudação com 21 tiros de canhão nos jardins da Casa Branca criarão a pompa e a circunstância que Xi quer apresentar ao povo chinês para posar como grande líder. Nas questões de Estado substantivas, a ciberpirataria, a nova lei de segurança nacional chinesa e as disputas de mar territorial da China com países vizinhos, não deve haver avanço.

O dirigente máximo do regime comunista chinês é um burocrata do partido que lançou a maior campanha anticorrupção desde a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76) para afastar inimigos, garantir o controle sobre o Exército popular de libertação e consolidar o poder.

Com a desaceleração do crescimento, Xi apela ao nacionalismo e a uma revisão da história em busca de unidade ao redor do regime. Se o comunismo acabou como ideologia, o filósofo Confúcio, denunciado durante a Revolução Cultural, é resgatado para construir a narrativa da Grande China candidata a maior potência mundial. Esse nacionalismo inquieta os EUA e o Japão, inimigo histórico com que a China disputa umas ilhotas.

Durante a visita a Nova York, observa o jornal The New York Times, Xi vai ocupar o local de Obama ao se hospedar no Hotel Waldorf Astoria, tradicionalmente usado por presidentes e diplomatas americanos durante a reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas. Como o hotel foi vendido para a companhia de seguros chinesa Anbang, os EUA temem ser espionados. É apenas mais um sinal da desconfiança entre as duas maiores potências mundiais.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Parlamento do Japão aprova uso da força no exterior

Pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial, uma lei autoriza o primeiro-ministro do Japão a enviar as Forças Armadas para combate no exterior fora de missões de paz das Nações Unidas, abandonando um dispositivo central da Constituição pacifista imposta pelos Estados Unidos.

Apesar dos protestos, na manhã deste sábado pela hora local, o Parlamento japonês aprovou uma proposta do primeiro-ministro Shinzo Abe, que considera a medida necessária para o Japão voltar a ser "um país normal".

"Se pusermos o poderio da Marinha dos EUA e das forças de autodefesa marítimas do Japão lado a lado, finalmente um mais um será igual a dois", declarou Abe meses atrás em entrevista ao jornal americano The Wall Street Journal.

A medida foi adotada diante do crescente poderio militar e agressividade da China em disputas de mar territorial com os vizinhos. Permite fortalecer o papel do Japão na aliança militar com os EUA, intervir em possíveis conflitos entre as Coreias do Sul e do Norte ou agir contra o bloqueio de rotas marítimas capazes de ameaçar a segurança e o comércio exterior do país.

De acordo com o artigo 9 da Constituição de 1947, imposta durante a ocupação americana depois da Segunda Guerra Mundial, as Forças de Autodefesa do Japão só podem atuar defensivamente para proteger o território e as águas territoriais do país. Os críticos da decisão alegam que só poderia ser alterada por emenda constitucional.

Em 1992, depois de muita discussão, o Parlamento autorizou o envio de tropas japonesas ao exterior, mas só em missões de paz da ONU,

domingo, 30 de agosto de 2015

Japoneses protestam contra a remilitarização do país

Dezenas de milhares de japoneses protestaram hoje diante da sede do Parlamento, em Tóquio, contra a nova legislação para permitir que as Forças Armadas do país atuem no exterior, reportou a agência Reuters.

A multidão tomou toda a rua depois que a quantidade de gente tornou impossível para a polícia manter todo o mundo nas calçadas. Um parque próximo também foi ocupado pelos manifestantes.

Os protestos são a reação da opinião pública à política do primeiro-ministro Shinzo Abe de diminuir as restrições constitucionais ao uso da força no exterior

Pelo artigo 9 da Constituição pacifista imposta pelos Estados Unidos em 1947, depois da Segunda Guerra Mundial, as Forças de Defesa do Japão só podem atuar no país e em suas águas territoriais. Em 1992, o Parlamento autorizou a participação dos militares japoneses em missões de paz das Nações Unidas.

Diante do poderio crescente e da atuação cada vez mais agressiva da China em disputas territoriais com os países vizinhos, inclusive o Japão, Abe argumenta que o Japão precisa voltar a ser "um país normal".

Outros países da Ásia temem que os EUA não queira comprar uma briga com a China para defendê-los. Um general e professor da Escola Superior de Guerra chinesa chegou a dizer que os EUA sofrem de "disfunção erétil".

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Militares chineses treinam no Mar da China Meridional

A Marinha de Guerra da China iniciou hoje manobras militares de dez dias junto às Ilhas Hainã, no Mar da China Meridional, onde tem disputas territoriais com vários países vizinhos, anunciou a televisão estatal CCTV. Durante o treinamento, nenhum outro navio poderá entrar na área.

Os militares chineses alegam que os exercícios fazem parte de um esforço amplo de modernização das Forças Armadas, sem relação direta com as disputas territoriais.

Na semana passada, o chefe do Comando do Pacífico dos Estados Unidos participou de voos de vigilância no Mar da China Meridional, onde a China está ampliando pequenas ilhotas e construindo pistas de pouso para garantir suas reivindicações, se necessário, à força.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Vietnã cresceu 5,98% em 2014

Apesar do conflito com a China no Mar da China Meridional, de manifestações com mortes contra empresas chinesas, de uma crise bancária e do número recorde de falências, o Vietnã registrou em 2014 sua maior taxa de crescimento em três anos. A economia do país comunista que humilhou os Estados Unidos ao vencer a Guerra do Vietnã, em 1975, e adotou reformas no estilo chinês nos anos 1980s avançou 5,98%.

Para 2015, a expectativa é de uma expansão de 6,2%.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Líderes da China e do Japão se encontram pela primeira vez

Em meio à tensão entre os dois países por causa de disputas territoriais no Mar do Leste da China, o presidente chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro do Japão, Shionze Abe, se encontraram hoje em Beijim durante a reunião de cúpula do fórum deCooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC, do inglês).

Foi um primeiro passo para a reaproximação das duas potências do Leste da Ásia, uma relação bilateral chave para a estabilidade da região mais dinâmica da economia mundial. Mas a frieza do encontro sugere que o degelo será lento.

Nos últimos dois anos, China e Japão estiveram perto de um conflito por causa da Ilhas Senkaku, hoje em poder do Japão, que os chineses chamam de Diaoyu. Os dois líderes concordaram hoje em criar um sistema de gerenciamento de crises.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

EUA acusam caça da China de atitude "muito agressiva"

Um avião de caça da Força Aérea chinesa passou hoje a seis metros de um avião-espião americano P-3 Orion que sobrevoava o Mar do Leste da China. O Departamento da Defesa dos Estados Unidos fez um protesto formal junto ao governo chinês.

O porta-voz do Pentágono, almirante John Kirby, descreveu o encontro como "muito agressivo, antiprofissional e inseguro".

A tensão aumentou nos mares que cercam a China desde que o regime comunista chinês advertiu no ano passado que exigiria identificação das aeronaves que entrarem em regiões onde Beijim tem disputas territoriais com países vizinhos, como Brunei, Filipinas, Vietnã, Japão e Coreia do Sul.

Como os mares chamam Mar da China Meridional e Mar do Leste da China, o regime comunista chinês, cada vez mais arrogante e prepotente com o desenvolvimento econômico que tornou o país a segunda maior economia do mundo, considera seus.