Um avião de caça da Força Aérea chinesa passou hoje a seis metros de um avião-espião americano P-3 Orion que sobrevoava o Mar do Leste da China. O Departamento da Defesa dos Estados Unidos fez um protesto formal junto ao governo chinês.
O porta-voz do Pentágono, almirante John Kirby, descreveu o encontro como "muito agressivo, antiprofissional e inseguro".
A tensão aumentou nos mares que cercam a China desde que o regime comunista chinês advertiu no ano passado que exigiria identificação das aeronaves que entrarem em regiões onde Beijim tem disputas territoriais com países vizinhos, como Brunei, Filipinas, Vietnã, Japão e Coreia do Sul.
Como os mares chamam Mar da China Meridional e Mar do Leste da China, o regime comunista chinês, cada vez mais arrogante e prepotente com o desenvolvimento econômico que tornou o país a segunda maior economia do mundo, considera seus.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 22 de agosto de 2014
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Presidente das Filipinas compara China a nazistas
Sob pressão do regime comunista chinês, que se considera dono de todas as ilhas dos mares do Sul e do Leste da China, o presidente das Filipinas, Benigno Aquino III, pediu apoio ao resto do mundo para resistir, comparando a ameaça chinesa às da Alemanha nazista para anexar a Tcheco-Eslováquia em 1938, antes da Segunda Guerra Mundial.
"Se dissermos sim a algo que consideramos errado agora, que garantias haverá de que o erro não será exacerbado no futuro?", desabafou Aquino em entrevista ao jornal The New York Times. "Em que ponto você diz: 'Basta!'? Bem, o mundo tem de dizer - lembrem que os Sudetos foram cedidos numa tentativa de apaziguar Hitler e evitar a Segunda Guerra Mundial."
Depois de criticar as declarações do líder filipino como "desafortunadas" e "inflamatórias", a agência oficial de notícias Nova China alegou, como sempre, que as reivindicações marítimas chinesas têm base na história e que "um líder filipino profissional e maduro faria mais por seu país tentando resolver as disputas territoriais com a China".
A China alega que mapas de centenas de anos justificam sua reclamação de soberania sobre o Mar do Sul da China ou Mar da China Meridional até a ilha de Bornéu, na Indonésia. Uso sua marinha de guerra de forma cada vez mais agressiva para ocupar ilhas, recifes e águas territoriais correspondentes.
Em janeiro de 2014, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, causou furor no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, ao lembrar que a Alemanha e o Reino Unido entraram em guerra em 1914, apesar de fortes relações econômicas como a China e o Japão tem hoje. Os dois países disputam o arquipélago que os japoneses chamam de Senkaku e os chineses de Diaoyu.
O regime comunista chinês tem disputas territoriais com o Japão, Taiwan, as Filipinas, a Malásia, Brunei e o Vietnã. No ano passado, a China se arrogou o direito de patrulhar um enorme espaço aéreo sobre o mar incluindo regiões reivindicadas pela Coreia do Sul e o Japão.
"Se dissermos sim a algo que consideramos errado agora, que garantias haverá de que o erro não será exacerbado no futuro?", desabafou Aquino em entrevista ao jornal The New York Times. "Em que ponto você diz: 'Basta!'? Bem, o mundo tem de dizer - lembrem que os Sudetos foram cedidos numa tentativa de apaziguar Hitler e evitar a Segunda Guerra Mundial."
Depois de criticar as declarações do líder filipino como "desafortunadas" e "inflamatórias", a agência oficial de notícias Nova China alegou, como sempre, que as reivindicações marítimas chinesas têm base na história e que "um líder filipino profissional e maduro faria mais por seu país tentando resolver as disputas territoriais com a China".
A China alega que mapas de centenas de anos justificam sua reclamação de soberania sobre o Mar do Sul da China ou Mar da China Meridional até a ilha de Bornéu, na Indonésia. Uso sua marinha de guerra de forma cada vez mais agressiva para ocupar ilhas, recifes e águas territoriais correspondentes.
Em janeiro de 2014, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, causou furor no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, ao lembrar que a Alemanha e o Reino Unido entraram em guerra em 1914, apesar de fortes relações econômicas como a China e o Japão tem hoje. Os dois países disputam o arquipélago que os japoneses chamam de Senkaku e os chineses de Diaoyu.
O regime comunista chinês tem disputas territoriais com o Japão, Taiwan, as Filipinas, a Malásia, Brunei e o Vietnã. No ano passado, a China se arrogou o direito de patrulhar um enorme espaço aéreo sobre o mar incluindo regiões reivindicadas pela Coreia do Sul e o Japão.
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terça-feira, 9 de abril de 2013
China amplia programa de aviões não tripulados
A exemplo dos Estados Unidos, a China está investindo pesadamente na pesquisa e na fabricação de aeronaves não tripuladas, os drones. O objetivo inicial é patrulhar e monitorar os territórios disputados com outros países da Ásia.
Com os drones, a ditadura comunista chinesa espera manter sua presença junto às ilhas disputadas com Japão, Coreia do Sul, Vietnã, Filipinas, Indonésia, Malásia, Taiwan e Brunei nos mares do Leste da China e da China Meridional.
No momento, os EUA e Israel lideram a tecnologia dos aviões sem tripulantes. Os modelos chineses não são tão avançados e testados nem têm o mesmo alcance dos equipamentos americanos e israelenses, mas servem para controlar fronteiras e águas territoriais.
A China está desenvolvendo vários tipos de drones, desde aparelhos maiores para grandes altitudes como o Falcão Global dos EUA até modelos menores como o também americano Corvo. Já tem aeronaves como o americano Predador.
Até 2015, o governo chinês pretende construir 11 bases de drones no litoral do país para tentar manter à distância os países com que têm disputas territoriais. A quantidade de drones sobrevoando o arquipélago das ilhas Diaoyu ou Senkaku, disputadas com o Japão, levou as autoridades japonesas a expandir seu próprio programa e a comprar drones dos EUA.
Do ponto de vista econômico, o desenvolvimento da tecnologia de aeronaves não tripuladas abre novos mercados para as exportações militares chinesas, com destaque para o Paquistão e os Emirados Árabes Unidos.
Com os drones, a ditadura comunista chinesa espera manter sua presença junto às ilhas disputadas com Japão, Coreia do Sul, Vietnã, Filipinas, Indonésia, Malásia, Taiwan e Brunei nos mares do Leste da China e da China Meridional.
No momento, os EUA e Israel lideram a tecnologia dos aviões sem tripulantes. Os modelos chineses não são tão avançados e testados nem têm o mesmo alcance dos equipamentos americanos e israelenses, mas servem para controlar fronteiras e águas territoriais.
A China está desenvolvendo vários tipos de drones, desde aparelhos maiores para grandes altitudes como o Falcão Global dos EUA até modelos menores como o também americano Corvo. Já tem aeronaves como o americano Predador.
Até 2015, o governo chinês pretende construir 11 bases de drones no litoral do país para tentar manter à distância os países com que têm disputas territoriais. A quantidade de drones sobrevoando o arquipélago das ilhas Diaoyu ou Senkaku, disputadas com o Japão, levou as autoridades japonesas a expandir seu próprio programa e a comprar drones dos EUA.
Do ponto de vista econômico, o desenvolvimento da tecnologia de aeronaves não tripuladas abre novos mercados para as exportações militares chinesas, com destaque para o Paquistão e os Emirados Árabes Unidos.
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