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segunda-feira, 2 de junho de 2025

Ucrânia humilha Rússia com grande ataque a bases aéreas

Foi o maior golpe à Rússia desde o início da guerra. Grandes ondas de drones da Ucrânia atacaram no domingo bases aéreas em cinco regiões russas, inclusive na Sibéria, a uma distância de até 4,6 mil quilômetros da fronteira entre dois países. 

Na versão ucraniana, eles destruíram 41 aviões de combate, 34% dos bombardeiros estratégicos russos capazes de disparar mísseis de cruzeiro, inclusive nucleares, diminuindo o poderio nuclear russo. Foi uma demonstração de força antes de uma nova rodada de negociações de paz realizada hoje em Istambul, na Turquia.

A Operação Teia de Aranha foi planejada durante um ano e meio, e o presidente Volodymyr Zelenski não avisou os Estados Unidos porque entende que o presidente Donald Trump é aliado do ditador Vladimir Putin. A Ucrânia conseguiu infiltrar contêineres e contratou caminhões russos para transportar os drones, que têm sido fundamentais para a resistência ucraniana à invasão russa.

Além do ataque de drones, uma organização clandestina pró-Ucrânia atacou Mariupol, uma cidade ucraniana ocupada pela Rússia desde maio de 2022, e duas pontes ferroviárias foram derrubadas na região russa de Briansk, que fica junto à fronteira com a Ucrânia. Em contrapartida, um míssil russo atingiu um centro de treinamento militar da Ucrânia e matou 12 soldados.

A reação dentro da Rússia foi exigir uma retaliação à altura. Putin sabe que tem de reagir. A Rússia tem se limitado a uma guerra de atrito contra cidades e populações civis com os maiores ataques de drones e mísseis até agora, enquanto faz avanços mínimos nas verdadeiras frentes de combate. Mas esse ataque abala a capacidade nuclear da Rússia. Putin, que desde o início da guerra faz uma chantagem nuclear, vai usar armas nucleares táticas contra a Ucrânia? Provavelmente, não, porque sua maior aliada, a China, é contra, mas o risco aumentou.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Ataque a petróleo saudita aumenta risco de guerra no Oriente Médio

Um ataque de drones a instalações petrolíferas da Arábia Saudita inflama o Oriente Médio. Os Estados Unidos acusam o Irã. E a República Islâmica afasta qualquer possibilidade de um encontro entre os presidentes Donald Trump e Hassan Rouhani na próxima semana, durante a reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. 

Quando Estados Unidos e Irã pareciam próximos da retomada do diálogo, um ataque com pelo menos dez drones atingiu a maior refinaria de petróleo do mundo e um campo de petróleo no Oeste da Arábia Saudita. O país é o segundo maior produtor mundial e o maior exportador mundial de petróleo. 

A produção da companhia estatal de petróleo saudita, a Aramco, caiu de 9 milhões e 800 mil barris por dia para 4 milhões e 100 mil barris por dia. Inicialmente, o governo saudita falou em restaurar um terço da capacidade perdida até hoje e toda até o fim da semana, mas admite que os danos foram maiores do que na avaliação inicial. Os especialistas estimam que serão necessárias semanas e talvez meses para retomar a produção anterior.

Os preços internacionais do petróleo subiram 10 por cento na abertura dos negócios de hoje para 71 dólares por barril do tipo Brent, o maior aumento em quase 30 anos. Depois, caíram para cerca de 65 dólares. Ainda estão abaixo dos 80 dólares do ano passado. Meu comentário:

domingo, 15 de setembro de 2019

Petróleo sobe 20% com ataques e queda da produção saudita

O preço do barril de petróleo do tipo Brent, padrão do centro financeiro de Londres, subiu 20%, de US$ 60 para US$ 71, na reabertura dos negócios depois dos ataques de drones ontem contra um campo de exploração de petróleo e a maior refinaria do mundo, na Arábia Saudita, segundo maior produtor e maior exportador mundial. 

Com os ataques, a produção saudita caiu pela metade. O empresa estatal de petróleo Aramco promete restaurar na segunda-feira um terço da capacidade perdida, de 5,7 milhões de barris por dia, 6% da produção mundial. Seriam 2 milhões de barris por dia de volta ao mercado. Antes, falara em retomar toda a produção no início da semana.

"Foi definitivamente pior do que avaliamos nas primeiras horas depois do ataque, mas vamos assegurar que o mercado não enfrente nenhuma escassez até que estejamos plenamente de volta", declarou um alto funcionário saudita. Os Estados Unidos podem usar seus estoques para evitar um choque maior no mercado.

O ataque foi reivindicado pelos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã que lutam na guerra civil do Iêmen contra o presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi. O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, acusou o Irã, dizendo não haver certeza que os drones saíram do Iêmen.

Em pronunciamento na televisão, o presidente Hassan Rouhani negou qualquer responsabilidade do Irã. Ele acusou os EUA, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos de armar e financiar o outro lado na guerra civil do Iêmen, a pior tragédia humanitária hoje no mundo.

Uma investigação recente das Nações Unidas constatou que os hutis têm drones com alcance de quase 1,5 quilômetro. Portanto, poderiam ter atingido as instalações petrolíferas sauditas, que ficam a 800 km da fronteira iemenita.

De acordo com a televisão americana CNN, pelo ângulo do ataque, os EUA acreditam que possa ter partido do Irã ou do Iraque. O governo iraquiano negou que seu território tenha sido usado para lançar a revoada de drones.

O incidente atinge em cheio, tornando mais difícil um possível encontro entre os presidentes Donald Trump e Hassan Rouhani durante a reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, no fim deste mês. Trump declarou que os EUA estão "carregados e engatilhados" para responder ao ataque militarmente.

sábado, 14 de setembro de 2019

Rebeldes xiitas atacam instalações de petróleo na Arábia Saudita

Um bombardeio de drones atingiu hoje duas grandes instalações de petróleo, inclusive a maior refinaria do mundo, paralisando metade da produção da Arábia Saudita, segundo maior produtor e maior exportador mundial, com 10% do mercado. Os rebeldes hutis, do Iêmen, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, reivindicaram a autoria do ataque. 

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, acusou o Irã pelo que chamou de "um ataque sem precedentes contra o suprimento mundial de energia" e alegou que "não há evidências de que os ataques vieram do Iêmen". A Arábia Saudita não responsabilizou o Irã.

As instalações atacadas têm capacidade de processar 8,45 milhões de barris de petróleo bruto por dia. A empresa estatal Aramco, maior companhia de petróleo do mundo, anunciou um corte de produção de 5,7 milhões de barris por dia. Os Estados Unidos podem usar suas reservas para estabilizar o mercado.

Se realmente foram os hutis, será o maior ataque ao reino desde a intervenção militar saudita na guerra civil do Iêmen em favor do presidente deposto Abed Rabbo Mansur Hadi, iniciada em 25 de março de 2015.

Os bombardeios aéreos dos sauditas e seus aliados do Conselho de Cooperação do Golfo arrasaram o mais pobre dos países árabes. Com um bloqueio naval, provocou a pior crise humanitária hoje no mundo, com milhões ameaçados pela fome.

A milícia huti faz parte de uma rede de grupos xiitas alinhados ao Irã, que disputa a liderança regional e do islamismo com Arábia Saudita, sunita. Os EUA e a Arábia Saudita acusam o Irã de enviar técnicos para treinar os hutis em tecnologias de mísseis e de drones.

Um inquérito das Nações Unidas constatou que os hutis têm drones com raio de ação de quase 1,5 quilômetro. Os alvos atingidos na Arábia Saudita estão a cerca de 800 km da fronteira iemenita. Os hutis atacaram a infraestrutura saudita anteriormente, mas com mísseis balísticos de pouca precisão.

domingo, 25 de agosto de 2019

Israel bombardeia Síria para evitar ataque de drones do Irã

A Força Aérea de Israel atacou sábado à noite uma base militar na cidade de Acrabá, próxima a Damasco, a capital da Síria, sob o pretexto de impedir um bombardeio de drones que estaria sendo preparado pela Força Quods, braço da Guarda Revolucionária Iraniana para ações no exterior, informaram as Forças de Defesa de Israel (FDI).

Os alvos foram a Força Quods e milícias xiitas financiadas, armadas e treinadas pelo Irã que estariam preparando o ataque com aeronaves não tripuladas. Dias atrás, Israel fez um bombardeio semelhante contra milícias xiitas no Iraque.

"As FDI, com aviões, foram capazes de frustrar uma tentativa iraniana da Força Quods para lançar um ataque em alvos israelenses no Norte de Israel usando drones", declarou o porta-voz militar Jonathan Conricus.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, descreveu o bombardeio como "um grande esforço operacional". E acrescentou: "O Irã não tem imunidade em lugar nenhum. Nossas forças estão operando em todas as arenas contra a agressividade iraniana. Se alguém se levanta para te matar, mate-o primeiro", disse Netanyahu citando o Talmud, um livro sagrado do judaísmo.

Depois do bombardeio, várias unidades de inteligência militar, esquadrões aéreos e centros de defesa antiaérea entraram em prontidão. Mais baterias antiaéreas foram levadas para o Norte de Israel. Os prefeitos da região foram advertidos para o risco de uma retaliação iraniana.

O porta-voz militar israelense revelou que o serviço secreto acompanha há meses a preparação de ataques: "Era um plano significativo, com capacidades significativas. Não era algo preparado em baixo nível, mas da cúpula da Força Quods."

Israel esperava um ataque iminente e resolveu bombardear antes. Fez o anúncio, o que não costuma fazer, minutos depois que a televisão síria noticiou que a defesa antiaérea fora acionada e neutralizou o ataque "imediata e eficientemente".

Vários mísseis israelenses atingiram posições mantidas por forças estrangeiras, constatou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental que monitora a guerra civil na Síria.

No primeiro momento, não houve informações sobre vítimas. O Irã não comentou.

De surpresa, o ministro do Exterior iraniano, Mohamed Javad Zarif, chegou hoje a Biarritz, na França, onde se realiza a reunião de cúpula do Grupo dos Sete, formado por sete grandes potências industriais democráticas: Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá. Os países europeus tentam salvar o acordo nuclear de que os EUA saíram no ano passado.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Israel se prepara para uma retaliação direta do Irã

Dentro da guerra civil da Síria, o maior risco no momento é de uma guerra entre Israel e o Irã. O governo israelense espera um ataque direto da república islâmica em retaliação pelo bombardeio a uma base aérea síria em que sete militares iranianos foram mortos, em 9 de abril de 2018, informou o jornal The Jerusalem Post.

A expectativa é de um ataque de mísseis ou drones disparados pela Guarda Revolucionária do Irã de alguma base na Síria e não por milícias aliadas como o Hesbolá (Partido de Deus), do Líbano, que luta ao lado da ditadura de Bachar Assad na guerra civil síria. A ordem deve partir do general Kassem Suleimani, comandante da Força al-Qods, braço da Guarda Revolucionária para ações no exterior.

"Israel vai reagir duramente a qualquer ação iraniana partindo da Síria", declarou uma fonte das Forças de Defesa de Israel à TV Sky News em árabe. Os militares israelenses estão certos de que a resposta virá.

Depois do bombardeio israelense, Ali Akbar Velayati, ex-ministro do Exterior e atual assessor do Supremo Líder Espiritual da República Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, advertiu Israel de que "deve esperar uma resposta poderosa".

O representante de Khamenei junto à Guarda, Ali Shirazi, foi ainda mais agressivo: "Se Israel quer continuar sua existência traiçoeira, deve evitar medidas estúpidas. Se derem pretextos ao Irã, Telavive e Haifa serão destruídas."

Fotos de satélites-espiões mostram um aumento da presença militar iraniana na Síria sob o comando do general-brigadeiro Air Ali Hajizadeh, comandante da força aérea da Guarda Revolucionária do Irã. Também revelam que o Irã envia mísseis para a Síria como se fosse ajuda humanitária.

Os iranianos estabeleceram várias bases, inclusive T4, a base atacada por Israel; em Alepo, a capital econômica do país; no Aeroporto Internacional de Damasco e em outro campo de pouso, ao sul da capital; e em Deir el-Zur, no Leste da Síria, para onde aviões Ilyushin levaram armas e equipamentos militares do Irã.

As companhias aéreas comerciais Simorgh Air e Pouya Cargo Air estariam sendo usadas, de acordo com a mesma fonte, para levar mais soldados e armamentos para a Síria.

No início de fevereiro, um drone iraniano armado com explosivos invadiu o espaço aéreo israelense e foi abatido. Foi um divisor de águas importante nas relações bilaterais entre os dois países.

"Foi a primeira vez que o próprio Irã fez alguma coisa contra Israel - e não através de aliados", observou um oficial israelense, e "foi a primeira vez que atacamos alvos iranianos vivos, tanto instalações quanto pessoas".

sábado, 21 de maio de 2016

Líder dos Talebã foi morto por drones dos EUA

Um bombardeio com aeronaves não tripuladas (drones) dos Estados Unidos no Paquistão matou o líder da milícia extremista muçulmana dos Talebã (Estudantes), mulá Akhtar Mansur, informou hoje o Departamento da Defesa dos EUA (Pentágono). Horas depois, o grupo confirmou a morte.

É um duro golpe na milícia que governou o Afeganistão de 1996 a 2001 e ressurgiu depois da retirada da maior parte das forças internacionais que invadiram o país depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Mas a morte do líder não costuma ser o fim dos grupos terroristas.

O ataque, autorizado pelo presidente Barack Obama, foi às 6h de hoje pela hora local, quando Mansur viaja de carro numa região remota do Paquistão perto da fronteira como Afeganistão.

Mansur era o sucessor do mulá Mohamed Omar, fundador da Milícia dos Talebã, que morreu em 2013, mas sua morte só foi revelada em 2015.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Drone dos EUA mata alto comandante do Estado Islâmico na Síria

Um ataque de drones perto de Rakka, na Síria, a capital do califado autoproclamado pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, matou um alto comandante desta organização terrorista, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, citado pela Agência France Presse (AFP).

Abu al-Hija ia para a província de Alepo quando foi atingido. De origem tunisiana, é
último líder do Estado Islâmico abatido por aviões não tripulados. Em 25 de março, os EUA anunciaram as mortes de Abdel Rahman Mustafa al-Kaduli e Omar al-Chichani.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Drones dos EUA matam 150 em ataque a Al Chababe na Somália

Um ataque de aviões não tripulados dos Estados Unidos a um campo de treinamento da milícia terrorista Al Chababe (A Juventude) situado a 195 quilômetros ao norte de Mogadíscio, a capital da Somália, deixou pelo menos 150 mortos, anunciou hoje o Departamento de Defesa dos EUA.

"Os combatentes estavam treinando para em grande escala", declarou em Washinton o porta-voz do Pentágono, capitão Jeff Davies. "Sabemos que deixariam o campo e seriam uma ameaça iminente para os EUA e as forças da União Africana", que realizam uma missão de paz em apoio ao governo provisório.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Itália autoriza EUA a usar Sícilia para atacar Líbia com drones

O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, autorizou os Estados Unidos a usar uma base militar na ilha da Sicília para bombardear posições do Estado Islâmico do Iraque e do Levante na Líbia, noticiou hoje a agência Reuters.

Renzi explicou que não será uma autorização permanente para uso da base aeronaval de Sigonella. Os ataques serão decididos caso a caso.

Um representante do Ministério da Defesa da Itália afirmou que só serão autorizadas ações defensivas, por exemplo, para proteger pessoas ameaçadas pelo terrorismo na Líbia.

Desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em 2011, a Líbia vive em estado de anarquia com dois governos paralelos e várias milícias disputando o poder. Sob pressão cada vez maior no Oriente Médio, o Estado Islâmico teria transferido parte de sua liderança para a Líbia.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Bombardeio americano mata chefe d'al Caeda no Iêmen

A rede Al Caeda na Península Arábica, com sede no Iêmen, confirmou hoje a morte de seu líder, Nasser al-Wahishi, num bombardeio de aviões não tripulados (drones) dos Estados Unidos, noticiou o jornal The Washington Post, citando fontes do Departamento da Defesa, o Pentágono.

Ex-assessor pessoal de Ossama ben Laden, Wahishi era considerado o segundo homem na hierarquia d'al Caeda, depois do médico egípcio Ayman al-Zawahiri. O comandante militar da ACPA, Kassim al-Raimi, será o novo líder.

Ao derrubar o governo e criar um estado de anarquia no Iêmen, a guerra civil contribuiu para a expansão da rede terrorista, que tomou a cidade de al-Mukala, a quinta maior do país.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Drone dos EUA matou reféns ocidentais d'al Caeda

O presidente Barack Obama pediu desculpas hoje pela morte de dois reféns ocidentais, um americano e um italiano, mantidos pela rede terrorista Al Caeda num refúgio no Paquistão bombardeado em janeiro de 2015 por um avião não tripulado dos Estados Unidos, noticiou o jornal The New York Times.

"Na névoa da guerra, de modo geral, e na nossa guerra contra o terrorismo, em particular, erros acontecem e esses erros podem ser fatais", lamentou Obama. "Como presidente e comandante em chefe, assumo total responsabilidade por todas as operações antiterrorismo."

Foi a primeira vez que os EUA mataram um refém por engano durante um bombardeio de drones. O erro foi um duro golpe contra o programa secreto de drones da Agência Central de Inteligência (CIA), o serviço de espionagem da Presidência dos EUA, que Obama ampliou depois de chegar à Casa Branca. Dois americanos que haviam aderido à Caeda também foram mortos por drones na região.

Warren Weinstein, um especialista americano em desenvolvimento, foi sequestrado em sua casa na cidade de Lahore, no Paquistão, em agosto de 2011. Em 2013, ele fez um apelo ao presidente Obama, declarando estar "totalmente abandonado" pelo governo americano.

Giovanni Lo Porto, natural de Palermo, na Sicília, era formado em ciências sociais em Londres. Antes de chegar ao Paquistão, onde ajudou áreas arrasadas por enchentes, trabalhou como assistente social na República Centro-Africana e no Haiti. Ele foi sequestrado no Punjab em janeiro de 2012.

Muitos líderes da rede Al Caeda foram mortos por drones. Nos últimos anos, o número de ataques boi bastante reduzido.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Governo do Iêmen renuncia em massa

Diante da nova ofensiva dos rebeldes hutis, da seita xiita zaidita, que já controlavam a capital desde setembro, todo o governo do Iêmen, o presidente, o primeiro-ministro e os demais ministros, renunciou hoje, deixando acéfalo o mais pobre país árabe.

A solução constitucional seria a posse do presidente do Parlamento, mas o Legislativo não aceitou as renúncias e convocou uma sessão de emergência.

Os hutis, financiados pelo Irã, são antiamericanos e anti-israelenses. Isso complica a estratégia dos Estados Unidos, que eram aliados do governo deposto na luta contra o terrorismo, especialmente da rede Al Caeda na Península Arábica, que se instalou no Iêmen para fugir da repressão na Arábia Saudita e é alvo permanente dos bombardeios de aviões não tripulados (drones) americanos.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Rebeldes hutis cercam primeiro-ministro do Iêmen

Os rebeldes xiitas conhecidos como hutis cercaram o primeiro-ministro do Iêmen, Khaled Banah, em Saná, e o governo praticamente parou de funcionar, admitiu a ministra da Informação, Nadia Sakkaf, em entrevista à televisão americana CNN. A Embaixada dos Estados Unidos no país foi fechada. O governo americano avalia a necessidade de realizar uma operação para resgatar diplomatas e funcionários.

Quatro forças lutam na guerra civil do mais pobre entre os países árabes: o governo; os hutis, apoiados pelo Irã; a rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, que se instalou lá fugindo da repressão na Arábia Saudita; e os Estados Unidos, que bombardeiam a rede terrorista com aviões não tripulados, os drones.

Com o fechamento da embaixada, a operação antiterrorismo dos EUA no país fica muito mais difícil. Um dos terroristas responsáveis pelo ataque ao jornal satírico francês Charlie Hebdo em 7 de janeiro de 2015 foi treinado e declarou lealdade a Al Caeda no Iêmen.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Mais de 400 drones dos EUA caíram desde 2001

Os aviões não tripulados usados pelos Estados Unidos para atacar bases dos extremistas muçulmanos no Iêmen e no Paquistão sofreram uma grande quantidade de acidentes, pelo menos 400, causados por problemas técnicos, falha humana ou clima, revela uma investigação de um ano feita pelo jornal The Washington Post.

Documentos sigilosos descobertos pelo jornal desmentem a posição oficial do governo americano de que os drones podem voar com segurança em áreas povoadas e dividir o espaço aérea com aviões comerciais.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Aeroporto de Caráchi é alvo de novo ataque terrorista

Uma academia da polícia situada perto do aeroporto international Mohamed Jinnah, o mais importante do Paquistão, foi alvo de ataque hoje de terroristas muçulmanos dois dias depois de uma tentativa de assalto ao terminal que acabou com pelo menos 29 mortes.

Depois que a milícia fundamentalista dos Talebã do Paquistão assumiu a responsabilidade pela tentativa de tomar o aeroporto de Caráchi, a maior cidade do país, o governo do primeiro-ministro Nawaz Sharif suspendeu as negociações de paz e pediu que os terroristas sejam "eliminados". O Exército paquistanês prepara uma nova ofensiva contra as regiões tribais do Noroeste do país onde os jihadistas têm suas bases.

Essas operações militares e os ataques com aviões não tripulados dos Estados Unidos são as principais razões do ataque ao aeroporto, que mostra mais uma vez que o Paquistão é refém de guerrilheiros muçulmanos.

terça-feira, 22 de abril de 2014

EUA bombardeiam Al Caeda no Iêmen

As imagens divulgadas na Internet de uma grande reunião de guerrilheiros da rede terrorista Al Caeda no Iêmen provocou a ira dos Estados Unidos. Três bombardeios de drones americanos contra centros de treinamento da rede mataram pelo menos 55 militantes no último fim de semana.

Foi o maior dos 11 ataques de drones dos EUA no Iêmen neste ano. Os principais alvos dos americanos eram o chefe d'al Caeda na Península Arábica, Nasser al-Wuhaichi, e o maior especialista em fabricação de bombas do grupo, Ibrahim al-Assiri.

Durante o governo George W. Bush (2001-9), houve apenas um ataque de drones no Iêmen, com seis mortes. Desde a posse de Obama, foram 92 ataques de drones e 15 com outros armamentos como mísseis de cruzeiro.

Pelos cálculos da New American Foundation, os ataques dos EUA ao Iêmen mataram entre 753 e 965 pessoas, na maioria jihadistas, mas também 81 civis.

Especialistas em terrorismo advertem que os drones não são uma "bala mágica" capaz de erradicar o terrorismo no Iêmen. Sem combate à miséria no país mais pobre do mundo árabe e a capacitação das forças de segurança, o problema não será resolvido e vai aumentar o sentimento antiamericano, fonte de recrutamento de novos terroristas.

domingo, 13 de outubro de 2013

Malala: drones alimentam o terrorismo

Para a adolescente paquistanesa que virou símbolo da luta pela educação feminina diante do fundamentalismo muçulmano, Malala Yusafzai, depois de ser baleada na cabeça pelos talebã, os ataques dos Estados Unidos com aviões não tripulados contra extremistas baseados nas regiões tribais do Paquistão estimulam ações terroristas.

Durante encontro com o presidente Barack Obama, disse ela, "manifestei minha preocupação de que os ataques de drones estejam alimentando o terrorismo. Vítimas inocentes morrem nestes ataques, que causam grande ressentimento e revolta entre o povo paquistanês. Se focarmos nossos esforços na educação, será um grande impacto".

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Vice-líder d'al Caeda no Iêmen é morto por drone

A rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, confirmou hoje que seu subcomandante, Said al-Cheri, também conhecido como Abu Sufian al-Azdi, foi morto num bombardeio de aviões não tripulados dos Estados Unidos. A data do ataque não foi revelada.

Os drones são a arma favorita do governo Barack Obama na luta contra o terrorismo e uma das grandes fontes de acusações de violações dos direitos humanos, já que os suspeitos são mortos sem julgamento sob a alegação de que Al Caeda está em guerra permanente contra os EUA.

Isso dá poderes de guerras permanentemente ao presidente dos EUA e acaba provocando a morte de muitos inocentes que por azar estavam na área bombardeada por controle remoto.

domingo, 9 de junho de 2013

Ataque de drone mata cinco no Iêmen

Cinco suspeitos de pertencer ao braço da rede terrorista Al Caeda no Iêmen foram mortos hoje por um ataque de um avião não tripulado dos Estados Unidos. O alvo foi um veículo que circulava na região de Khat al-Chat, na província de Jawf.

Além dos bombardeios aéreos dos EUA, o Exército iemenita lançou recentemente uma ofensiva com o apoio de chefes tribais para combater os jihadistas. Com a repressão na Arábia Saudita, o Iêmen se tornou a principal base da Al Caeda na Península Arábica.