Antes do fim da apuração, Imran Khan, ex-capitão da seleção de críquete de Paquistão e candidato favorito das Forças Armadas, cantou vitórias nas eleições nacionais realizadas. O ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, impedido de concorrer por força de uma condenação por corrupção, protestou contra uma possível influência do Exército, o grande poder por trás do trono nos 71 anos de independência do Paquistão, e rejeitou o resultado oficial.
Na madrugada desta sexta-feira pelo horário local, o Movimento pela Justiça no Paquistão, liderado por Khan, havia conquistado 108 das 228 cadeira da Assembleia Nacional do Paquistão, seguido pela Liga Muçulmana do Paquistão, o partido de Sharif, com 58 deputados, e pelo Partido Popular Paquistão, chefiado por Bilawal Bhutto Zardari, filho da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto.
Khan nasceu em 5 de outubro de 1952 numa família rica do povo pashtun e foi educado na Inglaterra. Em 1974, entrou para a seleção nacional de críquete.
Como capitão da seleção de críquete, Khan levou o Paquistão à sua única vitória na Copa do Mundo, em 1992. Playboy internacional, ele se casou com a socialite britânica e judia Jemima Goldsmith, que na época tinha a metade de sua idade. Hoje, ela felicitou o “pais dos meus filhos”. Não tinha a menor cara de primeira-dama de um país muçulmano.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 26 de julho de 2018
sexta-feira, 6 de julho de 2018
Ex-primeiro-ministro do Paquistão pega 10 anos de cadeia por corrupção
O ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif foi condenado ontem a 10 anos de prisão por corrupção pela Justiça do Paquistão, noticiou a agência Reuters. Ele está em Londres e não poderá voltar ao Paquistão para fazer campanha para as eleições de 25 de julho.
Sharif governou o Paquistão de 1990 e 1993 e de 1997 a 1999, quando foi deposto por um golpe militar liderado pelo comandante do Exército, general Pervez Musharraf. Em maio de 1998, o Paquistão realizou testes atômicos, assumindo publicamente o status de potência nuclear, ao lado da Índia, inimiga histórica.
Depois de voltar ao poder em 2013, ele foi afastado pela Suprema Corte em 28 de julho do ano passado por causa de seu envolvimento no escândalo dos Papéis do Panamá, de investimentos secretos e lavagem de dinheiro neste país, que é um paraíso fiscal e desde então está sendo fortemente pressionado a mudar sua legislação financeira.
A denúncia foi apresentada em 19 de outubro de 2017. O veredito e a sentença condenatória foram anunciados ontem. Mesmo como réu, ele liderava a Liga Muçulmana do Paquistão (LMP-N). Agora, terá de fazê-lo do exílio em Londres.
Em 72 anos de história, nenhum primeiro-ministro jamais completou o mandato no Paquistão. Sharif foi o líder eleito que governou o país por mais tempo, cerca de 9 anos, mas não bateu o ditador Zia ul-Hak (1977-88), um conservador linha-dura que se aliou aos Estados Unidos, especialmente depois da invasão soviética no Afeganistão, em 1979. Foi o principal responsável pela islamização do Paquistão ao usar a religião como ideologia da ditadura.
Benazir Bhutto foi a primeira mulher a governar um país muçulmano. Ela chefiou o governo por cinco anos, de 1993 a 1996 e de 1988 a 1990. Foi assassinada em campanha eleitoral em 27 de dezembro de 2007. Seu pai, Zulfikar Ali Bhutto, foi presidente de 1971 a 1973 e primeiro-ministro de 1973 a 1977, quando foi deposto e executado num golpe militar.
Um Parlamento fragmentado vai formar um governo fraco, suscetível às pressões das Forças Armadas, que por causa do conflito histórico com a Índia são na prática o poder real.
No momento, as pesquisas dão em média 31% das preferências para a centro-direitista LMP-N, presidido por Shehbaz Sharif, irmão do ex-primeiro-ministro condenado; 24% para o partido que mais cresce no país, o Movimento por Justiça, liderado por Imran Khan, ex-capitão da seleção nacional de críquete; e 14% para o centro-esquerdista Partido Popular Paquistanês (PPP), liderado por Bilawal Bhutto Zardari desde o assassinato da mãe.
Sharif governou o Paquistão de 1990 e 1993 e de 1997 a 1999, quando foi deposto por um golpe militar liderado pelo comandante do Exército, general Pervez Musharraf. Em maio de 1998, o Paquistão realizou testes atômicos, assumindo publicamente o status de potência nuclear, ao lado da Índia, inimiga histórica.
Depois de voltar ao poder em 2013, ele foi afastado pela Suprema Corte em 28 de julho do ano passado por causa de seu envolvimento no escândalo dos Papéis do Panamá, de investimentos secretos e lavagem de dinheiro neste país, que é um paraíso fiscal e desde então está sendo fortemente pressionado a mudar sua legislação financeira.
A denúncia foi apresentada em 19 de outubro de 2017. O veredito e a sentença condenatória foram anunciados ontem. Mesmo como réu, ele liderava a Liga Muçulmana do Paquistão (LMP-N). Agora, terá de fazê-lo do exílio em Londres.
Em 72 anos de história, nenhum primeiro-ministro jamais completou o mandato no Paquistão. Sharif foi o líder eleito que governou o país por mais tempo, cerca de 9 anos, mas não bateu o ditador Zia ul-Hak (1977-88), um conservador linha-dura que se aliou aos Estados Unidos, especialmente depois da invasão soviética no Afeganistão, em 1979. Foi o principal responsável pela islamização do Paquistão ao usar a religião como ideologia da ditadura.
Benazir Bhutto foi a primeira mulher a governar um país muçulmano. Ela chefiou o governo por cinco anos, de 1993 a 1996 e de 1988 a 1990. Foi assassinada em campanha eleitoral em 27 de dezembro de 2007. Seu pai, Zulfikar Ali Bhutto, foi presidente de 1971 a 1973 e primeiro-ministro de 1973 a 1977, quando foi deposto e executado num golpe militar.
Um Parlamento fragmentado vai formar um governo fraco, suscetível às pressões das Forças Armadas, que por causa do conflito histórico com a Índia são na prática o poder real.
No momento, as pesquisas dão em média 31% das preferências para a centro-direitista LMP-N, presidido por Shehbaz Sharif, irmão do ex-primeiro-ministro condenado; 24% para o partido que mais cresce no país, o Movimento por Justiça, liderado por Imran Khan, ex-capitão da seleção nacional de críquete; e 14% para o centro-esquerdista Partido Popular Paquistanês (PPP), liderado por Bilawal Bhutto Zardari desde o assassinato da mãe.
domingo, 27 de março de 2016
Atentado suicida em parque mata 72 pessoas no Paquistão
Pelo menos 72 pessoas morreram e outras 300 saíram feridas hoje quando um homem-bomba se detonou num parque de diversões onde crianças brincavam de balanço na cidade de Lahore, no Paquistão, no fim do Domingo de Páscoa. Um grupo dissidente dos Talebã do Paquistão chamado Jamaatul Ahrar assumiu a autoria do atentado.
Os alvos seriam famílias cristãs que festejavam a Páscoa. Os cristãos são apenas 2% da população paquistanesa, de 182 milhões de habitantes.
"Parece que estamos numa guerra", descreveu o porta-voz da polícia local, Haider Ashraf. "Este era um alvo fácil, inocentes, mulheres e crianças foram atingidos."
Lahore, terra natal do primeiro-ministro islamita moderado Nawaz Sharif, é a capital da província do Punjab, a região mais populosa do Paquistão. Vinha sendo poupada dos ataques terroristas.
O Exército do Paquistão estimulou a proliferação de milícias extremistas muçulmanas para usá-las na guerra indireta contra a Índia, inimiga histórica, e também para intervir no vizinho Afeganistão. A milícia dos Talebã (Estudantes), que governou o Afeganistão de 1996 a 2001, foi criada com o apoio do serviço secreto militar paquistanês.
Mesmo depois da morte da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto num atentado terrorista em 27 de dezembro de 2007, quando ela fazia campanha para voltar ao poder, e da tentativa de matar seu marido, o então presidente Assif Ali Zardari, em outro, contra o Hotel Marriott, em 20 de setembro de 2008, o Exército do Paquistão reluta em atacar os jihadistas de frente.
Em 16 de dezembro de 2014, sete terroristas dos Talebã do Paquistão atacaram uma escola frequentada por filhos de militares, matando 141 pessoas, sendo 132 estudantes. Todos os terroristas foram mortos e outros quatro condenados por pertencer ao grupo foram enforcados.
Os alvos seriam famílias cristãs que festejavam a Páscoa. Os cristãos são apenas 2% da população paquistanesa, de 182 milhões de habitantes.
"Parece que estamos numa guerra", descreveu o porta-voz da polícia local, Haider Ashraf. "Este era um alvo fácil, inocentes, mulheres e crianças foram atingidos."
Lahore, terra natal do primeiro-ministro islamita moderado Nawaz Sharif, é a capital da província do Punjab, a região mais populosa do Paquistão. Vinha sendo poupada dos ataques terroristas.
O Exército do Paquistão estimulou a proliferação de milícias extremistas muçulmanas para usá-las na guerra indireta contra a Índia, inimiga histórica, e também para intervir no vizinho Afeganistão. A milícia dos Talebã (Estudantes), que governou o Afeganistão de 1996 a 2001, foi criada com o apoio do serviço secreto militar paquistanês.
Mesmo depois da morte da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto num atentado terrorista em 27 de dezembro de 2007, quando ela fazia campanha para voltar ao poder, e da tentativa de matar seu marido, o então presidente Assif Ali Zardari, em outro, contra o Hotel Marriott, em 20 de setembro de 2008, o Exército do Paquistão reluta em atacar os jihadistas de frente.
Em 16 de dezembro de 2014, sete terroristas dos Talebã do Paquistão atacaram uma escola frequentada por filhos de militares, matando 141 pessoas, sendo 132 estudantes. Todos os terroristas foram mortos e outros quatro condenados por pertencer ao grupo foram enforcados.
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domingo, 30 de novembro de 2014
Líder da oposição ameaça parar o Paquistão
Durante comício hoje em Islamabade, o líder do Movimento pela Justiça, Imran Khan, prometeu paralisar várias cidades do Paquistão numa onda de protestos contra o primeiro-ministro Nawaz Sharif, da Liga Muçulmana do Paquistão, informou a televisão árabe Al Jazira, especializada em jornalismo.
Khan, um ex-capitão da seleção de críquete do Paquistão convertido em político, convocou grandes manifestações de protestos para 4 de dezembro em Lahore, 8 de dezembro em Faissalabade e 12 de dezembro em Caráchi, a maior e mais rica cidade paquistanesa, e para o país inteiro dem 16 de dezembro de 2014.
Há 110 dias, o partido de Khan faz um protesto sentado diante do Parlamento, em Islamabade, para exigir a queda do governo alegando que houve manipulação e fraude nas eleições de 2013.
Khan, um ex-capitão da seleção de críquete do Paquistão convertido em político, convocou grandes manifestações de protestos para 4 de dezembro em Lahore, 8 de dezembro em Faissalabade e 12 de dezembro em Caráchi, a maior e mais rica cidade paquistanesa, e para o país inteiro dem 16 de dezembro de 2014.
Há 110 dias, o partido de Khan faz um protesto sentado diante do Parlamento, em Islamabade, para exigir a queda do governo alegando que houve manipulação e fraude nas eleições de 2013.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Paquistão nomeia novo chefe do serviço secreto militar
O primeiro-ministro Nawaz Sharif indicou o general Rizwan Akhtar, próximo do comandante do Exército, general Rahil Sharif, para diretor-geral do poderoso serviço de inteligência das Forças Armadas do Paquistão, informou hoje o jornal paquistanês Dawn. Ele toma posse em 8 de outubro.
A mudança limita a capacidade do chefe de governo de impor a autoridade dos civis sobre os militares. No momento, o primeiro-ministro Sharif está acuado por uma onda de protestos liderada pelo ex-capitão da seleção paquistanesa de críquete, Imran Khan, ligado aos militares. Desde 15 de agosto, Khan pede nas ruas a demissão de Sharif e a realização de novas eleições parlamentares.
Akhtar tem experiência em operações de contrainsurgência e antiterrorismo. Serviu no Waziristão do Sul, área de atuação da milícia dos Talebã no Paquistão.
Nawaz Sharif é visto com suspeita pelos militares desde que tentou derrubar o então comandante do Exército, general Pervez Musharraf, e foi deposto num golpe militar em 12 de outubro de 1999. Ele voltou ao poder em 5 de junho de 2013, mas não conseguiu reeimpor sua autoridade, especialmente sobre os militares.
Por causa do conflito histórico com a Índia, as Forças Armadas são a principal base de poder no Paquistão. Desde a independência do Império Britânico, em 1947, o país foi governado pelos militares durante 33 anos.
A mudança limita a capacidade do chefe de governo de impor a autoridade dos civis sobre os militares. No momento, o primeiro-ministro Sharif está acuado por uma onda de protestos liderada pelo ex-capitão da seleção paquistanesa de críquete, Imran Khan, ligado aos militares. Desde 15 de agosto, Khan pede nas ruas a demissão de Sharif e a realização de novas eleições parlamentares.
Akhtar tem experiência em operações de contrainsurgência e antiterrorismo. Serviu no Waziristão do Sul, área de atuação da milícia dos Talebã no Paquistão.
Nawaz Sharif é visto com suspeita pelos militares desde que tentou derrubar o então comandante do Exército, general Pervez Musharraf, e foi deposto num golpe militar em 12 de outubro de 1999. Ele voltou ao poder em 5 de junho de 2013, mas não conseguiu reeimpor sua autoridade, especialmente sobre os militares.
Por causa do conflito histórico com a Índia, as Forças Armadas são a principal base de poder no Paquistão. Desde a independência do Império Britânico, em 1947, o país foi governado pelos militares durante 33 anos.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Manifestantes invadem TV estatal no Paquistão
Manifestantes que exigem a renúncia do primeiro-ministro Nawaz Sharif por suposta fraude eleitoral invadiram ontem a sede da televisão estatal do Paquistão, tirando o canal do ar por alguns minutos. Um grupo que tentava chegar à residência do chefe de governo entrou em choque com a polícia.
Os protestos são liderados pelo ex-capitão da seleção paquistanesa de críquete, Imran Khan, que teria o apoio das Forças Armadas, sempre interessadas em manter sua preeminência política no país, que enfrenta uma grave crise econômica e uma guerra civil contra extremistas muçulmanos.
Os protestos são liderados pelo ex-capitão da seleção paquistanesa de críquete, Imran Khan, que teria o apoio das Forças Armadas, sempre interessadas em manter sua preeminência política no país, que enfrenta uma grave crise econômica e uma guerra civil contra extremistas muçulmanos.
terça-feira, 10 de junho de 2014
Aeroporto de Caráchi é alvo de novo ataque terrorista
Uma academia da polícia situada perto do aeroporto international Mohamed Jinnah, o mais importante do Paquistão, foi alvo de ataque hoje de terroristas muçulmanos dois dias depois de uma tentativa de assalto ao terminal que acabou com pelo menos 29 mortes.
Depois que a milícia fundamentalista dos Talebã do Paquistão assumiu a responsabilidade pela tentativa de tomar o aeroporto de Caráchi, a maior cidade do país, o governo do primeiro-ministro Nawaz Sharif suspendeu as negociações de paz e pediu que os terroristas sejam "eliminados". O Exército paquistanês prepara uma nova ofensiva contra as regiões tribais do Noroeste do país onde os jihadistas têm suas bases.
Essas operações militares e os ataques com aviões não tripulados dos Estados Unidos são as principais razões do ataque ao aeroporto, que mostra mais uma vez que o Paquistão é refém de guerrilheiros muçulmanos.
Depois que a milícia fundamentalista dos Talebã do Paquistão assumiu a responsabilidade pela tentativa de tomar o aeroporto de Caráchi, a maior cidade do país, o governo do primeiro-ministro Nawaz Sharif suspendeu as negociações de paz e pediu que os terroristas sejam "eliminados". O Exército paquistanês prepara uma nova ofensiva contra as regiões tribais do Noroeste do país onde os jihadistas têm suas bases.
Essas operações militares e os ataques com aviões não tripulados dos Estados Unidos são as principais razões do ataque ao aeroporto, que mostra mais uma vez que o Paquistão é refém de guerrilheiros muçulmanos.
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sábado, 24 de maio de 2014
Primeiro-ministro do Paquistão vai à posse de Modi
Será a primeira vez que um chefe de governo do Paquistão irá à posse do primeiro-ministro da Índia. O primeiro-ministro Nawaz Sharif aceitou o convite de Narendra Modi, vencedor das eleições parlamentares indianas, e vai à Nova Déli para a cerimônia, marcada para 26 de maio de 2014, informou hoje o jornal The Times of India.
Os dois líderes terão um encontro bilateral no dia 27. O ministro do Exterior paquistanês, Sartaz Aziz, vai acompanhar Sharif na viagem à Índia.
Os dois líderes terão um encontro bilateral no dia 27. O ministro do Exterior paquistanês, Sartaz Aziz, vai acompanhar Sharif na viagem à Índia.
domingo, 29 de setembro de 2013
Carro-bomba mata 42 em Peshawar
Pelo menos 42 pessoas e outras 75 saíram feridas com a explosão de um carro-bomba com 220 quilos de explosivos no bazar (mercado central) de Peshawar, no Noroeste do Paquistão.
Foi o terceiro atentado violento na cidade em oito dias. No domingo passado, houve o mais violento, um ataque contra uma igreja que deixou 80 mortos. Há dois dias, a explosão de um ônibus com funcionários municipais matou 18 pessoas.
A série de atentados é um sinal do colapso da tentativa de negociar a paz com os Talebã do Paquistão feita pelo primeiro-ministro Nawaz Sharif. Os extremistas muçulmanos exigem a adoção da lei islâmica e a retirada do Exército das regiões tribais do país.
Foi o terceiro atentado violento na cidade em oito dias. No domingo passado, houve o mais violento, um ataque contra uma igreja que deixou 80 mortos. Há dois dias, a explosão de um ônibus com funcionários municipais matou 18 pessoas.
A série de atentados é um sinal do colapso da tentativa de negociar a paz com os Talebã do Paquistão feita pelo primeiro-ministro Nawaz Sharif. Os extremistas muçulmanos exigem a adoção da lei islâmica e a retirada do Exército das regiões tribais do país.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Novo primeiro-ministro paquistanês pede fim de ataques dos EUA
Ao tomar posse hoje como chefe de governo do Paquistão para um terceiro mandato 14 anos depois de ser derrubado por um golpe militar, o primeiro-ministro Nawaz Sharif pediu o fim dos ataques dos Estados Unidos com aviões não tripulados em regiões tribais do país para combater extremistas muçulmanos. Ele foi eleito por 244 dos 342 deputados.
O problema é que, diante da omissão do governo paquistanês, os drones dos EUA são a única força que combate o jihadismo nas zonas tribais do país. As autoridades do Paquistão costumam alegar que a chamada guerra contra o terrorismo é uma guerra americana, mas a maioria dos mortos é paquistanesa.
Por muito tempo, os militares do Paquistão toleraram e até incentivaram a formação de grupos guerrilheiros muçulmanos para usá-los em guerras indiretas na província indiana da Caxemira, reivindicada pelo Paquistão, e no Afeganistão. Mas as últimas declarações do comandante das Forças Armadas, general Ashfaq Kayani, indicam que ele é contra negociar com os extremistas, que em realidade são contra o Estado paquistanês e gostariam de refundá-lo como um emirado ou república islâmica.
O problema é que, diante da omissão do governo paquistanês, os drones dos EUA são a única força que combate o jihadismo nas zonas tribais do país. As autoridades do Paquistão costumam alegar que a chamada guerra contra o terrorismo é uma guerra americana, mas a maioria dos mortos é paquistanesa.
Por muito tempo, os militares do Paquistão toleraram e até incentivaram a formação de grupos guerrilheiros muçulmanos para usá-los em guerras indiretas na província indiana da Caxemira, reivindicada pelo Paquistão, e no Afeganistão. Mas as últimas declarações do comandante das Forças Armadas, general Ashfaq Kayani, indicam que ele é contra negociar com os extremistas, que em realidade são contra o Estado paquistanês e gostariam de refundá-lo como um emirado ou república islâmica.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Talebã do Paquistão suspendem negociações de paz
Por causa da morte do seu subcomandante, Wali ur Rehman, num ataque de drones dos Estados Unidos, a milícia dos Talebã do Paquistão suspendeu as negociações de paz com o futuro primeiro-ministro Nawaz Sharif.
Um porta-voz de grupo terrorista acusou Sharif e as Forças Armadas do Paquistão de não pressionaram os EUA a parar com os ataques com aviões não tripulados.
Seis comandantes do grupo nomearam Khan Said como substituto de Rehman. A indicação não passou pelo comando central da milícia, criando a possibilidade de divisão.
Um porta-voz de grupo terrorista acusou Sharif e as Forças Armadas do Paquistão de não pressionaram os EUA a parar com os ataques com aviões não tripulados.
Seis comandantes do grupo nomearam Khan Said como substituto de Rehman. A indicação não passou pelo comando central da milícia, criando a possibilidade de divisão.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Sharif promete recuperar economia do Paquistão
O ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, líder da Liga Muçulmana do Paquistão, prometeu concentrar esforços na recuperação da economia do país. Seu partido venceu as eleições parlamentares de sábado passado, sem maioria absoluta. Deve eleger pelo menos 130 dos 272 deputados. Sharif já está conversando com deputados independentes para tentar formar um governo de maioria.
Seu maior adversário, o ex-capitão da seleção paquistanesa de críquete Imran Khan, do Movimento pela Justiça, pediu investigação de denúncias de fraude eleitoral.
Será a primeira transição democrática da História do Paquistão, marcada por uma série de golpes de Estado.
Seu maior adversário, o ex-capitão da seleção paquistanesa de críquete Imran Khan, do Movimento pela Justiça, pediu investigação de denúncias de fraude eleitoral.
Será a primeira transição democrática da História do Paquistão, marcada por uma série de golpes de Estado.
sábado, 11 de maio de 2013
Nawaz Sharif canta vitória no Paquistão
O ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, da Liga Muçulmana do Paquistão, declarou ter vencido as eleições parlamentares realizadas hoje. Sharif foi deposto pelo general Pervez Musharraf em 1999, ao tentar destituir e prender o então comandante do Exército.
A Liga Muçulmana abriu boa vantagem sobre a Movimento pela Justiça, do ex-capitão de seleção paquistanesa de críquete Imran Khan, e o Partido Popular Paquistanês, dos herdeiros políticos da falecida primeira-ministra Benazir Bhutto.
A Liga Muçulmana abriu boa vantagem sobre a Movimento pela Justiça, do ex-capitão de seleção paquistanesa de críquete Imran Khan, e o Partido Popular Paquistanês, dos herdeiros políticos da falecida primeira-ministra Benazir Bhutto.
segunda-feira, 10 de março de 2008
Oposições se unem contra Musharraf
Os dois principais partidos de oposição no Paquistão, vencedores das eleições de 18 de fevereiro, se acertaram ontem em princípio para formar o novo governo.
Entre os pontos da plataforma comum, está a reinstauração no cargo de 60 juízes afastados pelo ditador, general Pervez Musharraf, porque eles resistiram à sua reeleição indireta.
Assif ali Zardari, viúvo da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, do Partido Popular Paquistanês, e o ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, da Liga Muçulmana do Paquistão-N, saíram vitoriosos. Sua aproximação complica a situação do general.
O acordo entre Zardari e Sharif, deposto em 1999 por um golpe de Estado comandado por Musharraf, praticamente a possibilidade de que os aliados do general participem do futuro governo paquistanês.
Leia mais no jornal The New York Times.
Entre os pontos da plataforma comum, está a reinstauração no cargo de 60 juízes afastados pelo ditador, general Pervez Musharraf, porque eles resistiram à sua reeleição indireta.
Assif ali Zardari, viúvo da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, do Partido Popular Paquistanês, e o ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, da Liga Muçulmana do Paquistão-N, saíram vitoriosos. Sua aproximação complica a situação do general.
O acordo entre Zardari e Sharif, deposto em 1999 por um golpe de Estado comandado por Musharraf, praticamente a possibilidade de que os aliados do general participem do futuro governo paquistanês.
Leia mais no jornal The New York Times.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Sharif ataca aliança EUA-Paquistão
O líder da oposição muçulmana moderada no Paquistão, o ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, acusou ontem o ditador Pervez Musharraf de seguir "cegamente" as ordens dos Estados Unidos, ordenando operações anterrorirstas que deixaram o país "banhado em sangue".
Enquanto Sharif fazia campanha para as eleições legislativas de 18 de fevereiro, soldados do Exército do Paquistão enfrentavam extremistas muçulmanos na fronteira com o Afeganistão. Pelo menos 30 pessoas morreram no combate.
"Musharraf destruiu o Paquistão", declarou o ex-primeiro-ministro, deposto pelo general-presidente num golpe militar em 1998. "Ele segue cegamente as ordens dos EUA. O Paquistão inteiro está banhado em sangue".
Enquanto Sharif fazia campanha para as eleições legislativas de 18 de fevereiro, soldados do Exército do Paquistão enfrentavam extremistas muçulmanos na fronteira com o Afeganistão. Pelo menos 30 pessoas morreram no combate.
"Musharraf destruiu o Paquistão", declarou o ex-primeiro-ministro, deposto pelo general-presidente num golpe militar em 1998. "Ele segue cegamente as ordens dos EUA. O Paquistão inteiro está banhado em sangue".
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Musharraf suspende emergência no dia 16
O ditador do Paquistão, general Pervez Musharraf, empossado hoje para um terceiro mandato como presidente, acaba de anunciar a suspensão, a partir de 16 de dezembro, do estado de emergência imposto em 3 de novembro.
Ao mesmo tempo em que assume um terceiro mandato, o ditador quer limitar em dois mandatos o período máximo de governo para primeiros-ministros. Isto excluiria os principais líderes da oposição, Benazir Bhutto e Nawaz Sharif, de voltar à chefia do governo paquistanês. Ambos exigem a renúncia de Musharraf.
Ao mesmo tempo em que assume um terceiro mandato, o ditador quer limitar em dois mandatos o período máximo de governo para primeiros-ministros. Isto excluiria os principais líderes da oposição, Benazir Bhutto e Nawaz Sharif, de voltar à chefia do governo paquistanês. Ambos exigem a renúncia de Musharraf.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Musharraf deixa comando do Exército
Em cerimônia realizada agora há pouco, com transmissão ao vivo para o país e o mundo, o ditador Pervez Musharraf deixou o comando do Exército do Paquistão, uma das exigências dos Estados Unidos e da oposição, que ameaça boicotar as eleições de 8 de janeiro.
Amanhã, Musharraf será empossado para um terceiro mandato como presidente paquistanês. Mas será um chefe de Estado muito mais fraco do que o comandante que deu o golpe em 1999, quando o então primeiro-ministro Nawaz Sharif tentou destituí-lo.
Musharraf escolheu como substituto um antigo companheiro de armas, o general Ashfaq Kiyani, que acaba de deixar a chefia do serviço secreto paquistanês.. Mas a História ensina que o comandante do Exército do Paquistão não costuma aceitar ordens de ninguém.
Amanhã, Musharraf será empossado para um terceiro mandato como presidente paquistanês. Mas será um chefe de Estado muito mais fraco do que o comandante que deu o golpe em 1999, quando o então primeiro-ministro Nawaz Sharif tentou destituí-lo.
Musharraf escolheu como substituto um antigo companheiro de armas, o general Ashfaq Kiyani, que acaba de deixar a chefia do serviço secreto paquistanês.. Mas a História ensina que o comandante do Exército do Paquistão não costuma aceitar ordens de ninguém.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Musharraf deixa Exército do Paquistão amanhã
O ditador do Paquistão, general Pervez Musharraf, deixa nesta quarta-feira o comando do Exército e na quinta-feira, já como civil, deve ser empossado para um terceiro mandato como presidente, anunciou ontem seu porta-voz, Rashid Qureshi.
Musharraf chegou ao poder em 1999, num golpe de Estado contra o primeiro-ministro Nawaz Sharif, que tentara destituí-lo. Como presidente, continuará sendo o comandante supremo das Forças Armadas, a instituição que manda no Paquistão.
Sharif, líder da Liga Muçulmano, um partido islamita moderado, promete liderar uma onda de manifestações de protesto contra o ditador e ameaça boicotar as eleições de 8 de janeiro, se Musharraf não suspender o estado de emergência impostoo em 3 de novembro.
Com medo de uma crise ainda pior no único país muçulmano com armas nucleares, os Estados Unidos articularam um entendimento da principal líder da oposição, a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, do Partido Popular Paquistanês, com o general Musharraf.
A proposta era manter o ditador na Presidência, dando a chefia do governo a Benazir. Mas a decretação de estado de emergência impediu um acordo.
Musharraf chegou ao poder em 1999, num golpe de Estado contra o primeiro-ministro Nawaz Sharif, que tentara destituí-lo. Como presidente, continuará sendo o comandante supremo das Forças Armadas, a instituição que manda no Paquistão.
Sharif, líder da Liga Muçulmano, um partido islamita moderado, promete liderar uma onda de manifestações de protesto contra o ditador e ameaça boicotar as eleições de 8 de janeiro, se Musharraf não suspender o estado de emergência impostoo em 3 de novembro.
Com medo de uma crise ainda pior no único país muçulmano com armas nucleares, os Estados Unidos articularam um entendimento da principal líder da oposição, a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, do Partido Popular Paquistanês, com o general Musharraf.
A proposta era manter o ditador na Presidência, dando a chefia do governo a Benazir. Mas a decretação de estado de emergência impediu um acordo.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Nawaz Sharif se apresenta como candidato
O ex-primeiro-ministro do Paquistão Nawaz Sharif, que voltou ao país no sábado depois de sete anos de exílio na Arábia Saudita, registrou-se hoje como candidato às eleições de 8 de janeiro. Ele ainda ameaça boicotar o pleito, se o estado de emergência não for suspenso.
Sharif exige a renúncia do presidente Pervez Musharraf, que o derrubou num golpe de Estado em 1999. Meses atrás, tentou voltar ao Paquistão mas foi mandado de volta sem desembarcar do avião.
A ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, principal líder da oposição, também registrou hoje sua candidatura. Benazir chegou a negociar com o ditador Pervez Musharraf, mas rompeu com o regime quando o general decretou estado de emergência, em 3 de novembro.
Sharif exige a renúncia do presidente Pervez Musharraf, que o derrubou num golpe de Estado em 1999. Meses atrás, tentou voltar ao Paquistão mas foi mandado de volta sem desembarcar do avião.
A ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, principal líder da oposição, também registrou hoje sua candidatura. Benazir chegou a negociar com o ditador Pervez Musharraf, mas rompeu com o regime quando o general decretou estado de emergência, em 3 de novembro.
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Paquistão faz eleições em 8 de janeiro
A ditadura militar do Paquistão anunciou hoje oficialmente que realizará eleições para a Assembléia Nacional e quatro assembléias provinciais em 8 de janeiro.
Milhares de presos desde a decretação de estado de emergência pelo general Pervez-Musharraf, em 3 de novembro, foram soltos. Mas os principais líderes da oposição, os ex-primeiros-ministros Nawaz Sharif e Benazir Bhutto, ameaçam boicotar as eleições se o estado de emergência não for suspenso, como também exigem os Estados Unidos.
Milhares de presos desde a decretação de estado de emergência pelo general Pervez-Musharraf, em 3 de novembro, foram soltos. Mas os principais líderes da oposição, os ex-primeiros-ministros Nawaz Sharif e Benazir Bhutto, ameaçam boicotar as eleições se o estado de emergência não for suspenso, como também exigem os Estados Unidos.
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