Ao tomar posse hoje como chefe de governo do Paquistão para um terceiro mandato 14 anos depois de ser derrubado por um golpe militar, o primeiro-ministro Nawaz Sharif pediu o fim dos ataques dos Estados Unidos com aviões não tripulados em regiões tribais do país para combater extremistas muçulmanos. Ele foi eleito por 244 dos 342 deputados.
O problema é que, diante da omissão do governo paquistanês, os drones dos EUA são a única força que combate o jihadismo nas zonas tribais do país. As autoridades do Paquistão costumam alegar que a chamada guerra contra o terrorismo é uma guerra americana, mas a maioria dos mortos é paquistanesa.
Por muito tempo, os militares do Paquistão toleraram e até incentivaram a formação de grupos guerrilheiros muçulmanos para usá-los em guerras indiretas na província indiana da Caxemira, reivindicada pelo Paquistão, e no Afeganistão. Mas as últimas declarações do comandante das Forças Armadas, general Ashfaq Kayani, indicam que ele é contra negociar com os extremistas, que em realidade são contra o Estado paquistanês e gostariam de refundá-lo como um emirado ou república islâmica.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 5 de junho de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
Maioria dos EUA aprova ataques no exterior com drones
Os aviões de guerra não tripulados ou drones são uma arma capaz de matar no Paquistão ou em qualquer outro lugar do planeta como se joga um videogame numa base militar situada em território dos Estados Unidos. Essa guerra sem riscos para os militares tem o apoio da maioria da população.
Em pesquisa realizada no mês passado pelo Centro Pew, 56% dos americanos apoiaram as ações militares realizadas com drones no exterior, enquanto 26% as repudiaram e 18% ficaram indecisos ou não quiseram opinar, noticia o jornal The Washington Post.
Mais de 3 mil pessoas foram mortas por ataques de drones dos EUA no governo Barack Obama, a maioria no Paquistão e no Afeganistão, onde o país está em guerra com a rede terrorista Al Caeda e seus aliados. A morte no Iêmen de um extremista muçulmano americano, Anwar Al-Awlaki, e de seu filho de 16 anos, ambos cidadãos dos EUA, deflagrou um debate interno no país.
O governo Obama produziu um memorando interno para justificar essas ações alegando que os EUA estão em guerra permanente contra Al Caeda. Isso dá poderes de guerra permanentemente ao presidente dos EUA, o que é contestado por muitas entidades e pensadores liberais.
Mas o apoio popular a esta guerra asséptica, sem risco para quem ataca, é inegável. Entre os republicanos, 68% aprovam os drones e apenas 17% os rejeitam. Entre os democratas, a aprovação cai para 58% e a rejeição sobe para 26%. Os independentes são os mais receosos: 50% aprovaram os drones e 31% são contra.
Em pesquisa realizada no mês passado pelo Centro Pew, 56% dos americanos apoiaram as ações militares realizadas com drones no exterior, enquanto 26% as repudiaram e 18% ficaram indecisos ou não quiseram opinar, noticia o jornal The Washington Post.
Mais de 3 mil pessoas foram mortas por ataques de drones dos EUA no governo Barack Obama, a maioria no Paquistão e no Afeganistão, onde o país está em guerra com a rede terrorista Al Caeda e seus aliados. A morte no Iêmen de um extremista muçulmano americano, Anwar Al-Awlaki, e de seu filho de 16 anos, ambos cidadãos dos EUA, deflagrou um debate interno no país.
O governo Obama produziu um memorando interno para justificar essas ações alegando que os EUA estão em guerra permanente contra Al Caeda. Isso dá poderes de guerra permanentemente ao presidente dos EUA, o que é contestado por muitas entidades e pensadores liberais.
Mas o apoio popular a esta guerra asséptica, sem risco para quem ataca, é inegável. Entre os republicanos, 68% aprovam os drones e apenas 17% os rejeitam. Entre os democratas, a aprovação cai para 58% e a rejeição sobe para 26%. Os independentes são os mais receosos: 50% aprovaram os drones e 31% são contra.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
ONU quer investigar aviões não tripulados dos EUA
Os Estados Unidos devem aceitar uma investigação independente de seus ataques com aviões não tripulados ou as Nações Unidas serão obrigadas a fazê-lo, afirmou ontem o relator especial da organização para direitos humanos e antiterrorismo, Ben Emmerson.
Ele advertiu que a questão "vai ficar no topo da agenda política da ONU até que algum consenso ou transparência seja atingida. (...) Não podemos decidir se é legal ou ilegal se não tivermos informações a respeito. A recomendação que tenho feito é que usuários de tecnologias de assassinato seletivo devem se submeter a uma investigação imparcial a cada morte".
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