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sábado, 10 de janeiro de 2015

Quarta terrorista dos ataques em Paris foi à Síria no início do ano

Hayat Boumeddiene, a mulher de Amédy Coulibaly, o terrorista morto depois de tomar um supermercado judaico e matar quatro reféns ontem em Paris, viajou em 2 de janeiro de 2015 a Istambul, na Turquia, de onde teria ido para a Síria, noticiou há pouco o jornal francês Le Monde.

Ela está sendo procurada pela polícia desde o assassinato de uma policial em Montrouge, na periferia sul da capital da França, aparentemente cometido por seu marido na quinta-feira, um dia depois do ataque que deixou 12 mortos na redação do jornal satírico Charlie Hebdo.

Em entrevista durante o cerco, Coulibaly declarou ser membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, a milícia extremista que ocupa hoje cerca de um quarto do território da Síria e um terço do iraquiano. Os irmãos Saïd e Chérif Houachi, que atacaram o jornal, disseram estar a serviço da rede terrorista Al Caeda no Iêmen.

Quando estava cercado, Chérif afirmou ter recebido dinheiro e treinamento de Anwar al-Awlaki, o jihadista americano. Nascido no Novo México, Awlaki virou líder intelectual da rede Al Caeda na Península Arábica, que se instalou no Iêmen para escapar da repressão na Arábia Saudita. Foi morto pelo bombardeio de um drone (avião não tripulado) dos Estados Unidos em 30 de setembro de 2011.

Sua morte deflagrou um debate sobre o uso de drones para matar um cidadão americano. É uma das armas preferidas pelo governo Barack Obama, que matou cerca de 4 mil pessoas em ataques teleguiados por computadores instalados nos EUA, quase todos no Iêmen e no Paquistão.

Há uma concorrência entre os principais grupos jihadistas, Al Caeda e Estado Islâmico, para ver quem mata mais, quem arrecada mais e quem recruta mais voluntários para o martírio. É capaz de provocar novos ataques a alvos desprotegidos em grandes cidades da Europa e da América do Norte.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Maioria dos EUA aprova ataques no exterior com drones

Os aviões de guerra não tripulados ou drones são uma arma capaz de matar no Paquistão ou em qualquer outro lugar do planeta como se joga um videogame numa base militar situada em território dos Estados Unidos. Essa guerra sem riscos para os militares tem o apoio da maioria da população.

Em pesquisa realizada no mês passado pelo Centro Pew, 56% dos americanos apoiaram as ações militares realizadas com drones no exterior, enquanto 26% as repudiaram e 18% ficaram indecisos ou não quiseram opinar, noticia o jornal The Washington Post.

Mais de 3 mil pessoas foram mortas por ataques de drones dos EUA no governo Barack Obama, a maioria no Paquistão e no Afeganistão, onde o país está em guerra com a rede terrorista Al Caeda e seus aliados. A morte no Iêmen de um extremista muçulmano americano, Anwar Al-Awlaki, e de seu filho de 16 anos, ambos cidadãos dos EUA, deflagrou um debate interno no país.

O governo Obama produziu um memorando interno para justificar essas ações alegando que os EUA estão em guerra permanente contra Al Caeda. Isso dá poderes de guerra permanentemente ao presidente dos EUA, o que é contestado por muitas entidades e pensadores liberais.

Mas o apoio popular a esta guerra asséptica, sem risco para quem ataca, é inegável. Entre os republicanos, 68% aprovam os drones e apenas 17% os rejeitam. Entre os democratas, a aprovação cai para 58% e a rejeição sobe para 26%. Os independentes são os mais receosos: 50% aprovaram os drones e 31% são contra.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

EUA justificam assassinato de americanos no exterior

O assassinato de cidadãos americanos no exterior é legal se eles liderarem a rede terrorista Al Caeda e representarem um perigo iminente para os Estados Unidos, justifica um memorando do Departamento de Justiça revelado ontem pela rede de televisão NBC.

A explicação é uma resposta às dúvidas suscitadas pela morte de Anwar al-Awlaki, um americano convertido em líder da Al Caeda na Península Arábica. Ele foi eliminado no Iêmen por um bombardeio com aeronaves não tripuladas, os drones, em setembro de 2011, depois de treinar um jovem radical nigeriano que tentou explodir um avião que chegava a Detroit no Natal de 2009.

No primeiro governo Barack Obama, os EUA mataram mais de 3 mil pessoas com ataques de drones controlados à distância, uma maneira de fazer a guerra sem colocar vidas americanas em risco. Além de Al-Awlaki, outros três americanos foram mortos por drones no Iêmen, inclusive um filho dele de 16 anos.

O documento de 16 páginas foi preparado em 2011, antes da morte de Al-Awlaki.

A definição de "perigo iminente" é bastante ampla, observa o jornal The Washington Post. Não são necessárias informações precisas sobre uma conspiração, sob o argumento de que a rede terrorista está continuamente planejando ataques contra os EUA e seus aliados.

Para a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), é um documento "profundamente perturbador" que "amplia surpreendentemente o alcance da autoridade do Executivo - o alegado poder de declarar que americanos são uma ameaça e de matá-los longe de um lugar reconhecido como campo de batalha e sem qualquer envolvimento judicial antes ou depois do ato".

terça-feira, 8 de maio de 2012

CIA conseguiu se infiltrar em rede terrorista

A conspiração para explodir um avião nos Estados Unidos no primeiro aniversário da morte de Ossama ben Laden foi frustrada por um agente duplo, num sinal de que a Agência Central de Inteligência (CIA) conseguiu evitar se infiltrar na rede terrorista Al Caeda na Península Ibérica. O suposto terrorista suicida era um agente duplo.

Na operação conjunta com a Arábia Saudita e o Iêmen, agentes sauditas penetraram no braço iemenita d'al Caeda e foram capazes de pegar a bomba que seria usada, com explosivos não metálicos para passar pela fiscalização nos aeroportos.

Esse tipo de bomba foi desenvolvido por Ibrahim al-Assiri, aperfeiçoando o artefato escondido na cueca que não explodiu no Natal de 2009. Na época, o terrorista foi dominado por passageiros de um voo Amsterdã-Detroit quando tentava detonar a bomba escondida sob sua roupa.

"Acreditamos que nem este artefato nem o indivíduo que pretendia usá-lo chegaram a ser uma ameaça para nós", declarou hoje de manhã o principal especialista em terrorismo do governo Barack Obama, John Brennan, em entrevista ao telejornal Good Morning America, da rede de televisão ABC. "O artefato estava sob nosso controle e não colocaria em risco o povo americano".

O caso confirma que o braço da rede Al Caeda na Península Arábica se instalou no Iêmen para fugir da repressão na Arábia Saudita e continua ativo depois da morte do jihadista americano Anwar al-Awlaki em um bombardeio com avião não tripulado em 2011.

Dentro de sua colaboração com a CIA, o serviço secreto saudita criou uma rede de contatos e informantes explorando laços tribais no Iêmen, informa o jornal The Washington Post.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Condenado terrorista que quis explodir avião no Natal

O estudante nigeriano Umar Farouk Adbulmutallab foi condenado hoje a quatro sentenças de prisão perpétua mais 50 anos de medida de segurança nos Estados Unidos por tentar detonar explosivos que levava na cueca num voo Amsterdã-Detroit no Natal de 2009.

A bomba chegou a pegar fogo, mas não explodiu, pouco antes da chegada ao aeroporto de Detroit. Umar foi imediatamente imobilizado e preso por passageiros e tripulantes do voo 253 da Northwest Airlines. Entre as acusações, conspiração para cometer um ato terrorista e tentativa de usar uma arma de destruição em massa, noticia o jornal The New York Times.

Durante o julgamento, ele confessou pertencer à rede terrorista Al Caeda, responsável pelos atentados de 11 de setembro de 2011 nos EUA. Declarou que estava em missão divina contra os "opressores" do Islã: "Os mujahedin têm orgulho de matar em nome de Alá, e é exatamente isso que Alá nos mandou fazer no Corão".

As autoridades acreditam que Umar foi orientado e treinado por Anwar al-Awlaki, líder da rede terrorista Al Caeda no Iêmen, morto no ano passado por um bombardeio de avião não tripulado dos EUA.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Nigeriano admite que tentou explodir avião

O nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab confessou hoje diante de um júri de Detroit, nos Estados Unidos, que tentou explodir um avião vindo de Amsterdã, na Holanda, no Natal de 2009, com uma bomba escondida na cueca. Ele pode pegar de 30 anos de cadeia a prisão perpétua por conspiração terrorista, tentativa de uso de arma de destruição em massa e tentativa de assassinato.

No segundo dia do julgamento, Abdulmutallab se declarou culpado, justificou sua atitude como retaliação pela morte de muçulmanos em guerras pelo mundo e descreveu a bomba como "uma arma abençoada que salvaria as vidas de muitos muçulmanos", informa o jornal The New York Times.

Em 25 de dezembro de 2009, quando o voo 253 da Northwest Airlines se aproximava do aeroporto de Detroit com quase 300 pessoas a bordo, ele se queimou mas não conseguiu detonar o explosivo.

Horas depois, Abdulmutallab confessou a agentes do FBI, a polícia federal dos EUA, que pertencia à rede terrorista Al Caeda no Iêmen, onde teria sido treinado. O líder desse ramo da rede era o clérigo americano-iemenita Anwar al-Awlaqi, morto recentemente por um míssil disparado por um avião americano não tripulado.

domingo, 9 de outubro de 2011

Memorando secreto autoriza assassinatos seletivos dos EUA

O memorando secreto do governo Barack Obama que autorizou a morte do clérigo radical americano-iemenita Anwar al-Awlaki, atingido no Iêmen por mísseis disparados por um avião não tripulado, conclui que sua morte seria legal se não fosse possível prendê-lo vivo para levá-lo a julgamento, revela o jornal The New York Times.

No texto, redigido no ano passado depois de um intenso debate entre diferentes ministérios e agências do governo dos Estados Unidos, são examinadas a lei federal sobre assassinatos, as declarações de direitos e legislações internacionais. O memorando se concentra no caso de Awlaki. Não estabelece regras gerais para esse tipo de ação.

Uma das alegações é que a lei que proíbe aos americanos matar americanos no exterior não se aplica no caso porque matar um inimigo em tempo de guerra não é assassinato. Mas a Quinta Emenda à Constituição dos EUA proíbe tirar a vida de uma pessoa "sem o devido processo legal".

Apesar de todas as promessas, na chamada "guerra contra o terror", expressão que o atual presidente evita, na prática, Obama não é muito diferente de George W. Bush.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Líder d'al Caeda no Iêmen é morto

O líder da rede terrorista Al Caeda no Iêmen, o clérigo radical americano-iemenita Anwar al-Awlaki, foi morto na província de Marib, informou hoje o Ministério da Defesa do país.

Era um dos terroristas mais procurados pelos Estados Unidos no mundo inteiro. Foi morto por um bombardeio de um avião americano não tripulado.


Sua morte foi criticada por grupos de defesa dos direitos humanos que entendem que Awlaki deveria ter sido preso e levado a julgamento como todo cidadão americano tem direito. 


O governo Barack Obama alegou que ele aderiu ao inimigo, não só pregou a morte de americanos como incitou e preparou ataques

Awlaki foi imã de uma mesquita em São Diego, na Califórnia, antes de virar líder d'al Caeda na Península Arábica, hoje o ramo mais ativo da rede criada por Ossama ben Laden.

Leia a análise do Conselho de Relações Exteriores dos EUA.