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sábado, 10 de julho de 2021

Hoje na História do Mundo: 10 de julho

    Em 1925, começa em Dayton, no estado do Tennessee, o Julgamento do Macaco, em que John Thomas Scopes, um jovem professor de ciências do ensino médio foi denunciado por ensinar a Teoria da Evolução das Espécies, do naturalista inglês Charles Darwin.

Uma lei estadual do Tennessee aprovada em março daquele ano considerava contravenção penal punível com multa "ensinar qualquer teoria que negue a história da criação divina do homem como ensinada pela Bíblia e que ensine, em vez disso, que o homem descende de animais inferiores."

A União Americana das Liberdades Civis (ACLU) oferece ajuda à defesa e o fundamentalista cristão William Jennings Bryan, três vezes candidato a presidente, à acusação. Depois de oito minutos de deliberações, o júri condena Scopes a pagar de US$ 100

Em 1927, o Tribunal de Justiça do Estado do Tennessee anula a decisão. A questão constitucional só é resolvida em 1968, quando a Suprema Corte derruba uma lei similar do Arkansas por violar a Emenda nº 1, que garante plena liberdade de expressão.

    Em 1940, começa a Batalha da Inglaterra, um combate aérea que a Força Aérea Real britânica venceu contra a Luftwaffe, a Força Aérea da Alemanha na Segunda Guerra Mundial, impedindo que os nazistas invadissem o Reino Unido.

"Nunca tantos deverão tanto a tão poucos", comenta o primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, num elogios aos 1,5 mil pilotos da RAF que impedem Hitler de tomar o Reino Unido.

    Em 1943, os aliados invadem a Europa continental pela Sicília, na Itália

O marechal britânico Bernard Montgomery, que havia derrotado em 1942 o Afrika Corps do marechal alemão Erwin von Rommel na Batalha de El-Alamein, no Egito, desembarcou no Sudeste da ilha e o 7º Exército dos EUA, sob o comando do general George Patton, entrou pelo Sul. Em três dias, 150 mil soldados aliados estavam na Itália. Em 22 de julho, Patton tomou Palermo, a capita da Sicília.

A invasão aliada provoca a queda do ditador fascista Benito Mussolini, o Duce. O novo governo, do marechal Pietro Badoglio, negocia secretamente com os aliados, apesar da grande presença de tropas alemãs na Itália.

O governo Badoglio declara guerra à Alemanha em outubro de 1943. Roma cai em junho de 1944, quando os EUA e o Reino Unido concentram suas forças na invasão da Normandia, no Noroeste da França. A Força Expedicionária Brasil (FEB) entra na campanha da Itália em 2 de julho de 1944.

Uma nova ofensiva aliada é lançada no fim da guerra, em abril de 1945. Em 28 de abril, Mussolini é capturado pela resistência e morto. Adolf Hitler comete suicídio dois dias depois. Em 8 de maio, a Alemanha nazista se rende. É o fim da guerra na Europa.

    Em 1985, um atentado terrorista cometido pela França afunda o navio Rainbow Warrior, do grupo ecológico Greenpeace, no porto de Auckland, na Nova Zelândia

O navio participava de protestos contra os testes nucleares franceses no Atol de Muroroa no Oceano Pacífico. Um fotógrafo português que tentou salvar seu trabalho morreu.

O ataque provocou grande repúdio internacional e levou ao fim dos testes nucleares da França, a única potência nuclear declarada que ainda fazia explosões nucleares acidentais. 

Em maio de 1998, a Índia e o Paquistão assumiram a condição de potências nucleares. A Coreia do Norte fez a primeira explosão acidental em 9 de outubro de 2006.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Justiça dos EUA declara ilegal coleta de dados telefônicos

O Tribunal Federal de Recursos de Nova York considerou ilegal a coleta sistemática de dados sobre ligações telefônicas de americanos pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), reportou hoje o jornal The New York Times.

Por unanimidade, uma turma de três juízes decidiu que a Lei Patriótica, aprovada no governo George W. Bush para combater o terrorismo depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, não pode ser interpretada de forma a autorizar o programa de megaespionagem denunciado pelo ex-agente Edward Snowden. A NSA abusou dos poderes.

Na próxima semana, a Câmara dos Representantes dos EUA, dominada pela oposição republicana, pode votar um projeto capaz de alterar significativamente o programa, mas o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, é contra. Há dois outros casos questionando o programa em fase de apelação na Justiça do país.

Com a decisão da Justiça, aumenta a pressão sobre o Congresso, que precisa prorrogar a vigência da Lei Patriótica além do prazo atual, de 27 de julho de 2015.

A NSA cruza os dados sobre ligações telefônicas para tentar descobrir padrões de contato entre os cidadãos capaz de levantar suspeitas sobre atividades ilegais, numa violação do sigilo constitucional para proteger as telecomunicações.

"Esta decisão é uma vitória do Estado de Direito que vai pressionar o Congresso a agir", comemorou Alexander Abdo, porta-voz da União Americana das Liberdades Civis (ACLU). "A moderna tecnologia criou oportunidades enormes, mas também permite a vigilância numa escala sem precedentes numa sociedade livre. A decisão de hoje é uma oportunidade para redobrar a defesa dos princípios constitucionais que fizeram de nossa nação o que é hoje."

A contestada Seção 215 da Lei Patriótica também foi usada para o governo americano coletar em massa mensagens de correio eletrônico. A CIA (Agência Central de Inteligência), o serviço de espionagem da Presidência dos EUA, ainda coletou os dados sobre remessas e transferências internacionais de dinheiro. Essas duas questões não foram objeto da decisão anunciada hoje.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

EUA justificam assassinato de americanos no exterior

O assassinato de cidadãos americanos no exterior é legal se eles liderarem a rede terrorista Al Caeda e representarem um perigo iminente para os Estados Unidos, justifica um memorando do Departamento de Justiça revelado ontem pela rede de televisão NBC.

A explicação é uma resposta às dúvidas suscitadas pela morte de Anwar al-Awlaki, um americano convertido em líder da Al Caeda na Península Arábica. Ele foi eliminado no Iêmen por um bombardeio com aeronaves não tripuladas, os drones, em setembro de 2011, depois de treinar um jovem radical nigeriano que tentou explodir um avião que chegava a Detroit no Natal de 2009.

No primeiro governo Barack Obama, os EUA mataram mais de 3 mil pessoas com ataques de drones controlados à distância, uma maneira de fazer a guerra sem colocar vidas americanas em risco. Além de Al-Awlaki, outros três americanos foram mortos por drones no Iêmen, inclusive um filho dele de 16 anos.

O documento de 16 páginas foi preparado em 2011, antes da morte de Al-Awlaki.

A definição de "perigo iminente" é bastante ampla, observa o jornal The Washington Post. Não são necessárias informações precisas sobre uma conspiração, sob o argumento de que a rede terrorista está continuamente planejando ataques contra os EUA e seus aliados.

Para a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), é um documento "profundamente perturbador" que "amplia surpreendentemente o alcance da autoridade do Executivo - o alegado poder de declarar que americanos são uma ameaça e de matá-los longe de um lugar reconhecido como campo de batalha e sem qualquer envolvimento judicial antes ou depois do ato".

sábado, 1 de outubro de 2011

ACLU compara prisões de Los Angeles ao gulag

Os abusos cometidos contra presos no sistema penitenciário de Los Angeles, nos Estados Unidos, são tão graves que podem ser caracterizados como violações dos direitos humanos, denuncia a União Americana das Liberdades Civis (ACLU), uma organização não governamental.

"Há uma espécie de condescendência crescente emergindo do que na realidade é um gulag", acusou Will Matthews, porta-voz da ACLU, usando o nome dos campos de concentração da União Soviética no ditador Josef Stalin (1927-54). "Usei a palavra intencionalmente."