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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Conflito em Gaza ameaça deflagar nova guerra no Oriente Médio

A morte de um comandante do grupo terrorista Jihad Islâmica para a Libertação da Palestina, Baha Abu al-Hata, deflagra uma nova onda de foguetes contra o Sul de Israel e aumenta o risco de uma nova guerra na Faixa de Gaza.

Um bombardeio aéreo israelense matou ontem Baha Abu al-Ata em sua em Gaza. Em resposta, os grupos armados palestinos baseados no território dispararam pelo menos 360 foguetes contra o território israelense, ferindo pelo menos 63 pessoas, quase todas levemente. 
Pela primeira vez desde a guerra contra o Movimento de Resistência Islâmica, o Hamas, na Faixa de Gaza, em 2014, lojas foram fechadas em Telavive, a capital econômica de Israel. A Força Aérea de Israel contra-atacou. 

Nos últimos dois dias, Israel lançou 11 ondas de ataque. Pelo menos 24 palestinos foram mortos. As autoridades israelenses devem restringir temporariamente as viagens, os transportes públicos, as escolas e o comércio na região. 

Amanhã, todas as escolas numa distância de até 40 quilômetros da Faixa de Gaza vão ficar fechadas. Meu comentário:

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Unidade ultrassecreta da Rússia trava guerra de Putin contra o Ocidente

Uma unidade ultrassecreta do Departamento de Inteligência Militar da Rússia (GRU) está por trás de uma série de ações terroristas para desestabilizar a Europa dentro da guerra do ditador Vladimir Putin contra o Ocidente e a democracia liberal, revela o jornal The New York Times.

Uma campanha para desestabilizar a ex-república soviética de Moldova. Envenenamento de um traficante de armas na Bulgária. Uma tentativa de golpe em Montenegro. E uma tentativa de assassinato de um ex-agente com arma química no Reino Unido. 

Todas estas operações têm a marca registrada dos serviços secretos da Rússia. Pareciam atos isolados. Mas os serviços secretos ocidentais concluíram que se trata de uma estratégia coordenada e deliberada de uma unidade de elite da inteligência militar russa especializada em subversão, sabotagem e assassinato para desestabilizar a Europa. 

A unidade 29155 está em atividade há pelo menos uma década, mas só há pouco foi descoberta por agentes secretos do Ocidente. É mais um sinal da guerra híbrida que o ditador russo, Vladimir Putin, trava contra os Estados Unidos e os aliados europeus. A guerra híbrida mistura propaganda, pirataria cibernética e desinformação, além das táticas de guerra convencional e guerra de guerrilhas. 

“Esquecemos a brutalidade intrínseca da Rússia”, comentou Peter Zwack, um ex-agente e ex-adido militar dos Estados Unidos em Moscou. Meu comentário:

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

EUA justificam assassinato de americanos no exterior

O assassinato de cidadãos americanos no exterior é legal se eles liderarem a rede terrorista Al Caeda e representarem um perigo iminente para os Estados Unidos, justifica um memorando do Departamento de Justiça revelado ontem pela rede de televisão NBC.

A explicação é uma resposta às dúvidas suscitadas pela morte de Anwar al-Awlaki, um americano convertido em líder da Al Caeda na Península Arábica. Ele foi eliminado no Iêmen por um bombardeio com aeronaves não tripuladas, os drones, em setembro de 2011, depois de treinar um jovem radical nigeriano que tentou explodir um avião que chegava a Detroit no Natal de 2009.

No primeiro governo Barack Obama, os EUA mataram mais de 3 mil pessoas com ataques de drones controlados à distância, uma maneira de fazer a guerra sem colocar vidas americanas em risco. Além de Al-Awlaki, outros três americanos foram mortos por drones no Iêmen, inclusive um filho dele de 16 anos.

O documento de 16 páginas foi preparado em 2011, antes da morte de Al-Awlaki.

A definição de "perigo iminente" é bastante ampla, observa o jornal The Washington Post. Não são necessárias informações precisas sobre uma conspiração, sob o argumento de que a rede terrorista está continuamente planejando ataques contra os EUA e seus aliados.

Para a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), é um documento "profundamente perturbador" que "amplia surpreendentemente o alcance da autoridade do Executivo - o alegado poder de declarar que americanos são uma ameaça e de matá-los longe de um lugar reconhecido como campo de batalha e sem qualquer envolvimento judicial antes ou depois do ato".

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Bush torturava; Obama mata

Logo depois de maio de 2004, quando foram divulgadas as fotos dos porões da prisão de Abu Ghraib, no Iraque, uma série de memorandos e documentos secretos comprovou: o governo George W. Bush estava usando tortura na sua guerra contra o terrorismo dos fundamentalistas muçulmanos responsáveis pelos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos, em desrespeito a leis nacionais e internacionais.

A tortura não acabou oficialmente até a posse do presidente Barack Obama, em 20 de janeiro de 2009. Obama arquivou a expressão "guerra contra o terror" e revogou as medidas que permitiam a tortura como heranças malditas de Bush. Passou a encarar a luta contra o terrorismo com operações policiais e de comandos de elite das Forças Armadas, e bombardeios com aviões não tripulados.

Mary Ellen O'Connell
Se Bush torturava, Obama mata, argumenta a professora de direito Mary Ellen O'Connel, da Universidade Notre Dame, nos EUA.

Obama adotou uma política de "assassinatos seletivos", a exemplo do que faz Israel desde 1950, escolhendo a dedo os principais inimigos para eliminar, como aconteceu com o líder histórico do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), xeque Ahmed Yassin, em março de 2004.

O serviço secreto israelense chegou a envenenar seu sucessor, Khaled Mechal. Foi obrigado a revelar qual o veneno e o antídoto sob pressão da Jordânia, que ameaçou romper o acordo de paz com Israel.

Desde a posse de Obama, os EUA mataram mais de 2,2 mil pessoas em operações policiais e de comandos na luta contra o terrorismo, inclusive seu maior inimigo, Ossama ben Laden, morto em 1º de maio de 2011 pela tropa de elite da Marinha conhecida com Seals (Focas).

A maioria morreu em ataques de aviões não tripulados, especialmente em regiões tribais do Noroeste do Paquistão e no Afeganistão. Quando Ben Laden foi morto, o governo americano alegou que era um inimigo que havia declarado guerra aos EUA. Assim, seria legítimo matá-lo em combate, sem necessidade de prendê-lo e levá a um tribunal que seria uma tribuna para pregação de sua ideologia assassina.

Nada indica que tenha havido combate na morte de Ben Laden. O debate sobre a legalidade da ação ainda está em aberto. Num bombardeio com aviões não tripulados, em 30 de setembro de 2011, morreu Anwar al-Awlaki, um americano convertido ao fundamentalismo muçulmano que liderava a rede terrorista Al Caeda no Iêmen.

Com a morte de um americano, a discussão voltou, mas Al-Awlaki era um jihadista, o inimigo execrado dos EUA. Não deve aparecer muita gente para defendê-lo na campanha eleitoral americana. Obama manteve a política de assassinatos seletivos.

Os cortes de gastos impostos pelo endividamento excessivo do governo federal americano obrigam Obama e seus sucessores a fazer uma reengenharia das Forças Armadas dos EUA. A ênfase é em alta tecnologia, comandos e aviões não tripulados, com o objetivo de fazer intervenções "cirúrgicas" para reduzir as perdas de soldados americanos.

domingo, 9 de outubro de 2011

Memorando secreto autoriza assassinatos seletivos dos EUA

O memorando secreto do governo Barack Obama que autorizou a morte do clérigo radical americano-iemenita Anwar al-Awlaki, atingido no Iêmen por mísseis disparados por um avião não tripulado, conclui que sua morte seria legal se não fosse possível prendê-lo vivo para levá-lo a julgamento, revela o jornal The New York Times.

No texto, redigido no ano passado depois de um intenso debate entre diferentes ministérios e agências do governo dos Estados Unidos, são examinadas a lei federal sobre assassinatos, as declarações de direitos e legislações internacionais. O memorando se concentra no caso de Awlaki. Não estabelece regras gerais para esse tipo de ação.

Uma das alegações é que a lei que proíbe aos americanos matar americanos no exterior não se aplica no caso porque matar um inimigo em tempo de guerra não é assassinato. Mas a Quinta Emenda à Constituição dos EUA proíbe tirar a vida de uma pessoa "sem o devido processo legal".

Apesar de todas as promessas, na chamada "guerra contra o terror", expressão que o atual presidente evita, na prática, Obama não é muito diferente de George W. Bush.