Mostrando postagens com marcador Serguei Skripal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Serguei Skripal. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Unidade ultrassecreta da Rússia trava guerra de Putin contra o Ocidente

Uma unidade ultrassecreta do Departamento de Inteligência Militar da Rússia (GRU) está por trás de uma série de ações terroristas para desestabilizar a Europa dentro da guerra do ditador Vladimir Putin contra o Ocidente e a democracia liberal, revela o jornal The New York Times.

Uma campanha para desestabilizar a ex-república soviética de Moldova. Envenenamento de um traficante de armas na Bulgária. Uma tentativa de golpe em Montenegro. E uma tentativa de assassinato de um ex-agente com arma química no Reino Unido. 

Todas estas operações têm a marca registrada dos serviços secretos da Rússia. Pareciam atos isolados. Mas os serviços secretos ocidentais concluíram que se trata de uma estratégia coordenada e deliberada de uma unidade de elite da inteligência militar russa especializada em subversão, sabotagem e assassinato para desestabilizar a Europa. 

A unidade 29155 está em atividade há pelo menos uma década, mas só há pouco foi descoberta por agentes secretos do Ocidente. É mais um sinal da guerra híbrida que o ditador russo, Vladimir Putin, trava contra os Estados Unidos e os aliados europeus. A guerra híbrida mistura propaganda, pirataria cibernética e desinformação, além das táticas de guerra convencional e guerra de guerrilhas. 

“Esquecemos a brutalidade intrínseca da Rússia”, comentou Peter Zwack, um ex-agente e ex-adido militar dos Estados Unidos em Moscou. Meu comentário:

quinta-feira, 29 de março de 2018

Rússia expulsa 150 diplomatas e fecha consulado dos EUA

Em resposta à expulsão em massa de diplomatas russos suspeitos da espionagem de 25 países ocidentais e aliados, a Rússia anunciou hoje que vai mandar embora pelo menos 150 diplomatas estrangeiros, inclusive 60 americanos, e fechar em dois dias o consulado dos Estados Unidos em São Petersburgo.

A nova guerra de espiões é resultado do envenenamento, em 4 de março, no interior da Inglaterra, de um ex-agente duplo russo, Serguei Skripal, e sua filha por um agente nervoso, uma arma química proibida. O Reino Unido acusou o governo da Rússia e recebeu uma solidariedade sem precedentes dos aliados.

"Nossas medidas de retaliação serão recíprocas ou mais", declarou o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov.

Hoje, o hospital onde Serguei Skripal e a filha estão hospitalizado revelou que Yulia melhorou, mas sua situação ainda é crítica. A polícia britânica, a Scotland Yard, descobriu que eles foram envenenados em casa. O agente tóxico foi detectado na maçaneta da porta, causando pânico na vizinhança.

Na segunda-feira, os EUA expulsaram 60 diplomatas russos e anunciaram o fechamento do consulado em Seattle, no estado de Washington, alegando estar perto de uma base de submarinos. Também há na cidade um polo de alta tecnologia com a Amazon e a Microsoft, e a fábrica da Boeing, que produz aviões civis e de guerra.

segunda-feira, 26 de março de 2018

EUA, Canadá e Europa expulsam mais de 120 diplomatas russos

Numa reação conjunta contra o envenenamento de um ex-agente duplo na Inglaterra, os Estados Unidos, o Canadá e 25 países da Europa anunciaram hoje a expulsão de dezenas de diplomatas russos suspeitos de espionagem. 

Só os EUA, mandaram embora 60 russos e fecharam o Consulado da Rússia em Seattle. A Alemanha, o Canadá e a França expulsaram quatro cada. O Reino Unido já havia ordenado a 23 que saíssem do país. Ao todo, mais de 120 diplomatas receberam ordem de partir, além dos 23 britânicos expulsos pela Rússia.

Na Europa, num primeiro momento, a ex-república soviética da Ucrânia, que não faz parte da União Europeia, expulsou 13 diplomatas; a Alemanha, a França e a Polônia, quatro cada; as ex-repúblicas soviética da Estônia e a Lituânia, e a República Tcheca, três cada; a Holanda e a Itália, dois cada; a Croácia, a ex-república soviética da Letônia, a Romênia, a Suécia e a Albânia, que também não faz parte da UE, um cada.

O ex-espião russo Serguei Skripal e a filha foram encontrados inconscientes em 4 de março na cidade de Salisbury, no interior da Inglaterra, e estão hospitalizados até agora em estado crítico. Talvez nunca se recuperem de um envenenamento com um agente nervoso, uma arma química proibida.

Nos EUA, a expulsão partiu do Departamento de Estado e não diretamente pela Casa Branca. O presidente Donald Trump é suspeito de conluio com a Rússia para vencer Hillary Clinton na eleição presidencial de 2016. Terão de ir embora 48 diplomatas da Embaixada da Rússia e 12 da representação russa junto às Nações Unidas.

Há uma condenação generalizada no Ocidente à agressividade da Rússia a partir da intervenção militar da Ucrânia e a anexação da Crimeia, em 2014, que rebaixou as relações diplomáticas ao menor nível desde o fim da Guerra Fria, em 1991.

Desde então, aviões bombardeiros da Rússia retomaram voos provocativos na Europa e perto dos EUA, e o Kremlin foi acusado de lançar uma guerra cibernética para manipular eleições em outros países.

Hoje o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, prometeu retaliação.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Primeira-ministra britânica acusa Rússia de tentar matar agente duplo

Em discurso hoje à tarde na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico, a primeira-ministra Theresa May considerou "muito provável" que o governo da Rússia seja responsável pela tentativa de assassinato do ex-agente duplo Serguei Skripal. Ele e a filha foram encontrados inconscientes numa praça da cidade de Salisbury, na Inglaterra, em 4 de março, e continuam hospitalizados em estado grave.

"Não podemos tolerar uma tentativa descarada de assassinar civis inocentes em nosso solo", bradou May.

A Rússia nega qualquer participação no ataque, mas restam poucas dúvidas. O governo britânico exigiu explicações da Rússia até amanhã à noite junto à Organização para a Proscrição de Armas Químicas (OPAQ), já que a arma usada foi um agente nervoso proibido. Caso contrário, ameaça impor novas sanções.

Skripal passou nomes de agentes russos aos serviços secretos ocidentais. Preso em 2004, foi condenado a 13 anos de prisão, mas saiu numa troca de espiões realizada com os Estados Unidos, em 2010.

May quer o apoio e a solidariedade dos países da Europa, dos quais o Reino Unido está se afastando ao sair da União Europeia. Ela prometeu medidas duras. Durante o debate, um deputado chegou a sugerir o confisco de bens e propriedades de aliados do presidente Vladimir Putin no país.

Com a Brexit (saída britânica da UE), o Reino Unido fica mais frágil. May sabe que as relações econômicas com a Rússia serão importantes quando o país sair do processo de integração europeia.

Em novembro de 2006, o ex-espião russo Alexander Litvinenko definhou diante das câmeras até morrer depois de ser envenenado por ex-colegas com Polônio-210 num hotel de Londres. O principal acusado, Andrei Lugovoi, é hoje deputado da Duma do Estado, a câmara baixa do Parlamento da Rússia.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Rússia ataca ex-espião na Inglaterra como no tempo da Guerra Fria

O stalinismo acabou como doutrina econômica, mas não como modo de governar. O ex-agente duplo Serguei Skripal, sua filha Yulia Skripal e o policial britânico que os socorreu estão hospitalizados em estado grave desde domingo, quando foram encontrados caídos numa praça próxima a um centro comercial da cidade de Salisbury. Suspeita-se que tenham sido envenenados pelo serviço secreto da Rússia com um agente neurotóxico.

Ao todo, 21 pessoas contaminadas estão em tratamento. Em discurso na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico, a ministra do Interior, Amber Rudd, descreveu o ataque como "descarado, deplorável e cruel", comprometendo-se a "agir sem hesitação quando os fatos se tornarem claros". Ela informou ainda que a situação do detetive Nick Bailey é estável. O policial consegue "falar e se engajar numa conversa", declarou a ministra, citada pela televisão pública britânica BBC.

A Rússia, como de costume nestes casos, nega tudo. O ministro do Exterior do Reino Unido, Boris Johnson, prometeu não deixar impune. Com seu estilo de bufão, fez uma ameaça que soa ridículo diante da gravidade da situação: autoridades britânicas podem boicotar a Copa do Mundo na Rússia.

Durante a Guerra Fria, em 11 de setembro de 1978, o escritor dissidente búlgaro Georgi Markov foi morto o com veneno colocado na ponta de um guarda-chuva quando esperava um ônibus na Ponte de Waterloo, no centro de Londres.

Com o fim do comunismo, 26 anos depois o jornalista búlgaro Hristo Hristov descobriu nos arquivos do serviço secreto da Bulgária que o assassino foi o dinamarquês de origem italiana Francesco Gullino.

Em 1º de novembro de 2006, outro ex-espião russo, Alexander Litvinenko passou mal depois de um encontro com dois ex-colegas no Hotel Millennium. Andrei Lugovoi e Dimitri Kovtun haviam prometido informações sobre o assassinato em Moscou da jornalista russa Anna Politkovskaya, crítica do Kremlin e de Vladimir Putin.

Litvinenko se transfigurou diante das câmeras até morrer 23 dias depois, envenenado pelo elemento radioativo Polônio-210. Lugovoi é hoje deputado da Duma do Estado, a câmara baixa do Parlamento da Rússia.

Skripal foi condenado a 13 anos de prisão na Rússia em 2006 sob a acusação de revelar a identidade de agentes russos ao serviço secreto britânico MI6. Em 2010, ele foi um dos quatro apenados entregues aos Estados Unidos em troca da libertação de 10 espiões russos presos pelo FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal americana.