O principal líder da oposição na Rússia, o advogado e blogueiro anticorrupção Alexei Navalny, foi hospitalizado na manhã deste domingo depois de sofrer uma reação alérgica aguda. Uma médica levantou a suspeita de envenenamento, noticiou o jornal The Moscow Times.
Navalny, de 43 anos, foi preso na quarta-feira passada e condenado a 30 dias de reclusão por violar a lei de manifestações públicas ao convocar um protesto não autorizado para ontem em Moscou. A polícia dissolveu o protesto à força e prendeu 1.373 manifestantes.
Ele está "com o rosto inchado e a pele vermelha", descreveu a porta-voz do líder oposicionista, Kira Yarmich. A médica que suspeita de envenenamento já tratou de Navalny no passado e o viu rapidamente desta vez.
"Não podemos descartar danos por intoxicação na pele e em membranas mucosas por uma substância química desconhecida infligida por uma 'terceira parte'", escreveu no Facebook a média Anastassia Vassilieva.
A manifestação de ontem reuniu cerca de 3,5 mil no centro da capital russa para protestar contra a impugnação das candidaturas de mais de dez líderes da oposição às eleições de 8 de setembro para a Câmara Municipal de Moscou, entre eles, Navalny, Ilya Yashin e Liubol Sobol.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 28 de julho de 2019
quinta-feira, 29 de março de 2018
Rússia expulsa 150 diplomatas e fecha consulado dos EUA
Em resposta à expulsão em massa de diplomatas russos suspeitos da espionagem de 25 países ocidentais e aliados, a Rússia anunciou hoje que vai mandar embora pelo menos 150 diplomatas estrangeiros, inclusive 60 americanos, e fechar em dois dias o consulado dos Estados Unidos em São Petersburgo.
A nova guerra de espiões é resultado do envenenamento, em 4 de março, no interior da Inglaterra, de um ex-agente duplo russo, Serguei Skripal, e sua filha por um agente nervoso, uma arma química proibida. O Reino Unido acusou o governo da Rússia e recebeu uma solidariedade sem precedentes dos aliados.
"Nossas medidas de retaliação serão recíprocas ou mais", declarou o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov.
Hoje, o hospital onde Serguei Skripal e a filha estão hospitalizado revelou que Yulia melhorou, mas sua situação ainda é crítica. A polícia britânica, a Scotland Yard, descobriu que eles foram envenenados em casa. O agente tóxico foi detectado na maçaneta da porta, causando pânico na vizinhança.
Na segunda-feira, os EUA expulsaram 60 diplomatas russos e anunciaram o fechamento do consulado em Seattle, no estado de Washington, alegando estar perto de uma base de submarinos. Também há na cidade um polo de alta tecnologia com a Amazon e a Microsoft, e a fábrica da Boeing, que produz aviões civis e de guerra.
A nova guerra de espiões é resultado do envenenamento, em 4 de março, no interior da Inglaterra, de um ex-agente duplo russo, Serguei Skripal, e sua filha por um agente nervoso, uma arma química proibida. O Reino Unido acusou o governo da Rússia e recebeu uma solidariedade sem precedentes dos aliados.
"Nossas medidas de retaliação serão recíprocas ou mais", declarou o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov.
Hoje, o hospital onde Serguei Skripal e a filha estão hospitalizado revelou que Yulia melhorou, mas sua situação ainda é crítica. A polícia britânica, a Scotland Yard, descobriu que eles foram envenenados em casa. O agente tóxico foi detectado na maçaneta da porta, causando pânico na vizinhança.
Na segunda-feira, os EUA expulsaram 60 diplomatas russos e anunciaram o fechamento do consulado em Seattle, no estado de Washington, alegando estar perto de uma base de submarinos. Também há na cidade um polo de alta tecnologia com a Amazon e a Microsoft, e a fábrica da Boeing, que produz aviões civis e de guerra.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Restos mortais de Arafat são exumados
Os restos mortais do líder histórico da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, foram exumados hoje em Ramalá, na Cisjordânia, para examinar se sua morte, em novembro de 2004, foi causada por envenenamento com o elemento radioativo polônio.
A Autoridade Nacional Palestina, que controla a Cisjordânia, está convencida de que Israel matou Arafat. Médicos legistas da França, onde ele morreu, da Rússia e da Suíça, pegaram amostras dos restos do líder palestino para fazer exames laboratoriais. Os resultados saem em três meses.
Quem levantou a suspeita foi a televisão árabe especializada em notícias Al Jazira, com base em exames feitos pelo Instituto de Radiofísica de Lausanne, na Suíça, que descobriram altos níveis de polônio-210 nas roupas, na escova de dentes e no turbante de Arafat.
A viúva, Suha Arafat, fez então uma denúncia formal, e a ANP ordenou a exumação do corpo, realizada hoje, informa a televisão americana CNN.
O polônio-210 foi o elemento usado para matar o ex-agente secreto russo Alexander Litvinenko em Londres, em novembro de 2006, um homicídio atribuído ao governo da Rússia. O principal suspeito virou deputado da Duma do Estado.
A Autoridade Nacional Palestina, que controla a Cisjordânia, está convencida de que Israel matou Arafat. Médicos legistas da França, onde ele morreu, da Rússia e da Suíça, pegaram amostras dos restos do líder palestino para fazer exames laboratoriais. Os resultados saem em três meses.
Quem levantou a suspeita foi a televisão árabe especializada em notícias Al Jazira, com base em exames feitos pelo Instituto de Radiofísica de Lausanne, na Suíça, que descobriram altos níveis de polônio-210 nas roupas, na escova de dentes e no turbante de Arafat.
A viúva, Suha Arafat, fez então uma denúncia formal, e a ANP ordenou a exumação do corpo, realizada hoje, informa a televisão americana CNN.
O polônio-210 foi o elemento usado para matar o ex-agente secreto russo Alexander Litvinenko em Londres, em novembro de 2006, um homicídio atribuído ao governo da Rússia. O principal suspeito virou deputado da Duma do Estado.
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