Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Em 1606, Guy Fawkes é executado em Londres por tentar explodir o Parlamento da Inglaterra na Conspiração da Pólvora, que também pretende matar o rei Jaime I por causa da repressão aos católicos.
Fawkes nasce em York em 13 de abril de 1570. Aos 8 anos, o pai morre. A mãe casa de novo com um católico de um movimento chamado Recusa, de pessoas que se negam a aceitar os rituais da Igreja Anglicana.
Ele se converte ao catolicismo e vai para o continente, onde luta ao lado da Espanha católica contra os Países Baixos protestantes na Guerra dos Oitenta Anos (1568-1648). Na Espanha, busca sem sucesso apoio para uma revolta católica na Inglaterra.
Robert e Thomas Wintour o apresentam a Robert Catesby, que planeja matar Jaime I para colocar um rei católico no trono. Eles alugam um espaço no porão do Palácio de Westminter, a sede do Parlamento, para onde levam barris de pólvora.
Uma carta anônima denuncia a Conspiração da Pólvora. Por volta da meia-noite de 4 para 5 de novembro, o juiz de paz Sir Thomas Knyvet encontra Guy Fawkes no porão do Palácio de Westminster em atitude suspeita e manda revistar o local. A polícia encontra 20 barris de pólvora.
Guy Fawkes é preso. Sob tortura, confessa fazer parte de uma conspiração católica e é condenado à morte na forca.
Por ironia da história, os ingleses festejam com fogos o Dia de Guy Fawkes porque ele tentou explodir o Parlamento como uma revolta contra os poderes constituídos. A máscara com a imagem estilizada de Fawkes virou símbolo de movimentos anarquistas.
NASCIMENTO DE SCHUBERT
Em 1797, nasce em Himmelpfortgrund, perto de Viena, a capital da Áustria, o compositor clássico e romântico Franz Schubert, conhecido pela melodia e harmonia de suas músicas e suas composições de música de câmera.
Seu pai, Franz Theodor Schubert, é diretor de escola e chefe de uma família musical que forma um quarteto de cordas em casa. O futuro compositor toca viola e recebe educação musical do pai e do irmão Ignaz. Em 1808, ele ganha uma bolsa e um lugar no coro da capela da corte imperial.
Tímido, Schubert reluta em apresentar suas primeiras composições. Entre elas, está Fantasia para um Dueto de Piano. Talvez sua música mais conhecida seja a Sinfonia nº 8 em Si Menor, a Inacabada.
TRUMAN INVESTE NA BOMBA H
Em 1950, cinco meses depois da explosão da primeira bomba atômica da União Soviética, o presidente Harry Truman anuncia aos Estados Unidos a decisão de desenvolver a bomba de hidrogênio, mil vezes mais poderosa do que as bombas jogadas em Hiroxima e Nagasaki em 6 e 9 de agosto de 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).
Os EUA testam sua primeira bomba de hidrogênio, chamada Mike, em 1º de novembro de 1952 no atol de Eniwetok, nas ilhas Marshall, no Oceano Pacífico.
As primeiras armas atômicas são de fissão nuclear de átomos pesados, o urânio-235 e o plutônio. Sua energia vem da divisão do núcleo de átomos pesados.
A bomba de hidrogênio ou bomba termonuclear é resultado da fusão nuclear de átomos leves. Dois átomos de hidrogênio pesado e mais do que pesado se fundem a uma temperatura altíssima. É a reação que produz a energia do sol e das estrelas. O gatilho da bomba de hidrogênio é uma explosão nuclear de urânio para gerar a temperatura de 100 milhões de graus centígrados necessária à fusão nuclear.
No processo de fusão, as partículas subatômicas perdem 0,63% da massa, que se converte numa enorme quantidade de energia medida pela famosa fórmula de Albert Einstein: E = mc2, em que c é uma constante que representa a velocidade da luz no vácuo: 300 mil quilômetros por segundo.
Houve bombas de hidrogênio de mais de 50 megatons, com o poder de destruição de mais de 50 milhões de toneladas de dinamite. As instaladas em mísseis têm geralmente até 1,5 megaton.
A União Soviética testa sua primeira bomba de hidrogênio em 12 de agosto de 1953, elevando a corrida armamentista nuclear a outro patamar. O Reino Unido (1957), a China (1967) e a França (1968) também fazem a bomba H.
CENTRO POMPIDOU
Em 1977, a França inaugura o Centro Nacional de Arte e Cultura Georges Pompidou, um complexo cultural batizado com o nome do presidente Pompidou (1696-74), que encomenda o projeto aos arquitetos italianos Renzo Piano e Gianfranco Franchini e aos britânicos Richard Rogers e Su Rogers.
O Centro Pompidou fica na área do Beauborg, como também é conhecido. O largo na sua frente é um local de debates políticos. Fica no 4º distrito de Paris, no bairro do Marais, perto de Les Halles, um centro comercial subterrâneo.
No complexo, ficam o Museu Nacional de Arte Moderna, a Biblioteca Pública da Informação, um centro para música e pesquisas acústicas, um centro de desenho industrial, um museu do cinema e o Atelier Brancusi, com esculturas do artista romeno Constantin Brancusi.
BREXIT
Em 2020, três anos e meio depois de um plebiscito, o Reino Unido deixa oficialmente a União Europeia.
O processo de integração europeia começa com o Plano Schuman, anunciado em 9 de maio de 1950 pelo ministro das Relações Exteriores da França, Robert Schuman, para acabar com as guerras na Europa e promover o desenvolvimento econômico e social do continente.
A Comunidade Econômica Europeia é criada pelo Tratado de Roma, assinado em 25 de março de 1957 pela Alemanha Ocidental, Bélgica, França, Holanda, Itália e Luxemburgo, que entra em vigor em 1º de janeiro de 1958.
Em 1963 e 1967, o então presidente da França, general Charles de Gaulle, veta a entrada do Reino Unido, que adere ao bloco europeu em 1º de janeiro de 1973. Na época, o Partido Conservador era a favor por representar as classes empresariais. O Partido Trabalhista era contra.
Por causa da insularidade e do passado imperial, o Reino Unido sempre mantém uma relação ambivalente. A primeira-ministra Margaret Thatcher (1979-90) luta pela criação do mercado único europeu, mas é contra a união política, uma das causas de sua queda, um regicídio que divide profundamente o Partido Conservador.
Quando o Tratado de Maastricht cria a União das Comunidades Europeias ou União Europeia, em 1991, o primeiro-ministro John Major (1990-97) deixa o Reino Unido fora da união monetária e econômica. No governo trabalhista de Tony Blair (1997-2007), um europeísta, o país não adere ao euro.
Na campanha de reeleição, o primeiro-ministro conservador David Cameron (2010-16) promete convocar um plebiscito para o eleitorado britânico decidir se quer ou não fazer parte da UE. Seu objetivo é acabar com a guerra civil interna do partido que vem desde a queda de Thatcher. A campanha é marcada por promessas e notícias falsas.
O líder da campanha para sair, o deputado conservador Boris Johnson, faz um manifesto contra e outro a favor. Opta pela saída porque considera melhor para sua pretensão de governar o país. Entre suas mentiras, afirma que os 350 milhões de libras que o país economizaria por semana não tendo de contribuir para o orçamento comunitário seriam investidos no Serviço Nacional de Saúde (NHS), que dá assistência médica de graça a todos os habitantes do Reino Unido.
Em 23 de junho de 2016, por 52% a 48%, o Reino Unido decide sair da UE. Londres, a Escócia e a Irlanda da Norte votam para ficar.
É uma das decisões econômicas mais inconsequentes e estúpidas de qualquer economia moderna. Imaginar que é bom negócio abandonar parceiros comerciais vizinhos e ricos com que se tem um mercado comum há mais de 40 anos e substituí-los por ex-colônias não faz sentido. O Reino Unido acaba de abandonar negociações de livre comércio com o Canadá porque só conseguiu condições piores do que tinha como membro da UE.
Cameron pede demissão e é substituído pela primeira-ministra Theresa May (2016-19), que votou a favor de ficar e nunca é aceita pelos eurocéticos. Suas propostas de acordo de divórcio com a UE são rejeitadas pela Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico.
Johnson consegue derrubar May e vence as eleições parlamentares de 12 de dezembro de 2019 com a promessa de concluir a saída da UE.
Em 1606, Guy Fawkes é executado em Londres por tentar explodir o Parlamento da Inglaterra na Conspiração da Pólvora, que também pretende matar o rei Jaime I por causa da repressão aos católicos.
Fawkes nasce em York em 13 de abril de 1570. Aos 8 anos, o pai morre. A mãe casa de novo com um católico de um movimento chamado Recusa, de pessoas que se negam a aceitar os rituais da Igreja Anglicana.
Ele se converte ao catolicismo e vai para o continente, onde luta ao lado da Espanha católica contra os Países Baixos protestantes na Guerra dos Oitenta Anos (1568-1648). Na Espanha, busca sem sucesso apoio para uma revolta católica na Inglaterra.
Robert e Thomas Wintour o apresentam a Robert Catesby, que planeja matar Jaime I para colocar um rei católico no trono. Eles alugam um espaço no porão do Palácio de Westminter, a sede do Parlamento, para onde levam barris de pólvora.
Uma carta anônima denuncia a Conspiração da Pólvora. Por volta da meia-noite de 4 para 5 de novembro, o juiz de paz Sir Thomas Knyvet encontra Guy Fawkes no porão do Palácio de Westminster em atitude suspeita e manda revistar o local. A polícia encontra 20 barris de pólvora.
Guy Fawkes é preso. Sob tortura, confessa fazer parte de uma conspiração católica e é condenado à morte na forca.
Por ironia da história, os ingleses festejam com fogos o Dia de Guy Fawkes porque ele tentou explodir o Parlamento como uma revolta contra os poderes constituídos. A máscara com a imagem estilizada de Fawkes virou símbolo de movimentos anarquistas.
NASCIMENTO DE SCHUBERT
Em 1797, nasce em Himmelpfortgrund, perto de Viena, a capital da Áustria, o compositor clássico e romântico Franz Schubert, conhecido pela melodia e harmonia de suas músicas e suas composições de música de câmera.
Seu pai, Franz Theodor Schubert, é diretor de escola e chefe de uma família musical que forma um quarteto de cordas em casa. O futuro compositor toca viola e recebe educação musical do pai e do irmão Ignaz. Em 1808, ele ganha uma bolsa e um lugar no coro da capela da corte imperial.
Tímido, Schubert reluta em apresentar suas primeiras composições. Entre elas, está Fantasia para um Dueto de Piano. Talvez sua música mais conhecida seja a Sinfonia nº 8 em Si Menor, a Inacabada.
TRUMAN INVESTE NA BOMBA H
Em 1950, cinco meses depois da explosão da primeira bomba atômica da União Soviética, o presidente Harry Truman anuncia aos Estados Unidos a decisão de desenvolver a bomba de hidrogênio, mil vezes mais poderosa do que as bombas jogadas em Hiroxima e Nagasaki em 6 e 9 de agosto de 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).
Os EUA testam sua primeira bomba de hidrogênio, chamada Mike, em 1º de novembro de 1952 no atol de Eniwetok, nas ilhas Marshall, no Oceano Pacífico.
As primeiras armas atômicas são de fissão nuclear de átomos pesados, o urânio-235 e o plutônio. Sua energia vem da divisão do núcleo de átomos pesados.
A bomba de hidrogênio ou bomba termonuclear é resultado da fusão nuclear de átomos leves. Dois átomos de hidrogênio pesado e mais do que pesado se fundem a uma temperatura altíssima. É a reação que produz a energia do sol e das estrelas. O gatilho da bomba de hidrogênio é uma explosão nuclear de urânio para gerar a temperatura de 100 milhões de graus centígrados necessária à fusão nuclear.
No processo de fusão, as partículas subatômicas perdem 0,63% da massa, que se converte numa enorme quantidade de energia medida pela famosa fórmula de Albert Einstein: E = mc2, em que c é uma constante que representa a velocidade da luz no vácuo: 300 mil quilômetros por segundo.
Houve bombas de hidrogênio de mais de 50 megatons, com o poder de destruição de mais de 50 milhões de toneladas de dinamite. As instaladas em mísseis têm geralmente até 1,5 megaton.
A União Soviética testa sua primeira bomba de hidrogênio em 12 de agosto de 1953, elevando a corrida armamentista nuclear a outro patamar. O Reino Unido (1957), a China (1967) e a França (1968) também fazem a bomba H.
CENTRO POMPIDOU
Em 1977, a França inaugura o Centro Nacional de Arte e Cultura Georges Pompidou, um complexo cultural batizado com o nome do presidente Pompidou (1696-74), que encomenda o projeto aos arquitetos italianos Renzo Piano e Gianfranco Franchini e aos britânicos Richard Rogers e Su Rogers.
O Centro Pompidou fica na área do Beauborg, como também é conhecido. O largo na sua frente é um local de debates políticos. Fica no 4º distrito de Paris, no bairro do Marais, perto de Les Halles, um centro comercial subterrâneo.
No complexo, ficam o Museu Nacional de Arte Moderna, a Biblioteca Pública da Informação, um centro para música e pesquisas acústicas, um centro de desenho industrial, um museu do cinema e o Atelier Brancusi, com esculturas do artista romeno Constantin Brancusi.
BREXIT
Em 2020, três anos e meio depois de um plebiscito, o Reino Unido deixa oficialmente a União Europeia.
O processo de integração europeia começa com o Plano Schuman, anunciado em 9 de maio de 1950 pelo ministro das Relações Exteriores da França, Robert Schuman, para acabar com as guerras na Europa e promover o desenvolvimento econômico e social do continente.
A Comunidade Econômica Europeia é criada pelo Tratado de Roma, assinado em 25 de março de 1957 pela Alemanha Ocidental, Bélgica, França, Holanda, Itália e Luxemburgo, que entra em vigor em 1º de janeiro de 1958.
Em 1963 e 1967, o então presidente da França, general Charles de Gaulle, veta a entrada do Reino Unido, que adere ao bloco europeu em 1º de janeiro de 1973. Na época, o Partido Conservador era a favor por representar as classes empresariais. O Partido Trabalhista era contra.
Por causa da insularidade e do passado imperial, o Reino Unido sempre mantém uma relação ambivalente. A primeira-ministra Margaret Thatcher (1979-90) luta pela criação do mercado único europeu, mas é contra a união política, uma das causas de sua queda, um regicídio que divide profundamente o Partido Conservador.
Quando o Tratado de Maastricht cria a União das Comunidades Europeias ou União Europeia, em 1991, o primeiro-ministro John Major (1990-97) deixa o Reino Unido fora da união monetária e econômica. No governo trabalhista de Tony Blair (1997-2007), um europeísta, o país não adere ao euro.
Na campanha de reeleição, o primeiro-ministro conservador David Cameron (2010-16) promete convocar um plebiscito para o eleitorado britânico decidir se quer ou não fazer parte da UE. Seu objetivo é acabar com a guerra civil interna do partido que vem desde a queda de Thatcher. A campanha é marcada por promessas e notícias falsas.
O líder da campanha para sair, o deputado conservador Boris Johnson, faz um manifesto contra e outro a favor. Opta pela saída porque considera melhor para sua pretensão de governar o país. Entre suas mentiras, afirma que os 350 milhões de libras que o país economizaria por semana não tendo de contribuir para o orçamento comunitário seriam investidos no Serviço Nacional de Saúde (NHS), que dá assistência médica de graça a todos os habitantes do Reino Unido.
Em 23 de junho de 2016, por 52% a 48%, o Reino Unido decide sair da UE. Londres, a Escócia e a Irlanda da Norte votam para ficar.
É uma das decisões econômicas mais inconsequentes e estúpidas de qualquer economia moderna. Imaginar que é bom negócio abandonar parceiros comerciais vizinhos e ricos com que se tem um mercado comum há mais de 40 anos e substituí-los por ex-colônias não faz sentido. O Reino Unido acaba de abandonar negociações de livre comércio com o Canadá porque só conseguiu condições piores do que tinha como membro da UE.
Cameron pede demissão e é substituído pela primeira-ministra Theresa May (2016-19), que votou a favor de ficar e nunca é aceita pelos eurocéticos. Suas propostas de acordo de divórcio com a UE são rejeitadas pela Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico.
Johnson consegue derrubar May e vence as eleições parlamentares de 12 de dezembro de 2019 com a promessa de concluir a saída da UE.
Em 1950, cinco meses depois da explosão da primeira bomba atômica da União Soviética, o presidente Harry Truman anuncia aos Estados Unidos a decisão de desenvolver a bomba de hidrogênio, mil vezes mais poderosa do que as bombas jogadas em Hiroxima e Nagasaki em 6 e 9 de agosto de 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).
Os EUA testam sua primeira bomba de hidrogênio, chamada Mike, em 1º de novembro de 1952 no atol de Eniwetok, nas ilhas Marshall, no Oceano Pacífico.
As primeiras armas atômicas são de fissão nuclear de átomos pesados, o urânio-235 e o plutônio. Sua energia vem da divisão do núcleo de átomos pesados.
A bomba de hidrogênio ou bomba termonuclear é resultado da fusão nuclear de átomos leves. Dois átomos de hidrogênio pesado e mais do que pesado se fundem a uma temperatura altíssima. É a reação que produz a energia do sol e das estrelas. O gatilho da bomba de hidrogênio é uma explosão nuclear de urânio para gerar a temperatura de 100 milhões de graus centígrados necessária à fusão nuclear.
No processo de fusão, as partículas subatômicas perdem 0,63% da massa, que se converte numa enorme quantidade de energia medida pela famosa fórmula de Albert Einstein: E = mc2, em que c é uma constante que representa a velocidade da luz no vácuo: 300 mil quilômetros por segundo.
Houve bombas de hidrogênio de mais de 50 megatons, com o poder de destruição de mais de 50 milhões de toneladas de dinamite. As instaladas em mísseis têm geralmente até 1,5 megaton.
A União Soviética testa sua primeira bomba de hidrogênio em 12 de agosto de 1953, elevando a corrida armamentista nuclear a outro patamar. O Reino Unido (1957), a China (1967) e a França (1968) também fazem a bomba H.
CENTRO POMPIDOU
Em 1977, a França inaugura o Centro Nacional de Arte e Cultura Georges Pompidou, um complexo cultural batizado com o nome do presidente Pompidou (1696-74), que encomenda o projeto aos arquitetos italianos Renzo Piano e Gianfranco Franchini e os britânicos Richard Rogers e Su Rogers.
O Centro Pompidou fica na área do Beauborg, como também é conhecido. O largo na sua frente é um local de debates políticos. Fica no 4º distrito de Paris, no bairro do Marais, perto de Les Halles, um centro comercial subterrâneo.
No complexo, ficam o Museu Nacional de Arte Moderna, a Biblioteca Pública da Informação, um centro para música e pesquisas acústicas, um centro de desenho industrial, um museu do cinema e o Atelier Brancusi, com esculturas do artista romeno Constantin Brancusi.
BREXIT
Em 2020, três anos e meio depois de um plebiscito, o Reino Unido deixa oficialmente a União Europeia.
O processo de integração europeia começa com o Plano Schuman, anunciado em 9 de maio de 1950 pelo ministro das Relações Exteriores da França, Robert Schuman, para acabar com as guerras na Europa e promover o desenvolvimento econômico e social do continente.
A Comunidade Econômica Europeia é criada pelo Tratado de Roma, assinado em 25 de março de 1957 pela Alemanha Ocidental, Bélgica, França, Holanda, Itália e Luxemburgo, e entra em vigor em 1º de janeiro de 1958.
Em 1963 e 1967, o então presidente da França, general Charles de Gaulle, veta a entrada do Reino Unido, que adere ao bloco europeu em 1º de janeiro de 1973. Na época, o Partido Conservador era a favor por representar as classes empresariais. O Partido Trabalhista era contra.
Por causa da insularidade e do passado imperial, o Reino Unido sempre mantém uma relação ambivalente. A primeira-ministra Margaret Thatcher (1979-90) luta pela criação do mercado único europeu, mas é contra a união política, uma das causas de sua queda, um regicídio que divide profundamente o Partido Conservador.
Quando o Tratado de Maastricht cria a União das Comunidades Europeias ou União Europeia, em 1991, o primeiro-ministro John Major (1990-97) deixa o Reino Unido fora da união monetária e econômica. No governo trabalhista de Tony Blair (1997-2007), um europeísta, o país não adere ao euro.
Na campanha de reeleição, o primeiro-ministro conservador David Cameron (2010-16) promete convocar um plebiscito para o eleitorado britânico decidir se quer ou não fazer parte da UE. Seu objetivo é acabar com a guerra civil interna do partido que vem desde a queda de Thatcher. A campanha é marcada por promessas e notícias falsas.
O líder da campanha para sair, o deputado conservador Boris Johnson, faz um manifesto contra e outro a favor. Opta pela saída porque considera melhor para sua pretensão de governar o país. Entre suas mentiras, afirma que os 350 milhões de libras que o país economizaria por semana não tendo de contribuir para o orçamento comunitário seriam investidos no Serviço Nacional de Saúde (NHS), que dá assistência médica de graça a todos os habitantes do Reino Unido.
Em 23 de junho de 2016, por 52% a 48%, o Reino Unido decide sair da UE. Londres, a Escócia e a Irlanda da Norte votam para ficar.
É uma das decisões econômicas mais inconsequentes e estúpidas de qualquer economia moderna. Imaginar que é bom negócio abandonar parceiros comerciais vizinhos e ricos com que se tem um mercado comum há mais de 40 anos e substituí-los por ex-colônias não faz sentido. O Reino Unido acaba de abandonar negociações de livre comércio com o Canadá porque só conseguiu condições piores do que tinha como membro da UE.
Cameron pede demissão e é substituído pela primeira-ministra Theresa May (2016-19), que votou a favor de ficar e nunca é aceita pelos eurocéticos. Suas propostas de acordo de divórcio com a UE são rejeitadas pela Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico.
Johnson consegue derrubar May e vence as eleições parlamentares de 12 de dezembro de 2019 com a promessa de concluir a saída da UE.
O ex-primeiro-ministro Boris Johnson, grande bufão da política britânica, renunciou à Câmara dos Comuns sob pressão por mentir ao Parlamento sobre festinhas realizadas na residência oficial e sede do governo durante períodos de confinamento da pandemia do coronavírus de 2019. Foi o principal responsável por um dano irreparável ao país, a saída do Reino Unido da União Europeia (UE).
Filho da elite britânica, Johnson estudou no aristocrático Eton College e na prestigiada Universidade de Oxford. Foi jornalista, pioneiro das notícias falsas, deputado, prefeito de Londres e líder da campanha para sair da UE antes de se tornar primeiro-ministro, em julho de 2019.
Durante a pandemia, resistiu a impor o confinamento, pegou a covid-19, foi hospitalizado e precisou de terapia intensiva. Depois de correr risco de vida, saiu levando a pandemia a sério e investiu em vacinas. O Reino Unido foi o primeiro país do mundo a aplicar vacinas plenamente aprovadas pela ciência, em 8 de dezembro de 2020.
A pandemia fortaleceu Boris e foi sua desgraça. Em 30 de novembro de 2021, estourou o Partygate, o escândalo das festinhas realizadas na residência oficial durante o confinamento, quando as reuniões sociais estavam proibidas.
Mais do que as festas em si, foram as mentiras e as diferentes versões inventadas para justificar o inaceitável que derrubaram Johnson. Ele cai em 6 de setembro de 2022, depois de um escândalo sexual envolvendo um deputado candidato a vice-líder da bancada do Partido Conservador. Mais uma vez, disse que não sabia de nada. Logo se soube que sabia de tudo. Meu comentário:
Alvo de várias investigações, o ex-presidente Donald Trump pode ser denunciado criminalmente hoje pelo júri que examina o pagamento de US$ 130 mil à atriz pornô Stormy Daniels para comprar o silêncio durante a campanha eleitoral de 2016. Apesar de três derrotas eleitorais consecutivas, Trump sonha em voltar à Casa Branca, talvez para se livrar dos processos.
O ex-primeiro-ministro Boris Johnson depôs ontem durante três horas e meia numa comissão da Câmara dos Comuns onde é acusado de mentir ao Parlamento Britânico sobre as festinhas realizadas na residência oficial durante confinamentos da pandemia.
Com a inflação em 10,4% ao ano no Reino Unido, o Banco da Inglaterra deve aumentar hoje sua taxa básica de juros, hoje em 4% ao ano. Na semana passada, o Banco Central Europeu elevou os juros de 2,5% para 3%. Ontem, foi a vez do banco central dos EUA, que aumentou a taxa básica em 0,25 para tentar equilibrar a alta de preços com o risco bancário tendo em vista falências bancárias recentes.
O Banco da Reserva da Índia, o banco central do país, previu crescimento de 7% em 2023 e de 6,4%. É a grande economia que mais cresce no mundo. Com aumento de 5,9% na renda por pessoa, a Índia se tornou um país de renda média.
A escassez de água será um problema para a maioria dos países, por causa da poluição e do aquecimento global. Água e saneamento para todos é um dos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, que realiza neste momento em Nova York a Conferência da Água.
Ao defender sua reforma previdenciária e criticar os protestos violentos e atos de vandalismo, o presidente Emmanuel Macron comparou as manifestações na França ao assalto ao Congresso dos EUA, em 6 de janeiro de 2021, e os ataques às sedes dos três poderes em Brasília, em 8 de janeiro deste ano.
É uma jogada que ele já usou contra a Revolta dos Coletes Amarelos (2018-19) e agora repete, acusar as manifestações contra o governo de ameaçar a democracia francesa.
Hoje será mais um dia de greve na França. Meu comentário:
Quatro dias depois da queda espetacular da Liz Truss, que ficou apenas um mês e meio no poder, o Partido Conservador britânico tem um novo líder. Será o primeiro não branco e o primeiro de origem indiana a ser eleito primeiro-ministro do Reino Unido. E o terceiro chefe de governo em menos de dois meses.
O ex-ministro das Finanças e ex-secretário do Tesouro Real Rishi Sunak tem dois desafios formidáveis: unir o partido e enfrentar uma crise econômica com raízes na catastrófica saída do Reino Unido da União Europeia (UE). Amanhã, ele pede autorização ao rei Charles III para formar o novo governo.
Truss caiu por causa da rejeição pelo mercado de um plano econômico desastroso com cortes de impostos e aumentos de gastos públicos anunciado em 23 de setembro. Deixaria um rombo de 45 bilhões de libras (R$ 270 bilhões) pelos cálculos dos analistas da City, o centro financeiro de Londres. Sunak tem o crédito de ter alertado o país durante os debates da disputa anterior pela liderança.
A nova disputa se deu em torno de três nomes. Sunak enfrentava certa resistência dos aliados do ex-primeiro-ministro Boris Johnson. Seu pedido de demissão, em 5 de julho, deflagrou uma onda de demissões de dezenas de ministros, secretários e diretores de órgãos do governo britânica que causou a queda de Johnson, em 7 de julho. Era acusado de traição.
Johnson antecipou a volta das férias para entrar na disputa. Ele afirmou que tinha o apoio de pelo menos 100 deputados conservadores, como exigem as regras de sucessão do partido, mas desistiu alegando que a eficiência do governo depende da união da bancada parlamentar. Boa parte não esqueceu dos escândalos que o derrubaram. Como é um mentiroso contumaz, provavelmente não teve apoio suficiente.
A terceira candidata, Penny Mordaunt, ex-ministra da Defesa e atual líder do governo na Câmara dos Comuns, não conseguiu o apoio mínimo. Assim, Sunak foi escolhido sem uma votação. Será o primeiro chefe de governo britânico de origem indiana. Com 42 anos de idade, será o primeiro-ministro mais jovem em mais de 200 anos.
Os partidos Trabalhista e Social-Democrata pediram a antecipação das eleições gerais, que precisam ser realizadas até janeiro de 2025. Como os conservadores chegaram a estar 30 pontos atrás nas pesquisas, não vão convocar eleições agora.
Sunak se destacou ao dar auxílio emergencial de £ 350 bilhões (R$ 2,1 trilhões) a pessoas e empresas durante a pandemia. Esta conta precisa ser paga e o governo quer dar um subsídio aos consumidores de energia elétrica.
Hoje, ele admitiu que vai enfrentar um “desafio econômico profundo. Agora, precisamos de estabilidade e de unidade. Farei minha prioridade máxima unir o partido e o país. É a única maneira de superarmos os desafios e construir um futuro melhor e mais próspero para nossos filhos e netos.”
Com a saída da UE (Brexit), a economia britânica encolheu. Em 2016, ano do plebiscito, tinha 90% do tamanho da economia da Alemanha, a maior da Europa, e hoje está em 70%.
A inflação, de mais de 10% ao ano, é a maior em 40 anos, puxada pela alta nos preços de energia causada pela guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia e as sanções à Rússia. Há previsões de que chegue a 18% em 2023.
O novo líder conservador nasceu em Southampton, no Sul da Inglaterra, em 12 de maio de 1980, numa família da imigrantes indianos da região do Punjab que chegou ao Reino Unido nos anos 1960 vindo do Leste da África.
Ele estudou filosofia, política e economia na Universidade de Oxford e fez mestrado na Universidade Stanford, na Califórnia, nos Estados Unidos, onde conheceu sua mulher, Akshata Murty, herdeira de uma família indiana rica.
O casal tem um patrimônio de £ 730 milhões (R$ 4,38 bilhões). A mulher já foi criticada por pagar impostos na Índia, mas isso não impediu a ascensão de Sunak.
A Índia festejou. O primeiro-ministro ultranacionalista hindu Narendra Modi cumprimentou Sunak, que também é hindu, e prometeu melhorar as relações com o Reino Unido. A comunidade indiana não manifestou o mesmo entusiasmo. O novo primeiro-ministro é muito rico. Não sofre com os problemas da maioria dos imigrantes.
A líder conservadora Liz Truss anunciou sua demissão hoje depois de apenas 44 dias na chefia do governo do Reino Unido. É a primeira-ministra que ficou menos tempo no cargo na história britânica. Cai por causa um plano econômico com corte de impostos e aumento de gastos rejeitado pelo mercado, que derrubou a libra até chegar perto da paridade com o dólar.
O Banco da Inglaterra chegou a comprar títulos públicos para sustentar a libra. O impacto sobre a economia e sobre o Partido Conservador foi arrasador. As pesquisas davam uma vantagem de 30 pontos ao Partido Trabalhista. O líder da oposição, Kier Starmer, pediu a convocação de eleições gerais antecipadas.
A crise da economia britânica é consequência direta da saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit). Em 2016, quando foi realizado o plebiscito, a economia do país era 90% da economia da Alemanha. Hoje, é 70%.
Imaginar que seria possível substituir como parceiros comerciais ricos com que fazia negócios há quase 50 anos por países do antigo Império Britânico foi um delírio nacionalista da ala mais à direita, antieuropeísta, do Partido Conservador.
Os brexiteiros elegeram Boris Johnson e ele venceu as últimas eleições. Caiu há três meses, depois de uma série de escândalos. Volta a ser cotado nas bolsas de apostas.
Liz Truss foi contra sair da UE, mas mudou de lado. Como ministra do Exterior do governo Johnson, teve destaque na Guerra da Ucrânia.. Foi apoiada, na reta final da disputa pela liderança conservadora pela ala mais radical do partido.
Para se legitimar, apresentou um plano econômico de um thatcherismo tardio, com os maiores cortes de impostos desde o governo Margaret Thatcher (1979-90) acompanhado de aumento de gas públicas, inclusive subsídio para as contas de energia elétrica,
O miniorçamento apresentado pelo ministro das Finanças Kwasi Kwarteng, o primeiro negro a ocupar o cargo, provocou uma reação negativa do mercado financeiro, que concluiu que a conta não fecha depois do endividamento recente para enfrentar a pandemia. Estimou o rombo em 45 bilhões de libras (R$ 262,6 bilhões).
A libra caiu à menor cotação em relação ao dólar, cotada a US$ 1,03. O Banco da Inglaterra entrou no mercado vendendo títulos para sustentar a moeda.
Há uma semana, Kwarteng abandonou a reunião anual do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial, em Washington, e voltou a Londres para ser demitido,
Na segunda-feira, Truss anunciou Jeremy Hunt como novo ministro das Finanças. Imediatamente, ele anunciou a revogação das medidas do miniorçamento. A autoridade da primeira-ministra estava mortalmente ferida. Ontem, a ministra do Interior pediu demissão selando o destino de Truss.
Depois que a revista The Economist disse que o poder de Liz Truss duraria tanto quando um pé de alface, uma semana, um jornal popular resolveu publicar a imagem da deterioração do alface.
Hoje de manhã, Liz Truss alegou que seu plano foi feito “aproveitando a liberdade dada pela Brexit”. Levou ao caos econômico, a um governo breve e a uma saída humilhante.
O Partido Conservador britânico, que se orgulha de ser o partido que ficou mais tempo no poder numa democracia, fará a segunda eleição de um líder desde que Boris Johnson anunciou sua demissão, em 7 de julho.
Johnson é o deputado mais popular do partido, considerado o melhor para levar os conservadores à vitória nas próximas eleições. Em 12 de dezembro de 2019, levou o partido uma vitória com a conquista de 365 das 650 cadeiras da Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico.
O ex-ministro das Finanças Rishi Sunak, que perdeu a disputa com Truss na votação final de todos os filiados ao partido, é outro favorito, mas sua demissão seguida por vários ministros, secretários e diretores de órgãos governamentais deflagrou a queda de Johnson.
Na política britânica, há uma máxima: “Quem mata o rei não ascende ao trono.” A ala mais à direita, que domina o partido na era pós-Brexit, vê uma traição de Sunak a Boris Johnson.
A terceira candidata mais cotada é Penny Mordaunt, ex-ministra da Defesa, ex-ministra do Desenvolvimento Internacional e ex-secretário da Mulher e da Igualdade, hoje líder da bancada conservadora na Câmara dos Comuns.
Também foram citados o novo ministro das Finanças, Jeremy Hunt, que declarou não estar interessado, e o ministro da Defesa, Ben Wallace, que era o favorito das casas de apostas no início da sucessão de Johnson, mas não quis concorrer.
O novo líder conservador será automaticamente nomeado primeiro-ministro britânico. O partido tem maioria na Câmara dos Comuns e será fragorosamente derrotado se as eleições forem agora. Pretende indicar um novo líder até a sexta-feira da próxima semana.
Mas a questão central das relações com o resto da Europa não está resolvida. Líderes europeus já falaram que o Reino Unido sempre pode voltar. Meu comentário:
Primeiro-ministro Boris Johnson está completamente desmoralizado
Ele usou a irreverência e a palhaçada para conquistar popularidade, e a desonestidade, a trapaça, a traição e o oportunismo político para chegar ao poder na era da pós-verdade. Sonhava em ser um novo Winston Churchill, o primeiro-ministro britânico durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), um dos maiores heróis do país.
Nesta quinta-feira, Johnson pediu demissão do que chamou de “melhor emprego do mundo.” Vai para a lata de lixo da história antes que o impacto de seu erro mais catastrófico, a saída do Reino Unido da União Europeia, seja plenamente percebido.
O novo líder do partido e. do governo deve ser escolhido em 5 de setembro.
Em 1940,o ditador nazista Adolf Hitler faz sua única visita a Paris, tomada dias antes pelas forças da Alemanha, na Segunda Guerra Mundial (1939-45). Ao sair, diz que foi "o maior e mais belo momento da minha vida".
Quando os aliados estão prestes a libertar a capital da França, em agosto de 1944, Hitler manda o comandante militar alemão incendiar a cidade, mas o general não faz isso, talvez por não ter mais poder.
Na sua biografia, tenta levar a glória por poupar aCidade Luz, uma das capitais do mundo.
NASSER ELEITO PRESIDENTE
Em 1956, o coronel Gamal Abdel Nasser é eleito presidente do Egito com 99,95%, votação típica de ditadores.
Nasser, um dos líderes da Revolução dos Coronéis, que derrubou o rei Faruk em 1952, é o líder do nacionalismo pan-árabe até a humilhante derrota para Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Quando Nasser fecha o Canal do Suez, Israel tomou como ameaça de uma guerra iminente e bombardeou as forças aéreas dos países árabes em solo. Com total superioridade aérea, obteve uma vitória rápida e decisiva.
OBSTRUÇÃO DE JUSTIÇA
Em 1972,o chefe da Casa Civil da Casa Branca, Harry Haldeman, aconselha o presidente Richard Nixon a pressionar o diretor-geral do FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, a ficar fora da investigação do Escândalo de Watergate.
Haldeman tenta convencer Nixon a obstruir a justiça, o que o leva à cadeia e à renúncia do presidente em agosto de 1974.
CHEFÃO CONDENADO
Em 1992, o chefão da máfia John Gotti, conhecido como Dom Teflon, é sentenciado à prisão perpétua por 14 acusações de conspiração para matar e extorsão.
Minutos depois, centenas de aliados de Gotti tentam invadir o tribunal, no bairro do Brooklyn, em Nova York, e incendeiam carros até serem rechaçados pela polícia.
Gotti vira chefão da família Gambino depois do assassinato de Paul Castellano, em 1985, organizado por seu aliado Sammy Gravano, o Touro. Em 1990, é denunciado por conspiração para cometer o homicídio de Castellano e Gravano aceita depor contra ele. Gotti morre na cadeia de câncer na garganta.
BREXIT
Em 2016, por 52% a 48%, os britânicos decidem retirar o Reino Unido da União Europeia.
A saída britânica (Brexit) é consumada no início de 2021, depois de uma longa negociação de um acordo de divórcio e de um período de transição. O líder da campanha pela saída é o atual primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.
Uma pesquisa recente indica que o eleitorado não mudou de ideia, mas os prejuízos à economia do país são evidentes. O comércio com o bloco europeu caiu tanto em exportações como importações. A questão da fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte gerou uma crise com a UE e ameaça até as relações com os Estados Unidos. E a Escócia, onde 62% votaram para ficar no bloco europeu, quer realizar um novo plebiscito sobre a independência.
A China, o último país que ainda adota uma política de erradicação total do coronavírus de 2019, registrou hoje o primeiro caso da variante ômicron. Mais de 70 países têm casos da nova cepa.
No Reino Unido, onde 20% dos casos novos são da ômicron, o primeiro-ministro Boris Johnson confirmou a primeira morte com a nova cepa do vírus e tentou afastar a sensação de que a ômicron seria menos perigosa.
Johnson alertou que a ômicron pode causar não uma onda, mas um "maremoto", e prometeu a aplicação de 1 milhão de doses de reforço até o fim do ano.
O governo britânico incentiva o trabalho em casa, tornou obrigatório o uso de máscaras em lugares fechados de uso coletivo e em grandes eventos, e tenta aprovar na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico.
No Brasil, com a pirataria cibernética no Ministério da Saúde, nove estados, inclusive São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, não atualizaram as informações sobre casos novos e mortes no sistema de processamento de dados. Assim, foram notificadas 39 mortes e 1.865 diagnósticos positivos.
Ao todo, o Brasil soma 22.189.214 casos confirmados e 616.980 vidas perdidas na pandemia. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 26% em duas semanas para 170. A média diária de casos novos dos últimos sete dias recuou 31% para 6.173. As distorções pela subnotificação devem ser corrigidas nos próximos dias.
Em contraste com o Brasil, os Estados Unidos registraram mais 195.519 casos e 1.316 mortes na segunda-feira. A média diária de casos novos aumentou 49% em duas semanas para 120.056. A média diária de mortes dos últimos sete dias cresceu 40% em duas semanas para 1.276. O país passou de 800 mil mortes pela soma da agência de notícias Reuters e de 50 milhões de casos confirmados. A ômicron chegou a 34 estados e ao Distrito de Colúmbia.
No mundo, são 270.822.912 casos confirmados e 5.312.921 mortes na pandemia. Mais de 243,5 milhões de pacientes se recuperaram, 21,9 milhões enfrentam casos leves ou médios e 88.900 (0,4% dos casos ativos) estão em estado grave.
A Índia relatou mais 5.874 casos, o menor número em um ano e cinco meses, e 252 mortes. Tem o segundo maior número de casos confirmados (34.703.644) e de mortes (475.888), depois dos EUA e do Brasil.
Mais de 8,47 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas no mundo. Mais de 4,41 milhões de pessoas, 56,54% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 7,1% nos países pobres. Cerca de 47% da humanidade completaram a vacinação.
A China lidera a imunização com 2,61 bilhões de doses aplicadas e mais de 80% plenamente vacinados, seguida pela Índia (1,34 bilhão) e a União Europeia.
O Brasil deu a primeira dose a 160,17 milhões de pessoas, 139,54 milhões (65,42% da população brasileira) completaram a vacinação e 20,87 milhões tomaram a dose de reforço, num total de 320,6 milhões de doses aplicadas.
Com mais 939 mortes e 33.696 diagnósticos positivos da doença do coronavírus de 2019 notificados neste domingo, o Brasil chegou a 19.372.820 casos confirmados e 542.262 óbitos na pandemia.
Depois de 21 dias em queda, a média diária de mortes dos últimos sete dias voltou a subir, mas caiu 21% em duas semanas para 1.245. A média diária de casos novos dos últimos sete dias recuou 17% em duas semanas para 40.948.
No mundo, já são 190.379.364 casos confirmados e 4.088.365 mortes. Cerca de 174 milhões de pacientes de recuperaram, 12,2 milhões têm casos leves ou médios e 80.569 estão em estado grave.
Ao registrar 57 mil diagnósticos positivos para covid-19 em 24 horas, a Indonésia ultrapassou o Brasil em número absoluto de casos novos por dia. É o novo centro da pandemia. A maioria dos casos está nas ilhas de Java e Báli.
Todo o Sudeste Asiático está sendo abalado pela nova onda de contaminação pela variante delta. O maior número de casos por habitante é na Malásia, mas novos surtos também atingem Mianmar, a Tailândia e o Vietnã.
A Índia diagnosticou mais 38.164 casos positivos e notificou mais 499 mortes em 24 horas. O país é o segundo em casos confirmados (31.144.229) e o terceiro em mortes (414.141).
Os Estados Unidos registraram mais 30 mortes e 7.954 casos novos de covid-19 neste domingo. A média diária de casos novos dos últimos sete dias subiu 140% em duas semanas para 31.745, enquanto a média de mortes perdeu 33% em duas semanas e está em 273 por dia.
Na Europa, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, está em isolamento porque teve contato com o ministro da Saúde, Sajid Javid, que pegou o vírus. A partir desta segunda-feira, todas as medidas de restrição estão suspensas na Inglaterra, onde há uma nova onda de contaminação. Será o Dia da Liberdade. Mas Johnson terá de ficar recluso para não violar suas próprias regras.
Com o predomínio da variante delta, a contaminação voltou com força no Reino Unido. Caíra abaixo de 2 mil casos por dia em maio. No sábado, foram registrados 54.674 casos novos e 25 mortes, que aumentaram um pouco, mas continuam baixas porque a metade da população britânica está vacinada. Em número de casos novos, o Reino Unido também passou o Brasil.
Os assessores científicos alertaram o governo: "Conviver com a covid-19 não é o mesmo que deixar a doença se alastrar. Devemos proceder com cuidado, sem imprudências. (...) O governo deve promover medidas de saúde pública efetivas porque a responsabilidade pessoal não é suficiente", advertiram cientistas de quatro órgãos públicos independentes de saúde pública.
"Ninguém quer um ciclo sem fim de restrições legais e confinamentos, mas a ideia de que devemos relaxar quanto ao aumento do número de casos é errada e danosa à saúde pública", acrescentou a carta dos cientistas.
As instituições de caridade voltadas para a luta contra o câncer pediram a manutenção de medidas para proteger os idosos e vulneráveis. O prefeito de Londres vai manter o uso obrigatório de máscaras nos transportes públicos.
Nos últimos três dias, a França teve mais de 10 mil casos novos por dia, à medida que a variante delta avança para se tornar dominante no continente europeu em agosto.
Mais de 3,66 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Pelo menos 26,3% da população mundial tomaram ao menos uma dose.
A China aplicou 1,46 bilhão de doses e a Índia, 406,4 milhões. No Brasil, foram aplicadas 122,8 milhões de doses; 88,9 milhões de brasileiros tomaram a primeira dose e 33,8 milhões (15,85 por cento da população brasileira) estão plenamente vacinados.
A pandemia do coronavírus de 2019 parece um pesadelo sem fim, mas deve estar controlada nos países ricos no fim deste ano e um pouco mais tarde aqui. A vida voltará ao normal primeiro nos países desenvolvidos onde houver grandes campanhas de vacinação, um sistema de testagem e rastreamento do vírus para atacar cada foco, e uma gestão competente do sistema de saúde pública.
"Dentro de seis a oito meses", prevê o professor de saúde pública global Devi Sridhar, da Universidade de Edimburgo, na Escócia, os países com recursos "poderão reabrir as escolas, os bares, os restaurantes e as academias de ginástica, reiniciar os shows de música ao vivo e os espetáculos esportivos. Os bombeiros ainda serão necessários contra surtos, que podem ser localizados e pequenos."
Enquanto a situação não estiver sob controle, com novas mutações do vírus surgindo ao redor do mundo, será necessário manter restrições aos voos internacionais, adverte o professor Sridhar. Em artigo no jornal The Guardian, ele escreveu: "A pandemia não deve acabar abruptamente, mas devagar, de país a país, à medida que cada um consiga controlar a covid-19 numa estratégia global de erradicação do vírus."
O professor de saúde pública teme que os países ricos consigam controlar a doença, inclusive com a atualização de vacinas para enfrentar novas linhagens do vírus, enquanto os pobres tenham de enfrentar sucessivas ondas de contágio.
Devi Sridhar lembra que esta desigualdade na saúde global é histórica. Doenças infecto-contagiosas como cachumba, rubeola, poliomielite, sarampo e tuberculose ainda são um grande problema em regiões pobres.
Em entrevista ao jornal inglês Financial Times, o presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu maior cooperação internacional no combate à pandemia e declarou que os Estados Unidos e a União Europeia deveriam destinar 5% de suas vacinas a países de baixa e média rendas. O presidente Joe Biden rejeitou a proposta.
Macron descreveu o nacionalismo das vacinas como "uma aceleração inédita das desigualdades mundiais insustentável a longo prazo". Como a UE tem cerca de 450 milhões de habitantes e já encomendou 2,6 bilhões de vacinas, tem muito mais do que 5% para dar.
Nesta sexta-feira, vai haver uma reunião virtual do Grupo dos Sete. O G-7 reúne os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha, o Reino Unido, a França, o Canadá e a Itália, as grandes potências industriais democráticas. A Índia, hoje a sexta economia do mundo, não faz parte.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, vai propor a distribuição de vacinas a "todos os países". Será o primeiro encontro bilateral de Biden como presidente, uma oportunidade de mostrar se acabou a política externa de "primeiro, os EUA" do governo Donald Trump.
O novo presidente americano vai anunciar uma doação de US$ 4 bilhões (R$ 21,7 bilhões) à aliança de vacinas articulada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para imunização nos países em desenvolvimento. Meu comentário:
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, admitiu hoje que a nova variante mais contagiosa do coronavírus de 2019 identificada na Inglaterra pode ser mais letal. Até agora, sabia-se apenas que era mais transmissível.
O Brasil e a África do Sul também descobriram mutação mais contagiosas, como a que levou o sistema de saúde de Manaus ao colapso. A Universidade de Oxford já prepara uma segunda versão de sua vacina para garantir a imunização contra estas novas cepas do vírus.
Nesta sexta-feira, o Brasil recebeu da Índia 2 milhões de doses da vacina de Oxford e do laboratório AstraZeneca. O Ministério da Saúde promete distribuir aos estados até domingo. Mas o país ainda está muito longe do necessário para imunizar os grupos de alto risco.
A crise das vacinas e o colapso do sistema de saúde de Manaus derrubaram a popularidade do presidente Jair Bolsonaro. A média diária de mortes nos últimos sete dias no país está em 1.001.
Os Estados Unidos tiveram mais de 4 mil mortes num dia pelo segundo dia seguido. Foram o segundo e o terceiro piores dias da pandemia no país, que tem 414 mil mortes por covid-19. Meu comentário:
Depois de uma onda de contágio da doença do coronavírus de 2019 causada por uma mutação mais infecciosa, com 50 mil casos novos por dia durante uma semana, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, voltou a impor hoje um confinamento nacional rigoroso na Inglaterra por pelo menos sete semanas. As escolas voltam a fechar e só devem reabrir em 15 de fevereiro.
A primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, anunciou as mesmas medidas pela manhã. Com a hospitalização acima do pico da primeira onde de contaminação, em abril, a meta é evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde.
Os Estados Unidos registraram um novo recorde de hospitalização, com mais de 128 mil pacientes internados com covid-19.
Mais de 13 milhões de pessoas vacinadas, mais de 9 milhões nos EUA e na China. O Brasil tenta negociar com a Índia. A vacina do laboratório AstraZeneca e da Universidade de Oxford está sendo fabricada na Índia, que decidiu priorizar seus 1 bilhão 380 milhões de habitantes.
Em tentativa sem precedentes de golpe de Estado, o presidente Donald Trump tenta bloquear a certificação da vitória de Joe Biden no Congresso. Meu comentário:
Quatro anos e meio depois do plebiscito que aprovou a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) e de anos de negociações tensas, as duas partes chegaram a um divórcio amigável para manter as relações comerciais, anunciaram na manhã de hoje, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. Os detalhes do documento de 2 mil páginas ainda não foram revelados.
O comércio de bens terá tarifa zero, mas haverá controle na fronteira para dar a certeza de que os produtos estão de acordo com as normas. Já o setor de serviços, que representa cerca de 80% da economia britânica, terá acesso limitado ao mercado europeu.
Para entrar em vigor, o acordo precisa ser ratificado pelo Parlamento Britânico, o Parlamento Europeu e os parlamentos nacionais dos 27 países-membros da UE.
"Hoje é um dia de alívio, mas tingido por alguma tristeza", declarou o principal negociador da UE, o francês Michel Barnier. A Europa unida não queria a saída britânica (Brexit), que enfraquece o bloco europeu, mas conseguiu preservar a integridade do mercado comum.
Johnson, o principal líder do movimento pela saída, afirmou que é "um bom acordo para toda a Europa" e repetiu o mantra vazio da retomada da soberania: "Reassumimos o controle do nosso dinheiro, das fronteiras, das leis, do comércio e de nossas águas pesqueiras."
Depois de 47 anos, o Reino Unido deixou em 31 de janeiro o bloco europeu, formado agora por 27 países-membros. O período de transição acaba no fim deste ano. Sem acordo, ficaria fora do mercado com que tem quase a metade de seu comércio exterior, num total de US$ 590 bilhões (R$ 3,056 trilhões) por ano.
Não foi um bom negócio. Com o acordo, a expectativa dos economistas é de uma queda de 4% no produto interno bruto britânico. Sem acordo, a perda seria de 6%, de acordo com as estimativas mais recentes, ou de até 10% em cinco anos, conforme a previsão mais alarmista feita antes do divórcio pelo Banco da Inglaterra, o banco central do Reino Unido.
O plebiscito foi uma promessa de campanha de reeleição do primeiro-ministro David Cameron, em 2015. Seu objetivo era pacificar a guerra civil interna do Partido Conservador em torno da Europa, que vinha desde o fim do governo Margaret Thatcher (1979-90). Cameron não queria sair da UE e não acreditava na derrota.
Falou mais alto a ressaca pós-imperial da ala mais à direita do Partido Conservador, que sempre foi o partido da comunidade de negócios, o delírio de grandeza de um tempo que passou.
A consulta popular foi realizada em 23 de junho de 2016 depois de uma campanha marcada por notícias falsas e promessas mentirosas, por exemplo, de investir mais 350 milhões de libras (R$ 2,471 bilhões) por semana no Serviço Nacional de Saúde (NHS). Contra a previsão das pesquisas, a saída ganhou por 52% a 48%.
O acordo anunciado agora seria considerado bom para um país de fora do bloco. Para o Reino Unido, é uma receita para acentuar o declínio. Como os brexiteiros não aceitam a jurisdição dos tribunais europeus, cada conflito vai deflagrar uma nova negociação, com os asquerosos jornais populares britânicos inflamando o sentimento ultranacionalista.
Além disso, a primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, anunciou a intenção de convocar um novo plebiscito sobre a independência assim que a pandemia do novo coronavírus for controlada. No último, em 2014%, 55% por cento votaram para ficar no Reino Unido por causa dos benefícios econômicos.
Agora, a Escócia provavelmente vai querer voltar ao mercado europeu, deixando o país que um dia foi o centro do maior império que o mundo já viu, com 35,5 milhões de quilômetros quadrados, mais de 4 vezes maior do que o Brasil, reduzido à Pequena Inglaterra e ao País de Gales.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou hoje um novo confinamento no Sul e no Sudeste da Inglaterra para tentar conter a transmissão de uma mutação do coronavírus de 2019 que descreveu como 70% mais contaminante do que cepas anteriores. As medidas devem durar duas semanas.
"Parece que esta propagação está sendo alimentada por uma nova variante do vírus transmitida muito mais facilidade", justificou Johnson. "Nada indica que seja mais letal", mas o governo britânico teme que seja resistente à vacina que começou a aplicar em 8 de dezembro. Cerca de 62% dos novos contágios em Londres são pela nova cepa.
As academias de ginásticas e as lojas de produtos não essenciais serão fechadas. As festas de Natal foram limitadas ainda mais. O País de Gales também está sob ataque do vírus mutante. Na Irlanda do Norte, será imposto um confinamento a partir de 26 de dezembro.
O Reino Unido passou a marca de 2 milhões de casos confirmados. Tem 67.075 mortes até agora.
Com mais 678 mortes e 48.758 casos novos registrados neste sábado, o Brasil soma agora 186.365 óbitos e 7.212.670 casos confirmados da covid-19. A média diária de mortes dos últimos sete dias está em 746.
Totalmente alheio à realidade, o presidente Jair Bolsonaro declarou que não tem pressa de gastar os R$ 20 bilhões destinados à compra de vacinas porque "a pandemia realmente está chegando ao fim." Na sua opinião, "a pressa para a vacina não se justifica", disse, em conversa com o filho Eduardo Bolsonaro, citado pelo jornal Estado de São Paulo.
Nos Estados Unidos, houve 251.447 casos novos na sexta-feira, o segundo maior número, alta de 19% em duas semanas, e 2.815 mortes, alta de 26% em duas semanas. O país soma até agora 17.655.588 casos confirmados e 313.216 mortes.
A Itália anunciou um novo confinamento de 23 de dezembro a 7 de janeiro. A Alemanha e a Holanda suspenderam na quarta-feira todas as atividades não essenciais até o início de janeiro.
Pela primeira vez, a Suécia tornou obrigatório o uso de máscaras nos transportes públicos nas horas de maior movimento.
Ao receber hoje o Prêmio Nobel da Paz deste ano, o diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos (PMA), David Beasley, advertiu que "270 milhões de pessoas estão caminhando em direção à fome". O PMA foi agraciado neste ano.
Depois de um telefonema para o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que vale a pena andar "uma milha extra" para tentar fechar um acordo com o Reino Unido sobre as relações comerciais depois da saída do país da União Europeia. O prazo final era hoje. A fase de transição termina em 31 de dezembro de 2020.
O Reino Unido deixou a UE em 31 de janeiro deste ano, em consequência do plebiscito realizado em 23 de junho de 2016. Aparentemente, os partidários da saída britânica (Brexit) não tinham planejado o futuro, talvez porque não acreditassem na vitória.
Johnson, um dos líderes da campanha da Brexit, se tornou líder do Partido Conservador e primeiro-ministro em 2019, substituindo Theresa May. Ela sucedera David Cameron, o chefe de governo que convocou o plebiscito com a esperança de pacificar a guerra interna do partido em torno das relações com a Europa, que vinha desde o governo Margaret Thatcher (1979-90).
As negociações emperraram em três problemas;
• a pesca, que representa menos de 0,5% da economia britânica, mas tem um significado simbólico por causa da soberania sobre os mares;
• o apoio estatal à produção, que inclui subsídios, leis trabalhistas e ambientais, capazes de levar a uma concorrência desleal;
• e quem vai julgar os conflitos nas relações comerciais.
Um acordo será difícil. Como a Brexit foi aprovada em nome da restauração da soberania nacional, o primeiro-ministro se nega a aceitar as normas e a jurisdição da UE. Por sua vez, o bloco europeu não vai aceitar medidas que contrariem as regras do mercado comum, uma Europa à la carte.
O Reino Unido, que tem quase a metade de seu comércio exterior com a UE, não vai obter fora do bloco condições melhores do que tinha como país-membro. Johnson ameaçou acionar a Marinha Real para atacar barcos pesqueiros na mar territorial britânico numa ressurreição da diplomacia das canhoneiras do Império Britânico.