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quinta-feira, 30 de maio de 2024

Trump é condenado criminalmente por 34 acusações

Pela primeira vez um presidente ou ex-presidente dos Estados Unidos é condenado criminalmente. Por unanimidade, um tribunal do júri do Distrito de Manhattan, em Nova York, considerou o ex-presidente Donald Trump culpado de todas as 34 acusações do processo. 

Trump falsificou documentos de suas empresas para justificar um pagamento de US$ 130 mil para comprar o silêncio da atriz pornô Stormy Daniels, com quem teve um caso, durante a campanha eleitoral de 2016. Além de fraudar os documentos, deveria declarar o pagamento como despesa de campanha.

O juiz vai proferir a sentença em 11 de julho. Como não foi crime violento, é improvável que Trump vá para a cadeia. Fica a mancha histórica. Seus advogados vão recorrer, mas como é decisão de tribunal do júri a tendência é que seja mantida.

Trump venceu as eleições primárias do Partido Republicano e será candidato à Casa Branca pela terceira vez consecutiva. Como a Constituição dos EUA, de 1787, não considerou a possibilidade de um condenado concorrer à Presidência, mesmo preso, em tese, Trump pode ser presidente. Seria uma desmoralização internacional para os EUA.

A candidatura Trump abala os pilares da democracia nos EUA. Seus eleitores fanáticos não vão mudar de ideia. "Virou um culto. Só nos EUA isso é possível", comentou na TV norte-americana CNN Bob Woodward, um dos jornalistas que descobriram o Esc ˆândalo de Watergate, que derrubou o presidente Richard Nixon em 1974.

Talvez condenação mude o voto de eleitores independentes, que não votam sempre no mesmo partido.

sexta-feira, 24 de março de 2023

Deputados republicanos interferem em processo de Trump

O promotor distrital de Manhattan, Alvin Bragg, acusou deputados do Partido Republicano de pressioná-lo por causa da iminente denúncia criminal contra o ex-presidente Donald Trump num caso que envolve pagamento de 130 mil dólares para comprar o silêncio de uma atriz pornô durante a campanha eleitoral de 2016. Trump precisava ter declarado o pagamento como despesa eleitoral.

Sob acusações de espionagem para o regime comunista chinês, o diretor-executivo do Titktok depôs durante cinco horas na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Alegou que a empresa é privada e não serve o governo, mas há casos de desaparecimento de empresários na China, indicação de que o Partido Comunista quer manter o controle sobre todas as atividades.

Onde andam personagens centrais da Guerra do Iraque? O jornal britânico The Guardian foi atrás e eu conto aqui:

quinta-feira, 23 de março de 2023

Trump pode ser denunciado criminalmente hoje

Alvo de várias investigações, o ex-presidente Donald Trump pode ser denunciado criminalmente hoje pelo júri que examina o pagamento de US$ 130 mil à atriz pornô Stormy Daniels para comprar o silêncio durante a campanha eleitoral de 2016. Apesar de três derrotas eleitorais consecutivas, Trump sonha em voltar à Casa Branca, talvez para se livrar dos processos.

O ex-primeiro-ministro Boris Johnson depôs ontem durante três horas e meia numa comissão da Câmara dos Comuns onde é acusado de mentir ao Parlamento Britânico sobre as festinhas realizadas na residência oficial durante confinamentos da pandemia.

Com a inflação em 10,4% ao ano no Reino Unido, o Banco da Inglaterra deve aumentar hoje sua taxa básica de juros, hoje em 4% ao ano. Na semana passada, o Banco Central Europeu elevou os juros de 2,5% para 3%. Ontem, foi a vez do banco central dos EUA, que aumentou a taxa básica em 0,25 para tentar equilibrar a alta de preços com o risco bancário tendo em vista falências bancárias recentes.

O Banco da Reserva da Índia, o banco central do país, previu crescimento de 7% em 2023 e de 6,4%. É a grande economia que mais cresce no mundo. Com aumento de 5,9% na renda por pessoa, a Índia se tornou um país de renda média.

A escassez de água será um problema para a maioria dos países, por causa da poluição e do aquecimento global. Água e saneamento para todos é um dos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, que realiza neste momento em Nova York a Conferência da Água.

Ao defender sua reforma previdenciária e criticar os protestos violentos e atos de vandalismo, o presidente Emmanuel Macron comparou as manifestações na França ao assalto ao Congresso dos EUA, em 6 de janeiro de 2021, e os ataques às sedes dos três poderes em Brasília, em 8 de janeiro deste ano. 

É uma jogada que ele já usou contra a Revolta dos Coletes Amarelos (2018-19) e agora repete, acusar as manifestações contra o governo de ameaçar a democracia francesa.

Hoje será mais um dia de greve na França. Meu comentário:

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Trump teve papel central na compra do silêncio de amantes

Ao contrário do que afirmou nos últimos dois anos, o presidente Donald Trump participou diretamente dos esquemas para comprar o silêncio de duas mulheres com quem teve casos amorosos. 

Trump não queria que os escândalos fossem revelados durante a campanha eleitoral de 2016 nos Estados Unidos, noticiou hoje o jornal conservador The Wall Street Journal, que apoia o presidente.

Diretamente ou através de seu advogado, Michael Cohen, Trump esteve envolvido em cada passo dos acordos com a ex-garota da Playboy Karen McDougal e com a atriz pornô Stormy Daniels para encobrir os escândalos sexuais. Como o dinheiro não foi declarado como verba da campanha, o presidente pode ser acusado de violar a lei federal sore financiamento de campanhas eleitorais

Em agosto de 2015, Trump recebeu na Trump Tower, sua residência em Nova York, o executivo de mídia David Pecker, que comprou os direitos da história da ex-playgirl para que nunca fosse publicada. Na ocasião, perguntou ao amigo: "O que você pode fazer para ajudar minha campanha?"

Menos de um ano depois, o National Enquirer, um dos jornais mais sensacionalistas dos EUA, pagou US$ 150 mil a Karen McDougal. Trump agradeceu ao amigo. A história nunca foi publicada. O acordo com Stormy Daniels custou US$ 120 mil.

Trump orientou as negociações em telefonemas e encontros com Cohen, que fez acordo de delação premiada. Em 23 de outubro, em entrevista ao Journal, Trump não respondeu se havia falado com o advogado sobre os pagamentos às mulheres.

Quando fez acordo com a procuradoria federal  de Manhattan, em agosto, Cohen confessou ser culpado por violar a lei de financiamento eleitoral e contou ter "se coordenado com um ou mais membros da campanha, inclusive através de encontros e telefonemas, sobre os fatos, a natureza e a hora dos pagamentos."