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sábado, 3 de outubro de 2026

Hoje na História do Mundo: 3 de Outubro

DIA NACIONAL DE AÇÃO DE GRAÇAS

    Em 1863, durante a Guerra da Secessão (1861-65), para celebrar a vitória do Exército da União sobre os Estados Confederados do Sul na Batalha de Gettysburg, o presidente Abraham Lincoln torna o Dia Nacional de Ação de Graças um feriado oficial nos Estados Unidos, festejado naquele ano em 26 de novembro.

A data é celebrada na quarta quinta-feira de novembro. É um dos principais feriados do país. Marca o início da temporada de compras para as festas de fim de ano. As famílias norte-americanas comemoram comendo peru.

A origem do Dia Nacional de Ação de Graças é uma festa feita pelos peregrinos do Mayflower em 1621, um ano depois de chegar por engano no que hoje é o estado de Massachusetts, onde enfrentam um inverno rigoroso, mas conseguem uma boa colheita. Participam 53 colonos e 90 índios da tribo wampanoang.

INDEPENDÊNCIA DO IRAQUE

    Em 1932, o Iraque entra na Liga das Nações e termina o mandato do Reino Unido para administrar o país depois de séculos de domínio do Império Otomano (turco) e 17 anos de controle britânico.

Na Primeira Guerra Mundial (1914-18), o Reino Unido apoia a Revolta Árabe (1916-18) e liberta a Arábia do domínio otomano. Em 1920, recebe um mandato da Liga das Nações para administrar o Iraque.

O país é criado artificialmente pelo então subsecretário de Estado britânico para o Oriente Médio, Winston Churchill. Ele quer um Iraque suficientemente forte para conter o Irã. Para isso, une as províncias árabes de Bagdá e Bássora à província curda de Kirkuk, rica em petróleo, enterrando a proposta de fundar um Curdistão independente.

 ITÁLIA FASCISTA INVADE ETIÓPIA

    Em 1935, o Exército da Itália invade a Etiópia por ordem do ditador fascista Benito Mussolini, que sonha em criar um "novo Império Romano" para libertar o país da "prisão do Mar Mediterrâneo", mas tem pouco a apresentar nos primeiros 13 anos de governo.

Na época, a Etiópia é um dos poucos países independentes na África, quase toda dominada pelo imperialismo europeu. Um incidente na fronteira com a Somália, colonizada pelos italianos, serve de pretexto para a invasão fascista.

Sem uma declaração de guerra, sob o comando de Emilio de Bono, depois substituído pelos generais Rodolfo Graziani e Pietro Badoglio, um exército de 200 mil italianos enfrenta uma resistência feroz e precisa de armas químicas para vencer o fraco, mal treinado e mal equipado Exército da Etiópia. A Itália obtém uma vitória decisiva no Lago Achangui em 9 de abril de 1936 e toma Adis Abeba em 5 de maio.

Hailé Salassié foge para o exílio e viaja pelo mundo pedindo apoio à independência de seu país. Vira um herói africano cultuado, por exemplo, pelos rastafarianos da Jamaica, apesar de ser um ditador cruel e sanguinário. Sua pregação inspira movimentos nacionalistas que lutam pela independência da África depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A pedido da Etiópia, a Liga das Nações condena a invasão e aprova sanções contra a Itália que se mostram totalmente inócuas por não incluir um embargo ao petróleo, que paralisaria as Forças Armadas fascistas. O Reino Unido e a França temiam jogar a Itália nos braços do ditador nazista Adolf Hitler, mas a aliança nazifascista era inevitável e seria sacramentada com a guerra.

A conquista da Etiópia pela itália, as invasões da Manchúria e da China pelo Japão e a anexação da Áustria e da Tcheco-Eslováquia pela Alemanha Nazista são exemplos do fracasso da Liga, de como não consegue evitar a Segunda Guerra Mundial.

Em 10 de junho de 1940, depois da invasão da Alemanha Nazista à França, a Itália declara guerra à França e o Reino Unido. Em 20 de janeiro de 1941, durante a guerra, forças britânicas e etíopes invadem na Etiópia. Em 5 de maio, o imperador entra em Adis Abeba. Num desafio às autoridades britânicas, logo reconstitui seu governo.

IRA ENCERRA GREVE DE FOME

    Em 1981, depois de sete meses e dez mortes, milicianos do Exército Republicano Irlandês (IRA), que luta contra o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte, encerram uma greve de fome na prisão Maze, em Belfast.

O primeiro a morrer é Bobby Sands, deputado eleito para a Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico quando está preso. Ele inicia o protesto em 1º de março por estar no isolamento numa prisão de segurança máxima. 

Antes, os presos do IRA podiam usar roupas civis, tinham liberdade de movimento dentro da cadeia como prisioneiros de guerra. A partir de 1976, são considerados prisioneiros comuns.

Sands só toma água e sal. Perde mais de 27 quilos até morrer, em 5 de maio, como um dos mártires da luta dos republicanos, católicos e nacionalistas irlandeses pela unificação da Irlanda.

A greve continua. Mais nove militantes do IRA morrem. Depois do fim da greve, o governo Margaret Thatcher (1979-90) cede às reivindicações dos prisioneiros e autoriza o uso de trajes civis, a receber cartas e visitas. Em 1983, começam as articulações pela paz na Irlanda do Norte. No ano seguinte, Thatcher escapa de um atentado do IRA durante a convenção anual do Partido Republicano em Brighton, no Sul da Inglaterra.

REUNIFICAÇÃO DA ALEMANHA

    Em 1990, depois de 45 anos de ocupação e divisão do país no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental se fundem para reunificar a Alemanha.

No fim da guerra, a União Soviética toma Berlim e ocupa o lado leste da Alemanha, enquanto os aliados (EUA, França e Reino Unido) ocupam o lado oeste. A divisão do país é sacramentada em 1949 com a fundação da República Federal da Alemanha, a Alemanha Ocidental, capitalista, e a República Democrática da Alemanha, a Alemanha Oriental, comunista. 

Berlim é dividida entre Berlim Ocidental, um enclave capitalista e liberal-democrático na Alemanha Oriental, e Berlim Oriental, a capital do país comunista.

Durante a Guerra Fria, a Alemanha dividida fica na linha de frente do conflito Leste-Oeste. Para conter a fuga em massa dos alemães-orientais para o Ocidente, o regime comunista ergue em 13 de agosto de 1961 o Muro de Berlim.

Com a abertura democrática promovida a partir de 1985 pelo líder soviético Mikhail Gorbachev e o degelo na Guerra Fria, o Muro de Berlim é aberto em 9 de novembro de 1989 e o caminho está livre para a reunificação da Alemanha.

O. J. SIMPSON ABSOLVIDO

    Em 1995, num julgamento midiático transmitido ao vivo pela televisão, o ex-jogador de futebol norte-americano Orenthal James Simpson é absolvido do duplo assassinato de sua ex-mulher, Nicole Brown Simpson, e seu namorado Ronald Goldman.


A principal prova do crime é uma luva ensanguentada encontrada diante da casa de O. J., igual a outra recolhida na cena do crime. O problema para a acusação é que a luva é achada pelo policial Mark Fuhrman, que havia feito declarações racistas. Com base neste argumento, usando a carta racial, O. J. não é condenado, mas a opinião pública fica convencida da sua culpa.

Simpson é considerado culpado num processo civil e condenado a pagar uma indenização de US$ 33,5 milhões para as famílias das vítimas.

O ex-jogador volta a ter problemas com a polícia ao invadir armado um quarto de hotel de Las Vegas a pretexto de recuperar artigos de sua carreira esportiva que alega terem sido roubados.
 

Em 3 de outubro de 2008, Simpson é condenado por 12 acusações, inclusive sequestro e assalto à mão armada, e sentenciado a 33 anos de prisão. Ele sai da cadeia em 1º de outubro de 2017 em liberdade condicional.

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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 25 de Setembro

BALBOA DESCOBRE O PACÍFICO

    Em 1513, em silêncio, no alto de uma montanha do Estreito de Darién, hoje território do Panamá, o navegador espanhol Vasco Núñez de Balboa é o primeiro europeu a avistar o Oceano Pacífico.

Balboa vem para a América em 1500, explora a costa do que hoje é a Colômbia e se estabelece na Hispaniola, a ilha hoje dividida entre o Haiti e a República Dominicana. Seus negócios fracassam. Ele volta para a Colômbia e leva um grupo de colonos para a região de Darién.

Em 1511, o rei Fernando II o nomeia governador interino e capitão-general de Darién. Balboa organiza expedições atrás de ouro e para escravizar indígenas. Os índios contam aos espanhóis que ao sul há muito ouro, provavelmente se referindo ao Império Inca.

A conquista daquelas terras exige pelo menos mil homens. Balboa envia um emissário a Madri para pedir reforços. Uma expedição de 2 mil homens é organizada, sob o comando de Pedro Arias Dávila, conhecido como Pedrarias, que se torna um rival.

Ao explorar ao sul, Balboa chega ao lugar mais estreito do Istmo do Panamá. Com 190 espanhóis e centenas de indígenas, vai na direção sul, sobe a cordilheira e avista o Pacífico, que batiza como Oceano do Sul, em 25 ou 27 de setembro de 1513.

Dias depois, Balboa chega ao Golfo de São Miguel e reivindica as terras para a coroa espanhola. Isto melhora sua imagem perante o rei. É nomeado governador das províncias do Panamá e de Coiba, mas submetido a Pedrarias.

Quando Pedrarias vai ser substituído e sua administração submetida a uma investigação, ele resolve se livrar de Balboa, que seria testemunha contra ele. Balboa é preso sob acusações de rebelião, de alta traição e maltratar os indígenas. Num processo forjado, é condenado e executado com quatro supostos cúmplices em 15 de janeiro de 1519.

CONGRESSO APROVA DIREITOS FUNDAMENTAIS

    Em 1789, o Congresso aprova as 12 primeiras emendas à Constituição dos Estados Unidos, inspiradas pela Lei de Direitos de 1689 na Inglaterra e consideradas uma declaração de direitos fundamentais: liberdade de imprensa, liberdade religiosa, liberdade de associação, direito de processar o Estado, direito de portar armas, direito de ficar em silêncio para não se incriminar, direito a um julgamento justo, direito de não ser submetido a tratamento ou punição cruéis e desumanas, entre outros.

Como a Constituição exige ratificação por 75% dos estados, as emendas são encaminhadas para ratificação, processo concluído em dezembro de 1791. Duas emendas não são ratificadas.

Emenda nº 1 (liberdade de religião, de expressão, de imprensa, de associação e de processar o governo): “O Congresso não legislará a respeito do estabelecimento de uma religião, ou proibindo seu livre exercício; ou abreviando a liberdade de expressão ou de imprensa; ou do direito de associação para fins pacíficos, e de peticionar o governo para reparar danos.”

Emenda nº 2 (direito de portar armas): “Uma milícia bem regulada, sendo necessária para a segurança de um Estado livre, e o direito das pessoas de possuir e portar armas não devem ser penalizadas.

Emenda nº 3 (abrigo a soldados): “Nenhum soldado deve, em tempo de paz, ser aquartelado em nenhuma casa sem o consentimento do dono, nem em tempo de guerra, a não ser em maneira prevista em lei.

Emenda nº 4 (mandados de busca e prisão): “O direito das pessoas à proteção pessoal, de suas casas, documentos e bens contra buscas e apreensões irrazoáveis não deve ser violado, e nenhum mandado deve ser emitido sem uma causa provável, apoiada por um juramento ou afirmação, e especialmente descrevendo o local a ser revistado e as pessoas e coisas a serem apreendidas.

Emenda nº 5 (direitos em casos criminais): “Nenhuma pessoa deve responder por um crime capital, ou infame de outra sorte, a não ser na presença ou sob denúncia de um Grande Júri, à exceção de casos surgidos nas forças terrestres ou navais, ou numa milícia, quando em serviço em tempo de guerra ou diante de grave ameaça; nenhuma pessoa deve ser julgada duas vezes pela mesma ofensa; nem deve ser compelida em nenhum processo criminal a ser testemunha contra si mesma, nem privada de sua vida, liberdade ou propriedade sem o devido processo legal; nem a propriedade privada deve ser tomada para uso público sem a devida compensação.

Emenda nº 6 (direito a um julgamento justo): “Em processos criminais, o acusado deve ter direito a um julgamento público e rápido, por um júri estadual ou distrital onde o crime foi cometido, distrito previamente definido por lei, e de ser informado sobre a natureza e a causa da acusação; de ser confrontando com as testemunhas contra ele; de apresentar testemunhas em seu favor, e de ter a assistência de um advogado de defesa.

Emenda nº 7 (direitos em casos civis): “Em casos de direito consuetudinário onde o valor da controvérsia exceda vinte dólares, o direito de julgamento por júri deve ser preservado, e nenhum caso julgado por júri deverá ser reexaminado por qualquer tribunal dos EUA, a não ser nos termos da lei.

Emenda nº 8 (fiança, multas e punições): “Não devem ser exigidas finanças excessivas, nem impostas multas excessivas, nem infligidas punições cruéis e incomuns.

Emenda nº 9 (direitos devidos ao povo): “A enumeração de certos direitos pela Constituição não deve ser interpretada para negar ou depreciar outros direitos devidos ao povo.”

Emenda nº 10 (poderes dos estados e do povo): “Os poderes não delegados aos EUA, nem proibidos aos estados, estão reservados respectivamente aos estados ou ao povo.”

CÚPULA EUA-URSS

    Em 1959, durante a Guerra Fria, no fim de uma visita aos Estados Unidos, o líder da União Soviética, Nikita Kruschev (1954-64), faz uma reunião de dois dias com o presidente Dwight Eisenhower (1953-61). 

Os dois dirigentes se entendem sobre uma série de questões, mas a espionagem e o abate de um avião-espião americano U-2, em 1º de maio de 1960, acabam com a esperança de melhora nas relações entre as duas superpotências.

Os EUA e a URSS chegam ao momento mais tenso e perigoso de 14 a 27 de outubro de 1962, na Crise dos Mísseis em Cuba, quando o governo John Kennedy (1961-63) impõe um bloqueio aeronaval à ilha e ameaça invadir o país para impedir a instalação de mísseis nucleares soviéticos.

Os mísseis só são descobertos por um U-2 porque estão expostos antes da instalação do sistema de defesa antiaérea que permitiria derrubar o avião-espião. Em 27 de outubro, quando a URSS cede e Kruschev faz um acordo com Kennedy, Cuba derruba um U-2, mas a crise está desarmada. 

IRA SE DESARMA

    Em 2005, sete anos depois do Acordo de Paz na Sexta-Feira Santa e dois dois anos depois de anunciar a intenção de se desarmar, o Exército Republicano Irlandês (IRA) entrega armas escondidas em locais secretos a uma comissão independente de desarmamento.

Quando a Irlanda se torna independente do Reino Unido, em 1922, seis condados da Província do Úlster continuam sob o domínio britânico. Formam a Irlanda do Norte. O IRA, fundado em 1917, mantém a determinação de lutar pela libertação total e a reunificação do país.

A discriminação dos católicos, republicanos e nacionalistas irlandeses na Irlanda do Norte pega fogo nos anos 1960. Com o aumento da agitação social e da violência política, o Exército Real britânico intervém na Irlanda do Norte em agosto de 1969.

O IRA então se divide e o IRA provisório volta à luta armada, iniciando a guerra civil na Irlanda do Norte, que mataria 3,5 mil pessoas nos próximos 30 anos. As conversações de paz começam em 1984, mas as negociações mesmo demoraram mais por causa das armas do IRA, que declara um cessar-fogo em 1994, rompe em 1996 e depois restaura para negociar o acordo de paz, assinado em 10 de abril de 1998.

A demora em entregar as armas depois do acordo de 1998 retarda a implementação do plano de paz.

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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 27 de Agosto

VULCÃO KRAKATOA EXPLODE

    Em 1883, na maior erupção vulcânica da história, uma explosão do vulcão da ilha de Krakatoa, na Indonésia, na época Índias Orientais Holandesas, ouvida a 5 mil quilômetros de distância, joga lama e lava a uma altura de 80 km, causa um maremoto com ondas gigantes de 40 metros e mata 36.417 mil pessoas.

Depois de mais de 200 anos adormecido, o vulcão Krakatoa dá os primeiros sinais de atividade em 20 de maio. Tripulantes de um navio alemão relatam ter visto uma coluna de fumaça e poeira vulcânica de mais de 11 km de altura.

Nos dois meses seguintes, navios e habitantes das ilhas vizinhas de Java e Sumatra veem pequenas explosões. A população local festeja até que uma explosão destrói dois terços da ilha no dia 26. 

Ao desabar no Estreito de Sunda, que fica entre Java e Sumatra, a montanha causa uma série de catástrofes ambientais sentidas durante anos no mundo inteiro, a começar por um maremoto com ondas gigantescas.

Quatro erupções a partir das 5h30 de 27 de agosto são cataclísmicas, ouvidas a 5 mil km de distância, e projetam uma maré de uma lava vulcânica de gás, cinza e rocha fundida a mais de 60 km do Krakatoa. Dos 36 mil mortos, as tsunames matam 31 mil. Outros 4,5 mil são vítimas da lava incandescente.

Uma nuvem de cinza e poeira vulcânica fina envolve o planeta e reduz a temperatura da Terra durante anos.

Além do Krakatoa, ativo até hoje, a Indonésia tem mais 130 vulcões em atividade, mais do que qualquer outro país. Fica no Círculo de Fogo do Oceano Pacífico.

ROMÊNIA ENTRA NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

    Em 1916, depois de declarar guerra ao Império Austro-Húngaro, a Romênia entra na Primeira Guerra Mundial (1914-18) e invade a região da Transilvânia, um território de maioria romena pertencente à Hungria cuja soberania reivindica.

Ao observar o sucesso da Rússia contra a Áustria-Hungria na frente oriental no verão de 1916, a Romênia decide entrar na guerra. Em 18 de agosto, fecha um acordo secreto com os aliados e, no dia 27, lança o ataque.

Enquanto a Romênia invade a Transilvânia, os britânicos pressionam os alemães na Batalha do Somme e a Áustria-Hungria cai diante da Rússia no Leste. O kaiser Guilherme II, da Alemanha, chega a dizer que “a guerra está perdida”.

Numa reunião que incluiu ainda a Turquia e a Bulgária, os Poderes Centrais criam um comando militar supremo entregue ao general Paul Hindenburg, comandante em chefe das Forças Armadas da Alemanha.

O general que deixa o comando geral, Erich von Falkenhayn, assume o comando da guerra contra a Romênia. Junto com o general August von Mackensen, eles derrotam a Romênia e tomam Bucareste em 9 de dezembro de 1916.

A Rússia vem em socorro, mas as revoluções de 1917, a queda do império czarista e a ascensão do comunismo tiram o país da guerra. Com a saída da Rússia, a Ucrânia se rende em maio de 1918. No Tratado de Bucareste (1918), perde parte do litoral para a Bulgária e o controle sobre a Foz do Rio Danúbio. No Tratado de Versalhes (1919), recupera estas perdas e ganha a soberania sobre a Transilvânia.

AVIÃO A JATO

    Em 1939, o primeiro avião a jato, o He 178, projetado e construído pelo engenheiro alemão Ernst Heinrich Heinkel, voa pela primeira vez.

Heinkel nasce em 24 de janeiro de 1888 em Grunbach. Seu primeiro avião, construído em 1910, cai e pega fogo. Antes do início da Primeira Guerra Mundial (1914-18), ele se torna projetista chefe da Companhia Aeronáutica Albatros, em Berlim.

Depois da guerra, em 1922, Heinkel cria a empresa Flugzeugwerke (Fábrica de Aeronaves), onde constrói o He 70, que bate oito recordes mundiais de velocidade nos anos 1930. O He 111, o He 162 e o He 178 são usados pela Luftwaffe, a Força Aérea da Alemanha Nazista, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). 

LANÇADO O LIVRO DOS RECORDES

    Em 1955, sai a primeira edição do Guinness - o Livro dos Recordes, uma publicação anual com feitos da humanidade e do mundo animal.

A ideia nasce em 1951, quando Sir Hugh Beaver, diretor-executivo da Cervejaria Guinness, fundada em 1759 em Dublin, na Irlanda, participa de uma caçada. Depois de não conseguir alvejar uma tarambola dourada, ele quis saber quais eram os pássaros de caça mais rápidos da Europa, mas não encontrou nenhum livro com a resposta.

Pensando que os donos dos pubs britânicos e irlandeses gostariam de ter um livro capaz de dirimir as dúvidas dos clientes, Beaver contratou dois irmãos donos de uma agência que vendia dados estatísticos para jornais e agência de propaganda, Norris e Ross McWhirter.

A proposta inicial é distribuir o livro de graça nos pubs para promover a cerveja Guinness. Diante do sucesso, passa a ser vendido. A primeira edição norte-americana sai em 1956.

Ross trabalha no livro até ser morto pelo Exército Republicano Irlandês (IRA), em 1975. Norris continua sendo editor até 1986.

IRA MATA LORDE MOUNTBATTEN

    Em 1979, na luta armada para acabar com o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte, o Exército Republicano Irlandês (IRA) mata o lorde Louis Mountbatten, herói de guerra, último vice-rei da Índia e primo segundo da rainha Elizabeth II, com a explosão de uma bomba de pouco mais de 20 quilos no seu barco.

Mountbatten passa o dia com a família na Baía de Donegal, na Irlanda, onde é atacado. Outras três pessoas morrem na explosão, inclusive um neto de 14 anos, Nicholas. No mesmo dia, outro atentado do IRA mata 18 paraquedistas britânicos.

A violência destes ataques leva a primeira-ministra Margaret Thatcher, eleita pela primeira vez em maio de 1979, a endurecer a política em relação ao IRA, radicalizando ainda mais o conflito na Irlanda do Norte. 

Em 1981, depois de 66 dias de greve, morre na prisão de Maze o deputado eleito para o Parlamento Britânico Bobby Sands, que nunca tomou posse porque o Sinn Féin, partido político do IRA, sempre se nega a jurar lealdade à coroa britânica.

A própria Thatcher é alvo de um atentado em 1984 num hotel em em Brighton, na Inglaterra, durante a Convenção Anual do Partido Conservador, em que morrem cinco pessoas, inclusive um deputado da Câmara dos Comuns.

A partir daí, o deputado John Hume, do Partido Trabalhista e Social-Democrata, o braço do Partido Trabalhista britânico na Irlanda do Norte, começa um diálogo secreto para tentar atrair o Sinn Féin para a negociação. 

Em 1985, o Reino Unido e a Irlanda assinam o Acordo Anglo-Irlandês para encaminhar o fim do conflito. A Declaração de Downing Street, em 1993, estabelece as bases para as negociações, que exigem um cessar-fogo do IRA, anunciado em 6 de abril de 1994.

Diante da estagnação das negociações, o IRA rompe a trégua num atentado na Ilha dos Cães, em Londres, em 9 de fevereiro de 1996. Um novo cessar-fogo, em 1997, permite a retomada das negociações para o Acordo da Sexta-Feira Santa, de abril de 1998, que acaba com quase 30 anos de uma guerra civil em que 3,5 mil pessoas morrem.

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terça-feira, 5 de maio de 2026

Hoje na História do Mundo: 5 de Maio

MORTE DE NAPOLEÃO

    Em 1821, morre no exílio na ilha de Santa Helena, no Oceano Atlântico, uma possessão britânica, o imperador francês Napoleão Bonaparte, um dos maiores generais de todos os tempos.

Napoleão nasce em 15 de agosto de 1769 em Ajácio, a capital da ilha da Córsega, que dois anos antes se torna parte da França. Com a derrocada da aristocracia na Revolução Francesa de 1789, Napoleão ascende rapidamente na hierarquia do Exército, onde antes para ser general precisava ter quatro gerações de nobreza.

General aos 24 anos, depois da campanha do Egito, em 1798, Napoleão é nomeado cônsul em 1799 e acaba com a Revolução Francesa, enquanto seu exército cidadão luta contra as monarquias europeias. Em 1804, Napoleão se coroa imperador.

Ele não consegue invadir a Inglaterra por causa das derrotas para o almirante Horácio Nelson em Abukir (1799) e Trafalgar (1805). Mas controla maioria do continente, inclusive a Península Ibérica, o que provoca a fuga da família real portuguesa para o Brasil e a independência da América Latina.

Seu maior erro é a invasão da Rússia, em 24 de junho de 1812 com o Grande Exército, de 600 mil homens. Depois de uma vitória com enormes perdas na Batalha de Borodino, o Exército russo recua e incendeia Moscou, deixando os franceses sem abrigo e sem comida no início do outono no Hemisfério Norte. A fuga termina em 14 de dezembro. Napoleão nunca se recupera da Campanha da Rússia.

Em 1813, a Sexta Coligação contra Napoleão (Áustria, Prússia, Rússia, Reino Unido, Suécia e alguns estados alemães) o derrota na Batalha de Leipzig. No ano seguinte, seus inimigos invadem Paris. Em 11 de abril de 1814, Napoleão abdica e vai para o exílio na Ilha de Elba, no Mar Mediterrâneo.

O general foge de Elba em fevereiro de 1815 e retoma o poder em 20 de março, mas o segundo reinado dura apenas 110 dias. Um exército da Sétima Coligação (Reino Unido, Áustria, Prússia e Rússia), sob o comando do Duque de Wellington, vence Napoleão na Batalha de Waterloo, na Bélgica, em 18 de junho de 1815. Ele abdica em 22 de junho e vai preso para a Ilha de Santa Helena, onde morre seis anos depois.

BATALHA DE PUEBLA

    Em 1862, mesmo em desvantagem numérica, o Exército do México derrota uma poderosa força invasora da França na cidade de Puebla, uma grande vitória moral que mostra aos mexicanos que eles têm capacidade de defender sua soberania contra uma potência estrangeira, 14 anos depois de perder cerca de 40% de seu território para os Estados Unidos na Guerra Mexicano-Americana (1846-48).

Quando Benito Juárez, o primeiro indígena a governar um país da América Latina, vira presidente, em 1861, o México está falido. Não paga dívidas. A Espanha, a França e o Reino Unido mandam forças navais para Veracruz para cobrar.

A Espanha e o Reino Unido negociam, mas a França, governada pelo imperador Napoleão III, vê uma oportunidade de ampliar seu império, facilitada pelo início, em 12 de abril de 1861, da Guerra da Secessão (1861-65) nos EUA, cuja Doutrina Monroe se opunha a intervenções europeias no continente.

Em 8 de dezembro de 1861, a expedição tripartite chega a Veracruz. A França rompe a aliança em abril e decide recolonizar o México. Certo da vitória rápida, o Exército francês marcha com 6 mil homens rumo a Puebla de Los Angeles, a caminho da Cidade do México.

Sob o comando do general Ignacio Zaragoza, uma força de 2 a 5 mil mexicanos resiste até o general francês Charles de Lorencez retirar suas tropas derrotadas.

Os franceses dominam o país, mas os mexicanos travam uma guerra de guerrilhas, com o apoio dos EUA depois do fim da guerra civil norte-americana.

Napoleão III nomeia o arquiduque austríaco Maximiliano de Habsburgo imperador do México. Ele governa o país de 10 de abril de 1864 até ser capturado pelas forças de Juárez e fuzilado, em 19 de junho de 1867. Dois dias depois, a França se rende e o México restaura a república.

CHANEL Nº 5

    Em 1921, a butique de Coco Chanel na Rua Cambon, em Paris, lança o perfume Chanel Nº 5, que revoluciona a indústria da perfumaria e mantém o sucesso há mais de um século.

Quando perguntaram a Marylin Monroe o que ela usava para dormir, a superestrela de Hollywood, uma das mulheres mais lindas e sensuais da história do cinema, respondeu: "Chanel nº 5."

ALEMANHA OCIDENTAL SE ARMA

    Em 1955, a República Federal da Alemanha ou Alemanha Ocidental recupera parcialmente a soberania da Alemanha e o direito de ter um exército, mas o fim total da ocupação pelos aliados ocidentais – Estados Unidos, França e Reino Unido – no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45) só vem com a reunificação do país, em 3 de outubro de 1990, quando as forças da União Soviética saem da Alemanha Oriental.


A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) é criada em 1949 em reação ao Bloqueio de Berlim pelo ditador soviético Josef Stalin no ano anterior. A França aceita o armamento e a entrada da Alemanha Ocidental na OTAN desde que não haja um exército alemão independente.

A Alemanha Ocidental se arma e se associa à aliança militar ocidental que se opõe na Guerra Fria à União Soviética, que domina a Alemanha Oriental até a abertura do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989, o que abre caminho para a reunificação do país, em 3 de outubro de 1990..

CEM ANOS DE SOLIDÃO

    Em 1967, a Editorial Sudamericana lança em Buenos Aires a primeira edição, com tiragem de 8 mil exemplares, do romance Cem Anos de Solidão, do escritor colombiano Gabriel García Marquez, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1982.


O livro é considerado pelo jornal francês Le Monde um dos 100 melhores do século 20. Obra-prima do chamado realismo fantástico latino-americano, vende mais de 30 milhões de cópias em 35 idiomas.

Cem Anos de Solidão conta a história de sete gerações da família Buendía, personagens de ficção fundadores de Macondo, uma cidade imaginária praticamente isolada do mundo, mas atingida por novas tecnologias, a conturbada política colombiana como a Guerra dos Mil Dias (1899-1902) e a penetração de uma empresa estrangeira, a American Fruit Company, criada à imagem e semelhança da United Fruit, responsável por golpes e ditaduras na América Latina.

BOBBY SANDS MORRE

    Em 1981, depois de 66 dias de greve de fome para ser reconhecido como preso político e não como criminoso comum, o miliciano do Exército Repúblico Irlandês (IRA) Provisório Bobby Sands morre na prisão de Maze, deflagrando uma onda de protestos violentos e choques de jovens católicos, republicanos e nacionalistas irlandeses contra a polícia, grupos paramilitares e o Exército Real britânico na Irlanda do Norte.

Sands nasce em 1954 numa família católica que mora num bairro de maioria protestante de Belfast, a capital da Irlanda do Norte. Em 1972, no auge da guerra civil norte-irlandesa, a família se muda para um conjunto habitacional popular num bairro católico, onde ele é recrutado pelo IRA Provisório.

O IRA nasce em 1919 para lutar pela independência da Irlanda, conquistada em 1921, mas seis condados de maioria protestante da província do Úlster formam a Irlanda do Norte e permanecem no Reino Unido, o que os nacionalistas irlandeses nunca aceitam.

Como os católicos são discriminados, surge nos ano 1960 um movimento para acabar com o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte e reunificar a Irlanda. Em resposta à intervenção militar do Exército Real a partir de agosto de 1969, o IRA renasce como IRA Provisório. É o principal grupo armado dos católicos, republicanos e nacionalistas irlandeses na guerra civil na Irlanda do Norte. 

Em 1972, Bobby Sands é preso e condenado por participar de vários roubos atribuídos ao IRA. Vai para uma prisão que parece um campo para criminosos de guerra, onde tem liberdade de movimento e de se vestir como quiser. Ele fica quatro anos preso.

Menos de um ano depois de ser solto, Sands é preso em 1977 por estar armado perto do local de um atentado a bomba do IRA. Como desde 1976 o governo britânico criminaliza as ações violentas dos terroristas irlandeses, Sands vai para a prisão de segurança máxima de Maze, ao sul de Belfast.

Na cadeia, Sands se une a outros milicianos do IRA Provisório para exigir os direitos que tinham até 1976 como presos políticos. Em 1980, uma greve de fome dura 53 dias. É suspensa quando um dos prisioneiros entra em coma.

O governo conservador de Margaret Thatcher (1979-90) é intransigente. Faz pequenas concessões. Em 1º de março de 1981, no quinto aniversário da política de criminalização, Bobby Sands inicia nova greve de fome.

Em 9 de abril, Sands é eleito para uma cadeira vaga na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico. Os deputados do Sinn Féin nunca tomam posse porque se negam a jurar lealdade à coroa britânica. Mais tarde, o Parlamento aprova lei para proibir condenado cumprindo pena de ser deputado.

O papa João Paulo II faz um último apelo para que Sands volte a se alimentar. Ele se nega. Entra em coma em 3 de maio e morre na madrugada de 5 de maio.

Além de Sands, mais nove prisioneiros morrem até a greve ser encerrada, em 3 de outubro de 1981, sob pressão de parentes dos presos e da Igreja Católica.

Com o fim da greve de fome, o governo Thatcher restitui o direito de usar trajes civis, permite que os presos recebam visitas e cartas, tenham mais espaço para se movimentar e não sejam submetidos a punições severas por se negar a trabalhar na prisão. Mas não o status de prisioneiros políticos. Continuam sendo criminosos comuns.

Mais de 3,5 mil pessoas são mortas nos 30 anos da Guerra Civil da Irlanda do Norte (1968-98). O IRA se desmobiliza em 2005, com base no Acordo de Paz da Sexta-Feira Santa (1998).

Nas últimas eleições, o Sinn Féin é o partido mais votado. Pela primeira vez, o SF lidera o governo de união nacional da Irlanda do Norte. A primeira-ministra é Michelle O'Neill.

HOMEM-ARANHA

    Em 2002, O Homem-Aranha torna-se o primeiro filme a faturar mais de US$ 100 milhões no fim de semana de estreia.

O filme leva para o cinema pela segunda o personagem da história em quadrinhos criado por Stan Lee para a Marvel Comics em 1962. Sob a direção de Sam Raimi, tem Tobby McGuire e Willem Dafoe nos papéis principais.

Peter Parker visita um laboratório de genética onde há uma exposição de aranhas. Picado por uma aranha geneticamente modificada, ele ganha poderes especiais, uma força descomunal e a capacidade de produzir teias. 

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