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domingo, 23 de novembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 23 de Novembro

 LEI SUÁREZ

    Em 1855, o México aprova a Lei Suárez para acabar com os tribunais especiais para o clero e os militares, uma iniciativa do ministro da Justiça, Benito Juárez, para eliminar os resquícios do regime colonial e promover a igualdade.

A Reforma (1854-76) é uma revolução política e social liderada por Juárez. Inicia com um pronunciamento pela queda do ditador Antonio López de Santa Ana, que perde 41% do território mexicano em guerras com os Estados Unidos.

Quando ele cai, em 1855, começam as reformas. Primeiro, essa lei que acaba com o foro especial. Em 1856, a Lei Lerdo manda vender todas as propriedades da Igreja não usadas especificamente para fins religiosos.

O Congresso, de maioria liberal, faz em 1857 um projeto de Constituição federalista que limita o poder da Igreja, coloca o Exército sob controle civil, abole os títulos hereditários e a prisão por dívidas. É a primeira lei de direitos civis do México. Em 1858, Juárez se torna o primeiro presidente indígena da América Latina.

A reação dos grandes proprietários de terras, dos militares e do clero conservador deflagra em 1859 a Guerra da Reforma, vencida pelos liberais em 1860. A Lei da Reforma (1859) confisca as propriedades da Igreja, menos os locais de culto, sem qualquer compensação, e introduz o casamento civil.

As terras conquistadas são distribuídas a camponeses sem terra, mas essa reforma agrária fracassa. Os grandes fazendeiros acumulam mais terras, enquanto os pequenos agricultores ficam mais pobres.

No fim de 1861, aproveitando que os EUA estão divididos pela Guerra da Secessão (1861-65), a França do imperador Napoleão III invade o México e instala no poder o imperador Maximiliano de Habsburgo. Quando termina a guerra civil norte-americana, os EUA apoiam as forças de Juárez, que expulsam os franceses e executam Maximiliano em 1867.

Juárez retoma o poder e governa até 1872. No fim do governo, é acusado de autoritarismo pelos liberais. Seu sucessor, Sebastián Lerdo de Tejada, sofre intensa pressão da oposição conservadora, que resulta no golpe que leva o ditador Porfirio Díaz ao poder em 1876.

O Porfiriato (1876-1911) dura até a Revolução Mexicana (1910-20), que luta pela valorização das culturas indígenas e a reforma agrária.

ROMÊNIA ENTRA NO EIXO

    Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Romênia adere ao Pacto Tripartite formado pela Alemanha Nazista, a Itália Fascista e o Império do Japão, as potências do Eixo.

Desde 1937, a Romênia tem um governo fascista que se assemelha aos regimes de Adolf Hitler e Benito Mussolini, inclusive no antissemitismo. O rei Carol II dissolve o governo um ano depois e nomeia o patriarca da Igreja Ortodoxa como primeiro-ministro.

A morte do patriarca e uma revolta camponesa provocam novas agitação fascista e de uma organização paramilitar, a Guarda de Ferro. Em junho de 1940, a União Soviética ocupa duas províncias romenas.

Em busca um aliado, em 5 de julho de 1940, o rei faz um acordo com a Alemanha de Adolf Hitler. A Romênia é invadida pelo novo aliado, que quer ampliar a frente oriental contra a URSS.

O rei abdica em 6 de setembro de 1940, deixando o país sob o controle do primeiro-ministro fascista Ion Antonescu e da Guarda de Ferro.

A Hungria se alia ao Eixo em 20 de novembro. No dia 23, é a vez da Romênia.

PRIMEIRA GUERRA DA INDOCHINA

    Em 1946, um bombardeio naval da França mata 6 mil vietnamitas na cidade portuária de Haiphong e deflagra a Primeira Guerra da Indochina (1946-54).

Quando o Japão, que ocupava o Sudeste Asiático, se rende formalmente na Segunda Guerra Mundial (1939-45), em 2 de setembro de 1945, o líder comunista Ho Chi Minh proclama a independência do Vietnã. Ele acusa o Japão e a França pela morte de 2 milhões de vietnamitas.

No fim da guerra, a China, dominada pelos nacionalistas do Kuomintang (KMT), ocupa o Norte do Vietnã e os britânicos o Sul. A antiga potência colonial está determinada a reassumir o controle a partir de dezembro de 1945.

Em resposta ao bombardeio a Haiphong, o Viet Minh, o exército guerrilheiro de Ho Chi Minh, ataca as forças da França em Hanói em 19 de dezembro de 1946, no que é considerado o início da guerra. 

Com a vitória da revolução comunista liderada por Mao Tsé-tung na China, em 1º de outubro de 1949, os EUA passam a ver o conflito no quadro da Guerra Fria e a apoiar a França. Mesmo assim, o Viet Minh ganha a guerra com a vitória na Batalha de Dien Bien Phu, em 7 de maio de 1954.

Nas negociações de paz em Genebra, na Suíça, fica acertada a realização de eleições para unificar o país, dividido em Vietnã do Norte e Vietnã do Sul. Diante da expectativa de vitória comunista, sob pressão dos EUA, as eleições são suspensas. Em 1º de novembro de 1955, começa a Segunda Guerra da Indochina ou Guerra do Vietnã (1955-75).

MEMBRO DO IRA CONDENADO POR MATAR LORDE MOUNTBATTEN

    Em 1979, Thomas McMahon, miliciano do Exército Republicano Irlandês (IRA), que luta contra o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte, é condenado à prisão perpétua pelo atentado que matou Lorde Louis Mountbatten (foto), último vice-rei da Índia, e mais três pessoas.

Lorde Mountbatten, herói da Segunda Guerra Mundial (1939-45), Conde Mountbatten da Birmânia e primo em segundo grau da rainha Elizabeth II, morre em 27 de agosto de 1979 com a explosão de uma bomba de pouco menos de 23 quilos no seu barco de pesca na Baía de Donegal, na Irlanda. Um dos mortos é Nicholas, um neto de 14 anos.

Mais tarde no mesmo dia, o IRA mata 18 soldados britânicos num ataque na Irlanda do Norte.

McMahon era um líder lendário do movimento nacionalista e republicano irlandês, comandante da Brigada de Armagh do Sul do IRA, responsável pela morte de mais de 100 soldados britânicos.

A guerra civil na Irlanda do Norte termina com o Acordo de Paz da Sexta-Feira Santa, de abril de 1998, depois de 3,5 mil mortes. McMahon é libertado logo em seguida como parte da pacificação.

REAGAN CRIA OS CONTRAS

    Em 1981, durante a Guerra Fria, o presidente Ronald Reagan (1981-89) autoriza a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos a recrutar e financiar uma força de 500 homens para lutar contra o governo no poder na Nicarágua desde a vitória da Revolução Sandinista, em 17 de julho de 1979, com orçamento de US$ 19 milhões.

Com a vitória da revolução nicaraguense e a guerra civil em El Salvador, que Reagan atribuía à URSS, os EUA querem impedir a vitória da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN) em El Salvador e derrubar a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) na Nicarágua.

Os acampamentos e centros de treinamento dos contrarrevolucionários são instalados em Honduras, governada por um regime militar aliado de Washington. Os instrutores são militares da guerra suja argentina contra a esquerda da ditadura cívico-militar de 1976-83. Eles fazem o que está proibido pelo Congresso dos EUA.

Com o apoio dos EUA ao Reino Unido na Guerra das Malvinas (1982), a Argentina para de treinar paramilitares de direita na América Central.

A venda ilegal de armas e peças ao Irã quando está proibida, durante a Guerra Irã-Iraque (1980-88), e o desvio de parte do dinheiro para ajudar os contras da Nicarágua causam o Escândalo Irã-Contras, em 1986, no segundo governo Reagan (1985-89).

Os contras fustigam o governo sandinista da Nicarágua até a derrota de Daniel Ortega para Violeta Chamorro, em 1990. 

Ortega volta ao poder em 2007 com o apoio de forças ligadas à ditadura de Anastasio Somoza, que os sandinistas derrubam em 1979. Desde então, está decidido a não entregar o poder. Controla a Assembleia Nacional e o Judiciário. Mudou a lei para acabar com limites à reeleição.

Desde uma revolta popular contra uma reforma da previdência abandonada, em 2018, o governo Ortega se mostra cada vez mais ditatorial. Prende os candidatos da oposição, acabou com todos os jornais independentes, fecha igrejas católicas e persegue padres e bispos.

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sábado, 23 de novembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 23 de Novembro

LEI SUÁREZ

    Em 1855, o México aprova a Lei Suárez para acabar com os tribunais especiais para o clero e os militares, uma iniciativa do ministro da Justiça, Benito Juárez, para eliminar os resquícios do regime colonial e promover a igualdade.

A Reforma (1854-76) é uma revolução política e social liderada por Juárez. Inicia com um pronunciamento pela queda do ditador Antonio Lopez de Santa Ana, que perdeu 41% do território mexicanos em guerra com os Estados Unidos.

Quando ele cai, em 1855, começam as reformas. Primeiro, essa lei que acaba com o foto especial. Em 1856, a Lei Lerdo manda vender todas as propriedades da Igreja não usadas especificamente para fins religiosos.

O Congresso, de maioria liberal, faz em 1857 um projeto de Constituição federalista que limita o poder da Igreja, coloca o Exército sob controle civil, abole os títulos hereditários e a prisão por dívidas. É a primeira lei de direitos civis do México. Em 1858, Juárez se torna o primeiro presidente indígena da América Latina.

A reação dos grandes proprietários de terras, dos militares e do clero conservador deflagra em 1859 a Guerra da Reforma, vencida pelos liberais em 1860. A Lei da Reforma (1859) confisca as propriedades da Igreja, menos os locais de culto, sem qualquer compensação, acaba com solteiros e introduz o casamento civil.

As terras conquistadas são distribuídas a camponeses sem terra, mas essa reforma agrária fracassa. Os grandes fazendeiros acumulam mais terras, enquanto os pequenos agricultores ficam mais pobres.

No fim de 1861, aproveitando que os EUA estão divididos pela Guerra da Secessão (1861-65), a França do imperador Napoleão III invade o México e instala no poder o imperador Maximiliano de Habsburgo. Quando termina a guerra civil norte-americana, os EUA apoiam as forças de Juárez, que expulsam os franceses e executam Maximiliano em 1867.

Juárez retoma o poder e governa até 1872. No fim do governo, é acusado de autoritarismo pelos liberais. Seu sucessor, Sebastián Lerdo de Tejada, sofre intensa pressão da oposição conservadora, que resulta no golpe que leva o ditador Porfirio Díaz ao poder em 1876.

O Porfiriato (1876-1911) dura até a Revolução Mexicana (1910-20), que luta pela valorização das culturas indígenas e a reforma agrária.

ROMÊNIA ENTRA NO EIXO

    Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Romênia adere ao Pacto Tripartite formado pela Alemanha Nazista, a Itália Fascista e o Império do Japão, as potências do Eixo.

Desde 1937, a Romênia tem um governo fascista que se assemelha aos regimes de Adolf Hitler e Benito Mussolini, inclusive no antissemitismo. O rei Carol II dissolve o governo um ano depois e nomeia o patriarca da Igreja Ortodoxa como primeiro-ministro.

A morte do patriarca e uma revolta camponesa provocam novas agitação fascista e de uma organização paramilitar, a Guarda de Ferro. Em junho de 1940, a União Soviética ocupa duas províncias romenas.

Em busca um aliado, em 5 de julho de 1940, o rei faz um acordo com a Alemanha de Adolf Hitler. A Romênia é invadida pelo novo aliado, que quer ampliar a frente oriental contra a URSS.

O rei abdica em 6 de setembro de 1940, deixando o país sob o controle do primeiro-ministro fascista Ion Antonescu e da Guarda de Ferro.

A Hungria se alia ao Eixo em 20 de novembro. No dia 23, é a vez da Romênia.

MEMBRO DO IRA CONDENADO POR MORTE DE MOUNTBATTEN

    Em 1979, Thomas McMahon, miliciano do Exército Republicano Irlandês (IRA), que luta contra o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte, é condenado à prisão perpétua pelo atentado que matou Lorde Louis Mountbatten (foto), último vice-rei da Índia, e mais três pessoas.

Lorde Mountbatten, herói da Segunda Guerra Mundial (1939-45), Conde Mountbatten da Birmânia e primo em segundo grau da rainha Elizabeth II, morre em 27 de agosto de 1979 com a explosão de uma bomba de pouco menos de 23 quilos no seu barco de pesca na Baía de Donegal, na Irlanda. Um dos mortos é Nicholas, um neto de 14 anos.

Mais tarde no mesmo dia, o IRA mata 18 soldados britânicos num ataque na Irlanda do Norte.

McMahon era um líder lendário do movimento nacionalista e republicano irlandês, comandante da Brigada de Armagh do Sul do IRA, responsável pela morte de mais de 100 soldados britânicos.

A guerra civil na Irlanda do Norte termina com o Acordo de Paz da Sexta-Feira Santa, de abril de 1998, depois de 3,5 mil mortes. McMahon é libertado logo em seguida como parte da pacificação.

REAGAN CRIA OS CONTRAS

    Em 1981, durante a Guerra Fria, o presidente Ronald Reagan (1981-89) autoriza a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos a recrutar e financiar uma força de 500 homens para lutar contra o governo no poder na Nicarágua desde a vitória da Revolução Sandinista, em 17 de julho de 1979, com orçamento de US$ 19 milhões.

Com a vitória da revolução nicaraguense e a guerra civil em El Salvador, que Reagan atribuía à URSS, os EUA querem impedir a vitória da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN) em El Salvador e derrubar a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) na Nicarágua.

Os acampamentos e centros de treinamento dos contrarrevolucionários são instalados em Honduras, governada por regime militar. Os instrutores são militares da guerra suja da Argentina contra a esquerda da ditadura cívico-militar de 1976-83. Eles fazem o que está proibido pelo Congresso dos EUA.

Com o apoio dos EUA ao Reino Unido na Guerra das Malvinas (1982), a Argentina para de treinar paramilitares de direita na América Central.

A venda ilegal de armas e partes ao Irã quando está proibida, durante a Guerra Irã-Iraque (1980-88), e o desvio de parte do dinheiro para ajudar os contras da Nicarágua causam o Escândalo Irã-Contras, em 1986, no segundo governo Reagan (1985-89).

Os contras fustigam o governo sandinista da Nicarágua até a derrota de Daniel Ortega para Violeta Chamorro, em 1990. 

Ortega volta ao poder em 2007 com o apoio de forças ligadas à ditadura de Anastasio Somoza, que os sandinistas derrubam em 1979. Desde então, está decidido a não entregar o poder. Controla a Assembleia Nacional e o Judiciário. Mudou a lei para acabar com limites à reeleição.

Desde uma revolta popular contra uma reforma da previdência abandonada, em 2018, o governo Ortega se mostra cada vez mais ditatorial. Prende os candidatos da oposição, acabou com todos os jornais independentes, fecha igrejas católicas e persegue padres e bispos.

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Hoje na História do Mundo: 23 de Novembro

 ROMÊNIA ENTRA NO EIXO

    Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Romênia adere ao Pacto Tripartite formado pela Alemanha Nazista, a Itália Fascista e o Império do Japão, as potências do Eixo.

Desde 1937, a Romênia tem um governo fascista que se assemelha aos regimes de Adolf Hitler e Benito Mussolini, inclusive no antissemitismo. O rei Carol II dissolve o governo um ano depois e nomeia o patriarca da Igreja Ortodoxa como primeiro-ministro.

A morte do patriarca e uma revolta camponesa provocam novas agitação fascista e de uma organização paramilitar, a Guarda de Ferro. Em junho de 1940, a União Soviética ocupa duas províncias romenas.

Em busca um aliado, em 5 de julho de 1940, o rei faz um acordo com a Alemanha de Adolf Hitler. A Romênia é invadida pelo novo aliado, que quer ampliar a frente oriental contra a URSS.

O rei abdica em 6 de setembro de 1940, deixando o país sob o controle do primeiro-ministro fascista Ion Antonescu e da Guarda Ferro.

A Hungria se alia ao Eixo em 20 de novembro. No dia 23, é a vez da Romênia.

MEMBRO DO IRA CONDENADO POR MORTE DE MOUNTBATTEN

    Em 1979, Thomas McMahon, do Exército Republicano Irlandês (IRA), que luta contra o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte, é condenado à prisão perpétua pelo atentado que matou Lorde Louis Mountbatten (foto), último vice-rei da Índia, e mais três pessoas.

Lorde Mountbatten, herói da Segunda Guerra Mundial (1939-45), Conde Mountbatten da Birmânia e primo em segundo grau da rainha Elizabeth II, morre em 27 de agosto de 1979 com a explosão de uma bomba de pouco menos de 23 quilos no seu barco de pesca na Baía de Donegal, na Irlanda. Um dos mortos é Nicholas, um neto de 14 anos.

Mais tarde no mesmo dia, o IRA mata 18 soldados britânicos num ataque na Irlanda do Norte.

McMahon era um líder lendário do movimento nacionalista e republicano irlandês, comandante da Brigada de Armagh do Sul do IRA, responsável pela morte de mais de 100 soldados britânicos.

A guerra civil na Irlanda do Norte termina com o Acordo de Paz da Sexta-Feira Santa, de abril de 1998, depois de 3,5 mil mortes. McMahon é libertado logo em seguida como parte da pacificação.

REAGAN CRIA OS CONTRAS

    Em 1981, durante a Guerra Fria, o presidente Ronald Reagan (1981-89) autoriza a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos a recrutar e financiar uma força de 500 homens para lutar contra o governo no poder na Nicarágua desde a vitória da Revolução Sandinista, em 17 de julho de 1979, com orçamento de US$ 19 milhões.

Com a vitória da revolução nicaraguense e a guerra civil em El Salvador, que Reagan atribuía à URSS, os EUA querem impedir a vitória da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN) em El Salvador e derrubar a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) na Nicarágua.

Os acampamentos e centro de treinamento dos contrarrevolucionários são instalados em Honduras, governada por regime militar. Os instrutores são militares da guerra suja da Argentina contra a esquerda da ditadura cívico-militar de 1976-83. Eles faziam o que era proibido pelo Congresso dos EUA.

Com o apoio dos EUA ao Reino Unido na Guerra das Malvinas (1982), a Argentina para de treinar paramilitares de direita na América Central.

A venda ilegal de armas e partes ao Irã quando está proibido, durante a Guerra Irã-Iraque (1980-88), e o desvio de parte do dinheiro para ajudar os contras da Nicarágua causam o Escândalo Irã-Contras, em 1986, no segundo governo Reagan (1985-89).

Os contras fustigam o governo sandinista da Nicarágua até a derrota de Daniel Ortega para Violeta Chamorro, em 1990. 

Ortega voltou ao poder em 2007 com o apoio de forças ligadas à ditadura de Anastasio Somoza, que os sandinistas derrubaram em 1979. Desde então, está decidido a não entregar o poder. Controla a Assembleia Nacional e o Judiciário. Mudou a lei para acabar com limites à reeleição.

Desde uma revolta popular contra uma reforma da previdência abandonada, em 2018, o governo Ortega se mostra cada vez mais ditatorial. Prende os candidatos da oposição, acabou com todos os jornais independentes, fecha igrejas católicas e persegue padres e bispos.

sábado, 27 de agosto de 2022

Hoje na História do Mundo: 27 de Agosto

 VULCÃO KRAKATOA EXPLODE

    Em 1883, na maior erupção vulcânica da história, uma explosão na ilha de Krakatoa, na Indonésia, ouvida a 5 mil quilômetros de distância, joga lama e lava a uma altura de 80 km, causa um terremoto com ondas gigantes de 37 metros e mata cerca de 36 mil pessoas.

Depois de mais de 200 anos adormecido, o vulcão Krakatoa dá os primeiros sinais de atividade em 20 de maio. Tripulantes de um navio alemão relatam ter visto uma coluna de fumaça e poeira vulcânica de mais de 11 km de altura.

Nos dois meses seguintes, navios e habitantes das ilhas vizinhas de Java e Sumatra veem pequenas explosões. A população local festeja até uma explosão destrói dois terços da ilha no dia 26. Ao desabar no Estreito de Sunda, que fica entre Java e Sumatra, a montanha causa uma série de catástrofes ambientais sentidas durante anos no mundo inteiro, a começar por um maremoto com ondas gigantescas.

Quatro erupções a partir das 5h30 de 27 de agosto são cataclísmicas, ouvidas a 5 mil km de distância, e projetam uma maré de uma lava vulcânica de gás, cinza e rocha fundida a mais de 60 km do Krakatoa. Dos 36 mil mortos, as tsunames mataram 31 mil. Outros 4,5 mil foram vítimas da lava incandescente.

Uma nuvem de cinza e poeira vulcânica fina envolve o planeta e reduz a temperatura da Terra durante anos.

Além do Krakatoa, ativo até hoje, a Indonésia tem mais 130 vulcões em atividade, mais do que qualquer outro país.

ROMÊNIA ENTRA NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

    Em 1916, depois de declarar guerra ao Império Austro-Húngaro, a Romênia invade a região da Transilvânia, um território de maioria romena pertencente à Hungria cuja soberania reivindicava, e entra na Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Ao observar o sucesso da Rússia contra a Áustria-Hungria na frente oriental no verão de 1916, a Romênia decidir entrar na guerra. Em 18 de agosto, fecha um acordo secreto com os aliados e, no dia   27, lança o ataque.

Enquanto a Romênia invade a Pensilvânia, os britânicos pressionam os alemães na Batalha do Somme e a Áustria-Hungria cai diante da Rússia no Leste. O kaiser Guilherme II, da Alemanha, chega a dizer que “a guerra está perdida”.

Numa reunião que incluiu ainda a Turquia e a Bulgária, os Poderes Centrais criam um comando militar supremo entregue ao general Paul Hindenburg, comandante em chefe das Forças Armadas da Alemanha.

O general que deixa o comando geral, Erich von Falkenhayn, assume o comando da guerra contra a Romênia. Junto com o general August von Mackensen, eles derrotam a Romênia e tomam Bucareste em 9 de dezembro de 1918.

A Rússia vem em socorro, mas as revoluções de 1917, a queda do império czarista e a ascensão do comunismo tiram o país da guerra. Com a saída da Rússia, a Ucrânia se rende em maio de 1918. No Tratado de Bucareste, perde parte do litoral para a Bulgária e o controle sobre a Foz do Rio Danúbio. No Tratado de Versalhes, recupera estas perdas e ganha a soberania sobre a Transilvânia.

LANÇADO O LIVRO DOS RECORDES

    Em 1955, sai a primeira edição do Guinness - o Livro dos Recordes, uma publicação anual com feitos da humanidade e do mundo animal.

A ideia nasce em 1951, quando Sir Hugh Beaver, diretor-executivo da Cervejaria Guinness, fundada em 1759 em Dublin, na Irlanda, participa de uma caçada. Depois de não conseguir alvejar uma tarambola dourada, eles quis saber quais eram os pássaros de caça mais rápidos da Europa, mas não encontrou nenhum livro com a resposta.

Pensando que os donos dos pubs britânicos e irlandeses gostariam de ter um livro capaz de dirimir as dúvidas dos clientes, Beaver contratou dois irmãos donos de uma agência que vendia dados estatísticos para jornais e agência de propaganda, Norris e Ross McWhirter.

A proposta inicial é distribuir o livro de graça nos pubs para promover a cerveja Guinness. Diante do sucesso, passa a ser vendido. A primeira edição americana sai em 1956.

Ross trabalha no livro até ser morto pelo Exército Republicano Irlandês (IRA), em 1975. Norris continua sendo editor até 1986.

IRA MATA LORDE MOUNTBATTEN

    Em 1979, na luta armada para acabar com o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte, o Exército Republicano Irlandês (IRA) mata o lorde Louis Mountbatten, herói de guerra, último vice-rei da Índia e primo segundo da rainha Elizabeth II, com a explosão de uma bomba de pouco mais de 20 quilos.

Mountbatten passa o dia com a família na Baía de Donegal, na Irlanda, quando é atacado. Outras três pessoas morrem na explosão, inclusive um neto dele de 14 anos, Nicholas. No mesmo dia, outro atentado do IRA mata 18 paraquedistas britânicos.

A violência destes ataques leva a primeira-ministra Margaret Thatcher, eleita pela primeira vez em maio de 1979, a endurecer a política em relação ao IRA, radicalizando ainda mais o conflito na Irlanda do Norte. 

Em 1981, depois de 66 dias de greve, morre na prisão de Maze o deputado eleito para o Parlamento Britânico Bobby Sands, que nunca tomou posse porque o Sinn Féin, partido político do IRA, sempre se nega a jurar lealdade à coroa britânica.

A própria Thatcher é alvo de um atentado em 1984 num hotel em em Brighton, na Inglaterra, durante a Convenção Anual do Partido Conservador, em que morrem cinco pessoas, inclusive um deputado da Câmara dos Comuns.

A partir daí, o deputado John Hume, do Partido Trabalhista e Social-Democrata, o braço do Partido Trabalhista britânico na Irlanda do Norte, começa um diálogo secreto para tentar atrair o Sinn Féin para a negociação. 

Em 1985, o Reino Unido e a Irlanda assinam o Acordo Anglo-Irlandês para encaminhar o fim do conflito. A Declaração de Downing Street, em 1993, estabelece as bases para as negociações, que exigem um cessar-fogo do IRA, anunciado em 6 de abril de 1994.

Diante da estagnação das negociações, o IRA rompe a trégua num atentado na Ilha dos Cães, em Londres, em 9 de fevereiro de 1996. Um novo cessar-fogo, em 1997, permite a retomada das negociações para o Acordo da Sexta-Feira Santa, de abril de 1998, que acaba com quase 30 anos de uma guerra civil em que 3,5 mil pessoas morreram.

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Hoje na História do Mundo: 27 de Agosto

 VULCÃO KRAKATOA EXPLODE

    Em 1887, na maior erupção vulcânica da história, uma explosão na ilha de Krakatoa na Indonésia ouvida a 5 mil quilômetros de distância, joga lama e lava a uma altura de 80 km, causa um terremoto com ondas gigantes de 37 metros e mata cerca de 36 mil pessoas.

Depois de mais de 200 anos adormecido, o vulcão Krakatoa dá os primeiros sinais de atividade em 20 de maio. Tripulantes de um navio alemão relatam ter visto uma coluna de fumaça e poeira vulcânica de mais de 11 km de altura.

Nos dois meses seguintes, navios e habitantes das ilhas vizinhas de Java e Sumatra veem pequenas explosões. A população local festeja até uma explosão destrói dois terços da ilha no dia 26. Ao desabar no Estreito de Sunda, que fica entre Java e Sumatra, a montanha causa uma série de catástrofes ambientais sentidas durante anos no mundo inteiro, a começar por um maremoto com ondas gigantescas.

Quatro erupções a partir das 5h30 de 27 de agosto são cataclísmicas, ouvidas a 5 mil km de distância, e projetam uma maré de uma lava vulcânica de gás, cinza e rocha fundida a mais de 60 km do Krakatoa. Dos 36 mil mortos, as tsunames mataram 31 mil. Outros 4,5 mil foram vítimas da lava vulânica.

Uma nuvem de cinza e poeira vulcânica fina envolve o planeta e reduz a temperatura da Terra durante anos.

Além do Krakatoa, ativo até hoje, a Indonésia tem mais 130 vulcões em atividade, mais do que qualquer outro país.

LANÇADO O LIVRO DOS RECORDES

    Em 1955, sai a primeira edição do Guinness - o Livro dos Recordes, uma publicação anual com feitos da humanidade e do mundo animal.

A ideia nasce em 1951, quando Sir Hugh Beaver, diretor-executivo da Cervejaria Guinness, fundada em 1759 em Dublin, na Irlanda, participa de uma caçada. Depois de não conseguir alvejar uma tarambola dourada, eles quis saber quais eram os pássaros de caça mais rápidos da Europa, mas não encontrou nenhum livro com a resposta.

Pensando que os donos dos pubs britânicos e irlandeses gostariam de ter um livro capaz de dirimir as dúvidas dos clientes, Beaver contratou dois irmãos donos de uma agência que vendia dados estatísticos para jornais e agência de propaganda, Norris e Ross McWhirter.

A proposta inicial é distribuir o livro de graça nos pubs para promover a cerveja Guinness. Diante do sucesso, passa a ser vendido. A primeira edição americana sai em 1956.

Ross trabalha no livro até ser morto pelo Exército Republicano Irlandês, em 1975. Norris continua sendo editor até 1986.

IRA MATA LORDE MOUNTBATTEN

    Em 1979, na luta armada para acabar com o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte, o Exército Republicano Irlandês (IRA) mata o lorde Louis Mountbatten, herói de guerra, último vice-rei da Índia e primo segundo da rainha Elizabeth II, com a explosão de uma bomba de pouco mais de 20 quilos.

Mountbatten passa o dia com a família na Baía de Donegal, na Irlanda, quando é atacado. Outras três pessoas morrem na explosão, inclusive um neto dele de 14 anos, Nicholas. No mesmo dia, outro atentado do IRA mata 18 paraquedistas britânicos.

A violência destes ataques leva a primeira-ministra Margaret Thatcher, eleita pela primeira vez em maio de 1979, a endurecer a política em relação ao IRA, radicalizando ainda mais o conflito na Irlanda do Norte. 

Em 1981, depois de 66 dias de greve, morre na prisão de Maze o deputado eleito para o Parlamento Britânico Bobby Sands, que nunca tomou posse porque o Sinn Féin, partido político do IRA, sempre de negou a jurar lealdade à coroa britânica.

A própria Thatcher é alvo de um atentado em 1984 num hotel em em Brighton, na Inglaterra, durante a Convenção Anual do Partido Conservador, em que morrem cinco pessoas, inclusive um deputado da Câmara dos Comuns.

A partir daí, o deputado John Hume, do Partido Trabalhista e Social-Democrata, o braço do Partido Trabalhista britânico na Irlanda do Norte, começa negociações secretas para tentar atrair o Sinn Féin para negociação. 

Em 1985, o Reino Unido e a Irlanda assinam o Acordo Anglo-Irlandês para encaminhar o fim do conflito. A Declaração de Downing Street, em 1993, estabelece as bases para as negociações, que exigem um cessar-fogo do IRA, anunciado em 6 de abril de 1994.

Diante da estagnação das negociações, o IRA rompe a trégua num atentado na Ilha dos Cães, em Londres, em 9 de fevereiro de 1996. Um novo cessar-fogo, em 1997, permite a retomada das negociações para o Acordo da Sexta-Feira Santa, de abril de 1998, que acaba com quase 30 anos de uma guerra civil em que 3,5 mil pessoas morreram.