Mostrando postagens com marcador reunificação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador reunificação. Mostrar todas as postagens

sábado, 30 de maio de 2026

Hoje na História do Mundo: 30 de Maio

JOANA D'ARC EXECUTADA 

    Em 1431, os ingleses queimam na fogueira Joana d'Arc, heroína e santa da França.

A Guerra dos Cem Anos (1337-1453) entra numa nova fase em 1415, quando o rei Henrique V, da Inglaterra, invade a França e conquista uma série de vitórias contra Carlos VI. Quando Henrique V morre, em 1422, os ingleses e seus aliados da Borgonha controlam a Aquitânia e o Norte da França, inclusive Paris. 

Carlos VI morre um mês depois e seu filho Carlos, regente desde 1418, prepara-se para reivindicar a coroa francesa, mas o local da coroação, a cidade de Reims, está sob o controle do inimigo. Enquanto isso, Henrique VI, filho de Henrique V e Catarina de Valois e neto de Carlos VI, é proclamado rei da França pelos ingleses.

Aos 16 anos, Joana d'Arc "ouve vozes" de três santos católicos – Santa Catarina, Santa Margarida e São Miguel – exortando-a a apoiar o Delfim na reconquista de Reims e do trono da França. Em abril e maio de 1429, o Exército da França, sob o comando de Joana d'Arc, conquista Orleans. Depois de uma série de vitórias francesas, Carlos VII é coroado em Reims.

Joana d'Arc é presa pela forças de Borgonha em 23 de maio de 1430 e entregue aos ingleses, que a julgam por heresia em março de 1431. Aos 19 anos, ele é queimada na fogueira na Praça do Velho Mercado, em Rouen. O primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, que também foi historiador, considera a execução sumária um erro que a transforma em mártir.

Sob a inspiração da jovem camponesa, a Guerra dos Cem Anos vira a favor da França. Em 1453, Carlos VII havia reconquistado todo o território francês menos o porto de Calais, que os ingleses entregam em 1558. Napoleão Bonaparte a transforma como heroína da pátria, do nacionalismo francês. Em 1920, Joana d'Arc é canonizada pela Igreja Católica. É um ícone idolatrado pela extrema direita como encarnação de uma França heróica.

DUELO FRAUDADO 

   Em 1806, o futuro presidente Andrew Jackson (1829-37) mata Charles Dickinson num duelo.

Dickinson havia acusado Jackson de trapacear numa aposta em corridas de cavalos e ofendido a mulher dele. Ambos eram fazendeiros e criadores de cavalos. 

Jackson é baleado e erra o primeiro tiro, mas dá um segundo, quebrando as regras, e mata o oponente. Ele não é processado e vence as eleições presidenciais em 1828 e 1832.

500 MILHAS DE INDIANÁPOLIS

    Em 1911, é realizada a primeira prova das 500 Milhas de Indianápolis, uma das provas mais famosas do automobilismo.

A ideia de construir uma pista para testar carros de alta velocidade é proposta em 1906 por Carl Fisher, um vendedor de automóveis, diante da precariedade das estradas da época. O objetivo é promover competições entre as principais marcas para que os consumidores tirem suas conclusões. Em 1911, Fischer e seus sócios decidem fazer apenas uma corrida longa por ano.

Há 110 anos, 40 carros iniciam as 500 Milhas. Um acidente na volta número 13 provoca grande confusão. No fim, Ralph Mulford se declara vencedor, mas o prêmio de US$ 14.250 vai para Ray Harroun, que completa a corrida em 6h42min a uma velocidade média de 119 quilômetros por hora. Seu carro, Marmon Wasp, é o primeiro a usar um espelho retrovisor.

GUERRAS DOS BÁLCÃS

    Em 1913, termina a Primeira Guerra dos Bálcãs com a vitória da Liga Balcânica (Bulgária, Grégia, Montenegro e Sérvia) sobre o Império Otomano, expulso da Macedônia. 

Depois de uma revolta nacionalista na Macedônia em 1908, o Império Austro-Húngaro anexa a Bósnia-Herzegovina e incentiva a Bulgária, então dominada pelo Império Otomano, a declarar a independência. A Sérvia rejeita a anexação da Bósnia-Herzegovina, que considera parte de seu território. A Rússia, aliada da Sérvia, também é contra.

Na primavera de 1912, a Bulgária, a Grécia, Montenegro e a Sérvia formaram a Liga Balcânica. Em 8 de outubro, Montenegro declara guerra à Turquia. Em 17 de outubro, os outros países da liga entram na guerra. O Império Otomano é derrotado rapidamente. Em um mês, perde quase todos os seus territórios no Sudeste da Europa.

Um mês depois do acordo de paz, sentindo que seu país é prejudicado, na noite de 29 para 30 de junho de 1913, o rei Ferdinando I, da Bulgária, ordena um ataque contra as ex-aliadas Grécia e Sérvia. Começa a Segunda Guerra dos Bálcãs. 

A Grécia, a Romênia, a Sérvia e a Turquia vencem rapidamente a Bulgária. No Tratado de Bucareste, em agosto de 1913, a Bulgária perde parte de seu território para a Sérvia e a Grécia assume o controle sobre quase toda a Macedônia.

O Império Austro-Húngaro não intervém e é surpreendido pelo resultado das guerras nos Bálcãs, que fortalecem sua inimiga Sérvia. 

Em 28 de junho de 1914, o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austro-húngaro, pelo estudante radical sérvio Gavrilo Princip em Sarajevo, a capital bósnia, é o estopim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), que começa um mês depois, quando a Áustria-Hungria declara guerra e bombardeia a Sérvia. 

A Sérvia é aliada da França, do Reino Unido e da Rússia, que formam a Tríplice Entente e entram na guerra contra a Tríplice Aliança (Alemanha, Áustria-Hungria e Itália). Como a Tríplice Aliança é meramente defensiva, a Itália fica neutra inicialmente e, em abril de 1915, entra na guerra ao lado da Tríplice Entente. O Império Otomano se alia às potências centrais. 

No fim da Primeira Guerra Mundial, desaparecem os impérios alemão, austro-húngaro, otomano e russo.

REUNIFICAÇÃO DA ALEMANHA

    Em 1990, o líder soviético Mikhail Gorbachev chega a Washington para uma reunião de cúpula com o presidente George Bush sobre a reunificação da Alemanha.

Em meio a revoluções democráticas na Europa Oriental, o Muro de Berlim é aberto em 9 de novembro de 1989. O encontro de três dias acaba sem acordo, mas a União Soviética pede ajuda econômica ao Ocidente em julho de 1990 e Gorbachev acaba aceitando a reunificação alemã. 

Em 3 de outubro de 1990, a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental se unem, acabando com uma das últimas consequências da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 3 de Outubro

 DIA NACIONAL DE AÇÃO DE GRAÇAS

    Em 1863, durante a Guerra da Secessão (1861-65), para celebrar a vitória do Exército da União sobre os Estados Confederados do Sul na Batalha de Gettysburg, o presidente Abraham Lincoln torna o Dia Nacional de Ação de Graças um feriado oficial nos Estados Unidos, festejado naquele ano em 26 de novembro.

A data é celebrada na quarta quinta-feira de novembro. É um dos principais feriados do país. Marca o início da temporada de compras para as festas de fim de ano. As famílias norte-americanas comemoram comendo peru.

A origem do Dia Nacional de Ação de Graças é uma festa feita pelos peregrinos do Mayflower em 1621, um ano depois de chegar por engano no que hoje é o estado de Massachusetts, onde enfrentam um inverno rigoroso, mas conseguem uma boa colheita. Participam 53 colonos e 90 índios da tribo wampanoang.

INDEPENDÊNCIA DO IRAQUE

    Em 1932, o Iraque entra na Liga das Nações e termina o mandato do Reino Unido para administrar o país depois de séculos de domínio do Império Otomano (turco) e 17 anos de controle britânico.

Na Primeira Guerra Mundial (1914-18), o Reino Unido apoia a Revolta Árabe (1916-18) e liberta a Arábia do domínio otomano. Em 1920, recebe um mandato da Liga das Nações para administrar o Iraque.

O país é criado artificialmente pelo então subsecretário de Estado britânico para o Oriente Médio, Winston Churchill. Ele quer um Iraque suficientemente forte para conter o Irã. Para isso, une as províncias árabes de Bagdá e Bássora à província curda de Kirkuk, rica em petróleo, enterrando a proposta de fundar um Curdistão independente.

 ITÁLIA FASCISTA INVADE ETIÓPIA

    Em 1935, o Exército da Itália invade a Etiópia por ordem do ditador fascista Benito Mussolini, que sonha em criar um "novo Império Romano" para libertar o país da "prisão do Mar Mediterrâneo", mas tem pouco a apresentar nos primeiros 13 anos de governo.

Na época, a Etiópia é um dos poucos países independentes na África, quase toda dominada pelo imperialismo europeu. Um incidente na fronteira com a Somália, colonizada pelos italianos, serve de pretexto para a invasão fascista.

Sem uma declaração de guerra, sob o comando de Emilio de Bono, depois substituído pelos generais Rodolfo Graziani e Pietro Badoglio, um exército de 200 mil italianos enfrenta uma resistência feroz e precisa de armas químicas para vencer o fraco, mal treinado e mal equipado Exército da Etiópia. A Itália obtém uma vitória decisiva no Lago Achangui em 9 de abril de 1936 e toma Adis Abeba em 5 de maio.

Hailé Salassié foge para o exílio e viaja pelo mundo pedindo apoio à independência de seu país. Vira um herói africano cultuado, por exemplo, pelos rastafarianos da Jamaica, apesar de ser um ditador cruel e sanguinário. Sua pregação inspira movimentos nacionalistas que lutam pela independência da África depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A pedido da Etiópia, a Liga das Nações condena a invasão e aprova sanções contra a Itália que se mostram totalmente inócuas por não incluir um embargo ao petróleo, que paralisaria as Forças Armadas fascistas. O Reino Unido e a França temiam jogar a Itália nos braços do ditador nazista Adolf Hitler, mas a aliança nazifascista era inevitável e seria sacramentada com a guerra.

A conquista da Etiópia pela itália, as invasões da Manchúria e da China pelo Japão e a anexação da Áustria e da Tcheco-Eslováquia pela Alemanha Nazista são exemplos do fracasso da Liga, de como não consegue evitar a Segunda Guerra Mundial.

Em 10 de junho de 1940, depois da invasão da Alemanha Nazista à França, a Itália declara guerra à França e o Reino Unido. Em 20 de janeiro de 1941, durante a guerra, forças britânicas e etíopes invadem na Etiópia. Em 5 de maio, o imperador entra em Adis Abeba. Num desafio às autoridades britânicas, logo reconstitui seu governo.

IRA ENCERRA GREVE DE FOME

    Em 1981, depois de sete meses e dez mortes, milicianos do Exército Republicano Irlandês (IRA), que luta contra o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte, encerram uma greve de fome na prisão Maze, em Belfast.

O primeiro a morrer é Bobby Sands, deputado eleito para a Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico quando está preso. Ele inicia o protesto em 1º de março por estar no isolamento numa prisão de segurança máxima. 

Antes, os presos do IRA podiam usar roupas civis, tinham liberdade de movimento dentro da cadeia como prisioneiros de guerra. A partir de 1976, são considerados prisioneiros comuns.

Sands só toma água e sal. Perde mais de 27 quilos até morrer, em 5 de maio, como um dos mártires da luta dos republicanos, católicos e nacionalistas irlandeses pela unificação da Irlanda.

A greve continua. Mais nove militantes do IRA morrem. Depois do fim da greve, o governo Margaret Thatcher (1979-90) cede às reivindicações dos prisioneiros e autoriza o uso de trajes civis, a receber cartas e visitas. Em 1983, começam as articulações pela paz na Irlanda do Norte. No ano seguinte, Thatcher escapa de um atentado do IRA durante a convenção anual do Partido Republicano em Brighton, no Sul da Inglaterra.

REUNIFICAÇÃO DA ALEMANHA

    Em 1990, depois de 45 anos de ocupação e divisão do país no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental se fundem para reunificar a Alemanha.

No fim da guerra, a União Soviética toma Berlim e ocupa o lado leste da Alemanha, enquanto os aliados (EUA, França e Reino Unido) ocupam o lado oeste. A divisão do país é sacramentada em 1949 com a fundação da República Federal da Alemanha, a Alemanha Ocidental, capitalista, e a República Democrática da Alemanha, a Alemanha Oriental, comunista. 

Berlim é dividida entre Berlim Ocidental, um enclave capitalista e liberal-democrático na Alemanha Oriental, e Berlim Oriental, a capital do país comunista.

Durante a Guerra Fria, a Alemanha dividida fica na linha de frente do conflito Leste-Oeste. Para conter a fuga em massa dos alemães-orientais para o Ocidente, o regime comunista ergue em 13 de agosto de 1961 o Muro de Berlim.

Com a abertura democrática promovida a partir de 1985 pelo líder soviético Mikhail Gorbachev e o degelo na Guerra Fria, o Muro de Berlim é aberto em 9 de novembro de 1989 e o caminho está livre para a reunificação da Alemanha.

O. J. SIMPSON ABSOLVIDO

    Em 1995, num julgamento midiático transmitido ao vivo pela televisão, o ex-jogador de futebol norte-americano Orenthal James Simpson é absolvido do duplo assassinato de sua ex-mulher, Nicole Brown Simpson, e seu namorado Ronald Goldman.


A principal prova do crime é uma luva ensanguentada encontrada diante da casa de O. J., igual a outra recolhida na cena do crime. O problema para a acusação é que a luva é achada pelo policial Mark Fuhrman, que havia feito declarações racistas. Com base neste argumento, usando a carta racial, O. J. não é condenado, mas a opinião pública fica convencida da sua culpa.

Simpson é considerado culpado num processo civil e condenado a pagar uma indenização de US$ 33,5 milhões para as famílias das vítimas.

O ex-jogador volta a ter problemas com a polícia ao invadir armado um quarto de hotel de Las Vegas a pretexto de recuperar artigos de sua carreira esportiva que alega terem sido roubados.
 
Em 3 de outubro de 2008, Simpson é condenado por 12 acusações, inclusive sequestro e assalto à mão armada, e sentenciado a 33 anos de prisão. Ele sai da cadeia em 1º de outubro de 2017 em liberdade condicional.

sexta-feira, 30 de maio de 2025

Hoje na História do Mundo: 30 de Maio

 JOANA D'ARC EXECUTADA 

    Em 1431, os ingleses queimam na fogueira Joana d'Arc, heroína e santa da França.

A Guerra dos Cem Anos (1337-1453) entra numa nova fase em 1415, quando o rei Henrique V, da Inglaterra, invade a França e conquista uma série de vitórias contra Carlos VI. Quando Henrique V morre, em 1422, os ingleses e seus aliados da Borgonha controlam a Aquitânia e o Norte da França, inclusive Paris. 

Carlos VI morre um mês depois e seu filho Carlos, regente desde 1418, prepara-se para reivindicar a coroa francesa, mas o local da coroação, a cidade de Reims, está sob o controle do inimigo. Enquanto isso, Henrique VI, filho de Henrique V e Catarina de Valois e neto de Carlos VI, é proclamado rei da França pelos ingleses.

Aos 16 anos, Joana d'Arc "ouve vozes" de três santos católicos - Santa Catarina, Santa Margarida e São Miguel - exortando-a a apoiar o Delfim na reconquista de Reims e do trono da França. Em abril e maio de 1429, o Exército da França, sob o comando de Joana d'Arc, conquista Orleans. Depois de uma série de vitórias francesas, Carlos VII é coroado em Reims.

Joana d'Arc é presa pela forças de Borgonha em 23 de maio de 1430 e entregue aos ingleses, que a julgam por heresia em março de 1431. Aos 19 anos, ele é queimada na fogueira na Praça do Velho Mercado, em Rouen. O primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, que também foi historiador, considera a execução sumária um erro que a transforma em mártir.

Sob a inspiração da jovem camponesa, a Guerra dos Cem Anos vira a favor da França. Em 1453, Carlos VII havia reconquistado todo o território francês menos o porto de Calais, que os ingleses entregam em 1558. Em 1920, Joana d'Arc é canonizada pela Igreja Católica.

DUELO FRAUDADO 

   Em 1806, o futuro presidente Andrew Jackson (1829-37) mata Charles Dickinson num duelo.

Dickinson havia acusado Jackson de trapacear numa aposta em corridas de cavalos e ofendido a mulher dele. Ambos eram fazendeiros e criadores de cavalos. 

Jackson é baleado e erra o primeiro tiro, mas dá um segundo, quebrando as regras, e mata o oponente. Ele não é processado e vence as eleições presidenciais em 1828 e 1832.

500 MILHAS DE INDIANÁPOLIS

    Em 1911, é realizada a primeira prova das 500 Milhas de Indianápolis, uma das provas mais famosas do automobilismo.

A ideia de construir uma pista para testar carros de alta velocidade é proposta em 1906 por Carl Fisher, um vendedor de automóveis, diante da precariedade das estradas da época. O objetivo é promover competições entre as principais marcas para que os consumidores tirem suas conclusões. Em 1911, Fischer e seus sócios decidem fazer apenas uma corrida longa por ano.

Há 110 anos, 40 carros iniciam as 500 Milhas. Um acidente na volta número 13 provoca grande confusão. No fim, Ralph Mulford se declara vencedor, mas o prêmio de US$ 14.250 vai para Ray Harroun, que completa a corrida em 6h42min a uma velocidade média de 119 quilômetros por hora. Seu carro, Marmon Wasp, é o primeiro a usar um espelho retrovisor.

GUERRAS DOS BÁLCÃS

    Em 1913, termina a Primeira Guerra dos Bálcãs com a vitória da Liga Balcânica (Bulgária, Grégia, Montenegro e Sérvia) sobre o Império Otomano, expulso da Macedônia. 

Depois de uma revolta nacionalista na Macedônia em 1908, o Império Austro-Húngaro anexa a Bósnia-Herzegovina e incentiva a Bulgária, então dominada pelo Império Otomano, a declarar a independência. A Sérvia rejeita a anexação da Bósnia-Herzegovina, que considera parte de seu território. A Rússia, aliada da Sérvia, também é contra.

Na primavera de 1912, a Bulgária, a Grécia, Montenegro e a Sérvia formaram a Liga Balcânica. Em 8 de outubro, Montenegro declara guerra à Turquia. Em 17 de outubro, os outros países da liga entram na guerra. O Império Otomano é derrotado rapidamente. Em um mês, perde quase todos os seus territórios no Sudeste da Europa.

Um mês depois do acordo de paz, sentindo que seu país é prejudicado, na noite de 29 para 30 de junho de 1913, o rei Ferdinando I, da Bulgária, ordena um ataque contra as ex-aliadas Grécia e Sérvia. Começa a Segunda Guerra dos Bálcãs. 

A Grécia, a Romênia, a Sérvia e a Turquia vencem rapidamente a Bulgária. No Tratado de Bucareste, em agosto de 1913, a Bulgária perde parte de seu território para a Sérvia e a Grécia assume o controle sobre quase toda a Macedônia.

O Império Austro-Húngaro não intervém e é surpreendido pelo resultado das guerras nos Bálcãs, que fortalecem sua inimiga Sérvia. 

Em 28 de junho de 1914, o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austro-húngaro, pelo estudante radical sérvio Gavrilo Princip em Sarajevo, a capital bósnia, é o estopim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), que começa um mês depois, quando a Áustria-Hungria declara guerra e bombardeia a Sérvia. 

A Sérvia é aliada da França, do Reino Unido e da Rússia, que formam a Tríplice Entente e entram na guerra contra a Tríplice Aliança (Alemanha, Áustria-Hungria e Itália). Como a Tríplice Aliança é meramente defensiva, a Itália fica neutra inicialmente e, em abril de 1915, entra na guerra ao lado da Tríplice Entente. O Império Otomano se alia às potências centrais. 

No fim da Primeira Guerra Mundial, desaparecem os impérios alemão, austro-húngaro, otomano e russo.

REUNIFICAÇÃO DA ALEMANHA

    Em 1990, o líder soviético Mikhail Gorbachev chega a Washington para uma reunião de cúpula com o presidente George Bush sobre a reunificação da Alemanha.

Em meio a revoluções democráticas na Europa Oriental, o Muro de Berlim é aberto em 9 de novembro de 1989. O encontro de três dias acaba sem acordo, mas a União Soviética pede ajuda econômica ao Ocidente em julho de 1990 e Gorbachev acaba aceitando a reunificação alemã. 

Em 3 de outubro de 1990, a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental se unem, acabando com uma das últimas consequências da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Hoje na História do Mundo: 3 de Outubro

  DIA NACIONAL DE AÇÃO DE GRAÇAS

    Em 1863, durante a Guerra da Secessão (1861-65), para celebrar a vitória do Exército da União sobre os Estados Confederados do Sul na Batalha de Gettysburg, o presidente Abraham Lincoln torna o Dia Nacional de Ação de Graças um feriado oficial nos Estados Unidos, festejado naquele ano em 26 de novembro.

A data é celebrada na quarta quinta-feira de novembro. É um dos principais feriados do país. Marca o início da temporada de compras para as festas de fim de ano. As famílias norte-americanas comemoram comendo peru.

A origem do Dia Nacional de Ação de Graças é uma festa feita pelos peregrinos do Mayflower em 1621, um ano depois de chegar por engano no que hoje é o estado de Massachusetts, onde enfrentam um inverno rigoroso, mas conseguem uma boa colheita. Participam 53 colonos e 90 índios da tribo wampanoang.

INDEPENDÊNCIA DO IRAQUE

    Em 1932, o Iraque entra na Liga das Nações e termina o mandato do Reino Unido para administrar o país depois de séculos de domínio do Império Otomano (turco) e 17 anos de controle britânico.

Na Primeira Guerra Mundial (1914-18), o Reino Unido apoia a Revolta Árabe (1916-18) e liberta a Arábia do domínio otomano. Em 1920, recebe um mandato da Liga das Nações para administrar o Iraque.

O país é criado artificialmente pelo então subsecretário de Estado britânico para o Oriente Médio, Winston Churchill. Ele quer um Iraque suficientemente forte para conter o Irã. Para isso, une as províncias árabes de Bagdá e Bássora à província curda de Kirkuk, rica em petróleo, enterrando a proposta de fundar um Curdistão independente.

 ITÁLIA FASCISTA INVADE ETIÓPIA

    Em 1935, o Exército da Itália invade a Etiópia por ordem do ditador fascista Benito Mussolini, que sonha em criar um "novo Império Romano" para libertar o país da "prisão do Mar Mediterrâneo", mas tem pouco a apresentar nos primeiros 13 anos de governo.

Na época, a Etiópia é um dos poucos países independentes na África, quase toda dominada pelo imperialismo europeu. Um incidente na fronteira com a Somália, colonizada pelos italianos, serve de pretexto para a invasão fascista.

Sem uma declaração de guerra, sob o comando de Emilio de Bono, depois substituído pelos generais Rodolfo Graziani e Pietro Badoglio, um exército de 200 mil italianos enfrenta uma resistência feroz e precisa de armas químicas para vencer o fraco, mal treinado e mal equipado Exército da Etiópia. A Itália obtém uma vitória decisiva no Lago Achangui, em 9 de abril de 1936 e toma Adis Abeba em 5 de maio.

Hailé Salassié foge para o exílio e viaja pelo mundo pedindo apoio à independência de seu país. Vira um herói africano cultuado, por exemplo, pelos rastafarianos da Jamaica, apesar de ser um ditador cruel e sanguinário. Sua pregação inspira movimentos nacionalistas que lutam pela independência da África depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A pedido da Etiópia, a Liga das Nações condena a invasão e aprova sanções contra a Itália que se mostram totalmente inócuas por não incluir um embargo ao petróleo, que paralisaria as Forças Armadas fascistas. O Reino Unido e a França temiam jogar a Itália nos braços do ditador nazista Adolf Hitler, mas a aliança nazifascista era inevitável e seria sacramentada com a guerra.

A conquista da Etiópia pela itália, as invasões da Manchúria e da China pelo Japão e a anexação da Áustria e da Tcheco-Eslováquia pela Alemanha Nazista são exemplos do fracasso da Liga, de como não consegue evitar a Segunda Guerra Mundial.

Em 10 de junho de 1940, depois da invasão da Alemanha Nazista à França, a Itália declara guerra à França e o Reino Unido. Em 20 de janeiro de 1941, durante a guerra, forças britânicas e etíopes invadem na Etiópia. Em 5 de maio, o imperador entra em Adis Abeba. Num desafio às autoridades britânicas, logo reconstitui seu governo.

IRA ENCERRA GREVE DE FOME

    Em 1981, depois de sete meses e dez mortes, milicianos do Exército Republicano Irlandês (IRA), que luta contra o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte, encerram uma greve de fome na prisão Maze, em Belfast.

O primeiro a morrer é Bobby Sands, deputado eleito para a Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico quando está preso, que inicia o protesto em 1º de março por estar no isolamento numa prisão de segurança máxima. 

Antes, os presos do IRA podiam usar roupas civis, tinham liberdade de movimento dentro da cadeia como prisioneiros de guerra. A partir de 1976, são considerados prisioneiros comuns.

Sands só toma água e sal. Perde mais de 27 quilos até morrer, em 5 de maio, como um dos mártires da luta dos republicanos, católicos e nacionalistas irlandeses pela unificação da Irlanda.

A greve continua. Mais nove militantes do IRA morrem. Depois do fim da greve, o governo Margaret Thatcher (1979-90) cede às reivindicações dos prisioneiros e autoriza o uso de trajes civis, a receber cartas e visitas.

REUNIFICAÇÃO DA ALEMANHA

    Em 1990, depois de 45 anos de ocupação e divisão do país no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental se fundem para reunificar a Alemanha.

No fim da guerra, a União Soviética toma Berlim e ocupa o lado leste da Alemanha, enquanto os aliados (EUA, França e Reino Unido) ocupam o lado oeste. A divisão do país é sacramentada em 1949 com a fundação da República Federal da Alemanha, a Alemanha Ocidental, capitalista, e a República Democrática da Alemanha, a Alemanha Oriental, comunista. 

Berlim é dividida entre Berlim Ocidental, um enclave capitalista e liberal-democrático na Alemanha Oriental, e Berlim Oriental, a capital do país comunista.

Durante a Guerra Fria, a Alemanha dividida fica na linha de frente do conflito Leste-Oeste. Para conter a fuga em massa dos alemães-orientais do lado oriental, o regime comunista ergue em 13 de agosto de 1961 o Muro de Berlim.

Com a abertura democrática promovida a partir de 1985 pelo líder soviético Mikhail Gorbachev e o degelo na Guerra Fria, o Muro de Berlim é aberto em 9 de novembro de 1989, e o caminho está livre para a reunificação da Alemanha.

O. J. SIMPSON ABSOLVIDO

    Em 1995, num julgamento midiático transmitido ao vivo pela televisão, o ex-jogador de futebol norte-americano Orenthal James Simpson é absolvido do duplo assassinato de sua ex-mulher, Nicole Brown Simpson, e seu namorado Ronald Goldman.


A principal prova do crime é uma luva ensanguentada encontrada diante da casa de O. J., igual a outra recolhida na cena do crime. O problema para a acusação é que a luva é achada pelo policial Mark Fuhrman, que havia feito declarações racistas. Com base neste argumento, usando a carta racial, O. J. não é condenado, mas a opinião pública fica convencida da sua culpa.

Simpson é considerado culpado num processo civil e condenado a pagar uma indenização de US$ 33,5 milhões para as famílias das vítimas.

O ex-jogador volta a ter problemas com a polícia ao invadir armado um quarto de hotel de Las Vegas a pretexto de recuperar artigos de sua carreira esportiva que alega terem sido roubados.
 
Em 3 de outubro de 2008, Simpson é condenado por 12 acusações, inclusive sequestro e assalto à mão armada, e sentenciado a 33 anos de prisão. Ele sai da cadeia em 1º de outubro de 2017 em liberdade condicional.

quinta-feira, 30 de maio de 2024

Hoje na História do Mundo: 30 de Maio

JOANA D'ARC EXECUTADA 

    Em 1431, os ingleses queimam na fogueira Joana d'Arc, heroína e santa da França.

A Guerra dos Cem Anos (1337-1453) entra numa nova fase em 1415, quando o rei Henrique V, da Inglaterra, invade a França e conquista uma série de vitórias contra Carlos VI. Quando Henrique V morre, em 1422, os ingleses e seus aliados da Borgonha controlam a Aquitânia e o Norte da França, inclusive Paris. 

Carlos VI morre um mês depois e seu filho Carlos, regente desde 1418, prepara-se para reivindicar a coroa francesa, mas o local da coroação, a cidade de Reims, está sob o controle do inimigo. Enquanto isso, Henrique VI, filho de Henrique V e Catarina de Valois e neto de Carlos VI, é proclamado rei da França pelos ingleses.

Aos 16 anos, Joana d'Arc "ouve vozes" de três santos católicos - Santa Catarina, Santa Margarida e São Miguel - exortando-a a apoiar o Delfim na reconquista de Reims e do trono da França. Em abril e maio de 1429, o Exército da França, sob o comando de Joana d'Arc, conquista Orleans. Depois de uma série de vitórias francesas, Carlos VII é coroado em Reims.

Joana d'Arc é presa pela forças de Borgonha em 23 de maio de 1430 e entregue aos ingleses, que a julgam por heresia em março de 1431. Aos 19 anos, ele é queimada na fogueira na Praça do Velho Mercado, em Rouen. O primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, que também foi historiador, considera a execução sumária um erro que a transforma em mártir.

Sob a inspiração da jovem camponesa, a Guerra dos Cem Anos vira a favor da França. Em 1453, Carlos VII havia reconquistado todo o território francês menos o porto de Calais, que os ingleses entregam em 1558. Em 1920, Joana d'Arc é canonizada pela Igreja Católica.

DUELO FRAUDADO 

   Em 1806, o futuro presidente Andrew Jackson (1829-37) mata Charles Dickinson num duelo.

Dickinson havia acusado Jackson de trapacear numa aposta em corridas de cavalos e ofendido a mulher dele. Ambos eram fazendeiros e criadores de cavalos. 

Jackson é baleado e erra o primeiro tiro, mas dá um segundo, quebrando as regras, e mata o oponente. Ele não é processado e vence as eleições presidenciais em 1828 e 1832.

500 MILHAS DE INDIANÁPOLIS

    Em 1911, é realizada a primeira prova das 500 Milhas de Indianápolis, uma das provas mais famosas do automobilismo.

A ideia de construir uma pista para testar carros de alta velocidade é proposta em 1906 por Carl Fisher, um vendedor de automóveis, diante da precariedade das estradas da época. O objetivo é promover competições entre as principais marcas para que os consumidores tirassem suas conclusões. Em 1911, Fischer e seus sócios decidem fazer apenas uma corrida longa por ano.

Há 110 anos, 40 carros iniciam as 500 Milhas. Um acidente na volta número 13 provoca grande confusão. No fim, Ralph Mulford se declara vencedor, mas o prêmio de US$ 14.250 vai para Ray Harroun, que completa a corrida em 6h42min a uma velocidade média de 119 quilômetros por hora. Seu carro, Marmon Wasp, é o primeiro a usar um espelho retrovisor.

GUERRAS DOS BÁLCÃS

    Em 1913, termina a Primeira Guerra dos Bálcãs com a vitória da Liga Balcânica (Bulgária, Grégia, Montenegro e Sérvia) sobre o Império Otomano, expulso da Macedônia. 

Depois de uma revolta nacionalista na Macedônia em 1908, o Império Austro-Húngaro anexa a Bósnia-Herzegovina e incentiva a Bulgária, então dominada pelo Império Otomano, a declarar a independência. A Sérvia rejeita a anexação da Bósnia-Herzegovina, que considerava parte de seu território. A Rússia, aliada da Sérvia, também é contra.

Na primavera de 1912, a Bulgária, a Grécia, Montenegro e a Sérvia formaram a Liga Balcânica. Em 8 de outubro, Montenegro declara guerra à Turquia. Em 17 de outubro, os outros países da liga entram na guerra. O Império Otomano é derrotado rapidamente. Em um mês, perde quase todos os seus territórios no Sudeste da Europa.

Um mês depois do acordo de paz, sentindo que seu país havia sido prejudicado, na noite de 29 para 30 de junho de 1913, o rei Ferdinando I, da Bulgária, ordena um ataque contra as ex-aliadas Grécia e Sérvia. Começa a Segunda Guerra dos Bálcãs. 

A Grécia, a Romênia, a Sérvia e a Turquia vencem rapidamente a Bulgária. No Tratado de Bucareste, em agosto de 1913, a Bulgária perde parte de seu território para a Sérvia e a Grécia assume o controle sobre quase toda a Macedônia.

O Império Austro-Húngaro não intervém e é surpreendido pelo resultado das guerras nos Bálcãs, que fortalecem sua inimiga Sérvia. 

Em 28 de junho de 1914, o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austro-húngaro, pelo estudante radical sérvio Gavrilo Princip em Sarajevo, a capital bósnia, é o estopim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), que começa um mês depois, quando a Áustria-Hungria declara guerra e bombardeia a Sérvia. 

A Sérvia é aliada da França, do Reino Unido e da Rússia, que formam a Tríplice Entente e entram na guerra contra a Tríplice Aliança (Alemanha, Áustria-Hungria e Itália). Como a Tríplice Aliança era meramente defensiva, a Itália fica neutra inicialmente e, em abril de 1915, entra na guerra ao lado da Tríplice Entente. O Império Otomano se alia às potências centrais. 

No fim da Primeira Guerra Mundial, desaparecem os impérios alemão, austro-húngaro, otomano e russo.

REUNIFICAÇÃO DA ALEMANHA

    Em 1990, o líder soviético Mikhail Gorbachev chega a Washington para uma reunião de cúpula com o presidente George Bush sobre a reunificação da Alemanha.

Em meio a revoluções democráticas na Europa Oriental, o Muro de Berlim é aberto em 9 de novembro de 1989. O encontro de três dias acabou sem acordo, mas a União Soviética pede ajuda econômica ao Ocidente em julho de 1990 e Gorbachev acaba aceitando a reunificação alemã. Em 3 de outubro de 1990, a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental se unem.