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sábado, 15 de janeiro de 2022

Consórcio da OMS recebeu um bilhão de doses de vacinas

 O consórcio Covax, coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para distribuir vacinas contra a doença do coronavírus de 2019 a países de rendas média e baixa, tinha promessas de receber 2 bilhões de doses em 2021. Chegou a 1 bilhão neste sábado, entregues a 144 países. 

As metas da OMS, de vacinar ao menos 70% das populações de todos os países até a metade do ano e todos até o fim do ano, não serão atingidas. Isto pode atrasar o fim da pandemia para 2023.

Neste sábado, com a subnotificação dos fins de semana, o Brasil notificou mais 160 mortes e 49.459 diagnósticos positivos de covid-19, elevando os totais para 22.975.323 casos confirmados e 621.007 vidas perdidas na pandemia.

A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu 792% em duas semanas para 68.074. A maior até agora foi 77.295, em 23 de junho de 2021. A média diária de mortes dos últimos sete dias aumentou bem menos, 49% em duas semanas. Está em 147 mortes por dia.

No mundo, o total de casos confirmados está em 325.732.532, com 5.534.786 mortes. Mais de 266 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 54 milhões enfrentam casos leves ou médios e 96.434 estão em estado grave. 

Os Estados Unidos registraram mais 463.715 casos e 1.267 mortes, com provável subnotificação porque estes números estão bem abaixo das médias recentes. O país tem os maiores números de casos confirmados (65.402.606) e de mortes (849.994) na pandemia.

A média diária de casos novos dos últimos sete dias nos EUA subiu 108% em duas semanas para 805.069. O número de hospitalizados aumentou 12,2% em uma semana para 158.263. A média diária de mortes cresceu 60% em duas semanas para 1.984.

Mais de 9,63 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo inteiro. Mais de 4,7 bilhões, pouco menos de 60% da humanidade, tomaram ao menos uma dose, mas só 9,5% nos países pobres. Mais de 52% completaram a vacinação e 11% receberam a dose de reforço.

O Brasil deu a primeira dose a 161,9 milhões de pessoas, 145,6 milhões (68,27% da população brasileira) completaram a vacinação e 32,5 milhões (15,26%) tomaram a dose de reforço, num total de mais de 340 milhões de doses aplicadas.

A Justiça da Austrália manteve a decisão do governo de cancelar o visto do tenista número um do mundo, o sérvio Novak Djokovic, por não estar vacinado. Ele será deportado. Não poderá defender seu título e lutar por uma décima vitória no Torneio Aberto da Austrália, o que o tornaria o maior vencedor de torneios do Grand Slam, superando os rivais Roger Federer e Rafael Nadal.

Antes da decisão, Nadal comentou que "o Aberto da Austrália é muito maior do que um pessoa. Será um grande torneio com ele ou sem ele."

domingo, 21 de março de 2021

Brasil recebe primeiro lote de vacinas do consórcio da OMS

 Um avião com 1,02 milhão de doses da vacina da Universidade de Oxford e do laboratório AstraZeneca aterrissou no fim da tarde de hoje ao aeroporto internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. É o primeiro lote destinado ao Brasil pelo consórcio Covax, articulado pela Organização Mundial da Saúde. Outras 1,9 milhões de doses devem chegar até o fim do mês.

Mais 9,1 milhões de doses da vacina de Oxford-AstraZeneca são esperadas até maio, mas o Ministério da Saúde admite que pode haver atrasos, assim como de um lote importado da Índia. A companhia farmacêutica indiana já visou que não vai cumprir o prazo estipulado.

Durante o fim de semana, o Ministério da Saúde distribuiu 5 milhões de doses a estados e municípios, das quais 3,9 milhões da vacina chinesa CoronaVac e 1,05 milhão do primeiro lote da vacina de Oxford-AstraZeneca fabricada pelo Instituto Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz.

Mais de 451 milhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo 125,5 milhões nos Estados Unidos, onde 81,4 milhões de pessoas receberam a primeira dose e 44,1 milhões (13,28% da população) estão imunizados, 72 milhões na China, 47 milhões na Índia e quase 16 milhões no Brasil, onde 11.805.991 tomaram uma dose e 4.160.093 (1,96%) duas doses.

O Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, pediu ajuda internacional para comprar kits de intubação. Com a sobrecarga no sistema de saúde, há o risco de falta de medicamentos essenciais para as unidades de terapia intensiva. 

Mais de 500 economistas, empresários e banqueiros, inclusive ex-ministros da Fazenda como Pedro Malan, Maílson da Nobrega e Rubens Ricupero e ex-presidentes do Banco Central como Afonso Celso Pastore, Armínio Fraga, Gustavo Loyola, Ilan Goldfajn e Pérsio Arida, divulgaram uma carta-manifesto pedindo mais eficiência do governo federal no combate à pandemia. Banqueiros e empresários também assinaram.

Os economistas defenderam o uso de máscaras e maior rapidez no plano nacional de imunização contra a covid-19, e argumentaram que o custo de não fazer nada e de vacinar lentamente será muito maior para a economia. Eles advertem que no ritmo anual a campanha de imunização vai levar três anos.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o melhor investimento, melhor do que aumentar o gasto público, é comprar vacinas e vacinar em massa.

Nesta semana, o manifesto será enviado aos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira; do Senado, Rodrigo Pacheco; e do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Quando a pandemia vai acabar? Talvez no fim do ano nos países ricos

A pandemia do coronavírus de 2019 parece um pesadelo sem fim, mas deve estar controlada nos países ricos no fim deste ano e um pouco mais tarde aqui. A vida voltará ao normal primeiro nos países desenvolvidos onde houver grandes campanhas de vacinação, um sistema de testagem e rastreamento do vírus para atacar cada foco, e uma gestão competente do sistema de saúde pública.

"Dentro de seis a oito meses", prevê o professor de saúde pública global Devi Sridhar, da Universidade de Edimburgo, na Escócia, os países com recursos "poderão reabrir as escolas, os bares, os restaurantes e as academias de ginástica, reiniciar os shows de música ao vivo e os espetáculos esportivos. Os bombeiros ainda serão necessários contra surtos, que podem ser localizados e pequenos."

Enquanto a situação não estiver sob controle, com novas mutações do vírus surgindo ao redor do mundo, será necessário manter restrições aos voos internacionais, adverte o professor Sridhar. Em artigo no jornal The Guardian, ele escreveu: "A pandemia não deve acabar abruptamente, mas devagar, de país a país, à medida que cada um consiga controlar a covid-19 numa estratégia global de erradicação do vírus."

O professor de saúde pública teme que os países ricos consigam controlar a doença, inclusive com a atualização de vacinas para enfrentar novas linhagens do vírus, enquanto os pobres tenham de enfrentar sucessivas ondas de contágio.

Devi Sridhar lembra que esta desigualdade na saúde global é histórica. Doenças infecto-contagiosas como cachumba, rubeola, poliomielite, sarampo e tuberculose ainda são um grande problema em regiões pobres.  

Em entrevista ao jornal inglês Financial Times, o presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu maior cooperação internacional no combate à pandemia e declarou que os Estados Unidos e a União Europeia deveriam destinar 5% de suas vacinas a países de baixa e média rendas. O presidente Joe Biden rejeitou a proposta. 

Macron descreveu o nacionalismo das vacinas como "uma aceleração inédita das desigualdades mundiais insustentável a longo prazo". Como a UE tem cerca de 450 milhões de habitantes e já encomendou 2,6 bilhões de vacinas, tem muito mais do que 5% para dar.

Nesta sexta-feira, vai haver uma reunião virtual do Grupo dos Sete. O G-7 reúne os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha, o Reino Unido, a França, o Canadá e a Itália, as grandes potências industriais democráticas. A Índia, hoje a sexta economia do mundo, não faz parte.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, vai propor a distribuição de vacinas a "todos os países". Será o primeiro encontro bilateral de Biden como presidente, uma oportunidade de mostrar se acabou a política externa de "primeiro, os EUA" do governo Donald Trump.

O novo presidente americano vai anunciar uma doação de US$ 4 bilhões (R$ 21,7 bilhões) à aliança de vacinas articulada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para imunização nos países em desenvolvimento. Meu comentário: