No 33º dia de guerra, o Exército de Israel declarou que destruiu 130 túneis e que o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) perdeu o controle sobre o Norte da Faixa de Gaza.
Numa pausa humanitária de algumas horas, 50 mil pessoas fugiram para o Sul do território em 24 horas.Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
quarta-feira, 8 de novembro de 2023
Israel assume o controle do Norte da Faixa de Gaza
quinta-feira, 25 de maio de 2023
Guerra chega ao território da Rússia
Com tanques e blindados, duas milícias de rebeldes russos que lutam ao lado da Ucrânia invadiram a região fronteiriça de Belgorod no maior ataque em território da Rússia desde o início da guerra, que aumenta o risco de escalada no conflito.
Pode ser uma jogada para obrigar a Rússia a reforçar a fronteira às vésperas de uma esperada contraofensiva ucraniana, mas a participação de extremistas alimenta o discurso do ditador Vladimir Putin de que está lutando contra neonazistas.
O senhor da guerra Yevgueni Prigojin, dono da empresa de segurança Wagner, admite que perdeu 20 mil homens na Batalha de Bakhmut, que parece ter terminado depois de um ano com vitória da Rússia, e afirma que as armas ocidentais colocam as Forças Armadas da Ucrânia entre as melhores do mundo.
Países europeus começam a treinar aviadores ucranianos a pilotar aviões de combate de quarta geração. Os aviões não devem chegar a tempo de participar da contraofensiva de primavera, mas podem dar à Ucrânia o controle do espaço aéreo.
O desencontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Volodymyr Zelensky abala a pretensão brasileira de mediar negociações para acabar com a guerra.
Depois da acusar o jogador brasileiro Vinícius Júnior de provocar os ataques racistas de que foi vítima, o presidente de La Liga, a federação espanhola de futebol, Javier Tebas, pediu desculpas. Ele é ligado ao partido de extrema direita Vox. Meu comentário:
sexta-feira, 19 de maio de 2023
Zelensky é esperado em reunião do G-7 para apoiar Ucrânia
terça-feira, 16 de maio de 2023
Zelensky faz giro pela Europa atrás de dinheiro e armas
Em viagem surpresa pela Europa, o presidente Volodymyr Zelensky esteve na Itália, no Vaticano, na Alemanha, na França e no Reino Unido em busco de dinheiro, armas e apoio político às vésperas de uma anunciada contraofensiva de primavera para retomar territórios ocupados pela Rússia. Documentos vazados do Pentágono revelam que Zelensky cogitou lançar ataques em território russo, noticiou o jornal The Washington Post.
No livro recém-lançado A Guerra Russo-Ucraniana, o historiador ucraniano naturalizado norte-americano Serhii Plokhy, professor da Universidade de Harvard, afirma que a guerra acabou com a restauração do Império Russo sonhada pelo ditador Vladimir Putin.
O Brasil tenta evitar que a declaração final da reunião do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) a ser realizada de 19 a 21 de maio em Hiroxima acuse a Rússia pela guerra na Ucrânia.
A eleição presidencial da Turquia terá um segundo turno em 28 de maio. Com 49,5% dos votos no primeiro turno, contra 44,5% para o oposicionista Kemal Kiliçdaroglu, o presidente Recep Tayyip Erdogan é favorito.
A economia do Reino Unido cresceu apenas 0,1% no primeiro trimestre. Sob o peso da saída do país da União Europeia, é uma das poucas que ainda não recuperou o nível anterior à pandemia. Meu comentário:
quarta-feira, 12 de outubro de 2022
Putin faz maior escalada desde o início da Guerra da Ucrânia
Depois de um ataque à maior ponte da Europa, que liga o território da Rússia à Península da Crimeia, o ditador Vladimir Putin bombardeia a Ucrânia com uma chuva de mais de 100 mísseis nos últimos dias.
O ditador russo tem dois objetivos: acalmar as reações negativas dentro da Rússia, especialmente dos ultranacionalistas defensores da guerra, atacar a população civil e destruir a infraestrutura da Ucrânia, principalmente do setor de energia, para que os ucranianos passem frio no inverno que se aproxima no Hemisfério Norte. Meu comentário:
quinta-feira, 24 de março de 2022
Rússia não consegue tomar Ucrânia em um mês de guerra
Era para ser uma guerra-relâmpago. Uma ação de comandos de elite tomaria Kiev, o presidente fugiria e a fila de caminhões e tanques logo atrás seria uma força de ocupação que não enfrentaria grande resistência.
O ditador Vladimir Putin subestimou a resistência da Ucrânia e as sanções internacionais, a superestimou o fraco desempenho das Forças Armadas da Rússia.
Enquanto cidades ucranianas são arrasadas, quase um quarto da população do país fugiu de casa e a Rússia não avança, nem as negociações de paz, o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, reconhece que os objetivos não foram alcançados e admite o uso de armas nucleares em caso de "ameaça existencial".
O presidente Joe Biden chegou hoje à Europa para três reuniões de cúpula, da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), da União Europeia e do Grupo dos Sete, que reúne maiores potênciais industriais democráticas (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá).
Os Estados Unidos e aliados devem anunciar reforços para os países que têm fronteira com a Rússia, novas sanções e mais ajuda militar para a Ucrânia.
A OTAN estimou em 40 mil o total de baixas russas num mês de guerra entre soldados mortos, feridos, presos e desaparecidos. As mortes estariam entre 7 a 15 mil. Esta é a guerra de maior intensidade da Rússia desde 1945. Meu comentário:
quinta-feira, 16 de dezembro de 2021
G-7 declara ômicron "maior ameaça atual à saúde global"
O Grupo dos Sete, que reúne grandes potências industrias democráticas (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá), considera a variante ômicron do coronavírus de 2019 a "maior ameaça atual à saúde pública global", declarou em nota hoje o governo britânico, que ocupa a presidência do bloco no momento, depois de uma reunião de ministros da Saúde.
Os ministros do G-7 destacaram a importância de oferecer uma dose de reforço a suas populações, da testagem em massagem, das medidas não terapêuticas como uso de máscara e distanciamento físico - e prometeram acesso global a testes, sequenciamento genético do vírus, vacinas e medicamentos. Mas, até agora, a principal resposta dos países ricos à ômicrom é a dose de reforço.
"Para combater a pandemia, precisamos de um plano global", observou o Dr. Larry Brilliant, que trabalhou na Organização Mundial da Saúde (OMS) com a equipe que erradicou a varíola.
Mais de 8,59 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,45 bilhões de pessoas, 57% da população mundial, tomaram ao menos uma dose, mas só 7,5% nos países pobres. Cerca de 48% da humanidade, mais de 3,74 bilhões de pessoas, estão plenamente vacinados e avança a aplicação da dose de reforço nos países desenvolvidos enquanto 3,35 bilhões ainda não tomaram nenhuma dose.
A China aplicou 2,64 bilhões de vacinas, seguida pela Índia (1,35 milhões) e a União Europeia (805 milhões. Nos EUA, 240,3 milhões tomaram a primeira dose, 203,2 milhões (61% da população norte-americana) completaram a vacinação e 58,3 milhões receberam a dose de reforço, num total de 501,8 milhões de doses.
O Brasil deu a primeira dose a 160,5 milhões, mais de 141 milhões (66,14% da população brasileira) completaram a vacinação e 22,2 milhões tomaram a dose de reforço, num total de 323,7 milhões doses. Sob ameaças de morte de fanáticos do movimento antivacinas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a vacinação de crianças de 5 a 11 anos.
Juntos, os países que mais vacinaram e a UE aplicaram 5,62 bilhões de doses, 65% do total.
A expectativa no momento é que a vacinação na África não chegue a 70% da população de todos os países em 2022, como é a meta da OMS. Como já surgiram duas variantes graves na África, a beta e a ômicron, esta última provavelmente em paciente como o vírus da imunodeficiência humana, o controle da pandemia pode ser adiado para 2024.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos está aconselhando quem tomou a vacina da Janssen que tome a dose de reforço da Pfizer-BioNTech ou da Moderna, depois de casos de formação de coágulos sanguíneos com nove mortes.
O Brasil divulga informações incompletas há oito dias por causa de um ataque cibernético ao Ministério da Saúde. Sem atualização dos dados de quatro estados, foram notificadas na quinta-feira mais 173 mortes e 3.805 diagnósticos positivos de covid-19. O país soma agora 22.203.236 casos confirmados e 617.521 mortes. A média diária de casos dos últimos sete caiu 30% em duas semanas para 145. A média diária de casos novos dos últimos sete dias recuou 55% para 3.944.
No mundo, já são 272.911.967 casos confirmados e 5.336.255 mortes. Mais de 245 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 27,8 milhões enfrentam casos leves ou médios e 89.348 estão em estado grave.
Os Estados Unidos registraram mais 145.664 casos e 1.183 mortes. A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu 40% em duas semanas para 121.188. A média diária de mortes dos últimos sete dias aumentou 34% para 1.302. O número de hospitalizados subiu 21% em duas semanas para 68.079.
Depois do recorde de mais de 78 mil casos no Reino Unido, a França fechou as fronteiras para quem viver do outro lado do Canal da Mancha. Parecem mais alguns salvos na guerrinha decorrente da saída britânica da UE, que envolvem direitos de pesca, imigração ilegal e controle aduaneiro.
O presidente francês, Emmanuel Macron, prometeu avaliar a necessidade de medidas mais rigorosas com base na ocupação dos leitos hospitalares.
sexta-feira, 11 de junho de 2021
Média diária de mortes por covid-19 no Brasil é a maior em 20 dias
Com mais 2.215 mortes e 86.061 casos novos notificados nesta-feira, o Brasil chegou a 17.301.220 casos confirmados e 484.350 óbitos pela doença do coronavírus de 2019. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu para 1.912. É a maior em 20 dias, com alta de 4% em duas semanas. A média de casos novos está em 65.609, com alta de 8% em duas semanas. Ambas apresentam tendência de estabilidade em níveis elevados.
No mundo, já são 175.381.232 casos confirmados e 3.787.275 mortes. Cerca de 160 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 11,9 milhões enfrentam casos leves ou suaves e 84.112 estão em estado gravee.
A Índia registrou o menor número de casos novos em 70 dias (84.332) e 4.002 mortes nas últimas 24 horas. O país soma 29.359.155 casos confirmados e 367.081 mortes.
Os Estados Unidos notificaram mais 26.076 casos e 730 mortes nesta sexta-feira, bem acima dos números dos últimos dias. A médias diária de casos em sete dias caiu 33% em duas semanas para 14.722 e a de mortes em 19% para 414. O país teve agora 33.437.749 casos confirmados e 599.180 mortes.
Mais de 2,341 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo 860 milhões na China; 314,9 milhões nos EUA, onde 172,8 milhões tomaram a primeira dose e 142,1 milhões (42,9% da população americana) estão plenamente vacinados; 295 milhões na União Europeia; 246 milhões na Índia; e 77,4 milhões no Brasil, onde 53,8 milhões receberam a primeira dose e 23,6 milhões (11,1% da população brasileira) tomaram as duas doses necessárias. Meu comentário:
quarta-feira, 9 de junho de 2021
EUA comprarão 500 milhões de doses de vacinas para distribuir
Na geopolítica das vacinas, o presidente Joe Biden deve anunciar amanhã, na véspera do início da reunião de cúpula do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá), que os Estados Unidos vão comprar 500 milhões de doses da vacina da Pfizer contra o coronavírus de 2019 para doar a países de baixa renda nos próximos dois anos. É a concorrência com a diplomacia das vacinas da China.
Com mais 2.484 mortes e 86.854 casos novos de covid-19 notificados hoje, o Brasil chegou a 17.125.357 casos confirmados e 479.791 óbitos. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu pelo terceiro dia seguido, para 1.727, mas caiu 2% em duas semanas. A média diária de contágios nos últimos sete dias ficou em 58.239, 8% abaixo de duas semanas atrás.
No mundo, já são 174.433.374 casos confirmados e 3.758.344 óbitos na pandemia. Mais de 158 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 12,47 milhões têm casos leves ou médios e 85.327 estão em estado grave.
A Índia registrou um novo recorde mundial de mortes num dia. Foram 6.148 mortes, mas o número foi inflado pela notificação com atraso de 3.951 óbitos no estado de Bihar. Pelo terceiro dia seguido, o número de casos novos ficou abaixo de 100 mil; foram 94.052. O total de casos confirmados (29.183.181) é o segundo maior do mundo, atrás dos EUA, e o de mortes (359.676), depois de EUA e Brasil.
De 3 de maio do ano passado a 5 e junho deste ano, a África do Sul teve um excesso de mortes por causas naturais estimado em 167 mil, das quais 84 mil em 2020, muito acima do número oficial de mortes por covid-19, que estava em 56.929.
Os EUA registraram hoje 15.048 casos novos e 373 mortes. A média diária de contágios nos últimos sete dias baixou 42% em duas semanas para 14.031. A média de mortes caiu 20% no mesmo período para 438. O país tem o maior número absoluto de casos confirmados (33.414.114) e de mortes (598.765).
Ambas estão nos menores números desde março do ano passado, quando a pandemia começou a se agravar no país, mas o Dr. Anthony Fauci, principal epidemiologista americano, aconselha a acelerar a vacinação antes que a variante indiana se torne dominante, como aconteceu na Inglaterra, onde o contágio está em alta.
Mais de 2,27 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo cerca de 820 milhões na China; 313, milhões nos EUA, onde 172,1 milhões tomaram a primeira dose e 141 milhões (42,53% da população americana) estão plenamente imunizados; cerca de 290 milhões na União Europeia; 237 milhões na Índia; 75,2 milhões no Brasil, onde 51,8 milhões receberam a primeira dose e 23,4 milhões (10,98% da população brasileira); e 69 milhões no Reino Unido. Meu comentário:
sábado, 5 de junho de 2021
G-7 decide impor imposto mínimo de 15% sobre multinacionais
Com os governos endividados pelas medidas tomadas para enfrentar a doença do coronavírus de 2019, as potências industriais capitalistas do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) anunciaram hoje em Londres a intenção de impor um imposto com alíquota mínima de 15% sobre empresas transnacionais e multinacionais, que têm fábricas em várias países e se aproveitam de regimes fiscais para pagar pouquíssimo.
"Os ministros das Finanças do G-7 assumiram o compromisso significativo e sem precedentes para chegar a uma alíquota de imposto global robusta de pelo menos 15%", declarou a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen. "Este imposto global mínimo vai evitar um nivelamento por baixo e garantir justiça para os trabalhadores e a classe média dos EUA e do resto do mundo."
Como os impostos seriam divididos entre todos os países onde as transnacionais e multinacionais têm sedes, os EUA abririam mão de parte dos impostos sobre os ganhos de suas empresas no exterior. Com certeza, a medida vai enfrentar resistência do Partido Republicano no Congresso dos EUA.
O acordo permite cobrar até 20% de imposto sobre os ganhos das maiores e mais rentáveis empresas multinacionais, com lucros acima de 10%. Isto inclui as gigantes do setor de alta tecnologia, como Amazon, Apple, Facebook, Google e Microsoft.
No Brasil, houve mais 1.661 mortes e 63.032 casos novos notificados neste sábado, o Brasil chegou hoje a 16.904.986 casos confirmados e 472.619 óbitos de covid-19. A média diária de mortes dos últimos sete dias baixou para 1.641, com queda de 14% em duas semanas. A média diária de casos novos em sete dias está em 61.997, com queda de 5% em duas semanas.
O total de casos confirmados no mundo subiu para 172.859.512, com 3.718.720 mortes. Mais de 156 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 13 milhões enfrentam casos suaves ou médios e 87.594 estão em estado grave.
Na Índia, o número de casos novos caiu para 114.460 e as mortes foram 2.677, elevando o total no país para 28.809.339 casos confirmados e 346.759 mortes.
Neste sábado, foram registrados mais 10.436 diagnósticos positivos e 370 mortes nos EUA. Os casos novos caíram 45% em duas semanas para 14.123 num dia e as mortes 28% para 418 por dia. Os EUA somam mais casos confirmados (33.357.080) e mais mortes (597.377) do que qualquer outro país.
Mais de 2,14 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo cerca de 765 milhões de doses na China; 309 milhões nos EUA; 280 milhões na União Europeia; 227,86 na Índia, onde 3,65 milhões de vacinas foram aplicadas num dia; 71,6 milhões no Brasil, onde mais de 48,7 milhões receberam a primeira dose e 22,9 milhões (10,75% da população brasileira) tomaram as duas doses necessárias à imunização.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021
Quando a pandemia vai acabar? Talvez no fim do ano nos países ricos
A pandemia do coronavírus de 2019 parece um pesadelo sem fim, mas deve estar controlada nos países ricos no fim deste ano e um pouco mais tarde aqui. A vida voltará ao normal primeiro nos países desenvolvidos onde houver grandes campanhas de vacinação, um sistema de testagem e rastreamento do vírus para atacar cada foco, e uma gestão competente do sistema de saúde pública.
"Dentro de seis a oito meses", prevê o professor de saúde pública global Devi Sridhar, da Universidade de Edimburgo, na Escócia, os países com recursos "poderão reabrir as escolas, os bares, os restaurantes e as academias de ginástica, reiniciar os shows de música ao vivo e os espetáculos esportivos. Os bombeiros ainda serão necessários contra surtos, que podem ser localizados e pequenos."
Enquanto a situação não estiver sob controle, com novas mutações do vírus surgindo ao redor do mundo, será necessário manter restrições aos voos internacionais, adverte o professor Sridhar. Em artigo no jornal The Guardian, ele escreveu: "A pandemia não deve acabar abruptamente, mas devagar, de país a país, à medida que cada um consiga controlar a covid-19 numa estratégia global de erradicação do vírus."
O professor de saúde pública teme que os países ricos consigam controlar a doença, inclusive com a atualização de vacinas para enfrentar novas linhagens do vírus, enquanto os pobres tenham de enfrentar sucessivas ondas de contágio.
Devi Sridhar lembra que esta desigualdade na saúde global é histórica. Doenças infecto-contagiosas como cachumba, rubeola, poliomielite, sarampo e tuberculose ainda são um grande problema em regiões pobres.
Em entrevista ao jornal inglês Financial Times, o presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu maior cooperação internacional no combate à pandemia e declarou que os Estados Unidos e a União Europeia deveriam destinar 5% de suas vacinas a países de baixa e média rendas. O presidente Joe Biden rejeitou a proposta.
Macron descreveu o nacionalismo das vacinas como "uma aceleração inédita das desigualdades mundiais insustentável a longo prazo". Como a UE tem cerca de 450 milhões de habitantes e já encomendou 2,6 bilhões de vacinas, tem muito mais do que 5% para dar.
Nesta sexta-feira, vai haver uma reunião virtual do Grupo dos Sete. O G-7 reúne os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha, o Reino Unido, a França, o Canadá e a Itália, as grandes potências industriais democráticas. A Índia, hoje a sexta economia do mundo, não faz parte.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, vai propor a distribuição de vacinas a "todos os países". Será o primeiro encontro bilateral de Biden como presidente, uma oportunidade de mostrar se acabou a política externa de "primeiro, os EUA" do governo Donald Trump.
O novo presidente americano vai anunciar uma doação de US$ 4 bilhões (R$ 21,7 bilhões) à aliança de vacinas articulada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para imunização nos países em desenvolvimento. Meu comentário:
terça-feira, 27 de agosto de 2019
Bolsonaro erra mais uma vez ao rejeitar ajuda do G-7
Com a Floresta Amazônica em chamas, não se despreza uma ajuda de 20 milhões de dólares, cerca de 83 milhões de reais, por infantilidade, birra ou pensamento paranoico.
segunda-feira, 26 de agosto de 2019
Israel ataca milícias xiitas ligadas ao Irã em três países do Oriente Médio
Estas milícias e a Força Quods seriam braços armados do Irã para contra-atacar, em caso de bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e as instalações nucleares iranianas. Israel ataca porque tem a certeza de contar com o apoio dos Estados Unidos em caso de guerra.
Também não dá para esquecer que o primeiro-ministro Netanyahu, denunciado em três processos por corrupção, enfrenta novas eleições em 17 de setembro.
Ao atacar as milícias xiitas, o primeiro-ministro linha-dura se apresenta como um grande defensor da segurança nacional israelense num momento em que políticos de orientação ainda mais linha-dura o acusam de fraqueza na luta contra o Movimento de Resistência Islâmica palestino, o Hamas.Meu comentário:
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quinta-feira, 22 de agosto de 2019
Destruir a Floresta Amazônica empobrece o Brasil e ameaça o agronegócio
A Floresta Amazônica é a maior floresta tropical do planeta. Cerca de 40% das florestas tropicais da Terra ficam na região. O Brasil tem 60% da Amazônia, cerca de 5 milhões de quilômetros quadrados, dos quais 4 milhões são cobertos pela floresta.
Por causa da floresta tropical úmida, o Brasil tem a maior diversidade biológica do mundo. É uma riqueza incalculável porque nem todas as espécies de plantas e animais foram catalogadas. Entre as árvores e bichos da floresta, podem estar escondidas substâncias capazes de curar doenças que hoje são incuráveis, como o câncer e a aids.
O grande valor está em manter a floresta em pé, não em derrubar as árvores para plantar soja e criar gado. Se as grandes potências industriais democráticas querem proteger a Amazônia, deveria incluir o Brasil no Grupo dos Sete (G-7). Meu comentário:
segunda-feira, 2 de julho de 2018
Guerra comercial ameaça 19% das exportações dos EUA, adverte UE
Pela primeira vez, a Comissão Europeia apresentou por escrito seus argumentos contra a guerra comercial do governo Donald Trump no setor automobilístico. A UE é segundo maior mercado do mundo, com um produto interno bruto de US$ 17,3 trilhões no ano passado, quando importou carros americanos no valor de US$ 58 bilhões.
O presidente de CE, Jean-Claude Juncker, ex-primeiro-ministro de Luxemburgo, vai levar a questão diretamente ao presidente Trump em visita à Casa Branca ainda neste mês de julho de 2018. Depois do fracasso da reunião de cúpula do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) no início do mês, Trump convidou Juncker a ir a Washington.
A Europa tenta evitar uma guerra comercial iniciada por Trump ao sobretaxar as importações de aço e de alumínio sem poupar os aliados. O presidente americano chegou a dizer que "a Europa é pior do que a China", seu principal alvo para tentar reduzir o déficit comercial dos EUA, de US$ 566 bilhões em 2017.
No documento de 11 páginas, a CE destaca o impacto da guerra comercial sobre o desemprego e o compromisso de longo prazo das empresas europeias com o mercado americano. As fábricas de automóveis de companhias da Europa geram 120 mil empregos diretos e mais 420 mil de maneira indireta nos EUA. No ano passado, fabricaram 2,9 milhões de veículos no país, cerca de 60% destinados à exportação.
"Qualquer medida que prejudique estas empresas seria contraproducente e enfraqueceria a economia americana", alegam os analistas da comissão de Bruxelas no documento, enviado também aos chefes de Estado e de governo dos 28 países da UE.
Por fim, a Europa rejeita o argumento dos EUA para impor sobretaxas: a segurança nacional. "Carece de legitimidade" e "viola as regras do comércio internacional", acusa o documento. Afinal, os EUA e a maioria dos países da UE são aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
sexta-feira, 29 de junho de 2018
Desemprego no Japão cai ao menor nível em 25 anos
A maioria dos economistas ouvidos pela agência Reuters esperava a manutenção da taxa de 2,5%, registrada em abril. O número de vagas para candidatos a emprego subiu para 1,6. Está um pouco abaixo do 1,64 de janeiro de 1974.
O envelhecimento da população e a contração do mercado de trabalho estão entre as principais causas da estagnação da economia japonesa. Em 2018, o país deve ter a menor taxa de crescimento das grandes potências capitalistas do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá).
Pelos cálculos do Fundo Monetário Internacional (FMI), "o impacto do envelhecimento pode custar uma queda de um ponto percentual por ano no crescimento do produto interno bruto do Japão nas próximas três décadas."
domingo, 10 de junho de 2018
Trump exclui EUA do comunicado final do G-7
A caminho de Cingapura, onde se encontra na terça-feira com o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, horas depois do fim do encontro, que havia terminado em clima positivo, Trump retirou os EUA do comunicado e ameaçou impor tarifas sobre a importação de automóveis do Canadá, numa escalada do conflito comercia com tradicionais aliados dos EUA.
"Baseado nas declarações falsas de Justin em sua entrevista coletiva e no fato de que o Canadá cobra tarifas maciças de nossos fazendeiros, trabalhadores e companhias, instruí os representantes dos EUA a não endossar o comunicado final enquanto examinamos a imposição de tarifas sobre os automóveis que inundam o mercado dos EUA", disparou Trump.
Em seguida, considerou-se traído: "O primeiro-ministro Justin Trudeau, do Canadá, foi tão delicado e suave durante nossos encontros do G-7 para dar uma entrevista coletiva depois que fui embora. Muito desonesto e fraco."
Trudeau declarou que o Canadá vai impor tarifas retaliatórias a partir de 1º de julho porque "os canadenses são polidos, são razoáveis, mas não serão intimidados".
Os países europeus, decepcionados com mais uma briga de Trump, preferiram manter "o comunicado acertado por todos os participantes". Foi a primeira reunião de cúpula do G-7 a terminar sem uma declaração final conjunta aprovada por todos os países-membros.
Antes de partir, o presidente americano afirmou que suas relações com Trudeau, a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Emmanuel Macron, são nota 10. Trump culpou os governos anteriores dos EUA, e não os aliados, pelos acordos comerciais que deplora.
Trump propôs a criação de uma zona de livre comércio do G-7. Diante da imensidão da tarefa de negociar um acordo comercial deste tamanho, os aliados tomaram como uma jogada para desviar a atenção dos atuais conflitos comerciais.
Todos os países, menos os EUA, concordaram sobre a necessidade de combater o aquecimento global, enquanto os americanos "acreditam que o crescimento e o desenvolvimento econômico sustentável dependem do acesso universal a fontes de energia baratas e confiáveis".
Os EUA e o Japão não endossaram uma referência à necessidade de combater a poluição de plástico nos mares. No sábado, Trump voltou a defender o reingresso da Rússia no G-7, de onde foi excluída por anexar ilegamente a Crimeia, em clara violação ao direito internacional.
"Não estamos nem remotamente pensando nisso", comentou o primeiro-ministro do Canadá. A chanceler alemã considerou a proposta inaceitável porque "a Rússia não tomou nenhuma medida para restaurar a paz na Ucrânia".
sábado, 9 de junho de 2018
Trump propõe transformar G-7 em área de livre comércio
Foi uma surpresa porque Trump chegou à reunião de cúpula em Charlevoix, no Canadá, depois de anunciar a imposição de tarifas sobre as exportações de aço e alumínio dos aliados, no que pode facilmente virar uma guerra comercial.
"Sem tarifas, nem barreiras - é assim que deve ser. E sem subsídios", declarou o presidente americano antes de sair da reunião rumo a Cingapura, onde se encontra na terça-feira com o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un. "Somos como aquele cofrinho de porquinho que todo o mundo está roubando. Isso vai acabar."
Em entrevista coletiva, Trump voltou a se queixar do protecionismo agrícola do Canadá e denunciou as políticas comerciais "brutais" da União Europeia: "Isso vai parar ou vamos parar de comerciar com eles."
O chefe da assessoria econômica da Casa Branca, Larry Kudlow, afirmou que a proposta de criar uma zona de livre comércio é resultado de uma "longa discussão" e não mais uma atitude impulsiva de Trump. Na sua opinião, é preciso "reduzir aquelas barreiras. De fato, ir para zero, sem tarifas, sem barreiras não tarifárias nem subsídios. Ao longo do caminho, vamos ter de limpar o sistema de comércio internacional."
Ao chegar ao poder, Trump retirou os EUA da Parceria Transpacífica (TPP), acertada pelo governo Barack Obama, e praticamente enterrou as negociações sobre uma Parceria Transatlântica de Comércio e Investimentos.
Antes de sair, Trump declarou ser contra uma iniciativa do Canadá para combater a poluição de plástico nos oceanos. O presidente americano deixou a reunião cedo neste sábado, antes do debate do G-7 sobre questões ambientais.
sexta-feira, 8 de junho de 2018
Trump propõe volta da Rússia ao G-7
A chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, rejeitou imediatamente a sugestão de Trump. A Rússia foi excluída do G-8 em 2014 por anexar ilegalmente a região da Crimeia, que pertencia à ex-república soviética da Ucrânia, e fomentar uma guerra civil no Leste do país.
Merkel afirmou que a Rússia não tomou nenhuma medida para resolver seu conflito a Ucrânia. Trump entende que a Rússia precisa estar na mesa de negociações. Aparentemente, pouco importa ao presidente dos EUA se o ditador Vladimir Putin violou uma regra básica da sociedade internacional pós-Segunda Guerra Mundial e das Nações Unidas: é proibida a guerra de conquista.
O presidente americano insiste em que não houve conluio de sua campanha com o Kremlin, objeto da investigação do procurador especial Robert Mueller sobre a interferência da Rússia na eleição de 2016 nos EUA. Mas não perde a oportunidade de manifestar sua simpatia por ditadores e líderes autoritários.
Da mesma forma, ataca o sistema multilateral de comércio criado pelos EUA no pós-guerra e prefere negociações bilaterais, onde acredita que o poderio econômico americano falará mais alto, ignorando as vantagens do multilateralismo. As regras comuns facilitam a atuação da empresas transnacionais. A multiplicidade de acordos pode criar um inferno regulatório para empresas que operam em dezenas de países.
Na véspera da reunião de cúpula, o presidente da França, Emmanuel Macron, se encontrou com o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, para formar uma frente unida contra o protecionismo de Trump. O presidente respondeu no Twitter que a UE e o Canadá impõe tarifas maiores, em média, que os EUA e barreiras não tarifárias sobre várias importações de produtos americanos.
Trump está decidido a reduzir o déficit comercial dos EUA em todas as frentes. Com a União Europeia, foram US$ 151 bilhões no ano passado. Mas as brigas com os aliados, os acenos a Putin e a concessão à China ao salvar uma empresa de telecomunicações acusada de ligações com o Exército Popular de Libertação enfraquecem a posição dos EUA no mundo.
domingo, 28 de maio de 2017
Merkel: "Europeus devem tomar seu destino em suas próprias mãos"
Merkel falou numa cervejaria da Baviera durante a campanha para as eleições parlamentares de setembro, em que busca um quarto mandato como chefe de governo da Alemanha, reportou a televisão americana CBS.
Ao lado do governador bávaro, Horst Seehofer, diante de 2,5 mil conservadores, a primeira-ministra, no poder desde 2005, advertiu os alemães de que "o tempo em que podíamos contar totalmente com os outros de certa forma acabou, como mostra a experiência dos últimos dias. Então tudo o que eu posso dizer é que nós, europeus, devemos tomar nosso destino nas nossas próprias mãos."
As principais divergências estão no protecionismo econômico do governo Trump, em sua relutância em reconhecer o papel do homem no aquecimento global e em seu desprezo por instituições centrais na ordem internacional liberal do pós-guerra criada pelos próprios EUA. Ele apoiou a saída do Reino Unido da União Europeia e se negou a reafirmar o compromisso com a defesa dos aliados da OTAN, embora tenha cobrado os gastos militares devidos por ele.
Trump disse ainda que "os alemães são muito ruins" por causa do saldo no comércio com os EUA. Também não quis se comprometer com o Acordo de Paris para reduzir a emissão dos gases que agravam o efeito estufa e aquecem a Terra acima dos padrões anteriores à Revolução Industrial. Prometeu definir sua posição oficial nesta semana.
Depois do encontro, Merkel descreveu as conversas sobre a mudança do clima como "muito difíceis, para não dizer muito insatisfatórias".
