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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Brasil registra mais 1.114 mortes por covid-19

 O Brasil notificou hoje mais 1.114 mortes pela doença do coronavírus de 2019. A média diária de mortes dos últimos sete dias está acima de 800 há 11 dias, mas teve alta de 12% em duas semanas para 840, o que indica estabilidade. O percentual de alta vem caindo a cada dia, sinal de que da onda de contaminação da ômicron está perto do pico de mortes.

Houve 122.748 diagnósticos positivos de covid-19. A média de casos novos dos últimos sete dias caiu 37% em duas semanas para 110.312, num sinal de que a onda da ômicron já passou do pico.

Desde o início da pandemia, o país teve 28.064.224 casos confirmados e 643.111 vidas perdidas.

No mundo, já são 422.442.561 casos confirmados e 5.877.865 mortes. Mais de 346 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 69,2 milhões têm casos assintomáticos, suaves ou médios e 82.499 estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram mais 111.730 casos e 2.247 mortes na sexta-feira. Têm o maior número de casos confirmados (78.433.856) e de mortes (934.582).

A média diária de casos novos dos últimos sete dias caiu 68% em duas semanas para 113.964 nos EUA. O total de hospitalizados baixou 40% em duas semanas para 78.213 e as internações em UTI 34% para 14.824. A média de mortes recuou 13% no mesmo período para 2.306.

A Califórnia se prepara para ser o primeiro estado do país a tratar a covid-19 como doença endêmica.

A Coreia do Sul bateu um novo recorde de casos novos. Pela primeira vez, passou de 100 mil. Foram 109.831 casos e 45 mortes nesta sexta-feira.

No Canadá, com base na Lei de Emergências, a polícia prendeu 70 manifestantes que bloqueavam as ruas da capital, Ottawa. Pelo menos 21 caminhões foram rebocados. Meu balanço semanal da pandemia:

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Média de mortes por covid está acima de 800 há 10 dias

 Mais 1.129 mortes e 129.266 diagnósticos positivos da doença do coronavírus de 2019 foram notificados no Brasil nesta quinta-feira. Desde o início da pandemia aqui, há pouco menos de um ano, o país soma 27.941.476 casos confirmados e 641.997 vidas perdidas na pandemia.

A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu de 811 para 841, mas registra alta de 15% em duas semanas. Entrou na faixa de estabilidade. A média de casos novos caiu 36% em duas semanas para 116.556 por dia. Há 30 dias, está acima de 100 mil.

No mundo, já são 419.454.803 casos confirmados e 5.861.456 mortes. Mais de 343,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 70 milhões têm casos assintomáticos, suaves ou médios e 84.534 estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram mais 103.946 casos e 3.189 mortes na quinta-feira. Têm o maior número de casos confirmados (78.274.553) e de mortes (931.505) na pandemia.

A média diária de casos novos dos últimos sete dias nos EUA caiu 68% em duas semanas para 113.964. O total de hospitalizados recuou 38% em duas semanas para 80.056 e o de internados em UTIs baixou 34% em duas semanas para 15.156. A média de mortes diminuiu 13% em duas semanas para 2.306.

Mais de 10,42 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. O Brasil deu a primeira dose a mais de 170,6 milhões de pessoas, 153,4 milhões (71,62% da população brasileira) completaram a vacinação e cerca de 58,6 milhões tomaram a dose de reforço, num total de mais de 382,6 milhões de doses aplicadas.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Brasil registra mais 909 mortes por covid-19

 Com mais 909 mortes e 123.827 diagnósticos positivos, o Brasil chegou nesta terça-feira a 27.664.958 casos confirmados e 639.822 vidas perdidas na pandemia. 

A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu de 885 para 847, num sinal de que está se estabilizando, mas ainda registra alta de 30% em duas semanas. A média de casos novos mantém a tendência de baixa da onda da variante ômicron, com recuo de 29% em duas semanas para 127.077 por dia.

No mundo, já são 415.114.723 casos confirmados e 5.836.409 mortes. Mais de 338,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 70,7 milhões têm casos assintomáticos, leves ou médios e 85.268 estão em estado grave.

De 7 a 13 de fevereiro, na semana passada, o número de casos novos no mundo baixou 19% para 16.097.642, enquanto o número de mortes aumentou 4% para 74.494, mais de 10 mil por dia, informou a Organização Mundial da Saúde. 

Mesmo com uma redução de 16% nos casos novos, a Europa e a Ásia Central tiveram 60% do total. As maiores quedas no contágio foram no Sudeste Asiático (37%) e na América (32%). 

A América (45%) e a Europa e Ásia Central (33%) registraram a maioria das mortes. O aumento das mortes foi maior no Mediterrâneo Oriental (38%), que inclui o Oriente Médio, e no Pacífico Ocidental (27%), que inclui o Leste da Ásia e a Oceania. O Sudeste Asiático foi a única região com queda nas mortes (9%).

Os Estados Unidos registraram mais 117.773 casos e 2.828 mortes na terça-feira. São o país com o maior número de casos confirmados (78.036.352) e de mortes (925.435) na pandemia. 

A média diária de casos novos dos últimos sete dias caiu 67% em duas semanas para 140.204. O total de hospitalizados caiu 36% em duas semanas para 87.318 e o de internados em unidades de terapia intensiva 31% para 16.432. A média de mortes recuou 12% para 2.328. Estes números indicam que claramente o declínio da onda da variante ômicron.

Os filhos de mães que tomaram vacinas de mRNA durante a gravidez correm menos risco de serem hospitalizados com covid-19 nos primeiros seis meses de vida, concluiu um estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA. 

A vacinação materna tem uma efetividade de 61% para prevenir a internação hospitais. A proteção é maior se as doses de vacina foram tomadas depois de 20 semanas de gravidez. A covid-19 aumenta o risco de complicações da gravidez, parto prematuro e morte da criança.

Mais de 10,42 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,88 bilhões de pessoas (61,94% da população mundial) tomaram ao menos uma dose, mas só 10,6% nos países pobres. Cerca de 56% da população mundial completaram a vacinação e 16% receberam a dose extra.

O Brasil deu a primeira dose a 169,7 milhões de pessoas, 152,8 milhões (71,33% da população brasileira) completaram a vacinação e 57,2 milhões tomaram a dose extra, num total de 379,7 milhões de doses aplicadas até agora. 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Brasil registra mais 1.174 mortes e média passa de 800 por dia

 Mais 1.174 mortes e 170.282 diagnósticos positivos da doença do coronavírus foram notificados no Brasil nesta terça-feira, elevando o total de casos confirmados até agora para 26.775.419, com 633.894 vidas perdidas. É o maior número de mortes por covid-19 desde 10 de agosto.

A média diária de mortes dos últimos sete dias aumentou 123% em duas semanas para 823. É a maior desde 17 de agosto. Só os estados do Amapá e de Rondônia não apresentam tendência de alta nas mortes.

Em oito estados e no Distrito Federal, a ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva está acima de 80%. Outros 11 estados têm 60% a 80% das vagas de UTI ocupadas.

A média de casos novos subiu 2% em duas semanas para 164.327 por dia. É estável, num sinal de que onda da variante ômicron possa ter chegado ao pico de contágio. O pico da curva de mortes tem sido três semanas depois.

A longa paralisação do ensino presencial teve um forte impacto negativo sobre a educação brasileira. Além da evasão escolar, 40% das crianças de 6 e 7 anos não aprenderam a ler e escrever.

Um mês depois dos 300 milhões, o mundo chegou hoje a 400 milhões de casos confirmados, 401.235.509 para ser exato, e 5.766.256 mortes. Mais de 320,5 milhões de pacientes se recuperaram, mais de 74 milhões enfrentam casos leves ou médios e 90.064 estão em estado grave.

Na semana passada, de 31 de janeiro a 6 de fevereiro, o número de casos novos no mundo caiu 17% para 19.276.472 e o número de mortes cresceu 7% para 67.953, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS). Desde que a ômicron foi detectada, em 24 de novembro, na África do Sul, houve 500 mil mortes.

O contágio aumentou 36% na região do Mediterrâneo Oriental, que inclui o Oriente Médio. Todas as outras regiões reportaram declínio, especialmente a América (-36%), o Sudeste Asiático (-32%) e a África (-22%). As mortes aumentaram 67% no Sudeste Asiático e 45% no Mediterrâneo.

"A próxima variante do coronavírus será mais apta, o que significa que será mais contagiosa porque terá de suplantar a variante em circulação hoje. A grande dúvida é se as futuras variantes serão mais ou menos virulentas", advertiu a Drª Maria van Kerkhove, chefe de epidemiologia da OMS.

Os Estados Unidos registraram mais 226.615 casos e 3.219 mortes na terça-feira, chegando a 77.054.088 casos confirmados a 909.020 mortes na pandemia. Vários estados estão dispensando o uso de máscaras. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças alerta que é cedo. Os níveis de transmissão, hospitalizações e mortes ainda são elevados.

Quase 15% de 131 veados da ilha Staten, em Nova York, pegaram o coronavírus, o que aumenta a preocupação de que possam infectar seres humanos e até mesmo gerar novas variantes mais perigosas.

A Itália é mais um país europeu que anunciou a dispensa do uso de máscaras, depois de Dinamarca, Finlândia, França, Noruega e Reino Unido, mesmo tendo 101.864 casos novos e 415 óbitos em 24 horas.

Mais de 10,24 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,84 bilhões de pessoas (61,5% da população mundial) tomaram a primeira dose, mas só 10,4% nos países pobres. Mais de 55% completaram a vacinação e 13% receberam a dose de reforço. 

A desigualdade na vacinação ameaça atrasar o fim da pandemia. Nesta quarta-feira, os líderes mundiais lançam uma campanha para levantar US$ 22,8 bilhões, quase R$ 120 bilhões, para acelerar a vacinação e acabar com a fase emergencial da pandemia em 2022.

O Brasil aplicou a primeira dose em 167,36 milhões, 151,53 milhões (71,04% da população brasileira) completaram a vacinação e 52,53 milhões tomaram a dose extra, num total de mais de 371 milhões de doses aplicadas.

Com a recuperação da economia dos EUA, o país teve um déficit comercial recorde no ano passado de US$ 859,1 bilhões, quase R$ 4,5 trilhões,

domingo, 23 de janeiro de 2022

Ômicron pode sinalizar fim da pandemia na Europa, diz OMS

 A atual onda de contaminação pela variante ômicron do coronavírus de 2019 pode infectar até 60% da população da Europa e iniciar uma nova fase capaz de levar ao fim da pandemia, declarou hoje o diretor da Organização Mundial da Saúde para a Europa e a Ásia Central, Hans Kluge.

"É plausível que a região esteja se aproximando do fim da pandemia", observou Kluge. "Assim que a ômicron se acalmar, vai haver imunidade por semanas ou meses, seja graças às vacinas ou porque as pessoas terão sido imunizadas pela infecção, além de uma queda por causa da sazonalidade." A Europa está no inverno, que contribui na propagação de doenças respiratórias.

A variante ômicron suplantaria a delta, se tornaria dominante e, sendo menos letal, a covid-19 se tornaria uma doença endêmica, com taxa de letalidade semelhante à da gripe comum: 1%. Kluge comentou que a covid-19 só poderá ser considerada endêmica quando for previsível: "Este vírus surpreendeu mais uma vez. Então, é preciso cautela."

Neste domingo, o Brasil notificou mais 166 mortes e 84.239 diagnósticos positivos de covid-19. O total de casos confirmados passou de 24 milhões e de mortes de 423 mil. Está em 24.044.437, com 623.1145 vidas perdidas.

A média diária de casos novos dos últimos sete dias voltou a bater recorde, com 148.212 e alta de 309% em duas semanas. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu 129% em duas semanas para 292.

No mundo, já são 351.069.733) casos confirmados e 5.595.986 mortes. Mais de 279,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 65,8 milhões têm casos leves ou médios e 95.723 estão em estado grave.

Com a subnotificação dos fins de semana, os Estados Unidos registraram mais 172.572 casos e 348 mortes. É o país com o maior número de casos confirmados (70.699.416) e de mortes (866.540) na pandemia.

A média diária de casos novos dos últimos sete dias subiu 2% em duas semanas, o que indica estabilidade, para 690.448. O total de hospitalizados aumentou 19% em duas semanas para 158.993. A média diária de mortes dos últimos sete dias cresceu 39% em duas semanas para 2.182.

Pelo quarto dia seguido, a Índia diagnosticou mais de 300 mil casos no domingo. Foram 333.533 casos novos e 525 mortes. Com alta de 150% no contágio em uma semana, lidera a onda da ômicron no Sul da Ásia. O país tem o segundo maior número de casos (39.543.328) e o terceiro de mortes (489.896).

A Itália relatou mais 138.860 casos novos e 227 mortes no domingo, depois de notificar 171.263 casos novos e 333 óbitos no sábado.

No Reino Unido, onde a onda da ômicron passou do pico, mais 74.799 casos e 75 mortes foram notificadas no domingo.

De 2.586 pessoas que entraram na China para organizar a Olimpíada de Inverno, a ser realizada em Beijim de 4 a 20 de fevereiro, 72 testaram positivo para o coronavírus. Nenhuma é atleta. Os jogos não terão ingressos vendidos ao público. A plateia será de organizadores e convidados.

Os dois maiores estados da Austrália, Nova Gales do Sul e Vitória, vão testar todos os estudantes duas vezes por semana quando as aulas começarem, na próxima semana. Milhões de testes estão sendo distribuídos nesta semana para que os alunos sejam testados antes do reinício das aulas.

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, reintroduziu medidas como uso obrigatório de máscaras e distanciamento social para conter e ômicron e adiou o próprio casamento. "Queremos reduzir o ritmo da ômicron", explicou.

Mais de 9,87 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,76 bilhões de pessoas, 60,48% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 9,6% nos países pobres. Mais de 53% completaram a vacinação e 12% receberam a dose de reforço.

O Brasil deu a primeira dose a 162,97 milhões de pessoas, 148,27 milhões (69,51% da população brasileira) completaram a vacinação e 39,83 milhões (18,67%) tomaram a dose extra, num total de mais de 351 milhões de doses aplicadas.

Um estudo feito do Ministério da Saúde Israel indica que a quarta dose de uma vacina de mRNA aumenta em três vezes a proteção de idosos a partir de 60 anos, em comparação com quem tomou três doses. O diretor-presidente do laboratório Pfizer acredita que a vacina contra a covid-19 deva ser aplicada uma vez por ano.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Brasil registra 110 mil casos novos de covid-19 num dia

 Com o maremoto da variante ômicron, mais 238 mortes e 110.037 diagnósticos positivos da doença do coronavírus de 2019 foram notificados hoje no Brasil. É o terceiro maior número de casos novos num dia. Os dois anteriores foram inflados pela divulgação de dados represados no sistema. O país soma agora 22.925.864 casos confirmados e 620.847 vidas perdidas na pandemia.

O contágio pela nova cepa do vírus avança em ritmo sem precedentes. A média diária de casos novos dos últimos sete dias saltou 743% em duas semanas para 68.160. É a maior desde 28 de junho de 2021. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu 42% em duas semanas para 138.

No mundo, o total de casos confirmados chegou a 324.639.810, com 5.532.807 mortes. Mais de 265 milhões de pacientes se recuperaram, 52,5 milhões enfrentam casos leves ou médios e 96.202 estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram mais 986.017 casos e 2.800 mortes de covid-19 na sexta-feira. A média diária de casos novos avançou 133% em duas semanas para 803.736. O número de hospitalizados subiu 16,2% em uma semana para 157.272. A média diária de mortes dos últimos sete dias aumentou 53% em duas semanas para 1.873. O país tem o maior número de casos confirmados (65.210.005) e de mortes (849.748) na pandemia.

Mais de 9,6 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,7 dos 7,87 bilhões de pessoas, 59,72% dos seres humanos, tomaram ao menos uma dose, mas só 9,5% nos países pobres. Mais de 52% completaram a vacinação e 11% tomaram a dose de reforço.

O Brasil deu a primeira dose a 161,9 milhões de pessoas, 145,28 milhões (68,11% da população brasileira) completaram a vacinação e 32,35 milhões (15,17%) receberam a dose de reforço, num total de 339,5 milhões de doses aplicadas. Nesta sexta-feira, começou a vacinação de crianças de 5 a 11 anos.

A Austrália cassou o visto do tenista número um do mundo, o sérvio Novak Djokovic, porque ele não se vacinou nem apresentou justificativa considerada suficiente para receber isenção. Djokovic recorreu mais uma vez. A Justiça australiana deve tomar a decisão no domingo, sábado à noite no Brasil.

Na segunda-feira, começa o Torneio Aberto da Austrália, onde Djoko lutaria por seu décimo título do torneio e 21º de torneios dos Grand Slam (Austrália, França, Wimbledon e EUA), superando os maiores rivais, o suíço Roger Federer e o espanhol Rafael Nadal. Os três ganharam 20 torneios do Grand Slam cada um. Meu balanço semanal da pandemia:

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Suprema Corte derruba vacinação obrigatória em grandes empresas dos EUA

 Por 6 A 3,  a maioria conservadora da Suprema Corte dos Estados Unidos anulou hoje o decreto do presidente Joe Biden para tornar obrigatória a vacinação contra a doença do coronavírus 2019 ou teste semanal de covid-19 dos funcionários de empresas com 100 ou mais funcionários, mas manteve a obrigatoriedade para profissionais de saúde.

Biden anunciou as medidas há quatro meses, quando o país enfrentava uma onda da variante delta. Agora, encara uma nova onda da ômicron. A obrigatoriedade era uma maneira de pressionar os não vacinados. Cerca de 63% da população norte-americana completaram a vacinação.

Sem aumentar a taxa da vacinação, os EUA só vão conseguir imunidade coletiva quando os não vacinados forem infectados. Isto pode acontecer rapidamente dado o ritmo de propagação da variante ômicron, mas a onda já passou do pico no Reino Unido e estaria caminhando para isso nos EUA, a exemplo do que aconteceu na África do Sul.. 

Nesta quinta-feira, os EUA registraram mais 818.860 casos e 1.935 mortes. A média diária de casos novos dos últimos sete avançou 159% em duas semanas para 781.203. O total de hospitalizados subiu 17,7% em uma semana para 155.935, dos quais 25.199 em unidades de terapia intensiva. É o país com o maior número de casos confirmados (64.082.753) e de mortes (846.488) na pandemia.

No mundo, são 319.994.792 casos confirmados e 5.520.468 mortes. Cerca de 264 milhões de pacientes se recuperaram, mais de 50 milhões enfrentam casos leves ou médios e 96.693 (0,2% dos casos ativos) estão em estado grave. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou mais dois medicamentos para combater a doença. O baricitinibe deve ser usado nos casos graves. Também é indicado para artrite reumatoide. O anticorpo monoclonal sotrovimabe é receitado no início da covid-19 para evitar o agravamento.

O Brasil notificou mais 190 mortes e 97.221 diagnósticos positivos de covid-19. Soma agora 22.815.827 casos confirmados e 629.609 vidas perdidas na pandemia. A média diária de infecções dos últimos sete dias aumentou 634% em duas semanas para 60.072. É a maior desde 29 de junho de 2021. A média diária de mortes cresceu bem menos, 29% em duas semanas, para 126. O Rio de Janeiro e São Paulo estão reabrindo leitos para covid-19 que haviam sido desativados.

O Ministério da Saúde pediu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que aprove o uso de testes caseiros para detectar a doença. Nos EUA, o presidente anunciou a distribuição de 500 milhões desses testes gratuitamente à população. A vacinação de crianças de 5 a 11 anos começa nesta sexta-feira.

A Índia registrou mais 264.202 casos, alta de 6,7% no dia, e 315 mortes nesta quinta-feira. O país confirmou 5.753 casos da ômicron. Tem o segundo maior número de casos confirmados (36.582.129) e o segundo maior número de mortes (485.350) na pandemia, depois dos EUA e do Brasil.

Além de exigir passe da vacina para comprar bebidas alcoólicas ou maconha, legalizada no Canadá, a província de Quebec vai cobrar uma taxa, uma contribuição de saúde, dos não vacinados.

Mais de 9,57 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,69 bilhões de pessoas, 59,58% da população mundial, tomaram ao menos uma dose, mas só 9,5% nos países pobres. Mais de 52% completaram a vacinação e 11% receberam a dose de reforço.

A China lidera a imunização, com 2,92 bilhões de doses aplicadas, seguida pela Índia, com 1,54 bilhão. Nos EUA, 247,7 milhões receberam a primeira dose, 208,2 milhões (62,63% da população norte-americana) e 72,3 milhões tomaram a dose extra.

O Brasil deu a primeira dose a 161,8 milhões de pessoas, 145,15 milhões (68,05% da população brasileira) completaram a vacinação e 31,8 milhões (14,91%) receberam a dose de reforço, num total de quase 339 milhões de doses aplicadas.

domingo, 9 de janeiro de 2022

Brasil chega a 620 mil mortes com forte onda de contágio

  Sob o impacto da variante ômicron, o Brasil ultrapassa a marca trágica de 620 mil mortes pela doença do coronavírus de 2019 num momento de alta forte da contaminação.

A nova cepa é o vírus de transmissão mais veloz da história. Em pouco mais de um mês, atravessou o mundo, se tornou dominante em vários países e causou novos recordes de contágio, com mais de 2 milhões de casos novos num dia.

"É o vírus mais explosivo e que se propaga mais rápido da história", afirmou o médico e historiador Anton Erkoreka, diretor do Museu Basco de História da Medicina. Ele lembra que a peste, na Idade Média, e a cólera, no século 19, precisaram de anos para se propagar pelo mundo. 

O vírus SARS-CoV-2, identificado em Wuhan, na China, dois anos atrás, precisou de três meses. Em março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou se tratar de uma pandemia.

Neste domingo, normalmente um dia de subnotificação, mais 50 mortes e 23.504 diagnósticos positivos foram notificados no Brasil, elevando os totais para 22.522.310 casos confirmados e 620.031 mortes. 

A média diária de casos novos dos últimos sete dias avançou 669% em duas semanas para 33.146. É a maior desde 23 de setembro de 2021. A média diária de mortes dos últimos sete dias cresceu 28% em duas semanas para 123.

No mundo, a média diária de casos novos dos últimos sete dias aumentou 213% em duas semanas para 2.366.021, enquanto a média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 2% em duas semanas para 6.368.

O total de casos confirmados está em 307.189.908, com 5.488.794 mortes. Mais de 259 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 42,33 milhões enfrentam casos leves ou médios e 93.983 estão em estado grave.

A ômicron consegue infectar pessoas plenamente vacinadas, mas as vacinas previnem casos graves e evitam mortes, indicou um estudo da virologista holandesa Corine Geurt van Kassel, da Universidade Erasmo de Roterdã. 

O risco é muito menor do que o de outras variantes, 25% menor do que com a variante delta, o que não significa que o grande volume de casos não venha a sobrecarregar os sistemas de saúde, mesmo que os pacientes da ômicron fiquem, em média, menos tempo no hospital. 

Seis estudos preliminares indicam que a ômicron atinge os brônquios, mas não os pulmões. Uma pesquisa chefiada pelo virologista Michael Chan, da Universidade de Hong Kong, estimou que a ômicron se multiplica 70 vezes mais depressa nos brônquios, mas é 10 vezes menos capaz de infectar os pulmões.

A variante ômicron foi identificada na China em caso de transmissão local. É um novo e formidável desafio à política de covid zero, de erradicação total do vírus, adotada pelo regime comunista chinês desde o primeiro surto, em Wuhan, em dezembro de 2019, que não está conseguindo debelar um surto em Xiam, a primeira capital do país.

Os Estados Unidos registraram mais 260.889 casos e 301 mortes neste domingo, provavelmente com subnotificação porque as médias semanais são muito maiores. A média diária de casos novos dos últimos sete dias subiu 215% em duas semanas para 677.243. O número de hospitalizados aumentou 80% em duas semanas para 130.006. A média diária de mortes dos últimos sete dias cresceu 16% para 1.559. Os EUA têm os maiores números de casos confirmados (60.090.328) e de mortes (837.664) na pandemia.

Mais de 9,43 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,66 bilhões de pessoas, 59,22% da população mundial, tomaram ao menos uma dose, mas só 8,9% nos países pobres. Mais de 51% completaram a vacinação e 10% receberam a dose de reforço.

A China lidera a imunização, com 2,89 bilhões de doses aplicadas, seguida pela Índia (1,51 bilhão) e os EUA (519,23 milhões). O Brasil deu a primeira dose a 161,64 milhões, 144,32 milhões (67,66% da população brasileira) completaram a vacinação e 29,43 milhões tomaram a dose de reforço, num total de 335,4 milhões de doses aplicadas até este domingo.

Na Austrália, um juiz autorizou a entrada no país do tenista número um do mundo, Novak Djokovic, barrado na entrada por não ter se vacinado. Djokovic tinha uma isenção dada pelos organizadores do Torneio Aberto da Austrália, cassada pelas autoridades federais do país. 

Os advogados do tenista alegaram que Djokovic teve covid em dezembro, assim teria imunidade natural e o juiz Anthony Kelly aceitou o argumento. O governo federal australiano pode cancelar o visto mais uma vez. Djoko, atual campeão na Austrália, já ganhou nove títulos do torneio e 20 do Grand Slam, os quatro torneios mais importantes do mundo (Austrália, França, Wimbledon e EUA). Se vencer de novo, passa à frente dos rivais Roger Federer e Rafael Nadal.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Brasil registra 53,4 mil casos de covid-19 em 24 horas

 Em mais um aumento expressivo do contágio pela variante ômicron, o Brasil registrou nesta sexta-feira 148 mortes e 53.419 diagnósticos positivos da doença do coronavírus de 2019. chegando a 22.448.362 casos confirmados e 619.878 vidas perdidas na pandemia. 

A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu 639% em duas semanas para 23.338. É a maior desde 24 de setembro do ano passado. A média móvel de mortes subiu 14% para 110. Ambas foram afetadas pelo apagão de dados do Ministério da Saúde desde 10 de dezembro.

No mundo, houve 2,614 milhões de casos novos em 5 de janeiro e 2,543 milhões em 6 de janeiro, mais de 5,1 milhões em dois dias. A média diária de casos novos dos últimos sete dias teve alta de 174% em duas semanas para 2,089 milhões. A média móvel de mortes caiu 12% em duas semanas para 6.072 por dia.

Ao todo, já são 302.910.416 casos confirmados e 5.478.995 mortes de covid-19. Cerca de 258 milhões de pacientes se recuperaram, mais de 39 milhões enfrentam casos leves ou suaves e 92.423 (0,2% dos casos ativos) estão em estado grave. A taxa de letalidade é de 2% dos casos encerrados. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou hoje que a variante ômicron não pode ser considerada branda porque está causando mortes. Os primeiros estudos indicam que a nova cepa causa menos casos graves, hospitalizações e mortes, mas o grande volume de casos sobrecarrega os sistemas de saúde, observou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. E o aumento da hospitalização de crianças de menos de 5 anos com covid-19 nos Estados Unidos levanta a suspeita que a variante não seja tão suave em crianças pequenas.

Os EUA registraram mais 897.833 casos e 2.590 mortes por covid-19 nesta sexta-feira. A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu 228% em duas semanas para 648.211. O número de pacientes hospitalizados aumentou 68% em duas semanas para 118.399. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu 11% em duas semanas para 1.499.

A Suprema Corte vai julgar a constitucionalidade das políticas de vacinação obrigatória do governo Joe Biden. A tendência é que aceite a vacinação dos profissionais de saúde, mas a maioria conservadora vê com reservas a vacinação dos trabalhadores de empresas privadas com cem funcionários ou mais.

Mais de 9,37 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas no mundo. Mais de 4,64 bilhões de pessoas, 59% da população mundial, tomaram ao menos uma dose, mas só 8,9% nos países pobres; 51% da humanidade completaram a vacinação e 7,2% tomaram a dose de reforço.

A China aplicou 2,86 bilhões de doses, seguida pela Índia com 1,5 bilhão de doses. Nos EUA, 246,1 milhões tomaram a primeira dose, 207,2 milhões (62,33% da população norte-americana) completaram a vacinação e 75 milhões receberam a dose extra.

O Brasil deu a primeira dose a 161,6 milhões, 144,226 milhões (67,61% da população brasileira) completaram a vacinação e 29,18 milhões tomaram a dose de reforço, num total de mais de 355 milhões de doses aplicadas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do insumo farmacêutico ativo (IFA) da vacina do laboratório AstraZeneca e da Universidade de Oxford fabricado pela Fundação Oswaldo Cruz. Será a primeira vacina totalmente fabricada no Brasil.

No impacto econômico da pandemia, a inflação na Zona do Euro chegou a 5% ao ano. É a maior desde a introdução da moeda comum europeia, em 1999.

O relatório mensal de emprego dos EUA decepcionou. O saldo entre vagas de emprego criadas e fechadas foi de 199 mil, o pior resultado do ano. O mercado esperava mais de 400 mil postos de trabalho. Mesmo assim, o ano fechou com a criação de um recorde de 6,4 milhões de empregos. E ainda falta preencher 3,6 milhões de vagas para atingir o nível pré-pandemia.

A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, que desconsidera quem parou de procurar emprego, caiu de 4,2% para 3,9%. Os salários cresceram em média 4,7% em 2021 nos EUA, acima da média pré-pandemia, de 3%.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Contágio no Brasil tem alta de 153% em duas semanas

Apesar da baixa credibilidade dos dados do Ministério da Saúde desde o ataque cibernético de 10 de dezembro, o contágio pela doença do coronavírus de 2019 aumentou 153% em duas semanas no Brasil, no momento em que a Europa e a América do Norte enfrentam uma grande onda de contaminação pela variante ômicron. O país soma até agora pelo menos 22.302.577 casos confirmados e 619.245 vidas perdidas na pandemia.

Nos Estados Unidos, a alta foi de 238% em duas semanas para uma média de 484.610 casos novos por dia. O número de hospitalizados cresceu 41% no mesmo período para 97.847. Nova York voltou a ser o centro da pandemia no país, com novo recorde de 9,5 mil hospitalizados. 

A média de mortes dos últimos sete dias nos EUA caiu 3% em duas semanas para 1.276. Os EUA têm os maiores números de casos confirmados (56.191.523) e de mortes (827.749) na pandemia.

No mundo, já são 292.560.622 casos confirmados e 5.449.495 mortes. Mais de 255 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 32 milhões enfrentam casos leves ou médios e 92.613 estão em estado grave.

A Inglaterra e a Escócia registraram 157.759 casos novos em 24 horas. Na França, foram mais 67.641 casos, bem menos do que os mais de 200 mil de dias atrás.

A agência federal de Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos EUA autorizou a aplicação da dose de reforço da vacina da Pfizer-BioNTech em adolescentes de 12 a 15 anos

Mais de 9,21 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Cerca de 4,6 bilhões de pessoas, 58,5% da população mundial, tomaram a primeira dose, mas só 8,5% nos países pobres; 51% da humanidade completaram a vacinação e 6,8% receberam a dose de reforço.

Com o aumento das vendas de seus produtos e serviços durante a pandemia, a empresa de alta tecnologia Apple se tornou a primeira empresa a atingir um valor de mercado de US$ 3 trilhões, mais de R$ 17 trilhões.

domingo, 2 de janeiro de 2022

Coronavírus veio para ficar e pandemia entra no terceiro ano

 No início deste terceiro ano de pandemia, uma conclusão é inevitável. O vírus SARS-CoV-2 não pode ser erradicado. Já se hospeda em mais de uma dúzia de espécies animais diferentes. A imunidade de rebanho ou coletiva para os seres humanos é inatingível. 

A maioria dos países não tem vacinas para toda a população e, nos que têm, parte da população se nega a se vacinar por ignorância ou preconceito. A metade da população mundial completou a vacinação, mas só 8,5% dos moradores dos países pobres tomaram a primeiro dose e a variante ômicron exige uma dose de reforço. 

Israel começou a aplicar a quarta dose em maiores de 60 anos e profissionais de saúde. Meu balanço de dois anos da pandemia:

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Ômicron causa recordes de contágio em 20 países

 Vinte países (Angola, Austrália, Burúndi, Canadá, Costa do Marfim, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Etiópia, França, Gana, Grécia, Irlanda, Itália, Moçambique, Porto Rico, Reino Unido, República Democrática do Congo, Suíça e Zâmbia) de quatro continentes (África, América, Europa e Oceania) bateram recordes de contaminação na pandemia com a variante ômicron do coronavírus de 2019. 

Os EUA bateram um novo recorde mundial, com 582.044 casos novos num dia, de acordo com o jornal The New York Times, e esperam o pico em meados de janeiro. A França voltou a registrar mais de 200 mil casos novos num dia. O Reino Unido estabeleceu novo recorde nacional: mais de 189 mil casos novos em 24 horas.

Muito mais contagiosa do que as cepas anteriores, embora a maioria dos casos até agora seja menos grave, a ômicron aumenta a pressão sobre os sistemas de saúde. Pelo menos cinco países, inclusive a Austrália, a Dinamarca e o Reino Unido, tiveram recordes mais de duas vezes maiores do que os anteriores. 

OMS ALERTA BRASIL

O diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, acredita que o Brasil também possa sofrer uma onda de contágio. Sem dados confiáveis sobre a pandemia desde 10 de dezembro, o país enfrenta a ômicron em voo cego.

Para agravar a situação, o Ministério da Educação decidiu proibir a exigência de certificado de vacina em universidades federais, violando a autonomia universitária prevista na Constituição.

A ômicron foi descoberta em 24 de novembro na África do Sul numa amostra coletada em 9 de novembro. A África do Sul passou do pico de contaminação. O principal epidemiologista sul-africano espera que a curva se repita em outros países. Mais de 90% das mortes hoje na África do Sul são de não vacinados.

ÔMICRON AVANÇA

Nos EUA, onde o primeiro caso da ômicron foi detectado em 1º de dezembro, houve uma alta de 181% no contágio em duas semanas para um média diária de 344.543 casos novos nos últimos sete dias. O número de hospitalizados cresceu 15% em duas semanas para 78.781. As mortes caíram 5% em duas semanas para uma média diária de 1.221.

Esta divergência entre o número de casos, hospitalizações e mortes é devida à vacinação. Mais de 62% dos norte-americanos estão plenamente vacinados e 21% tomaram a dose de reforço. 

No mundo, já são 286.515.043 casos confirmados e 5.429.595 mortes. Mais de 253 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 28 milhões enfrentam casos leves ou suaves e 90.208 estão em estado grave.

A França registrou mais 206.243 casos nesta quinta-feira, depois de um recorde de mais de 208.099 ontem. A média diária de casos em uma semana atingiu um recorde de 121.566, quatro vezes mais do que um mês atrás. O uso de máscaras voltou a ser obrigatório nas ruas de Paris e Lyon. Há 18.321 pacientes de covid-19 em hospitais na França, o maior número em sete meses.

No Reino Unido, foram 189.213 casos novos e 332 mortes notificadas nesta quinta-feira, superando o recorde anterior, de 183.037. O total de pacientes de covid-19 hospitalizados está em 11.452, 4 mil a mais do que na semana passada.

Com mais 195 infecções diagnosticadas hoje, a China enfrenta o pior surto do ano. Com cerca de 1,2 mil casos em três semanas, é o maior desde o surto inicial, em Wuhan, dois anos atrás. Tem foco em Xiam, a primeira capital do país, onde 13 milhões de pessoas estão sob um confinamento rigoroso. A ômicron é um teste para a política de covid-zero, de erradicação total do vírus, do governo chinês.

Nas redes sociais, os chineses prestaram homenagem a Li Wenliang, o médico oftalmologista do Hospital Central de Wuhan que alertou os colegas há dois sobre uma pneumonia aguda que resistia a todos os tratamentos. Foi e acusado de propagar boatos alarmistas. Morreu de covid-19 em 7 de fevereiro de 2020.

Uma dose de reforço da vacina da Janssen evitou a hospitalização em 84% dos profissionais de saúde da África do Sul que pegaram a variante ômicron.

VACINAÇÃO DE CRIANÇAS

Dois estudos divulgados nesta quinta-feira pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA mostram a importância de vacinar crianças. 

Mais de 8 milhões de doses foram aplicadas em crianças de 5 a 11 anos no país. Os efeitos colaterais foram raros e suaves. Houve 11 casos de miocardite e todas as crianças estavam bem ou em recuperação. 

Por outro lado, entre 700 hospitalizações pediátricas, a imensa maioria foi de crianças que não completaram a vacinação. Um terço das crianças precisou de terapia intensiva, 15% foram entubadas e 1,5% morreu.

Aqui no Brasil, o governo Jair Bolsonaro adiou para 5 de janeiro a decisão sobre a imunização de crianças.

sábado, 25 de dezembro de 2021

França e Itália batem novos recordes de contágio pelo coronavírus

A França registrou neste dia de Natal um novo recorde, com 104.611 casos novos da doença do coronavírus de 2019 em 24 horas e a expectativa de pelo menos mais 100 mil casos por dia até o fim do ano. A Itália bateu seu próprio recorde de contágio pelo terceiro dia seguido, com mais 54.762 casos novos.

Pela primeira vez desde o início da pandemia, a França passa de 100 mil diagnósticos positivos em 24 horas. A média diária de casos novos na semana foi de 61.304 e a de mortes ficou em 161. O presidente Emmanuel Macron reúne na segunda-feira o Conselho de Defesa Sanitária. Até agora, resiste a um novo confinamento.

No Reino Unido, a Escócia, o País de Gales e a Irlanda do Norte anunciaram novas medidas restritivas. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, está sob pressão da ala mais extremista do Partido Conservador para não impor novas restrições antes do Ano Novo.

As novas medidas em estudo pelo comitê científico ficariam em vigor até o fim do inverno, em março. Incluem a proibição de ir a reuniões sociais na casa dos outros em ambientes fechados e um limite de no máximo seis pessoas em encontros ao ar livre.

A variante ômicron se tornou dominante em Portugal, onde foi responsável por dois terços dos casos novos diagnosticados desde quarta-feira. Os bares, restaurantes, clubes e escolas ficam fechados até 10 de janeiro.

Desde a véspera do Natal, mais de 5,4 mil voos foram cancelados por falta de tripulação e do pessoal dos aeroportos tamanha a quantidade de casos novos e de pessoas que devem ficar em isolamento por terem mantido contato com infectados.

No mundo, já são 278.454.919 casos confirmados e 5.396.454 mortes. Quase 250 milhões de pessoas se recuperaram, mais de 22,9 milhões enfrentam casos suaves ou médios e 88.590 estão em estado grave. 

Único país que ainda adota uma política de covid zero, de erradicação total do vírus, a China notificou 206 casos novos neste sábado, um salto em relação aos 140 de sexta-feira, com 158 casos de transmissão local. O país de origem da pandemia registra oficialmente 101.077 casos e 4.636 mortes.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Ômicron chega a 110 países e políticas de combate divergem

A variante ômicron do coronavírus de 2019 já chegou a 110 países de cinco continentes e bate novos recordes. O Reino Unido registrou mais de 120 mil casos novos nesta quinta-feira e a França 84.272. Nos Estados Unidos, foram mais de 270,5 mil. Nestes três países, os governos recomendam a dose de reforço. A Holanda impôs o confinamento a todo o país e a China à cidade de Xiam, sua primeira capital.

Desde o início da pandemia, os governos divergem e adotam suas próprias estratégias nacionais. Até hoje, com dois anos de pandemia, não há um plano global de combate à doença do coronavírus. 

"Podemos ver a nova tempestade chegando", declarou Hans Kluge, diretor regional da Organização Mundial da Saúde para a Europa. "Dentro de semanas, a ômicron será dominante em vários países."

Em algum momento, houve uma certa convergência em torno das medidas de confinamento, testagem em massa, rastreamento do vírus e isolamento dos infectados. Agora, a fadiga das medidas de confinamento e distanciamento físico e social.

Enquanto a África do Sul, onde a ômicron foi descoberta em 24 de novembro numa amostra coletada em 9 de novembro, não adotou o confinamento, a Holanda fechou todos os serviços não essenciais por um mês e limitou as visitas a residências a duas pessoas.

Alguns países estão deixando passar o Natal. A Alemanha e Portugal já anunciaram restrições ao movimento. No Reino Unido, o primeiro-ministro se nega a impor novas medidas antes das festas. Na França, o presidente Emmanuel Macron admitiu que poderá reimpor o confinamento se os hospitais estiverem sobrecarregados. Por ora, afastou a possibilidade, mas a ômicron se propaga velozmente. Ambos apostam na dose de reforço das vacinas.

A Austrália também não vê necessidade de confinamento. A Nova Zelândia adiou a reabertura das fronteira para fevereiro. Semanas depois de se reabrir ao turismo, a Tailândia suspendeu a entrada livre, sem quarentena.

No mundo, já são 278.147.517 casos confirmados e 5.386.705 mortes. Mais de 249 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 23,67 milhões têm casos leves ou médios e 88.593 (0,4% dos casos ativos) estão em estado grave.

Aqui no Brasil, continua o apagão de dados do Ministério da Saúde, com mais de 617 mil mortes e 22.223.910 casos confirmados. Para combater a ômicron, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a exigência de certificado de vacina para entrar no país. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foi criticado por afirmar que não há urgência em vacinar as crianças porque há poucas mortes na faixa etária de 5 a 11 anos.

Com mais 270.577 casos e 1.191 mortes, os EUA chegaram a 51.814.824 casos confirmados e 815.423 mortes, os maiores números para um país na pandemia. A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu 54% em duas semanas para 185.841. O número de hospitalizados por covid-19 subiu 10% em duas semanas para 69.392. A média diária de mortes dos últimos sete dias avançou 7% em duas semanas para 1.369.

O presidente Joe Biden anunciou a distribuição gratuita de 500 milhões de testes caseiros aos norte-americanos, mas só será possível fazer isso em janeiro. 

A agência federal de Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) aprovou o uso emergencial do mulnopiravir, um remédio do laboratório a ser tomado por via oral nos primeiros dias da infecções por pacientes que possam desenvolver casos graves. Nos testes clínico, o mulnopiravir apresentou eficácia de apenas 30% para evitar hospitalizações. Só foi aprovado tendo em vista a gravidade da pandemia

Três estudos divulgados ontem concluíram que até o momento não há indícios de que a ômicron seja mais virulenta. E a África do Sul acredita ter passado do pico da contaminação pela nova variante.

Mais de 8,9 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Cerca de 4,5 bilhões de pessoas, 58% da população mundial, tomaram ao menos uma dose, mas só 8,3% nos países pobres; 49% da humanidade completaram a vacinação e 6% receberam a dose de reforço.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Variante ômicron chegou a mais de 80 países

 A variante ômicron do coronavírus de 2019 está em mais de 80 países, é altamente contagiosa, já se tornou dominante nos Estados Unidos e no Reino Unido, reduz a efetividade das vacinas, exigindo uma dose de reforço, e os infectologistas ainda não chegaram a uma conclusão definitiva sobre a virulência. 

Quando a ômicron surgiu, no Sul da África, no início de novembro, os primeiros relatos eram de casos leves. Na Europa, em países como o Reino Unido e a Dinamarca, esta impressão inicial não se confirmou.

Epidemiologistas do Imperial College de Londres "não encontraram provas de que a variante ômicron" cause uma doença "menos grave do que a variante delta, a julgar seja pela proporção dos que apresentam sintomas depois de testar positivo ou pela proporção dos que são hospitalizados em relação aos infectados." Mas consideram a amostra pequena.

Estudos feitos na África do Sul e nas universidades de Hong Kong e de Cambridge indicam que a ômicron se instala rapidamente nos brônquios, o que explicaria a alta transmissibilidade, mas não infecta os pulmões com a gravidade das variantes anteriores, por isso seria menos virulentas.

Nos EUA, a ômicron foi responsável por 73% das infecções diagnosticadas na semana passada. O percentual de casos da nova cepa se multiplicou por seis numa semana. Em Nova York, no Sudeste, na região industrial do Meio-Oeste e na costa do Pacífico, no Noroeste, mais de 90% dos casos novos são da variante ômicron.

Nesta segunda-feira, os EUA registraram mais 300.060 casos c 1.461 mortes. A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu 18% em duas semanas para 141.824. A média diária de mortes dos últimos sete dias aumentou 3% para 1.299. É estável num patamar elevado. O número de hospitalizados subiu 14% em duas semanas para 69.047. O país tem o maior número de casos confirmados (51.100.782) e de mortes (807.952) na pandemia.

No mundo, já são 275.472.519 casos confirmados e 5.361.463 mortes. Cerca de 247,5 milhões de pacientes se recuperaram, mais de 22,5 milhões enfrentam casos leves ou suaves e 88.742 (0,4% dos casos ativos) estão em estado grave.

O Reino Unido registrou mais de 91 mil casos novos nesta segunda-feira, o segundo maior número desde o início da pandemia, mas o primeiro-ministro Boris Johnson descarta por enquanto um novo confinamento.

Na França, o presidente Emmanuel Macron também não quer parar de novo as atividades não essenciais. Confia que as vacinas serão capazes de conter a nova cepa do vírus.

No Brasil, os problemas no sistema de computação do Ministério da Saúde tornam os dados pouco confiáves. O país soma pelo menos 22.213.696 casos confirmados e 617.905 mortes.

Mais de 8,74 bilhões de doses foram aplicadas até agora no mundo. Cerca de 58% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 7,6% nos países pobres, enquanto 48% completaram a vacinação, mas só 5,4% receberam a dose de reforço.

O Brasil deu a primeira dose a 160,5 milhões, 141,6 milhões (66,39%) completaram a vacinação e 23,17 milhões tomaram a dose de reforço, importante para se defender da ômicron.

domingo, 19 de dezembro de 2021

Hospitalização por covid-19 aumenta em 18 estados nos EUA

 Às vésperas das festas de fim de ano e antes do impacto da variante ômicron do coronavírus de 2019, as hospitalizações aumentam nos Estados Unidos em 18 estados e no Distrito de Colúmbia. Em duas semanas, a alta é de 16%. Cerca de 80% dos hospitalizados não se vacinaram ou não tomaram a segunda dose. Até agora, a melhor resposta à ômicron é a dose de reforço e só 18% dos norte-americanos receberam a dose extra.

O estado de Nova York bateu o recorde de casos novos pelo segundo dia seguido, mais de 20 mil. O contágio aumenta em todo o país, especialmente no Nordeste, do Meio-Oeste à Nova Inglaterra. A variante delta ainda é dominante nos EUA, mas o aumento do contágio em Nova York é atribuído à ômicron. A prefeitura pode cancelar a festa do Ano Novo.

Com a subnotificação dos fins de semana, os Estados Unidos registraram mais 62.003 casos e 118 mortes neste domingo. A média diária de casos novos dos últimos sete dias aumentou 21% em duas semanas para 133.012. A média diária de mortes dos últimos sete dias cresceu 9% em duas semanas para 1.296. O país tem o maior número de casos confirmados (50.846.823) e de mortes (806.438) na pandemia.

Diante de um aumento explosivo no número de casos novos e um recorde de 90.418 num dia, o Reino Unido não afasta a possibilidade de um novo confinamento antes mesmo do Natal. Mais de 12 mil casos da ômicron foram diagnósticos no país até, 85 exigiram hospitalização e sete pacientes morreram.

A França suspendeu a queima de fogos de artifício em Paris, que a Prefeitura do Rio de Janeiro pretende realizar, o que certamente vai causar aglomeração e transmissão da doença.

No mundo, já são 274.711.127 casos confirmados e 5.354.588 mortes. Mais de 246,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 22,77 milhões enfrentam casos suaves ou médios e 88.532 (0,4% dos casos ativos) estão em estado grave.

Aqui no Brasil, sem dados atualizados de vários estados por causa de um ataque cibernético ao Ministério da Saúde, não faz sentido dar dados diários que não refletem a realidade. O total de casos confirmados no país está em 22.211.128 e o de mortes em 617.838.

Mais de 8,7 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,47 bilhões de pessoas, quase 58% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 7,6% nos países pobres. Cerca de 48% da humanidade completaram a vacinação, mas só 5,4% tomaram a dose de reforço considerada importante para se defender da variante ômicron.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

G-7 declara ômicron "maior ameaça atual à saúde global"

 O Grupo dos Sete, que reúne grandes potências industrias democráticas (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá), considera a variante ômicron do coronavírus de 2019 a "maior ameaça atual à saúde pública global", declarou em nota hoje o governo britânico, que ocupa a presidência do bloco no momento, depois de uma reunião de ministros da Saúde.

Os ministros do G-7 destacaram a importância de oferecer uma dose de reforço a suas populações, da testagem em massagem, das medidas não terapêuticas como uso de máscara e distanciamento físico - e prometeram acesso global a testes, sequenciamento genético do vírus, vacinas e medicamentos. Mas, até agora, a principal resposta dos países ricos à ômicrom é a dose de reforço.

"Para combater a pandemia, precisamos de um plano global", observou o Dr. Larry Brilliant, que trabalhou na Organização Mundial da Saúde (OMS) com a equipe que erradicou a varíola.

Mais de 8,59 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,45 bilhões de pessoas, 57% da população mundial, tomaram ao menos uma dose, mas só 7,5% nos países pobres. Cerca de 48% da humanidade, mais de 3,74 bilhões de pessoas, estão plenamente vacinados e avança a aplicação da dose de reforço nos países desenvolvidos enquanto 3,35 bilhões ainda não tomaram nenhuma dose.

A China aplicou 2,64 bilhões de vacinas, seguida pela Índia (1,35 milhões) e a União Europeia (805 milhões. Nos EUA, 240,3 milhões tomaram a primeira dose, 203,2 milhões (61% da população norte-americana) completaram a vacinação e 58,3 milhões receberam a dose de reforço, num total de 501,8 milhões de doses.

O Brasil deu a primeira dose a 160,5 milhões, mais de 141 milhões (66,14% da população brasileira) completaram a vacinação e 22,2 milhões tomaram a dose de reforço, num total de 323,7 milhões doses. Sob ameaças de morte de fanáticos do movimento antivacinas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a vacinação de crianças de 5 a 11 anos.

Juntos, os países que mais vacinaram e a UE aplicaram 5,62 bilhões de doses, 65% do total. 

A expectativa no momento é que a vacinação na África não chegue a 70% da população de todos os países em 2022, como é a meta da OMS. Como já surgiram duas variantes graves na África, a beta e a ômicron, esta última provavelmente em paciente como o vírus da imunodeficiência humana, o controle da pandemia pode ser adiado para 2024.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos está aconselhando quem tomou a vacina da Janssen que tome a dose de reforço da Pfizer-BioNTech ou da Moderna, depois de casos de formação de coágulos sanguíneos com nove mortes.

O Brasil divulga informações incompletas há oito dias por causa de um ataque cibernético ao Ministério da Saúde. Sem atualização dos dados de quatro estados, foram notificadas na quinta-feira mais 173 mortes e 3.805 diagnósticos positivos de covid-19. O país soma agora 22.203.236 casos confirmados e 617.521 mortes. A média diária de casos dos últimos sete caiu 30% em duas semanas para 145. A média diária de casos novos dos últimos sete dias recuou 55% para 3.944.

No mundo, já são 272.911.967 casos confirmados e 5.336.255 mortes. Mais de 245 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 27,8 milhões enfrentam casos leves ou médios e 89.348 estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram mais 145.664 casos e 1.183 mortes. A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu 40% em duas semanas para 121.188. A média diária de mortes dos últimos sete dias aumentou 34% para 1.302. O número de hospitalizados subiu 21% em duas semanas para 68.079.

Depois do recorde de mais de 78 mil casos no Reino Unido, a França fechou as fronteiras para quem viver do outro lado do Canal da Mancha. Parecem mais alguns salvos na guerrinha decorrente da saída britânica da UE, que envolvem direitos de pesca, imigração ilegal e controle aduaneiro.

O presidente francês, Emmanuel Macron, prometeu avaliar a necessidade de medidas mais rigorosas com base na ocupação dos leitos hospitalares.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Média de mortes por covid fica abaixo de 200 pelo terceiro dia seguido

 Com mais 115 mortes e 5.405 diagnósticos positivos da doença do coronavírus de 2019 notificados nesta segunda-feira, o total de casos confirmados no Brasil chegou a 22.146.004 e o de vidas perdidas a 615.789. 

A média diária de mortes dos últimos sete dias baixou 16% em duas semanas para 194, voltando a apresentar tendência de queda. A média diária de casos novos recuou 5% em duas semanas para 8.996.

No mundo, já são 266.445.852 casos confirmados e 5.262.322 mortes. Mais de 239,5 milhões se recuperaram, cerca de 21,6 milhões enfrentam casos suaves e médios e 87.044 estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram na segunda-feira mais 187.876 casos e 1.401 mortes, números provavelmente inflados depois da subnotificação dos fins de semana. A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu 28% em duas semanas para 119.751. A média diária de mortes dos últimos sete dias aumentou 13% em duas semanas para 1.266. O país tem o maior número de casos confirmados (49.278.242) e de mortes (789.742) na pandemia.

Com mais de 25 mil casos novos dia e 25 da variante ômicron, a França fechou boates e casas noturnas por quatro semanas. A Irlanda fez o mesmo e impôs restrições de de ocupação e horário a bares e restaurantes. A Itália começou a proibir não vacinados de frequentar bares e restaurantes.

Na África do Sul, a variante ômicron está se propaganda duas vezes mais depressa do que a variante delta.

As bolsas de valores subiram depois que o principal assessor do governo Joe Biden para a covid, Dr. Anthony Fauci, declarou que os primeiros sinais, ainda não conclusivos, não mostram sinais de maior gravidade.

Mais de 8,21 milhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo; 55,1% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 6,2% nos países pobres, e 42,7% estão plenamente vacinados.

A China lidera a vacinação com 2,56 milhões de doses, seguida pela Índia (1,3 bilhão) e a União Europeia. Nos EUA, 236 milhões tomaram a primeira dose, 199,3 milhões (59,85% da população norte-americana) completaram a vacinação e 48,2 milhões receberam a dose de reforço, num total de 483,5 milhões.

O Brasil deu a primeira dose a 159,6 milhões, 137,1 milhões (64,27% da população brasileira) completaram a vacinação e 17,9 milhões tomaram a dose de reforço, num total de 314,66 milhões de doses aplicadas.

domingo, 5 de dezembro de 2021

Variante ômicron não apresenta sinais de maior gravidade por enquanto

 Até agora, a variante ômicron, a nova cepa do coronavírus de 2019 identificada em 24 de novembro de 2021 na África do Sul, não apresenta sinais de maior gravidade, declarou neste domingo à rede de televisão norte-americana CNN o Dr. Anthony Fauci, principal assessor científico da Casa Branca para a pandemia.

Fauci admite que é cedo para chegar a conclusões definitivas, mas, "até agora, os sinais são um tanto animadores." Não há registro de mortes no mundo pela nova cepa. Como a população da África é jovem, será preciso ver como os idosos reagem às novas mutações do vírus.

A ômicron se propaga rapidamente. Já chegou a mais de 40 países, inclusive o Brasil. Na Dinamarca, um dos países líderes no sequenciamento genético do coronavírus, o número de casos da nova variante passou de 18 na sexta-feira para 183 no domingo. 

Neste domingo, com a subnotificação dos fins de semana, o Brasil registrou mais 68 mortes e 4.623 diagnósticos positivos de covid-19. Teve até hoje 22.140.599 casos confirmados e 615.674 vidas perdidas na pandemia. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 7% em duas semanas para 194. É a menor desde 22 de abril de 2020. A média diária de casos novos dos últimos sete dias subiu 2% para 8.837.

No mundo, o total de casos confirmados chegou a 265.869.276 casos confirmados, com 5.255.971 mortes. Mais de 239,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 21 milhões enfrentam casos leves ou médios e 86.808 estão em estado grave.

Com a subnotificação usual nos fins de semana, os Estados Unidos registraram no domingo mais 35.731 casos e 160 mortes. A média diária de casos confirmados dos últimos sete dias cresceu 19% em duas semanas para 109.822. A média diária de mortes dos últimos sete dias aumentou 5% em duas semanas para 1.178. É o país com o maior número de casos confirmados (49.085.361) e de mortes (788.363).

Mais de 8,18 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo; 55% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 6,2% nos países pobres. Nos EUA, com a ameaça da ômicron, aumentou em 22% o número de pessoas que procuraram se vacinar na semana passada.

A China lidera a vacinação com 2,55 bilhões de doses aplicadas, seguida pela Índia (1,3 bilhão), a União Europeia (652,4 milhões) e nos EUA, que não atualiza os dados nos fins de semana. 

O Brasil deu a primeira dose a 159,6 milhões, 136,67 milhões (64,07% da população brasileira) completaram a vacinação e 17,8 milhões tomaram a dose de reforço, num total de 314 milhões de doses. Meu balanço semanal da pandemia:

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Secretário-geral da ONU denuncia "apartheid das viagens"

 Ao criticar as proibições de voos impostas aos países do Sul da África por causa da variante ômicron do coronavírus de 2019, o secretário-geral das Nações Unidas, o ex-primeiro-ministro português António Guterres, comparou as medidas com o regime de segregação racial da minoria branca que dominou a África do Sul até 1994. Como a ômicron já se espalhou pelo mundo, as restrições à África são discriminatórias.

Com mais 205 mortes e 11.436 diagnósticos positivos de covid-19, o Brasil chegou na quinta-feira  a 22.117.364 casos confirmados, cinco da variante ômicron, e 615.225 vidas perdidas na pandemia. A média diária de mortes dos últimos sete dias recuou 4% em duas semanas para 218. A média diária de casos novos dos últimos sete dias baixou subiu 2% em duas semanas para 8.822.

No mundo, a ômicron chegou a pelo menos 24 países de cinco continentes. A Organização Mundial da Saúde alertou para o risco de uma nova onda de contaminação. Ao todo, o mundo soma 264.232.469 casos confirmados e 5.234.741 mortes. Mais de 238 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 20,91 milhões enfrentam casos leves e médios e 86.991 estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram mais 128.235 casos e 1.293 mortes na quinta-feira. A média diária de casos novos dos últimos sete dias subiu 4% em duas semanas para 94.643. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 7% em duas semanas para 1.021.

Mais de 8,07 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo; 54,6% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 6% nos países pobres.

A China aplicou mais de 2,52 bilhões de doses, seguida pela Índia (1,25 bilhão) e a União Europeia (667,4 milhões). Nos EUA, 234,3 milhões de pessoas tomaram a primeira dose, 197,8 milhões (59,4% da população norte-americana) completaram a vacinação e 44,2 milhões receberam a dose de reforço.

O Brasil deu a primeira dose a 159,3 milhões, 135,16 milhões (63,37% da população brasileira) completaram a vacinação e 17,16 milhões tomaram a dose de reforço.

No plano econômico, com queda de 0,1% do produto interno bruto, o Brasil entra em recessão, definida com queda no PIB em dois trimestres consecutivos.