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quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Brasil volta a registrar mais de 600 mortes por covid num dia

 Com mais 606 mortes e 219.878 diagnósticos positivos da doença do coronavírus de 2019, o Brasil chegou nesta quarta-feira a 24.553.950 casos confirmados e 624.507 mortes na pandemia. Seis estados e o Distrito Federal têm mais de 80% dos leitos de terapia intensiva ocupados.

A média diária de casos novos dos últimos sete dias foi recorde pelo nono dia seguido. Com alta de 169% em duas semanas, está em 161.870. A média de mortes dos últimos sete dias subiu 194% em duas semanas para 369.

No mundo, já são 362.800.134 casos confirmados e 5.628.124 mortes. Mais de 287,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 68,7 milhões têm casos suaves ou médios e 95.961 estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram mais 552.084 casos e 3.595 mortes. Como a onda da variante ômicron passou do pico, a média de casos novos dos últimos sete dias baixou 14% em duas semanas para 652.276 por dia. O principal infectologista do país, Dr. Anthony Fauci, assessor da Casa Branca, alertou que a queda no contágio não significa que o vírus esteja sob controle.

O total de hospitalizados, um indicador mais importante hoje por causa dos casos leves e assintomáticos em vacinados, subiu 5% em duas semanas para 153.579, o que indica estabilidade, mas num nível muito superior ao anterior à onda da ômicron. A média de mortes aumentou 34% em duas semanas para 2.466 por dia. 

Os EUA somam o maior número de casos confirmados (72.910.879) e de mortes (876.066) na pandemia.

Mais de 9,98 bilhões de doses de vacinas contra a covid-19 foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,78 bilhões de pessoas, 60,73% da população mundial, tomaram ao menos uma dose, mas só 9,8% nos países pobres. Mais de 54% completaram a vacinação e 12% receberam a dose de reforço.

O Brasil deu a primeira dose a 163,7 milhões, 148,8 milhões (69,79% da população brasileira) completaram a vacinação e mais de 42 milhões tomaram a dose de reforço, num total de mais de 354,6 milhões de doses aplicadas.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Ômicron deve infectar maioria, mas risco para vacinados é baixo, diz Dr. Fauci

 A maioria das pessoas deve ser exposta à ultracontagiosa variante ômicron do coronavírus de 2019, mas quem está vacinado, e especialmente quem tomou a dose de reforço, declarou hoje o principal infectologista dos Estados Unidos, Dr. Anthony Fauci, em entrevista na Casa Branca. 

Nesta quarta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a ômicron "não é leve" em não vacinados, ao contrário do que alegou o presidente Jair Bolsonaro. Ontem, o diretor de emergências da OMS, Mike Ryan, advertiu que a diferença entre tomar vacina ou não é entre ter um caso suave e correr risco de vida.

"Quase todo o mundo vai terminar sendo exposto ao vírus e provavelmente será infectado", mas, "se você estiver vacinado e tomou o reforço, o risco de ficar doente é muito, muito baixo", afirmou o principal assessor médico do governo Joe Biden na pandemia.

Fauci acrescentou que não vacinados correm risco 20 vezes maior de morrer, 17 vezes maior de serem hospitalizados e 10 vezes maior de pegar a doença.

Os EUA registraram mais 870.467 casos e 2.390 mortes nesta quarta-feira. A média de casos novos dos últimos sete dias avançou 159% em duas semanas para 781.203 por dia. O número de hospitalizados com covid-19 cresceu 19,7% em uma semana para 151.261. A média de mortes dos últimos sete dias aumentou 51% em duas semanas para 1.827 por dia. O país tem o maior de casos confirmados (62.727.044) e de mortes (843.624) na pandemia.

Com mais 138 mortes e 88.464 diagnósticos positivos nesta quarta-feira, o Brasil chegou a 22.718.606 casos confirmados e 620.419 vidas perdidas na pandemia. A média diária de casos novos dos últimos sete dias foi para 52.714, com alta de 614% em duas semanas. É a maior desde 1º de julho de 2021. A média de mortes cresceu 7% em duas semanas para 123. É considerada estável.

No mundo, o total de casos confirmados está em 315.390.402, com 5.510.327 mortes. Mais de 262,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 47,28 milhões enfrentam casos leves ou médios e 95.465 estão em estado grave.

Pela primeira vez em oito meses, a Índia notificou mais de 200 mil casos novos num dia. Foram 247.417 casos em 24 horas. A Índia tem o segundo maior número de casos confirmados (36.317.927) e o terceiro de mortes (485.035), depois de Brasil e EUA.

No Reino Unido, o primeiro-ministro conservador Boris Johnson está sob pressão para renunciar por ter participado de uma festa no jardim da residência oficial e sede do governo em 20 de maio de 2020, quando o país estava no primeiro confinamento. Bastante rigoroso, só permitia com uma pessoa de outra residência em local público e aberto. As empresas britânicas enfrentam duas vezes mais faltas de seus funcionários do que o normal, por causa da onda de contaminação da ômicron.

Mais de 9,53 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,68 bilhões de pessoas, 59,47% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 9,5% nos países pobres. Mais de 52% completaram a vacinação e 10% tomaram a dose de reforço.

No Uruguai, as crianças ganharam livros e sorvetes no primeiro dia da vacinação infantil. Durante a madrugada, deve chegar ao aeroporto de Viracopos, em Campinas, o primeiro lote de vacinas pediátricas da Pfizer-BioNTech, com 1,2 milhão de doses. Como o Brasil tem cerca de 20 milhões de crianças de 5 a 11 anos, precisa de 40 milhões de doses.

A vacinação infantil foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 17 de dezembro. Sob pressão de Bolsonaro, que é contra as vacinas, o Ministério da Saúde abriu uma consulta pública sobre uma questão científica na qual a opinião de leigos é irrelevante.

Sob o impacto da pandemia, dos problemas nas cadeias produtivas e das medidas de estímulo, os EUA terminaram 2021 com uma inflação de 7%, a maior desde 1982. No Brasil, a inflação terminou o ano em 10,06%.

domingo, 5 de dezembro de 2021

Variante ômicron não apresenta sinais de maior gravidade por enquanto

 Até agora, a variante ômicron, a nova cepa do coronavírus de 2019 identificada em 24 de novembro de 2021 na África do Sul, não apresenta sinais de maior gravidade, declarou neste domingo à rede de televisão norte-americana CNN o Dr. Anthony Fauci, principal assessor científico da Casa Branca para a pandemia.

Fauci admite que é cedo para chegar a conclusões definitivas, mas, "até agora, os sinais são um tanto animadores." Não há registro de mortes no mundo pela nova cepa. Como a população da África é jovem, será preciso ver como os idosos reagem às novas mutações do vírus.

A ômicron se propaga rapidamente. Já chegou a mais de 40 países, inclusive o Brasil. Na Dinamarca, um dos países líderes no sequenciamento genético do coronavírus, o número de casos da nova variante passou de 18 na sexta-feira para 183 no domingo. 

Neste domingo, com a subnotificação dos fins de semana, o Brasil registrou mais 68 mortes e 4.623 diagnósticos positivos de covid-19. Teve até hoje 22.140.599 casos confirmados e 615.674 vidas perdidas na pandemia. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 7% em duas semanas para 194. É a menor desde 22 de abril de 2020. A média diária de casos novos dos últimos sete dias subiu 2% para 8.837.

No mundo, o total de casos confirmados chegou a 265.869.276 casos confirmados, com 5.255.971 mortes. Mais de 239,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 21 milhões enfrentam casos leves ou médios e 86.808 estão em estado grave.

Com a subnotificação usual nos fins de semana, os Estados Unidos registraram no domingo mais 35.731 casos e 160 mortes. A média diária de casos confirmados dos últimos sete dias cresceu 19% em duas semanas para 109.822. A média diária de mortes dos últimos sete dias aumentou 5% em duas semanas para 1.178. É o país com o maior número de casos confirmados (49.085.361) e de mortes (788.363).

Mais de 8,18 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo; 55% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 6,2% nos países pobres. Nos EUA, com a ameaça da ômicron, aumentou em 22% o número de pessoas que procuraram se vacinar na semana passada.

A China lidera a vacinação com 2,55 bilhões de doses aplicadas, seguida pela Índia (1,3 bilhão), a União Europeia (652,4 milhões) e nos EUA, que não atualiza os dados nos fins de semana. 

O Brasil deu a primeira dose a 159,6 milhões, 136,67 milhões (64,07% da população brasileira) completaram a vacinação e 17,8 milhões tomaram a dose de reforço, num total de 314 milhões de doses. Meu balanço semanal da pandemia:

terça-feira, 6 de abril de 2021

Brasil tem 4 mil mortes de covid-19 num dia pela primeira vez

 A subnotificação no feriadão da Semana Santa escondeu a realidade por alguns dias. Com a liberação dos dados represados, o Brasil registrou hoje um recorde de 4.211 mortes e 82.869 casos novos da doença do coronavírus de 2019. São três mortes por minuto, 36% de todas as mortes por covid-19 no mundo.

O número de mortes é uma vez e meia o do atentado terrorista às Torres Gêmeas do World Trade Center em Nova York em 11 de setembro de 2001 e 21 vezes mais do que no acidente com um avião da TAM no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em julho de 2007.

Só os Estados Unidos registraram mais mortes num dia, 4.476, e, 12 de janeiro. No Brasil, a morte está em alta em 13 estados e no Distrito Federal. A média diária de mortes dos últimos sete dias ficou em 2.775, com alta de 22% em duas semanas. Há dois meses e meio, esta média está acima de mil mortes por dia.

O total de óbitos no país chegou a 337.364 e o de casos confirmados a 13.106.058. Ontem, o Brasil foi responsável por 27% de todas as mortes no mundo. A média diária de contágios dos últimos sete dias ficou em 63.143.

Em entrevista ao serviço brasileiro da BBC, o Dr. Anthony Fauci, principal infectologista americano, declarou que o Brasil deve considerar seriamente a imposição de um confinamento geral para reduzir o contágio: "Todos reconhecem que há uma situação muito grave no Brasil."

Fauci acrescentou: "Não há dúvida de que medidas severas de saúde pública, inclusive confinamentos, têm se mostrado bem-sucedidas em diminuir a transmissão da doença. Então, esta é uma das coisas que o Brasil deveria considerar seriamente neste momento tão difícil."

No mundo, já são 132.275.687 casos confirmados e 2.870.859 mortes. Cerca de 107 milhões de pacientes se recuperaram, embora muitos tenham problemas de longo prazo, 22,3 milhões apresentam sintomas leves e 99.391 estão em estado grave.

País mais atingido, os EUA notificaram mais 76.624 diagnósticos positivos e 530 mortes, com alta de 20% no contágio e queda de 24% nas mortes nas últimas duas semanas. Somam 30.844.434 casos confirmados e 556.489 mortes.

A Índia, que registrou um recorde nacional mais de 100 mil casos novos num dia, teve mais 96.982 contágios notificados na segunda-feira. A média diária de casos nos últimos sete dias está em 84.313, mais do que no Brasil, e a de mortes em 490.

Mais de 712 milhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo 171,3 milhões nos EUA, onde 108,3 milhões tomaram a primeira dose e 68 milhões estão plenamente imunizados, 145 milhões na China, 85 milhões na Índia, 39 milhões no Reino Unido e 26,7 milhões no Brasil, onde mais de 20,8 milhões receberam a primeira dose e quase 5,9 milhões tomaram as duas doses necessárias à imunização. Meu comentário:

domingo, 21 de fevereiro de 2021

EUA se aproximam de 500 mil mortes na pandemia

 Nesta segunda-feira, um ano e um mês depois do primeiro caso, o país mais rico e poderoso do mundo atinge a marca impressionante de 500 mil mortes na pandemia do coronavírus de 2019. Com mais 1.831 mortes e 69.750 casos novos em 24 horas da doença, os Estados Unidos chegaram hoje a 28.133.620 casos confirmados e 498.879 mortes. 

"É arrasador", desabafou o Dr. Anthony Fauci, principal epidemiologista americano. "Se olharmos o que houve até agora, e ainda não saímos da doença, temos meio milhão de mortes. Não vimos nada nem de perto parecido com isso desde a pandemia da Gripe Espanhola, em 1918."

Em entrevista ao programa Encontro com a Imprensa, da rede de televisão americana NBC, o Dr. Fauci considerou a pandemia assombrosa quando você olha para os números, quase inacreditável, mas é verdade. Esta é uma pandemia arrasadora e histórica. As pessoas vão falar dela daqui a décadas, décadas  décadas."

No domingo, um dia de menos notificações, foram registradas mais 554 mortes e 29.035 casos novos no Brasil, que soma agora 10.167.300 casos confirmados e 246.560 óbitos. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu para 1.038. Está acima de mil há 32 dias. A média de contágios está em 47.658 por dia.

O total de casos confirmados no mundo está em 111.333.959, com 2.465.502 mortes. Mais de 87 milhões de pacientes se recuperaram, pouco menos de 22 milhões apresentam sintomas leves e cerca de 94 mil estão em estado grave.

Em Israel, o país que mais vacinou proporcionalmente, uma mulher grávida de 32 anos sem problemas anteriores de saúde morreu de covid-19. Os médicos tentaram fazer um parto de emergência, mas o feto de 7 meses não sobreviveu. Ela não tomou vacina por causa da gravidez.

Cerca de 217 milhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo 62 milhões nos EUA, 48 milhões na China, 27 milhões na União Europeia, 18 milhões no Reino Unido, mais de 11 milhões na Índia e 5.849.345 no Brasil.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Governo agora fala em iniciar vacinação em 21 de janeiro

 Para tirar o protagonismo do governador de São Paulo, João Doria, adversário potencial do presidente Jair Bolsonaro em 2022, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, quer concentrar todas as vacinas no governo federal e já fala em iniciar a vacinação contra a doença do coronavírus de 2019 em 21 de janeiro de 2021, mas ainda há problemas básicos, como disponibilidade de seringas e vacinas.

Em meio à guerra das vacinas, o Brasil registrou hoje 968 mortes e 70.574 casos novos da covid-19, o pior número desde o início da pandemia, sem contar o estado de São Paulo, o mais populoso do país, que não conseguiu enviar os dados para o sistema de computadores do Ministério da Saúde. O total de mortes no país passa de 183 mil e os casos passam de 6 milhões

No mundo, já são quase 74,2 milhões de casos confirmados e 1,65 milhão de mortes. Os Estados Unidos notificaram recordes de mortes (3.575) e de casos novos (250.458).

Um assessor do governo Donald Trump queria que menores e jovens adultos fossem contaminados para o país atingir a chamada imunidade de rebanho, quando 60% a 70% da população tiveram contato com o vírus, que assim tem dificuldade de encontrar indivíduos sem anticorpos para contaminar. Meu comentário:

domingo, 25 de outubro de 2020

EUA têm 89 mil casos novos de covid-19 e a França 52 mil

 Os Estados Unidos registraram ontem um novo recorde nacional de 89 mil casos novos num dia da doença do coronavírus de 2019, uma alta de 32% em duas semanas, enquanto a França notificou um novo máximo por dia de 52,1 mil diagnósticos em 24 horas e ultrapassou a Espanha e a Argentina. É o quinto país com maior número absoluto de casos confirmados (1,13 milhão), atrás de EUA, Índia, Brasil e Rússia.

No mundo inteiro, são 42,9 milhões de casos confirmados e 1.152.770 mortes. Mais de 31,5 milhões de pacientes se recuperaram, mais de 10 milhões estão em tratamento com sintomas leves e 77.731 estão em estado grave.

O Brasil notificou mais 237 mortes e 12.535 casos novos neste domingo. Soma um total de 157.163 mortes e 5.393.759 casos confirmados de covid-19. A média diária dos últimos sete dias ficou em 468, mantendo a tendência de baixa.

Com seu terceiro pico de contágio, os EUA têm agora 8,6 milhões de diagnósticos e mais de 225 mil mortes por covid-19. Cinco assessores do vice-presidente Mike Pence testaram positivo para o novo coronavírus, mas ele não vai entrar em quarentena. Continua fazendo campanha para a eleição de 3 de novembro.

O principal epidemiologista do país, Dr. Anthony Fauci, atacado presidente Donald Trump na semana passada, acredita que, se uma vacina for aprovada antes do fim do ano, a vacinação em massa, capaz de controlar a doença, será realizada no segundo ou no terceiro trimestre do próximo ano.

A Itália também anunciou um novo recorde, com 21.273 casos novos em 24 horas. O primeiro-ministro Giuseppe Conte ordenou o fechamento das academias de ginástica e das piscinas. Os bares e restaurantes têm de parar de servir às 18 horas, mas podem oferecer comida e bebida para levar ou para entregar.

O primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez aproveitou os poderes do estado de emergência para impor um toque de recolher noturno de 23h às 6h na Espanha, menos nas Ilhas Canárias.

A Holanda também bateu próprio recorde. Pela primeira vez, teve mais de 10 mil contágios notificados num dia, 10.203 exatamente. Desde 14 de outubro, o país está em confinamento parcial.

As Filipinas chegaram a 370 mil casos e quase 7 mil mortes.

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

EUA chegam a 220 mil mortes e Trump chama Dr. Fauci de "idiota"

No dia em que os Estados Unidos atingiram a marca de 220 mil mortes pela doença do coronavírus de 2019, o presidente Donald Trump ofendeu o principal epidemiologista do país, Dr. Anthony Fauci, chamando-o de "idiota" e um "desastre". 

Trump não gostou porque o epidemiologista não viu com surpresa a contaminação do presidente, que desestimula o uso de máscaras e promove eventos sem distanciamento físico.

O Brasil registrou mais 341 mortes e 18.586 casos novos da covid-19, elevando o total para 154.226 mortes e 5,251 milhões de casos confirmados. A média diária de mortes dos últimos sete dias ficou em 502.

No mundo inteiro, o total de casos diagnosticados chegou a 40,344 milhões e o de mortes a 1.117.539. Mais de 30 milhões de pacientes foram curados, 9 milhões estão em tratamento com sintomas leves e 72.805 estão em estado grave.

Em artigo no jornal inglês Financial Times, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, afirmou que a cobertura universal de saúde é a maior garantia e prevenção contra pandemias. Meu comentário:

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Novos recordes de contágio indicam que pandemia está longe do fim

 Europa concentra maior número de casos, com menos mortes do que na primeira onda

Enquanto os números de novos diagnósticos e de mortes pela doença do coronavírus de 2019 caem no Brasil, novos recordes de contaminação na Europa e nos Estados Unidos deixam claro que a pandemia está longe de ser controlada. 

Nesta semana, a Organização Mundial da Saúde anunciou um novo recorde de casos novos, 383.588, com 6.007 mortes, abaixo do recorde de 8.516 óbitos em 17 de abril. Desde o início da pandemia, houve 39 milhões de casos e 1,1 milhão de mortes.

A Europa registra cerca de 100 mil casos novos por dia há 14 dias. Leia mais em Quarentena News.

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Trump minimizou risco da pandemia e enganou povo americano

Repórter do Escândalo de Watergate segurou a notícia durante sete meses

No fim de dezembro do ano passado, o serviço secreto militar alertou a Casa Branca de que uma nova pneumonia aguda que resistia a todos os tratamentos na China chegaria aos Estados Unidos. 

Em 28 de janeiro, o assessor de Segurança Nacional, Robert O’Brien, advertiu o presidente Donald Trump de que a doença do novo coronavírus era a maior ameaça à segurança nacional do país durante o governo atual. 

Trump confirmou tudo em 7 de fevereiro em entrevista ao jornalista Robert Woodward, um dos repórteres que revelaram o Escândalo de Watergate, causa da renúncia do presidente Richard Nixon, em 1974.

“É uma situação de alto risco. Vem pelo ar. Você não precisa tocar em coisas, certo? Você respira o ar e ele [o vírus] se transmite pelo ar. Então, é muito complicado e muito delicado. Também é mais mortal mesmo do que as gripes mais fortes. Você sabe, as pessoas não se dão conta, perdemos 25, 30 mil pessoas [de gripe] por ano aqui. (...) Isto é muito mais mortal, 5% em vez de 1% ou menos de 1%. É mortal”, comentou Trump, mostrando pleno conhecimento da gravidade da covid-19.

Leia mais em Quarentena News.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

EUA podem ter 240 mil mortes por covid-19 até novembro

Os Estados Unidos devem chegar em 1º de novembro, dois dias antes das eleições, a 240 mil mortes pela doença do coronavírus de 2019, prevê a Universidade de Washington em Seattle. Será arrasador para a reeleição de Donald Trump, que tenta transferir a responsabilidade para a China, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e sua própria equipe médica.

Em entrevista à revista The Atlantic, o Dr. Anthony Fauci, principal epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, disse que os ataques que recebe do governo Trump são “bizarros” e só prejudicam o presidente.

Com o aumento da contaminação em 41 dos 50 estados, os EUA passam de 3,6 milhões de casos confirmados e 140 mil mortes pela covid-19. A Califórnia bate próprio recorde com 11 mil casos novos num dia.

No mundo inteiro, são quase 13,7 milhões de casos confirmados, 587 mil mortes e mais de 8 milhões de pacientes curados.

Com 1.261 mortes e 39 mil 705 casos novos, o Brasil chega a 75.523 mortes e quase 1,971 milhão casos confirmados da doença do novo coronavírus.

A Argentina registra um recorde de 4 mil 250 casos num dia, sendo 1.220 na capital e 2.734 na província de Buenos Aires. No bairro de Villa 31, 53% dos moradores foram contaminados.

Tóquio eleva o risco de contaminação pela covid-19 para o nível de alerta máximo.

Depois de uma queda de 6,8% na comparação anual no primeiro trimestre, a China se tornou a primeira grande economia mundial a crescer depois do impacto da pandemia, com alta de 3,2% no segundo trimestre em relação ao mesmo período no ano passado.

O grande motor da recuperação foi o crescimento industrial de 4,4% em um ano. As vendas no varejo caíram 3,9%. A taxa de desemprego caiu de 5,9% em maio para 5,7% em junho.

Os líderes dos 27 países da União Europeia se reúnem na sexta-feira para decidir como será o plano de recuperação da economia do continente. A Alemanha e a França propuseram um total de 750 bilhões de euros, mais de 4 trilhões e 600 bilhões de reais, sendo 500 bilhões de ajuda direta, sem contrapartida, e 250 bilhões de euros em empréstimos.

O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas calcula que mais 122 milhões de pessoas podem ser ameaçadas pela fome do que no ano passado, quando havia 680 milhões de famintos.

Há 23 vacinas sendo testadas em seres humanos. Os testes com a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca deram resultado positivo, antecipou a televisão independente britânica ITV.

A esperança de sucesso na neutralização do coronavírus provocou uma alta nas bolsas de valores da Europa e dos Estados Unidos. Em São Paulo, o índice Bovespa subiu 1,34 por cento. Meu comentário:

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Brasil passa de 1,5 milhão e o mundo de 11 milhões de casos

O Brasil ultrapassa a marca de um milhão e meio e o mundo de 11 milhões de casos da pandemia do novo coronavírus. Houve mais 1.277 mortes registradas num dia no Brasil, chegando a 61 mil 990 óbitos. Com quase 48 mil casos novos em 24 horas, o total de casos passou a 1 milhão 501 mil. 

Um estudo feito no esgoto de Florianópolis indica que o vírus poderia estar no Brasil em novembro. 

No mundo inteiro, o total de casos confirmados superou 11 milhões, com 524 mil mortes e 6 milhões 150 mil pacientes curados. Os Estados Unidos batem novo recorde de contaminações registradas num dia, quase 57 mil. Têm 2,837 milhões de casos e mais de 131 mil mortes.

Treze estados americanos registraram novos recordes nesta semana. A Flórida teve 10.100 casos novos da covid-19 nesta quinta-feira; em 1º de junho, foram 667. No Texas, o segundo maior estado americano em população, o uso de máscara passou a ser obrigatório em público. 

O Dr Anthony Fauci, principal epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, teme que uma mutação tenha tornado o coronavírus ainda mais infeccioso. Em seu otimismo vazio, na contramão da ciência, o presidente Donald Trump voltou a manifestar a esperança de que o vírus desapareça.

A boa notícia foi um saldo positivo de 4,8 milhões de empregos em junho no mercado de trabalho dos EUA. Meu comentário:

domingo, 5 de abril de 2020

Recuperação da economia será lenta

O total de casos do pandemia do novo coronavírus chegou hoje a 1.274.923, com 69.479 mortes e 260.484 pacientes curados, letalidade de 5,45%.  O número de mortos na Espanha caiu pelo terceiro dia seguido, dando a esperança que a pandemia tenha atingido o pico no país. 

A Itália, a Espanha e a França já pensam em como sair do confinamento. Os economistas estimam que a queda no produto mundial bruto no primeiro trimestre seja de 20 por cento na taxa anualizada e que a recuperação será lenta.

A economia mundial parou de repente: primeiro, a China, depois a Europa e os Estados Unidos, as três grandes potências econômicas mundiais. A queda deve ser três vezes maior do que no pior momento de Grande Recessão de 2007 a 2009. Mas a volta não será rápida.

Sem vacina nem tratamento de sucesso comprovado, a saída do confinamento terá de ser extremamente cautelosa para evitar que todo o atual sacrifício não seja em vão. O Dr. Anthony Fauci, principalmente epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, acredita que só será possível quando houve uma capacidade de testagem que permita rastrear os casos, isolar os contaminados e examinar todos os que tiveram contato com eles.

Nos EUA, o banco Goldman Sachs espera um recuo do produto interno bruto de 11% a 12% em relação a período anterior à pandemia. A taxa anualizada seria de 34%. A maior economia do mundo só voltaria ao nível pré-crise no fim de 2021. Seriam dois anos perdidos.

A Europa deve seguir o mesmo padrão. A queda na produção industrial já supera a da Crise do Euro de 2012. Na China, a economia subiu em ritmo de 4,6 por cento ao ano em março depois de uma queda de 2% ao ano em fevereiro. Mas as exportações chinesas dependem da recuperação de outros países.

Para a maioria dos analistas, a recuperação deve ganhar força no terceiro trimestre do ano. Eles acreditam que não haverá grandes danos à capacidade produtiva nem desemprego em massa se os governos ajudarem as empresas e seus empregados.

Mas, se a recuperação for longa, até quando será possível manter o estímulo fiscal e monetário? Até quando haverá apoio político para sustentar as empresas. As enormes perdas nas bolsas de valores no mês passado indicam que os investidores veem um aumento no risco.

Depois de 10 dias com sintomas da covid-19, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, foi hospitalizado. O Reino Unido foi o segundo país em número de mortes neste domingo, 621, abaixo dos EUA. Com 48.440 casos e 4.934 mortes, a letalidade está em 10,2%.

Com mais 1.084 mortes hoje, o total de óbitos nos EUA chegou a 9.618. O número de casos é o maior do mundo, 337.620, com mortalidade de 2,85%. Desde ontem, a Espanha superou a Itália em número de casos, 131.646, mas ainda tem menos mortes, 12.641, com letalidade de 9,6%.

O maior número de mortes é da Itália, 15.887 em 128.948 casos, com mortalidade de 12,3%, a maior do mundo. A Alemanha passou hoje de 100 mil casos, chegando a 100.123, com 1.584 mortes, mortalidade de 1,58%.

Como a Itália e a Espanha, a França registrou mais de 500 mortes neste domingo, elevando o total de óbitos para 8.078 em 93.780 casos, letalidade de 8,6%.

Aqui no Brasil, são 11.281 casos registrados e 487 mortes, mortalidade de 4,3%. O presidente Jair Bolsonaro ameaçou mais uma vez demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que defende o isolamento físico para conter a propagação do vírus. Quer evitar assim que o número de casos graves supere a capacidade de atendimento do sistema de saúde.

Além do tratamento experimental com cloroquina, um remédio usado contra a malária apresentado como esperança pelos presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, os médicos estão usando o plasma, a parte clara do sangue, de pacientes curados da covid-19 para tratar os doentes. 

A ideia é deixar os anticorpos das pessoas curadas para atacar o coronavírus. Os estudos ainda são preliminares. Talvez o tratamento com plasma sanguíneo funcione, pelo menos em alguns casos.