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segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Trump minimizou risco da pandemia e enganou povo americano

Repórter do Escândalo de Watergate segurou a notícia durante sete meses

No fim de dezembro do ano passado, o serviço secreto militar alertou a Casa Branca de que uma nova pneumonia aguda que resistia a todos os tratamentos na China chegaria aos Estados Unidos. 

Em 28 de janeiro, o assessor de Segurança Nacional, Robert O’Brien, advertiu o presidente Donald Trump de que a doença do novo coronavírus era a maior ameaça à segurança nacional do país durante o governo atual. 

Trump confirmou tudo em 7 de fevereiro em entrevista ao jornalista Robert Woodward, um dos repórteres que revelaram o Escândalo de Watergate, causa da renúncia do presidente Richard Nixon, em 1974.

“É uma situação de alto risco. Vem pelo ar. Você não precisa tocar em coisas, certo? Você respira o ar e ele [o vírus] se transmite pelo ar. Então, é muito complicado e muito delicado. Também é mais mortal mesmo do que as gripes mais fortes. Você sabe, as pessoas não se dão conta, perdemos 25, 30 mil pessoas [de gripe] por ano aqui. (...) Isto é muito mais mortal, 5% em vez de 1% ou menos de 1%. É mortal”, comentou Trump, mostrando pleno conhecimento da gravidade da covid-19.

Leia mais em Quarentena News.

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Trump admite que mentiu para esconder o risco da pandemia

O presidente Donald Trump tinha pleno conhecimento da ameaça que representava a pandemia do coronavírus de 2019, mas preferiu mentir sob a alegação de que não queria criar pânico. A acusação está em novo livro de Bob Woodward, um dos jornalistas que revelaram o Escândalo de Watergate, que levou à renúncia do presidente Richard Nixon, em 1974, para escapar de um processo de impeachment. 

Em 28 de janeiro, o assessor de segurança nacional, Robert O’Brien, alertou que a covid-19 seria “a maior ameaça à segurança nacional” dos Estados Unidos durante o governo atual. Trump afirma que não queria provocar pânico, mas aposta no medo do eleitor ao pintar um quadro sombrio de um país assolado pela violência e a criminalidade. 

Em entrevista a Woodward, o presidente reconheceu que o novo coronavírus se propaga pelo ar: “Então, é muito complicado”, falou o presidente americano. “É muito mais mortal do que uma gripe forte. É mortal”, acrescentou. 

Mesmo assim, Trump declarou inúmeras vezes que a situação estava sob controle e mais de 20 vezes que o vírus desapareceria assim como surgiu. Em outra ocasião, disse que os Estados Unidos tinham 15 casos e em breve não teriam nenhum. 

Na Folha de São Paulo, a jornalista Lúcia Guimarães criticou Woodward, editor especial do jornal The Washington Post, por segurar a notícia durante meses para vender o livro Rage (Raiva), que será lançado no dia 15. Meu comentário:

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Casa Branca intimida repórter do Escândalo de Watergate

Na discussão sobre os cortes automáticos de gastos públicos que entram em vigor em março se o presidente Barack Obama não chegar a um acordo com a oposição republicana no Congresso, a Casa Branca tentou intimidar um dos mais famosos jornalistas dos Estados Unidos, Bob Woodward, do jornal The Washington Post, que como jovem repórter revelou o Escândalo de Watergate.

Um funcionário da Casa Branca "gritou comigo durante meia hora" no telefone, contou Woodward, indignado, em entrevista ao jornal digital Politico. Depois, lhe mandou uma mensagem pedindo desculpas por "ter levantado a voz", mas ao mesmo tempo fez ameaças: "Acho que você vai lamentar por ter feito esta alegação".

Como parte dos cortes será na verba do Departamento da Defesa, Woodward acusou o presidente de "loucura" e de estar fazendo uma chantagem em cima disso, como se o chamado "sequestro" de dinheiro do orçamento o impedisse de tomar as medidas necessárias para garantir a segurança dos EUA.

O Escândalo de Watergate derrubou o presidente Richard Nixon num processo de impeachment em 1974.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Woodward conta a Batalha do Orçamento nos EUA

O desacordo entre governo e oposição, causado por erros de cálculo, rigidez ideológica e divisões internas nos partidos, quase levou os Estados Unidos ao calote há um ano. O país perdeu sua nota máxima de uma das agências de classificação de risco por causa das dificuldades para conter sua dívida pública a longo prazo sem um consenso entre os políticos. Agora essa história está sendo contada em livro por Bob Woodward, um dos repórteres que denunciou o Escândalo de Watergate.

Décimo-sétimo livro de Woodward, O Preço da Política será publicado em versão resumida domingo no jornal The Washington Post. O livro estará a venda na terça-feira.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Telefonema entregou mensageiro de Ben Laden

Desde 2007, os Estados Unidos procuravam Abu Ahmed al-Kuwaiti, o mensageiro de Ossama ben Laden que os levou até o esconderijo do terrorista mais procurado do mundo. No ano passdo, um telefonema para um amigo o entregou, revela o repórter Bob Woodward, do jornal The Washington Post.

– Por onde você anda? Estamos com saudade de você. Como vai sua vida? O que você tem feito? – perguntou o amigo.

 – Voltei a trabalhar com as pessoas com quem estava antes – respondeu Al-Kuwaiti laconicamente.

– Que Deus te ajude – foi a resposta que levou os americanos a concluir que ele tinha voltado ao círculo íntimo da liderança d’al Caeda.

A ligação deu ao serviço secreto dos EUA o número do telefone celular do mensageiro que os levou até a casa em Abotabade, no Paquistão.


Como comentou um oficial americano com o laureado repórter do Post, um dos jornalistas responsáveis pela revelação do Escândalo de Watergate, "o filme sobre a morte de Ben Laden começa com este telefonema".

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Obama: EUA suportariam novo atentado terrorista

CAMBRIDGE, EUA - Em entrevista para um novo livro do jornalista Bob Woodward, As Guerras de Obama, o presidente dos Estados Unidos afirmou que o país tem condições de suportar novas ações terroristas.

"Faremos todo o possível para evitar, mas mesmo o 11 de setembro, o maior ataque até hoje contra o território americano... nós conseguimos absorver e estamos mais forte", declarou Barack Obama.

Woodward foi um dos dois repórteres do jornal The Washington que denunciaram o Escândalo de Watergate, provocando a renúncia do então presidente Richard Nixon, em 1974. Ele escreveu três livros sobre as guerras de George W. Bush.

Seu novo livro revela ainda que os EUA criaram uma força paramilitar clandestina formada por 3 mil afegãos e controlada pela CIA para atacar a milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes) e a rede terrorista Al Caeda (A Base).

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Morre a fonte secreta do escândalo de Watergate

Ele era subdiretor do FBI, a polícia federal dos Estados Unidos. Mas Mark Felt ficou mais conhecido como Garganta Profunda, a principal fonte secreta dos jornalistas que revelaram o Escândalo de Watergate, que derrubou o presidente Richard Nixon, em 1974. Feld morreu ontem em sua casa em Santa Rosa, na Califórnia, aos 95 anos.

Durante a campanha eleitoral de 1972, a sede do diretório nacional do Partido Democrata no Hotel Watergate, em Washington, foi invadida.

O que parecia um crime comum logo despertou a atenção de Bob Woodward e Carl Bernstein, do jornal The Washington Post. Afinal, ladrões pés-de-chinelo não contratariam advogados caríssimos.

Felt, indignado, encontrava-se com os repórteres num estacionamento em Washington e os aconselhava a seguir a trilha do dinheiro. Isso os levou à Casa Branca e ao próprio presidente dos EUA.

Dois anos depois, Nixon renunciou. Ao contrário do que acontece no Brasil, todos os altos funcionários americanos envolvidos no escândalo foram para a cadeia.

Felt continuou em sigilo até 2005. O compromisso dos repórteres era só revelar a fonte depois de sua morte. Mas ele resolveu tirar proveito em vida e ter um pouco da fama e reconhecimento pelo esforço para derrubar um presidente criminoso.