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quinta-feira, 2 de julho de 2020

Brasil passa de 1,5 milhão e o mundo de 11 milhões de casos

O Brasil ultrapassa a marca de um milhão e meio e o mundo de 11 milhões de casos da pandemia do novo coronavírus. Houve mais 1.277 mortes registradas num dia no Brasil, chegando a 61 mil 990 óbitos. Com quase 48 mil casos novos em 24 horas, o total de casos passou a 1 milhão 501 mil. 

Um estudo feito no esgoto de Florianópolis indica que o vírus poderia estar no Brasil em novembro. 

No mundo inteiro, o total de casos confirmados superou 11 milhões, com 524 mil mortes e 6 milhões 150 mil pacientes curados. Os Estados Unidos batem novo recorde de contaminações registradas num dia, quase 57 mil. Têm 2,837 milhões de casos e mais de 131 mil mortes.

Treze estados americanos registraram novos recordes nesta semana. A Flórida teve 10.100 casos novos da covid-19 nesta quinta-feira; em 1º de junho, foram 667. No Texas, o segundo maior estado americano em população, o uso de máscara passou a ser obrigatório em público. 

O Dr Anthony Fauci, principal epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, teme que uma mutação tenha tornado o coronavírus ainda mais infeccioso. Em seu otimismo vazio, na contramão da ciência, o presidente Donald Trump voltou a manifestar a esperança de que o vírus desapareça.

A boa notícia foi um saldo positivo de 4,8 milhões de empregos em junho no mercado de trabalho dos EUA. Meu comentário:

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Pandemia não será o fim da globalização

Sob o impacto da pandemia, uma tragédia de escala mundial, deve haver uma depressão, um aumento do nacionalismo econômico e do Estado Nacional, elemento central no combate à doença do novo coronavírus. Mas as previsões apocalípticas sobre o fim da globalização são prematuras.

A cooperação e o comércio internacional serão importantes para superar uma nova depressão. Os governos terão de investir pesadamente para evitar uma destruição maior do aparelho produtivo e do emprego. 

A carga fiscal terá de aumentar. Os ricos terão de pagar mais impostos. O coronavírus acelerou revolução tecnológica. Uma garantia de renda mínima pode ser uma solução permanente para a destruição de empregos que seria inevitável com o aumento da automação e da inteligência artificial.

O coronavírus não vai matar a globalização, que é fruto do desenvolvimento das tecnologias de comunicação e de transportes, e de uma busca por maior eficiência econômica. Isso não vai desaparecer.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE), um clube de países ricos e em desenvolvimento, previu nesta quarta-feira uma queda de 6% no produto mundial bruto. Pode ser de 7,6% se houver nova onda de contaminação. 

No Brasil, a perda será de 7,4% a 9,1%. Para 2021, a previsão é de um crescimento 2,4% a 4,1%. O desemprego deve chegar a 15,4%. A Argentina pode recuar 10% e o México, 8%. 

Na Europa: a contração será de 9,1% a 10,1% por cento. No próximo ano, crescimento de 6,5%, se pandemia for controlada. A recessão na França será de 11% a 14%. 

A Índia, a grande economia que mais cresceu nos últimos anos, encolhe 7% em 2020, mas deve crescer 5,1% em 2021.

As previsões mais otimistas dependem um controle da pandemia, que já contaminou 7 milhões 453 mil pessoas e matou 419 mil pessoas. 

No Brasil, com mais de 1.300 mortes registradas em 24 horas, o total de óbitos chegou perto de 40 mil. Houve mais 33.100 casos novos, elevando o total de casos confirmados para mais de 775 mil. Meu comentário:

terça-feira, 19 de abril de 2016

Socialistas franceses querem renda mínima de 400 euros por mês

O primeiro-ministro socialista Manuel Valls recebeu ontem um relatório propondo que o governo da França garanta uma renda mínima mensal de 400 euros (R$ 1.612,53) para todos os cidadãos entre 18 e 65 anos. Os idosos teriam direito a mais 400 euros mensais.

A reforma custaria 6,6 bilhões de euros por ano. O relatório Repensar as mínimas sociais sugere a unificação de dez benefícios sociais distintos para pessoas de baixa renda. A idade mínima para receber a ajuda estatal seria baixada de 25 para 18 anos, de modo a combater o desemprego e a pobreza entre os jovens.

Para Os Republicanos, o principal partido de oposição, a medida, a ser implantada a partir de 1º de janeiro de 2017, seria um desincentivo aos jovens, que poderiam se acomodar no desemprego. Na opinião do deputado Christophe Sirugue, autor da proposta, a revisão seria o "começo de uma luta eficaz contra a probreza entre os jovens.

A taxa de pobreza entre os jovens de 18 a 29 anos era de 18,6% em 2013, último dado disponível, em contraste com 12,3% para a população francesa como um todo.