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quinta-feira, 8 de abril de 2021

Brasil tem segundo pior dia da pandemia com mais de 4 mil mortes

 É um horror que não passa. Neste ritmo, abril será ainda pior do março, quando morreram quase 67 mil pessoas no Brasil, 20,7% de todas as mortes causadas pela pandemia no país até então. Hoje foi o segundo pior dia, com mais 4.190 mortes e 89.293 casos novos da doença do coronavírus de 2019.

O país soma agora 13.286.324 casos confirmados e 345.287 óbitos por covid-19. A morte está em alta em 11 estados e no Distrito Federal. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu para 2.818, com alta de 17% em duas semanas. 

O total de casos confirmados no mundo chegou a 133.760.945, com 2,9 milhões de mortes. Cerca de 108 milhões de pacientes se recuperaram, muitos com sequelas de longo prazo, 22,76 milhões apresentam sintomas leves e 101.619 estão em estado grave.

Com mais 2.564 mortes, algumas de dias anteriores notificadas com atraso, e 72,3 mil casos novos, uma alta de 14 por cento em duas semanas, os Estados Unidos registraram até agora 31 milhões de casos de covid-19 e 560.083.

Mais de 746 milhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Os EUA aplicaram mais 3,8 milhões de doses num dia, chegando a 178,2 milhões. Cerca 112 milhões de pessoas tomaram a primeira dose e 66,2 bilhões (20% por cento da população americana) estão plenamente vacinados. 

A China aplicou mais de 150 milhões de doses; a India, 92 milhões, o Reino Unido, 40 milhões; e o Brasil, 28,56 milhões. Nesta quinta-feira, foram mais um milhão de doses. Ao todo, quase 22,2 receberam a primeira dose e 6,35 milhões (3% da população brasileira) já tomaram as duas doses necessárias à imunização. Meu comentário: 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Economia dos EUA perdeu 140 mil empregos em dezembro

 No fim trágico e melancólico do desgoverno Donald Trump, o mercado de trabalho fechou 140 mil vagas de emprego a mais do que criou, anunciou hoje o Departamento do Trabalho. Foi o primeiro relatório de emprego com saldo negativo em oito meses. 

Em 2020, a maior economia do mundo acumulou uma perda de 9,37 milhões de postos de trabalho, a maior desde 1939, quando começou a Segunda Guerra Mundial. A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa que não leva em conta quem desistiu de procurar trabalho, ficou inalterada em 6,7%.

Ao tomar posse em 20 de janeiro, o presidente eleito Joe Biden vai enfrentar uma crise de saúde pública e seu impacto econômico. O resultado reflete 500 mil demissões no setor de bares, restaurante e hotelaria, afetados diretamente pelo aumento do contágio e das mortes na pandemia. É mais um sinal da insanidade de tentar manter a economia funcionando normalmente, como defendem os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro, em meio à emergência de saúde público.

Se a doença do coronavírus de 2019 for controlada pelas vacinas, a economia e o mercado de trabalho se recuperam, mas haverá fechamento permanente de vagas.

Com a queda da renda e do consumo, o governo Joe Biden e o Congresso, agora com maioria do Partido Democrata na Câmara e no Senado, devem aprovar um novo pacote de estímulo trilionário com ajuda direta de US$ 2 mil (R$ 10.824) a todos os americanos que ganhem até US$ 75 mil por ano, cerca de R$ 406 mil.

Em outro fracasso da política de Trump, neste caso das guerras comerciais, o déficit comercial dos EUA em novembro foi o maior em 14 anos: US$ 68,1 bilhões (R$ 368,5 bilhões).

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Economia dos EUA teve saldo de 638 mil vagas em outubro

O mercado de trabalho dos Estados Unidos registrou melhora em outubro, abrindo 638 mil vagas de emprego a mais do que fechou, mas o ritmo de contratações diminuiu e há pelo menos 10 milhões de trabalhadores empregados a menos do que no início da pandemia do coronavírus de 2019. A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, caiu um ponto percentual para 6,9%. 

Com a covid-19 e a incerteza em torno do resultado das eleições, a expectativa é de desaceleração da retomada da economia e do emprego. O ex-vice-presidente Joe Biden está perto da vitória, mas o presidente Donald Trump se nega a aceitar o resultado e vai à Justiça para tentar anular os votos enviados pelo correio. E a pandemia bate recordes de contágio, com 107,7 mil casos novos na quarta-feira e 121,5 mil na quinta-feira, de acordo com o jornal The New York Times.

A maior economia do mundo precisa de um novo pacote de estímulo, como pede o presidente do Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, Jerome Powell. Como o Partido Republicano deve manter o controle do Senado, não será um estímulo tão grande quanto aos US$ 2,4 trilhões, aprovados na Câmara, onde o Partido Democrata manteve a maioria.

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Crescimento recorde recupera parte das perdas nos EUA

 A economia dos Estados Unidos cresceu 7,4% no terceiro trimestre, o ritmo mais forte do pós-guerra, mas a recuperação é apenas parcial porque caíra 9% no segundo trimestre sob o impacto da pandemia do novo coronavírus. 

O presidente Donald Trump tenta faturar politicamente. É sua última esperança de se reeleger em 3 de novembro, mas o aumento do contágio vai no sentido contrário.

O produto interno bruto da maior economia do mundo ainda está 3,5% abaixo do nível do fim do ano passado. Mais de 20 milhões de americanos recebem algum tipo de auxílio-desemprego. Com o fim do plano de estímulo e o aumento da contaminação pelo coronavírus, a recuperação perde força.

Enquanto Trump festejava "o maior e melhor [resultado do PIB] da história do país" e prometia que "o próximo ano será fantástico", o ex-vice-presidente Joe Biden, candidato da oposição, contra-atacou. 

"Este relatório sublinha três verdades inescapáveis em relação à economia de Donald Trump: estamos num buraco profundo e o fracasso na ação do presidente significa que o crescimento do terceiro trimestre não basta para sairmos; a recuperação está se desacelerando ou estagnando; e a recuperação ajuda quem está por cima, mas deixa milhões de dezenas de famílias de trabalhadores e pequenos empresários para trás", declarou Biden.

O consumo, especialmente de bens duráveis, aumentou 40,7%. O investimento privado avançou 83%, mas o gastos público caiu 4,5% e o investimento em infraestrutura, 14,5%.

"A realidade é que os números do PIB mostram que a economia americana reagiu fortemente com a suspensão das medidas de confinamento", comentou o economista James McCann, da corretora Aberdeen Standard Investments, citado pelo jornal britânico Financial Times. "Mas como o estímulo passou, as infecções por covid-19 estão aumentando de novo e o Congresso não chega a um acordo sobre um novo pacote de incentivo, estes números positivos não vão durar."

Mais 751 mil americanos entraram com novos pedidos de seguro-desemprego na semana passada, uma queda de 40 mil em relação à semana anterior, num sinal de fraqueza do mercado de trabalho. 

O recorde, de 6,87 milhões, foi registrado em março. O Programa Federal de Assistência na Pandemia, que oferece auxílio para autônomos e microempresários, que não têm direito ao seguro-desemprego federal, teve quase 360 mil novos pedidos.

Com o crescimento do PIB, a Bolsa de Valores de Nova York fechou em alta moderada de 0,5%.

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Vice de Biden acusa governo Trump "pelo maior fracasso na história dos EUA"

Senadora Kamala Harris e vice-presidente Mike Pence fazem debate civilizado, sem nocaute

A morte de mais de 210 mil americanos na pandemia do novo coronavírus é "o maior da história do governo dos Estados Unidos", afirmou hoje a senadora Kamala Harris, do Partido Democrata. Foi o primeiro ataque ao vice-presidente Mike Pence no único debate dos candidatos a vice na eleição de 3 de novembro. Pence alegou que poderia ser muito pior, não fossem as medidas tomadas pelo governo Donald Trump.

Afinal, um debate civilizado, depois do primeiro de três debates previstos entre os candidatos à Presidência, em 29 de setembro, um fiasco. Trump interrompeu o vice-presidente 77 vezes. Foi chamado de palhaço, mentiroso, racista e pior presidente da história. Há mais dois debates programa entre eles, em 15 e 22 de outubro, dependendo da recuperação do presidente da covid-19.

Kamala Harris mostrou-se capaz de ser presidente, mas apostou na segurança. Sua chapa leva uma vantagem de 10 pontos percentuais na média das pesquisas. Primeira mulher negra, de origem africana e indiana, a disputar a eleição presidencial dos EUA por um grande partido, tentou não parecer uma mulher raivosa como Trump a descreveu quando foi indicada.

Pence deu o recado de Trump, a favor da polícia em defesa da lei e da ordem diante das acusações de racismo. Alertou que revogar impostos pode prejudicar a economia, que a pandemia poderia ser muito pior e que a recuperação está a caminho. Não respondeu se proibiria o aborto no estado de Indiana, onde foi governador, nem como pretende garantir a cobertura de pessoas com doenças preexistentes, uma das bases do programa de saúde do governo Barack Obama, que Trump tenta destruir desde que chegou à Casa Branca.

Harris não revelou se a chapa democrata pretende amplicar a Suprema Corte para neutralizar as nomeações de juízes conservadores pelo governo atual. Seus focos foram atacar o governo em relação à pandemia, à economia e ao desemprego.

Leia mais em Quarentena News.

sábado, 15 de agosto de 2020

Depressão da Pandemia é ameaça secular à economia mundial

Desde a Grande Depressão (1929-39), não havia tantas nações em recessão ao mesmo tempo. O comércio internacional, o desemprego e a desigualdade social dentro dos países e entre os países são indicadores da crise. 

A pandemia do novo coronavírus é uma ameaça secular, comparada à Gripe Espanhola de 1918 e à Grande Depressão de 1929-39, principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial. 

Os esforços de mitigação incluíram confinamento e proibições de viagem. Para sustentar a economia, os governos mobilizaram mais de US$ 11 trilhões, cerca de R$ 59 trilhões.

Leia mais em Quarentena News.

sábado, 8 de agosto de 2020

Brasil ultrapassa 100 mil mortes e 3 milhões de casos de Covid-19

Com mais 841 mortes e 46.305 casos notificados hoje, o Brasil chegou a 100.543 óbitos e 3.013.100 casos confirmados da pandemia do coronavírus de 2020. Os presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal declararam luto nacional. Indiferente à tragédia anunciada o presidente Jair Bolsonaro divulgou uma foto sorrindo para festejar a conquista pelo Palmeiras do Campeonato Paulista.

O governo federal se defendeu alegando que 2 milhões de pacientes se recuperaram, mas a perda de 100 mil vidas é inaceitável e o número só não é maior por causa das medidas de confinamento adotadas por governo estaduais e municipais e por dois ministros da Saúde demitidos por Bolsonaro.

Nos Estados Unidos do fracasso das negociações dos partidos Republicano e Democrata sobre um novo plano de sustentação da economia, o presidente Donald Trump baixou vários decretos cortando impostos sobre a folha de pagamento e prorrogando a ajuda aos desempregados.

O Partido Democrata alega que as medidas são inconstitucionais porque só o Congresso pode autorizar aumentos nos gastos públicos. É mais uma manobra eleitoreira de Trump.

Atrás mas pesquisas, o presidente luta desesperadamente para se recuperar e busca desculpas para justificar a derrota. Acusa a China, a oposição democrata e o voto pelo correio. Um acordo seria importante para os republicanos tentarem manter a maioria no Senado.

A oposição democrata aprovou na Câmara um programa de estímulo de US$ 3 trilhões prorrogando uma ajuda de US$ 600 por semana aos desempregados. O secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, alegou que a quantia seria maior do que o salário que os beneficiados ganhariam trabalhando e, assim, um desestímulo à produção.

O Partido Republicano queria limitar o plano a US$ 1 trilhão. Chegou a ser apresentada uma proposta intermediária, de US$ 2 trilhões, mas não houve acordo.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

EUA devem ter a 300 mil mortes pela pandemia em dezembro

Pelas projeções da Universidade de Washington em Seattle, os Estados Unidos terão até dezembro um total de 300 mil mortes pela pandemia do coronavírus de 2019. No Brasil, diante da expectativa de chegar a 100 mil mortes no fim de semana, o presidente Jair Bolsonaro afirmou ter feito "o possível e o impossível", uma confissão de fracasso total.

O presidente Donald Trump anunciou que deve haver uma vacina para a época das eleições, mas mais de 60% dos americanos não acreditam no que o presidente diz sobre a pandemia. 

Pela primeira vez, o Facebook apagou declarações de Trump, no caso alegando que as escolas precisam reabrir porque as crianças correriam menor risco de contágio, o que contradiz as informações da doença.

No mundo inteiro, o total de casos confirmados passou de 19 milhões, com quase 714 mil mortes e mais de 12 milhões de pacientes recuperados. 

Os Estados Unidos registram cerca de 5 milhões de casos confirmados e mais de 160 mil mortes. 

No Brasil, houve mais 1.226 mortes e 53.511 casos novos em 24 horas, somando um total de 98 mil 644 mortes e mais de 2,916 milhões de casos confirmados. 

A Índia, terceiro país em número de casos, superou a marca de 2 milhões. Meu comentário:

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Brasil passa de 1,5 milhão e o mundo de 11 milhões de casos

O Brasil ultrapassa a marca de um milhão e meio e o mundo de 11 milhões de casos da pandemia do novo coronavírus. Houve mais 1.277 mortes registradas num dia no Brasil, chegando a 61 mil 990 óbitos. Com quase 48 mil casos novos em 24 horas, o total de casos passou a 1 milhão 501 mil. 

Um estudo feito no esgoto de Florianópolis indica que o vírus poderia estar no Brasil em novembro. 

No mundo inteiro, o total de casos confirmados superou 11 milhões, com 524 mil mortes e 6 milhões 150 mil pacientes curadosOs Estados Unidos batem novo recorde de contaminações registradas num dia, quase 57 mil. Têm 2,837 milhões de casos e mais de 131 mil mortes.

Treze estados americanos registraram novos recordes nesta semana. A Flórida teve 10.100 casos novos da covid-19 nesta quinta-feira; em 1º de junho, foram 667. No Texas, o segundo maior estado americano em população, o uso de máscara passou a ser obrigatório em público. 

O Dr Anthony Fauci, principal epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, teme que uma mutação tenha tornado o coronavírus ainda mais infeccioso. Em seu otimismo vazio, na contramão da ciência, o presidente Donald Trump voltou a manifestar a esperança de que o vírus desapareça.

A boa notícia foi um saldo positivo de 4,8 milhões de empregos em junho no mercado de trabalho dos EUA. Meu comentário:

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Brasil chega a 60 mil mortes pela pandemia do novo coronavírus

Cerca de 30 mil pessoas morreram no mês passado no Brasil da doença do coronavírus de 2019. Com mais 1.057 mortes comunicadas hoje, o total de óbitos está em 60.713. Com mais 44.884 casos novos registrados em 24 horas, o total de casos confirmados passou de 1,453 milhão. 

Os Estados Unidos tiveram 48.743 casos novos em 24 horas, um novo recorde, o quarto em uma semana. O total de casos confirmados passou de 2,776 milhão, com mais de 130 mil mortes. Por causa das mortes excedentes em relação ao ano passado, a Associação Médica Americana estima que o total seria 28% maior, mais de 167 mil.

Pelo menos 16 estados recuaram na reabertura. A Califórnia voltou a fechar bares e restaurantes, e Nova York suspendeu a autorização para que servissem em áreas internas a partir da próxima semana. 

No mundo inteiro, seis meses depois que a China comunicou à Organização Mundial da Saúde a existência de um surto de pneumonia atípica na cidade de Wuhan, já são quase 10,82 milhões de casos confirmados, quase 519 mil mortes e 5,929 milhões de pacientes curados. A taxa de mortalidade dos casos encerrados está em 8 por cento.

A União Europeia reabriu as fronteiras externas para 14 países, mas excluiu os Estados Unidos, o Brasil e a Rússia. Portugal e Espanha também reabriram a fronteira. As ilhas do Mar do Caribe também autorizaram a volta dos turistas, mas não dos americanos. Na Holanda, a venda de serviços sexuais voltou a ser permitida. Na Bélgica, foram reabertos, parques de diversão, cassinos, teatros e piscinas.

Só 49,5% das pessoas em idade de trabalhar tinham ocupação no Brasil no fim de maio, revelou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, 85,9 milhões. Em três meses, a taxa de desemprego de 11,6% para 12,9%.

Nove em cada dez famílias argentinas estão endividadas. Nesta quarta-feira, começou uma nova fase de confinamento total na Grande Buenos Aires, com a exceção dos serviços essenciais. Cerca de 70 mil lojas fecharam. Muitos comerciantes temem que seja um golpe final nos seus negócios. Meu comentário:

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Pandemia acelera nos EUA e tem novos surtos na Ásia

A pandemia se agrava. No fim de semana, o total de casos confirmados passou de 10 milhões e o de mortes de 500 mil. A Organização Mundial da Saúde adverte que a pandemia está longe do fim e vai enviar uma equipe à China na próxima semana para investigar a origem da doença do coronavírus de 2019.

Os Estados Unidos têm um quarto do total de casos no mundo inteiro, quase 2,682 milhões, mais mortes, 128 mil, e registram duas vezes mais casos novos do que duas semanas atrás, enquanto China, Japão, Coreia do Sul e Austrália têm novos picos de infecção. 

No domingo, foram registrados mais de 42 mil casos novos nos Estados Unidos. Nas últimas semanas, houve aumento do ritmo de infecções em 38 dos 50 estados americanos, de acordo com a Rádio Pública Nacional.

O Brasil registrou mais 727 mortes em 24 horas, chegou a 58.385 óbitos e mais 25.234 casos novos, elevando o total para 1.370.488.

A China aprovou uma vacina que será aplicada nos militares. No mundo inteiro, há 147 vacinas em desenvolvimento. No fim de semana, o governo brasileiro anunciou um acordo com o laboratório AstraZeneca e a Universidade de Oxford, na Inglaterra, que estão desenvolvendo a vacina mais promissora. 

Hoje, o Dr. Anthony Fauci, principal epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, disse que ficará satisfeito com uma vacina que tinha eficácia em 70 a 75 por cento dos casos.

Sob o impacto da pandemia, uma onda verde dominou o segundo turno das eleições municipais da França. O partido Europa Ecologia-Os Verdes (EELV), fundado em 2010 por Daniel Cohn-Bendit, Dani Le Rouge, Dani o Vermelho, líder da Revolução dos Estudantes de maio de 1968, ganhou em Lyon, Bordeaux, Estrasburgo, Poitiers, Besançon, Annecy e Grenoble, e apoiou os candidatos vencedores em Paris, Marselha e Montpellier.

"Isto lembra as eleições municipais de 1977", quando a esquerda ganhou, antecipando a vitória do socialista François Mitterrand na eleição presidencial de 1981, festejou o secretário-geral do Europa Ecologia-Os Verdes, Julian Bayou.

Foi uma derrota para A República em Marcha (LREM), do presidente Emmanuel Macron, que não conseguiu se firmar como um partido municipalista. Uma aliança de esquerda se reconstitui, pressionando o presidente. Ex-ministro das Finanças do presidente socialista François Hollande (2012-17), Macron teve de se alinhar à centro-direita.

Hoje, numa guinada ecológica, o presidente recebeu no Palácio do Eliseu a Convenção Cidadã pelo Clima e só rejeitou três de suas 149 propostas: um imposto de 4% sobre dividendos, sob a alegação de que desestimularia o investimento; uma redução da velocidade máxima nas estradas de 130 para 110 km/h; e a introdução da proteção ambiental como meta prioritária no preâmbulo da Constituição da França.

Macron anunciou que não vai apoiar o acordo de livre comércio da União Europeia com o Mercosul enquanto o Brasil não cumprir o compromisso de proteger o meio ambiente e a Amazônia.

Nesta quarta-feira, começa o terceiro trimestre do ano, quando há uma esperança de recuperação econômica no Leste da Ásia e na Europa, enquanto os Estados Unidos, a América Latina, o Sul da Ásia, a África e o Oriente Médio vão continuar lutando contra o impacto da pandemia.

O Brasil perdeu 1,4 milhão de empregos com carteira assinada em três meses. Mais 11,6 milhões tiveram salários reduzido para não perder o emprego.

A economia argentina desabou 26,4% em abril e deve fechar o ano com queda de até 12% no produto interno bruto, pior do que os 10,9% de 2002, depois do colapso da dolarização da era Carlos Menem (1989-99).

O economista Edmar Bacha, diretor do Instituto de Pesquisas Econômicas Casa das Garças e um dos pais do Plano Real, prevê uma mudança estrutural depois da pandemia, com aumento dos gastos públicos e maior preocupação com a desigualdade social e a distribuição da riqueza. Meu comentário:

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Xi Jinping promete criar grande sistema de saúde na China para evitar epidemias

Em discurso na terça-feira, o ditador Xi Jinping prometeu construir um grande sistema de saúde pública na China para evitar crises como a pandemia da doença do coronavírus de 2019, noticiou o jornal South China Morning Post, de Hong Kong. 

A ideia é criar uma grande rede incluindo governos municipais e provinciais, agências de controle e prevenção de doenças, laboratórios, hospitais, clínicas comunitárias e escolas de saúde pública para identificar e coordenar respostas a surtos de novas doenças infecciosas. 

“A segurança da população é a pedra fundamental da segurança nacional... O sistema de prevenção de doenças é uma garantia importante para garantir a estabilidade econômica e social”, declarou Xi, citado pela imprensa oficial.

Em janeiro e fevereiro, a epidemia do coronavírus representou um grande desafio à ditadura de partido único e à liderança de Xi Jinping, observou Steve Tseng, diretor da Escola de Estudos Africanos e Orientais da Universidade de Londres (SOAS). O que reabilitou a ditadura de Xi diante do povo chinês foi a grande mortandade na Europa e nos EUA.

Nesta semana, uma reportagem investigativa da agência de notícias Associated Press confirmou que o regime comunista chinês tentou esconder informações sobre a epidemia em seu estágio inicial retardando um combate mais efetivo ao que se tornou uma pandemia que já matou mais de 398 mil pessoas no mundo inteiro.

Hoje o total de casos no mundo passou de 6,852 milhões, com mais de 3,352 milhões de pacientes curados. Os EUA têm o maior número de casos confirmados, mais de 1,965 milhão, e mais de 111 mil mortes. 

Nesta sexta-feira, o presidente Donald Trump citou o Brasil como mau exemplo no combate à pandemia do novo coronavírus. Disse que, se os Estados Unidos tivessem seguido o exemplo do Brasil, poderiam ter mais de 2 milhões mortos.

O Brasil registrou mais 1.005 mortes em 24 horas, elevando o total 35.037 óbitos. Com 30.830 casos novos num dia, o total de casos confirmados subiu para mais de 646 mil.

O novo secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Wizard, quer recalcular o número de casos numa clara manobra para manipular a maquiar os números, excluindo casos em que os mortos tinham outras doenças.

Na realidade, a maioria dos cientistas acredita que haja uma subnotificação. O Brasil faz muitos poucos testes. É o vigésimo país em número de mortes por milhão de habitantes, mas o centésimo vigésimo nono do mundo em número de testes. 

Assim, haveria muitos mais casos e mortes do que aparecem nas estatísticas oficiais.

Na França, o presidente do Conselho Científico, Jean-François Delfraissy, declarou que a pandemia está sob controle, mas o número de pessoas sem máscara nas ruas e a proximidade em bares e cafés de Paris, que ainda é uma zona laranja, preocupam.

Um novo estudo da Universidade de Oxford, na Inglaterra, com dados da mais de 11 mil pacientes internados em 175 hospitais do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido concluiu que “não houve efeito benéfico da hidroxicloroquina em pacientes hospitalizados com covid-19”.

A boa notícia da sexta-feira foi o relatório mensal de emprego dos EUA, que revelou um saldo positivo de 2,5 milhões de novas contratações a mais do que demissões, quando o mercado esperava a perda de até 7,5 milhões.

O índice de desemprego caiu de 14,7% para 13,3%, mas não leva em conta as pessoas que não estão procurando emprego. Meu comentário:

Mercado de trabalho surpreende nos EUA com saldo de 2,5 milhões de vagas

Contra todas as expectativas, com a retomada das atividades no setor de serviços, o mercado de trabalho dos Estados Unidos registrou em maio um ganho de 2,5 milhões vagas, informou o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. A taxa de desemprego caiu de 14,7%, a maior desde 1948, para 13,3%. As bolsas de valores e o petróleo registraram altas expressivas.

Os dados semanais sobre novos pedidos de seguro-desemprego registraram mais 1,9 milhão de demissões na semana passada, totalizando 42,6 milhões desde março. Não captaram as recontratações.

Os setores de hospitalidade e lazer, inclusive restaurantes, reabriram 1,2 milhão de postos de trabalho depois de demitir 8 milhões de trabalhadores desde o início da crise, enquanto os varejo, que havia demitido 2,3 milhões de empregados, contratou 377 mil.

As novas vagas ainda são uma fração do total de demissões e a taxa de desemprego de 13,3% ainda está acima dos 10% registrados no auge da Grande Recessão de 2008-9, mas indica que a maior economia do mundo terá forte recuperação se a pandemia for controlada e a reabertura não causar uma segunda onda de contaminação.

Na França, o presidente do Conselho Científico, Jean-François Delfraissy, declarou que a pandemia está sob controle, mas o número de pessoas sem máscara nas ruas e a proximidade em bares e cafés de Paris, que ainda é uma zona laranja, preocupam.

Com a boa notícia, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, subiu 829% e fechou em alta de 3,15%. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo avançou 0,86%. O dólar comercial caiu mais 2,66% para R$ 4,99.

O preço do petróleo West Texas Intermediate, do Golfo do México, padrão do mercado americano, aumentou 5,45% para US$ 39,35 e o do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão de referência da Bolsa de Mercadorias de Londres, cresceu 5,05% para US$ 42,01.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Brasil tem uma morte por minuto e supera Itália em número de mortes

O Brasil ultrapassa a Itália a se torna o terceiro país em número total de mortos pela pandemia do novo coronavírus. Com mais 1.473 mortes em 24 horas, novo recorde, o Brasil tem uma morte por minuto. Já são hoje 34.339 mortes aqui e 33.689 na Itália. 

Houve 30.925 casos novos num dia, elevando o total de casos confirmados para quase 615 mil. Mais de 266 mil pessoas foram curadas. Todos os estados brasileiros têm taxas de transmissão acima de um, ou seja, cada infectado transmite o vírus para mais de uma pessoa.

Os Estados Unidos têm o maior número de mortes, mais de 110 mil, e de casos confirmados, mais de 1,923 milhão. 

No mundo inteiro, são mais de 6,688 milhões de casos registrados, 392 mil mortes e 3,228 milhões de pacientes curados. Dos casos encerrados, 11% resultaram em morte.

Com mais de 100 mil novos casos registrados por dia, 130 mil em 30 de maio, a pandemia cresce em países em desenvolvimento, com sistemas de saúde muito mais precários do que os países ricos atingidos inicialmente, na América Latina, na África, na Ásia e no Oriente Médio.

O Banco Central Europeu ampliou seu programa de compra de títulos da dívida pública para 1,35 trilhão de euros, cerca de R$ 7,843 trilhões. É uma maneira de colocar mais dinheiro em circulação para estimular a economia. 

A chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel lançou um programa de recuperação da economia da Alemanha de 130 bilhões de euros, equivalentes a R$ 755 bilhões, com ênfase no desenvolvimento ambiental, com carros elétricos e aviões que emitem menos gases de efeito estufa.

Mais 1,9 milhão trabalhadores pediram o seguro-desemprego nos Estados Unidos na semana passada. Desde o início da pandemia, mais de 42,6 milhões foram demitidos.

Enquanto isso, o patrimônio dos super-ricos aumentou em US$ 565 bilhões, com destaque para Jeff Bezos, o homem mais rico do mundo, dono da Amazon, que ganhou muito dinheiro com o comércio eletrônico durante a quarentena, Mark Zuckerberg, dono do Facebook, e Elon Musk, da Tesla, que lançou o primeiro voo espacial tripulado privado da história.

O laboratório britânico AstraZeneca, que desenvolve uma vacina junto com a Universidade de Oxford, espera ter a vacina, chamada de AZD1222, pronta em setembro. 

A meta é fabricar dois bilhões de doses, sendo 400 milhões para os Estados Unidos e o Reino Unido, e 1 bilhão para distribuir em países de renda média e baixa, que receberiam 400 milhões ainda neste ano. Meu comentário:

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Pandemia do coronavírus passa de 5,9 milhões de casos registrados

O novo coronavírus já contaminou pelo menos 5,9 milhões de pessoas no mundo inteiro e matou pelo menos 362 mil. Mais de 2,577 milhões de pacientes foram curados. Dos casos encerrados, 12 por cento terminaram em morte. 

Nesta quinta-feira, o Brasil teve o maior número de casos novos, 26,7 mil, elevando o total para mais de 438,8 mil casos. Houve mais 1.156 mortes em 24 horas aumentando o número de óbitos para 27.119. 

Os Estados Unidos passaram de 1,768 milhão de casos. As mortes chegaram a 103.330. O governador do estado de Washington, onde houve o primeiro caso no país, mas a situação foi controlada, Jay Inslee, pediu a remoção do presidente Donald Trump por causa do fracasso no combate à pandemia.

A Organização Mundial da Saúde destacou hoje que 24 países europeus tiveram 159 mil mortes a mais do que no ano passado, observando que uma parte significativa deste aumento se deve à covid-19. 

O total de mortes pela pandemia na Europa está em 175 mil. A Espanha superou o Reino Unido em número de mortes por habitantes em projeção feita pelo jornal inglês Financial Times levando em conta a subnotificação. A Espanha teve 923 mores por milhão de habitantes. O Reino Unido, 891 mil por milhão.

As cidades mais atingidas pela covid-19 ainda estão longe da chamada imunidade de rebanho, em que 60% da população desenvolveu anticorpus e o vírus fica com menos pessoas vulneráveis para infectar.

Em Nova York, quase 20% teriam anticorpos, 17,5% em Londres, 11,3% em Madri, 10% em Wuhan, na China, onde houve o primeiro surto. No Brasil, Manaus teria 11% de pessoas com anticorpos e São Paulo 6%.

A França entra na segunda fase do desconfinamento. Não há mais nenhuma zona vermelha na França. Em 2 de junho, acaba o limite de 100 quilômetros para movimentação de pessoas. 

Na próxima semana, os bares, restaurantes, colégios, a hotelaria, os campings, parques e jardins serão reabertos, com restrições na região de Paris, na Guiana Francesa e em áreas de vigilância especial.

Cerca de 70% da Espanha entram na fase dois na segunda-feira, 1º de junho, a segunda etapa de volta à normalidade. Madri e Barcelona, as duas maiores cidades do país, e outras regiões terão de esperar mais um pouco.

A Coreia do Sul, um dos países que controlou melhor a pandemia, registrou 79 casos novos, o maior número em 50 dias, e decidiu fechar parques e jardins pelas próximas duas semanas.

O Chile sofre com contaminação por não ter imposto um confinamento total na capital, Santiago, e ter retomado as atividades antes da hora.

Na África, o total de mortes subiu para 3.696 em mais de 124 mil casos.

Mais 2,1 milhões americanos pediram seguro-desemprego na semana passada, aumentando o total de demitidos desde o início da pandemia do novo coronavírus para 40,7 milhões. Um em cada quatro trabalhadores americanos perdeu o emprego.

O Brasil tem 12,8 milhão de desempregados. E ainda tem 5 milhões de desalentados, aqueles que desistiram de procurar emprego. 
Até o fim do ano, podem ser 16 a 20 milhões. Meu comentário: 

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Brasil ultrapassa 25 mil mortes pela pandemia do novo coronavírus

O Brasil passou hoje de 414 mil casos confirmados da pandemia do novo coronavírus . As mortes chegaram a 25.697. Os Estados Unidos ultrapassaram 1,745 milhão de casos confirmados e 102 mil mortes pela covid-19, 28% do total no mundo. 

A Califórnia é o quarto estado americano a superar o total de 100 mil casos, depois de Nova York, Nova Jérsei e Illinois. 

O mundo chegou a um total de 357 mil mortes em 5,8 milhões de casos. Mais de 2,48 milhões de pacientes foram curados. Dos casos encerrados, 13% terminaram em morte.

A França decidiu proibir o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina, a não ser em testes clínicos, tendo em vista inúmeros estudos que consideram o remédio ineficaz no combate à covid-19.

Em artigo no New England Journal of Medicine, a revista médica mais prestigiada do mundo, o Dr. Marc Larochelle argumenta que as regras de volta ao trabalho precisam observar as condições específicas de diferentes trabalhadores e profissões.

A Comissão Europeia prevê uma queda de 7,5 por cento no produto regional bruto da União Europeia neste ano. O banco de investimentos Morgan Stanley espera 11 por cento. 

A UE recuou 3,5 por cento no primeiro trimestre. A Alemanha, maior economia europeia, perdeu 2,2 por cento. No ano, o banco Morgan Stanley prevê uma queda de 8% na Alemanha, 11 por cento na França e 15 por cento na Itália.

Para enfrentar a depressão, a pior crise econômica mundial desde o fim da Segunda Guerra Mundial, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs hoje um plano de recuperação de 750 bilhões de euros, R$ 4,357 trilhões. 

500 bilhões de euros serão de ajuda direta e os outros 250 bilhões de empréstimos. A Itália, a Espanha e a Polônia seriam as maiores beneficiadas. Quatro países ricos, Áustria, Dinamarca, Holanda e Suécia, se opõem à ajuda direta bancada por todos sem contrapartida.

O governo do Japão, o terceiro país mais rico do mundo, aprovou um plano de recuperação do país de mais de 1 trilhão de dólares, cerca de 5 trilhões 282 bilhões de reais.

A Organização Internacional do Trabalho prevê que a pandemia vai levar à demissão de 305 milhões de pessoas no mundo inteiro. Um em cada seis jovens do mundo ficará desempregado.

No Brasil, foram fechadas 1 milhão e 100 mil vagas de emprego com carteira assinada em dois meses. Na recessão anterior, em 2015 e 2016, foram perdidos 3 milhões de empregos. Meu comentário:

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Total de desempregados pela pandemia nos EUA chega a 30 milhões

Com mais 3,8 milhões de pedidos de seguro-desemprego na semana passado, o total de trabalhadores que perderam o emprego nos Estados Unidos com a pandemia do novo coronavírus chegou ontem a 30 milhões. A situação é especialmente grave porque cerca de metade dos americanos tem seguro-saúde pago pela empresa.

Os EUA viviam uma situação de quase pleno emprego antes da pandemia, com a menor taxa de desemprego desde 1969, quando o país era muito diferente e boa parte das mulheres não trabalhava. Na semana anterior, 4,4 milhões de trabalhadores demitidos haviam pedido seguro-desemprego.

Em 18 de abril, 12,4% da força de trabalho dos EUA havia solicitado o benefício. Numa pesquisa separada, o Departamento do Comércio estimou que o consumo dos lares caiu 7,5% em maior. É a maior baixa desde que há pesquisa começou, há mais de 60 anos.

A queda no consumo e o aumento do desemprego são indicadores de um colapso sem precedentes da economia. O produto interno bruto, a soma de todos os bens e serviços produzidos, menos as importações, recuou num ritmo de 4,8% ao ano no primeiro trimestre de 2020.

No segundo trimestre, quando a maior economia do mundo deve sofrer um impacto ainda maior da paralisação das atividades, o PIB americano pode baixar de 30% a 40%, numa queda sem precedentes.

Durante a Grande Depressão (1929-39), a crise começou com o colapso dos preços das ações na Bolsa de Valores de Nova York. A situação se agravou com políticas econômicas equivocadas, protecionismo econômico e uma guerra comercial entre as maiores economias do mundo. Mas foram necessários três anos para a economia sofrer uma queda semelhante. Desta vez, bastaram três meses.

Em 1932, o desemprego chegou a 25% nos EUA e a 12,5% na Alemanha. Os americanos elegeram Franklin Delano Roosevelt, que adorou uma série de políticas de corte social-democrata no chamado New Deal, algo como um novo pacto social. Os alemães elegeram o Partido Nazista, liderado por Adolf Hitler.

A Grande Depressão foi a principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial, o pior conflito armado da história.

Ontem, em busca de uma desculpa para sua falta de liderança e inação no combate à crise, o presidente Donald Trump acusou a China, onde surgiu o novo coronavírus, com o primeiro caso registrado em 17 de novembro na cidade de Wuhan.

Trump insistiu várias vezes que a situação estava sob controle e que, em breve, os EUA não teriam nenhum caso. Hoje, os EUA têm 1.905.034 casos confirmados e 63.871 mortes. No mundo inteiro, são 3.310.039 casos registrados, 234.143 mortes e 1.043.245 pacientes curados. Dos casos encerrados, 18% terminaram em morte.

Enquanto as duas maiores potências mundiais, os EUA e a China, se acusam mutuamente pela pandemia, o secretário-geral das Nações Unidos, o ex-primeiro-ministro português António Guterres, lamenta a falta de cooperação internacional no combate ao inimigo comum da humanidade.

Ontem, o Imperial College, de Londres, citou o Brasil entre os países com mais rápida propagação da doença. Apesar de mais de 6 mil mortes, o presidente Jair Bolsonaro insiste na necessidade de reativar a economia, o que tende a agravar a tragédia anunciada.

Como Trump, Bolsonaro inicialmente negou a periculosidade do coronavírus. Ao contrário de Trump, continua a fazer isso. Incentiva seus seguidores e desrespeitas as medidas de isolamento físico para reduzir o ritmo de disseminação do coronavírus. O presidente americano chegou a propor a suspensão de voos entre os dois países.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Pandemia derruba o PIB da China em 6,8%

Sob o impacto da pandemia do novo coronavírus, o produto interno bruto da China sofreu uma queda de 6,8% no primeiro trimestre de 2020 em relação ao mesmo período no ano passado. A produção industrial baixou 8,4% e as vendas no varejo, 19%. 

Mesmo durante a Grande Recessão (2008-9), a economia chinesa não parou de crescer. Graças a um plano de estímulo de US$ 600 bilhões, 13% do PIB na época, foi uma das locomotivas da recuperação internacional.

O último ano em que a China teve uma queda do PIB foi 1976, o ano da morte de Mao Tsé-tung e do fim da Grande Revolução Cultural Proletária. O cálculo trimestral é feito desde 1992. Este é o pior resultado.

Desta vez, a China é acusada de provocar a crise econômica mundial mais grave desde a Grande Depressão (1929-39) em meio a uma guerra comercial com os Estados Unidos, onde o presidente Donald Trump pressiona as empresas americanas a deixarem de fabricar da China.

Mais discretamente, o primeiro ministro Shinzo Abe criou um programa de US$ 2,2 bilhões para incentivar as empresas japonesas a voltar a produzir no Japão e até mesmo em outros países asiáticos, como a Indonésia e o Vietnã, onde os custos são menores do que na China.

Apesar da forte queda no primeiro trimestre, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia termine o ano em alta de 1,2%. Antes da pandemia, a meta era 6%. Oficialmente, o governo afirma que as empresas estão trabalhando com 80% de sua capacidade, mas dezenas de milhões de chineses ficaram sem renda em fevereiro e março. Muita gente perdeu o emprego.

A esperada recuperação em V, com a economia se recuperando tão rapidamente quanto caiu, não vai acontecer enquanto não houver uma vacina ou tratamento eficiente para a covid-19. A retomada terá de ser lenta, marcada por testes para mapear o andamento do vírus e combater cada foco. Será na base da tentativa. 

Como a China foi a origem da pandemia, todos observam a retomada da economia para tirar lições. Há dúvidas sobre a imunização permanente de quem teve contato com o vírus, tenha desenvolvido a doença ou não. Ainda não há um certificado de imunização. E todos temem uma nova onda de contaminação.

Trump anuncia plano para reabrir economia dos EUA

Os Estados Unidos voltam a ter mais de 2 mil mortes num dia, chegando a um total de mais de 34 mil mortes em 668 mi casos confirmados da pandemia do novo coronavírus, com uma letalidade de 5,1%. Mais 5 milhões e 200 mil trabalhadores demitidos pedem seguro-desemprego nos Estados Unidos. 

O presidente Donald Trump apresenta um plano de três fases para retomar as atividades da maior economia do mundo. E o presidente Jair Bolsonaro demite o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no momento em que o Brasil tem 200 mortes por dia.

No mundo inteiro, são mais de 2,18 mil casos confirmados 145.514 mortes e mais de 546,7 mil pacientes curados. Na Europa, nenhum país registrou mil mortes nesta quinta-feira. 

A Itália teve mais 525 mortes em 24 horas, menos do que nos dois dias anteriores. Chegou a um total de 22.170 mortes em 169 mil casos, com mortalidade de 13,12%. 

A Espanha teve mais 503 mortes, somando 19.315 óbitos em 185 mil casos confirmados, mortalidade de 10,44%. 

Na França, houve mais 753 mortes no dia na quinta-feira, elevando o total para 17.920 em pouco mais de 165 mil casos, letalidade de 10,85%. 

O Reino Unido teve número de mortes nesta quinta-feira, 861, chegando a 13.729 em pouco mais de 103 mil casos confirmados, mortalidade de 13,31%, superando a Itália. O governo britânico prorrogou as medidas de distanciamento social por mais três semanas.

A América Latina tem mais de 80 mil casos confirmados e três mil e 600 mortes, mais da metade no Brasil, onde o total de mortes chegou a mil 947 em 30 mil 683 casos confirmados, com letalidade de 6,34 por cento. Meu comentário:

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Pandemia chega a 100 mil mortes em 1,7 milhão de casos confirmados

O total de mortos pela pandemia do coronavirus no mundo inteiro passa de 100 mil e, nos Estados Unidos, de 18 mil. O total de casos confirmados no mundo está perto de 1,700 milhão, com 375 mil pacientes curados e mortalidade de 6 por cento.


Os EUA têm mais de 502 mil registrados. Com mais 1.953 mortes, o total chegou a 18.747, com letalidade de 3,7 por cento. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos acredita que a pandemia está chegando ao pico no país.

O governador de Nova York espera que a curva se estabilizou. A maior cidade americana abre valas comuns para enterrar os mortos. A boa notícia é diminui o número de doentes em terapia intensiva. 

Neste sábado, os EUA devem ultrapassar a Itália, que tem 18.849 óbitos, 102 a mais do que nos EUA. Em número de casos, a Itália é o terceiro país, com 147.577 casos confirmados, mortalidade de 12,77 por cento. 

A Espanha tem mais casos registrados do que a Itália. São 158.273 casos e 16.081 mortes, mortalidade de 10,16 por cento. 

Nestes dois países, os dois mais atingidos da Europa, tanto o número de mortes quanto o de novos casos confirmados caíram, num sinal de que a curva do contágio estaria se estabilizando. 

Com mais 987 mortes em 24 horas, a França tem agora 13.197 mortes em 124.869 casos confirmados, letalidade de 10,5 por cento. Depois de mais 980 mortes num dia, o Reino Unido está perto de 9 mil mortes em 73.758 casos, mortalidade de 12,14 por cento, abaixo apenas da Itália.

A China, onde o primeiro caso foi registrado em 17 de novembro, registrou três novas mortes. Oficialmente, tem quase 82 mil casos e 3,339 mortes, mortalidade de 4 por cento. Os médicos chineses não viram comprovação de que o tratamento com cloroquina dê resultado, como defendem os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro.

O Brasil se aproxima dos 20 mil casos confirmados, com 1.074 mortes, sendo 104 na sexta-feira, e letalidade de 5,38 por cento. Meu comentário: