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sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Economia dos EUA perdeu 140 mil empregos em dezembro

 No fim trágico e melancólico do desgoverno Donald Trump, o mercado de trabalho fechou 140 mil vagas de emprego a mais do que criou, anunciou hoje o Departamento do Trabalho. Foi o primeiro relatório de emprego com saldo negativo em oito meses. 

Em 2020, a maior economia do mundo acumulou uma perda de 9,37 milhões de postos de trabalho, a maior desde 1939, quando começou a Segunda Guerra Mundial. A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa que não leva em conta quem desistiu de procurar trabalho, ficou inalterada em 6,7%.

Ao tomar posse em 20 de janeiro, o presidente eleito Joe Biden vai enfrentar uma crise de saúde pública e seu impacto econômico. O resultado reflete 500 mil demissões no setor de bares, restaurante e hotelaria, afetados diretamente pelo aumento do contágio e das mortes na pandemia. É mais um sinal da insanidade de tentar manter a economia funcionando normalmente, como defendem os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro, em meio à emergência de saúde público.

Se a doença do coronavírus de 2019 for controlada pelas vacinas, a economia e o mercado de trabalho se recuperam, mas haverá fechamento permanente de vagas.

Com a queda da renda e do consumo, o governo Joe Biden e o Congresso, agora com maioria do Partido Democrata na Câmara e no Senado, devem aprovar um novo pacote de estímulo trilionário com ajuda direta de US$ 2 mil (R$ 10.824) a todos os americanos que ganhem até US$ 75 mil por ano, cerca de R$ 406 mil.

Em outro fracasso da política de Trump, neste caso das guerras comerciais, o déficit comercial dos EUA em novembro foi o maior em 14 anos: US$ 68,1 bilhões (R$ 368,5 bilhões).

domingo, 14 de junho de 2020

Total de casos da pandemia no mundo se aproxima de 8 milhões

Com quase 122 mil casos novos em 24 horas, a pandemia do novo coronavírus contaminou pelo menos 7.982.495 pessoas no mundo inteiro e matou 435.166, enquanto enquanto 4.103.890 pacientes foram curados. Dos casos encerrados, 10% terminaram em morte.

Com mais 598 mortes registradas neste domingo, o total de óbitos soma 43.389. Com mais 17.086 casos novos, o total de casos confirmados chegou a 867.882, informou um consórcio nacional de empresas jornalísticas, com base em dados do Conselho Nacional das Secretarias da Saúde.

Só os Estados Unidos tiveram mais casos novos (19.503), casos confirmados (2.161.727) e mortes (117.853).

Na França, o presidente Emmanuel Macron anunciou a plena normalização da maioria das atividades a partir de 22 de junho em toda a França, menos na Guiana Francesa e em Mayotte, um arquipélago do Oceano Índico entre Madagascar e Moçambique. Toda a França metropolitana é agora uma zona verde. 

Todos os estudantes devem voltar às aulas no dia 22. A frequência será obrigatória. As creches também serão reabertas, assim como os bares e restaurantes. Amanhã, começa a campanha para o segundo turno das eleições municipais, marcadas para 28 de junho. 

Macron deixou claro que é uma "primeira vitória contra o vírus". O presidente pediu aos franceses que "evitem ao máximo as aglomerações" porque "são a principal ocasião de propagação do vírus", que não desapareceu. "Não podemos baixar totalmente a guarda. Teremos, por um longo tempo ainda, de respeitar as medidas de distância física."

Neste domingo, foram registradas nove mortes morte na França. Em comparação, houve 44 mortes na Itália, três na Alemanha e nenhuma na Espanha. Ao todo, houve 29.407 mortes na França durante a pandemia.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Total de casos confirmados da pandemia passa de 5 milhões

A pandemia do novo coronavírus passa 5 milhões de casos confirmados e Organização Mundial da Saúde (OMS) adverte que hoje foi o dia com maior número de novos casos, 106 mil. O total de mortes no mundo passa de 329 mil. Mais de 2 milhões de pacientes foram curados. 

Os Estados Unidos têm o maior número de casos confirmados, mais de 1,591 milhão, e quase 95 mil mortes. 

Com a disseminação do vírus no Hemisfério Sul, o diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), Robert Redfield, alertou para o risco de uma nova onda de contaminação durante o inverno no Hemisfério Norte. Insatisfeiro, o presidente Donald Trump pode demitir seu diretor. 

O CDC estabeleceu critérios para a retomada das atividades econômicas: testagem em massa, redução consistente do número de novos casos durante duas semanas, o período de incubação da doença, e disponibilidade de leitos em unidades de terapia intensiva. 

Se houver um aumento da contaminação, e os padrões seriam rígidos, as medidas de isolamento seriam reimpostas para mitigar os efeitos da pandemia. Esta estratégia seria necessária enquanto não houver uma vacina capaz de neutralizar o novo coronavírus. 

Na primeira fase da abertura, as escolas e as creches também não funcionariam, a não ser para receber filhos de profissionais da saúde que estão na linha de frente de combate ao vírus. 

Os bares também não abririam. Os restaurantes poderiam funcionar com serviços de entrega ou retirada das refeições pelos clientes.

Isto não agrada ao presidente Trump, que, como o presidente Jair Bolsonaro, está mais preocupado com o impacto da crise econômica sobre sua reeleição.

O Brasil tem mais 19 mil casos novos e 888 mortes registradas em 24 horas. Já são mais de 291 mil casos confirmados e pelo menos 18.859 mortes. 

Contrariando algumas das mais importantes revistas médicas do mundo, sob pressão do presidente Bolsonaro, o Ministério da Saúde autorizou o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina nas fases iniciais da doença. 

Como dizia o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, em 85 por cento dos casos, a covid-19 não exige internação. Então, não faz sentido usar um remédio com fortes efeitos colaterais sobre o fígado, o coração e os rins, podendo causar cegueira e até a morte. 

A cloroquina já estava indicada como tratamento experimental em casos graves, em que pacientes internados não reagem a outros tratamentos, com o consentimento do próprio doente ou da família.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

EUA perdem 701 mil vagas de emprego em um mês

Sob o impacto da pandemia do novo coronavírus, os Estados Unidos fecharam 701 mil postos de trabalho no mês passado. É a maior queda mensal desde março de 2009, desde a Grande Recessão. 

Mais da metade dos empregos fechados era em bares e restaurantes. A taxa de desemprego subiu de 3,5% para 4,4%, o maior aumento desde janeiro de 1975, durante a primeira crise do petróleo.

Por causa da data da pesquisa, a queda no mercado de trabalho não reflete tudo o que aconteceu no mês, como a demissão de quase 10 milhões de pessoas em duas semanas, com um saltos nos pedidos semanais de seguro-desemprego de 281 mil para 3,3 milhões e para 6,6 milhões na última contagem.

A expectativa é que a paralisação de amplos setores da maior economia do mundo - de bares e restaurantes a grande fábricas e o setor de turismo - está destruindo empregos num ritmo que não era visto desde a Grande Depressão (1929-39).

Pelas previsões da empresa Oxford Economics, em maio, os EUA terão perdido 27,9 milhões de empregos. O índice de desemprego deve subir para 16%, eliminando todos os ganhos desde outubro de 2010, quando chegou a 10%.

Agora, o mercado espera que passe de 10% no segundo trimestre. Na Grande Recessão (2007-9), foram necessários dois anos e um mês para chegar a este índice.