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quarta-feira, 3 de março de 2021

Média diária de mortes bate sexto recorde em sete dias no Brasil

 Desde quinta-feira da semana passada, a média diária de mortes dos últimos sete dias no Brasil por doença do coronavírus de 2019 bateu seis recordes, chegando hoje a 1.332, com alta de 29% em duas semanas. Está acima de mil há 42 dias. 

O país registrou nesta quarta-feira um recorde de 1.840 mortes num dia e 74.376 casos novos. Acumula até agora 10.722.221 casos confirmados e 259.402 óbitos. A média diária de contágios está em 56.602.

Há dois dias, o Brasil supera em novos casos e mortes os Estados Unidos, que registraram 1.306 mortes e 57.789 contágios no dia 2. É o país com o maior número novas infecções e mortes por dia. O principal hospital privado de Porto Alegre, o Moinhos de Vento, instalou um contêiner refrigerado para armazenar cadáveres.

Os Estados Unidos notificaram até hoje 28.784.629 casos e 518.326 óbitos. Como o contágio, as hospitalizações e as mortes estão em queda consistente, os governadores republicanos do Texas e do Mississípi reabriram totalmente a economia e suspenderam o uso de máscaras. O presidente Joe Biden chamou a decisão de "pensamento neandertal", em referência ao antepassado extinto pelo homem moderno.

Com os texanos furiosos por causa da falta de energia elétrica depois de uma nevasca que os deixou sem água nem luz nem aquecimento num frio congelante, o governador Greg Abbott apela para a base do ex-presidente Donald Trump para se reeleger. Culpou as energias renováveis, que respondem por 10% do sistema elétrico do estado, e atacou as medidas de proteção.

No mundo, já são 115.158.945 milhões de casos confirmados e 2.558.261 mortes. O total de pacientes recuperados chegou a 91 milhões, 22,5 milhões apresentam sintomas leves e 90.049 estão em estado grave. Meu comentário:

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Economia dos EUA perdeu 140 mil empregos em dezembro

 No fim trágico e melancólico do desgoverno Donald Trump, o mercado de trabalho fechou 140 mil vagas de emprego a mais do que criou, anunciou hoje o Departamento do Trabalho. Foi o primeiro relatório de emprego com saldo negativo em oito meses. 

Em 2020, a maior economia do mundo acumulou uma perda de 9,37 milhões de postos de trabalho, a maior desde 1939, quando começou a Segunda Guerra Mundial. A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa que não leva em conta quem desistiu de procurar trabalho, ficou inalterada em 6,7%.

Ao tomar posse em 20 de janeiro, o presidente eleito Joe Biden vai enfrentar uma crise de saúde pública e seu impacto econômico. O resultado reflete 500 mil demissões no setor de bares, restaurante e hotelaria, afetados diretamente pelo aumento do contágio e das mortes na pandemia. É mais um sinal da insanidade de tentar manter a economia funcionando normalmente, como defendem os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro, em meio à emergência de saúde público.

Se a doença do coronavírus de 2019 for controlada pelas vacinas, a economia e o mercado de trabalho se recuperam, mas haverá fechamento permanente de vagas.

Com a queda da renda e do consumo, o governo Joe Biden e o Congresso, agora com maioria do Partido Democrata na Câmara e no Senado, devem aprovar um novo pacote de estímulo trilionário com ajuda direta de US$ 2 mil (R$ 10.824) a todos os americanos que ganhem até US$ 75 mil por ano, cerca de R$ 406 mil.

Em outro fracasso da política de Trump, neste caso das guerras comerciais, o déficit comercial dos EUA em novembro foi o maior em 14 anos: US$ 68,1 bilhões (R$ 368,5 bilhões).

sábado, 30 de setembro de 2017

Trump ataca prefeita da capital de Porto Rico

Em mais uma tirada no Twitter, o presidente Donald Trump atacou na manhã de hoje a prefeita de São João de Porto Rico, Carmen Yulín Cruz, que criticou o governo federal dos Estados Unidos por não dar ajuda de emergência suficiente depois do furacão Maria.

"A prefeita de São João, que foi muito cortês alguns dias atrás, foi orientada pelos democratas a ser maldosa com Trump", escreveu o presidente. Ele afirmou que há 10 mil funcionários públicos federais "fazendo um trabalho fantástico" na ilha, que reconheceu estar "totalmente destruída", com prejuízo total estimado em US$ 95 bilhões.

As maiores críticas foram à lentidão do início da ajuda federal, quando as Forças Armadas dos EUA têm pessoal e recursos para agir e reagir imediatamente. Na sexta-feira, a prefeita afirmou que "vamos ver algo parecido com um genocídio", se o governo federal não resolver seus problemas logísticos.

O governo Trump foi elogiado pela resposta rápida quando o furacão Harvey arrasou a região de Houston, no Texas, e quando o furacão Irma devastou a Flórida. Porto Rico, um Estado livre associado de população latino-americana, não mereceu a mesma atenção.

Trump se defendeu alegando que Porto Rico é "uma ilha cercada por água, muita água, um oceano", e contra-atacou acusando diretamente a prefeita como se os recursos fossem comparáveis.

"Tal é a falta de liderança da prefeita de São João e de outros em Porto Rico que não são capazes de colocar seus trabalhadores para trabalhar. Querem que tudo seja feito para eles, quando deve ser um esforço comunitário", acrescentou Trump.

Em seguida, acusou as redes de televisão CNN e NBC de divulgar notícias falsas capazes de abater o moral dos soldados e agentes da defesa civil em ação em Porto Rico.

Uma semana depois da passagem do furacão, 97% dos porto-riquenhos continuavam sem energia elétrica e sem telefone. Nesse período, desde 20 de setembro, Trump jogou golfe em seu clube em Nova Jérsei, apoiou o candidato derrotado na eleição prévia do Partido Republicano para o Senado em Alabama, comprou uma briga com jogadores de basquete e futebol americano que protestam contra o racismo e propôs cortes de impostos que lhe pouparão US$ 1 bilhão.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

ONU precisa de US$ 885 milhões para fome na Somália

A Organização das Nações Unidas fez um apelo urgente ontem para arrecadar US$ 885 milhões para ajudar 3,5 milhões de pessoas ameaçadas pela fome na Somália, informou o boletim África 21 Digital.

Em entrevista em Mogadíscio, o coordenador da ONU para ajuda humanitária à Somália, Peter de Clercq, disse que o Plano de Resposta Humanitária de 2016 representa a visão coletiva das agências do setor. Cerca de 4,9 milhões precisam de ajuda alimentar.

Com a guerra civil e a situação de anarquia em vive a Somália desde 1991, mais de 1,1 milhão fugiram de casa mas não saíram do país e "aguardam há tempo uma solução duradoura". Cerca de 308 mil menores de cinco anos sofrem de desnutrição aguda. Mais de 56 mil podem morrer se não receberem socorro imediato.

Além da guerra civil e da violência terrorista da milícia Al Chababe (A Juventude), ligada à rede terrorista Al Caeda, o fenômeno climático El Niño causou problemas à agricultura frustrando as expectativas de colheita.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Terremoto atingiu 8 milhões de nepaleses, diz a ONU

Oito dos 26,5 milhões de habitantes do Nepal foram atingidos pelo violento terremoto de 25 de abril de 2015 e mais de 1,4 milhão precisam de ajuda alimentar para não passar, advertiram ontem as Nações Unidas. Na manhã desta terça-feira, 72 horas depois do grande abalo, o total de mortes confirmadas subiu para 4,4 mil, noticiou a televisão americana CNN.

Pelo menos 16 países enviaram equipes de socorro e ajuda de emergência, inclusive hospitais de campanha. Os hospitais locais não conseguem atender aos mais de 8 mil feridos. Faltam água, alimentos, medicamentos, suprimentos médicos, agasalhos e abrigo.

Centenas de milhares de pessoas dormiram ao ar livre. Um parque usado para solenidades militares virou um grande acampamento na capital, Catmandu.

A maior preocupação é com as cidades do interior situadas mais perto do epicentro do terremoto, localizado a 80 km a noroeste de Catmandu, até agora inacessíveis. Lá e em outras regiões, os feridos não receberam nenhuma ajuda, a não ser dos próprios sobreviventes.

O primeiro-ministro Sushil Koirala estima que o total de mortos pode chegar a 10 mil.