Oito dos 26,5 milhões de habitantes do Nepal foram atingidos pelo violento terremoto de 25 de abril de 2015 e mais de 1,4 milhão precisam de ajuda alimentar para não passar, advertiram ontem as Nações Unidas. Na manhã desta terça-feira, 72 horas depois do grande abalo, o total de mortes confirmadas subiu para 4,4 mil, noticiou a televisão americana CNN.
Pelo menos 16 países enviaram equipes de socorro e ajuda de emergência, inclusive hospitais de campanha. Os hospitais locais não conseguem atender aos mais de 8 mil feridos. Faltam água, alimentos, medicamentos, suprimentos médicos, agasalhos e abrigo.
Centenas de milhares de pessoas dormiram ao ar livre. Um parque usado para solenidades militares virou um grande acampamento na capital, Catmandu.
A maior preocupação é com as cidades do interior situadas mais perto do epicentro do terremoto, localizado a 80 km a noroeste de Catmandu, até agora inacessíveis. Lá e em outras regiões, os feridos não receberam nenhuma ajuda, a não ser dos próprios sobreviventes.
O primeiro-ministro Sushil Koirala estima que o total de mortos pode chegar a 10 mil.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 28 de abril de 2015
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Tragédia no Nepal matou mais de 3,2 mil
Dois dias depois do terremoto de 7,8 graus na escala Richter que arrasou a capital, Catmandu, e a região central do Nepal, as autoridades anunciaram na manhã desta segunda-feira que o número de mortos passa de 3,2 mil. Outras 6 mil pessoas estão feridas. A dimensão total da tragédia ainda está longe de ser conhecida, observa o jornal The New York Times.
Cerca de 40% do país foram atingidos, avaliaram as Nações Unidas. Além das equipes de resgate para tentar salvar soterrados, as prioridades são água potável, alimentos, medicamentos, roupas, agasalhos e barracas para os desabrigados.
Com a destruição de templos e prédios públicos, os sobreviventes têm dificuldade para encontrar abrigo na capital. Todas as construções foram abaladas. Podem desabar num tremor secundário mais forte. No Monte Everest, o mais alto do mundo, os abalos ameaçam provocar novas avalanches como as que mataram pelo menos 17 montanhistas.
No interior do Nepal, especialmente na área mais próxima do epicentro, a 80 km a noroeste de Catmandu, o acesso é muito difícil. A pobreza e a deficiência do país o tornam totalmente dependente neste momento da ajuda externa de grandes potências como os Estados Unidos, a China e a Índia.
Em Catmandu, uma área usada para paradas e cerimônias militares se transformou num enorme acampamento onde os flagelados chegam com travesseiros, colchões e alguns pertences que conseguiram salvar. Muitos se concentram ao redor da Torre Dharahara, um dos pricipais símbolos da cidade, que desabou.
"Não temos para onde ir", desabafou Mohamed Khalil, que tentava se esquentar ao redor de uma fogueira com um grupo de uns dez homens ao lado das ruínas da torre. "Não temos roupa, não temos comida, não temos remédios e não sabemos se poderemos voltar para nossas casas."
Situado sobre uma falha geológica onde a placa tectônica da Índia se chocou com a da Eurásia formando a Cordilheira do Himalaia há 55 milhões de anos, o Nepal é sacudido com frequência por terremotos. Este foi o maior dos últimos 80 anos.
Centenas de estrangeiros tentam deixar o país, mas o aeroporto de Catmandu dá prioridade aos aviões que levam ajuda de emergência. Até agora, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil não soube de nenhum brasileiro morto ou ferido no terremoto.
Cerca de 40% do país foram atingidos, avaliaram as Nações Unidas. Além das equipes de resgate para tentar salvar soterrados, as prioridades são água potável, alimentos, medicamentos, roupas, agasalhos e barracas para os desabrigados.
Com a destruição de templos e prédios públicos, os sobreviventes têm dificuldade para encontrar abrigo na capital. Todas as construções foram abaladas. Podem desabar num tremor secundário mais forte. No Monte Everest, o mais alto do mundo, os abalos ameaçam provocar novas avalanches como as que mataram pelo menos 17 montanhistas.
No interior do Nepal, especialmente na área mais próxima do epicentro, a 80 km a noroeste de Catmandu, o acesso é muito difícil. A pobreza e a deficiência do país o tornam totalmente dependente neste momento da ajuda externa de grandes potências como os Estados Unidos, a China e a Índia.
Em Catmandu, uma área usada para paradas e cerimônias militares se transformou num enorme acampamento onde os flagelados chegam com travesseiros, colchões e alguns pertences que conseguiram salvar. Muitos se concentram ao redor da Torre Dharahara, um dos pricipais símbolos da cidade, que desabou.
"Não temos para onde ir", desabafou Mohamed Khalil, que tentava se esquentar ao redor de uma fogueira com um grupo de uns dez homens ao lado das ruínas da torre. "Não temos roupa, não temos comida, não temos remédios e não sabemos se poderemos voltar para nossas casas."
Situado sobre uma falha geológica onde a placa tectônica da Índia se chocou com a da Eurásia formando a Cordilheira do Himalaia há 55 milhões de anos, o Nepal é sacudido com frequência por terremotos. Este foi o maior dos últimos 80 anos.
Centenas de estrangeiros tentam deixar o país, mas o aeroporto de Catmandu dá prioridade aos aviões que levam ajuda de emergência. Até agora, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil não soube de nenhum brasileiro morto ou ferido no terremoto.
sábado, 25 de abril de 2015
China manda equipe de emergência para o Nepal
O governo chinês vai mandar uma equipe especializada de busca e salvamento para ajudar o Nepal a enfrentar as consequências do terremoto de 7,8 graus que abalou o país hoje, informou a agência de notícias oficial Nova China, citando como fonte a Administração de Terremotos da China.
O total de mortos chegou a 1.832.
A equipe de socorro da China chega amanhã a Catmandu, a capital nepalesa, uma das áreas mais atingidas. A cidade foi parcialmente arrasada, mas está funcionando. O aeroporto foi reaberto.
Os Estados Unidos e a Índia já haviam enviado ajuda de emergência. A China também prepara o envio de suprimentos e equipamentos de emergência. Nos primeiros dias, as maiores necessidades serão de água potável, alimentos, barracas e agasalhos.
O total de mortos chegou a 1.832.
A equipe de socorro da China chega amanhã a Catmandu, a capital nepalesa, uma das áreas mais atingidas. A cidade foi parcialmente arrasada, mas está funcionando. O aeroporto foi reaberto.
Os Estados Unidos e a Índia já haviam enviado ajuda de emergência. A China também prepara o envio de suprimentos e equipamentos de emergência. Nos primeiros dias, as maiores necessidades serão de água potável, alimentos, barracas e agasalhos.
EUA enviam US$ 1 milhão e equipes de socorro ao Nepal
Os Estados Unidos anunciaram uma ajuda inicial de US$ 1 milhão e o envio de equipes de resgate para trabalhar no socorro às vítimas do terremoto de 7,8 graus na escala Richter que abalou hoje o Nepal, matando mais de 1,1 mil pessoas, informou a agência Reuters.
A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e o Escritório para Ajuda em Desastres no Exterior estão se articulando para mandar equipes de emergência e recursos para as regiões onde houver maior necessidade.
Com epicentro a 80 km a noroeste da capital nepalesa, Catmandu, o tremor foi sentido nas capitais da Índia, Nova Déli, e de Bangladesh, Daca.
A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e o Escritório para Ajuda em Desastres no Exterior estão se articulando para mandar equipes de emergência e recursos para as regiões onde houver maior necessidade.
Com epicentro a 80 km a noroeste da capital nepalesa, Catmandu, o tremor foi sentido nas capitais da Índia, Nova Déli, e de Bangladesh, Daca.
Violento terremoto mata mais de mil no Nepal
O pior terremoto no Nepal em 80 anos, de 7,8 graus na escala aberta de Richter abalou, hoje a região central do país, situado na Cordilheira do Himalaia, formada pelas maiores montanhas do mundo. A destruição é enorme na capital, Catmandu. O total de mortos já chega a 1.130.
O epicentro do abalo sísmico foi a cerca de 80 quilômetros a noroeste da capital nepalesa. A profundidade foi de 10 quilômetros. Vários países vizinhos foram atingidos. Houve pelo menos 34 mortes na Índia, seis no Tibete, que pertence à China, e dois em Bangladesh.
Muitos estrangeiros estão no Nepal nesta época do ano, inclusive brasileiros, para escalar o Monte Everest, o mais alto da Terra, com 8.848 metros. Pelo menos dez alpinistas teriam sido mortos e muitos estariam isolados por avalanches deflagradas pelo tremor de terra.
País pobres, com alta densidade demográfica, de 184 habitantes por quilômetros quadrado, maior ainda na capital, e a maioria das construções sem estrutura para suportar terremotos, o Nepal teme que o total de mortos seja muito maior.
O epicentro do abalo sísmico foi a cerca de 80 quilômetros a noroeste da capital nepalesa. A profundidade foi de 10 quilômetros. Vários países vizinhos foram atingidos. Houve pelo menos 34 mortes na Índia, seis no Tibete, que pertence à China, e dois em Bangladesh.
Muitos estrangeiros estão no Nepal nesta época do ano, inclusive brasileiros, para escalar o Monte Everest, o mais alto da Terra, com 8.848 metros. Pelo menos dez alpinistas teriam sido mortos e muitos estariam isolados por avalanches deflagradas pelo tremor de terra.
País pobres, com alta densidade demográfica, de 184 habitantes por quilômetros quadrado, maior ainda na capital, e a maioria das construções sem estrutura para suportar terremotos, o Nepal teme que o total de mortos seja muito maior.
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