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domingo, 6 de maio de 2018

Mães marcham em silêncio contra a violência no México

Centenas de mães e parentes de mortos e desaparecidos marcharam em silêncio ontem pelas ruas de Guadalajara, a segunda maior cidade do México, em protesto contra a violência. A cidade é a capital do estado de Jalisco, onde atuam várias máfias do tráfico de drogas, inclusive o Cartel de Novo Jalisco, considerado hoje o mais poderoso do país.

Os rostos de milhares de desaparecidos estavam em faixas, cartazes, fotos e camisetas carregados com expressões de tristeza. Vestidas de branco, muitas de braços dados, as mães caminharam em silêncio para manifestar sua dor, seu medo e sua raiva.

"Não estou morta. Não durmo porque fico pensando. Não temos notícias do nosso filho. Não sabemos onde está. Não sabemos onde ele está. É uma dor muito grande", lamentou María Miramontes à agência espanhola Efe. Ela não recebe notícias do filho há um mês.

Desde que o então presidente Felipe Calderón declarou guerra às drogas, ao assumir o poder, em 2006, cerca de 200 mil pessoas foram mortas na violência ligada ao tráfico. Os cartéis mexicanos faturam cerca de US$ 50 bilhões por ano com o tráfico de drogas para os Estados Unidos.

domingo, 17 de abril de 2016

Número de mortos no terremoto no Equador sobe para 233 pessoas

Pelo menos 233 morreram e outras 1,5 mil saíram feridas no terremoto de 7,8 graus na escala Richter que abalou no início da noite de ontem o litoral norte do Equador, anunciou hoje o presidente Rafael Correa.

O maior tremor de terra no país desde 1979 teve epicentro perto da cidade de Muisne, no departamento de Esmeraldas, a 170 quilômetros da capital, Quito, onde o abalo também foi sentido e vários bairros ficaram sem telefone nem energia elétrica. O sismo, a 19 km de profundidade, foi tão forte que derrubou uma ponte em Guaiaquil, no litoral sul.

Houve mortes  nas cidades de Guaiaquil, Manta e Portoviejo, a centenas de quilômetros de distância. O aeroporto de Manta foi fechado depois que a torre de controle desabou, ferindo um controlador de voo e um segurança.

Em Pedernales, uma cidade de 40 mil habitantes próxima do epicentro, milhares de pessoas passaram a noite nas ruas. Várias lojas foram saqueadas.

O prefeito Gabriel Alcivar declarou que a polícia está procurando sobreviventes e assim não tem condições de restabelecer a ordem pública: "Não foi uma casa que desabou. Foi uma cidade inteira."

De volta de uma viagem à Itália, o presidente equatoriano decretou estado de emergência. Dez mil soldados e 3,5 mil policiais foram mobilizados para participar da operação de resgate.

NOTA: no fim do dia, o total de mortos passava de 350. Na segunda-feira, 18 de abril, chegou a 413.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Terrorismo matou 80% mais em 2014

Com mais 32 mil mortes, as ataques terroristas mataram mais do que nunca em 2014, 80% a mais do que em 2013, revela o Índex Global do Terrorismo, divulgado ontem. Apesar de estar concentrado em cinco países, o terror se espalha por mais países, batendo recordes de número de ataques e de mortes.

O índex examina as tendências do terrorismo em 162 países nos últimos 15 anos, observando localização geográfica, métodos de ataque, grupos envolvidos e o contexto político e econômico.

O relatório destaca os pontos mais importantes:
• Houve 13.370 ataques em 93 países no ano passado.
• As mortes aumentaram 80%, chegando ao recorde de 32.658 em 2014, em comparação com 18.111 em 2013.
• O total de mortes aumentou nove vezes desde o ano 2000.
• O Estado Islâmico (6.075) e a milícia nigeriana Boko Haram (6.665), que agora se apresenta como Estado Islâmico da África Ocidental, foram responsáveis por 39% das mortes.
• Cerca de 78% das mortes e 57% dos ataques se concentram em cinco países: Afeganistão, Iraque, Nigéria, Paquistão e Síria.
• O Iraque é o país mais atacado pelo terror, com 9.929 mortes em 2014, recorde para um país.
• A Nigéria sofreu o maior aumento no número de mortes no ano passado, de 300%, num total de 7.512.
• Os prejuízos causados pelo terrorismo atingiram um recorde estimado em US$ 52,9 bilhões no ano passado.
• Desde o ano 2000, foram registrados 61 mil ataques terroristas e mais de 140 mil pessoas foram mortas.
• O crime comum de homicídio matou 13 vezes mais do que o terrorismo.

Os dois fatores mais associados ao terrorismo são conflito e violência política. Cerca de 92% das ações terroristas registradas entre 1989 e 2014 aconteceram em países onde a violência do governo era generalizada e 88% em países envolvidos em conflitos violentos.

"Como há um número de fatores sociopolíticos claramente identificáveis que alimentam o terrorismo, é importante implementar políticas que ataquem essas causas associadas", comentou Steve Killelea, fundador e presidente executivo do Instituto para Economia e Paz. "Isto inclui reduzir a violência praticada pelo Estado, dar atenção às reclamações de diferentes grupos e ter maior respeito pelos direitos humanos e pela liberdade religiosa."

A maioria das mortes não acontece nos países desenvolvidos do Ocidente. Tirando os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, apenas 0,5% dos ataques foram contra o Ocidente. Com o 11 de setembro, 2,6%.

Os chamados lobos solitários, terroristas que agem sozinhos para não serem percebidos, são responsáveis por 70% das mortes no Ocidente. A maior causa desses ataques é o extremismo político e não o fundamentalismo muçulmano.

Com a ascensão do Estado Islâmico, o terrorismo coloca novos desafios. Cerca de 25 a 30 mil voluntários de cem países foram atraídos pela jihad (guerra santa) do EI no Iraque e na Síria, sendo 7 mil só no primeiro semestre de 2015. O fluxo de voluntários do martírio não está diminuindo.

O terrorismo também é uma causa importante das migrações. Dez dos onze países mais afetados pelo terrorismo apresentam altos índices de refugiados e de desalojados internamente.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

ONU dá US$ 15 milhões de ajuda de emergência ao Nepal

As Nações Unidas anunciaram há pouco a concessão de uma ajuda de emergência de US$ 15 milhões para o Nepal enfrentar o terremoto de dois dias atrás. Os Estados Unidos e a China prometeram US$ 10 bilhões. O total de mortos passa de 3,9 mil. Os prejuízos podem chegar a US$ 5 bilhões, um quinto de toda a riqueza que o Nepal produz num ano.

Os EUA, o Canadá, a França e a China enviaram equipes de resgate na esperança de encontrar sobreviventes. As primeiras 72 horas são críticas para isso.

Centenas de milhares de pessoas estão desabrigadas, com medo de voltar para as construções abaladas pelo tremor mais forte, de 7,8 graus na escala aberta de Richter. Os principais templos de Catmandu, a capital do país, que normalmente serviriam de abrigo, foram arrasados.

Depois do grande abalo, quando a terra tremeu numa oscilação de 4 metros, houve pelo menos 47 tremores secundários. O mais forte atingiu 6,7 graus.

No início da temporada de escalada do Monte Everest, o mais alto do mundo, haveria pelo menos mil alpinistas na montanha na hora do terremoto, que provocou grandes avalanches de neve, como esta divulgada pela televisão americana CNN. Pelo menos 17 montanhistas morreram e o socorro é difícil.

Tragédia no Nepal matou mais de 3,2 mil

Dois dias depois do terremoto de 7,8 graus na escala Richter que arrasou a capital, Catmandu, e a região central do Nepal, as autoridades anunciaram na manhã desta segunda-feira que o número de mortos passa de 3,2 mil. Outras 6 mil pessoas estão feridas. A dimensão total da tragédia ainda está longe de ser conhecida, observa o jornal The New York Times.

Cerca de 40% do país foram atingidos, avaliaram as Nações Unidas. Além das equipes de resgate para tentar salvar soterrados, as prioridades são água potável, alimentos, medicamentos, roupas, agasalhos e barracas para os desabrigados.

Com a destruição de templos e prédios públicos, os sobreviventes têm dificuldade para encontrar abrigo na capital. Todas as construções foram abaladas. Podem desabar num tremor secundário mais forte. No Monte Everest, o mais alto do mundo, os abalos ameaçam provocar novas avalanches como as que mataram pelo menos 17 montanhistas.

No interior do Nepal, especialmente na área mais próxima do epicentro, a 80 km a noroeste de Catmandu, o acesso é muito difícil. A pobreza e a deficiência do país o tornam totalmente dependente neste momento da ajuda externa de grandes potências como os Estados Unidos, a China e a Índia.

Em Catmandu, uma área usada para paradas e cerimônias militares se transformou num enorme acampamento onde os flagelados chegam com travesseiros, colchões e alguns pertences que conseguiram salvar. Muitos se concentram ao redor da Torre Dharahara, um dos pricipais símbolos da cidade, que desabou.

"Não temos para onde ir", desabafou Mohamed Khalil, que tentava se esquentar ao redor de uma fogueira com um grupo de uns dez homens ao lado das ruínas da torre. "Não temos roupa, não temos comida, não temos remédios e não sabemos se poderemos voltar para nossas casas."

Situado sobre uma falha geológica onde a placa tectônica da Índia se chocou com a da Eurásia formando a Cordilheira do Himalaia há 55 milhões de anos, o Nepal é sacudido com frequência por terremotos. Este foi o maior dos últimos 80 anos.

Centenas de estrangeiros tentam deixar o país, mas o aeroporto de Catmandu dá prioridade aos aviões que levam ajuda de emergência. Até agora, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil não soube de nenhum brasileiro morto ou ferido no terremoto.

domingo, 26 de abril de 2015

Total de mortos no Nepal passa de 2,5 mil

As equipes de resgate lutam para resgatar sobreviventes do terremoto de 7,9 graus na escala aberta de Richter que abalou ontem o Nepal, um pequeno país situado entre a China e a Índia, na Cordilheira do Himalaia, onde ficam as montanhas mais altas do mundo. O total de mortos chegou já passa de 2,5 mil e há pelo menos 4 mil feridos, informou a televisão americana CNN.

Os tremores secundários e as chuvas fortes previstas para durar uma semana dificultam as operações de resgate. O mais forte atingiu hoje 6,7 graus na escala Richter. As ondas de choque causadoras desses abalos se movem na direção leste, rumo ao Monte Everest, onde pelo menos 17 montanhistas morreram, aumentando o risco de avalanches no início da temporada de alpinismo, quando há centenas de pessoas na montanha mais alta do mundo, de 8.848 metros.

As primeiras 72 horas são vitais para salvar pessoas soterradas. A destruição na capital, Catmandu, é "apocalíptica", descreveu um fotógrafo ouvido pela CNN. Nas ruas escuras, populares e mochileiros procuram um lugar para passar a noite. Mas alguns serviços essenciais estão funcionando e o aeroporto foi reaberto.

sábado, 19 de julho de 2014

Israel mata cem palestinos em dois dias em Gaza

Em dois dias de invasão terrestre da Faixa de Gaza, as Forças de Defesa de Israel mataram pelo menos cem palestinos, noticiou hoje o jornal liberal israelense Haaretz.

Mais dois soldados e um civil israelenses morreram hoje, elevando para cinco o número de israelenses mortos no conflito com o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que está no 12º dia. O total de palestinos mortos já passa de 300.

O civil israelense foi morto por um foguete que caiu perto de Dimona. Quatro soldados foram feridos por militantes que tentaram invadir Israel através de túneis clandestinos; dois morreram.

Até agora, a Operação Margem Protetora custou 2 bilhões de shekels, cerca de US$ 585 milhões ou R$ 1,33 bilhão.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Total mortos na guerra civil síria passa de 150 mil

Pelo menos 150.344 foram mortas na guerra civil iniciada em 15 de março de 2011 na Síria, denunciou hoje em Londres o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental ligada à oposição.

Desse total, 51.212 eram civis, 37.781 rebeldes e 58.480 soldados, policiais e agentes da ditadura de Bachar Assad, revelou a televisão saudita especializada em notícias Al Arabiya.

Ontem, forças governamentais retomaram o Observatório 45, uma posição estratégica importante do regime na província de Latakia

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Total de mortos na guerra civil síria chega a 130 mil

Mais de 130 mil pessoas foram mortas na guerra civil iniciada em 15 de março de 2011 na Síria, estimou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede em Londres, informa a televisão pública britânica BBC.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

ONU estima em 60 mil total de mortos na Síria

O total de mortos em um ano, nove meses e meio de revolta popular e guerra civil na Síria chegou a 60 mil, concluíram as Nações Unidas, aumentando a pressão sobre os membros permanentes do Conselho de Segurança para que negociem uma solução para o conflito.

A própria alta comissária da ONU para refugiados, Navi Pillay, declarou ter ficado surpresa com o resultado do mais amplo levantamento sobre mortes no conflito sírio.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Talebã mataram 77% dos civis mortos na guerra afegã

A milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes) foi responsável por 77% das mortes de civis na Guerra do Afeganistão em 2011, estimadas em 3.021, 8% acima de 2010 e 25% acima de 2009, revelou um relatório divulgado no sábado pelas Nações Unidas.

Os Talebã impuseram uma ditadura medieval ao país de 1996 até a invasão americana de outubro de 2001 para vingar os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Renasceram porque o então presidente americano George W. Bush decidiu desviar forças para derrubar o ditador do Iraque, Saddam Hussein.

Em 2011, os Talebã mataram 2.332 civis, 14% a mais do que no ano anterior.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Guerra no Iraque matou 151 mil

As estimativas sobre o total de mortos no Iraque desde a invasão americana de 2003 variam de 47.688, do site Iraq Body Count, que soma as mortes noticiadas pela mídia, a 600 mil, segundo estudo divulgado pela revista médica inglesa The Lancet.

Agora, uma pesquisa sobre a saúde das famílias realizada pelo governo iraquiano e a Organização Mundial da Saúde conclui que o total passa de 151 mil.

O relatório foi publicado na prestigiada revista médica americana The New England Journal of Medicine.