Pelo menos 150.344 foram mortas na guerra civil iniciada em 15 de março de 2011 na Síria, denunciou hoje em Londres o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental ligada à oposição.
Desse total, 51.212 eram civis, 37.781 rebeldes e 58.480 soldados, policiais e agentes da ditadura de Bachar Assad, revelou a televisão saudita especializada em notícias Al Arabiya.
Ontem, forças governamentais retomaram o Observatório 45, uma posição estratégica importante do regime na província de Latakia
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 1 de abril de 2014
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Partidários de Assad são 43% dos mortos na Síria
Pelos cálculos do Observatório dos Direitos Humanos na Síria, com sede em Londres, a guerra civil matou pelo menos 96.431 pessoas. Entre elas, 24.617 eram policiais ou soldados e 17.031 de milícias ligadas à ditadura de Bachar Assad, o que soma 43% do total.
Os civis não combatentes mortos foram 35.479, 36,8% do total. Pelo menos 16.699 ou 17,3% morreram lutando contra o regime. Destes, 12.615 eram civis que pegaram em armas, 1.975 eram militares e policiais que desertaram diante das atrocidades cometidas pela ditadura, e 2.119 eram estrangeiros.
Os civis não combatentes mortos foram 35.479, 36,8% do total. Pelo menos 16.699 ou 17,3% morreram lutando contra o regime. Destes, 12.615 eram civis que pegaram em armas, 1.975 eram militares e policiais que desertaram diante das atrocidades cometidas pela ditadura, e 2.119 eram estrangeiros.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Rebeldes tomam base estratégica na Síria
Depois de semanas de luta contra forças do governo da Síria, os rebeldes que lutam contra a ditadura de Bachar Assad tomaram o controle do complexo militar de Dabá, na província de Homs, anunciou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, ligado à oposição, com sede em Londres.
Ontem, em entrevista à televisão estatal síria, Assad afirmou que sua derrota será o fim do país. Mais uma vez, tentou caracterizar o conflito como uma luta contra o imperialismo. Ele acusou os Estados Unidos e o Ocidente de apoiar a rede terrorista Al Caeda, repetindo o erro que teriam cometido ao armar e financiar extremistas muçulmanos para lutar contra a invasão soviética no Afeganistão.
"É uma guerra em todos os sentidos da palavra", declarou o ditador sírio, no poder desde 2000, citado pelo jornal The New York Times. "Há grandes potências, especialmente as potências ocidentais, que historicamente nunca aceitaram a independência de outras nações e querem submetê-las."
Assad prometeu não cair sozinho, indicando estar disposto a expandir o conflito para os países vizinhos como Líbano, Jordânia e Israel.
O secretário de Estado americano, John Kerry, está chegando a Israel para discutir a guerra civil na Síria e o programa nuclear do Irã. Os EUA vão mandar 200 soldados à Jordânia para ajudar no controle da fronteira e evitar que as armas químicas de Assad caiam nas mãos de terroristas.
Em entrevista à televisão pública britânica BBC, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o governo israelense pode impedir o fornecimento de armas aos rebeldes sírios se temer que tais armas possam ser usadas contra Israel. A Frente al-Nusra, ligada à rede terrorista Al Caeda, é um dos grupos armados mais fortes.
Mais de 70 mil pessoas foram mortas na guerra civil Síria, que completou dois anos no mês passado.
Ontem, em entrevista à televisão estatal síria, Assad afirmou que sua derrota será o fim do país. Mais uma vez, tentou caracterizar o conflito como uma luta contra o imperialismo. Ele acusou os Estados Unidos e o Ocidente de apoiar a rede terrorista Al Caeda, repetindo o erro que teriam cometido ao armar e financiar extremistas muçulmanos para lutar contra a invasão soviética no Afeganistão.
"É uma guerra em todos os sentidos da palavra", declarou o ditador sírio, no poder desde 2000, citado pelo jornal The New York Times. "Há grandes potências, especialmente as potências ocidentais, que historicamente nunca aceitaram a independência de outras nações e querem submetê-las."
Assad prometeu não cair sozinho, indicando estar disposto a expandir o conflito para os países vizinhos como Líbano, Jordânia e Israel.
O secretário de Estado americano, John Kerry, está chegando a Israel para discutir a guerra civil na Síria e o programa nuclear do Irã. Os EUA vão mandar 200 soldados à Jordânia para ajudar no controle da fronteira e evitar que as armas químicas de Assad caiam nas mãos de terroristas.
Em entrevista à televisão pública britânica BBC, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o governo israelense pode impedir o fornecimento de armas aos rebeldes sírios se temer que tais armas possam ser usadas contra Israel. A Frente al-Nusra, ligada à rede terrorista Al Caeda, é um dos grupos armados mais fortes.
Mais de 70 mil pessoas foram mortas na guerra civil Síria, que completou dois anos no mês passado.
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segunda-feira, 1 de abril de 2013
Guerra civil na Síria matou mais de 6 mil em março
Mais de 6 mil pessoas foram mortas no mês passado na guerra civil na Síria. Foi o mais violento em dois anos de revolta popular contra a ditadura de Bachar Assad. Cerca de 10% dos mortos eram mulheres e crianças e mais da metade, civis, denunciou hoje o Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres.
Pela estimativa das Nações Unidas, o total de mortos na Síria já passa de 70 mil. O observatório, ligado à oposição, garante que só computa uma morte quando tem nome e foto da vítima para evitar que seja contada duas vezes.
Pela estimativa das Nações Unidas, o total de mortos na Síria já passa de 70 mil. O observatório, ligado à oposição, garante que só computa uma morte quando tem nome e foto da vítima para evitar que seja contada duas vezes.
terça-feira, 5 de março de 2013
Rebeldes tomam primeira capital de província na Síria
Os rebeldes que lutam há quase um ano contra a ditadura de Bachar Assad na Síria conquistaram ontem uma importante vitória ao tomar a cidade de Raca. Em outra frente de luta, 48 soldados sírios que entraram em território do Iraque para fugir do combate e nove guardas de fronteira iraquianos foram mortos, provavelmente por sunitais iraquianos que apoiam a rebelião.
Em Raca, "os rebeldes tomaram quase toda a cidade", anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede em Londres, ligado à oposição. "Nas próximas horas, Raca será a primeira capital de província fora do controle do regime", declarou Rami Abdel Rahmani, diretor do OSDH.
A cidade estaria sendo tomada principalmente por extremistas muçulmanos da Frente al-Nusra, ligada à rede terrorista Al Caeda. Seus aliados iraquianos são acusados pela matança dos soldados sírios que entraram no Iraque.
Raca fica perto da fronteira com a Turquia. É uma cidade de 240 mil habitantes. Desde o início da revolta popular, em 15 de março de 2011, recebeu mais de 800 mil deslocados (refugiados internos). Em todo o país, as Nações Unidas estima que mais de 70 mil pessoas foram mortas.
Em Raca, "os rebeldes tomaram quase toda a cidade", anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede em Londres, ligado à oposição. "Nas próximas horas, Raca será a primeira capital de província fora do controle do regime", declarou Rami Abdel Rahmani, diretor do OSDH.
A cidade estaria sendo tomada principalmente por extremistas muçulmanos da Frente al-Nusra, ligada à rede terrorista Al Caeda. Seus aliados iraquianos são acusados pela matança dos soldados sírios que entraram no Iraque.
Raca fica perto da fronteira com a Turquia. É uma cidade de 240 mil habitantes. Desde o início da revolta popular, em 15 de março de 2011, recebeu mais de 800 mil deslocados (refugiados internos). Em todo o país, as Nações Unidas estima que mais de 70 mil pessoas foram mortas.
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Guerra civil já matou mais de 40 mil na Síria
Mais de 40 mil pessoas foram mortas em um ano e oito meses de guerra civil na Síria entre a ditadura de Bachar Assad e os rebeldes que lutam para derrubá-lo. Pelo menos 50% eram civis, estima o Observatório Sírio de Direitos Humanos. A outra metade seria dividida ao meio entre soldados e policiais, de um lado, e rebeldes, do outro.
"Os números verdadeiros devem ser muito maiores", acredita Rami Abdelrahman, diretor do Observatório, com sede no Reino Unido. "Tanto o governo quanto os rebeldes mentem sobre o número de mortes para dar a impressão de que estão ganhando".
Abdelrahman só conta as mortes confirmadas pelas famílias, mas há muitos desaparecidos: "Há 10 a 15 mil pessoas que foram presas há meses e não sabemos se estão vivas ou mortas", acrescentou, em entrevista à agência Reuters.
"Os números verdadeiros devem ser muito maiores", acredita Rami Abdelrahman, diretor do Observatório, com sede no Reino Unido. "Tanto o governo quanto os rebeldes mentem sobre o número de mortes para dar a impressão de que estão ganhando".
Abdelrahman só conta as mortes confirmadas pelas famílias, mas há muitos desaparecidos: "Há 10 a 15 mil pessoas que foram presas há meses e não sabemos se estão vivas ou mortas", acrescentou, em entrevista à agência Reuters.
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