Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
sexta-feira, 17 de março de 2023
Tribunal Internacional decreta prisão de Putin por crimes de guerra
sexta-feira, 7 de janeiro de 2022
Brasil registra 53,4 mil casos de covid-19 em 24 horas
Em mais um aumento expressivo do contágio pela variante ômicron, o Brasil registrou nesta sexta-feira 148 mortes e 53.419 diagnósticos positivos da doença do coronavírus de 2019. chegando a 22.448.362 casos confirmados e 619.878 vidas perdidas na pandemia.
A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu 639% em duas semanas para 23.338. É a maior desde 24 de setembro do ano passado. A média móvel de mortes subiu 14% para 110. Ambas foram afetadas pelo apagão de dados do Ministério da Saúde desde 10 de dezembro.
No mundo, houve 2,614 milhões de casos novos em 5 de janeiro e 2,543 milhões em 6 de janeiro, mais de 5,1 milhões em dois dias. A média diária de casos novos dos últimos sete dias teve alta de 174% em duas semanas para 2,089 milhões. A média móvel de mortes caiu 12% em duas semanas para 6.072 por dia.
Ao todo, já são 302.910.416 casos confirmados e 5.478.995 mortes de covid-19. Cerca de 258 milhões de pacientes se recuperaram, mais de 39 milhões enfrentam casos leves ou suaves e 92.423 (0,2% dos casos ativos) estão em estado grave. A taxa de letalidade é de 2% dos casos encerrados.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou hoje que a variante ômicron não pode ser considerada branda porque está causando mortes. Os primeiros estudos indicam que a nova cepa causa menos casos graves, hospitalizações e mortes, mas o grande volume de casos sobrecarrega os sistemas de saúde, observou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. E o aumento da hospitalização de crianças de menos de 5 anos com covid-19 nos Estados Unidos levanta a suspeita que a variante não seja tão suave em crianças pequenas.
Os EUA registraram mais 897.833 casos e 2.590 mortes por covid-19 nesta sexta-feira. A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu 228% em duas semanas para 648.211. O número de pacientes hospitalizados aumentou 68% em duas semanas para 118.399. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu 11% em duas semanas para 1.499.
A Suprema Corte vai julgar a constitucionalidade das políticas de vacinação obrigatória do governo Joe Biden. A tendência é que aceite a vacinação dos profissionais de saúde, mas a maioria conservadora vê com reservas a vacinação dos trabalhadores de empresas privadas com cem funcionários ou mais.
Mais de 9,37 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas no mundo. Mais de 4,64 bilhões de pessoas, 59% da população mundial, tomaram ao menos uma dose, mas só 8,9% nos países pobres; 51% da humanidade completaram a vacinação e 7,2% tomaram a dose de reforço.
A China aplicou 2,86 bilhões de doses, seguida pela Índia com 1,5 bilhão de doses. Nos EUA, 246,1 milhões tomaram a primeira dose, 207,2 milhões (62,33% da população norte-americana) completaram a vacinação e 75 milhões receberam a dose extra.
O Brasil deu a primeira dose a 161,6 milhões, 144,226 milhões (67,61% da população brasileira) completaram a vacinação e 29,18 milhões tomaram a dose de reforço, num total de mais de 355 milhões de doses aplicadas.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do insumo farmacêutico ativo (IFA) da vacina do laboratório AstraZeneca e da Universidade de Oxford fabricado pela Fundação Oswaldo Cruz. Será a primeira vacina totalmente fabricada no Brasil.
No impacto econômico da pandemia, a inflação na Zona do Euro chegou a 5% ao ano. É a maior desde a introdução da moeda comum europeia, em 1999.
O relatório mensal de emprego dos EUA decepcionou. O saldo entre vagas de emprego criadas e fechadas foi de 199 mil, o pior resultado do ano. O mercado esperava mais de 400 mil postos de trabalho. Mesmo assim, o ano fechou com a criação de um recorde de 6,4 milhões de empregos. E ainda falta preencher 3,6 milhões de vagas para atingir o nível pré-pandemia.
A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, que desconsidera quem parou de procurar emprego, caiu de 4,2% para 3,9%. Os salários cresceram em média 4,7% em 2021 nos EUA, acima da média pré-pandemia, de 3%.
segunda-feira, 31 de agosto de 2020
Mortes de crianças e adolescentes por covid-19 crescem nos EUA
segunda-feira, 10 de agosto de 2020
Total de casos confirmados da pandemia no mundo passa de 20 milhões
No fim de semana, o Brasil passou das marcas de 100 mil mortes e 3 milhões de casos confirmados, cerca de 2,75% da população mundial, 15% do total casos e 13,8% do total de mortes. A covid-19 já é a principal causa de morte no Brasil em 2020.
Os Estados Unidos registraram mais de 9,2 mil mortes nos últimos dez dias, mais do que o Canadá desde o início da pandemia. Têm mais de 5 milhões de casos confirmados e mais de 163 mil mortes.
No Texas, o segundo maior estado americano em população, 20 por cento dos testes estão dando positivo. O estado testa 45 mil pessoas por dia. O número de casos em crianças aumentou 90% nas últimas quatro semanas, antes da reabertura das escolas.
Diante das pressões do presidente Donald Trump pela reabertura das escolas, o principal epidemiologista do país, Dr. Anthony Fauci, defendeu o uso universal de máscaras. Meu comentário:
quinta-feira, 6 de agosto de 2020
EUA devem ter a 300 mil mortes pela pandemia em dezembro
O presidente Donald Trump anunciou que deve haver uma vacina para a época das eleições, mas mais de 60% dos americanos não acreditam no que o presidente diz sobre a pandemia.
Pela primeira vez, o Facebook apagou declarações de Trump, no caso alegando que as escolas precisam reabrir porque as crianças correriam menor risco de contágio, o que contradiz as informações da doença.
quarta-feira, 20 de junho de 2018
Trump recua e decreta fim da separação de famílias de imigrantes ilegais
Nos últimos dias, o mundo ouviu o choro de bebês e de crianças de dois, quatro anos ou mais anos de idade aterrorizadas por serem separadas de seus pais por uma política desumana e cruel de "tolerância zero" do governo Trump contra a imigração ilegal. Como os imigrantes ilegais devem ser processados e a lei dos EUA não permite a prisão de crianças inocentes, o governo alegou os filhos não poderiam ficar juntos com os país.
A separação de filhos dos pais, a não ser em casos de condenação destes, é um princípio fundamental da democracia liberal. As imagens da fronteira com o México lembraram os regimes nazistas e comunistas.
Desde abril, cerca de 2,3 mil crianças foram separadas dos pais, o que causar danos psicológicos permanentes. Trump faz chantagem para pressionar o Congresso a aprovar uma lei de imigração linha-dura e destinar US$ 20 bilhões para construir um muro na fronteira com o México. No fundo, está de olho nas eleições de meio de mandato, em novembro deste ano, quando o Partido Republicano corre o risco de perder a maioria na Câmara e no Senado.
Por que Trump voltou atrás pela primeira vez sob pressão da opinião pública? O jornal The Washington Post aponta três razões. Quando perdeu o apoio do senador ultraconservador Ted Cruz, o presidente sentiu que ficaria isolado. Os deputados e senadores republicanos estavam envergonhados e constrangidos com o choro de bebês.
A demonização dos imigrantes faz parte da estratégia eleitoral de Trump para novembro, aliás desde o lançamento da candidatura, quando chamou os mexicanos de traficantes, assassinos e estupradores. Mas a prisão de crianças enfrentou forte oposição do eleitorado, a começar pelas mulheres.
Cerca de 70% das mulheres repudiam a separação de mães e filhos. É uma parcela muito importante do eleitorado. A própria mulher do presidente, Melania Trump, e a primeira-filha, Ivanka Trump, passaram os últimos dias tentando persuadir Trump a recuar, acrescenta The Washington Post.
Melania Trump e a ex-primeira-dama Laura Bush, moradora do Texas, protestaram publicamente. Ivanka se manifestou hoje, agradecendo ao pai por "resolver o problema". É um problema que ele próprio criou.
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
Aquecimento correto reduz em 50% lesões de crianças no futebol
As lesões de crianças no futebol são diferentes das de jovens e adultos. "Por exemplo, uma criança corre mais risco de quebra de ossos e lesões na parte superior do corpo", observou o Dr. Oliver Faude, da Universidade da Basileia.
O programa inclui sete exercícios a serem feitos em 20 minutos antes do início do treino, com base no acompanhamento de jogadores de 7 a 13 anos da Alemanha, Holanda, República Tcheca e da Suíça.
Quem fez o aquecimento correto teve 48% menos lesões do que quem não faz e o índice de lesões graves caiu em 74%. O estudo foi financiado pela Fifa (Federação Internacional de Futebol Associativo).
terça-feira, 12 de abril de 2016
Boko Haram usou 44 crianças como terroristas suicidas em 2015
O Unicef estima que 20% dos terroristas suicidas do Boko Haram nos últimos anos eram menores de idade. A mais jovem tinha apenas oito anos.
"Para mim, é a essência do mal", declarou o coordenador de ações humanitárias da ONU para a África Ocidental. "Não consigo pensar em nada mais horrível.
O Boko Haram, que significa não à educação ocidental, aderiu em 2009 à luta armada para impor a lei islâmica à Nigéria, provocando uma guerra civil em que 20 mil pessoas foram mortas. Também age em países vizinhos como Camarões, o Chade e o Níger. Só em Camarões, houve 22 atentados suicidas cometidos por menores.
Na maioria dos casos, as vítimas eram meninas e às vezes nem sabiam que estava carregando bombas detonadas por controle remoto.
Há dois anos, o grupo sequestrou 273 meninas numa escola cristã em Chibok, no Nordeste da Nigéria. Algumas conseguiram fugir, mas a maioria nunca foi libertada. Muitas foram obrigadas a se casar com os jihadistas e várias se transformaram em militantes voluntariamente ou não.
Houve meninas que aceitaram ser terroristas suicidas na esperança de encontrar um policial e soldado e se entregar.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Rússia matou mais de mil civis em bombardeios na Síria
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Uma em cada 30 crianças dos EUA não têm casa
O relatório intitulado Os Mais Jovens Americanos Excluídos afirma que 2,5 milhões de crianças estavam sem casa em algum momento em 2013. A situação é mais grave no estado da Califórnia, que tem um oitavo da população americana e um quinto das crianças desabrigadas, cerca de 527 mil.
Nas últimas décadas, a Califórnia, especialmente o Vale do Silício, ficou ainda mais rico com a revolução tecnológica da informática, atraindo talentos e pagando altos salários. O preço dos imóveis disparou.
A diretora nacional do centro, Carmela DeCandia, uma das autoras do relatório, observou que o governo federal faz esforços para reduzir o número de veteranos de guerra e de adultos sem teto: "O mesmo grau de atenção e recursos deve ser dedicada a famílias e crianças. Caso contrário, vamos pagar um alto preço em termos humanos e econômicos."
As consequências são arrasadoras para o desenvolvimento emocional, educacional e social das crianças e seus pais, com impacto sobre a saúde física e mental e as futuras possibilidades de emprego.
O relatório recomenda investimentos públicos em habitação popular, educação e qualificação profissional para pais sem teto, além de serviços especiais para acolher mulheres sem casa por causa da violência doméstica.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Crianças centro-americanas fogem para os EUA
Desde outubro de 2013, mais de 52 mil menores foram detidos pelas autoridades de imigração dos EUA. É o dobro do ano passado inteiro e 10 vezes mais do que em 2009. O presidente Barack Obama pediu ao Congresso uma verba extra de US$ 4 bilhões para enfrentar o problema.
Os EUA tentam desestimular os centro-americanos a enviar seus filhos para o país na expectativa de serem aceitos como imigrantes, mas um estudo das Nações Unidas aponta que 58% fogem da violência causada pela guerra das drogas e das gangues participantes do conflito. Não são migrantes econômicos. São refugiados da guerra contra as drogas apoiada pelos EUA no México e na América Central.
De acordo com as autoridades de imigração americanas, "as crianças hondurenhas e salvadorenhas vêm de regiões extremamente violentas onde provavelmente consideravam o risco de viajar sozinhas para os EUA menor do que o de ficar em casa".
No caso de imigrantes ilegais menores do México, os EUA adotam uma política de repatriação automática. Desde 2008, com base na Lei de Proteção das Vítimas do Tráfico de Pessoas, as crianças da América Central têm direito a uma audiência perante um juiz. Por causa do grande número de casos, os menores podem esperar até três anos. Durante esse período, 90% ficam com parentes ou amigos nos EUA e os outros em centros de atendimento.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Guerra civil na Síria matou mais de 6 mil em março
Pela estimativa das Nações Unidas, o total de mortos na Síria já passa de 70 mil. O observatório, ligado à oposição, garante que só computa uma morte quando tem nome e foto da vítima para evitar que seja contada duas vezes.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Um quarto das crianças do mundo passa fome
Cerca de 170 milhões de crianças de menos de 5 anos são subnutridas desde o nascimento porque suas mães não se alimentaram adequadamente para amamentá-las, e a situação está se agravando com a inflação mundial nos preços dos alimentos.
No início de 2008, o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas alertou para uma crise causada pela alta nos preços dos alimentos. Com a crise financeira internacional, a inflação cedeu, mas o forte aumento do desemprego reduziu o poder de compra das populações mais pobres.
Agora, os preços voltam a subir. No Afeganistão, a alta foi de 25%; no Quênia, de 40%.
A inflação de alimentos e o desemprego foram as principais causas das revoltas populares da chamada Primavera Árabe, que derrubou ditadores na Tunísia, no Egito e na Líbia.
No relatório Uma Vida Livre da Fome: Atacando a Desnutrição Infantil, um terço dos pais disseram que seus filhos se queixam rotineiramente de que não têm comida suficiente. Uma em cada seis famílias nunca tem dinheiro para comprar carne, leite e legumes. No Afeganistão, 60% das crianças não comem o mínimo necessário para crescer.
"Se não houver uma ação conjunta, nos próximos 15 anos, teremos meio bilhão de crianças com desenvolvimento físico e mental prejudicado", adverte Justin Forsyth, ouvido pelo jornal inglês The Independent.
Como os pobres gastam a maior parte de sua renda com comida, uma em cada quatro famílias foi forçada a reduzir seu consumo de alimentos. Uma em cada seis crianças deixou a escola para ajudar seus pais a sustentar a família.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Crianças etíopes sofrem de grave desnutrição
Com a inflação nos preços dos alimentos e uma seca prolongada, as Nações Unidas estimam que até o final do ano 3,4 milhões dos 80 milhões de etíopes precisarão de ajuda alimentar. A segunda maior população da África é novamente ameaçada por uma fome em grande escala.