Dois homens-bomba da milícia extremista muçulmana Boko Haram atacaram hoje uma mesquita em Gwoza, no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria. Um menino de 12 anos morreu e várias pessoas saíram feridas.
Depois do atentado, o 192º Batalhão do Exército da Nigéria isolou a área ao redor da mesquita. O presidente Muhammadu Buhari e as Forças Armadas nigerianas estão sob pressão dos ataques frequentes do Boko Haram no Nordeste do país.
Recentemente, o grupo terrorista matou o estudante Ropvil Daciya Dalep, duas semanas depois de sequestrá-lo em 9 de janeiro. Dalep foi executado friamente com um tiro na cabeça disparado por um soldado menor de idade. O vídeo circula na rede mundial de computadores.
"Não vamos parar antes de vingar o sangue dos mortos", declarou o menino antes de matar. O nome Boko Haram significa "não à educação ocidental".
Desde 2009, quando o Boko Haram aderiu à luta armada para impor a lei islâmica, mais de 35 mil rebeldes, soldados das forças de segurança nigerianas e civis morreram, a grande maioria no Nordeste da Nigéria, mas também nos vizinhos Chade e Níger.
O pico da guerra civil foi em 2014 e 2015, quando os Exércitos da região se uniram para reconquistar as regiões ocupadas pelo Boko Haram. Em 2015, o grupo se dividiu com o surgimento da Província do Estado Islâmico na África Ocidental.
Com a perda da base territorial, o Boko Haram passou a apelar mais para o terrorismo suicida dos homens e mulheres-bomba.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 26 de janeiro de 2020
sábado, 27 de abril de 2019
Ataque da polícia a célula terrorista termina com 15 mortes no Sri Lanka
Uma operação policial numa casa ocupada por extremistas muçulmanos terminou com 15 mortes, inclusive de seis crianças e três mulheres. Quatro terroristas suicidas se explodiram durante a batalha com a polícia na vila de Bolivarian, perto da cidade de Batticaloa, onde uma igreja foi um dos alvos dos atentados que mataram 359 pessoas no domingo de Páscoa no Sri Lanka.
O ataque indica que as forças de segurança estão obtendo mais informações sobre o grupo terrorista e que devem realizar mais operações. Desde os atentados, pelo menos 70 suspeitos foram presos.
A casa foi considerada suspeita pela mesquita local, que pediu a identificação dos moradores. Quando membros da comunidade muçulmana se aproximaram, em companhia da polícia, houve a primeira explosão, contaram moradores da área.
Meia hora depois, chegaram reforços das equipes de segurança. Outra casa a poucos quilômetros de distância foi alvo de uma operação de busca e apreensão ontem. Os agentes encontraram bandeiras da organização terrorista Estado Islâmico, coletes para atentados suicidas, detonadores e explosivos.
De início, as autoridades acusaram um grupo local, National Thowheeth Jammath, mas depois que o Estado Islâmico reivindicou a autoria dos atentados ficou evidente que havia algo maior por trás. Um pequeno grupo seria incapaz de realizar tantos ataques coordenados e de matar tanta gente.
Horas antes do ataque à célula terrorista, o presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, anunciou uma reestruturação dos serviços de segurança e um combate ao terrorismo em todas as frentes: "Todas as casas do país serão revistadas. Será feita uma lista dos moradores de cada casa para impedir que pessoas desconhecidas se escondam."
Dez dias antes dos atentados, os serviços secretos fizeram um memorando advertindo para o risco de ataques a igrejas, com nomes, telefones e endereços de suspeitos. Tanto o presidente quanto o primeiro-ministro, que são de partidos diferentes, alegam não ter recebido o alerta. A luta política interna do governo seria responsável pelo fracasso em evitar as ações terroristas.
O governo dos Estados Unidos fez um apelo aos americanos para que evitem viajar ao Sri Lanka e ordenou a retirada do país de todos os filhos de funcionários dos EUA em idade escolar.
O ataque indica que as forças de segurança estão obtendo mais informações sobre o grupo terrorista e que devem realizar mais operações. Desde os atentados, pelo menos 70 suspeitos foram presos.
A casa foi considerada suspeita pela mesquita local, que pediu a identificação dos moradores. Quando membros da comunidade muçulmana se aproximaram, em companhia da polícia, houve a primeira explosão, contaram moradores da área.
Meia hora depois, chegaram reforços das equipes de segurança. Outra casa a poucos quilômetros de distância foi alvo de uma operação de busca e apreensão ontem. Os agentes encontraram bandeiras da organização terrorista Estado Islâmico, coletes para atentados suicidas, detonadores e explosivos.
De início, as autoridades acusaram um grupo local, National Thowheeth Jammath, mas depois que o Estado Islâmico reivindicou a autoria dos atentados ficou evidente que havia algo maior por trás. Um pequeno grupo seria incapaz de realizar tantos ataques coordenados e de matar tanta gente.
Horas antes do ataque à célula terrorista, o presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, anunciou uma reestruturação dos serviços de segurança e um combate ao terrorismo em todas as frentes: "Todas as casas do país serão revistadas. Será feita uma lista dos moradores de cada casa para impedir que pessoas desconhecidas se escondam."
Dez dias antes dos atentados, os serviços secretos fizeram um memorando advertindo para o risco de ataques a igrejas, com nomes, telefones e endereços de suspeitos. Tanto o presidente quanto o primeiro-ministro, que são de partidos diferentes, alegam não ter recebido o alerta. A luta política interna do governo seria responsável pelo fracasso em evitar as ações terroristas.
O governo dos Estados Unidos fez um apelo aos americanos para que evitem viajar ao Sri Lanka e ordenou a retirada do país de todos os filhos de funcionários dos EUA em idade escolar.
terça-feira, 12 de abril de 2016
Boko Haram usou 44 crianças como terroristas suicidas em 2015
A milícia extremista muçulmana nigeriana Boko Haram usou 44 crianças-bomba em 2015, 11 vezes mais do que no ano anterior, denunciou um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), citado pelo jornal The New York Times.
O Unicef estima que 20% dos terroristas suicidas do Boko Haram nos últimos anos eram menores de idade. A mais jovem tinha apenas oito anos.
"Para mim, é a essência do mal", declarou o coordenador de ações humanitárias da ONU para a África Ocidental. "Não consigo pensar em nada mais horrível.
O Boko Haram, que significa não à educação ocidental, aderiu em 2009 à luta armada para impor a lei islâmica à Nigéria, provocando uma guerra civil em que 20 mil pessoas foram mortas. Também age em países vizinhos como Camarões, o Chade e o Níger. Só em Camarões, houve 22 atentados suicidas cometidos por menores.
Na maioria dos casos, as vítimas eram meninas e às vezes nem sabiam que estava carregando bombas detonadas por controle remoto.
Há dois anos, o grupo sequestrou 273 meninas numa escola cristã em Chibok, no Nordeste da Nigéria. Algumas conseguiram fugir, mas a maioria nunca foi libertada. Muitas foram obrigadas a se casar com os jihadistas e várias se transformaram em militantes voluntariamente ou não.
Houve meninas que aceitaram ser terroristas suicidas na esperança de encontrar um policial e soldado e se entregar.
O Unicef estima que 20% dos terroristas suicidas do Boko Haram nos últimos anos eram menores de idade. A mais jovem tinha apenas oito anos.
"Para mim, é a essência do mal", declarou o coordenador de ações humanitárias da ONU para a África Ocidental. "Não consigo pensar em nada mais horrível.
O Boko Haram, que significa não à educação ocidental, aderiu em 2009 à luta armada para impor a lei islâmica à Nigéria, provocando uma guerra civil em que 20 mil pessoas foram mortas. Também age em países vizinhos como Camarões, o Chade e o Níger. Só em Camarões, houve 22 atentados suicidas cometidos por menores.
Na maioria dos casos, as vítimas eram meninas e às vezes nem sabiam que estava carregando bombas detonadas por controle remoto.
Há dois anos, o grupo sequestrou 273 meninas numa escola cristã em Chibok, no Nordeste da Nigéria. Algumas conseguiram fugir, mas a maioria nunca foi libertada. Muitas foram obrigadas a se casar com os jihadistas e várias se transformaram em militantes voluntariamente ou não.
Houve meninas que aceitaram ser terroristas suicidas na esperança de encontrar um policial e soldado e se entregar.
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Mulheres-bomba matam 35 pessoas no Nordeste da Nigéria
Pelo menos 35 pessoas foram mortas ontem e hoje em Maiduguri, capital do estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, em atentados terroristas suicidas cometidos por quatro mulheres, reportou a agência Reuters.
Duas mulheres-bomba se detonaram ontem perto de uma mesquita nos arredores da cidade, matando 29 pessoas. Outras seis foram mortas hoje perto dali.
Ninguém reivindicou a autoria do atentado. Borno é o berço da milícia extremista muçulmana Boko Haram, que agora se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.
O novo presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, empossado em 29 de maio, colocou o combate ao terrorismo como uma das prioridades de seu governo. A milícia tem feito menos ações de guerrilha e apela aos ataques suicidas.
Duas mulheres-bomba se detonaram ontem perto de uma mesquita nos arredores da cidade, matando 29 pessoas. Outras seis foram mortas hoje perto dali.
Ninguém reivindicou a autoria do atentado. Borno é o berço da milícia extremista muçulmana Boko Haram, que agora se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.
O novo presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, empossado em 29 de maio, colocou o combate ao terrorismo como uma das prioridades de seu governo. A milícia tem feito menos ações de guerrilha e apela aos ataques suicidas.
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Ataque a mesquita xiita mata 25 pessoas no Iêmen
Pelo menos 25 pessoas foram mortas e dezenas saíram feridas hoje de um atentado a bomba contra uma mesquita xiita em Saná, a capital do Iêmen, dominada há um ano por rebeldes hutis, que são xiitas zaiditas apoiados pelo Irã.
A mesquita estava cheia de fiéis que festejavam o feriado religioso do Eid al-Adha, a Festa do Sacrifício que sucede a peregrinação a Meca. A primeira bomba explodiu dentro da mesquita. Quando os fiéis corriam para fugir do local, um terrorista suicida se detonou na entrada do prédio.
Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque. As principais suspeitas recaem sobre o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que realizou vários atentados recentes contra alvos xiitas.
O conflito entre os rebeldes e o governo deposto em fevereiro, apoiado por uma aliança sunita liderada pela Arábia Saudita, deixou um vácuo de poder ocupado por grupos jihadistas da Al Caeda ao Estado Islâmico.
A mesquita estava cheia de fiéis que festejavam o feriado religioso do Eid al-Adha, a Festa do Sacrifício que sucede a peregrinação a Meca. A primeira bomba explodiu dentro da mesquita. Quando os fiéis corriam para fugir do local, um terrorista suicida se detonou na entrada do prédio.
Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque. As principais suspeitas recaem sobre o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que realizou vários atentados recentes contra alvos xiitas.
O conflito entre os rebeldes e o governo deposto em fevereiro, apoiado por uma aliança sunita liderada pela Arábia Saudita, deixou um vácuo de poder ocupado por grupos jihadistas da Al Caeda ao Estado Islâmico.
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Terrorista suicida mata sete no Nordeste da Nigéria
Um terrorista suicida matou sete pessoas ontem na cidade de Potiskum, no Nordeste da Nigéria, região de maior atuação da milícia extremista muçulmana Boko Haram. O homem-bomba se detonou diante da casa do deputado federal Sabo Garbu.
No momento do atentado de sábado, o deputado realizava uma reunião da campanha para as eleições parlamentares e presidencial de 14 de fevereiro de 2015 dentro da casa. Nenhum participante do encontro saiu ferido.
Ninguém reivindicou a autoria do atentado. As maiores suspeitas recaem sobre o Boko Haram (Não à educação ocidental), que luta para impor a lei islâmica na região e criar seu próprio califado. Desde que o grupo aderiu à luta armada, em 2009, cerca de 15 mil pessoas foram mortas.
A Presidência será disputada pelo atual presidente Goodluck Jonathan, um cristão do Sul do país, a região mais rica, e o ex-ditador Muhamadu Buhari, que governou o país com mão de ferro de 1983 a 1985, um muçulmano linha-dura do Norte. Com suas credenciais de ex-ditador, Buhari se apresenta como o general capaz de derrotar a rebelião.
Jonathan foi alvo de um atentado hoje. Poucos minutos depois de ele deixar um comício realizado em Gombe, no Nordeste da Nigéria, duas terroristas suicidas detonaram os explosivos que levavam. Dezoito pessoas saíram feridas.
Também hoje, o Boko Haram lançou novo ataque contra Maiduguri, a capital do estado de Borno, onde nasceu o grupo. É a maior cidade do Nordeste da Nigéria, com 2 milhões de habitantes e cerca de 200 mil refugiados.
No momento do atentado de sábado, o deputado realizava uma reunião da campanha para as eleições parlamentares e presidencial de 14 de fevereiro de 2015 dentro da casa. Nenhum participante do encontro saiu ferido.
Ninguém reivindicou a autoria do atentado. As maiores suspeitas recaem sobre o Boko Haram (Não à educação ocidental), que luta para impor a lei islâmica na região e criar seu próprio califado. Desde que o grupo aderiu à luta armada, em 2009, cerca de 15 mil pessoas foram mortas.
A Presidência será disputada pelo atual presidente Goodluck Jonathan, um cristão do Sul do país, a região mais rica, e o ex-ditador Muhamadu Buhari, que governou o país com mão de ferro de 1983 a 1985, um muçulmano linha-dura do Norte. Com suas credenciais de ex-ditador, Buhari se apresenta como o general capaz de derrotar a rebelião.
Jonathan foi alvo de um atentado hoje. Poucos minutos depois de ele deixar um comício realizado em Gombe, no Nordeste da Nigéria, duas terroristas suicidas detonaram os explosivos que levavam. Dezoito pessoas saíram feridas.
Também hoje, o Boko Haram lançou novo ataque contra Maiduguri, a capital do estado de Borno, onde nasceu o grupo. É a maior cidade do Nordeste da Nigéria, com 2 milhões de habitantes e cerca de 200 mil refugiados.
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sábado, 19 de outubro de 2013
Atentado terrorista mata 13 pessoas na Somália
Pelo menos 13 pessoas morreram e outras dez saíram feridas de um atentado terrorista suicida na cidade de Baladweyne, no interior da Somália. O alvo foi um restaurante frequentado por soldados somalianos e etíopes, estes últimos parte de uma força internacional da União Africana que apoia o governo provisório do país.
A Somália vive em estado de anarquia. Não tem um governo estável desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991. Nos últimos dois anos, a milícia extremista muçulmana Al Chababe (Os Jovens), ligada à rede terrorista Al Caeda, perdeu o controle das principais cidades do país. Sem condições de travar batalhar contra o Exército reforçado pela UA, apelaram para o terrorismo.
Há pouco menos de um mês, o grupo aterrorizou o centro comercial Westgate, em Nairóbi, a capital do Quênia, matando 73 pessoas. Isso levou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, a pedir ao Conselho do Segurança um reforço na missão internacional para derrotar Al Chababe e pacificar a Somália.
A Somália vive em estado de anarquia. Não tem um governo estável desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991. Nos últimos dois anos, a milícia extremista muçulmana Al Chababe (Os Jovens), ligada à rede terrorista Al Caeda, perdeu o controle das principais cidades do país. Sem condições de travar batalhar contra o Exército reforçado pela UA, apelaram para o terrorismo.
Há pouco menos de um mês, o grupo aterrorizou o centro comercial Westgate, em Nairóbi, a capital do Quênia, matando 73 pessoas. Isso levou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, a pedir ao Conselho do Segurança um reforço na missão internacional para derrotar Al Chababe e pacificar a Somália.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Atentado contra xiitas mata 83 no Paquistão
Um terrrorista suicida detonou um caminhão-pipa ontem num mercado público de um enclave muçulmano xiita de Hazara, nos arredores da cidade de Queta, no Paquistão, matando pelo menos 83 pessoas e ferindo outras 180. Quatro edifícios foram demolidos
A bomba de 800 a mil quilos estava no caminhão-pipa. No primeiro momento, a polícia imaginou que tivesse sido detonada por controle remoto. Depois, conclui ter sido acionada por um homem-bomba.
Um grupo extremista muçulmano sunita proscrito chamado Lashkar-Jhangvi reivindicou a autoria do atentado. No mês passado tinha assumido a responsabilidade por um atentado duplo que matou 85 pessoas num bairro xiita de Queta, que fica no Oeste do Paquistão, perto da fronteira com o Afeganistão, uma linha divisória ignorada pelas comunidades tribais que vivem na região.
A bomba de 800 a mil quilos estava no caminhão-pipa. No primeiro momento, a polícia imaginou que tivesse sido detonada por controle remoto. Depois, conclui ter sido acionada por um homem-bomba.
Um grupo extremista muçulmano sunita proscrito chamado Lashkar-Jhangvi reivindicou a autoria do atentado. No mês passado tinha assumido a responsabilidade por um atentado duplo que matou 85 pessoas num bairro xiita de Queta, que fica no Oeste do Paquistão, perto da fronteira com o Afeganistão, uma linha divisória ignorada pelas comunidades tribais que vivem na região.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Mulher-bomba mata 12 pessoas no Afeganistão
Um atentado terrorista suicida com carro-bomba cometido por uma mulher-bomba matou 12 pessoas, inclusive nove estrangeiros, que viajavam numa caminhonete perto do aeroporto de Cabul, a capital do Afeganistão.
O ataque seria mais uma reação contra o filme Inocência dos Muçulmanos, ofensivo ao islamismo e ao profeta Maomé, declarou em nota o grupo terrorista Hezb-e-Islami (Partido Islâmico), ligado à milícia fundamentalista dos Talebã, informa a agência de notícias Reuters.
O ataque seria mais uma reação contra o filme Inocência dos Muçulmanos, ofensivo ao islamismo e ao profeta Maomé, declarou em nota o grupo terrorista Hezb-e-Islami (Partido Islâmico), ligado à milícia fundamentalista dos Talebã, informa a agência de notícias Reuters.
sábado, 14 de julho de 2012
Homem-bomba mata deputado e mais 18 no Afeganistão
Um terrorista suicida se infiltrou numa festa de casamento com a presença de várias autoridades em Aybak, no Norte do Afeganistão, e matou 19 pessoas, inclusive o influente deputado e líder da minoria usbeque Ahmad Khan Samangani, pai da noiva.
Entre os mortos, havia pelo menos outros cinco comandantes da Aliança do Norte, uma associação das minorias hazara, tajique e usbeque que lutava contra o regime fundamentalista dos Talebã e se aliou aos Estados Unidos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, reporta o jornal The New York Times.
Entre os mortos, havia pelo menos outros cinco comandantes da Aliança do Norte, uma associação das minorias hazara, tajique e usbeque que lutava contra o regime fundamentalista dos Talebã e se aliou aos Estados Unidos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, reporta o jornal The New York Times.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Homem-bomba mata comandante militar no Iêmen
Depois de um mês de bombardeios aéreos e de uma ofensiva contra militantes da rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, um atentado terrorista suicida matou hoje na cidade de Áden o comandante militar do Sul do Iêmen, general Salem Ali Katan.
O Ministério da Defesa declarou que o homem-bomba, de nacionalidade somaliana, se jogou contra o carro do general, matando também dois soldados que o escoltavam. Um médico do hospital informou que outras 12 pessoas saíram feridas, inclusive nove soldados.
O Ministério da Defesa declarou que o homem-bomba, de nacionalidade somaliana, se jogou contra o carro do general, matando também dois soldados que o escoltavam. Um médico do hospital informou que outras 12 pessoas saíram feridas, inclusive nove soldados.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Atentado suicida mata 22 no Iraque
Um atentado terrorista suicida matou 22 pessoas que participavam de um funeral em Abu Ghraib, perto de Bagdá. Uma jovem terrorista suicida matou mais duas pessoas ao atacar um posto de polícia na capital do Iraque.
Nos combates de forças americanas e iraquianas contra o Exército Mehdi, a milícia xiita do aiatolá Muktada al-Sader, na periferia de Bagdá, pelo menos oito pessoas morreram e outras 36 foram feridas.
Enquanto isso, o primeiro-ministro Nuri al-Maliki foi para Mossul, no Norte do Iraque, comandar pessoalmente um suposto assalto final ao último bastião da rede terrorista Al Caeda no país. Como o grupo de Ossama ben Laden estaria sendo derrotado, os Estados Unidos reduziram o prêmio pela captura ou morte de seu líder de US$ 5 milhões para US$ 1 milhão, sob a alegação de que não é mais revelante.
Para o secretário da Defesa dos EUA, Robert Gates, a Guerra do Iraque é um exemplo dos dois tipos de guerra que o país terá de enfrentar no futuro, a guerra convencional e a chamada guerra assimétrica, muitas vezes contra um inimigo oculto.
Mas um artigo publicado na revista americana Newsweek adverte para o risco de libanização do Iraque: "um Estado semifalido com um governo formado por tantas facções que o país se torna ingovernável, os vizinhos que usam o território para travar guerras indiretas através de milícias sectárias e há uma alternância de períodos de guerra e de paz, às vezes da maneira totalmente inesperada".
Nos combates de forças americanas e iraquianas contra o Exército Mehdi, a milícia xiita do aiatolá Muktada al-Sader, na periferia de Bagdá, pelo menos oito pessoas morreram e outras 36 foram feridas.
Enquanto isso, o primeiro-ministro Nuri al-Maliki foi para Mossul, no Norte do Iraque, comandar pessoalmente um suposto assalto final ao último bastião da rede terrorista Al Caeda no país. Como o grupo de Ossama ben Laden estaria sendo derrotado, os Estados Unidos reduziram o prêmio pela captura ou morte de seu líder de US$ 5 milhões para US$ 1 milhão, sob a alegação de que não é mais revelante.
Para o secretário da Defesa dos EUA, Robert Gates, a Guerra do Iraque é um exemplo dos dois tipos de guerra que o país terá de enfrentar no futuro, a guerra convencional e a chamada guerra assimétrica, muitas vezes contra um inimigo oculto.
Mas um artigo publicado na revista americana Newsweek adverte para o risco de libanização do Iraque: "um Estado semifalido com um governo formado por tantas facções que o país se torna ingovernável, os vizinhos que usam o território para travar guerras indiretas através de milícias sectárias e há uma alternância de períodos de guerra e de paz, às vezes da maneira totalmente inesperada".
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Terrorista suicida mata 100 no Afeganistão
No pior atentado desde a queda do regime fundamentalista da milícia dos Talebã, em 2001, um terrorista suicida matou 100 pessoas em Candahar, no Afeganistão, um dos principais redutos dos talebã.
O governador da província de Candahar, Assadullah Khalid, declarou que o suicida detonou a carga explosiva durante uma rinha de cães nas ruas da cidade, o que era proibido peloo regime dos talebã.
2007 foi o ano mais violento na Afeganistão desde o início pelos Estados Unidos, em 7 de outubro de 2001, da Operação Liberdade Duradoura, para vingar os atentados terroristas de 11 de setembro daquele ano. Pelo menos 6,3 mil pessoas foram mortas no ano passado.
A rede terrorista Al Caeda (A Base), liderada pelo saudita Ossama ben Laden, tinha seus principais centros de treinamento em território afegão. Hoje, seus líderes estariam escondidos nos territórios tribais na fronteira do Norte do Paquistão com o Afeganistão.
Ben Laden chegou ao Afeganistão no início dos anos 90, como um dos enviados sauditas para lutar contra a intervenção da União Soviética no país, em 1979. Com o apoio da Agência Central de Inteligência (CIA), o serviço de espionagem dos Estados Unidos, ajudou a organizar os mujahedin (guerrilheiros muçulmanos) que fizeram do Afeganistão o Vietnã da URSS.
Antes da queda dos Talebã, não havia terrorismo suicida no Afeganistão. Hoje é uma tática de uso freqüente para combater as forças internacionais presentes no país.
O governador da província de Candahar, Assadullah Khalid, declarou que o suicida detonou a carga explosiva durante uma rinha de cães nas ruas da cidade, o que era proibido peloo regime dos talebã.
2007 foi o ano mais violento na Afeganistão desde o início pelos Estados Unidos, em 7 de outubro de 2001, da Operação Liberdade Duradoura, para vingar os atentados terroristas de 11 de setembro daquele ano. Pelo menos 6,3 mil pessoas foram mortas no ano passado.
A rede terrorista Al Caeda (A Base), liderada pelo saudita Ossama ben Laden, tinha seus principais centros de treinamento em território afegão. Hoje, seus líderes estariam escondidos nos territórios tribais na fronteira do Norte do Paquistão com o Afeganistão.
Ben Laden chegou ao Afeganistão no início dos anos 90, como um dos enviados sauditas para lutar contra a intervenção da União Soviética no país, em 1979. Com o apoio da Agência Central de Inteligência (CIA), o serviço de espionagem dos Estados Unidos, ajudou a organizar os mujahedin (guerrilheiros muçulmanos) que fizeram do Afeganistão o Vietnã da URSS.
Antes da queda dos Talebã, não havia terrorismo suicida no Afeganistão. Hoje é uma tática de uso freqüente para combater as forças internacionais presentes no país.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Terrorista suicida mata 25 em Lahore
Um terrorista suicida matou 25 pessoas e feriu outras 58 ao detonar os explosivos que trazia junto ao corpo diante de um tribunal na cidade de Lahore, no Paquistão. Este país vive sob extrema tensão, especialmente desde o assassinato da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, em 27 de dezembro de 2007.
O atentado ocorreu no centro comercial da cidade, no momento em que advogados preparavam uma manifestação de protesto contra o ditador Pervez Musharraf.
A morte de Benazir levou o governo a adiar as eleições legislativas de 8 de janeiro para 18 de fevereiro.
Desde outubro, 19 atentados suicidas - inclusive um fracassado contra Benazir que matou 136 pessoas - mataram cerca de 400 pessoas e feriram outras mil no Paquistão.
O atentado ocorreu no centro comercial da cidade, no momento em que advogados preparavam uma manifestação de protesto contra o ditador Pervez Musharraf.
A morte de Benazir levou o governo a adiar as eleições legislativas de 8 de janeiro para 18 de fevereiro.
Desde outubro, 19 atentados suicidas - inclusive um fracassado contra Benazir que matou 136 pessoas - mataram cerca de 400 pessoas e feriram outras mil no Paquistão.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Terrorista suicida mata 13 no Afeganistão
Um terrorista suicida encostou seu carro-bomba num ônibus cheio de militares afegãos e detonou os explosivos hoje em Cabul, capital do Afeganistão. Pelo menos sete civis e seis militares foram mortos.
Foi o segundo atentado suicida em dois dias na capital afegã. A milícia dos Talebã, que governou o país de 1996 até a invasão americana de 2001, reivindicou a autoria do ataque.
Foi o segundo atentado suicida em dois dias na capital afegã. A milícia dos Talebã, que governou o país de 1996 até a invasão americana de 2001, reivindicou a autoria do ataque.
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