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domingo, 26 de janeiro de 2020

Terroristas suicidas do Boko Haram atacam mesquita na Nigéria

Dois homens-bomba da milícia extremista muçulmana Boko Haram atacaram hoje uma mesquita em Gwoza, no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria. Um menino de 12 anos morreu e várias pessoas saíram feridas.

Depois do atentado, o 192º Batalhão do Exército da Nigéria isolou a área ao redor da mesquita. O presidente Muhammadu Buhari e as Forças Armadas nigerianas estão sob pressão dos ataques frequentes do Boko Haram no Nordeste do país.

Recentemente, o grupo terrorista matou o estudante Ropvil Daciya Dalep, duas semanas depois de sequestrá-lo em 9 de janeiro. Dalep foi executado friamente com um tiro na cabeça disparado por um soldado menor de idade. O vídeo circula na rede mundial de computadores.

"Não vamos parar antes de vingar o sangue dos mortos", declarou o menino antes de matar. O nome Boko Haram significa "não à educação ocidental".

Desde 2009, quando o Boko Haram aderiu à luta armada para impor a lei islâmica, mais de 35 mil rebeldes, soldados das forças de segurança nigerianas e civis morreram, a grande maioria no Nordeste da Nigéria, mas também nos vizinhos Chade e Níger.

O pico da guerra civil foi em 2014 e 2015, quando os Exércitos da região se uniram para reconquistar as regiões ocupadas pelo Boko Haram. Em 2015, o grupo se dividiu com o surgimento da Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

Com a perda da base territorial, o Boko Haram passou a apelar mais para o terrorismo suicida dos homens e mulheres-bomba.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

África do Sul fecha embaixada e consulado na Nigéria para evitar retaliação

Depois de uma série de ataques retaliatórios contra empresas sul-africanas na Nigéria por causa de ataques a nigerianos na África do Sul, o governo sul-africano anunciou hoje o fechamento temporário de suas representações diplomáticas naquele país.

A Nigéria e a África do Sul são as maiores economias da África. A integração econômica do continente depende do bom relacionamento entre elas. Os dois governos estão tomando providências para evitar o agravamento da situação.

Desde o último fim de semana, pelo menos sete pessoas foram mortas e dezenas foram feridas na África do Sul numa onda de violência xenofóbica na província de Gauteng, onde ficam a capital do país, Pretória, e a maior cidade e principal centro econômico, Joanesburgo. Meu comentário:
Ao participar de reunião do Fórum Econômico Mundial na África do Sul, o presidente Ramaphosa defendeu a integração econômica no Acordo de Livre Comércio Continental Africano como caminho para o desenvolvimento e a paz social. O vice-presidente da Nigéria, Yemi Osinbajo, que deveria participar, não foi em protesto contra os ataques a nigerianos.
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Buhari é reeleito presidente da Nigéria

Depois do adiamento por uma semana e de confrontos que deixaram pelo menos 39 mortos, Muhammadu Buhari foi reeleito hoje presidente da Nigéria para um segundo mandato de quatro anos. A oposição denuncia fraude.

Pelos resultados oficiais, Buhari, de 77 anos, do Congresso de Todos os Progressistas (APC) teve 56% dos votos, contra 41% para o ex-vice-presidente Atiku Abubakar, de 72 anos, do Partido Democrático Popular (PDP), que está pedindo novas eleições em quatro dos 36 estados nigerianos.

Durante a votação, no sábado, 128 pessoas foram presas sob suspeita de crimes eleitorais como tentativa de roubar a urna, compra de votos e identidade falsa. O adiamento por uma semana prejudicou o comparecimento às urnas.

Só 33% dos 84 milhões de eleitores inscritos votaram. Um país com 90 milhões de jovens não se empolgou com uma eleição disputada por dois septuagenários. A abstenção foi maior na região de Biafra, onde só 18% participaram.

Em Lagos, a maior cidade nigeriana, só 20% dos eleitores inscritos votaram. No estado de Borno, onde o grupo terrorista Boko Haram é mais ativo, Buhari teve 90% dos votos.

O presidente reeleito é um general da reserva. Em 1984 e 1985, foi ditador. Esta foi a sexta eleição consecutiva desde a redemocratização da Nigéria, em 1999. Seu primeiro governo democrático foi afetado pela queda nos preços internacionais do petróleo.

A Nigéria é o país mais rico, mais populoso e o maior produtor de petróleo da África, mas cerca de 25% da força de trabalho está desempregada e a metade da população, que neste ano deve chegar a 200 milhões de habitantes, sobrevive com menos de US$ 2 por dia.

Uma das promessas do primeiro governo era derrotar a milícia extremista muçulmana Boko Haram, que se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental. Desde 2009, quando aderiu à luta armada, o grupo deflagrou uma guerra civil em que pelo menos 31 mil pessoas foram mortas.

No auge da revolta muçulmana no Nordeste do país, foram mais de 11,5 mil mortes. Houve avanços, mas a violência voltou a aumentar em 2018, com cerca de 2,7 mil mortes.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Boko Haram lança vários ataques contra eleição presidencial na Nigéria

O grupo terrorista Boko Haram, que se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, fez uma série de ataques no Nordeste da Nigéria para boicotar as eleições parlamentares e presidencial no mais rico e mais populoso país africano. Entre os alvos, estão o aeroporto de Maiduguri, capital do estado de Borno, um quartel do Exército e um campo de refugiados.

A eleição presidencial da Nigéria estava marcada para o sábado passado. Foi adiada por uma semana sob o pretexto de que havia sido impossível entregar o material de votação em todas as regiões do país.

Ao todo, 73 candidatos disputam a eleição presidencial, mas só dois são candidatos têm chances reais, o atual presidente e ex-ditador Muhammadu Buhari, do Congresso de Todos os Progressistas (APC), e o ex-vice-presidente Atiku Abubakar, do Partido Democrático Popular (PDP). O resultado oficial é esperado no dia 26 de fevereiro.

Desde 2009, o Boko Haram, que significa "repúdio à educação ocidental", aderiu à luta armada para impor a lei islâmica, inicialmente no Nordeste da Nigéria e depois em toda a África Ocidental. Nos últimos anos, a milícia se dividiu em duas facções.

Buhari foi eleito em 2015 com a promessa de acabar com a insurgência.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Candidato da oposição promete privatizar estatal do petróleo da Nigéria

O candidato da oposição à Presidência da Nigéria, Atiku Abubakar, reafirmou ontem a intenção da privatizar a Companhia Nacional de Petróleo Nigeriana (NNPC), noticiou a agência de notícias econômicas Bloomberg. Sua proposta é cortar os gastos públicos para estimular o investimento estrangeiro e a geração de empregos.

A corrupção sistêmica é uma praga da Nigéria e do rico setor de petróleo há décadas. A privatização pode provocar uma onda de protestos e greves dos trabalhadores de petróleo e gás, além de reiniciar a violência política na região do Delta do Rio Níger, onde grupos guerrilheiros lutam sob o pretexto de conseguir uma distribuição mais justa da renda do setor.

Na eleição presidencial de 16 de fevereiro, Abubakar, do Partido Democrático Popular (PDP), vai desafiar o presidente Muhammadu Buhari, do Congresso de Todos os Progressistas (APC). Desde a redemocratização do país, o PDP ganhou todas as eleições de 1999 a 2011, perdendo apenas em 2015. O presidente cumpre um mandato de quatro anos, com direito a uma reeleição.

Maior produtora de petróleo da África, com cerca de 2 milhões de barris por dia, a Nigéria sofreu com a forte queda nos preços do petróleo desde junho de 2014, quando a cotação do barril estava em torno de US$ 110. Entrou em recessão em 2016, mas se recuperou e fechou o ano passado em alta de 2,1%. O petróleo é responsável por dois terços da arrecadação do governo.

Trigésima economia do mundo, a Nigéria superou a África do Sul em 2014 e se tornou a maior economia da África. Como tem população quase quatro vezes maior, que deve chegar a 200 milhões de habitantes em 2019, a renda média sul-africana é duas vezes maior.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Partido aprova candidatura à reeleição do presidente da Nigéria

A comissão executiva nacional do partido Congresso de Todos os Progressistas (APC) endossou a candidatura do ex-ditador e atual presidente Muhammadu Buhari à reeleição na Nigéria, o mais rico e mais populoso país da África, noticiou hoje a agência Reuters.

Buhari, de 76 anos, ficou cinco meses afastado no ano passado para tratamento de saúde no Reino Unido, suscitando dúvidas sobre sua capacidade de governar a Nigéria. O ex-presidente Olusegun Obasanjo fez um apelo para que ele não se candidate.

As eleições presidencial e parlamentares estão marcadas para 16 de fevereiro de 2019, com posse em 29 de maio. Será a quarta eleição presidencial desde o fim da última ditadura militar, em 1999. O presidente nigeriano governa por um mandato de quatro anos, com direito a uma reeleição.

Em dezembro de 1983, Buhari liderou um golpe de Estado e governou o país como um ditador até agosto de 1985. Hoje, apresenta-se como um "democrata convertido" que não pode mudar o passado.

Muçulmano do Norte de Nigéria, a região mais pobre do país, Buhari sucedeu a Goodluck Jonathan, um cristão sulista, num revezamento adotado para manter o equilíbrio interno do país.

Uma de suas maiores promessas de campanha era derrotar a milícia extremista muçulmana Boko Haram, que acaba de sequestrar mais 110 meninas em mais um ataque a uma escola secundária, em sua campanha contra a "educação ocidental".

Durante seu governo, houve um reinício da violência política na região do Delta do Rio Níger, principal zona de produção de petróleo do país, e um fortalecimento do movimento do povo ibo pela independência de Biafra, causa de uma das maiores guerras civis da África pós-independência, de 1967 a 1970, quando um milhão de pessoas morreram, muitas de fome, no cerco ao território dominado pelos rebeldes.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Treze estudantes sequestradas pelo Boko Haram em Chibok morreram

Pelo menos 13 das 276 estudantes do ensino médio sequestradas pela milícia terrorista Boko Haram em 2014 numa escola em Chibok, no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, morreram em bombardeiros, de fome, malária ou picada de cobra, revelou reportagem do jornal americano The Wall Street Journal.

Das 276 meninas, 163 estão livres. Destas, 57 fugiram nos primeiros dias depois do sequestro. Três escaparam depois e 103 foram libertadas com a intermediação da Suíça. Pelo menos 13 morreram e o destino de outras 100 não foi esclarecido.

A maioria das mortes teria acontecido em bombardeios. Duas meninas obrigadas a casar com rebeldes morreram no parto.

Quando o último grupo, de 82 estudantes, foi solto, o presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, prometeu às famílias libertar todas as meninas que faltam. Está devendo.

Cerca de 20 mil pessoas foram mortas desde que a milícia extremista muçulmana Boko Haram aderiu à luta armada para impor a lei islâmica na região, em 2009. Seu nome significa "repúdio à educação ocidental". Por isso, atacaram uma escola

Em março de 2015, seu líder, Abubakar Shekau, jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. O grupo passou a se chamar Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

Estas duas organizações são responsáveis pela maioria das mortes em ataques terroristas no mundo inteiro.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Exército da Nigéria confirma morte de líder do Boko Haram

As Forças Armadas da Nigéria confirmaram hoje a morte do líder da milícia extremista muçulmana Boko Haram, Abubakar Shekau. O comandante da operação, general Lucky Irabor, declarou durante revista a tropas no estado de Adamawa que Shekau e pelo menos outros dois rebeldes que se passavam pelo chefe estão mortos.

"Posso confirmar que o Shekau original foi morto, o segundo Shekau foi morto e outro homem que se apresentava como Shekau foi ferido dias atrás. Ainda temos de confirmar sua morte", afirmou o general, citado pelo jornal nigeriano Daily Post.

O verdadeiro Shekau teria morrido num bombardeio aéreo à floresta de Sambisa, no Nordeste da Nigéria, onde o Boko Haram se refugiou depois da grande ofensiva lançada pelo Exército nigeriano desde a posse do presidente Muhammadu Buhari, em 29 de maio de 2015.

Desde que o Boko Haram aderiu à luta armada para impor a lei islâmica na região, a guerra civil deflagrada pelo grupos causou mais de 21,4 mil mortes. Mais de 1 milhão fugiram de casa.

Em março de 2015, Shekau jurou lealdade ao Estado Islâmico e passou a descrever a milícia como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

sábado, 28 de maio de 2016

Vingadores do Delta do Níger atacam mais um oleoduto na Nigéria

Em sua campanha de sabotagem à indústria do petróleo da Nigéria, o grupo rebelde Vingadores do Delta do Níger atacou um ramo do oleoduto Nembe, operado pela empresa italiana ENI, confirmou hoje o governo do estado de Bayelsa.

Depois de três meses de ações do grupo, a produção de petróleo da Nigéria caiu ao menor nível em duas décadas. O novo grupo guerrilheiro revela coragem e ousadia, observa a empresa de consultoria e análise estratégica Stratfor. Seus ataques são bem planejados e atingem alvos estratégicos.

Durante dez anos, de 2004 a 2014, o Movimento pela Emancipação do Delta do Nilo fez ações armadas na principal região produtora de petróleo do país. Declarou uma trégua durante o governo de Goodluck Jonathan, um sulista, enquanto crescia no Norte da Nigéria a rebelião muçulmana da milícia terrorista Boko Haram.

Sulista e cristão, Jonathan não teria poder para derrotar o Boko Haram. Agora que o presidente Muhammadu Buhari, um muçulmano nortista, completa um ano no poder com avanços na guerra contra a milícia jihadista, um novo desafio surge no Sul para assinalar a divisão da Nigéria.

sábado, 26 de março de 2016

Nigéria anuncia libertação mais de 800 reféns do Boko Haram

O Exército da Nigéria resgatou mais de 800 reféns mantidos pela milícia extremista muçulmana Boko Haram, que há mais de um ano se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, noticiou a televisão árabe Al Jazira.

Só na vila de Kussuma foram soltos 520 reféns e mais de 300 em outras aldeias do Nordeste da Nigéria, declarou o porta-voz do Exército, coronel Sani Kukasheka Usman. Pelo menos 25 jihadistas foram mortos.

Derrotar a rebelião muçulmana do Boko Haram, cujo nome significa repúdio à educação ocidental, é uma prioridade do presidente Muhammadu Buhari, no poder há 10 meses. Desde então, o Boko Haram perdeu territórios, mas ainda é capaz de fazer ações terroristas, principalmente no Nordeste da Nigéria. Também atacou países vizinhos como Camarões, Chade e Níger.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Extremistas muçulmanos massacram 500 cristãos na Nigéria

Numa série de ataques desde o mês passado, camponeses extremistas muçulmanos mataram 500 pequenos agricultores cristãos em aldeias do centro da Nigéria. Os matadores ainda estariam escondidos nas vilas. Isso impede os sobreviventes de resgatar os corpos e enterrá-los.

"Temos cadáveres jogados pelo chão como num campo de guerra do Império Romano na época do imperador Nero", declarou Steven Enada, um ativista que trabalha no desenvolvimento da região, em entrevista ao boletim de notícias Morning Star.

Mais de 7 mil pessoas fugiram de suas aldeias para escapar da matança no estado de Benue. Um sobrevivente declarou a uma delegação enviada pelo presidente Muhammadu Buhari que "aldeias inteiras foram completamente destruídas por pastores da etnia fulane. Cadáveres de cristãos não identificados ainda estão sendo encontrados. Suas propriedades foram saqueadas pelos invasores fulanes. Enquanto falo com vocês, pastores fulanes estão vivendo em aldeias desertas. Não consigo acreditar no que vi.""

Líderes dos pastores justificaram os massacres como retaliação pela morte de 10 mil reses, atribuída aos agricultores cristãos, que negam tudo. Para o advogado defensor dos direitos humanos Emmanuel Ogebe, parte de missão investigadora, era impossível matar tanto gado: "Uma matança dessas duraria semanas e as carcaças dos animais estariam por toda a região de Agatu, com um fedor insuportável no ar."

Ogebe atribuiu o massacre ao jihadismo, à "guerra santa" islâmica para converter ou matar os infiéis. Cita como prova o fato de que os assassinos ainda estão nas aldeias como numa guerra de conquista. "Nenhuma mesquita foi incendiada, enquanto todo o resto foi arrasado" afirmou Andy Obeya, de uma equipe de ajuda humanitária.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Atentado suicida contra mesquita mata quatro pessoas em Camarões

Um atentado terrorista suicida contra uma mesquita deixou quatro mortos e dois feridos hoje no Norte da República de Camarões, um país da África Ocidental atacado repetidas vezes pela milícia extremista muçulmana Boko Haram, noticiou a Agência France Presse (AFP).

Sob intensa pressão dos exércitos da Nigéria e de países vizinhos desde a posse do presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, em 29 de maio de 2015, o grupo Boko Haram apela cada vez mais para o terrorismo. Tem usado mulheres-bomba para driblar as forças de segurança.

Buhari chegou a declarar no fim do ano passado que a revolta do grupo jihadista estava derrotada. O Boko Haram, que hoje se apresenta como Estado Islâmico da África Ocidental, perdeu território, mas mantém a ameaça como organização terrorista.

Pelo menos 15 mil pessoas foram mortas na região desde que o Boko Haram aderiu à luta armada, em 2009.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Boko Haram ataca mais duas mesquitas na Nigéria

Muitos fiéis foram mortos e vários outros feridos com a explosão de uma bomba em uma mesquita na cidade de Yola, capital do estado de Adamawa, no Nordeste da Nigéria, horas depois de um duplo atentado suicida contra uma mesquita em Maiduguri, capital do estado de Borno.

Ao menos 18 pessoas foram mortas e outras dezenas feridas em Maiduguri. Em Yola, foram pelo menos 30 mortos e mais de 100 feridos.

Ninguém reivindicou a autoria dos ataques. As maiores suspeitas recaem sobre a milícia extremista muçulmana Boko Haram, que agora se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

Só o Estado Islâmico do Iraque e do Levante cometeu mais atentados terroristas suicidas em 2015 do que o Boko Haram e nenhum grupo usou mais mulheres-bomba do que o Boko Haram até hoje. Neste ano, foram 53, depois de oito no ano passado, num total de 61. No mesmo período, houve 86 explosões de homens-bomba da milícia.

Com a posse do ex-ditador e ex-general Muhammadu Buhari como presidente da Nigéria em 29 de maio, o Exército intensificou o combate à milícia jihadista. Depois de perder o controle de quase todos os territórios conquistados, o Boko Haram passou a apelar para o terrorismo suicida e para mulheres, menos sujeitas a revistas corporais do que os homens.

As mulheres-bomba foram usadas pelo Partido Social Nacionalista Sírio, comunista, e pela milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus) no Líbano nos anos 1980s para lutar contra invasão israelense e a intervenção militar dos Estados Unidos e da França.

Longe do Oriente Médio, os Tigres da Libertação do Ilam Tamil, que lutavam contra a dominação da maioria cingalesa no Sri Lanka, usaram 46 mulheres-bomba dos anos 1990s até sua dissolução, em 2009. Uma das vítimas foi o primeiro-ministro da Índia Rajiv Gandhi, assassinado em 1991. Era o grupo que mais tinha apelado para atentados terroristas suicidas femininos antes do Boko Haram.

No fim dos anos 1990s, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), comunista, usou mulheres suicidas na luta contra a Turquia para criar um Estado nacional curdo.

Durante a segunda intifada, a revolta contra a ocupação israelense deflagrada em 2000, grupos palestinos recorreram ao terrorismo suicida. Quando Israel reforçou a segurança, as milícias palestinas apelaram para mulheres.

Outra onda de mulheres-bomba foi usada pelos chechenos em sua guerra contra a Rússia. De 2000 a 2004, as chamadas viúvas negras, mulheres de homens mortos na luta, atacaram alvos na Chechênia, inclusive o presidente da República, e civis na Rússia.

A rede terrorista Al Caeda no Iraque, que depois virou Estado Islâmico do Iraque e Estado Islâmico do Iraque e do Levante, passou a usar mulheres-bomba a partir do fim de 2005. Em novembro daquele ano, atacou três hotéis de empresas ocidentais em Amã, na Jordânia.

O Boko Haram aderiu à luta armada em 2009 e começou a usar mulheres-bomba em 2014. Até hoje, foram 61.

sábado, 4 de julho de 2015

Seis mulheres-bomba atacam no Nordeste da Nigéria

Seis terroristas suicidas se detonaram na vila de Zabarmari, a apenas 10 quilômetros de Maiduguri, capital do estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, noticiou hoje a Agência France Presse (AFP), citando fontes do Exército nigeriano.

Depois do ataque, os soldados encontraram um carro cheio de explosivos. Desde ontem, o Exército da Nigéria e a milícia extremista muçulmana Boko Haram travam uma batalha feroz em Zabarmari. As mulheres-bomba acionaram os explosivos que levavam junto ao corpo em meio à população civil em fuga.

Cerca de 200 pessoas numa série de ataques do grupo jihadista desde 1º de julho de 2015. O novo presidente da Nigéria, o general da reserva e ex-ditador Muhammadu Buhari, considera o combate aos rebeldes islamitas uma das prioridades de seu governo.

O Boko Haram, cujo nome original significa repúdio à educação ocidental, jurou meses atrás lealdade ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante e agora se apresenta como a província do Estado Islâmico na África Ocidental.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Boko Haram mata mais 52 pessoas na Nigéria

Pistoleiros suspeitos de pertencer à milícia extremista muçulmana Boko Haram mataram pelo menos 42 pessoas em ataques separados contra duas vilas do estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, ontem e anteontem. Outras dez pessoas morreram num atentado suicida no vizinho estado de Yobe, noticiou hoje a Agência France Presse (AFP).

Cerca de 30 milicianos invadiram Debiro Biu na segunda-feira e Debiro Hawul na terça-feira, duas vilas remotas desprotegidas da atual ofensiva do Exército contra os jihadistas, acusados por uma operação conjunta da Nigéria, do Níger, do Chade, do Benin e de Camarões.

Ao todo, pelo menos 250 pessoas foram mortas na Nigéria desde a posse em 29 de maio de 2015 do presidente Muhammadu Buhari, um general da reserva que prometeu linha dura no combate aos rebeldes jihadistas. Desde que aderiu à luta armada para impor a lei islâmica na África Ocidental, em 2009, o Boko Haram deflagrou uma guerra civil em que cerca de 15 mil pessoas morreram.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Nigéria vai comandar força regional contra Boko Haram

A Nigéria vai liderar uma força conjunta de países da África Ocidental para lutar contra a milícia terrorista muçulmana Boko Haram sob o comando de um nigeriano, decidiu ontem uma reunião de cúpula realizada em Abuja. É um sinal claro da determinação do novo presidente nigeriano, Mahummadu Buhari, de combater a insurreição jihadista.

Buhari, um ex-ditador de 72 anos convertido à democracia que chegou ao poder depois de perder três eleições, tomou posse em 29 de maio de 2015 e estabeleceu como prioridade derrotar o Boko Haram. Desde então, pelo menos 150 pessoas foram mortas na guerra civil da milícia jihadista, que luta para impor a lei islâmica à África Ocidental.

Há três dias, 43 pessoas morreram em ataques a três vilas do estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, principal foco da rebelião.

A Força Conjunta de Intervenção Multinacional terá 8,7 militares e policiais sob o comando de um general da Nigéria. O subcomandante será de Camarões e o chefe do Estado-Maior, do Chade. O Benin e o Níger também participam.

Eles entram em ação em 30 de julho. Substituem a aliança formada por Nigéria, Níger, Chade e Camarões, que conseguiu uma série de vitórias contra o Boko Haram nos últimos quatro meses. Desde 2009, a guerra civil deflagrada pela milícia causou a morte de mais de 15 mil pessoas.

O grupo Boko Haram, que significa repúdio à educação ocidental, anunciou recentemente uma aliança com o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mas isso foi interpretado mais como um sinal de fraqueza do que uma aliança efetiva com apoio financeiro, logístico e militar.