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quinta-feira, 5 de setembro de 2019

África do Sul fecha embaixada e consulado na Nigéria para evitar retaliação

Depois de uma série de ataques retaliatórios contra empresas sul-africanas na Nigéria por causa de ataques a nigerianos na África do Sul, o governo sul-africano anunciou hoje o fechamento temporário de suas representações diplomáticas naquele país.

A Nigéria e a África do Sul são as maiores economias da África. A integração econômica do continente depende do bom relacionamento entre elas. Os dois governos estão tomando providências para evitar o agravamento da situação.

Desde o último fim de semana, pelo menos sete pessoas foram mortas e dezenas foram feridas na África do Sul numa onda de violência xenofóbica na província de Gauteng, onde ficam a capital do país, Pretória, e a maior cidade e principal centro econômico, Joanesburgo. Meu comentário:
Ao participar de reunião do Fórum Econômico Mundial na África do Sul, o presidente Ramaphosa defendeu a integração econômica no Acordo de Livre Comércio Continental Africano como caminho para o desenvolvimento e a paz social. O vice-presidente da Nigéria, Yemi Osinbajo, que deveria participar, não foi em protesto contra os ataques a nigerianos.
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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

CNA recua nas eleições municipais na África do Sul

O Congresso Nacional Africano (CNA) teve nas eleições municipais de hoje na África do Sul seu pior resultado desde que chegou ao poder, em 1994, com o fim do regime segregacionista do apartheid, a ditadura da minoria branca, que durou 300 anos, informa a televisão pública britânica BBC.

Até agora, a maior derrota deve ser na cidade da Baía Nelson Mandela, na periferia de Porto Elizabeth, onde a Aliança Democrática, maior partido de oposição, está perto da vitória.

O CNA ganha nacionalmente com 54% dos votos, mas perde em grandes cidades como a Cidade do Cabo e Porto Elizabeth. Em Joanesburgo, a maior cidade sul-africana, e em Pretória, a capital, a disputa é apertada.

Depois de 22 anos de monopólio do poder, o CNA sofre com o desgaste de governar, o não cumprimento de promessas de inclusão social e os escândalos de corrupção envolvendo o partido, a começar pelo presidente Jacob Zuma, condenado a devolver aos cofres públicos US$ 23 milhões gastos em obras em sua residência particular.

Os resultados finais serão anunciados neste sexta-feira.