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quinta-feira, 5 de setembro de 2019

África do Sul fecha embaixada e consulado na Nigéria para evitar retaliação

Depois de uma série de ataques retaliatórios contra empresas sul-africanas na Nigéria por causa de ataques a nigerianos na África do Sul, o governo sul-africano anunciou hoje o fechamento temporário de suas representações diplomáticas naquele país.

A Nigéria e a África do Sul são as maiores economias da África. A integração econômica do continente depende do bom relacionamento entre elas. Os dois governos estão tomando providências para evitar o agravamento da situação.

Desde o último fim de semana, pelo menos sete pessoas foram mortas e dezenas foram feridas na África do Sul numa onda de violência xenofóbica na província de Gauteng, onde ficam a capital do país, Pretória, e a maior cidade e principal centro econômico, Joanesburgo. Meu comentário:
Ao participar de reunião do Fórum Econômico Mundial na África do Sul, o presidente Ramaphosa defendeu a integração econômica no Acordo de Livre Comércio Continental Africano como caminho para o desenvolvimento e a paz social. O vice-presidente da Nigéria, Yemi Osinbajo, que deveria participar, não foi em protesto contra os ataques a nigerianos.
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quarta-feira, 22 de abril de 2015

África do Sul fecha consulado em Lagos por causa de protestos

A África do Sul fechou ontem e hoje seu consulado em Lagos, a maior cidade da Nigéria, por causa dos protestos contra a xenofobia e os ataques a imigrantes. Na Nigéria, o Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador sul-africano para pedir explicações sobre a onda de violência em que pelo menos sete estrangeiros foram mortos, informou o sítio sul-africano News24.

"O motivo da convocação é registrar o protesto da Nigéria contra os ataques xenofóbicos em andamento contra irmãos africanos na África do Sul", declarou em nota a chancelaria nigeriana.

Com a crise econômica e o desemprego elevado na África do Sul, os imigrantes e refugiados estão sendo alvo de ataques xenofóbicos na periferia de Joanesburgo, a maior cidade sul-africana. Moçambicanos, nigerianos e zimbabuenos estão entre os mais visados. Em resposta, os nigerianos têm protestado regularmente diante da embaixada sul-africana em Abuja e do consulado em Lagos.

Depois de um encontro com líderes civis, empresariais e religiosos, o presidente Jacob Zuma prometeu atacar as causas "subjacentes" da violência: "Os sul-africanos não são xenófobos. Se não lidarmos com as causas subjacantes, vai voltar."

Essas causas são o baixo crescimento, de 1,5% em 2014; o desemprego elevado, de 24,3% no fim de 2014; e a falta de políticas sociais efetivas para resgatar a dívida histórica de séculos de discriminação racial e dominação pela minoria branca.

Corrupto e incompetente, Zuma não se mostra à altura do desafio e da herança de Nelson Mandela. Como todo grande movimento de libertação nacional, talvez tenha chegado a hora de mudar para o Congresso Nacional Africano (CNA). A África do Sul foi ultrapassada pela Nigéria como maior economia da África e apresenta cada vez mais os vícios políticos observados em outros países africanos.

quinta-feira, 21 de março de 2013

França teve aumento de 23% em ataques racistas

Os atos e as ameaças de caráter racista, antissemita ou antimuçulmano tiveram um "aumento forte" e "preocupante" de 23% em 2012 na França, reconheceu a Comissão Nacional Consultiva dos Direitos do Homem, acrescentando que "há uma perigosa banalização do racismo".

No ano passado, a polícia francesa registrou 1.539 ações e ameaças de caráter racista ou xenofóbico. "Pelo terceiro ano consecutivo", a comissão constata que "os indicadores de racismo estão em alta e que a intolerância aumentou".

O antissemitismo teve dois picos, em março, por causa do caso Merah, e em outubro e novembro, quando Israel atacou o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Faixa de Gaza. Mohamed Merah, filho de imigrantes argelinos, matou sete pessoas numa série de ataques, inclusive três crianças de uma escola judaica, provocando também uma reação antimuçulmana.

Merah se declarou seguidor da rede terrorista Al Caeda. Em setembro e outubro, o sentimento negativo dos franceses em relação aos muçulmanos foi alimentado pela divulgação do filme A Inocência dos Muçulmanos, ofensivo ao Islã e ao profeta Maomé.

A pesquisa nota "um aumento marcante da desconfiança em relação aos muçulmanos" e "uma rejeição crescente dos estrangeiros, percebidos cada vez mais como parasitas, vistos como uma ameaça".

Para 55% dos entrevistados, quatro pontos percentuais a mais do que em 2011, os muçulmanos formam "um grupo à parte dentro da sociedade", enquanto 69% acreditam que "há imigrantes demais hoje na França".

Essa banalização do racismo se alimenta de um discurso político contra a imigração e contra certas religiões, reporta o jornal francês Libération.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Sarkozy mantém deportação de ciganos

Apesar dos protestos da União Europeia, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, decidiu manter a controvertida política de expulsar ciganos dentro de seu plano para combater a criminalidade.

Diante da crise econômica, Sarkozy quer fazer da segurança um tema central da eleição presidencial de 2012.

Num recuo, o presidente resolveu não cassar a cidadania francesa de quem praticar a poligamia, mas deve fazer isso contra imigrantes que atacarem a polícia.

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

UE denuncia discriminação de muçulmanos

No seu estudo mais completo sobre a islamofobia até agora, a União Européia concluiu que os muçulmanos sofrem de discriminação social e trabalhista na Europa.

"Independentemente de sua origem étnica ou de sua maneira de praticar a religião, muitos muçulmanos europeus sofrem discriminação no emprego, na escola e na moradia", afirma o relatório Os Muçulmanos na UE: discriminação e xenofobia, do Observatório Europeu do Racismo e da Xenofobia. A pesquisa, feita com muçulmanos de 11 países europeus, constata ainda que a integração é muito menor na terceira geração.

Este é um alerta grave porque vários atentados terroristas suicidas têm sido cometidos por jovens de classe média que nunca moraram nos países de seus ancestrais e sentem-se discriminados nas sociedades ocidentais que não os acolhe comom iguais.

Ao todo, são 13 milhões de muçulmanos que vivem na UE, 3,5% da população comunitária.

"Muitos muçulmanos europeus, sobretudo jovens, enfrentam barreiras que lhes impede de subir na escala social, o que pode gerar um sentimente de desesperança e exclusão social", adverte o estudo. "Nasci e cresci aqui", conta um muçulmano que vive na Alemanha. "Quis fazer parte desta sociedade mas descubri que não sou eu que decido. Muita gente da segunda ou terceira gerações tem dificuldade de se sentir parte desta sociedade".

Numa pesquisa feita pela Universidade La Sapienza, de Roma, metade dos jovens de 14 a 18 anos disseram que "os muçulmanos têm leis bárbaras e apóiam o terrorismo internacional".

Outra pesquisa, publicada no jornal alemão Frankfurter Allgemeine, indica que 93% dos alemães associam os muçulmanos a maus-tratos a mulheres e 83% com o terrorismo.